No Rio de Janeiro, um Romeu e Julieta na versão gay Resposta

Teatro

Um espetáculo que narra o amor proibido entre dois jovens, que pertencem a famílias inimigas, e que superam os obstáculos em nome da paixão. Uma sinopse velha conhecida de todos, não? A história nos remete ao clássico de William Shakespeare, Romeu e Julieta. Mas como inspiração só mesmo o título da obra, e, mesmo assim, com suas particularidades. No dia 28 de dezembro, a ousada e divertida peça Romeu & Romeu, com direção de Ignácio Coqueiro, estreou no Centro Cultural Solar de Botafogo, Zona Sul do Rio. A montagem conta a história de amor de dois homens, que vão morar juntos e sofrem preconceito por serem gays. De trágico, o espetáculo não tem nada. O texto de Ronaldo Ciambroni mostra de forma leve e com muito bom humor as dificuldades do dia a dia de um casal, os ciúmes, os dilemas domésticos e, claro, o preconceito. E, mesmo quando o assunto é sério e nos faz parar para pensar, tudo é tratado de maneira respeitosa e atrativa. No palco, Adriano DiCarvalho e Iuri Saraiva dão  vida aos personagens. Ignácio Coqueiro assina a direção do espetáculo.

PEÇA: “Romeu Romeu”, com direção de Ignácio Coqueiro,
LOCAL: Teatro Solar Botafogo (Rua General Polidoro 180, Botafogo / Tel: 2543-5411)
HORÁRIOS: Sexta e sábado, às 21h30. Domingo, às 20h30.
TEMPORADA: Até 24 de fevereiro.

Estúdios recusam novo filme de Steven Soderbergh, por considerá-lo ‘demasiado gay’ Resposta

Cena do filme

Cena do filme

O filme de Steven Soderbergh (de “Traffic” e “Erin Brockovich”) Behind the Candelabra, com Michael Douglas e Matt Damon nos principais papéis – que retrata a vida de Liberace (Douglas) e do seu jovem amante Scott Thorson (Damon) – foi recusado por todos os estúdios a que foi apresentado por ser considerado “demasiado gay”.

Apesar de ter um realizador de renome, duas estrelas bastante conhecidas, e um orçamento irrisório para uma produção de Hollywood, de 5 milhões de dólares, Behind the Candelabra apenas encontrou ‘uma casa’ na estação de televisão americana HBO.
Em 2013, num mundo pós Brokeback MountainI Love You Phil MorrisMilk, entre outros, e produções televisivas como Modern Family Glee, resta saber o que ainda é considerado como “demasiado gay” em Hollywood.
O filme tem Michael Douglas no papel do lendário performer e Matt Damon como seu jovem amante Scott Thorson. O filme é baseado nas memórias de Thorson. O diretor e os atores conversaram com os jornalistas numa coletiva de imprensa promovida pelo canal em Pasadena, Califórnia.

De acordo com a “Entertainment Weekly”, Douglas disse que Damon foi corajoso ao aceitar o papel.

– Não acho que eu teria tido a mesma coragem que ele está tendo – disse Douglas.

Douglas contou que o diretor o convidou para o papel 13 anos atrás, no set de “Traffic”.

– Logo no início das filmagens, Steven disse: ‘Já pensou sobre Liberace?’, lembrou Douglas. – Olhei para ele e pensei: ‘esse cara está brincando comigo?’. Isso mostra como a ideia é antiga.

Damon contou que o filme mostra um nível de intimidade jamais visto em relacionamentos gays no cinema.

– Se esta fosse uma relação entre um homem e uma mulher, você diria em alguns momentos: ‘opa, eu não deveria estar aqui’ (tamanha a intimidade do relato). Mas isso é entre dois homens, e eu nunca vi esse filme antes – disse Damon.

Os atores disseram que precisaram passar dias a fio em testes de figurino. Algumas das roupas de Liberace foram usadas como modelos, mas eles não tiveram acesso a elas.

*Fontes: Qüir Patrícia Kogut

Barriga de aluguel domina debate sobre casamento gay na França 1

REUTERS

Foto: REUTERS

A circular do Ministério da Justiça da França facilitando a obtenção da nacionalidade francesa para bebês nascidos de uma barriga de aluguel no exterior, mas de pai francês, é o assunto em destaque na imprensa nesta quinta-feira. Os jornais destacam a polêmica que inflamou a classe política no momento em que os deputados analisam o projeto que autoriza o casamento gay na França.

O conservador Le Figaro diz que a circular emitida pelo ministério da Justiça provocou uma verdadeira tormenta no país. A iniciativa da ministra Christiane Taubira despertou a ira da direita e causou mal-estar na esquerda, segundo o jornal. Para Le Figaro, apesar de a ministra ter dito que a gestação por meio de uma barriga de aluguel continuará proibida na França, ela não convenceu ninguém. A direita vê na circular um primeiro passo para, no futuro, autorizar a procriação assistida, como pedem diversas associações de direitos dos homossexuais.

Para o progressista Libération, apesar de não estar no texto sobre o projeto de lei do casamento gay, a circular da ministra da Justiça caiu como uma luva nas mãos dos conservadores. Deputados dizem que o tema reforçou a mobilização da direita contra o casamento homossexual. Os deputados que entraram na batalha sem muita convicção de ganhar agora encontraram um argumento para torpedear o projeto.

Em seu editorial, o católico La Croix retoma uma pergunta feita por um político de centro: a circular do governo foi um erro involuntário ou uma provocação ? Muitos vão criticar a famosa hipocrisia francesa, escreve o jornal. Isso porque vai reconhecer uma criança concebida por meio de uma prática que é proibida na França.

La Croix indaga se a lei que proíbe a barriga de aluguel, criada para evitar o comércio do corpo e motivada pelo respeito devido às mulheres, principalmente as mais pobres, vai resistir por muito tempo.

Le Parisien considera que o tema da “barriga de aluguel” veio atrapalhar o debate sobre o casamento gay. O jornal publica também o depoimento de uma francesa que vive nos Estados Unidos e se diz feliz em poder ajudar casais franceses estéreis a realizarem o sonho de ter filhos.

Sandrine, de 41 anos, diz que para a sociedade americana, não cabe ao Estado dizer quem tem e que não tem o direito de ter filhos. Visto dos Estados Unidos, o debate na França é arcaico, escreve Le Parisien.

Reportagem: RFI

Cachorro que seria sacrificado porque ex-dono achava que ele era gay é adotado Resposta

Cão

A história é triste, lamentável e demonstra a que ponto a ignorância do ser humanos chega. A homofobia prejudica até os cães. Ainda bem que neste caso, o final foi feliz.

Um cachorro que havia sido abandonado por ser gay e seria sacrificado hoje em um canil em Jackson, no estado do Tennessee (EUA), foi adotado horas antes de ser morto, segundo o jornal The Tennessean.

O abrigo de animais, inclusive, recebeu dezenas de ligações após o site Gawker publicar uma reportagem contando que o dono abandonou o pitbull após outro cão montar sobre ele, simulando um ato sexual.

Especialistas, contudo, dizem que o fato de um cão montar sobre outro não indica sua orientação sexual, mas é um sinal de domínio. E mesmo que o cachorro fosse gay, qual é o problema?

No Facebook, amantes de animais tentavam encontrar um novo dono para o pitbull e divulgavam uma mensagem que dizi “não deixe este cão lindo morrer. Seu proprietário é um ignorante”.

Gays que saem do armário são menos estressados, aponta estudo Resposta

Segundo estudo, gays que 'saem do armário' são menos estressados (Foto: Cheryl Ravelo/Reuters)

Segundo estudo, gays que ‘saem do armário’ são menos estressados (Foto: Cheryl Ravelo/Reuters)

Gays e lésbicas que assumem sua orientação sexual são menos estressados em relação aos que não saem do armário, e frequentemente mais relaxados que heterossexuais, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira no periódico científico “Psychosomatic Medicine”.

Pesquisadores do Hospital Louis H. Lafontaine, afiliado à Universidade de Montreal, testaram os níveis de cortisol – um hormônio do estresse – e outros indicadores de tensão em homossexuais, bissexuais e heterossexuais.

“Contrariando nossas expectativas, homens gays e bissexuais têm menos sintomas depressivos e níveis menores de carga alostática (uma medida do estresse do corpo) do que homens heterossexuais”, afirmou Robert-Paul Juster, o principal autor do estudo.

“Lésbicas, gays e bissexuais que se assumiram para suas famílias e amigos tinham níveis menores de sintomas psiquiátricos e menores níveis de cortisol pela manhã em relação aos que ainda estavam no armário”, acrescentou.

Os pesquisadores testaram 87 homens e mulheres, todos por volta de 25 anos, administrando questionários psicológicos e realizando exames de sangue, saliva e urina para medir o estresse. A descoberta pode dar apoio aos defensores dos direitos dos homossexuais.

Abrigo
A província de Quebec tem sido um refúgio para homossexuais franceses que afirmam sofrer intolerância em seu país natal, que está agora envolvido em um intenso debate sobre a legalização do casamento gay e a adoção por homossexuais. “À medida que os participantes do estudo desfrutam de direitos progressistas no Canadá, eles podem se tornar inerentemente mais saudáveis e resistentes”, disse Juster.

“Sair do armário não é mais um assunto de debate popular, mas uma questão de saúde pública. Internacionalmente, as sociedades devem se esforçar para facilitar essa autoaceitação, promovendo a tolerância, o avanço da política e a dissipação do estigma de todas as minorias”.

Quando perguntado sobre o pequeno número de pessoas analisadas, Juster disse que devido ao custo do estudo – com cada participante recebendo US$ 500 – o número de pessoas pesquisadas foi “respeitável”.

Ele acrescentou que estudos neurológicos frequentemente buscam mais informações detalhadas de um pequeno conjunto de temas em comparação com a pesquisa epidemiológica.

*Fonte: France Presse

“Bebês Thalys”: Lésbicas francesas inseminadas na Bélgica Resposta

Belgica

Na Bélgica, os casais de lésbicas podem recorrer à inseminação artificial para ter filhos e os hospitais do país estão autorizados a receber não só cidadãs belgas. As francesas são das que mais recorrem a este método na Bélgica já que em França não estão autorizadas.
Todos os anos, cerca de duas mil crianças francesas são concebidas em território belga através da inseminação. 
São mesmo chamados de “bebês Thalys”, o nome do comboio que faz a ligação entre Paris e Bruxelas.
Na Clínica Erasme, uma das mais conhecidas na capital belga, conhecemos um casal, duas mulheres dos arredores de Paris que não quiseram ser identificadas, que nos explicou como chegou a este centro: “encontramos a Clínica Erasme na internet. Ligamos a primeira vez em junho porque só aceitam marcações duas vezes por ano e conseguimos a consulta em dezembro. É uma grande sorte para nós”

Como os centros belgas fazem a procriação medicamente assistida a estrangeiros, estão a ser vítimas do próprio sucesso e o excesso de procura obrigou a que fossem criados limites.

Anne Delbaere, responsável pela clínica de fertilidade Erasme, lembra que “há dez anos decidimos restringir os pedidos vindos de França no que diz respeito à doação de esperma porque, e este é um caso específico do nosso centro, trabalhamos com o nosso próprio banco e estamos limitados ao número de doadores.”

A primeira etapa deste longo percurso passa por um encontro com a psicóloga da clínica que deve dar um parecer positivo.
A psicóloga Chantal Laruelle garante que “o objetivo não é encontrar falhas nas pessoas que recorrem a nós, mas é sobretudo refletir em conjunto sobre determinadas questões que inevitavelmente aparecem em algum momento da vida destas crianças.”

À saída deste primeiro encontro, longe da polêmica que decorrem em França sobre a legalização do casamento homossexual, as duas mulheres que conhecemos garantem que estão conscientes da grande responsabilidade que vão assumir.
A que se prepara para ser inseminada explicou que “a consulta não correu mal. Tentamos ser sinceras e a psicóloga deu-nos alguns conselhos para algumas situações que podem acontecer se conseguirmos ter um filho”.

A outra mulher lembra que “se a lei for aprovada, isso vai permitir-me adotar a criança e ser considerada também mãe, poder educá-la se alguma coisa de mal acontecer. Caso contrário, eu teria educado, amado a criança e no final seria entregue a outra pessoa.”

*Reportagem Euronews

Justiça de São Paulo determina libertação de um dos agressores de André Baliera 3

O personal trainer Diego Mosca Lorena de Souza, um dos agressores de André Baliera.

O personal trainer Diego Mosca Lorena de Souza, um dos agressores de André Baliera.

Por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), deverá ser solto nesta quarta-feira (27), ou amanhã cedo, o personal trainer Diego Mosca Lorena de Souza, um dos dois agressores do estudante de Direito André Cardoso Gomes Baliera. Ele está detido desde três de dezembro, sob a acusação de tentativa de homicídio. A decisão judicial pode beneficiar também o estudante Bruno Portieri, o outro agressor.

+ Caso André Baliera vai ao procurador geral

+ Suspeitos de agredir André Baliera não responderão por tentativa de homicídio

+ Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia em São Paulo

+ Advogado nega homofobia em agressão em Pinheiros; dupla é transferida para Osasco (SP)

Estudante de Direito é vítima da homofobia em São Paulo

Os dois foram detidos em flagrante. No pedido de habeas corpus que levou à Justiça, o advogado do personal trainer, o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse que os laudos periciais não foram concluídos até agora. “Não há elementos que definem se houve mesmo tentativa de homicídio ou foi só lesão corporal”, disse.

Ao conceder a liminar que autorizou a soltura, o desembargador Newton Neves, relator do caso, disse que existe um conflito sobre o tipo de acusação que pesa sobre os dois. Para ele, “é preciso cautela e análise de fundo dos documentos e teses apresentadas, a fim de se evitar prejuízo a ampla defesa e contraditório o que por si só, justifica a concessão da liminar pleiteada”.

Ao justificar o habeas corpus, Mariz de Oliveira também argumentou que Souza têm emprego fixo e residência conhecida. “Além disso, acrescentei ao pedido de habeas corpus um abaixo assinado com trezentas assinaturas de pessoas que o conhecem e o defendem”, contou.

O caso ocorreu no dia 3 de dezembro, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Baliera contou que, ao voltar para casa, no final da tarde, foi insultado e agredido por duas pessoas que passavam a bordo de um carro. Ele também disse que a motivação dos agressores foi sua orientação sexual.

Mariz refuta a acusação. Para ele houve apenas uma briga de trânsito, como muitas outras que acontecem em São Paulo. “O caso ganhou todo esse destaque por causa da acusação de homofobia.”

Dinheiro sujo

Pelo Facebook, André Baliera desabafou: “A justiça, como tudo nesses dias atuais, vale-se do quanto se pode pagar por ela… O nobre advogado, um dos maiores criminalistas do país, fez toda a diferença pro caso, não obstante as alegações claramente mentirosas que se furtam do depoimento das testemunhas e dos acontecimentos pós violência, como a frase do Bruno Portieri de que eu só apanhei porque fui besta e que se tivesse continuado meu caminho eu não teria apanhado. Quer dizer, repito, por óbvio o senhor Bruno tem convicções claras que o fazem crer que o papel de um homossexual nessa nossa sociedade é de ouvir calado as ofensas contra ele, colocar ‘o rabo entre as pernas’ e correr pra casa disposto a lamentar o fato de ser uma ‘aberração’. Pois eu não penso assim. Nunca ouvirei calado ofensas ao que eu sou desde que nasci, muito embora algumas pessoas mal intencionadas teimem em dizer que a orientação sexual é uma escolha, o que ela não é. Como estudante de Direito muito me entristece o caminho argumentativo pobre e mentiroso do Dr. Mariz, que tem emprestado à ciência jurídica um papel asqueroso ratificando as anedotas contra os operadores do direito como se nosso único objetivo fosse os honorários recebidos, a despeito da justa busca pela verdade dos fatos. Transforma-se o belo princípio do contraditório em dejeto e quem sofre sou eu e minha família enquanto brindam a violência, a homofobia e o dinheiro sujo que conduz a minha dor.”

*Com informações do Jornal Dia a Dia.

 

‘Não senti nenhum tipo de homofobia’, diz ex-BBB Aslan 2

Ex-BBB Aslan no Projac, Zona Oeste do Rio (Foto: Isac Luz/ EGO)

Ex-BBB Aslan no Projac, Zona Oeste do Rio (Foto: Isac Luz/ EGO)

Em paredão em que enfrentou Marcello, o artista plástico Aslan Cabral foi eliminado do “Big Brother Brasil 13” na noite desta terça-feira, 29, com 79% dos votos do público. Ao deixar o confinamento, o ex-BBB conversou com jornalistas ainda no Projac, Zona Oeste do Rio.

“Não senti nenhum tipo de homofobia. Gostaria que o Brasil fosse como essa casa, todos se respeitando. A única coisa que aconteceu foi uma brincadeira que o Dhomini fez e que a gente resolveu ali dentro”, disse Aslan, que é homossexual assumido e  reforçou sua ideologia ao afirmar que não estava no reality show preocupado com o prêmio milionário e sim, queria levantar suas bandeiras de igualdade e fraternidade.

Questionado pelo EGO sobre a possibilidade de haver outro homossexual no confinamento, ele respondeu: “Eu dormia e acordava com todo mundo ali dentro. Se tem, eu não sei. Não desconfio de ninguém. Pelo contrário, eu sempre confio mais do que desconfio”, rebateu.

Aslan também falou sobre seu adversário no Paredão, o personal trainer Marcello. “Ele não é só músculos. Ele tem coração. Ali dentro via ele como uma pessoa, não como uma imagem. O público escolheu e isso é uma voz da verdade.”

E quando o assunto foi o comportamento de Eliéser no jogo, o eliminado disparou: “Ele é uma pessoa incrível mas está se atrapalhando por causa da sua angústia. Talvez ele não tenha a humildade para reconhecer que aquilo ali dentro é um jogo e que é preciso baixar as armas para conseguir algo, e não aponta-las para alguém”, concluiu.

Reportagem: Léo Martinez, EGO

Mãe de Whitney Houston desaprovaria se ela fosse lésbica Resposta

Cissy e Whitney Houston

Cissy e Whitney Houston

Cissy Houston, mãe de Whitney Houston, falou sobre a suposta homossexualidade da filha em entrevista a Oprah Winfrey na segunda-feira, 28. Primeiramente, a entrevistadora leu um trecho da biografia que Cissy lançou – chamada “Remembering Whitney” (Relembrando Whitney) – no qual cita os rumores de que a filha teria um caso com a amiga e assistente Robyn Crawford:

“Eu sabia que não queria Robyn perto da minha filha e disse (à Whitney) isso. Não havia muito que eu pudesse fazer. (Whitney) gostava de Robyn. Ela tinha passado da idade em que eu poderia proibi-la de ver alguém. As crianças têm uma cabeça própria quando envelhecem. Elas querem experimentar todos os tipos de coisas. E eu não sei se foi mais que isso.”

Então, Oprah questionou se Cissy se incomodaria se Whitney tivesse sido lésbica. “Com certeza”, respondeu a mãe da artista. Ela confirma que não teria gostado e que não teria tolerado o fato.

Durante anos Whitney enfrentou boatos de que teria um relacionamento com Robyn e o próprio ex-marido, o cantor Bobby Brown, diz em sua biografia que os dois se casaram por motivos diferentes. Ele teria se casado por amor, mas Whitney para “limpar a sua imagem” (ele não deixa claro se foi para afastar as suspeitas de homossexualidade).

Texto: Parou Tudo

Lea T. diz que cirurgia não trouxe felicidade e que nunca será ‘100% mulher’ 1

Lea T.

Uma entrevista corajosa com a modelo internacional Lea T., transexual brasileira, foi exibida no Fantástico (Rede Globo) último domingo (27). Sem medo de polêmica, Lea diz que não aconselha ninguém a fazer a cirurgia de redesignação sexual (cirurgia de mudança de sexo), que não é mais feliz do que era antes da cirurgia e que não se sente 100% mulher. Leia a entrevista concedida à jornalista Renata Ceribelli, abaixo, na íntegra:

Dois anos atrás, a modelo internacional Lea T., filha do jogador de futebol Toninho Cerezo, falou ao Fantástico sobre a dor de ser uma transexual, ou seja, de ter nascido em um corpo de homem, mas se sentir uma mulher.

Ceribelli: existe um lado bom em ser transexual?
Lea: “Não. Eu não vejo um lado bom em ser transexual. Sou penalizada em tudo”, disse ela na época.

Depois dessa entrevista, Lea T. fez a cirurgia de troca de sexo. Será que ela está feliz? A modelo falou com exclusividade para o Fantástico

Ceribelli: A Lea T. fez a cirurgia de troca de sexo em março de 2012, mas só agora, quase um ano depois, ela se sente à vontade para falar sobre o assunto. Por quê?

Lea: Porque a cirurgia é uma cirurgia complicada, não é uma cirurgia simples. É uma coisa muito íntima. Estou meio sensível, estou meio voada em algumas coisas, tentando entender algumas coisas. Mas eu acho que agora eu to começando a conseguir falar a respeito dessa cirurgia, a respeito dessa pequena e grande mudança que eu fiz.

Ceribelli: A cirurgia ocorreu tudo bem?

Lea: Hoje já ta tudo certinho. Mas é uma cirurgia demorada. Não é cirurgia que você acorda. Não é um peito. È muito diferente de tudo isso. Você não consegue andar, você tem que ficar deitada numa cama. É muito complicado.

Ceribelli: Quanto tempo você ficou no hospital?

Lea: Eu fiquei no hospital um mês e meio.

Ceribelli: Em algum momento você falou: ah, eu não devia ter feito isso?

Lea: Eu fiquei um mês, sentindo dor, pensando nisso. Eu não aconselho essa cirurgia pra ninguém.

Não é só por causa  da dor física de sua recuperação que ela parece um pouco “arrependida” do que fez. Depois de conseguir com a cirurgia, o corpo feminino que tanto desejava, Lea percebe que emocionalmente, nem tudo mudou.

Lea: Eu achava que a minha felicidade era embasada na cirurgia. Mas, não foi. Não é isso.

Ceribelli: Você não ficou mais feliz depois da cirurgia?

Lea: Eu fiquei mais à vontade. É diferente. A felicidade não é não é um pênis, uma vagina que traz felicidade a ninguém.

Ceribelli: Me lembro da nossa entrevista, bem antes de você fazer a cirurgia, você dizia que não se sentia uma mulher completa sendo uma mulher no corpo de homem. Depois da cirurgia, hoje você já diz: eu sou uma mulher completa?

Lea : Não, não!

Ceribelli: Você hoje é 100% mulher?

Lea: Não. Eu nunca vou ser cem por 100% mulher.

Ceribelli: Você continua com o seu lado masculino?

Lea: Eu continuo, eu tenho minha parte masculina. Eu calço 42. Eu tenho uma mão enorme, eu tenho o ombro largo. Eu tenho umas coisas masculinas no corpo.

Ceribelli: Mas você não via antes da cirurgia. Por que você falava: não, eu sou uma mulher num corpo de homem?

Lea: Eu queria reprimir, eu reprimia muito. Quando, do momento que eu fiz a minha cirurgia e que eu fiquei um mês deitada na cama, eu entendi que isso tudo é uma bobeira.

Ceribelli: e quando você se olhou no espelho e não era o mesmo corpo?

Lea: Era o mesmo corpo. Mudou só um detalhe.

Ceribelli: Lea, você é mais mulher ou mais homem?

Lea: Eu sou eu. Eu diria que eu sou eu.

Lea sabe que, mesmo depois de operada, o preconceito ainda não vai parar. Mas se sente preparada pra isso.

Lea: Vai ter sempre a pessoa que vai te jogar na cara que você é homem. Ou que vê você andando na rua e fala que você é um homem. E depois que você sofre de uma cirurgia dessas, se você não tiver pronta, se você não tiver…é como uma facada no coração.

Ceribelli: E os homens hoje? Eles já te vêem como uma mulher?

Lea: Depende. Depende do momento.  Pra o que eles querem. Em relação a uma relação sexual, ai você é uma mulher.  Mas em relação a ter uma historia com você, ai você é uma transexual. Você é um homem.

Ceribelli: Mas dá pra mentir?

Lea: No meu caso absolutamente não. Todo mundo sabe, mas para uma transexual. Eu conheço algumas que são casadas há anos e o marido nunca soube.

Ceribelli- O medo que muitas transexuais têm é de perder o prazer na relação sexual depois da cirurgia. Este era um medo seu?

Lea: Eu estava tão focada em fazer esta cirurgia que eu nem pensava nisso.

Ceribelli: Afetou o prazer sexual?

Lea: Não. É a coisa que eu fiquei mais impressionada. É a coisa que mais me chocou. Realmente eu não acreditava.

Com senso de humor, Lea conta que ainda está aprendendo alguns “detalhes” da rotina de vida de uma mulher. Ir a um banheiro público por exemplo.

Lea: Eu tinha medo de não conseguir segurar com a perna pra não encostar no vaso.Todas conseguem e eu vou conseguir. Eu vou agachar. Não deu outra. Eu cai. Sujou o vestido todo. Eu ficava impressionada que vocês conseguem fazer xixi agachada com salto.

Novos desejos também estão surgindo na vida de Lea.

Ceribelli: Você quer ser mãe?

Lea: Eu gostaria. Eu acho que é uma das coisas que eu posso te dizer que eu notei em mim, que é feminino. Muito feminino. Que é esta coisa da maternidade. Dessa coisa de querer ser mãe. Talvez muito mais que ter um príncipe encantado. Acho muito mais importante.

Ceribelli- Se você fosse adotar hoje você adotaria um homem ou uma mulher?

Lea: Indiferente.

Toninho Cerezo apóia escolha de Lea T e dá conselhos à filha

“A Lea é minha terceira filha, né. Estou contente. Vejo as coisas com naturalidade. No momento, quando explodiu tudo foi um alvoroço. Porque, queiram ou não, a Lea levantou uma bandeira. Levantou uma bandeira e, você sabe, o Cerezo é um jogador, vive num ambiente de machões”, comenta Cerezo.

Ele conta como reagiu quando soube que a filha faria a operação de mudança de sexo: “Quando eu fiquei sabendo e me falaram, eu acho até que a própria família ficou surpresa com a minha reação, porque, além de tudo, é minha filha e eu quero mais é que todos possam ser felizes, porque eu sou um cara muito feliz”.

No final da entrevista, Toninho Cerezo deu um conselho para Lea.

“É mocinha, só tenha cuidado você é uma mulher inteligente. Você é uma modelo, imagina, você é uma modelo que desfila em Paris. Olha a sua importância e a sua importância para várias, várias e várias mulheres e pessoas que se sentem acuadas, que se sentem com vontade de explodir ou procurar essa felicidade que você está procurando e não têm coragem. Você que vive as dificuldades de fazer uma cirurgia como você fez, de lutar nesse mundo cheio de preconceitos. E saber que, realmente, você vai encontrar muita gente que vai pisar no seu pé, vai pisar no seu calo, mas você pode passar por cima. Com uma, duas, três palavras de doçura você vai superar tudo”.

Veja o vídeo da entrevista, clicando aqui.

Portal R7 debocha de casal de lésbicas 2

Reprodução/DailyMail

Reprodução/DailyMail

Continua de pé o prêmio de R$ 132 milhões para qualquer homem que conseguir seduzir — e casar! — com a filha lésbica do bilionário chinês de Hong Kong, Cecil Chao, de 76 anos. Mesmo com o “concurso” esdrúxulo, sua filha, a empresária Gigi Chao, casou-se no civil, na França, com a namorada Sean Eav. As informações são do portal R7, que não critica o comportamento do pai. Aliás, o portal do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, debocha da situação, dizendo que o milionário espera um homem para domar a filha lésbica e mostra a foto de Gigi com a esposa e dois cachorros, dizendo que Cecil pode chamar os animais de netos. Péssimo, não? Leia, clicando aqui.

‘Já transei com mulher, mas não me sinto lésbica’, diz ex-BBB Bianca Jahara Resposta

Bianca Jahara posa para o Paparazzo. Ensaio foi ao ar neste sábado, 26 (Foto: Marcos Serra Lima/Paparazzo)

Bianca Jahara posa para o Paparazzo. Ensaio foi ao ar neste sábado, 26 (Foto: Marcos Serra Lima/Paparazzo)

A ex-BBB e apresentadora do Sexy Hot, Bianca Jahara posou para as lentes do Paparazzo em um ensaio  ousado, no Rio de Janeiro, cujo tema ela mesma batizou como “Tô louca na balada e só volto de manhã” – as fotos foram feitas madrugada adentro nos arredores da Vila Mimosa, área de prostituição da cidade, e em ruas do Centro e da Zona Portuária. Durante um bate-papo com o repórter Léo Martinez, do site Ego, ela contou algumas de suas  aventuras sexuais e esclareceu dúvidas em relação a sua sexualidade.

“Já transei com mulher e não me sinto lésbica. Nunca me apaixonei por nenhuma mulher. Acho lindo, esteticamente falando, e isso me atrai. Tenho, sim, um desejo lá dentro de ser lésbica, mas não de me apaixonar. Sou meio exibicionista e na balada acho legal ficar com uma mulher do meu lado, fica bonito. Nunca dei abertura para nenhuma se apaixonar por mim. Muitas vezes acontece de a gente dormir lésbica e acordar hetero”, disse.

Então fica combinado assim, entenderam?

Banda alagoana Los Borrachos Enamorados é acusada de homofobia 2

Banda Los Borrachos Enamorados (Foto: Divulgação Facebook)

Banda Los Borrachos Enamorados (Foto: Divulgação Facebook)

Após agir com atitudes que desagradaram o público, a banda alagoana Los Borrachos Enamorados deu declaração nas redes sociais, justificando-se. As especulações são de que banda teria tido comportamento homofóbico durante uma apresentação em um bloco do Folia de Rua de Arapiraca (AL).

O produtor da banda, Beto Brito, contou que na verdade, integrantes do grupo pediram vaias para as pessoas que estivessem brigando dentro do bloco e que a apresentação foi paralisada durante esse tempo para evitar violência.

De acordo com o produtor, em nenhum momento houve referência a sexualidade ou a homossexualidade dos que ali estavam presentes.

Ainda segundo a nota, Beto Brito informa que a banda é contra a qualquer tipo de violência e que adere a luta contra a homofobia no Estado. Ele relembra que a banda sempre foi recebida com carinho e respeito pelo publico LGBT.

Em contato com a Consultoria Técnica da Parada do Orgulho LGBT de Maceió, a banda Los Borrachos Enamorados informou que se fará participação gratuita em um evento da entidade para pedir o fim da homofobia.

Confira a nota da banda na íntegra:

BANDA LOS BORRACHOS ADERE A LUTA CONTRA HOMOFOBIA EM ALAGOAS!

Após os fatos especulados nas redes sociais sobre uma suposta situação de comportamento homofóbico de integrantes da Banda Los Borrachos Enamorados o produtor Beto Brito, em nome da banda, esclareceu por telefone que o fato ocorrido em Arapiraca foi um pedido de “VAIAS PARA PESSOAS QUE ESTIVESSEM BRIGA…NDO NO BLOCO!” e que no momento do ocorrido parou o show para evitar violência e agressões entre os participantes. De acordo com o produtor e testemunhas em nenhum momento houve referência a sexualidade ou a homossexualidade dos que ali estavam presentes.

A banda aproveita o momento para informar a sociedade alagoana que é contra a qualquer tipo de violência e que adere a luta contra a homofobia no Estado, relembra que sempre foi recebida com carinho e respeito pelo publico LGBT na Boate Havana Dance e no Ponto G em Recife, em contato com a Consultoria Técnica da Parada do Orgulho LGBT de Maceió informou que se fará participação como atração gratuita pedindo o fim da HOMOFOBIA!

Eu fico muito feliz com a postura da banda e acredito que este tipo de diálogo é de grande importância para o enfrentamento a violência e a homofobia! E particularmente entendo que se algum GAY ou outro LGBT estavam praticando violência merecerá vaias sempre, pois a nossa luta é contra a violência

Milhares de partidários do casamento gay saem às ruas de Paris 1

Manifestante segura bonecas Barbie em marcha pelas ruas de Paris pelo casamento gay (Foto: Reuters)

Manifestante segura bonecas Barbie em marcha pelas ruas de Paris pelo casamento gay (Foto: Reuters)

Da France Presse

Milhares de partidários do ‘casamento para todos’ saíram às ruas de Paris neste domingo, dois dias antes da Assembleia Legislativa começar a debater um projeto de lei governamental legalizando o casamento gay e a adoção de crianças por homossexuais.

‘Anunciaram uma chuva para esta tarde, mas até o sol está conosco’, disse uma jovem, Chloé, de 28 anos, que participava da manifestação envolvida em uma bandeira com as cores do arco-íris. ‘Eu não sou gay, mas minhas melhores amigas são, e quero demonstrar minha solidariedade’, afirmou.

+ Pesquisa mostra que 63% dos franceses apoiam casamento entre homossexuais

No protesto, que começou na Praça Denfert Rochereau, ao sul da capital, e que se dirige à central Praça da Bastilha, os manifestantes agitavam cartazes onde se lia ‘Sou hetero, mas quero os mesmos direitos para os meus amigos’ e ‘Mais vale um casamento gay que um triste’.

Outro cartaz, bem-humorado e carregado por uma mulher, dizia: ‘Quero ter o direito de me casar com Jodie Foster’, em referência ao discurso da estrela de Hollywood no prêmio Golden Globe, que não deixou dúvidas de que ela é lésbica.

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP')

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP’)

‘Pela igualdade agora, contra a discriminação sempre’, afirmava um cartaz carregado por um jovem. ‘Eu não ia vir, mas ao ver a manifestação de duas semanas atrás e ouvir tantos comentários horríveis, cheios de preconceito, e até de ódio, senti que tinha que estar hoje aqui’, disse um jovem que se apresentou apenas como Joss.

O protesto deste domingo, realizado sob o slogan ‘igualdade para todos’, certamente será comparado à grande mobilização dos opositores ao casamento gay, que foi apoiada pelo principal partido da oposição de direita, a União por um Movimento Popular (UMP), pela Igreja Católica e pela comunidade muçulmana na França, que chega a 5 milhões de pessoas.

Os partidários do casamento e da adoção para todos tentaram esclarecer que o objetivo da manifestação deste domingo, realizada sob o slogan ‘igualdade para todos’, não é superar os números da mobilização dos opositores ao projeto, que reuniu 800 mil pessoas, segundo os organizadores, e 340 mil, de acordo com a polícia.

O que buscam, segundo os organizadores da marcha, é superar os números da manifestação em apoio ao projeto que ocorreu em meados de dezembro, e que reuniu cerca de 80 mil pessoas.

Franceses participam de manifestação à favor do casamento gay neste domingo (27) em Paris (Foto: Thomas Samson/AFP')

Mulheres posam como noivas em protesto à favor da legalização do casamento gay na França (Foto: Benjamin Girette/AP)

O governo do presidente socialista francês, François Hollande, também saiu na frente de qualquer polêmica sobre os números, indicando que o projeto do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da adoção por homossexuais será decidido na Assembleia Nacional, e não nas ruas da França.

Enquanto isso, os organizadores já adiantavam o sucesso da manifestação deste domingo, dizendo que no meio da tarde, quando algumas pessoas ainda não tinham começado a andar na Denfert Rochereau, os primeiros manifestantes já estavam chegando à Bastilha.

Homem se veste de Estátua da Liberdade em protesto pelo casamento gay na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)

Homem se veste de Estátua da Liberdade em protesto pelo casamento gay na França (Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters)

‘O que querem? A igualdade! E quando querem? Agora!’, gritavam com mais força os manifestantes ao ouvir este anúncio de um dos organizadores da marcha.

Gays católicos praticantes buscam seu espaço na igreja 2

Wilton Junior/EstadãoAraldo Adnet, fundador do Diversidade Católica: 'dizer que sou católico é que foi sair do armário'

Wilton Junior/Estadão
Araldo Adnet, fundador do Diversidade Católica: ‘dizer que sou católico é que foi sair do armário’

A psicóloga Cristiana Serra, de 38 anos, brinca que deve sua união com a confeiteira Juliana Luvizaro, de 32, ao papa Bento XVI.

Não há nenhum tom desrespeitoso na brincadeira. É que, no Natal de 2008, o pontífice fez um pronunciamento em que considerou tão importante “salvar” a humanidade do comportamento gay quanto livrar as florestas do desmatamento. Indignada, Juliana mandou e-mail à Arquidiocese do Rio. Dizia que era gay e católica, mas que uma restrição da própria Igreja poderia fazê-la deixar a religião.

Juliana conta que recebeu de um padre da arquidiocese uma resposta “mais que amorosa” e a sugestão de entrar em contato com o padre Luís Corrêa Lima, que coordena um grupo de pesquisa sobre diversidade sexual na PUC-RJ. Esse contato a levou ao Diversidade Católica, um grupo leigo de reflexão, oração e debate formado por gays católicos, em que conheceu Cristiana.

As duas estão juntas desde março de 2009 e há três anos formalizaram em cartório a união estável. Têm expectativa de convertê-la em casamento civil.

Cristiana e Juliana fazem parte de um movimento de gays católicos praticantes que pretendem conciliar as duas identidades. Nos últimos anos, eles têm se reunido em espaços como o Diversidade Católica, no Rio, e a Pastoral da Diversidade, em São Paulo. Participam de celebrações, estudam, trocam experiências. No cotidiano, frequentam igrejas e muitas vezes participam das atividades paroquiais.

Os grupos têm o apoio de alguns padres, como d. Anuar Battisti (mais informações nesta pág.), que atuam com discrição para evitar sanções da hierarquia da Igreja, como o silêncio (restrição a entrevistas e pronunciamentos públicos), já imposto a alguns sacerdotes.

A doutrina católica, reforçada nos textos e discursos do papa Bento XVI, acolhe o homossexual, mas condena a prática da homossexualidade. E rejeita vigorosamente a união de pessoas do mesmo sexo e mais ainda a adoção de crianças por esses casais.

Para mostrar o outro lado da Igreja, os integrantes do Diversidade Católica recorrem a palavras do próprio Bento XVI: “A Igreja não é apenas os outros, não é apenas a hierarquia, o papa e os bispos; a Igreja somos nós todos, os batizados”. Como primeiro passo, eles querem participar da vida religiosa sem ter de esconder que são gays, como relatam terem feito durante anos.

Vivências. Após infância e adolescência vividas no ambiente católico, o empresário Arnaldo Adnet, um dos fundadores do Diversidade Católica, se afastou da Igreja no período em que assumiu ser gay. Anos depois, quando retornou à religião, ia discretamente à missa aos domingos, na Igreja da Ressurreição. Aos poucos, passou a participar da vida da paróquia. Foi chamado para cantar no coro e fez parte da coordenação pastoral. “Para mim, dizer que sou católico é que foi sair do armário”, diz Adnet, que vai às missas dominicais com o companheiro e a mãe.

Cristiana e Juliana frequentavam as missas de um padre “acolhedor” no bairro da Glória e, após se mudaram para Copacabana, também passaram a ir na Igreja da Ressurreição. “A gente vê gays antirreligiosos e, entre os religiosos, a homofobia é cada vez mais arraigada. Isso tende a obscurecer um campo intermediário que fica silencioso, por não ser tão extremista. A polarização impede o diálogo”, diz Cristiana.

Histórias de acolhimento e rejeição se alternam. Um rapaz que cumpria atividades em uma paróquia conta que, ao revelar ao padre que era homossexual, foi perdendo suas funções. Na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Madri, em 2011, ele encaminhou por escrito, sem esperança de ser atendido, uma pergunta ao arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, sobre como a Igreja lida com a presença dos gays católicos. O rapaz se surpreendeu ao ver que sua pergunta foi respondida por d. Orani, que, segundo ele, pregou a existência de uma Igreja para todos. Hoje, o rapaz participa da organização da nova edição da JMJ, que ocorrerá em julho no Rio, com a presença de Bento XVI.

Em São Paulo, os integrantes Pastoral da Diversidade, que não tem vínculo com a arquidiocese, reúnem-se a cada 15 dias em uma missa comandada pelo padre inglês James Alison, na casa do sacerdote ou em espaços de ONGs.

Por ter deixado a ordem dominicana e não ser subordinado à hierarquia da Igreja, Alison fala sem restrições. Ele sustenta que a Igreja parte de um pressuposto equivocado ao considerar que a homossexualidade vai contra a natureza e, portanto, não pode ser aceita como prática.

“Será verdade que os gays são héteros defeituosos ou será que é uma variante minoritária e não patológica da condição humana? Na medida em que a sociedade se dá conta de que não é um defeito, a situação vai mudando, queira a hierarquia da Igreja ou não”, diz Alison. “Expus minha consciência há 17 anos e eles (autoridades do Vaticano) nunca me chamaram a dar explicações. Eles têm uma dificuldade sobre qual é o meu status canônico como padre. A única razão por que posso falar abertamente é que não tenho nada a perder”, afirma.

Fonte: Estadão

Atletas do time britânico, que competiram em Londres-2012, posam nus para revista gay Resposta

Chris Mears

Chris Mears

Três atletas que integraram a equipe britânica nas Olimpíadas de Londres-2012 quiseram dar um basta no preconceito e posaram nus para revista inglesa Gay Times, voltada para os homossexuais. O motivo é justo: os esportistas estão arrecadando dinheiro para as vítimas de aids ajudadas pelo Terrence Higgins Trust, instituição de caridade britânica.

Luke Campbell

Luke Campbell

O boxeador Luke Campbell, campeão olímpico na categoria até 56kg, o saltador Chris Mears e o judoca Ashley Mckenzie não sentiram vergonha de tirar a roupa pela causa nobre. O pugilista afirmou, em entrevista ao tabloide inglês “The Sun”, que espera ver lutadores assumindo a sua opção sexual no ringue. Campbell, que tem 25 anos, não é homossexual. Ele é noivo da modelo Lynsey Kraanen, e garantiu que o fato de ficar nu para uma revista gay é para mostrar a igualdade.

– Todo mundo é igual – disse.

Fonte: Extra

Governo britânico apresenta projeto de lei que permite casamento gay Resposta

O cantor britânico Elton John (à esquerda) na cerimônia civil em que casou com David Furnish em Windsor, na Inglaterra, em 2005 Kieran Doherty / REUTERS

O cantor britânico Elton John (à esquerda) na cerimônia civil em que casou com David Furnish em Windsor, na Inglaterra, em 2005 Kieran Doherty / REUTERS

O governo britânico apresentou nesta sexta-feira um projeto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e será votado no Parlamento no mês que vem. A norma, no entanto, não exige que clérigos da Igreja Anglicana – a religião oficial do país – tenham que realizar as cerimônias, um dos principais entraves à aprovação.

Apoiado pelo primeiro-ministro, David Cameron, e pela maioria dos legisladores do Partido Liberal Democrata, a norma deve provocar forte discussão na Câmara dos Comuns, a Câmara Baixa do Parlamento, onde um número significativo de deputados conservadores se opõem ao casamento gay. A primeira discussão e votação está prevista para 5 de fevereiro.

Em entrevista à BBC Radio 4, a secretária de Cultura, Maria Miller, afirmou que a norma visa a garantir tratamento “igual e justo” aos casais homossexuais, ao mesmo tempo que garante autonomia para as instituições religiosas que não queiram realizar as cerimônias em suas instalações.

– Nós sentimos que o casamento é uma coisa boa e devemos incentivar mais pessoas a se casar. É exatamente o que as propostas que estão sendo apresentadas hoje irão fazer – afirmou. – Mas queremos assegurar que iremos não só reconhecer os direitos dos casais do mesmo sexo na vida civil, mas também garantir que igrejas não sejam obrigadas a realizar as cerimônias.

Desde que a união gay passou a ser permitida no Reino Unido – apenas como união civil, e não casamento -, mais de 106 mil uniões entre pessoas do mesmo sexo foram oficializadas no país, número dez vez maior do que o esperado pelas autoridades. Os casais que já contam com o status de união civil poderão convertê-la em casamento, caso a reforma for aprovada.

O projeto de lei exclui os clérigos da Igreja Anglicana — da qual a rainha Elizabeth II é a chefe oficial — e outras Igrejas da obrigatoriedade de realizar esse tipo de cerimônia, numa brecha que busca apaziguar os ânimos de religiosos que se opõem à ideia.

O bispo de Leicester, reverendo Tim Stevens, disse estar grato pela “forma construtiva” como a Igreja havia sido consultada sobre a nova proposta.

– Reconheço o progresso feito nessa frente, e o compromisso do governo de assegurar que as preocupações da Igreja estejam devidamente consideradas no projeto de lei – afirmou, segundo o “Guardian”.

A iniciativa não se livrou, porém, das críticas de legisladores conservadores, que já avisaram que irão votar contra a medida – e que em ocasiões anteriores justificaram sua rejeição à Lei do Casamento argumentando que ela seria uma “distração” para o objetivo maior de reaquecer a economia.

Da união ao casamento

Desde 2005 o país realiza uniões gays, já tendo sido registradas mais de 106 mil em todo o Reino Unido, número dez vezes maior do que o esperado pelas autoridades quando a lei foi aprovada. Apenas em 2011, 6.795 casais formalizaram suas relações em cerimônias civis, um aumento de 6,4% em relação a 2010. Mas as uniões realizadas até agora contam apenas com o status de união civil, não de casamento.

Há entre eles uma diferença considerada fundamental pelo movimento gay: enquanto a união civil se limita basicamente ao plano patrimonial – como o estabelecimento de uma sociedade de bens e direitos de sucessão – o casamento civil inclui o conceito de família de fato, reconhecendo, além dos direitos, a capacidade de filiação em conjunto e a necessidade de cultivar valores inerentes à formação de um lar.

Caso o projeto de lei seja aprovado, os casais que contam com o status de união civil poderão convertê-la em casamento. Apesar da oposição dos conservadores, as chances de aprovação são grandes, já que a proposta conta com o apoio do premier David Cameron, de grande parte do Gabinete e da maioria dos legisladores dos partidos Trabalhista e Liberal-Democrata.

Fonte: O Globo com agências internacionais.

Pesquisa mostra que 63% dos franceses apoiam casamento entre homossexuais Resposta

Casamento Gay

O número de pessoas que aprovam a legislação para casamento entre pessoas do mesmo sexo na França subiu apesar de grandes protestos no início deste mês contra as reformas planejadas pelo governo, mostrou uma nova pesquisa do instituto Ifop encomendada por um site de notícias francês.

A proporção de entrevistados que apoiam a mudança na lei subiu para 63 por cento ante os 60 por cento no início de janeiro e em dezembro.

Centenas de milhares protestam contra o casamento gay na França

+ Milhares de pessoas se manifestam a favor do casamento gay na França

 

O apoio ao direito de casais gays adotarem crianças também subiu 3 pontos percentuais, embora o país permaneça dividido nesta questão, com 49 por cento a favor, de acordo com a pesquisa.

O governo francês reforçou sua determinação de pressionar por uma reforma na lei no início deste mês, mesmo depois que quase meio milhão de pessoas marcharam por Paris em 13 de janeiro em oposição à proposta.

A pesquisa mais recente do Ifop ouviu 1.026 pessoas de mais de 18 anos e foi realizada entre 22 e 24 de janeiro.

*Reportagem de James Regan e Catherine Lagrange, da Reuters

Polícia russa prende 20 ativistas contrários à lei antipropaganda gay Resposta

Agentes russos detém ativista em protesto contra lei contra propaganda homossexual no país SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

Agentes russos detém ativista em protesto contra lei contra propaganda homossexual no país SERGEI KARPUKHIN / REUTERS

Com 388 votos a favor, um contra e uma abstenção, a primeira leitura do homofóbico projeto de lei que visa a banir qualquer divulgação considerada propaganda homossexual na Rússia foi aprovada nesta sexta-feira (25). Pouco antes da primeira das três leituras, a polícia prendeu cerca de 20 pessoas que protestavam contra o projeto em frente da Câmara Baixa do Parlamento, a Duma. Alguns ativistas chegaram a trocar beijos, mas foram impedidos de continuar a manifestação por apoiadores do projeto e por forças de segurança.

+ Ativistas LGBTs são agredidos e presos na Rússia

+ Rússia: Torcida do Zenit pede ao clube para não contratar gays, negros e latinos

+ Rússia: Lady Gaga será processada por defender direitos dos gays

+ Madonna será processada por deputado homofóbico e é criticada por gays na Rússia

Quando os policiais iniciaram a retirada dos manifestantes da frente da Casa, partidários conservadores – alguns identificados como cristãos ortodoxos – aplaudiram a cena e jogaram ovos nos ativistas pelos direitos humanos, com foco nos homossexuais. Ao todo, cerca de 100 pessoas estavam em frente ao Parlamento, inclusive jornalistas que faziam a cobertura do evento.

O projeto vai precisar da aprovação das duas Casas do Parlamento e da assinatura do presidente Vladimir Putin. Uma norma semelhante foi aprovada ano passado pelo governo de São Petersburgo, alertando ativistas de que a norma poderia ser elevada à esfera nacional.

A oposição afirma que a norma tornará ilegal qualquer evento LGBT na Rússia, sob a pena de multas de até € 12.500 (cerca de US$ 22 mil) a organizadores. A iniciativa também é uma tentativa do governo russo de se aproximar do eleitorado conservador, segundo ativistas. Apoiadores da legislação defendem que é necessário impedir passeatas gays e programas em rádios e emissoras de TV que apoiem casais homossexuais, argumentando que tal divulgação afeta o desenvolvimento das crianças na Rússia.

– Animosidade para com gays e lésbicas está generalizada na sociedade e na Duma, que aprovou uma série de leis impopulares e espera que possa ganhar alguma popularidade com uma lei anti-gay – disse a ativista Lyudmila Alexeyeva à Reuters.

A Rússia discriminalizou a homossexualidade em 1993. Durante o período soviético, o crime de ”sodomia” rendia penas de até cinco anos. Agora, dez regiões do país, entre elas a segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, contam com medidas proibindo manifestações públicas de gays e até mesmo demonstrações de afeto entre pessoas do mesmo sexo, sob pena de prisão para os infratores.

A lei, juntamente com uma série de outras ações adotadas por políticos russos nos últimos anos, reforça a posição do país na contramão de uma série de iniciativas de inclusão voltadas aos homossexuais adotadas em todo o mundo.

Fonte: O Globo com agências internacionais.