Estudantes acusam policiais de não querer registar queixa de homofobia no Rio de Janeiro 1

Estudante Mariana Correia foi expulsa do restaurante após beijar a namorada(Crédito: Priscilla Moraes / CBN)

Estudante Mariana Correia foi expulsa do restaurante após beijar a namorada
(Crédito: Priscilla Moraes / CBN)

Depois de serem expulsas do restaurante Victor, no bairro da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, após um beijo, as estudantes Mariana Correia, de 24 anos, e Caroline Pavão, de 21, enfrentaram dificuldades na hora de registrar a ocorrência.

Elas chegaram na delegacia da Avenida Gomes Freire, na manhã desta quarta-feira (16) e levaram cerca de quatro horas para concluir o registro.

Segundo o assessor jurídico da Coordenadoria da Diversidade Sexual da prefeitura do Rio, Carlos Alexandre, que as recebeu, para formalizar a denúncia de discriminação, os agentes que atenderam as estudantes, tentaram convencê-las a não registrar o boletim de ocorrência (BO), além de sugerirem que procurassem por conta própria o homem que pediu para que saíssem do local.

“Elas sofreram um segundo constrangimento, pelo que foi dito, porque elas passaram quatro horas na delegacia de polícia, tentando fazer a ocorrência. Tentaram convencê-las a não fazer. Na delegacia pediram que elas procurassem um amiguinho, para que ele tentasse descobrir quem era o autor do fato, porque senão ficava muito difícil. A Mariana, inclusive, insistiu, aí fez o registro de ocorrência, depois de quatro horas”, disse Carlos Alexandre.

Procurada pela CBN, a Polícia Civil não localizou o delegado responsável pelo caso.

Mariana Correia e Caroline Pavão, prestaram queixa contra o estabelecimento comercial e, a partir de agora, serão colhidos os documentos comprobatórios e reunidas as testemunhas, que possam confirmar o descumprimento da Lei Municipal 2475/1996, que proíbe a discriminação ligada a identidade de gênero ou a orientação sexual.

O restaurante Victor será notificado e vai prestar esclarecimentos.

+ Rio de Janeiro: Casal de lésbicas é expulso de bar após beijo

Não pode

O descaso da Polícia Civil com relação a um ataque homofóbico é uma afronta à política de inclusão social dos LGBTs implantadas pelos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil não vai fazer nada? Quem garante que o delegado, até agora sem nome, vai fazer a investigação direito?

Um Comentário

  1. PRIMEIRO ELAS DEVEM IR NA CORREGEDORIA DE POLICIA CIVIL E FORMALIZAR UMA DENUCIA CONTRA OS EXPETORES QUE ATEDERAM ELAS NA DELEGACIA, ISSO E PASSIVO DE UMA AÇÃO CRIMINAL CONTRA OS POLICIAS.. VCS TEM QUE PROCESSAR estabelecimento PELO DESCOMPRIMENTO DA LEI MUNICIPAL VIOLAÇAO DA CONSTUIÇÃO FEDERAL HOMOFOBIA E DESCRIMINAÇÃO NAO DEIXEM BARATO QUE ISSO SIRVA DE EXEMPLO PARA OUTRAS PESSOAS QUE SOFREM DIARIAMENTE COM O PRECONCEITO !!!

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