Após Harry Potter, Daniel Radcliffe vive poeta homossexual em filme Resposta

Daniel Radcliffe divulga 'Kill Your Darlings' nofestival de Sundance 2013 (Foto: Victoria Will/AP)

Daniel Radcliffe divulga ‘Kill Your Darlings’ no
festival de Sundance 2013 (Foto: Victoria Will/AP)

Da Reuters

Daniel Radcliffe deixa de lado o menino-mago Harry Potter para encarnar um dos principais nomes da chamada Geração Beat em “Kill Your Darlings”, sedutora narrativa de amizade, amor gay e homicídio.

Radcliffe, de 23 anos, interpreta o poeta Allen Ginsberg aos 17 – um adolescente ingênuo e enrustido, que luta para encontrar seu lugar no mundo antes da libertação sexual e cultural da década de 1960.

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Quando Ginsberg entra na Universidade Columbia, em Nova York, ele conhece Lucien Carr (Dane DeHaan), William S. Burroughs (Ben Foster) e Jack Kerouac (Jack Huston), que mudariam sua visão de mundo e seriam seus parceiros na fundação do movimento beatnik.

A produção independente estreou nesta semana no festival de Sundance e, após ganhar muitos elogios da crítica, foi comprada pela Sony Pictures Classics para ter uma distribuição mais ampla neste ano.

Após dez anos encarnando Harry Potter em oito filmes da série, Radcliffe também está procurando um novo lugar como ator. Em 2007, ele atuou (inclusive nu) na peça “Equus””, montada em Nova York e Londres. Em 2011, esteve no musical “How to Succeed in Business Without Really Trying”.

“Kill Your Darlings” leva novamente Radcliffe a situações-limite, incluindo uma ousada cena de sexo com outro homem.

“Todo mundo quer ter uma obra o mais diversificada possível, e é isso que mantém as pessoas interessadas na sua carreira”, disse o ator à Reuters. “Há muitas expectativas a cumprir, já que você está interpretando alguém bem conhecido e reverenciado por muita gente, mas não estamos fazendo de forma alguma um filme reverente sobre ele”, acrescentou.

Daniel Radcliffe no penúltimo filme da série 'HarryPotter' (Foto: AP)

Daniel Radcliffe no penúltimo filme da série ‘Harry
Potter’ (Foto: AP)

A publicação “Variety” disse que a atuação de Radcliffe serve para “banir da tela qualquer semelhança com Harry Potter”. A resenha da “Hollywood Reporter” observou que a cena em que Ginsberg define sua sexualidade “deverá ser vista como um grande passo para um ator no sentido de se distanciar da sua persona Harry Potter”.

Ginsberg já foi retratado várias vezes no cinema, inclusive por Ron Livingstone, em “Beat” (2000), e James Franco, em “Uivo” (2010).

“Eu propositalmente me mantive afastado de outros retratos , porque acho que sou terrível imitador, então não queria acabar fazendo uma impressão de James Franco fazendo Allen Ginsberg”, disse o jovem ator.

Embora o filme tenha quatro protagonistas, o diretor John Krokidas disse que a história de Ginsberg era central no enredo, já que esse era o personagem com a maior jornada pessoal.

“No começo do filme ele é muito o filho obediente  mas ele nunca mostra quem é por dentro, porque está tomando conta dos outros”, disse o cineasta à Reuters. “Mais para o final do filme, ele vira um rebelde, se autointitula um poeta e encontra sua própria voz.”

Como eu saí do armário: João Victor Monterry 2

João Victor Monterry (sem óculos) e seu noivo Weldon Gomes.

João Victor Monterry (sem óculos) e seu noivo Weldon Gomes.

Meu nome é João Victor Monterry , tenho 19 anos, sou de Campos dos Goytacazes (RJ). Atualmente estou cursando a faculdade de Design Gráfico. Sou formado em francês, inglês, sou ginasta, modelo manequim e fotográfico. Trabalho como fotógrafo e, também, como designer gráfico.

Nunca fui uma criança “normal” como diziam os outros, sempre busquei mais coisas ligadas à arte, enquanto todos os meninos iam pra aula de educação física pra jogar futebol, eu sempre arranjava uma desculpa para não jogar. Nunca tive amizades masculinas, na verdade, de 10 amigos que eu tinha, oito eram meninas. Sempre via primos e outros falando sobre meninas e eu nem aí rs, às vezes até tentava falar do mesmo assunto que eles, mas era tudo porque eu achava que eu deveria saber dessas coisas também, mesmo não entendendo muito o que se passava por comigo.

Primeiramente eu tentava me aceitar, mas por medo do que “os outros poderiam falar” eu buscava ser como a sociedade acha que deve ser. Mas sempre fui muito tímido e confuso, até os meus 14 anos, quando de fato tive certeza do que eu realmente queria e gostava. Com 16 anos minha irmã, mexendo no meu PC enquanto eu estava na escola, viu uma conversa no MSN com um garoto no qual eu era apaixonado, então contou tudo pra minha mãe. (Infelizmente nunca tive uma irmã para confiar pra nada) Cheguei da escola, minha mãe me deu uma bronca, disse que Deus fez o homem e a mulher, que eu ia pro inferno, disse que essa não foi a educação que ela me deu e que eu não sou assim, que estou doente e blablablá.

Eu só soube chorar muito e pedir forças a Deus que era tudo que eu tinha e que me escutava naquele momento. De repente, mamãe entrou no quarto, mandou eu tirar pulseira, piercings, alargadores, escondeu meu PC, pois ela acreditava que o PC havia contribuído para minha “doença”.  Fiquei um tempo sem sair de casa, fiquei super deprimido mesmo, só queria morrer.

Meses se passaram, e eu acreditando que ela havia aceitado, ou entendido, ela voltou com o assunto que tinha que mudar, pois Deus e blablablá e todos já sabem a história. Infelizmente eu cansado disso, disse que iria mudar, mesmo sabendo que não havia chances de mudanças. Passei a mentir, dizer que ia para um lugar e ia para outro, pois assim ela deixava. Dizia que ia com uma pessoa e ia com outra. Minha vida se tornou um poço de mentiras. :'(

Até que passaram-se uns anos e eu resolvi ir na Parada Gay da minha cidade. Infelizmente moro numa cidade onde você solta um pum aqui e depois de 2 minutos a cidade toda já sabe o ocorrido. Meu pai soube de tudo, minha mãe já sabia, mas achando que eu tinha mudado. Voltou tudo de novo e mais coisas piores: meu pai me agrediu, me deu um soco no peito onde sinto dores até hoje, não comento sobre, mas ainda dói muito, a família inteira ficou contra mim, isto é, eu e Deus, contra todos e Deus.

Meus pais não me aceitam e nem procuram me entender, não adianta eu sentar para conversar com eles, pois eles sempre querem que eu seja como eles querem, querem sempre buscar soluções de acordo com a teoria deles. Hoje em dia, ainda não me dou  bem com ninguém em casa, meu pai anda sempre estressado, quer me agredir verbalmente e fisicamente.

Atualmente, tenho tentado ver um lado bom de tudo que ocorre em minha vida e buscando ser uma pessoa melhor, evitando que problemas afetem meu estado, minha capacidade de viver e buscar viver. Sou noivo do garoto mais lindo do mundo Weldon Gomes e por ele eu devo a minha vida, ele largou família, estudos, amigos numa cidade bem longe daqui, tudo por causa do nosso amor. Estamos juntos há 7 meses, e ele tem sido meu alicerce para continuar almejando a viver.

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Como eu saí do armário: Thiago Patrick de Oliveira Pires 1

Patrick de Oliveira Pires

Thiago Patrick de Oliveira Pires

Meu nome é Thiago Patrick de Oliveira Pires, tenho 21 anos, sou de Itapuranga (GO), terminei em 2012 minha graduação em Geografia, e pretendo ser professor.  Foi meio complicado sair do armário, pois sou do interior, e as pessoas não veem a homossexualidade com tanta naturalidade.

Inicialmente, quando criança, eu sempre fui muito tranquilo, tinha uma relação boa com minha família, amigos e colegas de escola, porém com o passar do tempo, fui percebendo que meus ciclos de amizades eram todos formados por meninas, o que me deixou meio pensativo, mas por ser criança, isso poderia ser resolvido depois.

Já  na adolescência, percebi que não sentia atração sexual por nenhum tipo de menina, o que me deixou muito preocupado e pensativo. No entanto, procurei ter alguns relacionamentos heterossexuais, que foram excelentes experiências, fiquei um tempo tranquilo em relação a isso, mesmo sabendo que havia algo estranho.

Futuramente, quando completei 19 anos, a atração por homens só aumentava, e as “ficâncias” com mulheres não mais me satisfazia. Então, um dia na internet conheci um rapaz que ficava com homens, tínhamos amigos em comum, e éramos da mesma cidade. Isso me chamou muita atenção, resolvi ficar com ele em novembro de 2010, e contei para os meus amigos, que já desconfiavam da minha orientação sexual. Eles reagiram com muita naturalidade, e isso foi muito importante.

Em janeiro de 2011, eu já namorando com outro rapaz, nas vésperas em que Lady GaGa lançou seu single de trabalho Born This Way, (que fala sobre aceitação) contei para minha mãe, que abriu o jogo para toda a família.

Bom, no final das contas, todos à minha volta só estavam esperando pela minha confirmação, pois já desconfiavam disso. Todos, eu disse exatamente todos, ficaram do meu lado, e me apoiaram, colegas de escola/faculdade, vizinhos, amigos e familiares, todas essas pessoas foram de total importância nessa fase de decisões, e só tenho a agradecê-las pela cumplicidade e amor com minha pessoa.

Por fim, foi muito prazeroso perceber que o “ser” homossexual não  é um bicho de sete cabeças, e que, apesar dos pesares, eu tive muita sorte, e espero que vocês tenham o mesmo. Sair do armário foi a minha maior conquista desde o meu nascimento até dias atuais. Obrigado.

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Como eu saí do armário: Wesley Houston Resposta

Wesley Cardoso

Wesley Houston

Me chamo Wesley Houston, tenho 15 anos, sou estudante, moro em Rio Claro (SP).

Estava toda a sala de aula na maior bagunça, o professor substituto não sabia o que fazer mais, os meninos então criavam cada vez mais liberdade e sabe aquele que tem moral na sala e tenta ser amigo de todos? Esse era e sou eu!

Os meninos já na putaria caçoavam de um menino amigo meu, por ele ser gay eu não aguentei ver meu amigo daquele jeito e então as asas da borboleta se abriram e livre ela voou “chega né? Sou gay, e daí? Vão caçoar de mim? Vai, já que o caçoaram, podem me caçoar também” e dei um beijo no meu amigo ali, pra provar aquilo que eu disse.

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