Conheça a promotora que irá ajudar a combater a homofobia no Piauí 1

Promotora Myrian Lago Rocha ajudará a combater a homofobia no Piauí

Promotora Myrian Lago Rocha ajudará a combater a homofobia no Piauí

A promotora de justiça Myrian Lago Rocha foi indicada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) para integrar o Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia do Piauí, que dará início às suas atividades ainda em janeiro deste ano. Myrian Lago foi selecionada por uma comissão, da qual participaram Leo Mendes, consultor em direitos humanos da SDH, e Maria Laura dos Reis, Secretária Executiva do Centro de Referência LGBT da Secretaria Estadual de Assistência Social (SASC). A Promotora de Justiça aceitou imediatamente a proposta.

O Ministério Público do Piauí foi apontado como referência na defesa dos direitos humanos, e por isso o lançamento do comitê será realizado no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em data a ser definida.

A 49ª Promotoria de Justiça de Teresina é especializada na promoção da cidadania e na defesa dos direitos humanos, e tem atuado em prol das comunidades e dos grupos socialmente fragilizados. A homofobia é o termo cunhado para designar o sentimento de aversão, medo, discriminação e ódio às pessoas homossexuais.

O Ministério Público entende que condutas guiadas pela homofobia são nocivas a toda sociedade, pois alimentam a desigualdade e incitam a exclusão de vários cidadãos, que muitas vezes são atacados em sua dignidade. Por isso, a instituição assume o compromisso de coibir o preconceito, trabalhando pela conscientização de todos.

Católicos pelo casamento gay 1

Casamento

Mais e mais países legalizam o casamento gay. Mais e mais Estados e regiões do Brasil também o fazem, através de decisões judiciais. Isto acontece porque muitas pessoas hoje acreditam que este casamento é legítimo e deve ser reconhecido pelo Estado. Entre elas, o presidente norte-americano reeleito Barack Obama. Todos os cidadãos são iguais em dignidade e direitos, e por isso as uniões entre homossexuais devem ter o mesmo reconhecimento das uniões entre heterossexuais, com os mesmos direitos e deveres. Não há concorrência entre estas formas de união, visto que se destinam a pessoas diferentes, e nem ameaça à família ou à sociedade.

Muitos cristãos também acreditam nisso. Sabem que Deus é amor e compreensão, e que Ele quer a felicidade dos seus filhos. Surge então uma questão aos fieis católicos: como lidar com a oposição da alta hierarquia da Igreja ao reconhecimento do casamento gay, considerado por ela uma ameaça à família tradicional e nociva a um reto progresso da sociedade?

O Concílio Vaticano II, iniciado há mais de 50 anos, afirma que as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e das mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e dos que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração (GS 1). É hora de olhar para a realidade humana de tantas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Há uma história milenar de homofobia, com diversas formas de brutalidade física, hostilidade verbal e exclusão. Não se pode ignorar o anseio da população LGBT por segurança, liberdade e igualdade. Opor-se ao casamento gay é acrescentar mais uma discriminação nesta longa história de exclusões e hostilidades.

O teólogo Karl Rahner refletiu sobre o conceito de ‘cristão adulto’, que pode contribuir bastante nesta questão. No início do século 20, o magistério da Igreja rechaçava a teoria da evolução. Ensinava que os primeiros capítulos da Bíblia, contendo a narração da criação do homem, deveriam ser entendidos de maneira literal. Se nessa época um paleontólogo estivesse plenamente convencido do vínculo entre o ser humano e o mundo animal, como ele deveria proceder? Neste caso, tal cientista não deveria rejeitar toda a fé da Igreja e nem toda a sua doutrina, mas discernir entre o que é fundamental e o que não é. Ele deve saber quais são as convicções de sua fé realmente centrais e existencialmente significativas, para nelas se aprofundar sempre mais; e progressivamente desconsiderar o que se mostra irremediavelmente inaceitável.

Não se deve nunca colocar as coisas em termos de tudo ou nada. O próprio Concílio Vaticano II diz que há uma ‘hierarquia de verdades’, isto é, uma ordem de importância dos ensinamentos da Igreja segundo o seu nexo com o fundamento da fé cristã (UR 11). Há ensinamentos de mais relevância, com um nexo maior; e outros de menos relevância, com um nexo menor. Isto contribui para o discernimento. O cristão adulto, diz Rahner, é um fiel que vive conflitos semelhantes ao daquele paleontólogo. Ele precisa tomar decisões em assuntos importantes, colocando-se diante de Deus e de sua consciência, e enfrentar as consequências, sem ter necessariamente o desejado respaldo da Igreja.

Os cristãos solidários à população LGBT e aos seus direitos devem ser encorajados a viver esta fé inclusiva, tão necessária ao nosso tempo, mesmo que eles não tenham o devido respaldo de suas igrejas. Isto é ser cristão adulto. Eles não estão sós, pois amam e conhecem a Deus que é amor.

Texto: Equipe do Diversidade Católica

Primeira mesquita voltada para os LGBTs será aberta na França 1

Ludovic-Mohamed fundou a primeira mesquita voltada para os LGBTs.

Ludovic-Mohamed fundou a primeira mesquita voltada para os LGBTs.

Um religioso fundou a primeira mesquita do mundo voltada para o público LGBT. O islamismo é a segunda religião do país – depois do catolicismo -, com cinco milhões de seguidores.

O fundador da mesquita, o franco-argelino Ludovic-Mohamed, de 35 anos, criou um espaço para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais dentro do islamismo e abriu a primeira mesquita para LGBT do mundo. O local fica em Val de Marne, distrito perto de Paris.

Segundo Ludovic-Mohamed, seu objetivo é alcançar a igualdade em todos os setores da vida, inclusive o religioso.

O projeto não teve apoio de nenhuma instituição muçulmana, claro. Autoridades islâmicas francesas protestarem, dizendo que a iniciativa de Mohamed vai contra o alcorão e não deve ser reconhecida.

A polêmica ganha força às vésperas da discussão sobre um projeto de lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção por casais homossexuais.

A medida proposta pelo presidente francês, François Hollande, deve ser votada pelo Parlamento até junho. Pesquisas mostram que 60% dos franceses são a favor desse tipo de união e 50% acham que os gays devem adotar.

Boa parte do restante da população promete participar de uma manifestação marcada para este final de semana.

Opinião

Temo pela vida do Ludovic-Mohamed, já que, infelizmente, existe muito radicalismo dentro do islamismo. Uma hipocrisia, afinal, será mesmo que alguém pensa que não existe mais nenhum gay muçulmano no mundo?

Grupo Gay da Bahia divulga Relatório Anual de Assassinato de LGBT relativo a 2012 2

Grupo Gay da Bahia

O Grupo Gay da Bahia (GGB) divulga mais um Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT) relativo a  2012. Foram documentados 338 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo duas transexuais brasileiras mortas na Itália. Um assassinato a cada 26 horas!  Um aumento de 27% em relação ao ano passado (266 mortes) crescimento de 177% nos últimos sete anos.

Os gays lideram os “homocídios”:  188 (56%), seguidos de 128 travestis (37%), 19 lésbicas (5%) e 2 bissexuais (1%). Em 2012 também foi assassinado brutalmente um jovem heterossexual na Bahia, confundido com gay, por estar abraçado com seu irmão gêmeo. O Brasil confirma sua posição de primeiro lugar no ranking  mundial de assassinatos homofóbicos, concentrando 44% do total de execuções de todo o planeta. Nos Estados Unidos, com 100 milhões a mais de habitantes que nosso país, foram registrados 15 assassinatos de travestis em 2011, enquanto no Brasil, foram executadas 128 “trans”.O risco, portanto, de uma trans ser assassinada no Brasil é 1.280% maior do que nos Estados Unidos.

O GGB, que há mais três décadas coleta informações sobre homofobia no Brasil denuncia a irresponsabilidade dos governos federal e estadual em garantir a segurança da comunidade LGBT: a cada 26 horas um homossexual brasileiro foi barbaramente assassinado em 2012, vítima da homofobia. Nunca antes na história desse país foram assassinados e cometidos tantos crimes homofóbicos. A falta de políticas públicas dirigidas às minorias sexuais mancha de sangue as mãos de nossas autoridades.

Crimes por região, estado e capital. Apesar de São Paulo ser o estado onde mais LGBT foram assassinados,  45 vítimas, Alagoas com 18 homicídios é o estado mais perigoso para homossexuais em termos relativos, com um índice de 5,6 assassinatos por cada milhão de habitantes, sendo que para toda a população brasileira, o índice é 1,7 vítimas LGBT por milhão de brasileiros.  Paraíba ocupa o segundo lugar, com 19 assassinatos e 4,9 crimes por milhão, seguido do Piauí com 15 mortes, 4,7 por milhão de habitantes. No outro extremo, os estados onde registraram-se menos  homicídios de LGBT foram o Acre – aparentemente nenhuma morte nos últimos dois anos, seguido de Minas Gerais, cujas 13 ocorrências representam 0,6 mortes para cada milhão de habitantes, Rio Grande do Sul e  Maranhão com 0,7, Rio de Janeiro com 0,8 e São Paulo, 1,07 mortes por cada milhão de habitantes.

Como nos anos anteriores, o Nordeste confirma ser a região mais homofóbica do Brasil, pois abrigando 28% da população brasileira, aí concentraram-se 45% das mortes, seguido de 33% no Sudeste e Sul , 22% no Norte e Centro Oeste. Embora Manaus tenha sido a capital onde foi registrado o maior número de assassinatos, 14, numero altíssimo se comparado com os 12 de  São Paulo, em termos relativos, Teresina é a capital mais homofóbica do Brasil, com 15,6 homicídios para pouco mais de 800 mil habitantes, seguida de Joao Pessoa, com 13,4 mortes para 700 mil. Maceió ocupa o terceiro lugar, com 10,4 assassinatos para pouco mais de 900 mil habitantes, enquanto S.Paulo  teve 12 mortes de lgbt, o que representa 1,05 para mais de 11 milhões de moradores.

Não se observou correlação evidente entre desenvolvimento econômico regional, escolaridade, religião,  raça, partido político do governador e maior índice de homofobia letal.

A pesquisa. Segundo o coordenador desta  pesquisa,  o Prof. Luiz Mott, antropólogo da Universidade Federal da Bahia, “a subnotificação destes crimes é notória, indicando que tais números representam apenas a ponta de um iceberg de violência e sangue, já que nosso banco de dados é construído a partir de notícias de jornal, internet e informações enviadas pelas Ongs LGBT, e a realidade deve certamente ultrapassar em muito tais estimativas.  Dos 338 casos, somente em 89 foram identificados os assassinos, sendo que em 73%  não há informação sobre a captura dos criminosos, prova do alto índice de impunidade nesses crimes de ódio e gravíssima homofobia institucional/policial que não investiga em profundidade tais homicídios. Impunidade observada não apenas  no pobre e homofóbico Nordeste, como no Rio Grande do Norte, com 9 dentre 10 crimes impunes, mas também no rico e civilizado Sul, como no Paraná, que dos 19 homocídios, 15 permanecem impunes. Para o Presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, “o mau exemplo vem da própria  Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Mick, que declarou recentemente que ‘não existem no Brasil crimes com conotação homofóbica’, ignorando a crueldade da homofobia cultural que estigmatiza e empurra as travestis para a marginalidade, assim como o efeito pernicioso dos sermões dos fundamentalistas ao demonizar os gays,  acirrando sobretudo entre os jovens o ódio anti-homossexual.”

Perfil das vítimas: Quanto a idade, 7% dos LGBT tinham menos de 18 anos ao serem  assassinados, sendo o mais jovem um adolescente  gay  paulista de 13 anos que se suicidou por não aguentar o bullying que vinha sofrendo em casa e na escola.  Suicidas homossexuais  também são considerados vítimas da homofobia. 44% desses mortos tinham menos de 30 anos e 8% mais de 50.  A faixa etária que apresenta maior risco de assassinato, 57%, situa-se entre 20-40 anos. A vítima mais velha tinha 77 anos, Wilson Brandão de Castro, proprietário de uma sauna em Belo Horizonte, assassinado com 7 tiros.

Quanto à composição racial, chama a atenção o desinteresse dos jornalistas e policiais em registrar a cor dos LGBT assassinados, apenas 42% das vítimas são identificadas e dentre estas, há pequena superioridade de pardos e pretos, 53% para 47% de brancos. Os/as pretos são o menor grupo vítima da homofobia letal, 7,5%, estando ausentes no segmento das lésbicas.

Os homossexuais assassinados exerciam 48 diferentes profissões, confirmando a presença do “amor que não ousava dizer o nome” em todas as ocupações e estratos sociais. Predominam as travestis profissionais do sexo, 72 das vítimas (45%), seguidas de 19 comerciantes, 16 professores, 9 cabeleireiros e empresários, 7 pais de santo, 2 políticos e jornalistas, etc.

Quanto à causa mortis, repete-se a mesma tendência dos anos anteriores, confirmando pela violência extremada, tratar-se efetivamente tais mortes do que a Vitimologia chama de crimes de ódio: 115 dos assassinatos foram praticados com armas de fogo, 88 com arma branca (faca, punhal, canivete, foice, machado, tesoura), 50 espancamentos (paulada, pedrada, marretada), 8 foram queimados. Constam ainda afogamentos, atropelamentos, enforcamentos, degolamentos,asfixia, empalamentos e violência sexual, tortura.  Oito das vítimas levaram mais de uma dezena de golpes ou projéteis: José Pedro do Santos, de Ibititá, Ba, morreu com mais de 30 facadas; Dimitri Cabral,  gay de 20 anos de Campina Grande, PB, foi morto com 19 tiros.

O padrão predominante é o gay ser assassinado dentro de sua residência, com armas brancas ou objetos domésticos, enquanto as travestis e transexuais são mortas na pista, a tiros. Um dos crimes mais chocantes ocorreu em fevereiro de  2012:  gay Wilys Vitoriano, negro, 26 anos, foi encontrado morto, dentro da casa em que morava,  no centro de Vila Velha, ES:  “o cenário na casa era de horror. Havia manchas de sangue em várias partes da residência. A vítima estava apenas de sunga e apresentava 68 perfurações no corpo, causadas por diferentes objetos cortantes e na parede da casa de um dos vizinhos, apareceu uma pichação com os dizeres: VIADOS”.

Em Alagoas, no município sertanejo de Olivença, 10 mil habitantes, a travesti Soraia, 39 anos,  foi amordaçada, teve pedaços de madeira introduzidos no ânus e o pênis queimado com álcool. Sobreviveu alguns dias, com muitas dores, exalando odor de podridão, até que foi operada, sendo retirado do intestino grosso um pedaço de madeira de  15 cm,  morrendo logo a seguir com infecção generalizada.

Em abril, outro crime bárbaro chocou a cidade de Bequimão, no Maranhão. Um adolescente de 14 anos foi assassinado pelo padrasto de 25 anos porque não aceitava que o enteado fosse gay assumido. A vítima foi encontrada enterrada em um terreno nas proximidades de onde morava e segundo a polícia, havia indícios que o garoto teria sido enterrado vivo pelo padrasto, que conseguiu fugir.

2012 fica marcado como o ano em que mais lésbicas foram assassinadas em toda história do Brasil: 19, sendo que nos anos anteriores oscilaram os crimes lesbofóbicos entre 1 a 10 casos anuais. Durante os mandatos de FHC foram assassinadas 27 lésbicas, enquanto no governo Lula/Dilma mataram 44, um aumento de 63% nos últimos 9 anos. Na Bahia, em agosto último, duas  lésbicas de 22 e 25 anos, vivendo juntas com a aprovação de suas famílias,  foram covardemente assassinadas a tiros quando andavam de mãos dadas no centro comercial de Camaçari. Em Salvador, após uma discussão, um vizinho invadiu a casa de outro casal de lésbicas de 19 e 22 anos, esfaqueando-as, causando a morte da mais jovem. Dentro do segmento LGBT, as travestis e transexuais são as mais vulneráveis face aos crimes letais: contando com uma população estimada em 1 milhão de pessoas, o risco de uma trans ser assassinada é 9.354% maior do que a soma das demais categorias, gays/lésbicas/bissexuais, que juntas devem representar por volta de 19 milhões de pessoas, ou seja, 10% da população brasileira, tomando como referência  o Relatório Kinsey.

Assassinos: Quanto aos autores destes crimes homofóbicos, a mídia é extremamente lacunosa, já que apenas 1/4 dos homicidas foram identificados nos inquéritos policiais. Destes, 17% tinham menos de 18 anos, demonstrando o altíssimo índice de homofobia entre os jovens, 85%  abaixo de 30 anos. 21% desses crimes foram praticados por 2 a 4 homens, aumentando ainda mais a vulnerabilidade da vítima. Predominam entre estes criminosos,  seguranças particulares, rapazes de programa e ocupações de baixa remuneração, muitos destes crápulas já com passagem pela polícia e uso de revólver, já que 44% das mortes foram praticadas com arma de fogo.

Crimes Homofóbicos. Seriam todos esses 338 assassinatos crimes homofóbicos? O Prof.Luiz Mott é categórico: “99% destes homocídios contra LGBT têm como agravante seja a homofobia individual, quando o assassino tem mal resolvida sua própria sexualidade e quer lavar com o sangue seu desejo reprimido; seja a homofobia cultural, que pratica bullying  e expulsa as travestis para as margens da sociedade onde a violência é endêmica; seja a homofobia institucional, quando o Governo não garante a segurança dos espaços freqüentados pela comunidade lgbt ou como fez a Presidente Dilma, vetou  o kit anti-homofobia, que deveria ter capacitado mais de 6milhões de jovens  no respeito aos direitos humanos dos homossexuais.” Para o analista de sistemas Dudu Michels,  “quando o Movimento Negro, os Índios ou as Feministas divulgam suas estatísticas, não se questiona se o motivo de todas as mortes foi racismo ou machismo, porque exigir só do movimento LGBT atestado de homofobia nestes crimes hediondos? Ser travesti já é um agravante de periculosidade dentro da intolerância  machista dominante em nossa sociedade, e mesmo quando um gay é morto devido à violência doméstica ou latrocínio, é vítima do mesmo machismo que leva as mulheres a serem espancadas e perder a vida pelas mãos de seus companheiros, como diz o ditado, ‘viado é mulher tem mais é que morrer!”

Um crime emblemático. Na avaliação dos responsáveis  pela manutenção deste Banco de Dados, dentre os 338 assassinatos de LGBT documentados em 2012, o mais emblemático é o caso de Lucas Fortuna, 28 anos, jornalista de Goiânia, destacado ativista gay, morto aos 19-11-2012 por dois assaltantes numa praia na região metropolitana de Recife. Seu corpo com o rosto desfigurado foi encontrado com profundas marcas de espancamento. Irresponsavelmente o Departamento de Homicídios de  Pernambuco declarou tratar-se de latrocínio, descartando ódio homofóbico. Presos os dois assassinos confessaram ter na mesma noite assaltado quatro indivíduos, limitando-se a roubar-lhes o celular. No caso de Lucas, espancaram-no, saltaram encima de seu corpo e jogaram-no ao mar de um penhasco de dez metros. Porque mataram com tanto ódio apenas o gay? Homofobia! A imprensa considerou Lucas Fortuna o “Herzog dos gays”!

O Grupo Gay da Bahia disponibiliza em seu site http://homofobiamata.wordpress.com/  o banco de dados completo com  todas as notícias de jornal, vídeos, tabelas e gráficos sobre todos os 338 assassinatos de LGBT de 2012, assim como o manual “Gay vivo não dorme com o inimigo” como estratégia para erradicar esse “homocausto”.

Solução contra crimes homofóbicos

Para o Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, “há quatro soluções emergenciais para a erradicação dos crimes homofóbicos: educação sexual para ensinar à população a respeitar os direitos humanos dos homossexuais; aprovação de  leis afirmativas que garantam a cidadania plena da população LGBT, equiparando a homofobia ao crime de racismo; exigir que a Polícia e Justiça investiguem e  punam com toda severidade os crimes homo/transfóbicos  e finalmente,  que os próprios gays, lésbicas e trans  evitem situações de risco, não levando desconhecidos para casa e acertando previamente todos os detalhes da relação. A certeza da impunidade e o estereótipo do gay como fraco, indefeso, estimulam a ação dos assassinos.”

Para ler o relatório completo, clique aqui.

Bullying homofóbico 1

A enfermeira Denise Dal Ri, de Carazinho (RS), enviou ao Entre Nós um artigo sobre bullying homofóbico, escrito após palestra que ela ministrou, a convite do governo do Rio Grande do Sul, que possui um programa chamado Rio Grande sem Homofobia.

Faça como a Denise, se você tem alguma crítica, sugestão, foto, vídeo ou sugestão de pauta, envie para oblogentrenos@gmail.com. A sua participação é importante.

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Aslan Cabral, gay assumido do ‘BBB13’, mora com namorado em Recife. Veja fotos! 3

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O divertido Aslan Cabral, artista plástico pernambucano que estará na casa do Big Brother Brasil 13, é o único gay assumido do reality show. Ele namora o cirurgião pediátrico Arthur Aguiar e os dois moram juntos em Recife, capital de Pernambuco. Aslan completa 33 anos no dia 12 de janeiro, sendo o primeiro aniversariante já dentro do confinamento, que começa na próxima terça-feira (8) na Rede Globo.

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Aslan e Arthur estão juntos há mais de cinco anos e dividem um apartamento em Boa Viagem, bairro nobre de Recife, desde 2012. Antes, o casal morava junto com mais um amigo e duas amigas.

Segundo um amigo próximo ao artista plástico ouvido pelo Purepeople, o carisma do pernambucano conquista a todos e ele tem grandes chances de levar o prêmio. “Ele é só alegria, muito festeiro e muito inteligente. É bem politizado e consciente do que acontece ao seu redor. Aqui em Recife todos gostam muito dele”, disse a fonte, que preferiu não se identificar.

Um fato curioso de Aslan é que ele tem um jeito diferente de se divertir nos dias de chuva, entregou o amigo: “Às vezes, quando chovia, eu olhava pela janela e ele estava correndo de cueca, tomando banho de chuva pelo prédio”. Imagina nas festas do BBB?”

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Acostumado a fazer performances artísticas, Aslan fez um enorme sucesso na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, neste Réveillon. Com um megafone nos braços, o pernambucano brincava com quem passava por lá, desejando a todos um “feliz ano-novo”, sempre ao lado do namorado, com quem trocava beijos apaixonados e carinhos. O artista plástico chegou a cantar a música “Adeus Ano-Velho, Feliz Ano-Novo” no aparelho, e gritava dizendo que iria ficar por lá até o nascer do sol.

Em um momento, o novo BBB fez uma brincadeira com a multidão que curtia a festa por lá, já quase na manhã do dia 1º de janeiro, dizendo que uma marca de chocolates estava patrocinando toda a festa e que tinha escondido notas de R$ 100 pelas areias da praia. Muitos caíram na brincadeira e procuraram o dinheiro.

Americano que doou esperma para casal de lésbicas ter filha terá que pagar pensão para a criança 5

 

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Um homem do Kansas, que doou esperma para um casal de lésbicas para que uma delas pudessem ter um filho, disse na quarta-feira estar chocado, pois o estado americano agora está tentando fazê-lo pagar pensão alimentícia para a criança.

William Marotta, 46 anos, doou esperma para Jennifer Schreiner e Angela Bauer sob um acordo escrito de que ele não seria considerado o pai da criança, nem responsável por pagar pensão alimentícia. Jennifer deu à luz uma menina, hoje com 3 anos.

Em outubro, porém, o estado do Kansas entrou com uma ação pedindo para que Marotta fosse declarado o pai da criança e financeiramente responsável por ela, depois de o casal passar por dificuldades financeiras.

Marotta vai pedir ao tribunal durante a audiência, marcada para 8 de janeiro, para desconsiderar o pedido, que se baseia em uma lei estadual na qual consta que o esperma deve ser doado por meio de um médico licenciado para que o pai seja livre de quaisquer obrigações financeiras posteriormente. O doador deu um recipiente de sêmen para o casal, que o encontrou no site de anúncios Craigslist, em vez de doar por meio de um médico ou clínica.

O caso é visto com potencial de repercussões para outros doadores de esperma. Os bancos de sêmen normalmente fornecem o material para as pessoas que querem ter um filho sob entendimento de que os doadores não são responsáveis ​​pelas crianças. O Kansas está buscando o pagamento de pensão de Marotta, incluindo cerca deUS$ 6 mil em despesas médicas relacionadas com o nascimento da criança, de acordo com a petição apresentada.

“Isso foi totalmente inesperado”, disse Marotta em uma entrevista por telefone. “A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que nenhuma boa ação fica impune.”

O caso atraiu a atenção nacional. A diretora jurídica do Centro Nacional de Direitos Lésbicos, Shannon Minter disse quarta-feira que “é lamentável e injusto” que o Kansas esteja buscando dinheiro de um doador de esperma.

“Isso pode certamente ter um efeito negativo sobre a disposição de outros homens em ajudar casais que precisam de um doador, o que seria prejudicial para todos”, disse Shannon. “Eu também acho que prejudica o respeito de todos pela lei, quando você a vê funcionar tão arbitrariamente.”

Autoridades do estado devem, segundo a lei, determinar quem é o pai da criança quando alguém busca benefícios do governo, disse a porta-voz do Departamento para Crianças e Famílias, Angela de Rocha. O casal foi obrigado a fornecer a informação, que levou a uma investigação sobre a doação do sêmen.

Lamentável

Lamentável que um casal de aproveitadoras possa vir a prejudicar milhares de outros casais que precisem de um doador. Espero que a decisão seja revertida.

*Com informações da Reuters

Grindr, aplicativo de pegação gay, aceita propaganda de partido homofóbico e xenófobo na Itália 4

Propaganda Gay

O partido italiano Liga do Norte está usando o Grindr, aplicativo de pegação gay, para pedir votos através de propaganda. Detalhe: o partido é claramente homofóbico.

A ação é pela vitória de Roberto Maroni para o governo da região da Lombardia.

O partido, que deseja a separação da Itália e tem viés xenófobo, é repleto de líderes com afirmações homofóbicas. Exemplos: “É melhor ter um filho adotivo marroquino do que uma filha lésbica” e “Gays que se beijam em público deveriam ser multados porque isso é algo insano.”

Ativistas LGBT do país têm se pronunciado contra a ação e alertado gays para que não se deixem “seduzir” pela campanha.

Absurdo é o aplicativo permitir propaganda de um homofóbico! Os italianos deveriam boicotar o Grindr. Imagina se a moda pega e nós passemos a ser obrigados a conviver com Magno Malta (PR-ES), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Anthony Garotinho (PR-RJ), José Serra (PSDB-SP) e outros políticos homofóbicos embaixo de bofes lindos. Broxante, não?

Número sobre homofobia na Região das Vertentes (MG) assusta e Poder Público nada faz 1

Movimento Gay da Região das Vertentes
O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) com sede em São João del-Rei (MG), divulgou relatório sobre os atendimentos jurídicos e de saúde prestados pela entidade no ano de 2012. O relatório é parte das atividades executadas pela organização não-governamental no ano passado. Ele aponta dados preocupantes sobre violência contra LGBTs na Região das Vertentes. 
No campo dos direitos humanos a ONG recebeu 61 denúncias de preconceito e discriminação motivados por homofobia. Crimes de lesão corporal – agressão física – representam 42,62% dos casos. O coordenador do MGRV, Carlos Bem, explica que os atendimentos relatados são os que chegam ao movimento. “Os atendimentos são realizados e as pessoas orientadas sobre os procedimentos a serem adotados. A maioria desiste de lutar por seus direitos. Seja pelo medo da exposição midiática por estarmos numa cidade religiosa e de interior, seja por acreditar na impunidade de crimes homofóbicos. Os números, certamente, são maiores. Muitos homossexuais não denunciam a discriminação” relata. 
  
Na saúde, uma das áreas de atuação do movimento, 185 pessoas buscaram informações sobre testagem para HIV, prevenção à aids e direitos das pessoas que vivem com HIV. 
A ausência de políticas públicas sobre direitos humanos na cidade é apontada como a maior responsável pela violação de direitos da comunidade gay em São João del-Rei. “Quando o poder público, sobretudo a prefeitura, não está preocupada com a violação dos direitos humanos dos grupos sociais mais vulneráveis por questões sociais e culturais a violência e violação de direitos vira rotina. Se o poder público não faz parte da vida dessas pessoas, elas estão condenadas à invisibilidade, à violência, à violação de direitos. Precisamos mudar essa realidade” afirma Carlos Bem. 
Em 2012 o Movimento Gay da Região das Vertentes manteve em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei o projeto de extensão “Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate a Homofobia”. 
Mais dados podem ser conferidos abaixo:
 
Relatório de Atendimentos Movimento Gay da Região das Vertentes – 2012
Área de atuação: Direitos Humanos
– Jurídicos e psicológicos – Total: 61 atendimentos/orientações realizados com base em discriminação por orientação sexual e identidade de gênero na Microrregião das Vertentes com cidade pólo São João del-Rei, Minas Gerais, sendo sub-divididos de acordo com a demanda apresentada:
 
– Lesão corporal (agressão física): 26 casos
– Calúnia e difamação: 08 casos
– Ameaças diversas (morte e agressão): 13 casos
– Chantagem/Tentativa de extorsão: 02 casos
– Demissão do trabalho: 04 casos
– Expulsão de estabelecimentos comerciais: 03 casos
– Orientação sobre união estável/casamento civil: 05 casos
Área de atuação: Saúde – HIV/AIDS
Atendimentos realizados com base na dispensação de informações e insumos de prevenção sobre AIDS e outras DST. 
Total de atendimentos: 185 atendimentos, sendo sub-divididos de acordo com a demanda apresentada:
– 93 com dúvidas sobre testagem para HIV;
– 35 com dúvidas sobre prevenção ao HIV/AIDS;
– 57 com dúvidas sobre direitos das pessoas que vivem com HIV. 

Jogador gay beija marido após título em torneio de boliche nos EUA e torcedores deixam de aplaudi-lo 3

Scott Norton

Scott, emocionado com a vitória, abraçado ao marido

O que era para ser uma cena de amor amor tornou-se uma cena de homofobia. Foi na final do Campeonato Americano de Boliche professional, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Após o torneiro, o jogador Scott Norton abraçou e beijou o marido Craig Woodward, sem conter as lágrimas.

Quando descobriu que ele é gay, grande parte dos torcedores deixou de aplaudi-lo, mas o jogador Scott Norton é campeão, também, em cidadania e disse o seguinte:

– É extremamente importante que eu sirva de exemplo para outros atletas gays, tanto no passado quanto no futuro, e mostrar que somos como todo mundo. É importante que as pessoas vejam que ser gay não muda as nossas habilidades como homens, e de forma alguma isso traz desvantagem na hora de competir em esportes de alto nível – contou Norton ao jornal “Windy City Times”.

Norton e Woodward se casaram em outubro de 2011 – em alguns estados americanos, como Massachusetts e Nova York, a união entre casais do mesmo sexo é permitida.

Alguns internautas têm realizado uma campanha em uma rede social para levar o casal ao programa de Ellen DeGeneres, famosa apresentadora de televisão nos Estados Unidos e lésbica assumida.

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A página do Facebook chama-se Let’s Get Scott Norton On The Ellen Degeneres Show e tem como imagem de capa uma montagem do abraço de Norton e Woodward e uma foto do campeão beijando o troféu, foi curtida por mais de 500 usuários até o fim da publicação deste post. Quanto mais apelos aos produtores do programa, mais chances o casal terá de contar a sua história na telinha.

Vaja abaixo o vídeo do beijo e a reação negativa de parte da plateia:

Ministra francesa pede que twitter proíba mensagens homofóbicas e racistas 2

Najat Vallaud-Belkacem: ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo francês quer que twitter proíba mensagens de ódio

Najat Vallaud-Belkacem: ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo francês quer que twitter proíba mensagens de ódio

Depois de uma hashtag que motivou muitas mensagens homofóbicas na França, a ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem, sugeriu que o twitter deveria começar a impedir mensagens de ódio em seu site. O discurso da ministra surgiu depois que muitos tweets propondo punições a filhos homossexuais levaram #SiMonFilsEstGay (“Se meu filho é gay”) aos trending topics na rede social durante semanas.

A ministra afirmou ao jornal Le Monde que esse tipo de discurso é ilegal pela lei nacional francesa. Porém, a homofobia que repercutiu no twitter não é um evento isolado no país. Tópicos antissemitas e racistas, como #unjuifmort (“um judeu morto”), #unbonjuif (“um bom judeu”) e #SiMaFilleRamèneUnNoir (“se minha filha trouxer um negro para casa”) entraram para os mais comentados na rede social nos últimos dois meses, segundo Vallaud-Belkacem.

Ela afirmou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada impunemente, porque homofobia e racismo podem rapidamente levar à violência. Para a ministra, crianças homossexuais correm risco quando tais discussões são mantidas sem moderação na internet.

twitter deve impedir e França condenar

Concordo que o twitter não deve permitir mensagens preconceituosas, mas acho que o governo francês tem a obrigação de punir quem posta esse tipo de mensagem.

Brasil

Estudante de Direito, Mayara Petruso: racista, condenada por ofender nordestinos no twitter

Estudante de Direito, Mayara Petruso: racista, condenada por ofender nordestinos no twitter

Aqui no Brasil, a Justiça Federal de São Paulo condenou a estudante Mayara Penteado Petruso a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo. O crime da estudante foi ofender nordestinos por meio da rede social Twitter. A ofensa foi publicada no dia 31 de outubro de 2010, logo após a vitória eleitoral da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra. Os maiores índices de votação de Dilma na ocasião foram registrados na região Nordeste.

“Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!”, escreveu a estudante em sua página.

A pena contra ela foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A decisão foi tomada pela juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo.

Para Blake Shelton, Shakira e Usher deixarão The Voice mais competitivo Resposta

Shakira e Usher

Shakira e Usher

A participação de Shakira e Usher como jurados da próxima temporada do “The Voice” promete causar polêmicas. Os cantores foram contratados para substituir Christina Aguilera e Cee Lo Green e já estão gravando audições.

Adam Levine e Blake Shelton continuam como jurados e estão ansiosos para trabalhar ao lado dos astros convidados. De acordo com a revista “Rolling Stone”, o reality show fará uma disputa mais competitiva este ano.

Durante coletiva de imprensa com os quatro jurados, Shelton afirmou que a quarta temporada terá um novo significado. “Eu diria que terá mais competitividade. Nós substituímos Cee Lo Green por alguém mais agressivo. E Christina sempre foi competitiva, mas agora temos quatro ‘assassinos’”, disse.

Brincalhão, Adam Levine disse que Shakira deverá ser observada, já que está grávida: “Temos uma gestante, um hormônio colombiano. Ela está pronta para estourar algumas cabeças. Ela não está brincando”.

Já Shakira se mostrou contente em fazer parte da equipe do reality show musical. “Passar algum tempo com esses caras já é bom. Eles brincam o tempo todo e me fazem rir no palco, fora do palco. Me sinto em casa todos os momentos”, contou.

Ela revelou ainda que a atração terá mais batalhas: “Claro que há competitividade. Mas uma vez que estamos em processos para tentar obter um concorrente para nosso time, há uma grande quantidade de adrenalina. Há tensão, mas do tipo saudável”.

shakira

Shakira e Gerard Piqué

Shakira é uma das divas LGBTs e uma das mais simpáticas, em minha opinião. Em fotos divulgadas nas redes sociais, ela mostrou durante o réveillon que, aos nove meses de gestação, não perdeu o rebolado.

Shakira animadíssima (Foto: reprodução)

Shakira animadíssima (Foto: reprodução)

A estrela passou a virada do ano ao lado do marido, Gerard Piqué, que publicou fotos da noite especial em seu Facebook.  Em uma das imagens, Shakira aparece dançando com uma fantasia bastante inusitada.

Mensagem de Fim de Ano

Shakira divulgou um vídeo em seu canal oficial no YouTube, às vésperas do fim de ano, no qual deseja feliz ano novo.

“O ano novo está chegando e não queria perder essa oportunidade de desejar a todos um muito feliz ano novo. Que todos os seus sonhos para esse ano tornem realidade. Um grande beijo a todos e boa sorte em 2013”, diz ela no vídeo publicado em inglês (há também uma versão em espanhol).

Prefeito evangélico de São Vicente (SP) quer acabar com espaços destinados aos LGBTs 5

Billi

O que você pode fazer? Entrar em contato com o prefeito eleito de São Vicente, Bili (PP), com um l mesmo, exigindo que ele trate os LGBTs da mesma maneira como trata os heterossexuais. Para falar com o prefeito Bili, clique aqui.

Absurdo! Prefeito evangélico de São Vicente (SP) quer acabar com espaços destinados aos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

Nem mais, nem menos, queremos direitos iguais. Aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia, no Senado. Urgente!

Leia, a seguir, na íntegra, texto divulgado pela Comissão Suprapartidária LGBT, no Facebook:

Ontem (01/01), o País inteiro teve a posse dos senhores prefeitos e vereadores eleitos por nós na última Eleição de 2012.

Nosso querido Prefeito Eleito, Sr. Bili entre tantas falas no ato de sua posse, deixou claro que uma de suas lutas será exterminar com os espaços do público “gay”, uma das metas será a “Barraca da Cris”.

Sua primeira ordem foi de mandar a “Polícia Civil” ir logo cedo na manhã do dia primeiro na praia do Itararé nas proximidades da “Barraca da Cris”, para espantar os gays que por ali ainda estavam depois das festas de réveillon.

E assim ocorreu, quem estava cedo na praia foi abordado e convidado a se retirar, com a desculpa de bagunça e baderna, coisas que ocorreram todos os anos anteriores sem represária nenhuma.

Nossa Cidade não teve queima de fogos, não terá carnaval e a encenação que é o maior espetáculo a céu aberto do mundo, não terá verbas para contratar artistas globais.

Legal que nosso querido Prefeito não poupou verbas para comemorar sua vitória.

1. Fez um jantar de gala para os amigos íntimos, políticos e familiares no Ilha Porchat.
2. Fez uma mega Festa no Templo Sede da Assembleia de Deus de “SANTOS” com contratação de cantora Gospel.
3. Não satisfeito fez mais uma festa agora no templo da Assembleia de Deus do Campos Sales com a presença da cantora Shirley Carvalhaes.

Ou seja , parece que somente os evangélicos terão vez em seu mandato.

Prega-se respeito, respeitamos a religião dele, e ele não vai respeitar as diferenças, as escolhas, as opniões diferentes ou viveremos em tempos de Ditadura?

Fica a dica para esse coitado políticoo e sua trupe…..a massa “gay” de São Vicente é quase que maioria na cidade.

Ou nos respeita e nos trata como seres humanos normais comos seus irmãos evangélicos, ou temos poder para ir pras ruas e lutar pelos nossos direitos e tirar você do poder onde foi posto, quem muito quer nada tem.

Amigos, por favor, leiam e compartilhem em suas páginas.

Charlie Sheen faz discurso homofóbico em inauguração de bar 3

Charlie Sheen: ator homofóbico

Charlie Sheen: ator homofóbico

No último sábado (29), Charlie Sheen conduziu a cerimônia de inauguração de seu bar no balneário de El Ganzo, no México. O ator, no entanto, fez um discurso de abertura lamentável, para não dizer homofóbico.

Segundo o site TMZ epois de beijar várias garotas, cumprimentar os convidados e curtir as apresentações musicais, que incluíram o guitarrista Slash, Sheen resolveu assumir o microfone. “Como estamos? Como estamos seu bando de veados idiotas?”, disse ele.

Procurado pelo TMZ, o ator esclareceu e se desculpou pelo mal-entendido, afirmando que queria dizer outra coisa, mas por ter a língua presa, não foi interpretado da maneira como desejava. “Não foi por mal e não tive a intenção de magoar, por isso peço desculpas se acabei ofendendo alguém”, garantiu.

Ofendeu, sim, e nem adianta dizer que foi sem querer. As desculpas seriam aceitam se, ao invés de dizer “se acabei ofendendo alguém” o ator tivesse dito às pessoas que ofendi.

Charlie Sheen é um ator aclamado por protagonizar grandes sucessos como Platoon, Wall StreetTop GangOs Três Mosqueteiros e Two and a Half Men, mas é também um dos atores mais controversos de Hollywood, por conta de brigas domésticas e dependência química, chegando a ser preso e internado. O ator é conhecido, também, por apreciar garotas de programa.

Gay e negro, vice-presidente da Câmara de Florianópolis promete lutar contra a homofobia 3

Tiago Silva: vereador mais votado de Florianópolis e gay assumido promete lutar pelas mulheres e contra a homofobia

Tiago Silva: vereador mais votado de Florianópolis e gay assumido promete lutar pelas mulheres e contra a homofobia

As moradoras e os moradores de Florianópolis têm muito o que comemorar no que tange aos direitos humanos. Apesar de não elegerem nenhuma mulher vereadora, os florianopolitanos elegeram um deputado negro e assumidamente gay, Tiago Silva (PDT). Detalhe: Tiago foi o vereador mais votado da cidade. Tiago recebeu 6860 votos, quase 3% dos votos válidos.

Eleito vice-presidente da Câmara, Tiago Silva reafirmou orientação sexual gay e disse que vai fazer dos assuntos das mulheres sua bandeira. Pretende criar uma comissão permanente em defesa da mulher. “A cidade ainda é muito machista, já que não elegeu uma mulher vereadora. Como único vereador gay assumido na câmara, quero debater também a questão da homofobia”, disse.

A cidade agradece!

Lei contra homofobia está próxima em Porto Rico 1

Porto Rico

Configuração política única pode dar, em breve, lei anti-homofobia a Porto Rico, segundo o site Parou Tudo. O governo federal que sairá do poder em hoje deixou já encaminhada proposta de nova legislação feita depois de conversas com ativistas por direitos iguais entre heterossexuais e os LGBT. A proposição define o que é um crime de ódio por homofobia e orienta a polícia a idenficá-los.

Os ativistas criticam o governo de Luis Fortuño por apresentar o projeto já no fim do governo. Entretanto, há boas notícias. O novo governante, Alejandro Garcia Padilla, comprometeu-se, desde a campanha, a enfrentar a homofobia na região.

Em Fortaleza, 5% dos casos de homofobia ocorrem entre familiares 1

Luanna Marley - Coordenadora do Centro de Referência LGBT

Luanna Marley – Coordenadora do Centro de Referência LGBT

No município de Fortaleza, 5% dos casos de homofobia registrados pelo Centro de Referência LGBT ocorrem dentro da casa das vítimas e são praticados pela própria família.

Segundo informações da coordenadora do centro de referência, Luanna Marley, a maioria dos casos tem como agressores a mãe, irmã ou padastro. Grande parte das denúncias ocorre entre adolescentes de 14 a 16 anos. “Fazemos um trabalho articulado com conselhos tutelares, serviço social, centro de referência e o setor de psicologia”, explica Luanna.

Outro grande fator que tem preocupado o centro de referência são as denúncias relacionadas ao ambiente de trabalho. “São atitudes preconceituosas de colegas de trabalho e pelo chefe. Há casos de demissão de pessoas por serem LGBT, mas que são camuflados por outras justificativas. Quando ocorre uma investigação acaba sendo constatado por meio de testemunhas que foi homofobia”, ressalta a coordenadora.

União estável

Mais de 30% dos atendimentos do centro são referente a união estável e casamento civil. Segundo a coordenadora houve um crescimento considerável entre os ano de 2011 e 2012, quando a Prefeitura, por meio da Coordenadoria da Diversidade Sexual realizou o primeiro mutirão da união estável juntamente com a defensoria pública.

Alagoas registra 16 denúncias por mês de homofobia 1

Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas

Nildo Correia, presidente do Grupo Gay de Alagoas

Alagoas registrou nos últimos três meses de 2012, 16 denúncias de homofobia. A informação é do Grupo Gay de Alagoas (GGAL).

Amazonas: denúncias de violência contra homossexuais crescem 1.800%

Para combater e prevenir situações de violência contra o público LGBT foi discutido na manhã de 27/12/12, a criação do comitê de enfrentamento à homofobia, que segundo representantes, deve ser lançado em fevereiro.

De acordo com Nildo Correia, um dos objetivos do comitê, é acompanhar a implementação dos termos de cooperação técnica de combate a homofobia ou sensibilizar o Estado para sua assinatura, bem como acompanhar os casos de discriminação e violência homofóbica relatados diretamente ao comitê ou ao sistema de Segurança Pública.

O secretário-adjunto de educação de Maceió, Marcelo Nascimento, frisou que uma nova reunião agendada para o dia 16 de janeiro, irá definir o dia do lançamento do comitê, inclusive com a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Ele explicou que dentro do comitê haverá sete grupos de trabalho que discutirão sobre questões sociais, políticas públicas para o público LGBT, articular soluções, além de monitorar e fiscalizar os casos de homofobia em Alagoas.

De janeiro de 2012 até 28/12/12, 320 assassinatos de homossexuais foram registrados no Brasil, sendo 18 em Alagoas, destes, conforme Nildo Correia, presidente do GGAL, apenas quatro foram concluídos por meio de inquérito policial pela Civil. Indagado sobre o último crime ocorrido em Maceió, no bairro do Jacintinho contra Almir Durval dos Santos, de 27 anos, executado dentro de sua residência, o presidente do GGAL informou que o inquérito estaria parado, pois “há uma falta de interesse da Polícia Civil de Alagoas de investigar crimes envolvendo o público LGBT, mas isso é histórico e vem desde a década de 1980”, lamentou.

O comitê também prevê trabalhar a temática de direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero nos cursos universitários, nas formações dos profissionais de segurança pública, do sistema penitenciário, do sistema sócio-educativo, da Justiça e da rede de assistência social. A reunião do dia 16 de janeiro acontece no CEAGB, no bairro do Farol, em Maceió, às 14h.

O Disque 100 funciona, diariamente, das 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias são  analisadas e, após, encaminhadas aos órgãos considerados competentes. A ligação é gratuita e preserva a identidade.