Wolverine e Hércules trocam beijo em nova HQ da Marvel 2

Reprodução da HQ alternativa "X-Treme X-Men 10", da Marvel, que mostra a cena de beijo entre os heróis Wolverine e Hércules

Reprodução da HQ alternativa “X-Treme X-Men 10”, da Marvel, que mostra a cena de beijo entre os heróis Wolverine e Hércules

A Marvel lançará uma edição alternativa com um beijo gay de Wolverine e Hércules. A informação foi publicada pelo site de notícias Huffington Post na última terça-feira (26).

Na HQ X-Treme X-Men 10, os dois se per­dem em rea­li­da­des alter­na­ti­vas e terão con­tato com per­so­na­gens em diver­sas épocas e mundos. O beijo acon­tece na Grécia antiga.

A página divul­gada da HQ mos­tra o texto: “Nós fomos os mai­o­res heróis de nos­sos mun­dos. E no dia em que mata­mos o pior mons­tro que ame­a­çou o Domínio do Canadá Nós reve­la­mos nosso amor”. A edi­ção chega às bancas em setembro.

A editora lembra que os personagens Wolverine e Hércules, que se revelam como namorados nesta edição, são versões alternativas dos heróis e pertencem a um outro universo, distinto das histórias regulares da dupla.

A Marvel e a DC Comics têm mos­trado rela­ci­o­na­men­tos gays em seus gibis. A pri­meira retratou o casamento do mutante Estrela Polar na revista Ashtonishing X-Men 51.

Já a DC tem a Batwoman, uma vigi­lante de Gotham City que assumidamente se relaciona com outras mulheres.

Fonte: Folha de São Paulo

Com a turnê ‘Rocket Man’, Elton John faz show recheado de hits em São Paulo 3

Foto: Gabriel Quintão / Virgula

Foto: Gabriel Quintão / Virgula

O premiado cantor, compositor e músico britânico e gay assumidíssimo Elton John, 65, abriu na noite desta quarta-feira (27), em São Paulo, o braço sul-americana da turnê que comemora os 40 anos da faixa Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time). Pontualmente às 20h30, o cantor subiu ao palco do Jockey Club ao som de The Bitch is Back, vestindo seu tradicional terno azul decorado com glitter.

A apresentação inaugurou o projeto Open Sounds, que tem como proposta abrigar o público um “teatro a céu aberto”, capaz de acomodar 15 mil pessoas sentadas. “Boa noite, São Paulo! Estou feliz em voltar para esse lindo país, fantástico! Vamos continuar”, cumprimentou a plateia antes de tocar Bennie and the Jets.

Sempre simpático e disposto, Elton exibiu durante duas horas de show seus solos virtuosos, brincou com os presentes e fez declarações de amo ao Brasil. “Essa aqui é para as belas garotas desta noite”, afirmou antes de tocar Tiny Dancer, enquanto os fãs mais empolgados levantavam bexigas amarelas.

Um das faixas mais bem recebidas da noite foi Believe, canção lançada em 1995, e que, segundo o músico, “é sua canção favorita, por falar do ingrediente que move o mundo: o amor”. O show esquentou mesmo com Candle in the Wind, originalmente composta por Elton sobre a vida de Marilyn Monroe, mas que em 1997 foi o tema de despedida sua amiga pessoal Diana, a Princesa de Gales.

Logo na sequência vieram Goodbye Yellow Brick Road e Rocket Man (I Think It’s Going To Be a Long, Long Time), canção que intituda a turnê, lançada em 1972, e que foi inspirada no conto The Illustrated Man, de Ray Bradbury. Em epologação do público abriu espaço para o cantor mostrar a inpedita Hey Ahab, primeiro single de seu 30º álbum, The Diving Board, que chega às lojas em setembro.

O show sguiu com canções como I Guess That’s Why They Call It the BluesSad Songs (Say So Much)Skyline Pigeon, mas o clímax chegou com Crocodile Rock, em que muitos fãs seguravam cartazes com “LA LA LA” e fizeram Elton agradecer mais uma vez os presentes. “Amo vocês, muito obrigado. Que país incrível!”

A escolhida para deixar o palco foi Your Song. “Essa música é para todo o povo brasileiro”, afirmou antes de deixar o palco e um público mais que satisfeito depois de outra grande apresentação do britânico em São Paulo.

Elton John segue em turnê pelo Brasil. O próximo show acontece em Porto Alegre, em 5 de março, no estádio Zequinha; em Brasília, em 8 de março, no Centro Internacional de Convenções; em Belo Horizonte, em 9 de março, no Mineirão; e no Recife, em 10 de março, no Chevrolet Hall.

Com informações de Luciana Rabassallo, do Virgula

Em entrevista, Tuca Andrada chama homofóbicos de ignorantes 2

Para o ator Tuca Andrada, homofobia é ignorância

Para o ator Tuca Andrada, homofobia é ignorância

O ator Tuca Andrada, 48, falou sobre homofobia em entrevista ao portal Virgula.

Questionado sobre o que achou das declarações homofóbicas do pastor Silas Malafaia no programa De Frente com Gabi (SBT), e sobre o que ele pensa a respeito da homofobia, Tuca preferiu não citar o pastor e respondeu:

“A homofobia é um retrocesso e eu não entendo o porquê de se importar que duas pessoas do mesmo sexo se amem? Em que isso afeta um heterossexual? Por que se sentem tão agredidos? Pura ignorância.”

Polícia divulga retrato falado de suspeito de espancar estudante por homofobia na UnB 1

suspeitodehomofobia

A 2ª DP (Delegacia de Polícia), da Asa Norte, região central de Brasília, divulgou o retrato falado do suspeito de agredir uma estudante de agronomia da Universidade de Brasília (UnB) por homofobia. Na agressão, ocorrida no dia 18/02, o homem espancou a jovem e a chamou de “lésbica nojenta”.

Qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito pode ser passada pelos telefones 197 ou (61) 3348-1900.

Sempre denuncie crimes homofóbicos: Disque 100.

Seriam os leões homofóbicos ou homossexuais? 1

leoes-gays

Muitos concordariam que o mundo ficaria bem menos interessante e divertido sem sexo, mas poucos percebem a extensão dessa afirmação… não se trata apenas do óbvio… sem sexo, não haveria flores, os pássaros não cantariam, os veados não teriam galhadas, os pavões não exibiriam suas famosas caudas… Enfim, seria um mundo com bem menos graça e beleza…

Mas será que sexo é a mesma coisa para todas as criaturas? Para os seres humanos e outras espécies parece ser a cópula. Para os peixes, um esguicho conjunto de ova e esperma. Para escorpiões e centopeias, sexo resume-se a um pacote de esperma depositado no chão para que a fêmea sente em cima e os faça explodir em seu trato reprodutivo. Para as plantas com flores, sexo é confiança depositada no vento ou em um inseto que traga o pólen para uma flor fêmea pronta para recebê-lo. A lista é grande e há muitas formas diferentes de sexo e de “relacionamentos” na natureza, desde espécies monogâmicas, passando por aquelas onde a promiscuidade é garantia de sobrevivência dos filhotes, até aquelas onde o macho é jantado ao final do evento sexual.

Essa situação macho e fêmea, como uma dicotomia básica, opostos que se completam, é apenas uma das muitas alternativas existentes na natureza. Há espécies que mudam de sexo por conta do equilíbrio populacional; há aquelas que atravessam diferentes fases em diferentes gêneros; há uma profusão delas que mantêm relações com indivíduos do mesmo sexo, inclusive parte dos primatas e felinos… Tradução: incesto, promiscuidade, troca de casais e de gênero, homossexualidade, cópulas que duram dias e meses e muitas outras coisas mais que soam estranhas para alguns, são absolutamente comuns entre as espécies que habitam esse planetinha perdido…

Ou seja, o que parece “natural”, “normal”, ou algo assim é apenas o que estamos culturalmente acostumados. Mas, ainda assim, muitos seres da espécie humana ainda apresentam uma grande dificuldade em lidar com modelos de sexo e de “relacionamento” diferentes do que eles consideram normal. O resultado disso é uma tremenda homofobia e um enorme preconceito contra pessoas que vivem situações diferentes da básica – e em geral, limitada e monótona – relação de casal.

Para tais seres, recomendo muito um livro, já indicado outras vezes aqui nesse blog: “Consultório sexual da dra. Tatiana para toda a criação”, de Olívia Judson. Trata-se de um guia de biologia evolucionária do sexo, onde é possível ter uma boa ideia da diversidade que existe na natureza. O livro é super divertido e a autora é uma grande especialista no tema, além de excelente escritora.

E… se esses seres, que compartilham com vocês o pertencimento à humanidade (comigo não, pois sou uma ex-humana), não tiverem nem tempo, nem vontade de ler o guia da Olivia Judson, poderiam, pelo menos, respeitar a diversidade e evitar a violência contra quem faz diferente.

Em tempo, leões exibem comportamentos homossexuais sim… já homofóbicos, não…

art-nurit-bensusan-por-tamara-barretoNurit Bensusan 
Bióloga e engenheira florestal, pós-graduada em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Ecologia e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). É autora do blog Nosso Planeta, do jornal O Globo, uma de suas plataformas de popularização da ciência, e criadora da Biolúdica, oficina de jogos com temas biológicos voltada para crianças e adolescentes. Participa também do coletivo de ideias Biotrix e é autora de mais de 12 livros, entre eles Biodiversidade: é para comer, vestir ou passar no cabelo; Meio Ambiente: e eu com isso?; Quanto dura um rinoceronte?, Rio + 20, +21, +22, +23 e Labirintos – Parques Nacionais (editora Peirópolis). Foi responsável pela área de biodiversidade e coordenadora de políticas públicas do WWF Brasil, coordenadora de biodiversidade no Instituto Socioambiental e coordenadora do núcleo de gestão do conhecimento do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Casal de mulheres é expulso de estação tubo por cobrador em Curitiba 1

les
A estudante de Ciências Sociais da PUC PR Raíza Luara estava na estação tubo Avenida Kennedy, no bairro Novo Mundo, em Curitiba, na tarde deste domingo, com sua companheira e mais dois amigos, quando foi xingada, ameaçada e expulsa da estação tubo pelo cobrador, funcionário de uma das 11 empresas que prestam serviço para a URBS – responsável pelo transporte público na capital paranaense, de capital misto.
O homem, incomodado com o fato das mulheres estarem abraçadas e namorando dentro da estação, tentou expulsar o grupo do tubo (nome dos pontos de ônibus curitibanos em forma de túneis vidro) e posteriormente os obrigou a entrarem no primeiro coletivo que chegou ao local. Segundo testemunha ouvida pela Lado A: “Eu estava junto com um casal de amigas esperando nossos ônibus, quando em alto e bom som (gritando) o cobrador nos acusou de ofender as pessoas, claramente falando sobre elas serem um casal lésbico, e nos expulsou do tubo, não saímos e quando finalmente chegou um ônibus ele soltou a pérola: “Agora vocês vão pegar esse ônibus por bem ou por mal”. Bem, estamos tomando as medidas possíveis mas gostaríamos de causar uma conscientização”, afirmou o jovem que preferiu que seu nome não fosse publicado.
No Facebook, Raíza desabafou: “Eis que a ignorância e a intolerância se manifestam mais uma vez em meu cotidiano, e diretamente a mim. Mais uma agressão e constrangimento sofridos em virtude de minha orientação sexual ocorreu hoje. Estávamos eu, minha namorada e mais dois amigos no tubo da Avenida Kennedy em Curitiba, quando o cobrador começou a proferir insultos demonstrando estar profundamente incomodado com a nossa presença, e mais ainda com as carícias trocadas entre eu e minha namorada. Não é a primeira vez que isso acontece, e ao chegar em casa já ouvi que se procurarmos nossos direitos, estaremos apenas atrás de confusão e não com o objetivo de punir ou até mesmo (e apenas) conscientizar aqueles que causam tal constragimento contra as minorias. Não estávamos faltando com o respeito a ninguém, e não é porque vivemos em uma sociedade patriarcal, machista, racista e homofóbica que devo conter minhas atitudes com minha namorada, única e exclusivamente por se tratarmos de um casal homossexual. Somos cidadãs como qualquer outra pessoa, e temos direitos iguais, direitos dos quais nós vamos atrás sim, não só por nós mas por qualquer outra classe minoritária que esteja sofrendo algum tipo de constragimento ou dano moral, senão agora, a qualquer momento. Sem mais”.A Lado A já entrou em contato com a URBS para que comentem o incidente. Incrível é que a própria família da moça não a apoiou para denunciar a homofobia que sofreu. Que tal deixarmos mensagens de apoio a Raíza nos comentários, heim?

Fonte: Lado A

Casos de homofobia geram manifestos nas ruas e redes sociais 1

Caso de Kyvia Torres Rego gera manifestação na Esplanada dos Ministérios e abaixo-assinado no site Avaaz.org

Caso de Kyvia Torres Rego gera manifestação na Esplanada dos Ministérios e abaixo-assinado no site Avaaz.org

Semana triste e revoltante no Distrito Federal e entorno! Dois casos de homofobia contra lésbicas, um no estacionamento da UnB e outro em Valparaíso (GO), repercutiram bastante na imprensa local e chocaram familiares, homossexuais e simpatizantes. A violência contra LGBT em Brasília é tema de protesto no próximo domingo 24 e abaixo-assinado na internet.

A manifestação acontece em frente ao Palácio do Planalto, Esplanada dos Ministérios, a partir das 14h. Já no site Avaaz.org uma petição reúne assinaturas para exigir sindicância no caso de Kyvia Torres Rego, que, durante ação policial, teve parte de dois dedos decepados em uma porta do carro. Para saber mais e/ou assinar, clique aqui.

*Fonte: Parou Tudo

Obama pede que Supremo declare inconstitucional lei contra casamento gay 1

President-Barack-Obama

O Governo de Barack Obama pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos que declare inconstitucional a lei federal que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” quando decidir sobre o assunto, em junho. O Departamento de Justiça entregou ao Supremo a primeira de uma série de opiniões legais sobre as uniões entre pessoas do mesmo sexo, que o Supremo deve avaliar após admitir o trâmite de dois processos relacionados ao tema. Um deles questiona a constitucionalidade da Lei de Defesa do Casamento, de 1996, que define o casamento como “a união entre um homem e uma mulher” e à qual Obama se opôs publicamente em várias ocasiões. Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça respaldou essa posição no documento, que foi entregue um mês antes de o Supremo realizar sua primeira audiência sobre o assunto. “A oposição moral ao homossexualismo, embora possa refletir opiniões pessoais profundas, não é um objetivo de política legítimo que possa justificar o tratamento desigual dado às pessoas gays”, apontou o advogado-geral dos EUA, Donald Verrilli, no documento. Verrilli ressaltou ainda que a lei nega aos casais homossexuais uma série de benefícios federais válidos para as uniões heterossexuais. O Governo de Obama também considera intervir no segundo caso sobre o casamento homossexual a ser avaliado pelo Supremo, o relacionado com a “Proposição 8”, da Califórnia, que declara ilegais as uniões gays nesse estado e foi aprovada em um referendo em 2008, pouco após o estado legalizar essas uniões. Em 2010, um tribunal de apelações declarou inconstitucional a emenda, pelo que seus defensores decidiram levar o caso ao Supremo. Segundo fontes da emissora “CNN”, o Departamento de Justiça prevê publicar na semana que vem uma opinião legal defendendo a revogação da “Proposição 8” por considerá-la uma violação da “proteção igualitária” que está garantida na Constituição. O casamento homossexual é legal em nove estados do país – Maryland, Washington, Maine, Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont – e no Distrito de Columbia. Em outros cinco estados são permitidas as uniões civis, mas não é um direito reconhecido pelo Governo federal. Segundo uma pesquisa feita em dezembro pelo jornal “USA Today” e a empresa Gallup, 53% dos americanos estão de acordo com as uniões entre pessoas do mesmo sexo, o dobro do índice registrado em 1996.

Servidor público é agredido em boate e denuncia homofobia em Teresina 1

Fotos: Yala Sena

Fotos: Yala Sena

Um funcionário público registrou uma queixa-crime na Delegacia das Minorias por ter sido vítima de homofobia dentro de uma boate, localizada na zona Leste de Teresina (PI).

A vítima, de iniciais A.S.A., 33 anos, que não quis se identificar com medo de retaliações, contou ao Cidadeverde.com que foi com um amigo à boate. Dentro do estabelecimento começou a olhar para um rapaz que também estava no local. Em seguida, um amigo do rapaz o surpreendeu chamando-o de “baitola” e dando-lhe um soco que chegou a derrubá-lo.

A agressão ocorreu há um mês, mas somente agora o funcionário público foi registrar a queixa. Ele afirma que soube da existência de um grupo de amigos ligados ao MMA (artes marciais mistas) que está praticando agressões contra gays em Teresina.
Fotos: Yala Sena

Fotos: Yala Sena

“Tomei conhecimento de outro caso, por isso vou registrar a queixa, para ver se muda alguma coisa”, explicou a vítima, que mora em Brasília e está em Teresina visitando familiares.

O funcionário público, que se declara homossexual, ressaltou que foi submetido a um momento constrangedor e que é a primeira vez que vê esse tipo de atitude em Teresina. “É uma clara demonstração de homofobia. Pela primeira vez estou vendo isso aqui, sempre achei que era uma cidade liberal. Espero que o culpado seja punido”, disse.
A vítima conseguiu localizar o agressor nas redes sociais. O funcionário público levou os dados e a foto do queixo machucado para o 12° Distrito Policial, no bairro Ininga, zona Leste de Teresina, mas foi orientado a prestar queixa na Delegacia de Minorias, localizada no Centro.
Reportagem: Yala Sena, da cidadeverde.com

A homofobia na região de Sorocaba (SP) e seu enfrentamento 1

Marcos Roberto Vieira Garcia*

Em que pesem algumas discordâncias em relação ao seu uso, o conceito de homofobia se popularizou no Brasil para designar o preconceito direcionado a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). O enfrentamento deste preconceito, como o de todos os outros, é condição indispensável para a construção de uma sociedade na qual os direitos de todos possam ser reconhecidos.

Pesquisa coordenada por mim e pelas profas.Viviane Mendonça e Kelen Leite, todos docentes do Departamento de Ciências Humanas e Educação da UFSCar de Sorocaba, revelou que a situação da homofobia na região de Sorocaba é tão grave quanto em outros grandes municípios brasileiros. Realizada por meio de questionário padronizado aplicado em 350 pessoas durante a Parada do Orgulho LGBT de Sorocaba, seus resultados preliminares indicam que aproximadamente duas em cada três pessoas que se identificam como LGBT em Sorocaba já foram agredidas verbalmente devido a isso, que uma em cada seis já foi agredida fisicamente pelo mesmo motivo, e que uma em cada vinte sofreu agressão sexual devido a sua sexualidade. Tais resultados não diferem significativamente dos obtidos em pesquisas semelhantes realizadas em paradas de outros grandes municípios brasileiros, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Não obstante estes dados evidenciarem claramente a necessidade de enfrentamento da homofobia no contexto local, é comum que muitos segmentos da sociedade civil não reconheçam a necessidade deste enfrentamento. Os argumentos contrários à defesa dos direitos da população LGBT vão desde um posicionamento explícito, existente, por exemplo, em discursos de religiosos fundamentalistas, que consideram a homossexualidade por si só como algo a ser combatido, até posicionamentos mais brandos – e por isso menos fáceis de serem percebidos em relação ao preconceito neles implícitos – como é o caso da argumentação que prega a aceitação da homossexualidade em troca de sua invisibilidade social. Este último tipo de argumentação pode ser percebido por meio de um exemplo, que externa a opinião de parte da opinião pública da região de Sorocaba. A propósito da realização da Parada do Orgulho LGBT de Sorocaba, o editorial de um jornal diário local externou a opinião que “os homossexuais precisam entender que historicamente a sociedade foi feita somente para os heterossexuais e o momento é de aprendizado e aceitação”. Transformemos a mesma frase em relação a outras modalidades de preconceito como o machismo e o racismo e perceberemos como traduz claramente um posicionamento preconceituoso, na medida em que estabelece o lugar de poder como atributo do grupo que tem um status dominante e que caberia ao grupo com status inferior se conformar com esta situação: “as mulheres precisam entender que historicamente a sociedade foi feita somente para os homens e o momento é de aprendizado e aceitação”; ou “os negros precisam entender que historicamente a sociedade foi feita somente para os brancos e o momento é de aprendizado e aceitação.”

O enfrentamento da homofobia não pode prescindir do direito à visibilidade das diferentes formas de expressão da homossexualidade, sob o risco de um reconhecimento dos direitos “pela metade”. A expressão da homoafetividade, portanto, deveria ser tolerada sob os mesmos parâmetros de decoro que a heteroafetividade: andar de mãos dadas, beijo em público e outros tipos de contato corporal não poderiam ser direitos apenas de casais heterossexuais. Da mesma forma, a visibilidade na mídia é fundamental para que o preconceito direcionado às pessoas LGBT diminua, pois facilita a aceitação das diferenças em relação às múltiplas formas de se expressar afeto.

Por este motivo, cabe ao poder público assumir um papel ativo no combate à homofobia presente em diversas instituições, sob a forma de programas de prevenção a sua manifestação. Faz-se mister, por exemplo, a realização de ações neste campo na escola, ambiente onde um terço das pessoas LGBT da região de Sorocaba pesquisadas relataram terem sido discriminadas.

Finalmente, é importante ressaltar a necessidade de que os gestores e legisladores saiam da posição de acovardamento em que muitos atualmente se encontram em relação à defesa do enfrentamento da homofobia, por receio de que tenham suas eleição comprometida pela perda do voto de grupos religiosos fundamentalistas. A pesquisa realizada em Sorocaba mostra que tal receio é infundado, haja vista que os três políticos mais citados como apoiadores da causa LGBT são politicos em exercício de mandato atualmente – os deputados federais Iara Bernardi (PT-SP) e Jean Wyllys (Psol-RJ) e a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Tal fato mostra o nítido reconhecimento por parte da maioria da população brasileira – e também local – de que a defesa dos direitos das pessoas LGBT é vista como uma necessidade de todos que se preocupam com uma sociedade verdadeiramente mais democrática e mais justa.

* Marcos Roberto Vieira Garcia é doutor em Psicologia Social (USP) e professor da UFSCar – Sorocaba.

* Artigo publicado no Jornal Cruzeiro do Sul

Filha de Raúl Castro quer aprofundar cruzada contra homofobia 1

 

Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, conversa com jornalistas no final da reunião da nova Assembléia Nacional (Foto: AFP PHOTO/ADALBERTO ROQUE)

Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro, conversa com jornalistas no final da reunião da nova Assembléia Nacional (Foto: AFP PHOTO/ADALBERTO ROQUE)

A sexóloga cubana Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro, prometeu neste domingo (24/2), em sua estreia como deputada, trabalhar com mais empenho em sua cruzada pelos direitos de homossexuais e lésbicas na ilha, inclusive a legalização do casamento entre pessoas de mesmo sexo.

“Agora estou em um nível de decisão onde posso facilitar mais que aquilo pelo qual estamos lutando se materialize”, afirmou a sexóloga de 50 anos e diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex).

“Continuarei fazendo meu trabalho educativo de convencer outros deputados e deputadas, porque, à medida que ia falando (…) me dou conta de que há uma maior compreensão de que se faça justiça neste sentido”, destacou a deputada, que afirmou, em maio passado, que seu pai apoiava a legalização das uniões entre pessoas de mesmo sexo.

Informação: France Presse

Mariela Castro está certa em querer lutar contra a homofobia. Mas o seu tio, Fidel Castro, deveria pagar pelos crimes cometidos contra os LGBT.

Toni Braxton quer interpretar uma personagem lésbica 1

th

Depois de anunciar sua aposentadoria na música para concentrar seus esforços em sua carreira de atriz, Toni Braxton (45) revelou que tem vontade de interpretar uma personagem lésbica.

“Adoraria interpretar uma lésbica e fazer até uma cena mais quente, algo completamente diferente do que as pessoas esperariam de mim. E não estou falando de uma lésbica de batom!”, revelou.

No início de fevereiro, Toni Braxton estreou como protagonista do filme para televisão Twist of Faith e recebeu boas críticas sobre seu desempenho como atriz.

Primeira lésbica assumida do UFC quer diminuir a homofobia nos esportes 1

f52e3990344d0e110b7804340a47ee92

Quando Dana White anunciou a rival da campeã Ronda Rousey para a estreia das mulheres no UFC, muita gente torceu o nariz: quem é Liz Carmouche? Com um cartel de dez lutas e oito vitórias, não era das mais famosas, mas ela não está se importando com isso. Ela gosta de ser azarona, quer pegar uma carona no sucesso de sua rival para levar suas ideias ao grande público e chocar o mundo com uma vitória contra a favorita.

Mais que isso, Liz quer usar sua luta no UFC 157, neste sábado (23/2), em Anaheim (EUA), como palanque para a maior de suas bandeiras depois do MMA. Lésbica assumida há muitos anos, Carmouche vai aproveitar os holofotes para tentar reduzir a homofobia dentro do MMA.

“Estou recebendo um grande apoio da comunidade gay, elogiando meu trabalho. Eu realmente acho que posso ajudar a diminuir o preconceito contra homossexuais nas lutas e nos esportes em geral. Não esperava ter essa missão, liderando a comunidade homossexual, mas eu aceitei e espero fazer bem esse trabalho”, explicou a lutadora ao blog.

E ela ganhou o apoio para isso dentro do próprio UFC. Acusado algumas vezes de ser homofóbico, o presidente Dana White fez questão de elogiar a postura da lutadora. “Eu a aplaudo por ter se revelado e por ser a primeira [lésbica do UFC]. Bom para ela. Espero que mais o façam. Não me incomoda nem um pouco. Não devia incomodar ninguém.”

O UOL conversou em duas oportunidades com a lutadora no final do ano passado, em Las Vegas, na época no UFC 155. A primeira e mais interessante foi em um jantar com a imprensa da América Latina promovido pelo evento. Maquiada e muito bem vestida em traje social, ela não conseguia esconder o incômodo com a aquilo. Tímida no começo, era o centro das atenções, todo mundo queria falar com ela.

Depois de uns 30 minutos, estava mais solta e não pensava duas vezes antes de revelar detalhes de sua vida pessoal. Militar de carreira, a lutadora nascida no Japão contou que a namorada não gosta de lutas e de MMA, não vê e não deixa ninguém em casa ver. Sua mãe é uma pacifista convicta, “uma hippie de verdade”, e ela divide sua paixão pelas lutas com a pintura abstrata.

Dois dias depois, pouco antes do UFC 155, falei com ela um pouco mais sobre a luta em si – e sobre a questão da homofobia fala acima. Confira os melhores momento.

Como você recebeu a notícia da luta contra a Ronda? Eu estava tomando café da manhã, tomando meu café. Pensei: ‘Ligando a essa hora, ou é uma notícia muito boa, ou é uma notícia muito ruim’. Foi algo realmente inacreditável.

Mas você já esperava por ela? Não esperava ser chamada. Estava amolando o Dana White no Twitter, no Facebook, meus seguidores e fãs também. Foi uma reação muito rápida. Não esperava.

Como encarar o favoritismo da Ronda? Eu estou superpreparada. Desde que desliguei aquela ligação eu comecei a me preparar. Estou pronta para ser campeã. Acho que meu treino e minha experiência vão me levar ao título. Estou pronta para mostrar que eu sou uma lutadora mais completa.

Você disse cola as fotos de suas rivais para mentalizá-las para a luta. Fez o mesmo com a Ronda? Não preciso de uma foto dela para mentalizar. Ela está em todos os lugares. (Risos) Assisti muitas vezes aos vídeos das lutas dela. Não são muitos e estou fazendo um trabalho incrível em cima deles.

E como é encarar as críticas sobre vocês não mereceram fazer uma luta principal? Não é frustrante esse questionamento, eu mesmo fiquei surpresa quando ele me falou que valeria título e que seria uma luta principal, mas desde o começo ele me mostrou o quanto isso era importante e o quanto as pessoas vão se impressionar.

Espetáculo que discute homofobia recebe doações para chegar aos palcos paulistanos 1

Depois de patrocínios negados, teatro que fala sobre homofobia recebe doações para estreia

Depois de patrocínios negados, teatro que fala sobre homofobia recebe doações para estreia

O espetáculo Tem alguém que nos odeia aborda a relação privada e amorosa de duas mulheres, Maria, brasileira, e Cate, estrangeira, que decidem morar juntas em São Paulo. Dentro do antigo e decadente apartamento herdado por Maria, elas vivem em conflito, com suas histórias e culturas diferentes que provocam atritos constantes e comuns a qualquer relação já desgastada pelo tempo. Em meio a esse ambiente conflituoso, a violência e o terror batem à sua porta invadindo seu lar. Obrigadas a enfrentar agressões físicas e psicológicas de algum homofóbico do prédio, ele se torna um inimigo invisível e constantemente presente.

O texto escrito em 2011 por Michelle Ferreira foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva (2011) em parceria entre a FUNART e o Instituto Camões. Tudo estava certo que seria fácil arrumar um patrocínio e apoiadores para uma produção já premiada. Mas não foi isso que aconteceu. Nenhuma instituição privada procurada está disposta em patrocinar a peça Tem alguém que nos odeia. Foi quando a atriz e produtora Ana Paula Grande arregaçou as mangas e foi a luta de um patrocínio coletivo. Ela explica como é o projeto e a saga de levantar a verba necessária para colocar a obra nos palcos. Veja entrevista da equipe do Mix Brasil:

Você apresentou o texto para diferentes empresas. Quais foram as justificativas que estas empresas deram para não patrocinar?

Ela foram evasivas, na verdade nunca foram diretas. Quando a gente chegava no ponto principal da peça, que é a homofobia, as empresas geralmente diziam que não queriam falar sobre o assunto, ou que neste ano vão patrocinar cinema. Na verdade, as empresas estão preocupadas com textos comerciais, não com o tema proposto. Sabemos que a homofobia é um tema relevante para a sociedade, questionar o porquê ela ainda não é crime é urgente. Mas, ainda, estas instituições preferem produções que lucrem.

Como o texto aborda o tema?
O texto é lindo, muito delicado. Conta a história de duas mulheres que vivem juntas em um apartamento, durante o enredo elas começam a ser persseguidas por um vizinho homofóbico e chegam a ser agredidas. O espetáculo não tem cenas de duas mulheres se pegando, peladonas. Ou seja, vamos atingir um público que vai ao teatro, em muitos casos, que não está interessado na causa LGBT.

Você chegou a pedir patrocínio para ONGs LGBTs?


Muitas. Esta semana cheguei mandar e-mail para 300 instituições não governamentais, apenas três me responderam. Uma disse que não tinha dinheiro, outra foi mais direta ainda falando que eu sou louca de pedir dinheiro para uma ONG, a última foi bastante interessante; ela disse assim no e-mail: “o silêncio é uma forma de discriminação”, eu pergunto: “esta última instituição leu meu e-mail explicando o que é a peça, qual mensagem ela quer passar?” Eu não posso ficar calada, o espetáculo tem que acontecer, é de relevância para a sociedade. Resolvi colocar o projeto no Catarse.

E como você conheceu o Catarse?
Eu fui para Europa de lua de mel com meu marido, não sou gay, sou casada com um homem. Lá, visitei vários concertos e peças. Quando eu lia os panfletos dos espetáculos, via o nome de várias pessoas que patrocinaram aqueles projetos e mostrei para meu esposo. Depois, no ano passado, fomos para os Estados Unidos, e lá também se passava a mesma coisa. Quando voltei para o Brasil, procurei algo parecido e cheguei ao Catarse. É maravilho, já que lá as pessoas podem doar em projetos a partir de temas que lhes agradam, não visando se o projeto vai dar lucro ou não. Uma amiga conseguiu juntar 30 mil reais para seu monólogo pelo Catarse. A equipe deles é fantástica, eu cheguei desesperada para mostrar meu projeto, já pensando: “Se eu conseguir mil reais, eu faço a peça em uma praça pública”. Chegamos em um valor minimo de 25 mil reais para colocar o espetáculo dois meses em cartaz.

Vocês já tem um teatro fechado para exibir a peça?
Temos sim. Será no Teatro Augusta, no palco experimental. Eles até me disseram que caso a gente consiga um bom resultado, conseguimos ficar em cartaz até três meses. O Sesc, como está preocupado com a temática e não com o lucro, como as empresas, já disse que também está interessado em exibir nosso espetáculo, mas a gente precisava enviar um vídeo do espetáculo. A gente não tinha dinheiro para ensaiar, quanto menos para pagar a diretora.

Você disse que não é gay. Qual o interesse tão grande em um espetáculo com temática LGBT?
A gente faz teatro desde os 10 anos de idade. 90% dos nossos amigos são gays e desde a minha adolescência vejo estes mesmos amigos sofrendo por serem gays, vários amigos na escola eram afeminados e não conseguiam ter amigos. Agora, fiz 30 anos, e quero ter um filho e não quero que ele viva em um mundo assim, não quero que ele sofra e este projeto é o que me faz ter força.*

Caso queria contribuir para o projeto “Tem alguem que nos odeia”, ou conhecer o Catarse, acesse aqui e saiba como doar. Em cena estão as atrizes  Bruna Anuarte e Ana Paula Grande, cenografia de Pedro Henrique Moutinho, hair e make up de Dicko Lorenzo  e direção de José Roberto Martins.

Após homofobia e agressão, UnB anuncia criação de diretoria para questões de gênero e etnia 1

Após uma estudante da Universidade de Brasília (UnB) ser agredida na segunda-feira (18/2), vítima de homofobia, o Decanato de Assuntos Comunitários vai criar uma diretoria para tratar exclusivamente das questões de gênero e etnia.

A nova área vai definir políticas de respeito à diversidade e prevenção à violência em consequência cor e orientação sexual.

De acordo com a decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, o principal objetivo é o combate ao preconceito. Segundo ela, a discussão para a criação da diretoria existe desde o final de 2012.

Segundo ela, a ideia é iniciar o mês de abril com a nova diretoria em funcionamento.

Denise Bomtempo explica que a área surge com o propósito de evitar e encaminhar casos como o da estudante do 5º semestre de Agronomia, agredida no estacionamento do Instituto Central de Ciências do campus Darcy Ribeiro, na última segunda-feira.

— Queremos dispor de infraestrutura e recursos humanos especializados para tratar especificamente destes casos. Há um número significativo deles que vem sendo relatados e registrados, mas não basta gerar sindicâncias, punir. É preciso prevenir.

Homofobia

A diretoria vai atuar ao lado de outras iniciativas já existentes, como o Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia na UnB. Criado em 2012, o grupo tem 28 membros, entre alunos, professores e servidores. Propõe-se a se tornar um canal de demandas dos vários grupos e estabelecer ações conjuntas para se combater a violência à orientação sexual das pessoas.

No início do mês de janeiro de 2013, estudantes da UnB encontraram uma pichação com mensagens homofóbicas na porta do Centro Acadêmico (CA) de Direito da instituição. Membros da Gestão do CA foram se reunir no local no início do dia para discutir sobre um evento e encontraram mensagens pejorativas como “Não aos gays” e “Quem gosta de dar, gostar de apanhar” espalhadas pelas paredes e portas do espaço.

Informações: R7

Bielorrússia: Grupo LGBT não consegue legalizar-se 1

Embora um país recente e independente da Rússia, na Bielorrússia vive-se um clima de homofobia social e institucional similar.

Um grupo de defesa dos direitos das pessoas LGBT viu o seu pedido de legalização recusado pelo Ministério da Justiça. Os grupos de defesa dos direitos humanos e outros não podem operar no país sem estarem legalizados.

+ É melhor ser ditador do que ser gay¨, diz presidente da Bielorrússia

Enquanto que em Portugal qualquer grupo de amigos é livre de se reunir em acções de apoio social sem problemas de maior, na Bielorrússia tal não é permitido e por isso este novo grupo apresentou o seu pedido de legalização junto dos serviços, um pedido que viram recusado alegando que “a organização não tem em consideração o desenvolvimento dos jovens Bielorrussos, em nenhuma alínea dos seus estatutos”.

Os referidos estatutos indicam que as atividades principais do grupo serão dedicadas a defender os direitos de homossexuais, bissexuais e transexuais.

A Bielorrússia descriminalizou a homossexualidade em 1991 a quando da queda da União Soviética, mas isso por si só não serve para evitar que jovens LGBT recebam ameaças e ataques homofóbicos, ou permite que instituições interpretem os propósitos de cada associação.

Perante a resposta do Ministério da Justiça, o grupo decidiu recorrer da decisão para o Supremo.

Justiça Federal condena blogueiros homofóbicos presos no ano passado a mais de 6 anos em regime semi-aberto 2

homofobicos

Dois homens presos em 2012, responsáveis pelo famigerado blog silviokoerich.org foram condenados no início deste mês pela Justiça Federal, Seção Judiciária do Paraná, a mais de 6 anos e seis meses de prisão em regime semi aberto, cada, por racismo e dissiminação de conteúdo incitando a pedofilia. Como cabe recurso, então a prisão preventiva dos dois foi mantida mas eles podem ganhar as ruas em breve. O blog também possuía o título de “O perdedor mais foda do mundo” e pregava morte aos negros, gays e judeus – estupro corretivo de lésbicas e violência sexual contra crianças, e disseminava ódio contra estas comunidades de forma hedionda.

No dia 22 de março de 2012, o curitibano Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Melo, residente em Brasília, foram identificados como autores do site pela Polícia Federal e presos na “Operação Intolerância” em Curitiba. Deste então, os dois tiveram os bens apreendidos e ficaram detidos por se tratar de um crime inafiançável (racismo).O julgamento ocorreu no dia 7 de fevereiro de 2013, sob segredo de Justiça. Rodrigues pegou uma pena de um mês a mais, dada pelo juiz federal substituto Tiago do Carmo Martins que condenou Rodrigues a seis anos e seis meses, e Melo a seis anos e sete meses. Os dois pagarão ainda as custas processuais e um multa de 106 e 192 dias, respectivamente, de 1/30 do salário mínimo a serem corrigidos.
Dois fatos agilizaram a pressão sobre o caso. As quase 70 mil denúncias contra o site, recorde absoluto de reclamação na internet brasileira, e ainda as declarações de apoio dos rapazes no blog ao atirador de Realego, Wellington Menezes de Oliveira, que em 2011 matou 12 crianças no Rio de Janeiro. A polícia possía indícios de que os dois planejavam um grande atentado na Universidade de Brasília.

Fonte: Revista Lado A

Gay discriminado no metrô é recebido pelo Programa Estadual Rio Sem Homofobia 1

rio

André Sgalbieri, de 21 anos, acusa um segurança do MetrôRio de agredi-lo física e verbalmente, por homofobia, na estação General Osório, em Ipanema, na última terça-feira de Carnaval (12/2). O jovem alega ainda que policias militares se omitiram a socorrê-lo e ainda o ameaçaram. O Programa Estadual Rio Sem Homofobia, da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, recebeu o rapaz e prestou atendimento.

O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, prestou pessoalmente atendimento ao rapaz junto com a equipe técnica dos Centros de Referência da Cidadania LGBT e do Disque Cidadania LGBT, além de Leriana Figueiredo, da subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção, da Secretaria de Estado de Segurança. Representantes do Estado Maior e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro também participaram da reunião com objetivo de conhecer a denúncia por meio do relato da vítima e tomar as providências. André recebeu a promessa de poder contar com o acompanhamento de toda a equipe técnica multidisciplinar do Centro, composta por advogados, psicólogos e assistentes sociais.
Ao fim do encontro foram encaminhadas as seguintes providências: Solicitar à Polícia Civil, por ofício, a inclusão de informações importantes para a condução do caso; Solicitação à polícia Militar a abertura de procedimento administrativo junto à sua corregedoria;  Pedido de esclarecimentos do MetrôRio; Denúncia junto aos órgãos reguladores do metrô; Abertura de procedimento junto à Ouvidoria da Polícia; Além desses procedimentos, providências e apurações, o Rio Sem Homofobia, está agendando com a PMERJ uma capacitação para o atendimento do efetivo do 23° Batalhão de Polícia Militar à população LGBT.

*Fonte: Revista Lado A

Agredida na UnB, estudante diz que foi vítima de homofobia 3

unb

Uma estudante do 5º semestre de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB) foi à polícia nesta segunda-feira (18/2) e afirmou ter sido vítima de agressão corporal motivada por homofobia.

A mãe da jovem, Sílvia Rodrigues, afirma que a filha, que prefere não ser identificada, andava em direção ao carro no estacionamento do ICC Sul, por volta das 17h desta segunda, quando foi derrubada por um homem, aparentemente com idade entre 18 e 22 anos. O agressor teria desferido socos e chutes contra a estudante enquanto gritava “lésbica nojenta”. Sílvia Rodrigues diz que, após algum tempo, a filha conseguiu empurrar o homem, que fugiu.

+ Casal de mulheres sofre ataque homofóbico dentro de um trem em São Paulo

+ Aluno sofre ataque homofóbico na Universidade Federa de Goiás

De acordo com a família da estudante, ela precisou de atendimento médico e teve a perna esquerda e o braço direito enfaixados. À noite, ela registrou ocorrência na 2ª delegacia de polícia, na Asa Norte.

A mãe da jovem diz não saber o que fazer. “Estou indignada e revoltada. A que ponto chega a homofobia? Qual o limite de uma pessoa que faz isso?” Sílvia Rodrigues afirma que a filha está com medo de voltar às aulas na universidade. “Ela está com medo de sofrer uma agressão de novo, pois parece que a pessoa já a conhecia.”

Procurada pelo G1, a Polícia Civil disse que, por enquanto, não se pronunciará sobre o caso. A UnB afirmou que não foi comunicada oficialmente e que repudia qualquer tipo de ato homofóbico. A instituição também disse que ainda não foi procurada pela aluna, mas que vai dar todo suporte necessário à estudante.

Fonte: G1