Pornografia torna homens mais receptivos ao casamento gay Resposta

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Quando o assunto é casamento entre pessoas do mesmo sexo, muitos homens heterossexuais costumam se opor. No entanto, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, assistir à pornografia pode torná-los mais receptivos à ideia. Os dados são do jornal Daily Mail.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram dados de estudos com 500 pessoas do sexo masculino heterossexuais ao longo dos últimos cinco anos. “A pornografia adota uma postura de não-julgamento sobre todos os tipos de comportamentos e atitudes sexuais não-tradicionais. Se as pessoas pensam que os indivíduos devem ser capazes de decidir por si próprios se vão ter sexo com alguém do mesmo sexo, eles também pensam que os indivíduos devem ser capazes de decidir por si próprios se vão se casar com um parceiro do mesmo sexo”, disse o pesquisador Paul Wright.
Enquanto a indústria pornô pode abrir a mente dos homens, vale dizer que uma pesquisa da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, constatou que também pode prejudicar as parceiras. Os resultados mostraram uma forte ligação estatística entre homens vendo pornografia e mulheres infelizes. Quando elas pensavam que o companheiro era viciado em pornografia, havia impacto negativo na autoestima e satisfação sexual geral.

Parlamento britânico apoia casamento gay em votação inicial 1

Está dado o primeiro passo para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo CHRIS HELGREN/REUTERS

Está dado o primeiro passo para a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo CHRIS HELGREN/REUTERS

Foram quase sete horas de debate à boa maneira britânica, com discursos inflamados e trocas de acusações constantes. No fim, o primeiro-ministro, David Cameron, teve o que queria: a câmara baixa do Parlamento aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em cerimônias civis ou religiosas, com 400 votos a favor e 175 contra. A medida deverá entrar em vigor em 2014, apenas em Inglaterra e no País de Gales.

A vontade de Cameron prevaleceu, mas a discussão na Câmara dos Comuns fez aquecer o sangue entre irmãos. A proposta foi aprovada com os votos da maioria dos deputados do Partido Trabalhista, na oposição, e dos Liberais Democratas, parceiros de coligação no Governo. Na discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a verdadeira oposição do primeiro-ministro estava dentro de casa, na bancada do seu Partido Conservador.

Um dos mais ferrenhos opositores da proposta do Governo foi o conservador Roger Cale, que repetiu um argumento que diz não defender, mas ao qual reconhece “méritos”, e que aponta para a legalização do incesto: “Se o Governo estiver mesmo empenhado nisto, então que acabe com a lei da união civil e crie uma lei que se aplique a todas as pessoas, independentemente da sua sexualidade e dos seus relacionamentos. Isso significa irmãos com irmãos, irmãs com irmãs e irmãos com irmãs. Isso sim, seria um avanço.”

“Um passo em frente”

A defesa da proposta de lei coube à ministra da Cultura, Media e Desporto, Maria Miller, também responsável pela pasta das Mulheres e Igualdades. “O casamento é uma das nossas mais importantes instituições. Une as sociedades às famílias e é uma base fundamental para a promoção da estabilidade. Esta proposta defende e desenvolve o casamento”, afirmou a responsável no início da discussão da proposta de lei, um momento ao qual o primeiro-ministro faltou.

Mais tarde — pouco antes da votação —, David Cameron afirmou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo constitui “um passo em frente” e vai tornar a sociedade britânica “mais forte”. “O dia de hoje é muito importante. Eu acredito no casamento. Ajuda as pessoas a dedicarem-se uma à outra e acho que os gays também devem poder casar-se”, declarou o primeiro-ministro conservador.

A proposta do Governo britânico não obriga as diferentes igrejas a celebrarem casamentos religiosos. Segundo o documento, as igrejas anglicanas de Inglaterra e do País de Gales não terão sequer de se pronunciar — está estabelecido que, por vontade das respectivas hierarquias, nenhuma celebrará casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

As restantes igrejas — incluindo a Igreja Católica — têm liberdade para decidir se autorizam ou não casamentos religiosos. Católicos, muçulmanos e sikhs fizeram campanha pelo “não” e promoveram várias iniciativas e manifestações contra a proposta do Governo, mas os judeus liberais e reformistas apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A lei aprovada pela Câmara dos Comuns britânica deixa de fora a Irlanda do Norte e a Escócia. Na Irlanda do Norte não há qualquer iniciativa para promover o debate, mas o governo escocês já manifestou a intenção de trabalhar numa lei semelhante. O líder do executivo, Alex Salmond, já fez saber que qualquer lei que autorize o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Escócia também deixará ao critério das várias igrejas a celebração de matrimónios.

Gays cedem a pressão social na China com casamento ‘de fachada’ Resposta

Casamento é considerado um dos pilares mais importantes na sociedade chinesa

Casamento é considerado um dos pilares mais importantes na sociedade chinesa

A modernização da sociedade chinesa nos últimos anos ainda não foi suficiente para acabar com um dos fenômenos mais comuns relacionados aos homossexuais no país: o casamento de fachada, para atender às normas tradicionais da sociedade e às expectativas familiares.

Um estudo feito no ano passado por Zhang Beichuna, da Universidade de Qingdao, estima que existam 16 milhões de mulheres casadas com homens homossexuais.

“Muitos gays se envolvem em casamentos com heterossexuais para atender às pressões sociais – em especial de seus pais –, mas continuam mantendo relações homossexuais fora do casamento”, conta Xu Bin, presidente do grupo GLS (é assim que a reportagem da BBC chama o grupo) Common Language, de Pequim.

Conforme a tradição cultural chinesa, jovens devem se casar em torno dos 25 anos e ter filhos, para dar continuidade à linhagem familiar. O casamento é um dos pilares sociais mais importantes no país – além de ser visto como uma garantia de segurança financeira e emocional para muitos idosos, que dependem financeiramente dos filhos para sobreviver, já que o sistema de previdência social chinês é ainda pouco desenvolvido.

Mas um dado que pode ser visto como um sinal de modernização da sociedade chinesa é o aumento, segundo o estudo da Universidade de Qingdao, dos casos de jovens pedindo divórcio ou anulação do casamento por descobrirem que seus parceiros são homossexuais.

Em janeiro, a Primeira Corte Intermediária de Pequim, que lida com divórcios e anulações de matrimônios, divulgou que o número de pedidos de anulação de casamentos em curto prazo está crescendo, ao passo que o de divórcios está diminuindo.

O estudo liga o dado à disposição de jovens esposas a não aceitar o casamento de fachada. Mas Xu Bin, presidente do grupo GLS, diz que muitas mulheres tentam a anulação para evitar o estigma social. “O pedido de anulação mostra que as mulheres entendem que ser divorciada diminui seu valor na sociedade”, analisa Xu Bin.

Sem relações

Uma jovem de 32 anos de sobrenome Ying, de Pequim, pediu o divórcio de seu marido no final de 2012. Depois de um ano casados e sem manter relações sexuais, Ying descobriu que seu esposo era homossexual. “Ele chegou a pedir para que ficássemos ainda casados e tivéssemos filhos, para que a família dele não fosse prejudicada. Mas eu não podia viver assim”, diz.

No grupo coordenado por Xu Bin, um programa de assistência via telefone atende diversas mulheres que alegam terem descoberto que seus maridos são homossexuais. A situação inversa também é comum. “Muitas chinesas se casam mesmo sabendo que são lésbicas. Mas elas não têm coragem de assumir sua posição perante a família e acabam seguindo a tradição, ainda que mantenham relações e namoradas fora do casamento”, conta a ativista.

Casos assim são comuns na comunidade GLS chinesa e criam confrontos entre gays mais jovens e mais velhos. Em fóruns de discussão na internet, lésbicas da geração pós-1990 criticam a posição de mulheres de gerações anteriores que se mantêm casadas em função de pressão social. Xu Bin tenta criar encontros entre a comunidade para a troca de experiência, pois “as jovens cresceram em uma China já mais aberta, e é difícil para elas entender que gerações mais velhas lidavam com preconceito de uma forma muito pior”.

A homossexualidade era considerada doença mental na China até 2001. Até 1997, manter relações homoafetivas na China era considerado crime. Ainda há preconceito contra relações entre pessoas do mesmo sexo e, em zonas rurais, é ainda comum o caso de pais tentarem “tratar” filhos gays através da medicina.

O número de homossexuais no país, no passado estimado em 29 milhões, seria hoje em dia de mais de 50 milhões, de acordo com Xu Bin. No estudo conduzido pelo professor Zhang, há estimativas de que 70% dos homens gays chineses sejam casados.

Casar-se ou não é ainda uma questão de difícil abordagem no país, mesmo dentro de grupos de apoio aos homossexuais. Uma das saídas encontradas em cidades como Dalian e Xangai foi a criação de bailes dirigidos a homens e mulheres gays, para que estes pudessem se conhecer e eventualmente armar um “casamento”, podendo manter suas relações fora do casamento livremente e sem a pressão do cônjuge. Em Xangai há também um baile semanal voltado apenas a homens gays que são casados.

Borboleta da Sibéria

 

O artista Xiyadie, que abandonou mulher e filhos após assumir sua homossexualidade

O artista Xiyadie, que abandonou mulher e filhos após assumir sua homossexualidade

O artista plástico Xiyadie (seu nome artístico significa Borboleta da Sibéria) é um dos casos mais famosos de gays casados da China. Aos 48 anos, o artista já expôs seus trabalhos em Los Angeles e Estocolmo. Xiayadie se dedica ao jianzhi, a arte do corte de papel, que é um dos tesouros culturais chineses. A temática de sua obra, porém, é sua vida ao lado de seu companheiro de oito anos.

“A primeira vez que descobri ter sentimentos por meninos foi ainda criança, na escola. Eu achava que era doente, um cafajeste”, conta. Aos 24 anos, o jovem de origem humilde cedeu às pressões familiares e se casou, após ter sido apresentado a dezenas de meninas pelos seus pais. “Naquela época eu já tinha certeza de que era gay, mas não tinha coragem de assumir, então tinha meus relacionamentos às escondidas. Era como se eu soubesse que precisasse comer do prato, mas também queria comer direto da panela.”

Apenas há dez anos o artista encontrou forças de conviver com seus sentimentos. Apoiado por um especialista em jianzhi de sua cidade natal, Yan’an, na província de Shanxi, o berço da arte milenar, Xiyadie mudou-se para Pequim, deixando para trás sua esposa e seus dois filhos.

Ele ainda não consegue viver de sua arte, então mantém um trabalho regular em um estúdio do cineasta Xiang Ting, em Songzhuang, leste da capital, onde trabalha como segurança, cozinheiro e zelador por 1,5 mil yuans mensais (R$ 490) e, à noite, faz seus recortes dentro de sue quarto de dois metros quadrados. E não está divorciado.

“Minha esposa e minha filha sabem que sou homossexual. Minha filha conhece meu namorado e eles se dão bem”, conta. O filho mais velho tem 23 anos e é deficiente mental.

Questionado sobre o que faria se voltasse aos 24 anos e tivesse de escolher entre casar ou assumir sua orientação sexual, Xiyadie diz que mudaria pouco. “Acho que fugiria dos meus pais. Voaria para longe para viver a minha vida. Não cederia a eles, mas também não contaria a verdade sobre mim.”

Fonte: BBC Brasil

Obama recomenda a escoteiros que derrubem veto a gays Resposta

Barack Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse no domingo que os Boy Scouts of America (corpo de escoteiros dos EUA) deveriam eliminar a proibição à participação de homossexuais, uma regra antiga e polêmica, que será submetida a votação nesta semana.

Obama, que incluiu uma defesa aos direitos dos homossexuais no seu discurso de posse para o segundo mandato, em janeiro, foi questionado sobre o tema durante entrevista à CBS, e disse ser favorável ao fim da proibição.

“Minha atitude é de que… gays e lésbicas deveriam ter acesso e oportunidade da mesma forma que todos os demais, em todas as instituições e modos de vida”, afirmou o presidente.

“Os escoteiros são uma grande instituição, promovendo os jovens e expondo-os, sabe, a oportunidades e liderança que servirão às pessoas pelo resto das suas vidas, e acho que ninguém deveria ser barrado nisso.”

Após críticas de ativistas e de homossexuais que foram escoteiros ou chefes da instituição, o conselho-executivo do escotismo norte-americano deve votar o fim da proibição na quarta-feira, quando termina sua reunião de três dias. A proibição à participação de homossexuais havia sido reafirmada no ano passado.

No mês passado, a entidade havia dito que cogitava extinguir a proibição em nível nacional, deixando às suas organizações locais as decisões sobre as políticas relacionadas à orientação sexual de seus integrantes jovens e adultos.