Feliz com a audiência, SBT pensa em entrevistar Silas Malafaia novamente 1

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Silas Malafaia e Marília Gabriela

A lastimável entrevista do pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia à jornalista Marília Gabriela continua repercutindo de maneira intensa em todas as mídias. Contente com a repercussão e com o alto índice de audiência, a direção do SBT cogita uma segunda entrevista, no semestre que vem.

Apesar de algumas pessoas comentarem que a entrevista teria sido feita para desmascarar o pastor, parece que ele ficou satisfeito. Silas Malafaia disse à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, que a apresentadora “é educada, uma pessoa bem bacana”.

+ Entrevista com Silas Malafaia não teve razão de ser

A média de audiência foi recorde em São Paulo, 6,3 pontos. No Rio de Janeiro, a média foi de 12 pontos, contra 13 da Globo e 2,6 da Record, por isso o SBT estaria planejando um novo convite ao pastor Silas Malafaia, para ser novamente entrevistado por Gabi.

Vou reproduzir as palavras de um participante de uma pessoa no Facebook, que refletem muito sobre o que eu penso a respeito da tal entrevista:

Quando Marília Gabriela, enquanto jornalista e detentora de um espaço privilegiado na mídia, uma formadora de opinião pública; abre espaço em seu programa de entrevistas para dar guarida ao discurso de um reconhecido nazifascista fundamentalista religioso, contumaz atentador contra os Direitos Humanos e incitador do ódio homofóbico contra a toda a comunidade LGBT brasileira como Silas Malafaia; ela está sendo conivente, cooptando e se alinhando com tudo aquilo que esse terrorista nazievangelista prega, assim como corrobora aberta e explicitamente com todas as mazelas que esse meliante mercenário representante da mafiosa indústria da fé e da credulidade consegue impingir aos LGBT’s brasileiros; dando um respaldo totalmente descabido ao fazer caixa de ressonância com todo o discurso de intolerância desse meliante fanático, em troca de questionáveis “pontos” na audiência, pela via de um expediente tão degradante, baixo e sórdido

Jornalista fala sobre a transformação na vida dos gays nos EUA 1

766_hp1Na semana seguinte à eleição de Barack Obama para presidente, em 2008, fui a um festival de música na Universidade Estadual do Arizona, em Tempe. Por causa do Dia dos Veteranos, na terça-feira seguinte, era um fim de semana de festa na escola, e milhares de estudantes lotavam a rua principal. O evento central do festival foi longo. Por volta da meia-noite, saí com outro participante, o escritor e cineasta Paul Festa, em busca de algo para comer. O único lugar que encontramos foi um Jack in the Box, restaurante de uma rede de fast-food. Fizemos o pedido na janela do drive-thru. Havia um carro parado, com vários universitários dentro. Momentos depois, um segundo carro entrou no sentido contrário do drive-thru e freou cantando pneu. Um jovem visivelmente bêbado, alto e loiro, que se vestia tipicamente como um universitário, usava jeans e uma camiseta por cima de outra de manga comprida, saiu cambaleando do carro. Ele gritou: “Um vagabundo me chamou de bicha!”. O atendente entregou um milk-shake de morango para Paul. Trocamos olhares apreensivos enquanto o jovem continuava a gritar – Paul e eu somos gays. “Meus pais me criaram direito”, o loiro gritou para os estudantes no segundo carro, que, no fim, deduzimos, eram amigos dele. “E tenho orgulho de quem sou.” Paul e eu nos olhamos de novo, dessa vez espantados.

Nisso, um cara grandalhão e com cara de poucos amigos que usava um boné de beisebol virado para trás dobrou a esquina. Essa, evidentemente, era a pessoa que havia chamado o loiro de bicha. “Vou quebrar sua cara,” gritou o recém-chegado. Um amigo dele vinha atrás. Como a maioria dos homens gays, já fui chamado de bicha algumas vezes. Já vi amigos respondendo a homofóbicos. Mas nunca havia presenciado algo assim. “Como você se atreve?”, o jovem gritou. “Nossos antepassados vieram para este país para escapar de suas religiões e ser livres. Como você se atreve, imbecil? Você não sabe que esta é a terra das oportunidades iguais? Volte para a porcaria de Connecticut com seus dois carros e garagem!” O cara grandalhão encolheu-se diante do insulto semicoerente. Ele deu de ombros para o amigo, e eles saíram andando. O loiro foi tropeçando atrás deles por um ou dois minutos, aos berros: “Neste país, posso me casar COM QUEM EU QUISER! Porque agora há MUDANÇA neste país!”.

Tenho 44 anos e presenciei uma transformação impressionante na condição de homens e mulheres gays nos Estados Unidos. Quando nasci, relações homossexuais eram ilegais em todos os Estados, menos Illinois. Gays e lésbicas não podiam trabalhar no governo federal. Não havia nenhum político abertamente gay. Alguns homossexuais não assumidos ocupavam posições de poder, mas a tendência era eles tornarem as coisas ainda piores para seus semelhantes. Mesmo na imprensa liberal, a homossexualidade era desprezada. Na The New York Review of Books, o escritor Philip Roth censurou a “medonha retórica homossexual” do dramaturgo Edward Albee, e uma reportagem de capa da Time menosprezou o mundo gay descrevendo-o como um “substituto patético de segunda categoria para a realidade, uma fuga da vida, digna de pena”. O best-seller de 1969 do psiquiatra americano David Reuben, Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo (Mas tinha medo de perguntar) – um livro que me lembro de folhear trêmulo na biblioteca –, dizia que, “se um homossexual que queira renunciar à homossexualidade encontrar um psiquiatra que saiba como curá-la, ele tem todas as chances de se tornar um heterossexual feliz e bem adaptado”.

TRANSFORMAÇÃOO crítico de música Alex Ross. “Celebridades assumidas e orgulhosas deixaram os heterossexuais americanos mais à vontade com quem pensa diferente” (Foto: Lisa Carpenter/The Guardian)

TRANSFORMAÇÃO
O crítico de música Alex Ross. “Celebridades assumidas e orgulhosas deixaram os heterossexuais americanos mais à vontade com quem pensa diferente” (Foto: Lisa Carpenter/The Guardian)

Na metade dos anos 1980, quando estava começando a aceitar minha sexualidade, alguns gays tinham cargos políticos, muitos Estados haviam derrubado leis antigas que criminalizavam a sodomia e diversas celebridades haviam se assumido. (A tenista campeã Martina Navratilova o fez, de forma memorável, em 1981.) Mas cruzadas antigays da direita religiosa ameaçavam fazer esse progresso retroceder. Em 1986, a Suprema Corte, em defesa da lei contra a sodomia na Geórgia, rejeitou o conceito de proteção constitucional à sexualidade gay como sendo, “na melhor das hipóteses, uma brincadeira”. A aids matava milhares de homens gays todo ano. A resposta inicial da administração Reagan – e da mídia tradicional – é bem resumida por uma coletiva de imprensa com Larry Speakes, o porta-voz da Casa Branca, em outubro de 1982:

Repórter: Larry, o presidente tem alguma reação ao anúncio (do) Centro de Controle de Doenças em Atlanta de que a aids agora é uma epidemia e há mais de 600 casos?
Speakes: O que é aids?
Repórter: Mais de um terço deles morreu. É conhecida como a “praga gay” (risos). Não, é mesmo. Quer dizer, é uma coisa bastante séria e uma a cada três pessoas contaminadas morre. E eu me pergunto, o presidente está ciente disso?
Speakes: Não tenho a doença. Você tem? (Risos.)

Quando Reagan falou pela primeira vez em detalhes sobre a aids, em maio de 1987, os mortos nos EUA passavam de 20 mil. O medo é o que mais lembro da minha primeira experiência sexual.

Hoje, os gays de certa idade podem se sentir como se tivessem saído de uma máquina do tempo cor-de-rosa. Foi a sensação que tive ao observar o jovem em Tempe. O casamento gay é legal em seis Estados e em Washington D.C. Gays podem servir no Exército sem esconder sua sexualidade. Vemos juízes, membros do Congresso, prefeitos (incluindo o prefeito de Tempe por quatro mandatos), estrelas de cinema e apresentadores de televisão abertamente gays. Personagens gays na televisão e no cinema estão quase irritantemente sempre presentes. A Suprema Corte, que finalmente anulou todas as leis contra a sodomia em 2003, começou a examinar a questão do casamento. E a campanha de 2012 mostrou que os republicanos não enxergam mais os gays como causadores de celeuma. O candidato deles à Presidência, Mitt Romney, derrotado em novembro, é contra o casamento gay, mas ele quase não mencionou o assunto nos últimos meses. Se 32 pessoas morressem hoje num assassinato em massa num bar gay, seria presumível que tanto Obama quanto Romney expressassem sua solidariedade às vítimas – mais do que que qualquer autoridade fez em Nova Orleans quando, em 1973, um incendiário pôs fogo no Upstairs Lounge, um bar que reunia o público homossexual.

A vida de um gay nos EUA não é livre de preocupações, especialmente fora de certas áreas nas grandes cidades. Apesar de a direita religiosa ter menos força política do que já teve, ela ainda pode causar incômodo. Em agosto, centenas de milhares de pessoas em todo o país fizeram fila para comprar sanduíches de frango para apoiar a Chick-fil-A, cuja fundação sem fins lucrativos já doou milhões de dólares para grupos antigay.

(Foto: AP)

(Foto: AP)

Uma explicação moderna para essa reviravolta é atribuí­da à cultura popular: celebridades assumidas e orgulhosas e seriados de TV com temática homossexual deixaram os americanos heterossexuais mais à vontade com seus vizinhos que pensam diferente. Quando, em maio, o vice-presidente, Joe Biden, declarou seu apoio ao casamento gay, levando Obama a fazer o mesmo, ele disse: “As coisas realmente começam a mudar… quando a cultura social muda. Acredito que Will & Grace provavelmente tenha contribuído mais para educar o público americano do que quase qualquer coisa que alguém tenha feito até agora”. Não muito tempo atrás, porém, Hollywood frequentemente retratava gays e lésbicas como tipos afetados e escandalosos, casos patéticos de suicídio e assassinos em série. Vito Russo documentou a prática em seu livro, The celluloid closet (O armário de celuloide, em tradução livre), de 1981. Dez anos depois, participei de uma manifestação organizada pela divisão de São Francisco da Queer Nation, organização de ativistas gays, contra o filme Instinto selvagem, que estava sendo filmado na cidade e cujo enredo contava a história de lésbicas assassinas. Minha carreira de ativista acabou ali, mas o protesto, assim como outros parecidos, trouxe progressos. Tardiamente, Hollywood parou de ensinar os Estados Unidos a terem medo da homossexualidade. A indústria do entretenimento, longe de ser quem abriu o caminho, adaptou-se a uma nova realidade social.

Pessoas tridimensionais são mais convincentes do que pessoas bidimensionais, como o vice-presidente Biden certamente sabe. No final, a grande mudança provavelmente chegou porque, todo ano, mais alguns milhares de pessoas faziam o difícil anúncio a sua família e aos amigos, derrubando imagens do folclore do desgosto. Meu principal momento político aconteceu quando escrevi longas cartas a meus amigos mais próximos, finalmente revelando o resto de mim. Numa, me assumi numa nota de rodapé na sétima página, em meio a citações pomposas, mas sinceras, de Wallace Stevens: A maior pobreza é não viver/Em um mundo físico, sentir que o desejo de alguém/É difícil demais de diferenciar do desespero. Harvey Milk, o ativista que se tornou o primeiro homossexual a ser eleito a um cargo público nos EUA, sempre disse que a revolução aconteceria assim: um jovem solitário por vez.

Fonte: Época

Frank Ocean acusa Chris Brown de homofobia 1

Chris Brown (à dir.) teria dado um soco no rosto do cantor, o chamado de bicha e ameaçado de morte

Chris Brown (à dir.) teria dado um soco no rosto do cantor, o chamado de bicha e ameaçado de morte

O rebu entre Frank Ocean e Chris Brown acontece já há 10 dias na imprensa e até agora diversas versões da história foram publicadas. O site TMZ, no entanto, teve acesso a documentos da polícia de Los Angeles e sabemos, então, ao menos, a versão oficial de uma das partes.

De acordo com o relatório da polícia, Frank Ocean – que assumiu-se gay no ano passado – acusa Brown de homofobia e de tê-lo ameaçado de morte.

O imbróglio aconteceu por causa de uma vaga no estacionamento de uma gravadora, em Los Angeles, em 27 de janeiro. O namoradinho de Rihanna em certo momento tentou apertar a mão de Ocean, que se recusou. Brown então lhe deu um soco no rosto.

Na sequência, Ocean declarou à polícia que seguranças de Brown entraram na briga, empurrando-o para um canto e o chamando de ‘faggot’ (bicha). No final, Chris ainda teria dito: “Nós podemos atirar em você também”.

*Informações: Parou Tudo

Aluno sofre ataque homofóbico na Universidade Federa de Goiás 5

A hora do almoço hoje, 6, foi um pouco diferente para muitos universitários do Campus Samambaia, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Um grupo de jovens se reuniram no restaurante universitário, que fica dentro do campus, para protestar contra a homofobia. Eles usavam faixas e gritam pelo fim do preconceito e pela aceitação da diversidade sexual. Os estudantes pediam a expulsão de dois alunos portugueses que fazem intercâmbio. Os rapazes são suspeitos de agredir um outro aluno da universidade por ele ser homossexual. O fato ocorreu na madrugada do último sábado, 2, na Casa do Estudante da UFG (CEU) no campus Samambaia e foi presenciado por outros discentes da instituição, que afirmam que a agressão ocorreu por intolerância à orientação sexual do estudante brasileiro.  O aluno que teria sido agredido no último sábado, residia na CEU, moradia fornecida pela UFG para pessoas de baixa renda.

Segundo Iago Montalvão, estudante de História, que integra o Diretório Central dos Estudantes (DCE), os supostos agressores estavam bêbados quando iniciaram as agressões. “O rapaz estava no banheiro quando os dois portugueses quebraram a porta e mencionaram que aquele banheiro não era de mulheres e sim de homens”, explicou. Conforme Montalvão, os suspeitos já haviam demonstrado antes da agressão claros sinais de homofobia e agrediram o estudante brasileiro de forma gratuita. No dia do fato, um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil e o estudante brasileiro passou por exame de corpo de delito. A advogada Cynthia Barcellos, que preside a Comissão de Direito Homoafetivo, afirma que o estudante de 21 anos recebeu murros no peito durante a agressão. “Houve crime de lesão corporal, motivado por homofobia, já que a vítima era homossexual assumido. Ele realizou exame clínico perante o Instituto Médico Legal de Goiânia e registrou ocorrência na 25ª Delegacia de Polícia de Goiânia”, explicou.

Conforme Barcellos, a vítima está abalada e, por conta disso, se retirou imediatamente da Casa do Estudante após a agressão e só retornou ao local no dia 4 de fevereiro, com o pai, para retirar seus pertences. “Ele ainda não retornou às aulas por se sentir ameaçado, já que os agressores estudam no mesmo prédio”, frisou a advogada.

Segundo a assessoria de imprensa da UFG, a instituição está investigando o ocorrido e, ao que tudo indica, realmente os estudantes portugueses agrediram o brasileiro. Foi montada uma comissão que abriu um inquérito administrativo, onde os três envolvidos na confusão e também testemunhas serão ouvidas. Os dois estudantes acusados da agressão são do Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, e têm previsão de retornar ao país de origem no dia 17 de fevereiro.