Aluno sofre ataque homofóbico na Universidade Federa de Goiás 5

A hora do almoço hoje, 6, foi um pouco diferente para muitos universitários do Campus Samambaia, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Um grupo de jovens se reuniram no restaurante universitário, que fica dentro do campus, para protestar contra a homofobia. Eles usavam faixas e gritam pelo fim do preconceito e pela aceitação da diversidade sexual. Os estudantes pediam a expulsão de dois alunos portugueses que fazem intercâmbio. Os rapazes são suspeitos de agredir um outro aluno da universidade por ele ser homossexual. O fato ocorreu na madrugada do último sábado, 2, na Casa do Estudante da UFG (CEU) no campus Samambaia e foi presenciado por outros discentes da instituição, que afirmam que a agressão ocorreu por intolerância à orientação sexual do estudante brasileiro.  O aluno que teria sido agredido no último sábado, residia na CEU, moradia fornecida pela UFG para pessoas de baixa renda.

Segundo Iago Montalvão, estudante de História, que integra o Diretório Central dos Estudantes (DCE), os supostos agressores estavam bêbados quando iniciaram as agressões. “O rapaz estava no banheiro quando os dois portugueses quebraram a porta e mencionaram que aquele banheiro não era de mulheres e sim de homens”, explicou. Conforme Montalvão, os suspeitos já haviam demonstrado antes da agressão claros sinais de homofobia e agrediram o estudante brasileiro de forma gratuita. No dia do fato, um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil e o estudante brasileiro passou por exame de corpo de delito. A advogada Cynthia Barcellos, que preside a Comissão de Direito Homoafetivo, afirma que o estudante de 21 anos recebeu murros no peito durante a agressão. “Houve crime de lesão corporal, motivado por homofobia, já que a vítima era homossexual assumido. Ele realizou exame clínico perante o Instituto Médico Legal de Goiânia e registrou ocorrência na 25ª Delegacia de Polícia de Goiânia”, explicou.

Conforme Barcellos, a vítima está abalada e, por conta disso, se retirou imediatamente da Casa do Estudante após a agressão e só retornou ao local no dia 4 de fevereiro, com o pai, para retirar seus pertences. “Ele ainda não retornou às aulas por se sentir ameaçado, já que os agressores estudam no mesmo prédio”, frisou a advogada.

Segundo a assessoria de imprensa da UFG, a instituição está investigando o ocorrido e, ao que tudo indica, realmente os estudantes portugueses agrediram o brasileiro. Foi montada uma comissão que abriu um inquérito administrativo, onde os três envolvidos na confusão e também testemunhas serão ouvidas. Os dois estudantes acusados da agressão são do Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, e têm previsão de retornar ao país de origem no dia 17 de fevereiro.

  1. Eu sempre usei este espaço aqui no facebook para mostrar meu trabalho e sempre tive o cuidado de não expor assuntos pessoais, por opção.
    > Mas neste caso eu sinto o desejo de compartilhar minha dor de mãe. Sábado passado pela manhã dia 02 quando eu voltava de mais um trabalho, e recebi um telefonema da minha filha dizendo que ligasse imediatamente para meu filho mais novo dizendo que ele foi agredido na Universidade Federal de Goias onde estuda e vive em Goiânia.
    > Liguei imediatamente e ele relatou que tinha sido agredido por dois alunos portugueses que estão aqui no nosso país fazendo intercambio na mesma Universidade . O motivo da agressão é a sua homosexualidade. Tanto eu como o pai nunca tivemos nem de longe algum preconceito em relação a sua preferencia sexual . Ele sempre nos deu muita alegria, um excelente aluno mesmo com graves problemas nos olhos sempre estudou com esforço e conseguiu entrar em uma Universidade Federal.
    > O que não podemos suportar é que um filho que amamos ser vitima de um preconceito.
    > Os portugueses estão aqui para fazerum intercambio cultural e o que eles mostraram com esta atitude é que não trouxeram e nem vao deixar um exemplo de pessoas, pelo contrario eles ainda não sabem o que é ter direitos iguais .
    > Esperamos justiça mas, infelizmente, no nosso país em muitos casos,é apenas uma utopia.
    > Ao reitor da UFG esperamos que faça valer os direitos de um verdadeiro REITOR, que tenha competência diante de um absurdo como este.

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