Agressão a travesti Mel Freitas está sendo investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro 2

Mel Freitas

Mel Freitas

Apesar da preocupação da Polícia Civil com um plano de policiamento preventivo e especializado para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) no carnaval, os casos de agressões a esse grupo da sociedade continuam ocorrendo na capital fluminense.

No dia 31 do mês passado, a travesti Melissa Freitas, eleita Princesa Gay do Carnaval de 2013 no Rio de Janeiro, foi espancada e jogada de uma passarela sobre a linha do trem em Padre Miguel, na zona oeste, depois de deixar, por volta das 2h,  a quadra da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel.

Depois de conversar com dois homens de carro, Melissa foi agredida e jogada do alto da passarela da Estação de Padre Miguel na linha do trem. A vítima sofreu múltiplas fraturas, nas pernas e na bacia e está internada no Hospital Estadual Albert Schweitzer, aguardando melhora do seu estado de saúde para ser transferida para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).  O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, foi informado do crime e aguarda que a paciente melhore para tratar da transferência.

O caso foi denunciado nas rede sociais e está sendo tratado em uma investigação rigorosa pela Polícia Civil, que trabalha com quatro frentes de investigação: assalto, homofobia, programa com cliente ou crime passional. A chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, também foi informada do crime e está empenhada para que seja esclarecido o mais rápido possível.

O coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Claúdio Nascimento, disse que independente do que Melissa sofreu, o crime tem traço de homofobia porque o “autor mostrou que a violência foi com requintes de crueldade, rejeição, ódio e deve ser repudiada”.

Nascimento mostra-se indignado com a violência da ação que poderia resultar na morte da Melissa. “Esse nível de crueldade como ela sofreu era para estar morta. As violências ou assaltos contra gays e travestis são muito mais violentos. A finalidade do autor é exterminar a homossexualidade da face da Terra”, disse.

Dilma é reprovada por novo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais 2

Carlos Magno é descendente de indígenas e mora em Belo Horizonte

Carlos Magno é descendente de indígenas e mora em Belo Horizonte

De ascendência tapajoara, nação indígena do oeste do Pará, e morador de Belo Horizonte, o jornalista Carlos Magno, 41 anos, é o novo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), uma das maiores e mais importantes entidades ativistas arco-íris do mundo.

Magno, no movimento LGBT há 11 anos, foi coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT de Belo Horizonte de 2009 a 2011. Até 2016, entretanto, seu desafio é fazer o Brasil avançar ainda mais na questão arco-íris e, quem sabe, poder “aprovar” a gestão da presidente Dilma Vana Rousseff, que, por ora, de acordo com ele, não merece nota maior que 4!

Por que se tornou ativista gay?
As causa sociais sempre estiveram presentes na minha vida, mas a homofobia foi o motor pra lutar pelos direitos de nossa comunidade. O preconceito, as injustiças e as desigualdades causadas pela homofobia fizeram eu colocar a minha vida a serviço da mudança dessa triste realidade.

Qual o principal desafio interno da ABGLT?
Hoje temos uma debilidade, precisamos de estrutura física, ou seja, uma sede para que tenhamos condições de responder a contento todas necessidades do movimento LGBT e de nossas afiliadas.

Quais as prioridades da ABGLT em termos de cidadania LGBT?
A Carta de Curitiba, aprovada na Assembleia da ABGLT, em janeiro, pontua quais são as nossas prioridades. Continuamos firmes na luta contra a homofobia e exigindo do poder público nacional, estadual e municipal a elaboração e implementação de políticas públicas pró-LGBT. Neste sentido, o “tripé da cidadania” continua sendo nossa pauta central, ou seja, queremos coordenadoria de políticas LGBT, conselhos LGBT e Plano de Políticas Públicas LGBT.

Que nota você dá ao governo Dilma na promoção, defesa e garantia da cidadania LGBT?
De 0 a 10, minha nota é 4. Esperamos que nos próximos dois anos ela possa ser aprovada, mas, até o momento, ela está de recuperação.

Como a ABGLT pretende se envolver nas eleições para presidente, governadores, senadores e deputados em 2014?
A ABGLT sempre atua apresentando um programa de políticas para a nossa comunidade e, a partir daí, fazemos ações de advocacy com os candidatos. Para nós, o importante é que o maior número de candidatos assuma o nosso programa, independentemente de partidos políticos.

Fonte: Parou Tudo

Gays franceses não poderão adotar crianças russas 1

Pavel Astakhov

Pavel Astakhov

O ombudsman dos Direitos das Crianças da Rússia, Pavel Astakhov, afastou qualquer possibilidade de casais homossexuais da França virem a adotar órfãos russos, caso os franceses aprovem a lei que introduz o casamento de pessoas do mesmo sexo no seu país. Em entrevista ao jornal Rossiskaia Gazeta, ele disse que “a posição oficial da Rússia sobre a união homoafetiva está devidamente registrada no Código da Família, na Constituição e nos outros documentos federais, onde pode-se ler que o casamento é a união entre um homem e uma mulher, e nada além disso”.

Segundo Astakhov, além disso, a Convenção das Nações Unidas sobre os direitos infantis estabelece que toda criança tem o direito a uma mãe e um pai, e esse modelo não deve ser mudado. O ombudsman afirmou que os próprios franceses estão contra a legalização do casamento gay.

Astakhov citou muitos colegas franceses que se demonstraram descontentes, por exemplo, com a descrição de famílias homossexuais em livros didáticos. Essas pessoas, de acordo com o ombudsman, teriam dito que a França estaria precisando das mesmas medidas que foram recentemente aprovadas na Rússia, como aquela que proíbe a veiculação de propaganda gay para menores de idade.

Nova novela das nove da Rede Globo terá quatro personagens gays 6

 

Marcello Antony deverá estar em “Em Nome do Pai”

Marcello Antony deverá estar em “Em Nome do Pai”

Próxima novela das nove, Em Nome do Pai promete causar bafafá com personagens gays. O folhetim terá quatro atores encarnando papéis homoafetivos. Um deles, inclusive, será o grande vilão da história, Felix, vivido por Mateus Solano. O personagem esconde da esposa Judith (Bárbara Paz) que é um gay enrustido.

 

A trama terá ainda o caso de um “ex-gay”, que pode deixar de ter relações com outros homens para viver uma relação séria com uma mulher, papel que pode ficar com Danielle Winits. Marcello Antony é um dos cotados para o papel. Aliás, pode rolar um “duplo-triângulo amoroso” nesse caso. Os personagens de Danielle e Marcello podem, além de se relacionarem entre si, dividir o mesmo homem. Seria abordada, então, a bissexualidade.

 

A trama terá outro um gay, que mantém uma união estável com outro rapaz. Um deles é pai biológico de uma criança, que vive com o casal. Nesta trama seria abordada, portanto, a criação de crianças por casais homoafetivos.

 

De autoria de Walcyr Carrasco com direção-geral de Mauro Mendonça Filho e direção de núcleo de Wolf Maya, Em Nome do Pai, título provisório, tem estreia prevista para 10 de junho, em substituição à Salve Jorge, de Glória Perez.

Juiz autoriza que menina seja adotada por um gay e duas lésbicas 1

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Um bebê de um ano e 11 meses tornou-se nesta sexta-feira (8/2) filha de três pessoas no estado da Flórida, nos EUA. Na certidão de nascimento da criança, serão registrados os nomes do casal de lésbicas Maria Italiano e Cher Filippazzo, e do pai biológico Massimiliano Gerina, que doou o esperma. De acordo com o “Miami Herald”, as duas se casaram em Connecticut e teriam passado por inúmeras tentativas fracassadas de engravidar. Por isso, pediram a contribuição do amigo para que pudessem ter um bebê.

– Nós estamos criando um novo conceito de família. Se duas mulheres querem o reconhecimento da maternidade, listadas como número 1 e número 2, isso não exclui que o homem seja listado como o pai – disse Karyn J. Begin, representante de Gerina na Justiça.

A inseminação foi doméstica e, meses depois, Maria descobriu que estava grávida. Segundo as leis da Flórida, doadores não tem nenhum direito ou responsabilidade em relação à criança gerada. No entanto, Gerina fez questão de não abrir mão da paternidade.

– Quando me deram os documentos que me fariam perder todos os meus direitos com o bebê, eu não assinei – afirmou Gerina.

Antes de posar para fotos com os três pais e a bebê, o juiz Antonio Marin aprovou o pedido de Gerina submeteu os documentos com a nova paternidade para um funcionário do tribunal de adoção local. Segundo o pai, as mulheres estarão no comando, mas ele vai ajudar tomando conta da menina e passando tempo com a filha.