Petição de apoio a Silas Malafaia é derrubada no site AVAAZ 1

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Este fim de semana a Internet foi palco de uma verdadeira Guerra.

Uma petição criada por grupos homofóbicos com um enunciado desrespeitoso ao Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) foi postada no site AVAAZ . Nesta petição on-line, eles pediam a saída de Jean Wyllys, que foi eleito democraticamente pelo eleitor fluminense, por não concordarem com a sua luta dentro da Casa do Povo em relação aos Direitos LGBT. Os internautas se revoltaram com esta iniciativa, e diversas ações dentro do Facebook foram tomadas pelos ativistas para a retirada desta petição do site. E obtiveram êxito, na tarde deste último domingo (17) a Petição criada contra Jean Wyllys foi retirada do site, as pessoas que quisessem entrar no endereço da petição eram  encaminhadas para a página inicial do Site.

Um evento foi criado pela Comissão Suprapartidária LGBT chamando os internautas, ou ‘facers’ como são conhecidos os participantes da Rede Social Facebook, para que entrassem na petição contra Jean e a denunciasse como inapropriada com a subcategoria Discurso de Ódio. Os ‘facers’ se mobilizaram e em tempo recorde chega a notícia da suspensão desta Petição no Site.

Mas um segundo round ainda estava por vir. Empolgados com a possibilidade de se fazer ouvir no site, o evento mudou de foco, e os internautas começaram  a denunciar também a Petição criada por Silas Malafaia contra a sua cassação no Conselho Federal de Psicologia. Esta petição foi criada em resposta a uma outra que pede a cassação deste “Pastor Psicólogo” no Conselho. Silas desejava obter 200.000 assinaturas, o dobro do que a petição que deseja sua cassação tem como meta. E novamente obtiveram êxito.

No fim da noite do domingo a Petição criada por Silas Malafaia foi derrubada do site, sendo também encaminhados àqueles que  desejariam assina-la para a página inicial do AVAAZ.

Com isto ficou claro que com a união de todos, sem estrelismos de um lado ou de outro é possível fazer grandes mudanças em nossa sociedade. A comunidade LGBT pode fazer muito, nós que somos militantes da causa LGBT podemos aprender demais com este fim de semana. Através da união, da resposta rápida e da agilidade é que conseguiremos nos transpor à frente dos problemas de nos circundam e nos atacam diariamente. Parabéns militantes! JUNTOS, SOMOS MAIS FORTES!

Mas esta guerra ainda não acabou e virão novos episódios no decorrer da semana. Mas vamos nos focar a assinatura de uma terceira petição: A petição pela cassação do CRP de Silas Malafaia, com a meta inicial de 100.000 assinaturas, ela pode ser acessada neste link :

http://www.avaaz.org/po/petition/Pela_cassacao_do_registro_de_psicologo_do_Sr_Silas_Lima_Malafaia/

“Tendo em vista que a Psicologia, enquanto ciência da saúde, deve preservar e compreender a identidade dos sujeitos e promover a cultura de paz e de respeito aos direitos humanos, nós acreditamos que o Sr. Silas Lima Malafaia (CRP/RJ 24.678), por ter apresentado repetidamente comportamentos homofóbicos e que patologizam a homossexualidade, desrespeitando o método científico e a ética profissional, deve ser submetido a inquérito administrativo que impeça sua atuação como psicólogo. Desta forma, solicitamos à senhora Presidente do CRP/RJ a abertura de inquérito que investigue os comportamentos descritos acima e que verifiquem sua incompatibilidade com a resolução CFP 001/99, que resultaria na cassação do registro profissional do Sr. Silas.”

Vamos assinar?

Texto: Davi Godoy, do http://atos420.blogspot.com.br

Pastor evangélico homofóbico perde eleição à Presidência do Equador. Rafael Correa é reeleito 1

Rafael Correa (Foto: Miguel Ángel Romero/Presidência)

Rafael Correa (Foto: Miguel Ángel Romero/Presidência)

A eleição equatoriana para a Presidência, que foi marcadas pela homofobia do pastor evangélico Nelson Zavala, chegou ao fim com a reeleição do presidente Rafael Correa, confirmando as pesquisas de intenção de voto e boca de urna, que davam a vitória a Correa com mais de metade dos votos válidos.

Segundo resultados parciais, Correa recebeu 57% dos votos, o que lhe garantiu a vitória já no primeiro turno. Reeleito, o presidente, que está no poder desde 2007, ficará no poder pelos próximos quatro anos.

Um dos derrotados, o homofóbico pastor Zavala, do PRE, manteve até o final de seus atos de campanha sua postura em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, que segundo ele sofrem de “desorientação sexual”. “Estas pessoas precisam de um governo que as ajude a ser um homem ou uma mulher de verdade”, afirmou.

Para você ver, baixaria não é exclusividade de eleições brasileiras.

EUA: Pequena cidade no Kentucky adota lei anti-homofobia 1

Antiga sala de bilhar onde são realizadas as reuniões da Comissão da cidade de Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Antiga sala de bilhar onde são realizadas as reuniões da Comissão da cidade de Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Em uma antiga sala de bilhar onde hoje fica a prefeitura de Vicco, uma cidade de 335 habitantes, foi realizada a reunião da Comissão da Cidade. Comissários e convidados sentaram-se em cadeiras enfileiradas, compradas com desconto, e dispostas ao redor de uma mesa de reunião. Era permitido fumar no local.

A Comissão aprovou a ata de sua reunião e contratou uma empresa de construção local para arrumar a planta de esgoto e discutiu sobre o toque de recolhimento. Ah, e ela também votou para eliminar a discriminação contra qualquer pessoa com base na orientação sexual ou identidade de gênero – tornando Vicco o menor município em Kentucky, e possivelmente do país, em ter aprovado uma medida sobre o assunto.

Temos que admitir: a votação da Comissão anti-homofobia parece estar em desacordo com as ambições desta pequena cidade localizada nos campos de carvão dos Apalaches, comprimida entre Sassafras e Happy. Por um lado, Vicco abraça sua reputação de ovelha negra – por ser um lugar que possui cerca de dez assassinatos não resolvidos, de acordo com os moradores da cidade. Por outro, foi no condado de Perry, onde quatro em cada cinco eleitores rejeitaram a reeleição de novembro do presidente Barack Obama.

Mas a votação de 3 a 1 da Comissão de Vicco não só antecipou um tema central no segundo discurso inaugural do presidente (“Nossa viagem não estará completa até que os nossos irmãos e irmãs homossexuais sejam tratados como qualquer outra pessoa sob a lei …”), mas também apresentou um modelo legislativo para o Capitólio.

“Você discute, você chega em um consenso, você vota, e segue em frente”, explicou o prefeito, Johnny Cummings, que administra um salão de beleza. “Você tem que se dar bem.”

Cummings é um sobrenome bastante conhecido em Vicco. A mãe de Johnny Cummings, Betty, era uma professora. Hoje, ela sofre de demência e hoje passa a maior parte dos dias em seu salão. Seu pai, John, administrou vários negócios, incluindo um bar, e morreu de um golpe na parte de trás da cabeça, em 1990. Um dos assassinatos não resolvidos de Vicco.

Cummings é homossexual, algo que nunca escondeu e o tratamento rude dispensado a ele quando era adolescente não foi nada impossível de lidar. Após o colegial, ganhou uma bolsa de estudos para uma escola de beleza na Califórnia, mas voltou depois de dois meses. Apesar de ter vivido brevemente na Carolina do Sul, ele decidiu criar raízes em Vicco, onde, durante os últimos 25 anos, tem sido sócio de um salão chamado Scissors (Tesoura).

“Eu faço 20 viagens por dia” entre o salão e a Câmara Municipal”, disse. “Neste momento eu estou cuidando de uma senhora que quer colorir seu cabelo.”

Como prefeito, Cummings herdou uma cidade que não podia se dar ao luxo de deixar todas as suas luzes acesas. Além disso, 40% dos canos do sistema de água que gera dinheiro para a cidade através de vendas a clientes da região estavam vazando. “Como vou arrumar isso?”, Cummings se lembra ter pensado. “Eu sou apenas um cabeleireiro.”

Ele começou a fazer as pazes com agências do governo que há muito tempo haviam abandonado Vicco e contratou de volta um dos responsáveis pela manutenção que conhecia melhor do que ninguém os canos de água e como obter subvenções públicas para pagar o trabalho feito pela prefeitura. Agora, segundo ele, os canos reparados geram receita suficiente para contratar mais trabalhadores e restaurar a vida em Vicco.

Vicco foi um dos poucos municípios a receber um pedido no ano passado da Coligação Equidade, um grupo de defesa baseado em Kentucky para pessoas que são homossexuais, lésbicas, bissexuais ou transgêneros. Cummings tem uma irmã, Lee Etta, que participa na coligação. O pedido da coligação foi o de considerar a adoção de uma lei anti-homofobia.

Um advogado com visão para o futuro, Eric Ashley, diminuiu a proposta da coalizão de 28 páginas para apenas algumas páginas. Em seguida, o prefeito e a Comissão de quatro membros, todos homens heterossexuais, reuniuram-se em dezembro para uma primeira leitura e uma discussão que terminou com um voto de 4 a 0 a favor da lei.

Prefeito de Vicco, Johnny Cummings, prepara o cabelo de sua cliente Doris Shepherd no salão Scissors em Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Prefeito de Vicco, Johnny Cummings, prepara o cabelo de sua cliente Doris Shepherd no salão Scissors em Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

 

Os comissários faziam perguntas e tiravam suas dúvidas e Ashley fez o seu melhor para responder todas elas. Mas um comissário, Tim Engle, que conhece Johnny Cummings desde pequeno, disse que precisava mudar seu voto. “Tim afirmou que, devido à sua religião, tinha que votar contra o decreto acima mencionado”, disse um oficial que participou da reunião.

“Há vezes em que nós simplesmente não chegaremos a nenhum acordo, e por mim tudo bem”, disse Engle, de acordo com o jornal local, o Hazard Herald. “Para isso existem os debates… é por isso que esse grupo está aqui. Eu quero que eles façam o acham certo e o que acreditam que precisa ser feito.”

Claude Branson Jr., 56 anos, um mineiro de carvão aposentado que faz parte da Comissão – e o único comissário, ele orgulhosamente observa, com um corte de cabelo mullet – disse recentemente que a presença de Cummings não foi um fator crucial na votação quanto uma “maior perspectiva do mundo”. “Nós queremos que todos sejam tratados iguais e de maneira justa”, explicou.

Reportagem: Dan Barry, New York Times

Portaria determina que B.O. registre nome social e teor de crimes homofóbicos no Maranhão Resposta

Cristina Meneses assina portaria que definenomenclatura de crimes contra a homofobia

Cristina Meneses assina portaria que define
nomenclatura de crimes contra a homofobia

A delegada-geral de Polícia Civil do Maranhão, Cristina Meneses, assinou, nesta sexta-feira (15/2), portaria que disciplina o atendimento a ocorrências de crimes contra a comunidade LGBT. O documento determina que os boletins de ocorrência registrem o nome social da vítima e o teor do crime.

A ideia é que a nomenclarura específica direcione melhor as estratégias de segurança, com tratamento diferenciado desde o registro do B.O. “Estamos atendendo uma reivindicação do próprio segmento. Com a motivação de homofobia, as investigações podem chegar de uma maneira mais rápida à autoria desses crimes. Além disso, estamos efetivando uma política de Direitos Humanos”, ressaltou Maria Cristina.

Uma nova reunião ficou agendada para o primeiro semestre de março. O encontro pretende discutir as medidas com a Defensoria Pública e com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc).

Reportagem: G1

Vereador paraibano participa de bloco de carnaval vestido de mulher, em protesto contra a homofobia 2

O vereador Jucinério Felix travestiu-se e protestou contra a homofobia.

O vereador Jucinério Felix travestiu-se e protestou contra a homofobia.

Carnaval é época de folia, extravasar, se divertir, mas a violência e a discriminação não param, por isso, nunca é demais protestar, e foi isso que o vereador Jucinério Felix (PTB-PB), da cidade de Cajazeiras fez.

Jucinério travestiu-se e desfilou no Bloco das Virgens, exigindo atitudes enérgicas da Justiça contra a discriminação contra lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

O vereador, que é gay, foi um dos cinco candidatos LGBT assumidos eleitos dentre 156 de todo o país na eleição de 2012.