Toni Braxton quer interpretar uma personagem lésbica 1

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Depois de anunciar sua aposentadoria na música para concentrar seus esforços em sua carreira de atriz, Toni Braxton (45) revelou que tem vontade de interpretar uma personagem lésbica.

“Adoraria interpretar uma lésbica e fazer até uma cena mais quente, algo completamente diferente do que as pessoas esperariam de mim. E não estou falando de uma lésbica de batom!”, revelou.

No início de fevereiro, Toni Braxton estreou como protagonista do filme para televisão Twist of Faith e recebeu boas críticas sobre seu desempenho como atriz.

Primeira lésbica assumida do UFC quer diminuir a homofobia nos esportes 1

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Quando Dana White anunciou a rival da campeã Ronda Rousey para a estreia das mulheres no UFC, muita gente torceu o nariz: quem é Liz Carmouche? Com um cartel de dez lutas e oito vitórias, não era das mais famosas, mas ela não está se importando com isso. Ela gosta de ser azarona, quer pegar uma carona no sucesso de sua rival para levar suas ideias ao grande público e chocar o mundo com uma vitória contra a favorita.

Mais que isso, Liz quer usar sua luta no UFC 157, neste sábado (23/2), em Anaheim (EUA), como palanque para a maior de suas bandeiras depois do MMA. Lésbica assumida há muitos anos, Carmouche vai aproveitar os holofotes para tentar reduzir a homofobia dentro do MMA.

“Estou recebendo um grande apoio da comunidade gay, elogiando meu trabalho. Eu realmente acho que posso ajudar a diminuir o preconceito contra homossexuais nas lutas e nos esportes em geral. Não esperava ter essa missão, liderando a comunidade homossexual, mas eu aceitei e espero fazer bem esse trabalho”, explicou a lutadora ao blog.

E ela ganhou o apoio para isso dentro do próprio UFC. Acusado algumas vezes de ser homofóbico, o presidente Dana White fez questão de elogiar a postura da lutadora. “Eu a aplaudo por ter se revelado e por ser a primeira [lésbica do UFC]. Bom para ela. Espero que mais o façam. Não me incomoda nem um pouco. Não devia incomodar ninguém.”

O UOL conversou em duas oportunidades com a lutadora no final do ano passado, em Las Vegas, na época no UFC 155. A primeira e mais interessante foi em um jantar com a imprensa da América Latina promovido pelo evento. Maquiada e muito bem vestida em traje social, ela não conseguia esconder o incômodo com a aquilo. Tímida no começo, era o centro das atenções, todo mundo queria falar com ela.

Depois de uns 30 minutos, estava mais solta e não pensava duas vezes antes de revelar detalhes de sua vida pessoal. Militar de carreira, a lutadora nascida no Japão contou que a namorada não gosta de lutas e de MMA, não vê e não deixa ninguém em casa ver. Sua mãe é uma pacifista convicta, “uma hippie de verdade”, e ela divide sua paixão pelas lutas com a pintura abstrata.

Dois dias depois, pouco antes do UFC 155, falei com ela um pouco mais sobre a luta em si – e sobre a questão da homofobia fala acima. Confira os melhores momento.

Como você recebeu a notícia da luta contra a Ronda? Eu estava tomando café da manhã, tomando meu café. Pensei: ‘Ligando a essa hora, ou é uma notícia muito boa, ou é uma notícia muito ruim’. Foi algo realmente inacreditável.

Mas você já esperava por ela? Não esperava ser chamada. Estava amolando o Dana White no Twitter, no Facebook, meus seguidores e fãs também. Foi uma reação muito rápida. Não esperava.

Como encarar o favoritismo da Ronda? Eu estou superpreparada. Desde que desliguei aquela ligação eu comecei a me preparar. Estou pronta para ser campeã. Acho que meu treino e minha experiência vão me levar ao título. Estou pronta para mostrar que eu sou uma lutadora mais completa.

Você disse cola as fotos de suas rivais para mentalizá-las para a luta. Fez o mesmo com a Ronda? Não preciso de uma foto dela para mentalizar. Ela está em todos os lugares. (Risos) Assisti muitas vezes aos vídeos das lutas dela. Não são muitos e estou fazendo um trabalho incrível em cima deles.

E como é encarar as críticas sobre vocês não mereceram fazer uma luta principal? Não é frustrante esse questionamento, eu mesmo fiquei surpresa quando ele me falou que valeria título e que seria uma luta principal, mas desde o começo ele me mostrou o quanto isso era importante e o quanto as pessoas vão se impressionar.

Espetáculo que discute homofobia recebe doações para chegar aos palcos paulistanos 1

Depois de patrocínios negados, teatro que fala sobre homofobia recebe doações para estreia

Depois de patrocínios negados, teatro que fala sobre homofobia recebe doações para estreia

O espetáculo Tem alguém que nos odeia aborda a relação privada e amorosa de duas mulheres, Maria, brasileira, e Cate, estrangeira, que decidem morar juntas em São Paulo. Dentro do antigo e decadente apartamento herdado por Maria, elas vivem em conflito, com suas histórias e culturas diferentes que provocam atritos constantes e comuns a qualquer relação já desgastada pelo tempo. Em meio a esse ambiente conflituoso, a violência e o terror batem à sua porta invadindo seu lar. Obrigadas a enfrentar agressões físicas e psicológicas de algum homofóbico do prédio, ele se torna um inimigo invisível e constantemente presente.

O texto escrito em 2011 por Michelle Ferreira foi finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva (2011) em parceria entre a FUNART e o Instituto Camões. Tudo estava certo que seria fácil arrumar um patrocínio e apoiadores para uma produção já premiada. Mas não foi isso que aconteceu. Nenhuma instituição privada procurada está disposta em patrocinar a peça Tem alguém que nos odeia. Foi quando a atriz e produtora Ana Paula Grande arregaçou as mangas e foi a luta de um patrocínio coletivo. Ela explica como é o projeto e a saga de levantar a verba necessária para colocar a obra nos palcos. Veja entrevista da equipe do Mix Brasil:

Você apresentou o texto para diferentes empresas. Quais foram as justificativas que estas empresas deram para não patrocinar?

Ela foram evasivas, na verdade nunca foram diretas. Quando a gente chegava no ponto principal da peça, que é a homofobia, as empresas geralmente diziam que não queriam falar sobre o assunto, ou que neste ano vão patrocinar cinema. Na verdade, as empresas estão preocupadas com textos comerciais, não com o tema proposto. Sabemos que a homofobia é um tema relevante para a sociedade, questionar o porquê ela ainda não é crime é urgente. Mas, ainda, estas instituições preferem produções que lucrem.

Como o texto aborda o tema?
O texto é lindo, muito delicado. Conta a história de duas mulheres que vivem juntas em um apartamento, durante o enredo elas começam a ser persseguidas por um vizinho homofóbico e chegam a ser agredidas. O espetáculo não tem cenas de duas mulheres se pegando, peladonas. Ou seja, vamos atingir um público que vai ao teatro, em muitos casos, que não está interessado na causa LGBT.

Você chegou a pedir patrocínio para ONGs LGBTs?


Muitas. Esta semana cheguei mandar e-mail para 300 instituições não governamentais, apenas três me responderam. Uma disse que não tinha dinheiro, outra foi mais direta ainda falando que eu sou louca de pedir dinheiro para uma ONG, a última foi bastante interessante; ela disse assim no e-mail: “o silêncio é uma forma de discriminação”, eu pergunto: “esta última instituição leu meu e-mail explicando o que é a peça, qual mensagem ela quer passar?” Eu não posso ficar calada, o espetáculo tem que acontecer, é de relevância para a sociedade. Resolvi colocar o projeto no Catarse.

E como você conheceu o Catarse?
Eu fui para Europa de lua de mel com meu marido, não sou gay, sou casada com um homem. Lá, visitei vários concertos e peças. Quando eu lia os panfletos dos espetáculos, via o nome de várias pessoas que patrocinaram aqueles projetos e mostrei para meu esposo. Depois, no ano passado, fomos para os Estados Unidos, e lá também se passava a mesma coisa. Quando voltei para o Brasil, procurei algo parecido e cheguei ao Catarse. É maravilho, já que lá as pessoas podem doar em projetos a partir de temas que lhes agradam, não visando se o projeto vai dar lucro ou não. Uma amiga conseguiu juntar 30 mil reais para seu monólogo pelo Catarse. A equipe deles é fantástica, eu cheguei desesperada para mostrar meu projeto, já pensando: “Se eu conseguir mil reais, eu faço a peça em uma praça pública”. Chegamos em um valor minimo de 25 mil reais para colocar o espetáculo dois meses em cartaz.

Vocês já tem um teatro fechado para exibir a peça?
Temos sim. Será no Teatro Augusta, no palco experimental. Eles até me disseram que caso a gente consiga um bom resultado, conseguimos ficar em cartaz até três meses. O Sesc, como está preocupado com a temática e não com o lucro, como as empresas, já disse que também está interessado em exibir nosso espetáculo, mas a gente precisava enviar um vídeo do espetáculo. A gente não tinha dinheiro para ensaiar, quanto menos para pagar a diretora.

Você disse que não é gay. Qual o interesse tão grande em um espetáculo com temática LGBT?
A gente faz teatro desde os 10 anos de idade. 90% dos nossos amigos são gays e desde a minha adolescência vejo estes mesmos amigos sofrendo por serem gays, vários amigos na escola eram afeminados e não conseguiam ter amigos. Agora, fiz 30 anos, e quero ter um filho e não quero que ele viva em um mundo assim, não quero que ele sofra e este projeto é o que me faz ter força.*

Caso queria contribuir para o projeto “Tem alguem que nos odeia”, ou conhecer o Catarse, acesse aqui e saiba como doar. Em cena estão as atrizes  Bruna Anuarte e Ana Paula Grande, cenografia de Pedro Henrique Moutinho, hair e make up de Dicko Lorenzo  e direção de José Roberto Martins.

Após homofobia e agressão, UnB anuncia criação de diretoria para questões de gênero e etnia 1

Após uma estudante da Universidade de Brasília (UnB) ser agredida na segunda-feira (18/2), vítima de homofobia, o Decanato de Assuntos Comunitários vai criar uma diretoria para tratar exclusivamente das questões de gênero e etnia.

A nova área vai definir políticas de respeito à diversidade e prevenção à violência em consequência cor e orientação sexual.

De acordo com a decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, o principal objetivo é o combate ao preconceito. Segundo ela, a discussão para a criação da diretoria existe desde o final de 2012.

Segundo ela, a ideia é iniciar o mês de abril com a nova diretoria em funcionamento.

Denise Bomtempo explica que a área surge com o propósito de evitar e encaminhar casos como o da estudante do 5º semestre de Agronomia, agredida no estacionamento do Instituto Central de Ciências do campus Darcy Ribeiro, na última segunda-feira.

— Queremos dispor de infraestrutura e recursos humanos especializados para tratar especificamente destes casos. Há um número significativo deles que vem sendo relatados e registrados, mas não basta gerar sindicâncias, punir. É preciso prevenir.

Homofobia

A diretoria vai atuar ao lado de outras iniciativas já existentes, como o Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia na UnB. Criado em 2012, o grupo tem 28 membros, entre alunos, professores e servidores. Propõe-se a se tornar um canal de demandas dos vários grupos e estabelecer ações conjuntas para se combater a violência à orientação sexual das pessoas.

No início do mês de janeiro de 2013, estudantes da UnB encontraram uma pichação com mensagens homofóbicas na porta do Centro Acadêmico (CA) de Direito da instituição. Membros da Gestão do CA foram se reunir no local no início do dia para discutir sobre um evento e encontraram mensagens pejorativas como “Não aos gays” e “Quem gosta de dar, gostar de apanhar” espalhadas pelas paredes e portas do espaço.

Informações: R7