Pauta da 1ª reunião da Comissão de Direitos Humanos com pastor Feliciano tem temas relevantes. Saiba mais no blog 1

A primeira reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) presidida pelo deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) foi convocada para esta quarta-feira, dia às 14h e será a portas fechadas. Na pauta, a prioridade é a votação do projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que define os crimes resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. Outros temas importantes também foram incluídos na pauta, como o projeto que dispõe sobre convocação de plebiscito para decidir sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo, e o que prevê pena para a discriminação contra heterossexuais (parece piada, mas não é).

Presidente da Câmara não está disposto a rever a escolha do pastor para Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Deputados da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e integrantes da Frente Parlamentar de Igualdade Racial se reúnem nesta terça-feira (12/3) para discutir ações que visam anular a eleição de Feliciano como presidente da comissão. Além de questionar regimentalmente a eleição e a distorção na proporcionalidade da comissão, os deputados também pretendem discutir os novos fatos que vieram à tona depois que ele foi eleito, como o vídeo em que Feliciano pede a senha do cartão de crédito a um fiel.

Os deputados também irão discutir se permanecem ou não na comissão. Na semana passada, como reação à eleição de Feliciano, o PSOL começou a coletar assinaturas para a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos. A frente, no entanto, ao contrário da comissão permanente, não tem poder decisório sobre projetos que tramitam na Casa.

Na pauta de votações da CDH na quarta-feira (13/3) está o projeto, aprovado em 2004 no Senado, que define os crimes resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem, e recebeu parecer favorável da relatora Erika Kokay (PT-DF). O objetivo do texto é endurecer a punição nesses casos e enquadrar essas condutas com explícita conotação racista. A proposta de Paim prevê seis ações – “negar, impedir, interromper, restringir, constranger ou dificultar, por motivo de preconceito racial, religioso, étnico ou de origem o gozo ou exercício de direito assegurado a outra pessoa”.

Outro assunto que já será trazido para análise na primeira reunião do colegiado é o que versa sobre a convocação de plebiscito para decidir sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo. O projeto prevê que os cidadãos respondam a questão: “Você é a favor ou contra a união civil de pessoas do mesmo sexo?”. A relatora Erika Kokay deu parecer pela rejeição da proposta, em 2011.

Ainda está pautada a votação do projeto que prevê a penalização da “discriminação contra heterossexuais e determina que as medidas e políticas públicas antidiscriminatórias atentem para essa possibilidade”. O parecer de Erika foi pela rejeição.

Informações: O Globo

Marco Feliciano usa mandato em benefício de suas empresas e igreja 9

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O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que esta semana assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em meio a uma saraivada de críticas, usou o mandato parlamentar em benefício de suas empresas e das atividades de sua igreja. Além de destinar verbas públicas para seus negócios particulares, ele paga salário a um funcionário fantasma, que na verdade trabalha em um escritório de advocacia de Guarulhos. Essa firma recebeu R$ 35 mil da cota parlamentar do deputado desde que ele tomou posse. Feliciano também repassou recursos públicos ao escritório de outro advogado, que o defendeu em um processo eleitoral às vésperas do pleito. O gabinete 254, no Anexo 4 da Câmara, é quase uma filial da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento: o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias emprega cinco pastores da congregação que ele preside, e ainda cantores de música gospel que trabalharam na gravação de seu CD. Além de deputado, pastor e empresário, Feliciano também é músico.

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Personalidade de sucesso no mundo gospel, e requisitado para palestras e pregações em todo o país, o parlamentar é dono de dois negócios: a Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos Ltda. e a Tempo de Avivamento Empreendimentos Ltda. Em 2008, a primeira empresa foi contratada pela Nettus Criação de Eventos, uma firma gaúcha, para que o pastor se apresentasse em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Ele seria a grande estrela da festa, que reuniu ainda cantores e outros pastores evangélicos. A empresa contratante repassou o dinheiro a Feliciano, mas ele não compareceu. Os representantes da Nettus recorreram à Justiça e o processo se arrasta até hoje na 2ª Vara Cível da Comarca de São Gabriel. Os donos da empresa lesada pedem R$ 950 mil de indenização.

O advogado que representa a empresa de Marco Feliciano nesse processo, Rafael Novaes da Silva, é contratado pela Câmara. Ele assumiu a defesa do empreendimento depois que tomou posse no gabinete do pastor, em fevereiro de 2011. Antes de Rafael se tornar secretário parlamentar, a causa tinha outros dois advogados.

O defensor da empresa do pastor não é o único contratado da Câmara que presta serviços particulares ao deputado. Wellington Josoé Faria de Oliveira, conhecido como Well Wap, é secretário parlamentar da Câmara, mas produz todos os programas de televisão da empresa de Feliciano. O site de sua produtora, a Wap TV, tem mais de 420 vídeos encomendados pelo pastor. São orações, programas de televisão, entrevistas em que Feliciano explica suas posições de repúdio aos homossexuais, e até mesmo imagens de amigos desejando feliz aniversário ao congressista. Nada que remeta às atividades parlamentares.

Funcionário fantasma
Marco Feliciano foi eleito para sua primeira legislatura em 2010. Sua campanha custou R$ 226,3 mil. Na lista de doações eleitorais, nove repasses foram feitos por integrantes da família Bauer, totalizando R$ 9 mil. Depois que o pastor ganhou a eleição, o policial civil de São Paulo Talma de Oliveira Bauer conseguiu o cargo de chefe de gabinete do parlamentar. Daniele Christina Bauer, parente do policial, ganhou emprego com salário de R$ 8.040.

A filha de Talma, Cinthia Bauer, também doou recursos para a campanha de Feliciano e, logo depois, trabalhou como assessora de imprensa do deputado. Fez viagens Brasil afora com passagens emitidas com a cota do gabinete. A proximidade do pastor com os integrantes da família Bauer é tamanha que, em agosto do ano passado, Feliciano gravou dentro das dependências da Câmara um vídeo em que pedia votos para Cinthia, então candidata a vereadora de Guarulhos. Assim como todo o material audiovisual do parlamentar, o trabalho teve produção da Wap TV.

Mas o caso mais grave é o de Matheus Bauer Paparelli, neto do chefe de gabinete de Feliciano. Ele é secretário parlamentar, contratado pela Câmara em novembro do ano passado, e recebe R$ 3.005,39 mensais. Mas o jovem formado em direito dá expediente a 1.170km do Congresso: ele é funcionário do escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados. Na manhã de ontem, o Correio ligou para a firma e foi o próprio Matheus quem atendeu o telefonema. Questionado se ele também era funcionário do gabinete do pastor Marco Feliciano, ele disse que a ligação estava ruim e desligou. Depois, não atendeu mais as chamadas. O escritório Fávaro e Oliveira recebeu R$ 35 mil da Câmara entre setembro de 2011 e setembro de 2012, por meio de repasses da cota parlamentar de Marco Feliciano. Ao todo, o pastor gastou R$ 306,4 mil de sua cota em 2012, valor bem próximo do limite permitido pelas regras da Câmara para os parlamentares paulistas, que é de R$ 333,2 mil.

Com verba pública

Confira alguns casos de funcionários lotados e de contratação de empresas pelo gabinete do deputado Marco Feliciano

» O advogado Rafael Novaes da Silva, contratado pelo gabinete da Câmara e pago com recursos públicos, defende a empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos, do próprio deputado, em um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Ele assumiu a causa depois de ter tomado posse como funcionário do gabinete.

» O produtor de tevê Welington José Faria de Oliveira é contratado da Câmara dos Deputados e recebe salário com recursos públicos. Mas trabalha como produtor de tevê dos programas pessoais do pastor Marco Feliciano, sob o codinome Well Wap.

» O policial civil e pastor Talma Bauer e sua família estão entre os que mais doaram recursos para a campanha do pastor Marco Feliciano. Depois da eleição, ele assumiu cargo no gabinete, assim como sua filha, Cinthia Brenand Bauer, que também doou recursos e depois foi nomeada como assessora. Há outras duas pessoas que são parentes de Talma Bauer contratadas pelo gabinete de Marco Feliciano.

» Matheus Bauer Paparelli, neto de Talma, é um funcionário fantasma do gabinete do deputado Marco Feliciano. Apesar de ser contratado pela Câmara com salário de R$ 3.005,39, ele dá expediente diariamente no escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados, que fica em Guarulhos. A reportagem gravou uma conversa com ele, em que Matheus confirma que trabalha mesmo no escritório de advocacia. Essa empresa recebeu R$ 35 mil em recursos da Câmara dos Deputados entre setembro de 2011 e setembro de 2012.

» O deputado Marco Feliciano emprega cantores gospel que participaram da gravação dos seus CDs. Um deles, Roberto Marinho, afirma em sua página pessoal que a função dele como braço direito do pastor é acompanhá-lo “nas viagens de ministrações pelo Brasil e pelo mundo”.

» O advogado Anderson Pomini defendeu Marco Feliciano em um processo de impugnação contra a sua candidatura, antes das eleições. Depois de conseguir liberar o pastor para disputar o pleito, a empresa Pomini Advogados Associados recebeu R$ 21 mil em três repasses de R$ 7 mil, em fevereiro, março e abril de 2011, logo depois que Feliciano tomou posse.

Ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi considera nomeação de Marco Feliciano para comissão um ‘erro lamentável’ 2

Ex-ministro Paulo Vannuchi

Ex-ministro Paulo Vannuchi

O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi considerou nesta segunda-feira um “erro lamentável” a nomeação do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para o comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O petista avaliou como “reversível” a condução ao posto do parlamentar, acusado de racismo e homofobia, e defendeu a realização pela sociedade de manifestações contrárias à sua indicação ao cargo, como as promovidas no último sábado.

Para ele, que atualmente é um dos diretores do Instituto Lula e candidato à presidência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), é necessário sensibilizar o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, de que se criou um ambiente “ruim” para a nomeação do pastor e de que é possível renegociar os titulares da Comissão de Direitos Humanos.

– Eu acho que as coisas são reversíveis. É preciso insistir na linha das manifestações de sábado e, ao mesmo tempo, não queimar pontes. Se (a Comissão de Direitos Humanos) cabe ao PSC, havia duas parlamentares mulheres como alternativa, mas não um nome que tem um passivo de declarações tão problemáticas – afirmou, após participar de cerimônia de assinatura de adesão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da violência contra a mulher.

No final de semana, o presidente da Câmara dos Deputados disse que não está disposto a rever a escolha do pastor, mesmo diante da pressão da sociedade. Paulo Vannuchi defendeu que, neste momento, é necessário que todas as partes atuem com prudência, uma vez que, segundo ele, declarações duras podem inviabilizar um diálogo para “corrigir o problema”.

– A gente precisa ter prudência porque, qualquer fala dura, pode inviabilizar as necessárias conversas para corrigir o problema. Foi um erro lamentável – afirmou.

O ex-ministro confirmou que é candidato à Organização dos Estados Americanos (OEA)e defendeu uma reforma do Sistema Interamericano. Para ele, todos os governos, tanto de esquerda como de direita, devem adotar uma agenda de compromissos com a promoção dos direitos humanos dentro de prazos estipulados. Ele pregou que a Comissão Interamericana não tenha nem animosidade nem alinhamento prévios com os países peticionários.

‘Fundamentalista’

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, avaliou como “péssima” a indicação do pastor para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e e afirmou que o PT não esperava que o PSC indicasse um “fundamentalista”. O dirigente petista disse que espera que o Congresso Nacional reconsidere a indicação do parlamentar para o posto e argumentou que o PT não deve ser responsabilizado pela escolha, apesar do partido ter priorizado neste ano assumir as Comissões de Constituição e Justiça, Relações Exteriores e Defesa e Seguridade Social, em vez da de Direitos Humanos.

– Eu espero que o Congresso Nacional possa reconsiderar e possa convencer o PSC a fazer uma outra escolha. Nós fizemos as escolhas que achávamos mais convenientes. Nós tivemos várias vezes à frente da Comissão de Direitos Humanos e não cabe nos responsabilizar pela má escolha que o PSC fez. Nós somos favoráveis que seja escolhido outro nome do PSC que não tenha o mesmo posicionamento do atual presidente – afirmou.

Informações: O Globo

Após ser chamado de monstro, pastor Marco Feliciano avisa no twitter que vai processar Xuxa 9

Xuxa chamou pastor-deputado Marco Feliciano de monstro e será processada

Xuxa chamou pastor-deputado Marco Feliciano de monstro e será processada

O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou na noite de domingo em seu perfil no twitter que vai processar a apresentadora Xuxa Meneghel, que usou o Facebook para se manifestar contra a eleição do pastor para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

“E sobre o que disse Xuxa, minha assessoria jurídica prepara o processo. Durmam em paz”, disse o pastor no microblog.

Reprodução do Twitter do pastor Marco Feliciano

Reprodução do Twitter do pastor Marco Feliciano 

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Na sexta-feira, a apresentadora disse no Facebook: “Todos os religiosos sabem que eu respeito todas as religiões, mas esse homem não é um religioso, é um monstro. Em nome de Deus, ele não pode ter esse poder”. E concluiu: “essa pessoa não pode ser presidente da comissão de direitos humanos. Ele não pode ter esse espaço para usar, pisar e denegrir o ser humano”.

Informações: O Globo

Abaixo-assinado reúne 340 mil assinaturas a favor da destituição de Feliciano 5

Peticao-Feliciano

Petição eletrônica no site Avaaz Reprodução

Pastor Marco Feliciano

Pastor Marco Feliciano

Uma petição a favor da destituição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados ultrapassou , nesta segunda-feira, a marca de 340 mil assinaturas.

“Se já não bastasse a eleição de Renan Calheiros para presidente do Senado, um deputado conhecido por opiniões racistas e homofóbicas assumiu a liderança da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados. É um absurdo! Mas se aumentarmos a pressão, poderemos impedir este insulto!”, diz a justificativa do abaixo-assinado.

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No Facebook, a convocação para um novo protesto já está sendo feita. No sábado, em Copacabana (Posto 5), às 14h, os manifestantes farão um ato de repúdio à nomeação do deputado para a comissão. Até agora, pouco mais de 1,3 mil pessoas confirmaram presença.

Fonte: O Globo

‘Não sei explicar essa obsessão’, diz suspeito de matar gays em Cuiabá 3

Suspeito declarou que sempre teve curiosidade em matarhomossexuais (Foto: Reprodução/TVCA)

Suspeito declarou que sempre teve curiosidade em matar
homossexuais (Foto: Reprodução/TVCA)

O jovem Francisco Rodrigues da Costa, de 23 anos, preso pela Polícia Civil pela suspeita de assassinar dois homossexuais em Cuiabá (MT), não se mostra arrependido pelos crimes. Sem restrições em falar sobre o assunto, na delegacia, o rapaz afirma que se trata de uma obsessão. “Não sei explicar essa obsessão em matar este tipo de pessoa [gays]. Sempre tive curiosidade de como seria e vendo outros matarem, comecei a praticar também”, confessou.

A prisão do suspeito ocorreu na última sexta-feira (8/3) e, em depoimento ao delegado Walfrido Franklin do Nascimento, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), ele confessou que o principal objetivo é roubar as vítimas. Francisco Rodrigues teria matado a facadas um homem de 37 anos, no dia 4 de março, cujo corpo foi encontrado em um terreno baldio do Bairro Coab Nova. Um casal que passava pela local foi quem acionou a Polícia Militar.

Declarou também que contou com ajuda de um comparsa para matar a vítima. Confessou ainda ser o autor de outro homicídio, ocorrido com o mesmo procedimento, em novembro de 2012, no bairro Boa Esperança. A vítima tinha 59 anos.

“Eu roubei e matei todos eles. E se eu sair e tiver alguém que fique correndo atrás de mim, eu mato de novo”, disse o jovem. O delegado Walfrido Franklin avalia que o suspeito possui um perfil frio e sente prazer nas mortes, conforme as declarações dadas por ele no inquérito aberto para apurar os casos.

O delegado observa também que o suspeito revelou que tem relação sexual com todas as vítimas antes de matá-las. “Ele diz que por elas [ vítimas] serem homossexuais também, facilitaria a ação criminosa por conseguir se aproximar delas mais facilmente e controlá-las”, frisou. Contudo, a Polícia Civil não descarta a possibilidade de homofobia, apesar do suspeito se dizer homossexual.

Vítima foi morta a facadas e teve pés e mãos amarrados comum cinto de segurança (Foto: Reprodução/TVCA)

Vítima foi morta a facadas e teve pés e mãos amarrados com
um cinto de segurança (Foto: Reprodução/TVCA)

Ao ser questionado sobre o que sente em relação aos assassinatos, Francisco Rodrigues apenas declarou: “já morreram já. Agora é cabeça erguida, seguir para frente e fazer minha caminhada de novo. Só isso”.

Outros detalhes foram revelados por Francisco durante depoimento. Conforme o delegado, o jovem teria dito que já estava “flertando” com uma outra pessoa que, segundo ele, seria sua terceira vítima. O “diferencial”, apontou o delegado, é que o suspeito fez questão de declarar que está “aprimorando os assassinatos com requintes de crueldade”. “A informação que nos deu é de que as próximas vítimas seriam mutiladas, queimadas e enterradas, com intuito de dificultar o trabalho da polícia na localização do corpo”, frisou.

Dessa forma, a Polícia Civil busca identificar e localizar o segundo suspeito envolvido no assassinato, como apurar se há outras pessoas ligadas aos homicídios.

Brutal
Na manhã de terça-feira, do dia 5, o corpo da vítima foi encontrado com os pés e as mãos amarrados com um cinto de segurança. A arma do crime, uma faca, também estava no local. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o home foi morto com três facadas e uma pancada na cabeça. O tênis que ele usava quando foi assassinado havia sido vendido em um ponto de venda de drogas.

A vítima estava em um veículo, que foi incendiado e encontrado pela polícia na mesma região. “Eles [suspeito e comparsa] roubaram os pertences da vítima e o carro. No caminho, o veículo foi incendiado e deixado próximo ao local do crime”, contou o delegado.

Presidente da Câmara não está disposto a rever a escolha do pastor para Comissão de Direitos Humanos e Minorias 6

Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara não está disposto a rever a escolha do pastor para Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara não está disposto a rever a escolha do pastor para Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Depois de assegurar a realização da sessão que escolheu o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para comandar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não está disposto a rever a escolha do pastor, apesar da pressão de setores da sociedade. Eduardo Alves, na semana passada, depois da confusão da primeira sessão na comissão, decidiu que a nova reunião fosse a portas fechadas e sem a presença de manifestantes.

O presidente da Câmara disse neste domingo (10/3) ao jornal  O Globo que há quem critica, mas há também quem apoia Feliciano, ao comentar os protestos que ocorreram em várias capitais do país contra o pastor

– Respeito esses atos, mas se há manifestação contra, tem também a favor – disse Eduardo Alves, que defendeu o direito de o PSC em indicar o presidente da comissão.

– É um direito do partido, que fez sua escolha, sua indicação e que temos que respeitar. E que foi eleito pela maioria dos integrantes da comissão.

Alves afirmou que não tomará iniciativa de fazer qualquer reunião para analisar o caso de Feliciano, a não ser que seja provocado pelos líderes dos partidos. Eduardo Alves afirmou que é preciso aguardar o início do funcionamento da Comissão de Direitos Humanos para se julgar o comportamento de Feliciano.

– Vamos ver como será no dia a dia da comissão, que terão reuniões livres, com acesso do público. Espero que prevaleça o equilíbrio e a estabilidade.

Alvo de protestos, Marco Feliciano convoca ato para apoiá-lo

Acusado de racismo, Feliciano postou foto abraçado à mãe e ao padrasto Facebook / Reprodução

Acusado de racismo, Feliciano postou foto abraçado à mãe e ao padrasto Facebook / Reprodução

Alvo de manifestações em pelo menos sete cidades no último sábado, por causa da sua eleição para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o deputado Pastor Marco Feliciano quer unir evangélicos e católicos num ato de desagravo a ele. Pelas rede sociais, o parlamentar, pastor e fundador da Tempo de Avivamento, convocou líderes religiosos para discutir, nesta segunda-feira à noite, o futuro das igrejas diante do que chama da “batalha contra a família brasileira”.

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Feliciano pretende usar o culto que costuma celebrar às segundas-feiras no maior templo de sua igreja, em Ribeirão Preto (interior paulista), para responder às acusações de racismo e homofobia a estelionato que vem recebendo. “Estamos vivenciando a maior de todas batalhas contra a família brasileira, e a igreja está sendo bombardeada pelas mentiras insinuadas por grupo de bandeira LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e travestis), que planeja dividir e destruir nossas igrejas e famílias, usando a política e a discriminação como arma”, diz o comunicado de convocação, publicado na página do deputado no Facebook, sábado à tarde.

“Incomodando o reino das trevas”

“O deputado-pastor Marco Feliciano pede a presença de todas as lideranças evangélicas e católicas de Ribeirão Preto e região para a reunião a fim de discutir o futuro de nossas igrejas diante desse grande embate”, prossegue o comunicado. No texto, também é destacado que toda a “imprensa estará presente, precisamos mostrar a nossa união”. Ainda nas redes sociais, Feliciano afirmou ontem estar “abatido” pelo que chama de “perseguições”. “Cheguei em casa essa madrugada abatido pelas perseguições. Mas, ao receber o carinho da minha esposa e minhas filhas, a minha alma se renovou”, escreveu ele na página do microblog.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse ontem que não está disposto a rever a escolha do pastor, apesar da pressão de setores da sociedade. Ele afirmou que há também quem apoie Feliciano.

— Respeito esses atos, mas, se há manifestação contra, tem também a favor — disse Alves, defendendo o direito de o PSC indicar o presidente da comissão. — É um direito do partido, que fez sua escolha, sua indicação, e temos que respeitar. Ele foi eleito pela maioria dos integrantes da comissão.

Alves afirmou que não tomará iniciativa de convocar reunião para analisar o caso, a não ser que seja provocado pelos líderes dos partidos. Ele disse que é preciso aguardar o início do funcionamento da comissão para julgar o comportamento de Feliciano:

— Vamos ver como será no dia a dia da comissão, se haverá reuniões livres, com acesso do público. Espero que prevaleçam o equilíbrio e a estabilidade.

Neste domingo à noite, o pastor foi alvo de novo protesto, diante do templo de sua igreja em Franca, onde ele celebrava um culto: 150 pessoas levavam cartazes e gritavam “amo homem, amo mulher, amo quem quiser”. A Polícia Militar foi chamada, mas não houve tumultos. No culto, Feliciano se disse “muito feliz com tudo que está acontecendo”.

— É sinal que estamos incomodando o reino das trevas — afirmou ele, comparando-se ao líder americano Martin Luther King Jr., assassinado em 1968: — Se quiserem dar um tiro no meu peito, fiquem à vontade.

Na saída da igreja, manifestantes cercaram o carro do deputado, gritando “fora, Feliciano”. Protegido pela polícia, o carro saiu sem problemas.

Sábado, após as manifestações, ele ironizou a baixa audiência do ato contra ele realizado em São Paulo, ao postar uma foto no Twitter e escrever “vejam que multidão”. Acusado de racismo, ele postou uma foto em que aparece abraçado à mãe, Maria Lúcia Feliciano, e ao padastro, que é negro.

Informações: O Globo

Grupos protestam pelo país contra deputado federal Marco Feliciano 6

Manifestantes de São Paulo protestam contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo)

Manifestantes de São Paulo protestam contra a permanência do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo)

Milhares de pessoas saíram às ruas na tarde deste sábado (9) em várias cidades do Brasil para protestar contra a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

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Em São Paulo, a concentração foi marcada para as 14h na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na região central de São Paulo. Munidos de cartazes, os manifestantes caminham pela Rua da Consolação, ocupando faixas da rua no sentido centro.

Em Brasília, a manifestação começou na Rodoviária do Plano Piloto, organizada em redes sociais por membros dos movimentos LGBT e da Federação Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno. Os manifestantes chegaram a interditar quatro faixas do Eixo Monumental.

Houve manifestação, também, em Curitiba (PR).

Grupo do Espírito Santo protesta contra decisão dos deputados da Comissão de Direitos Humanos(Foto: Aubrey Effgen/VC no ESTV)

Grupo do Espírito Santo protesta contra decisão dos deputados da Comissão de Direitos Humanos
(Foto: Aubrey Effgen/VC no ESTV)

Já em Vitória (ES), mais de 200 pessoas se reuniram na Praça do Papa para protestar contra a nomeação do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

De acordo com o organizador do evento no Espírito Santo, Guilherme Rebelo, a mobilização é nacional e começou pelas redes sociais. “O pastor não é a pessoa mais indicada para reivindicar o direitos humanos, ele é um dos primeiros a fazer discursos homofóbicos e racistas. Queremos sensibilizar a pessoas que desconhecem esse fato”, explicou Rebelo.

O organizador disse ainda que o grupo vai sair em caminhada até a Assembleia Legislativa com cartazes. A ideia é enviar uma nota de repúdio pela nomeação do parlamentar à Comissão de Direitos Humanos do Espírito Santo para que chegue a Câmara dos Deputados em Brasília.

Eleição criticada

A escolha de Feliciano para presidir a comissão gerou protestos de entidades de direitos humanos e de parlamentares. O deputado é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal: um inqúerito que o acusa de homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.

Pastor da igreja Assembleia de Deus, Feliciano causou revolta em 2011 por causa de mensagens publicadas no twitter. “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome… Etc.”, escreveu na época. Ele também publicou que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição.”

Para Rafael Moreira, diretor da Federação, que organizou o protesto em Brasília, Feliciano não pode presidir comissão que atende direitos de minorias.

“Você quer uma pessoa dessas para atender o meu interesse ou dos LGBT? Se ele permanecer na presidência da comissão, a gente vai provar que a comissão é do povo, não dele. Como a gente dá um voto de confiança a um cara que ataca negros, gays e ligados às religiões de matrizes africanas?”, disse Moreira.

A publicitária Malu Rodrigues vê incoerência na eleição do pastor.

“É uma incoerência absurda ele ser eleito para presidir essa comissão. Ele é claramente racista e homofóbico. Não tem nada a ver com ele ser evangélico ou pastor, mas com ele mesmo”, disse.

Participando pela primeira vez de uma manifestação, a advogada Fabiane soube por meio de redes sociais da manifestação. Ela afirmou estar descontente com o cenário político brasileiro, mas disse ver a escolha de Feliciano para o cargo como “a gota d’água”.

“Eu me senti ultrajada. Não me sinto representada por uma presidência que fala de direitos humanos olhando só para uma parte. Que não representa as minorias, que na verdade são a maioria no país.”

Em Fortaleza, houve protesto de um grupo com cartazes e faixas. O ato de repúdio à nomeação do deputado teve concentração, às 14 horas, no aterro da Praia de Iracema e seguiu até o Jardim Japonês, no Meireles.

Grupo protesta contra Marco Feliciano em Fortaleza(Foto: Pedro Marques/Arquivo Pessoal)

Grupo protesta contra Marco Feliciano em Fortaleza
(Foto: Pedro Marques/Arquivo Pessoal)

De acordo com um dos organizadores do evento, Michell Barros, cerca de 400 pessoas estiveram presentes no protesto. O estudante de teatro criou o evento nas redes sociais. “Eu vi o exemplo do pessoal de São Paulo e resolvi criar a página e convidar a pessoas em Fortaleza”. Na página do ato, 2.865 pessoas haviam confirmado presença.

Um grupo de baianos também protestou na tarde deste domingo (10/3), contra a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

A ação aconteceu em um dos principais pontos turísticos de Salvador, o Farol da Barra. De acordo com informações dos organizadores, cerca de 600 pessoas gritaram palavras de ordem e levantam cartazes com dizeres como “Fora Feliciano”, “Feliciano, respeite os seres humanos”, “Mais liberdade, Menos Feliciano”, “Nós somos agora a sua maldição” e outros.

O encontro foi organizado através de redes sociais e por volta das 17h25, o grupo seguiu sentido Ondina e deve parar nas proximidades da estátua do Cristo. Ao chegar no local, por volta das 18h, o grupo vestiu a estátua com a bandeira gay.  O Grupo Gay da Bahia estava presente no local.

O ator Lelo Filho da Companhia Baiana de Patifaria, esteve no protesto e disse que não quer o deputado representando a Comissão. “O meu pensamento é o mesmo das muitas pessoas que estão no protesto. Independente da religião, ele [o deputado] é a pessoa mais equivocada para assumir a Comissão de Direitos Humanos. O discurso dele sobre negros, África e gay vai na contramão de todas as lutas de classe no país. Esse protesto é completamente legítimo, e isso mostra o quanto a população está insatisfeita com essa escolha”.

Baianos realizam protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (Foto: Carol Morena / Arquivo Pessoal)

Baianos realizam protesto contra o deputado federal Marco Feliciano (Foto: Carol Morena / Arquivo Pessoal)

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