Ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi considera nomeação de Marco Feliciano para comissão um ‘erro lamentável’ 2

Ex-ministro Paulo Vannuchi

Ex-ministro Paulo Vannuchi

O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Paulo Vannuchi considerou nesta segunda-feira um “erro lamentável” a nomeação do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para o comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O petista avaliou como “reversível” a condução ao posto do parlamentar, acusado de racismo e homofobia, e defendeu a realização pela sociedade de manifestações contrárias à sua indicação ao cargo, como as promovidas no último sábado.

Para ele, que atualmente é um dos diretores do Instituto Lula e candidato à presidência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), é necessário sensibilizar o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, de que se criou um ambiente “ruim” para a nomeação do pastor e de que é possível renegociar os titulares da Comissão de Direitos Humanos.

– Eu acho que as coisas são reversíveis. É preciso insistir na linha das manifestações de sábado e, ao mesmo tempo, não queimar pontes. Se (a Comissão de Direitos Humanos) cabe ao PSC, havia duas parlamentares mulheres como alternativa, mas não um nome que tem um passivo de declarações tão problemáticas – afirmou, após participar de cerimônia de assinatura de adesão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim da violência contra a mulher.

No final de semana, o presidente da Câmara dos Deputados disse que não está disposto a rever a escolha do pastor, mesmo diante da pressão da sociedade. Paulo Vannuchi defendeu que, neste momento, é necessário que todas as partes atuem com prudência, uma vez que, segundo ele, declarações duras podem inviabilizar um diálogo para “corrigir o problema”.

– A gente precisa ter prudência porque, qualquer fala dura, pode inviabilizar as necessárias conversas para corrigir o problema. Foi um erro lamentável – afirmou.

O ex-ministro confirmou que é candidato à Organização dos Estados Americanos (OEA)e defendeu uma reforma do Sistema Interamericano. Para ele, todos os governos, tanto de esquerda como de direita, devem adotar uma agenda de compromissos com a promoção dos direitos humanos dentro de prazos estipulados. Ele pregou que a Comissão Interamericana não tenha nem animosidade nem alinhamento prévios com os países peticionários.

‘Fundamentalista’

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, avaliou como “péssima” a indicação do pastor para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e e afirmou que o PT não esperava que o PSC indicasse um “fundamentalista”. O dirigente petista disse que espera que o Congresso Nacional reconsidere a indicação do parlamentar para o posto e argumentou que o PT não deve ser responsabilizado pela escolha, apesar do partido ter priorizado neste ano assumir as Comissões de Constituição e Justiça, Relações Exteriores e Defesa e Seguridade Social, em vez da de Direitos Humanos.

– Eu espero que o Congresso Nacional possa reconsiderar e possa convencer o PSC a fazer uma outra escolha. Nós fizemos as escolhas que achávamos mais convenientes. Nós tivemos várias vezes à frente da Comissão de Direitos Humanos e não cabe nos responsabilizar pela má escolha que o PSC fez. Nós somos favoráveis que seja escolhido outro nome do PSC que não tenha o mesmo posicionamento do atual presidente – afirmou.

Informações: O Globo

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