Líder do PT diz que fez apelo ao PSC para substituir Feliciano de comissão 5

Líder do PT, José Guimarães

Líder do PT, José Guimarães

Diante da crescente onda de protestos no país contra a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o líder do PT, José Guimarães (CE), revelou nesta terça-feira (12/3) que fez um apelo à liderança do PSC na Casa para que o partido substitua o parlamentar paulista. Feliciano se tornou alvo de militantes de direitos humanos por conta de declarações polêmicas que postou no passado em redes sociais sobre o continente africano e homossexuais.

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Segundo Guimarães, o PT tem atuado nos bastidores para articular uma troca no comando do colegiado historicamente ligado às minorias. Além da conversa com o líder do PSC, André Moura (SE), o petista afirmou ter tratado sobre o tema com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

“Nada contra o PSC. O que estamos ponderando é que a escolha trouxe esses problemas. Há um clima pesado e caberá ao PSC discutir”, disse Guimarães ao final da reunião de líderes da base governista.

O líder do PT contou que, no momento em que ficou definido que a comissão seria dirigida pelo PSC, ele ponderou a Henrique Alves que o novo presidente do colegiado deveria ter “vínculos” com a defesa dos direitos humanos. Mesmo pressionado por movimentos sociais, o PSC decidiu, na última semana, chancelar a indicação de Feliciano, parlamentar com histórico de polêmicas contra relações homoafetivas e negros.

Informado por repórteres sobre as declarações de Guimarães, o líder do PSC enfatizou que o PT teria preterido a Comissão de Direitos Humanos na ocasião em que houve a partilha dos colegiados.

“O PT deveria ter refletido antes, quando teve a oportunidade, pela ordem de proporcionalidade, de escolher a comissão de direitos humanos, que já é presidida pelo partido há muitos anos. No momento da escolha, o PT não se preocupou com isso. Não é agora que o PT vai dar palpite na decisão que cabe somente ao PSC, já que a comissão ficou para o partido”, disparou Moura.

Maior partido da Câmara, com 88 deputados, o Partido dos Trabalhadores teve direito a indicar o presidente de três das 21 comissões da Casa. No entanto, apesar de ter comandado o colegiado de direitos humanos em 2012, os petistas priorizaram neste ano outras estruturas legislativas: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e a Comissão de Seguridade Social e Família.

Guimarães rebate a acusação de que seu partido menosprezou a área de direitos humanos. Conforme o deputado do Ceará, as três comissões escolhidas pelo partido haviam sido priorizadas pela maioria dos parlamentares petistas.

“O PT fez escolhas políticas. Quando o PT discutiu essa matéria, tínhamos a certeza de que ficaríamos com quatro comissões. Depois, veio o recuo do presidente da Câmara, Henrique Alves, e ficamos com apenas três comissões. O PT não abdicou da indicação [da Comissão de Direitos Humanos], e sim respeitou a proporcionalidade”, alegou Guimarães.

Na tarde desta terça, a bancada do PSC na Câmara irá se reunir para avaliar a repercussão da escolha de Feliciano para a comissão voltada para as minorias. O líder da legenda, contudo, nega que o PSC avalie a eventual substituição do pastor de São Paulo.

“Temos de fazer uma avaliação, tanto das manifestações contrárias quanto das favoráveis à permanência do pastor Marco Feliciano. Estamos acompanhando todas elas”, ressaltou.

Simultanemente ao encontro do PSC, um grupo de militantes de direitos humanos convocou mais um ato para protestar contra e eleição de Feliciano para o colegiado. A manifestação deverá ocorrer no salão verde da Câmara, às 14h.

Tudo contra o PSC

“Nada contra o PSC”, disse o líder do PT, até porque o PSC é da bancada que apóia o governo Dilma Rousseff, mas eu digo: tudo contra um partido que tem como um dos membros, uma figura nefasta como o pastor Marco Feliciano. Um partido que permite que um dos seus membros dissemine o ódio aos negros, gays e praticantes das religiões afro-brasileiras, não merece o meu voto. Não merece o meu respeito.

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