Crítica a reforma em reduto gay cria ‘mal-estar’ na Câmara de Piracicaba (SP) 1

Laércio Trevisan negou ter sido homofóbico(Foto: Fabrice Desmonts/Câmara de Piracicaba)

Laércio Trevisan negou ter sido homofóbico
(Foto: Fabrice Desmonts/Câmara de Piracicaba)

O chefe de gabinete da vereadora travesti Madalena (PSDB), cujo nome de batismo é Luiz Antônio Leite, criticou os vereadores Laércio Trevisan (PR) e Luiz Arruda (PV) durante coletiva de imprensa na Câmara de Piracicaba (SP) nesta segunda-feira (11/3).

Felipe Bicudo, representando a parlamentar, que está afastada por motivo de saúde, atacou a postura dos políticos contra um requerimento feito por Madalena para a revitalização da Avenida Renato Wagner.

O requerimento protocolado na Câmara por Madalena pede a construção de uma área de lazer, iluminação e a estruturação da avenida que é frequentada, geralmente, por casais gays. O trecho, às margens do Rio Piracicaba, é conhecida entre os gays como “matinha”. Trevisan e Arruda argumentaram que há prostituição e uso de drogas, além de infestação de carrapatos estrela (que transmitem a febre maculosa) no local.

De acordo com nota da assessoria de imprensa da Câmara, um dos convidados do gabinete para a coletiva disse que os parlamentares fizeram discursos “homofóbicos” e “transfóbicos” contra Madalena. Os acusados negaram as críticas e pediram providências à mesa diretora do Legislativo.

Com Madalena afastada, assessor chamoucoletiva (Foto: Thomaz Fernandes/Arquivo G1)

Com Madalena afastada, assessor chamou
coletiva (Foto: Thomaz Fernandes/Arquivo G1)

 

Trevisan, em nota, disse que a proposta de Madalena visa “dar condições ‘mascaradas’ para a prostituição”. Já Arruda disse, em plenário, que não apoiaria a “baderna” e atitudes contra o “pudor social”.

Críticas

De acordo com a assessoria da Câmara, que participou da coletiva, integrantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs) que realizam ações na avenida falaram durante a entrevista.

Bruno Campos, presidente do E-Jovem, foi o convidado que chamou as declarações dos vereadores de “homofóbicas” e “transfóbicas” . O chefe de gabinete de Madalena, Felipe Bicudo, defendeu que o requerimento não foi feito para estimular a prostituição, mas para revitalizar a área. Ele chamou o local de ponto de encontro para os gays que temem ser discriminados em outros locais da cidade.

Reação

Trevisan, durante a sessão realizada na noite desta segunda, não só negou que sua fala tenha sido homofóbica como questionou o fato de o assessor convocar uma coletiva e usar o espaço da Câmara para realizá-la sem a presença da própria vereadora. O presidente do Legislativo, João Manoel dos Santos (PTB), disse que apuraria a situação. Arruda também afirmou que sua declaração não foi preconceituosa.

Afastamento

Madalena pegou 20 dias de afastamento da Câmara nesta segunda-feira para iniciar o tratamento de quimioterapia contra um câncer de próstata. Ela está internada na Santa Casa de Piracicaba.

Fonte: G1

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