Transexual pode se descobrir já na primeira infância, dizem especialistas 1

Coy brinca em sua casa na cidade de Fountain, Colorado, na segunda-feira (25) (Foto: Brennan Linsley/AP)

Coy brinca em sua casa na cidade de Fountain, Colorado, na segunda-feira (25) (Foto: Brennan Linsley/AP)

A identificação com o sexo oposto e o eventual desejo de uma pessoa em assumir uma nova identidade de gênero começa geralmente na primeira infância, entre os 4 e 6 anos de idade, segundo o psicólogo clínico e psicanalista Rafael Cossi, autor do livro “Corpo em obra”, lançado em 2011 após análise de seis biografias de transexuais.

Na última semana, o G1 publicou a história do menino americano Coy Mathis, de 6 anos, que se identifica como menina e é aceito pelos pais, mas tem tido problemas na escola ao querer usar o banheiro feminino. Segundo a família, Coy age assim e brinca com bonecas desde que tinha 1 ano e meio.

“Nessa idade, ainda não dá para falar se a criança será um transexual no futuro. Isso porque não se sabe até que ponto ela só está brincando de se comportar como alguém do outro sexo ou se esse já é um indício de transexualidade”, diz.

Transexual é a pessoa que tem um transtorno mental e de comportamento sobre sua identidade de gênero, ou seja, nasce biologicamente com determinado sexo, mas se vê pertencente a outro e cogita fazer tratamentos hormonais e cirurgia para mudar o corpo físico. Ao contrário do que já acreditaram psicanalistas no passado, esse não é um caso de psicose, com alucinações e delírios, defende Cossi.

Brincadeira de criança – ou não

De acordo com o psiquiatra Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtornos de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, casos como esse sempre existiram, e é importante diferenciar uma simples brincadeira de um comportamento constante.

“É muito comum crianças inverterem os papéis, e quando é algo pontual não há maiores problemas. Mas, se isso se tornar um hábito frequente, diário, o menino querer mudar de nome, usar presilha e brinco, é indicado que os pais e o filho passem por uma avaliação profissional antes de qualquer coisa, para ver se essa é uma questão familiar que a criança está tentando resolver dessa forma ou se já é um transtorno de gênero”, afirma.

O médico diz que cada caso precisa de um acompanhamento diferente e individualizado. Se houver realmente um transtorno, ser violento com a criança e censurá-la pode piorar muito a situação.

“A escola também não deve reprimir, mas chamar os pais, explicar o que está acontecendo e aproveitar essa oportunidade para educar também com as diferenças. E não é porque uma criança vê outra fazendo algo que vai querer imitá-la, elas não são macaquinhos”, destaca Saadeh.

Na opinião do psicólogo Rafael Cossi, os pais têm que acompanhar o que está acontecendo e não adianta julgar, proibir, punir ou bater.

“Se houvesse uma mentalidade mais aberta e liberal dos pais, a escola aceitaria melhor. O medo do colégio é de como isso repercute para as famílias e a possibilidade de perder alunos de uma hora para a outra”, diz.

Cena do filme 'Tomboy', em que Laure (acima) se apresenta como Mikhael (Foto: YouTube/Reprodução)

Cena do filme ‘Tomboy’, em que Laure (acima) se apresenta como Mikhael (Foto: YouTube/Reprodução)

Segundo Cossi, o preconceito da escola não é apenas contra transexuais e homossexuais, mas contra deficientes, pessoas com síndromes e tudo o que foge ao que é caracterizado “normal” – desde uma falta de uniforme até um cadarço ou cabelo colorido.

“Já os pais costumam dizer que ficam preocupados não tanto com o fato de o filho ser diferente, mas como será a vida dele em sociedade, se os colegas vão tirar sarro, pois existe muita discriminação”, afirma.

Cossi cita o filme francês “Tomboy”, de 2011, que conta a história da menina Laure, de 10 anos, que muda de cidade e se apresenta aos novos amigos como Mikhael. Até então, o fato de ela se vestir e se comportar como um menino não parecia incomodar a mãe, mas, quando ela fica sabendo que a criança “mudou” de nome, rejeita a situação.

“O filme é muito bom, é um relato, e não faz questão de dar nenhuma pista sobre qual vai ser o futuro da menina. Isso fica em aberto”, aponta.

Corpo x gênero

O psiquiatra do HC Alexandre Saadeh explica que há um componente biológico muito importante na questão da identidade de gênero.

“Hoje em dia, sabe-se que existe um cérebro feminino e um masculino, determinado no útero da mãe por hormônios masculinos circulantes. E isso interfere no desenvolvimento cerebral para uma linhagem feminina ou masculina. A cultura e o ambiente também têm importância, mas a determinação é biológica”, acredita o médico.

Segundo o psicólogo Rafael Cossi, a ideia de dimorfismo corporal entre homens e mulheres, ou seja, indivíduos da mesma espécie com características físicas (não sexuais) claramente diferentes, só ganhou força com os avanços da biologia no século 19.

“Até então, prevalecia a ideia de isomorfismo, em que o corpo feminino era visto apenas como uma versão do masculino. A vagina era considerada um pênis invertido e o calor era o diferencial dos corpos, pois a temperatura do homem era mais alta que a da mulher”, afirma.

O psicólogo cita o livro “Inventando o Sexo – Corpo e gênero dos gregos a Freud”, em que o historiador e sexólogo americano Thomas Laqueur estuda como o corpo foi encarado em vários momentos históricos. Cossi também destaca que desejo sexual, gênero e identidade sexual são conceitos bem distintos.

“Uma coisa é o desejo, a orientação, a prática sexual. Outra é o gênero, como a pessoa se vê, seus gostos e comportamentos – algo cultural, social, que varia com o tempo. Essa é a ideia do que um homem ou uma mulher faz, como pensa, como se veste, quais traços o definem. Já a identidade sexual envolve uma noção de inconsciente, inclui o fator psíquico, de como o sexo se constrói na mente e reconhece o que é homem e o que é mulher”, esclarece.

É por isso que, segundo o psicólogo, existem transexuais lésbicas ou gays, ou seja, pessoas que se transformam fisicamente com cirurgia e hormônios, mas não necessariamente se atraem pelo sexo oposto.

“Nossa mentalidade ainda é muito heterossexual”, ressalta.

A transexual Brunna Valin, de 38 anos, se sentecomo mulher desde os 7 (Foto: Arquivo pessoal)

A transexual Brunna Valin, de 38 anos, se sente
como mulher desde os 7 (Foto: Arquivo pessoal)

‘Sofria muito por ser diferente’

A transexual Brunna Valin, de 38 anos, conta que desde os 7 anos já sabia muito bem que não gostava de meninas. Aos 11 anos, vieram as brigas no colégio, as surras dos meninos, até que ela deixou a escola na 7ª série do ensino fundamental.

“Eu sofria muito por ser diferente. Com 12 anos, já me apresentava como Brunna e me vestia de menina, com saia, sapato de salto, batom, brinco. Queria ser igual à Roberta Close, era um espelho”, lembra.

Em casa, dentro de uma família religiosa, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a transexual também encontrou rejeição. Após apanhar algumas vezes, deixou os pais aos 14 anos e foi morar com a avó, depois com uma prima, até ficar sozinha.

“Tenho mais sete irmãos – dois homens e cinco mulheres. Só um irmão me aceita muito bem. No começo, para eles eu era gay, não entendiam essa questão de gênero. Meu pai morreu há três anos, ainda não aprovando”, revela.

Brunna mora há dois anos na capital paulista, onde trabalha como orientadora sócio-educativa no Centro de Referência da Diversidade da ONG Grupo pela Vida, e visita a família apenas uma ou duas vezes por ano.

“No fim de 2012, fui lá passar o Ano Novo e contei que vou fazer a mudança de sexo. Percebi a rejeição no olhar, na fala deles. Ficaram perguntando se já consegui trocar de nome, se já está no RG. Enfrento isso todo dia, pois a sociedade nos vê como diferentes”, diz.

A transexual, que foi profissional do sexo dos 14 aos 36 anos, voltou a estudar e agora está prestes a concluir o ensino fundamental. Este ano, pretende começar o médio e, depois, quer fazer faculdade de psicologia. No currículo, ela também acumula cursos de formação de costureira, cabeleireira e cozinheira.

Além disso, Brunna tem passado por um acompanhamento com vários profissionais no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde. A meta é se submeter à cirurgia de mudança de sexo em 2014 – da qual não tem medo de se arrepender.

“Tomo hormônio desde os 15 anos, e hoje aplico uma injeção mensal à base de progesterona. Em maio do ano passado, coloquei silicone nos seios e agora estou tirando os pelos do corpo com laser. Já fiz no rosto e vou para os braços. Em agosto, também quero pôr prótese nos glúteos, porque as características femininas estão no corpo inteiro, não é só fazer uma vagina. Hoje nem gosto de olhar muito, aquilo não é meu”, diz.

Dois anos de preparação

Antes de toda cirurgia para mudança de sexo, o Sistema Único de Saúde (SUS) exige que a pessoa, com mais de 21 anos, faça pelo menos dois anos de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, no qual seja diagnosticada com distúrbio de identidade de gênero.

No ambulatório de São Paulo, criado em 2009 e considerado o primeiro do tipo no país a atender exclusivamente travestis e transexuais, há atualmente 1.500 pessoas cadastradas. Desse total, 65% (975) se consideram transexuais – 915 são homens biologicamente que se sentem como mulheres e 60 são o contrário. Os outros 35% são travestis que desejam tomar hormônios e mudar a aparência, mas não pretendem fazer a operação.

“Esses dois anos de acompanhamento que oferecemos com psicoterapeuta, psiquiatra e endocrinologista servem para a pessoa ter certeza sobre a cirurgia. Aí fazemos o encaminhamento ao HC. Nesse período, alguns desistem. Outros vão para a Tailândia, mudam de sexo e se arrependem, porque lá não existe todo esse protocolo daqui”, diz a diretora técnica substituta do ambulatório, Angela Peres.

Segundo ela, o local conta com uma equipe de 30 profissionais – entre clínicos gerais, endocrinologista, psiquiatra, psicólogos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, urologista, ginecologista, proctologista, assistentes sociais e recepcionistas – e atende brasileiros de vários estados, como Minas Gerais, Bahia e Acre.

Cirurgia, felicidade ou arrependimento

Em 14 anos, o HC de São Paulo já operou 50 pacientes para mudança de sexo, a maioria homem que se sente mulher, segundo o chefe de urologia pediátrica e disfunção sexual do hospital, Francisco Dénes.

“Nunca vi um caso de alguém que tenha se arrependido. Isso ocorre quando o paciente é mal orientado”, ressalta.

Para trocar do sexo masculino para o feminino, em geral são feitos tratamento hormonal e uma única cirurgia de 4 horas. Já o inverso exige duas ou mais operações de cerca de 3 horas. Apesar de o primeiro caso, em que há a desconstrução do pênis e dos testículos para a formação de uma vagina, parecer mais tranquilo, o urologista diz que pode exigir retoques, ter mais problemas anatômicos, risco de infecção, abertura dos pontos ou necrose (morte do tecido).

O pós-operatório envolve o uso de curativos, sonda e pelo menos sete a dez dias de repouso no hospital. Se não houver problema, a pessoa pode voltar logo às atividade normais. E nos dois anos seguintes, pelo menos, deve fazer acompanhamento médico.

Em entrevista ao Fantástico, em janeiro, a transexual Lea T, filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, disse que se arrepende de ter feito a troca de sexo em março do ano passado e que não aconselha o procedimento para ninguém. Ela foi operada na Tailândia e passou um mês e meio no hospital sentindo dores.

“Eu achava que a minha felicidade era embasada na cirurgia. Fiquei mais à vontade, mas um pênis e uma vagina não trazem felicidade para ninguém. Nunca vou ser 100% mulher. Calço 42, minha mão é enorme, meu ombro é largo. Quando fiquei deitada na cama, entendi que isso tudo é uma bobeira. É um detalhe importante para a sociedade”, disse na época.

Segundo o psicólogo Rafael Cossi, ver a cirurgia como forma de “normalização” social, para se adequar ao pensamento heterossexual, é uma das maiores críticas à mudança de sexo. Ele cita o site sexchangeregret.com, em que um grupo de transexuais arrependidos após a operação contesta a ideia de que a troca de sexo é o fim para todos os males.

“Muitas pessoas não ficam em paz consigo mesmas, não têm benefícios nem se veem de uma forma mais tranquila. Algumas desenvolvem problemas que não tinham antes, como alcoolismo ou dependência de drogas. Isso porque a cirurgia não altera só a imagem corporal para pertencer a outro sexo, mas tem várias complicações, pelo fato de o indivíduo passar a apresentar outro status na vida, um novo nome e ser visto de maneira diferente pela sociedade”, explica.

Mas, por outro lado, tem gente que é muito beneficiada com a cirurgia, diz o psicólogo.

“É caso a caso. Para a (ex-BBB) Ariadna, por exemplo, pelo que ela deu de entrevista, foi algo muito bom”, ressalta.

Desde 2008, o SUS já fez 2.451 cirurgias de mudança de sexo de homem para mulher, único grupo de pacientes atendido atualmente, pelo fato de o Ministério da Saúde considerar que são casos mais comuns (três homens para uma mulher), mais bem padronizados e aprovados pelos conselhos de medicina.

Fonte: G1

Agente penitenciário ameaça travestis no Rio de Janeiro, e é preso Resposta

Um agente penitenciário foi preso, na madrugada desta quarta-feira (13/3), em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, por policiais militares do 40º BPM (Campo Grande). Os PMs foram chamados por travestis que acusaram Willians dos Santos Silva, de 52 anos, de ameaçá-los quando passava num Siena prata pela Rua Manai, nas proximidades do Fórum de Campo Grande. Ao revistá-lo, os policiais encontraram uma pistola PT 380. A arma estava com a data do porte vencida desde dezembro de 2009 e, por isso Willians foi levado para a 35ª DP (Campo Grande).

O agente penitenciário foi autuado por porte ilegal de arma.

Fonte: Extra

Dana considera lutadora transexual ‘longe de estar no UFC’ Resposta

Fallon Fox, a lutadora transexual que buscareconhecimento (Foto: Divulgação/Site Oficial)

Fallon Fox, a lutadora transexual que busca
reconhecimento (Foto: Divulgação/Site Oficial)

Na semana passada, a batalha da lutadora transexual Fallon Fox para ser liberada para lutar entre as mulheres ganhou as manchetes do mundo inteiro. O presidente do UFC, Dana White, foi indagado sobre as chances de a lutadora de 37 anos chegar ao Ultimate e se tornar a primeira transexual a atuar na organização. O dirigente, todavia, não vê isso acontecendo tão cedo.

– Entenda isso primeiro: todo mundo que Fallon Fox enfrentou tem um cartel negativo. Então antes de você pensar em lutar ou não no UFC, ou se ele era um homem e agora era uma mulher, ele está enfrentando garotas que tem mais derrotas que vitórias.Antes de você ficar todo louco sobre ele lutar ou não no UFC, ele está tão longe de estar no UFC que não tem nem graça – comentou White, em entrevista ao programa de rádio “Abe Kanan Show”.

Fonte: SporTV.com

Após adiamento, curso de inglês para prostitutas e travestis começa em BH 2

Os cursos de idiomas destinados a prostitutas e travestis de Belo Horizonte começaram nesta segunda-feira (11/3), após uma semana de adiamento. O objetivo é educar os profissionais do sexo para recepcionar turistas estrangeiros durante os jogos da Copa das Confederações, este ano, e da Copa do Mundo de 2014. Com as aulas, cerca de 400 pessoas vão poder aprender espanhol, francês, inglês e italiano.

De acordo com a Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), 800 garotas e garotos de programa trabalham no Centro da capital, principalmente na Rua Guaicurus, onde 22 hotéis oferecem os serviços. Onze professores voluntários vão dar aulas na sede da Aspromig.

O patrocínio para as aulas é do empresário Elias Tergilene, ex-camelô e dono de um shopping popular em frente à Rua Guaicurus.

Pastor Marco Feliciano não pode suspender processo no STF e pode ser preso por discriminar gays 106

Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quer colocar na cadeia, pastor-deputado Marco Feliciano por discriminação

Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quer colocar na cadeia, pastor-deputado Marco Feliciano por discriminação

Enquadrado pela Procuradoria Geral da República na lei que prevê crimes de preconceito de raça ou cor, em ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), não terá direito à suspensão condicional do processo, mesmo que a legislação contemple com este benefício réus cujas imputações não superam dois anos de prisão. Isto porque ele já é réu em ação penal por estelionato e por ter sido investigado em inquérito por crime de injúria contra uma idosa, como cita denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em 30/11/2012.

“O deputado não faz jus ao benefício (da suspensão condicional)”, diz o procurador-geral no documento, obtido pelo jornal O Globo. Gurgel quer que o STF instaure a ação penal por discriminação e condene o deputado à pena de prisão e pagamento de multa. A denúncia se refere a um inquérito no STF sob a responsabilidade do ministro Marco Aurélio e cita atos de discriminação contra gays no twitter.

Gurgel entendeu que duas mensagens postadas por Feliciano tinham conteúdo discriminatório e, por isso, fez duas acusações no mesmo processo. Como não existe no Brasil lei que prevê pena por homofobia, o procurador-geral usou a lei que estipula pena de prisão para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Perícia solicitada pelo procurador à Polícia Federal confirmou que as postagens no twitter, de fato, partiram da conta do deputado.

Feliciano se defende das acusações e argumenta, nos processos, “ser um pastor conhecido e respeitado em todo o país”. “Lidero um grande rebanho espiritual, contribuo cotidianamente na salvação das pessoas. Esses fatos são inverídicos, não correspondem com meu histórico pessoal”, diz. Então tá.

Informações: O Globo

Presidente da Câmara critica tumulto em comissão, mas Feliciano permanece no comando 4

astor Marco Feliciano mostrou intransigência na primeira sessão da Comissão de Direitos humanos presidida por ele Ailton de Freitas / Agência O Globo

astor Marco Feliciano mostrou intransigência na primeira sessão da Comissão de Direitos humanos presidida por ele Ailton de Freitas / Agência O Globo

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reuniu-se na manhã desta quinta-feira com o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e discutiram o clima de confronto estabelecido na Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo parlamentar. Feliciano deixou a reunião sem comentar o encontro. Eduardo Alves disse que é preciso esfriar os ânimos na comissão e que irá aguardar os próximos dias para avaliar a situação. Feliciano permanece no comando da presidência da comissão, mas Eduardo Alves disse que vai aguardar para ver o ambiente melhore.

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– Ontem (quarta) me reuni com os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e com a Erika Kokay (PT-DF), entre outros que representam esse segmento, e hoje ouvi o deputado Feliciano. Fiz ver a ambos que estamos preocupados com o que ocorreu ontem. Essa Casa precisa de equilíbrio, moderação e responsabilidade. É a imagem da Casa que está em jogo. Todos têm que colaborar para que o clima seja amenizado – disse Eduardo Alves.
Fonte: O Globo

Feliciano pede ‘desculpas’ a quem se sentiu ofendido por declarações 5

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) discute com Marco Feliciano (PSC-SP) em meio a protestos contra o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos (Foto: José Cruz/ABr)

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) discute com Marco Feliciano (PSC-SP) em meio a protestos contra o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos (Foto: José Cruz/ABr)

O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) pediu “desculpas” nesta quarta-feira (13) às pessoas que se sentiram ofendidas por declarações que ele fez no passado.

Desde que foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano é alvo de protestos por conta de declarações homofóbicas e racistas em sua conta no Twitter, em 2011.

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Na época, ele escreveu: “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids, fome… Etc”. Ele também disse no twitter que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

O pedido de desculpas tardio foi apresentado numa tumultuada sessão da comissão, a primeira comandada por ele desde sua escolha.

“Neste momento importante para a nação brasileira, onde iniciamos os trabalhos deste ano, nesta douta comissão, peço a todos e a todas que se alguém se sentiu ofendido por alguma colocação minha, em qualquer época, peço as mais humildes desculpas e coloco meu gabinete à disposição para dirimir quaisquer dúvidas”, discursou o deputado do PSC ao abrir a reunião.

A sessão foi marcada por discussões entre parlamentares e provocações mútuas entre evangélicos e integrantes de movimentos sociais. O plenário da comissão ficou completamente lotado.

Pastor da igreja Tempo de Avivamento, Feliciano ingressou na sala da comissão às 14h30 sob aplausos de religiosos de igrejas cristãs e vaias de ativistas de entidades feministas e homossexuais.

Simpatizantes do deputado do PSC já haviam ocupado a maior parte do recinto, ainda no final da manhã, para prestar apoio a sua gestão. Dos pouco mais de 60 assentos do colegiado, cerca de 40 estavam ocupados por fiéis pentecostais. Os evangélicos ainda se espalharam por outros espaços do plenário para rebater as críticas dos opositores de Feliciano.

Parte dos militantes que promoveram uma manifestação contra Feliciano na Câmara nesta terça (12) retornou ao Legislativo nesta tarde para protestar novamente contra ele. Em minoria, os ativistas se concentraram na entrada do plenário. Eles gritavam palavras de ordem como “Renuncia, renuncia” e “Machista, racista, fundamentalista”.

Em meio às provocações, os aliados de Feliciano retrucavam: “O cara veio aqui pedir perdão e eles [militantes] estão vaiando”.

Em diversas ocasiões, ao longo das quase duas horas de sessão, Feliciano ameaçou ordenar que a polícia legislativa retirasse os manifestantes do recinto. Porém, em vez de silenciar, os militantes contrários a sua presença no colegiado, respondiam às advertências com mais barulho.

Obstrução
Mesmo diante dos gritos no plenário, Feliciano decidiu manter a sessão. Em seguida, parlamentares ligados a entidades de direitos humanos tentaram obstruir o trabalho do colegiado.

Uma das vice-líderes da bancada do PT, a deputada Erika Kokay (DF) alegou, no início da sessão, que não havia quórum suficiente para abrir os trabalhos. Ela e outros parlamentares contrários à eleição de Feliciano não assinaram a ata do encontro, com o objetivo de impedir que se alcançasse o número mínimo de deputados.

O pastor paulista, contudo, negou o pedido de verificação de quórum e deu continuidade às atividades.

Erika, então, enfatizou que não reconhecia a autoridade de Feliciano na comissão e se negou a chamá-lo de “presidente”. Para provocar o parlamentar, a petista passou a se referir a ele apenas como “pastor”. A iniciativa revoltou os defensores de Feliciano, que passaram a exigir o tratamento de “vossa excelência” ou “presidente”.

Reconhecido por declarações polêmicas contra gays, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) interveio em meio às tentativas da parlamentar petista de suspender a sessão. “Acabou a bagunça nesta comissão. Agora, vai ter ordem”, disparou o deputado, que é policial reformado.

Em um dos momentos mais tensos da sessão, Bolsonaro discutiu calorosamente com o ex-presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA). O petista reclamava do fato de Bolsonaro estar sentado na mesa diretora do colegiado quando o deputado do PP passou a provocá-lo. Enfurecido, Dutra ameaçou partir para cima do colega de Legislativo, mas foi contido por outros parlamentares.

“O presidente [Feliciano] está de comum acordo com o Bolsonaro, que fica instigando, debochando da bancada, levantando o dedo para a deputada Erika. Fica sentado na mesa diretora como se fosse presidente. Isso tudo tem limite. Uma comissão importante como a de direitos humanos passando por esse tumulto, então, é melhor extingui-la, porque toda sessão que tiver vai ser isso”, criticou Dutra.

Antes mesmo do início do encontro, Bolsonaro já havia se envolvido em uma confusão com os militantes de movimentos sociais. O parlamentar disse aos ativistas que o Brasil só não estava sob uma ditadura de esquerda atualmente devido ao golpe militar de 1964. “Acabou a concentração de paradas gays nesta comissão”, ironizou.

‘Normal’
Ao final da reunião, Feliciano afirmou que é “normal” haver manifestações. “Foi muito melhor do que eu esperava. Graças a Deus conseguimos votar todos os itens, os itens que falam sobre o direito do povo, das crianças. Estou muito satisfeito.”

Na sessão, foram votados sete requerimentos, a maioria de autoria de Feliciano. Foram aprovadas propostas para realização de audiências para debater a “situação dos moradores de rua”, “casos de violência e exploração sexual de crianças e adolescentes”, “o desafio da inclusão no mercado de trabalho”, e a “grave situação da contaminação por chumbo na cidade de Santo Amaro da Purificação (BA)”.

Foi aprovado ainda requerimento com solicitação ao Ministério das Relações Exteriores para que a Embaixada do Brasil na Bolívia interceda em defesa dos torcedores brasileiros detidos no país. O pedido diz respeito à prisão de torcedores corintianos após a morte de um jovem boliviano de 14 provocada pelo lançamento de um sinalizador.

Por último, foi aprovada proposta para que o secretário de segurança do Acre vá à comissão falar sobre casos de abuso sexual no sistema prisional do estado.

Não foram votados projetos polêmicos previstos na pauta da comissão divulgada na última segunda (11), trocada posteiormente por Feliciano. Entre os itens previstos na pauta antiga estava uma proposta que sugere a convocação de um plebiscito para consultar a população sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo. O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos não anunciou nova data para essa votação.

O deputado também disse esperar que os ânimos “se acalmem” ao longo do ano e que próximas reuniões ocorram com maior tranquilidade. “Acredito que se acalme, espero que se acalme. O trabalho que foi feito agora foi muito feliz.”

Ao deixar a sala onde ocorreu a reunião, Feliciano foi cercado por manifestantes e só conseguiu seguir pelo corredor com apoio de seguranças.

Plenário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que ficou lotada na primeira sessão sob a presidência de Marco Feliciano (PSC-SP) (Foto: Fabiano Costa/G1)

Plenário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que ficou lotada na primeira sessão sob a presidência de Marco Feliciano (PSC-SP) (Foto: Fabiano Costa/G1)

Fonte: G1

Novo papa combateu casamento gay e cobrou justiça social 1

Papa Francisco I

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio (76) assume o papado tendo nos últimos anos cobrado maior justiça social na América Latina e combatido a adoção de uma lei que autorizava o casamento entre pessoas do mesmo sexo no seu país.

O agora papa Francisco nasceu em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires. O arcebispo da capital argentina será o primeiro latino-americano e o primeiro jesuíta a comandar a Igreja.

‘Parece que meus irmãos cardeais foram quase até o fim do mundo (para escolher um papa)’, disse ele, em tom de brincadeira, à multidão na praça de São Pedro em seu primeiro discurso.

De acordo com relatos, Bergoglio disputou voto a voto a cadeira de papa com o então cardeal Ratzinger no último conclave e somente sua renúncia à disputa possibilitou a eleição do cardeal alemão.

Um artigo publicado à época pela revista italiana Limes disse que Joseph Ratzinger foi eleito com 84 votos e seu único rival foi Bergoglio.

Idade

No entanto, especialistas já não o viam como um favorito para ser o sucessor de Bento 16 devido à sua idade. Aos 76 anos, ele é somente dois anos mais novo do que Joseph Ratzinger na época de sua eleição em 2005.

A decisão dos cardeais de elegê-lo pode se justificar pelo fato de que Bergoglio agrada tanto os conservadores quanto os reformistas da Igreja, já que é visto como ortodoxo em temas sexuais, por exemplo, mas também defensor de mudanças, como no tocante à justiça social.

‘Vivemos na parte mais desigual do mundo, a que mais cresceu, mas a que menos reduziu a miséria’, ele teria dito em uma conferência de bispos latino-americanos em 2007, segundo o National Catholic Report.

‘A distribuição injusta dos bens persiste, criando uma situação de pecado social que clama aos céus e limita as possibilidades de uma vida plena para tantos de nossos irmãos.’

Por ser jesuíta, também não se espera que Bergoglio encabece reformas de grande impacto. Os membros da ordem professam a ‘obediência cega’ e o não questionamento às decisões da Igreja.

Polêmicas

O cardeal é considerado da ala ‘moderada’ da igreja latino-americana. No entanto, sua relação com o governo argentino de Néstor e, em seguida, Cristina Kirchner, foi marcada por críticas duras.

O ex-presidente Néstor Kirchner chegou a classificar o cardeal como um ‘expoente da oposição’.

A presidente Cristina Kirchner procurou uma reaproximação com a igreja e a diminuição das tensões com o cardeal, mas ambos se enfrentaram em 2010, quando tramitava no Congresso um projeto de lei que permitia o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Bergoglio, segundo o jornal La Nación, caminhou diante de uma manifestação contra o casamento gay e enviou uma carta a todos os sacerdotes, pedindo que se falasse em todas as missas sobre o ‘bem inalterável do matrimônio e da família’.

Na época, o cardeal disse que o projeto de lei era ‘um ataque destrutivo aos planos de Deus’.

Em abril de 2010, uma investigação do jornal argentino Página 12 publicou cinco depoimentos que o apontavam como colaborador da repressão durante os governos militares na argentina.

A informação parecia haver sepultado sua possibilidade real de se tornar papa.

Simplicidade

Jorge Mario Bergoglio é técnico em química e filho de um funcionário de estrada de ferro. Ele foi nomeado cardeal pelo papa João Paulo 2º em 2001 e é tido como um sacerdote aberto e simpático.

‘Em favor de Bergoglio está sua atitude pastoral, como eles dizem na Igreja – seu relacionamento com as pessoas’, disse Leandro Pastor, um professor de filosofia da Universidade de Buenos Aires, que conhece o cardeal há mais de 30 anos.

‘Ele é um homem muito simples. É muito austero. E também acho que é um homem inteligente e muito bom comunicador.’

Segundo seu porta-voz, Guillermo Marco, andar de metrô e de ônibus e realizar missas em lugares simples eram hábitos que ele cultivava em Buenos Aires.

O bispo Eduardo Garcia, também de Buenos Aires, o definiu como ‘humilde’ e ‘preocupado com os pobres’.

‘Ele é assim também no cotidiano. Ele é um pastor, que sabe comunicar o que pensa e em defesa dos pobres, dos mais humildes. Ele tem uma serenidade típica de um pastor, agora o pastor dos pastores. Todos aqui nos emocionamos até às lágrimas quando o nome dele foi anunciado’, disse após o anúncio do Vaticano.’

‘A forma como ele falou, nas suas palavras como papa, foram exatamente as que dizia aqui. Que rezemos por todos e por ele.’

A saúde pode trazer problemas para o novo papa. Durante mais de 20 anos, ele vive com somente um pulmão funcionando, que diz estar em ‘boa forma’.

Fonte: BBC

Câmara de Uberlândia (MG) vota criação do Dia de Combate à Homofobia 1

Vereadores de Uberlândia elegem Conselho Municipal deHabitação (Foto: Reprodução/ TV Integração)

Vereadores de Uberlândia elegem Conselho Municipal de
Habitação (Foto: Reprodução/ TV Integração)

Vereadores de Uberlândia (MG) votarão hoje (14/3), o projeto de lei que institui o Dia de Combate à Homofobia. A votação seria nesta quarta-feira (13/3), mas segundo os parlamentares, não houve tempo para discussão, já que a sessão atrasou devido à visita do secretário de Desenvolvimento Social e Trabalho, Murilo Ferreira. Ele falou sobre os cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O projeto sobre o Dia de Combate à Homofobia institui a comemoração da data no calendário municipal como sendo 17/5. O objetivo é combater a violência praticada contra LGBT.

Informações: G1