Grupo LGBT em Maceió faz protesto contra deputado Pastor Marco Feliciano 4

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Integrantes dos movimentos das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis de Maceió (AL), fizeram um protesto em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas na tarde desta sexta-feira (15/3) contra a eleição do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

A manifestação, que contou com a exposição de faixas e cartazes, reuniu cerca de 20 pessoas. Além de integrantes do movimento, esteve presente no protesto o superintendente de Direitos Humanos do Estado, Geraldo de Majela Fidélis. De acordo com Igor Nascimento, um dos líderes do LGBT em Alagoas, a eleição de um político como Feliciano para um cargo de tamanha importância social tem que ser revista.

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“Uma pessoa como essa, que diz que a aids é uma praga dos gays, que nos discrimina de uma forma tão absurda, não pode estar à frente de uma Comissão de Direitos Humanos. Nós não aceitamos isso de forma alguma. Os protestos estão acontecendo em todo o país e ganham força a cada dia. Nós não iremos descansar enquanto ele não for derrubado”, reclamou.

Feliciano vem sendo alvo de protestos desde que foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Uma das principais reivindicações dos movimentos que são contra a sua eleição, são por conta de declarações polêmicas sobre homossexuais e sobre o continente africano, publicadas em sua conta no Twitter, em 2011.

À época, o deputado postou frases como: “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids, fome… Etc”. Ele também disse no Twitter que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Deputado Feliciano cancela gravação de programa de TV após protestos 4

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O deputado federal  Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) cancelou a gravação de seu programa de televisão semanal, que aconteceria durante um culto evangélico na próxima segunda-feira (18/3), em Ribeirão Preto (SP), após ser alvo de protestos na cidade contra a recente eleição como presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara em Brasília (DF). A cerimônia religiosa, no entanto, será mantida.

Na última segunda-feira (11/3), cerca de 300 manifestantes se reuniram em frente à catedral da Assembleia de Deus Avivamento da Fé, igreja liderada pelo deputado, em Ribeirão. Com narizes de palhaço, tambores e cartazes com frases de efeito como “[Feliciano] não nos representa” e “Assassino dos direitos humanos”, os participantes acusavam o deputado de ser racista e homofóbico, por causa de publicações polêmicas no Twitter.

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Organizado pelo Facebook, o movimento conta com a participação de estudantes universitários, ativistas sociais, integrantes do movimento LGBT e simpatizantes. Um novo protesto – o terceiro na cidade – já está sendo marcado pela internet para segunda-feira (18), no mesmo local.

A assessoria do deputado informou que as aparições nos cultos em Ribeirão, que ocorrem sempre às segundas-feiras, podem ser canceladas até que as manifestações sejam cessadas. Há também a possibilidade de os cultos serem suspensos. “Estamos tentando conversar com essas pessoas para que não impeçam a nossa liberdade de realizar o culto. Os fiéis não podem ser prejudicados”, disse o assessor de Feliciano, Wellington de Oliveira.

Polêmica
Feliciano causou polêmica em 2011, quando publicou declarações em seu Twitter sobre africanos e homossexuais. “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome… etc”, escreveu o deputado na ocasião. Ele também havia publicado na rede social que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime e à rejeição”.

O novo presidente da Comissão dos Direitos Humanos é alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF): um inquérito por homofobia e uma ação penal por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.

Após os protestos que vem sofrendo durante as aparições públicas, Feliciano divulgou em seu site uma nota em repúdio a qualquer ato de violência. A assessoria do parlamentar afirmou ainda que a agenda dele, atualizada diariamente em sua página na internet, não será mais divulgada por precaução.

Fonte: G1

Após cura de bebê com vírus da aids, estudo anuncia êxito em 14 adultos 1

Vírus HIV infecta células do sistema imunológico Divulgação / HIV Boehringer-Ingelheim

Vírus HIV infecta células do sistema imunológico Divulgação / HIV Boehringer-Ingelheim

Duas semanas após a divulgação de que um bebê foi “curado” do HIV, um estudo realizado na França revela que 14 adultos infectados pelo vírus parecem estar “funcionalmente curados”, ou seja, ainda carregam pequenos reservatórios do vírus, mas não apresentam sintomas, apesar da interrupção do tratamento, segundo artigo publicado na “NewScientist”. Os pesquisadores acreditam que a chave para alcançar este resultado notável pode ser o início mais cedo possível do tratamento após a infecção.

A equipe começou a monitorar os 14 adultos quando eles recebiam medicamentos antirretrovirais, dentro de 10 semanas após a infecção pelo HIV. Os pacientes interromperam o tratamento, em média, cerca de três anos mais tarde (as drogas foram retirados sob supervisão médica).

Os 14 adultos ainda têm os seus traços de HIV no sangue, mas em níveis tão baixos que o seu corpo pode mantê-lo sob controle, naturalmente, sem drogas.

Uma das razões para o HIV ser tão difícil de lidar é que depois de uma infecção aguda, o vírus estabelece reservatórios em células hospedeiras que permitem esconder e voltar. Mesmo após anos de tratamento, uma vez que as drogas são retiradas, a maioria dos pacientes tem retorno da infecção.

No entanto, há uma pequena minoria de doentes infectados com HIV (menos de 1%), nos quais o vírus praticamente desaparece, sem a ajuda de tratamento. Conhecidos como “controladores de HIV”, estes pacientes espontaneamente reduzem consideravelmente sua carga viral e mantém o controle do vírus a longo prazo, para níveis praticamente indetectáveis.

Na semana passada, foi anunciado que um bebê havia sido “funcionalmente curado” do HIV após ter sido tratada com medicamentos antirretrovirais cerca de 30 horas após seu nascimento, algo que normalmente não é feito. O pesquisador Asier Sáez-Cirión, do Instituto Pasteur, na França, adverte que o tratamento rápido não funciona para todos, mas o novo estudo reforça a conclusão de que a intervenção precoce é importante.

Fonte: O Globo

Acreanos fazem ‘velório’ em protesto contra deputado Marco Feliciano 3

Manifestação teve a presença de representantes dos direitos humanos no Acre (Foto: Duaine Rodrigues/G1)

Manifestação teve a presença de representantes dos direitos humanos no Acre (Foto: Duaine Rodrigues/G1)

De luto pelos direitos humanos no Brasil, diversos movimentos sociais do Acre realizaram na noite desta quarta-feira (13), em Rio Branco, um manifesto contra a eleição do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, efetuada no dia 7 deste mês.

Reunidos em frente ao Palácio Rio Branco, no centro da cidade, os populares entoaram gritos como ‘Fora Feliciano’ entre outros cantos de ordem. O manifesto foi marcado pelo ‘velório’ dos direitos humanos no país e um cortejo que encerrou o ato público no Novo Mercado Velho da capital.

Grupo faz protesto contra deputado Marcos Feliciano na sede da ALE/AM

Em vídeo, Feliciano diz que ‘Satanás está infiltrado no governo brasileiro’

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A manifestação contou com a participação de representantes dos movimentos LGBT, negro, sindicalistas, ambientalistas, entre outros da sociedade civil organizada, além de órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AC). Rio Branco é uma das últimas capitais do Brasil a realizar ato de protesto contra a eleição de Feliciano.

De acordo com o presidente da Associação dos Homossexuais do Acre (Ahac), Germano Marino, diz que o sentimento foi de revolta e indignação ao conhecer o nome de Feliciano para ocupar o cargo.

“As pessoas indignadas resolveram realizar também o ato no Acre para dizer que Marcos Feliciano não serve e nem representa esse estado. É revoltante, por isso estamos juntos com todos aqueles que estão realizando atos de protesto. Esse é apenas o primeiro de outros que virão”, afirma Marino.

“Estamos de luto pelos direitos humanos no Brasil. A chama das velas representa a luz para que as mentes do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados possam ser iluminadas e nossos congressistas sejam mais progressistas e expurguem a corrupção, o racismo, a intolerância e a discriminação”, completa.

Movimentos não se consideram representados

Para o representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AC, Moisés Alencastro, fica o sentimento de tristeza pela presença de alguém que, segundo ele, ‘discrimina, exclui e dissemina o ódio’, em uma comissão tão importante como a para qual Marco Feliciano foi eleito presidente.

“A palavra do momento é amor. Temos que resgatar essa luta em que tantas pessoas morreram para que realmente tivéssemos dignidade humana, essa liberdade, e agora estamos vendo esse retrocesso”, analisa.

Já o presidente do Centro de Estudos e Referência da Cultura Afro-brasileira do Acre (Cernegro), José de Arimetéia, afirma que o sentimento atual dos movimentos sociais, com enfâse para o qual representa, é de medo.

“Tememos literalmente pela vida. Um homem com um poder desses nas mãos diz que os negros serão tratados iguais como todo mundo, mas não somos iguais, pois a diferença nos torna desiguais. Quando ele retira de pauta um assunto como a homofobia, está desconhecendo que por dia morrem cerca de cinco homossexuais no Brasil vítimas de preconceito. Queremos que todas as manifestações desse país digam: basta! Feliciano não nos representa”, finaliza.

Fonte: G1

Grupo faz protesto contra deputado Marcos Feliciano na sede da ALE/AM 3

Manifestantes em protesto contra o deputado Marcos Feliciano em Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)

Manifestantes em protesto contra o deputado Marcos Feliciano em Manaus (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)

Representantes da sociedade civil e da classe trabalhadora protestaram na sede da Assembleia Legislativa do Amazonas contra a eleição do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. A manifestação reuniu aproximadamente 15 pessoas durante duas horas na manhã desta quinta-feira (14/3) em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas, na Avenida Mário Ypiranga, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus.

“Esse é um ato de repúdio contra essa nomeação. Não temos nada contra ele como religioso ou pessoa física, mas contra os pensamentos racistas e preconceituosos que traz e defende”, disse a representante do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), Helen Luciana. Ela pediu a saída do parlamentar da comissão e disse não se sentir representada por ele.

Em vídeo, Feliciano diz que ‘Satanás está infiltrado no governo brasileiro’

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Já o integrante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Eudoxio, declarou ser contra os posicionamentos de Feliciano. “Em uma comissão dessas, ele terá que atender negros e gays de forma normal, mesmo com as ideias que defende”, disse.

Desde que foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Feliciano é alvo de protestos por conta de declarações polêmicas sobre homossexuais e sobre o continente africano publicadas em sua conta no Twitter, em 2011. Na época, ele escreveu: “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids, fome… Etc”. Ele também disse no Twitter que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Na última quarta-feira (13), o parlamentar pediu desculpas pelas declarações. “Neste momento importante para a nação brasileira, onde iniciamos os trabalhos deste ano, nesta douta comissão, peço a todos e a todas que se alguém se sentiu ofendido por alguma colocação minha, em qualquer época, peço as mais humildes desculpas e coloco meu gabinete à disposição para dirimir quaisquer dúvidas”, discursou o deputado do PSC ao abrir a reunião da comissão em Brasília.

Em vídeo, Feliciano diz que ‘Satanás está infiltrado no governo brasileiro’ 4

Deputado Pastor Marco Feliciano

Deputado Pastor Marco Feliciano

Um novo vídeo que circula na internet — que mostra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) fazendo críticas ao Congresso e ao governo brasileiro — está sendo divulgado pelos deputados que questionam a eleição dele para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. No vídeo, o pastor diz, entre outras coisas, que se “apavora” todas as terças-feiras quando chega à Câmara e que o Satanás “está infiltrado no governo brasileiro”. Dois parlamentares citaram as imagens hoje em discurso na tribuna. Também nesta quinta, líderes do PSC e Feliciano foram pedir ao presidente da Câmara, Henrique Alves, e ao líder do governo, Arlindo Chinaglia, apoio para se manter no cargo.

Feliciano chega a dizer que, ao dizer isso, pode até cortar suas emendas, mas que ele, embora seja deputado, como pastor tem que dizer o que está ocorrendo. Durante um culto, o deputado também faz críticas a parlamentares evangélicos que não querem assinar proposta de sua autoria para a realização de um plebiscito sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

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“Recebi uma mensagem de pureza e santidade. Vou falar como profeta. Me apavora entrar dentro da Câmara dos Deputados desse país e saber como o Satanás está infiltrado no governo brasileiro, não só no governo brasileiro, mas no governo do mundo. Satanás tem levantado homens e as mulheres, e a Igreja não tem se atinado a isso (…) Satanás levantou seu ativismo nesse país, existe uma ação de Satanás contra a família, dentro desse nosso governo, de esquerda, talvez vão cortar minhas emendas. Não fiquem apavorados, sou pastor, tenho que falar… Quando precisamos de apoiamento para coisa a favor da família, nem deputados crentes tem coragem de apoiar. Plebiscito sobre o casamento de homossexuais… imagine, a causa é boa, encontrei gente que é da Igreja que não possa assinar, o anti-cristo está operando…ninguém vai” , diz o deputado no vídeo.

Deputados pedem a renúncia de Feliciano

Na Câmara, a deputada Érika Kokay (PT-DF) foi à tribuna nesta quinta-feira, e voltou a pedir a renúncia de Feliciano, fazendo referência ao vídeo. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) também foi à tribuna para registrar que há manifesto de 150 pastores, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), do Colégio Budista, e de movimentos da sociedade como professores de universidades públicas e da Via Campesina pedindo a renúncia de Feliciano. O deputado afirmou na tribuna que há um clamor da sociedade contra a permanência de Feliciano na presidência da comissão. Enquanto Chico Alencar discursava, Feliciano chegou no plenário e ouviu parte do discurso.

Depois do discurso, Chico Alencar e Feliciano se falaram. Segundo o deputado do PSOL, Feliciano disse que ficara triste a abalado com as palavras críticas ditas por alguém por quem ele tem respeito e pediu entendimento. Voltou a dizer que já pediu desculpas, que pode ter se equivocado, mas que não tem como renunciar porque mais de 40 mil pessoas o apoiam.

– Eu disse a ele que tem dois Marco Feliciano, um o pastor e outro no trato com os colegas deputados aqui. Que vejo as gravações dos cultos em que ele se transforma. Ofendeu a todos aqui na Câmara, dizendo que se apavora ao chegar aqui todas as terças e ver que o Satanás está imperando.

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) contou que ontem, depois do encerramento da sessão, cerca de 60 manifestantes foram à sala da Comissão de Direitos Humanos pressionar para serem ouvidos pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Jean levou um grupo de cinco manifestantes para conversar com Henrique. O presidente, disse Jean, ouviu, avisou que solicitaria o áudio e o vídeo da sessão e prometeu reabrir a discussão no colégio de líderes partidários.

Para Jean Wyllys, a pressão para que Feliciano renuncie vai continuar:

– Estamos vendo aqui uma queda de braços entre os interesses da sociedade organizada, que considera a presença de Feliciano na Comissão de Direitos Humanos um problema, e essa Casa não considera um problema. A pressão vai continuar, tem que continuar até porque eles costumam enterrar as coisas assim – disse Jean Wyllys.

Pastor não irá falar sobre o vídeo, diz assessor

O jornal O Globo procurou o deputado Marco Feliciano para falar sobre o vídeo. O assessor de Feliciano, Roberto Marinho, disse que o deputado não irá dar entrevista sobre esse assunto. O assessor afirmou, no entanto, que nos cultos Feliciano usa a linguagem espiritual e que é preciso separar o que ele fala nos cultos do que fala como deputado, na Câmara.

– Ele não está se referindo a ninguém em especial, não é o governo, são forças espirituais malignas infiltradas. Quando ele fala na Igreja, fala como homem espiritual, sobre forças espirituais superiores que induzem ao mal e ao bem – disse o assessor.

Roberto Marinho afirmou ainda que estão se proliferando muitos sites e perfis falsos de Marco Feliciano nas redes sociais e que, por isso, deste terça-feira, o deputado acionou a Procuradoria da Câmara pedindo que agisse, junto com a Polícia Federal, para coibir este tipo de atitude. Também avisou à procuradoria porque está recebendo ameaças de morte pelo twitter. Segundo o assessor, Marco Feliciano tem apenas um site oficial, que é possível acessar por meio da página da Câmara, o twitter e um perfil no Facebook. Ele acrescentou ainda que hackers entraram no site oficial dele várias vezes.

Sobre os pedidos de renúncia da presidência da comissão feitos por deputados, o assessor disse que Marco Feliciano quer a ajuda destes deputados para elaborar a pauta e garantir os trabalhos da comissão. Roberto Marinho afirmou ainda que Marco Feliciano contra com o apoio da igreja católica e da maioria das igrejas evangélicas e que os 150 pastores evangélicos que pedem sua renúncia são minoria entre o povo evangélico.

Fonte: O Globo

Conselho de Combate à Discriminação diz que Feliciano não tem “perfil e história” para presidir Comissão 3

Em nota enviada à imprensa, o Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT) posicionou-se contra a escolha do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Para a instituição, ele “não possui o perfil e história para ocupar o cargo”.

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“O deputado Marco Feliciano já se posicionou diversas vezes de forma preconceituosa e homofóbica em relação à população LGBT, ora defendendo que a Aids é um “câncer gay”, ora trabalhando para que os psicólogos brasileiros voltem a considerar a homossexualidade como doença, ora responsabilizando os ‘sentimentos homoafetivos’ como causadores de ódio, crimes e rejeição”, argumenta o texto.

Leia a íntegra:

NOTA PÚBLICA

O Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), em função da escolha do deputado federal Marco Feliciano (PSC) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e considerando que:

a) O deputado Marco Feliciano já se posicionou diversas vezes de forma preconceituosa e homofóbica em relação à população LGBT, ora defendendo que a Aids é um “câncer gay”, ora trabalhando para que os psicólogos brasileiros voltem a considerar a homossexualidade como doença, ora responsabilizando os “sentimentos homoafetivos” como causadores de ódio, crimes e rejeição;

b) O deputado Marco Feliciano também se manifestou de forma preconceituosa e racista em relação à África, considerando como “amaldiçoado” esse importante e negro continente que trouxe contribuição humana e cultural para o Brasil;

c) O deputado Marco Feliciano desrespeitou, diversas vezes, as várias denominações religiosas de matriz africana, ao defender que elas cultuam entidades satânicas e congêneres;

Entende que o referido deputado federal não possui o perfil e história para ocupar o cargo máximo de uma Comissão que deve ser pautada pela defesa dos direitos humanos de todos e todas, em especial daquelas pessoas que como apontam diversos indicadores, são as mais vulneráveis à violência motivada, muitas vezes de forma simultânea, pela homo-lesbo-transfobia, machismo, heterossexismo, racismo e intolerância religiosa.

Em função do exposto, este Conselho considera essencial para o desempenho das atribuições constitucionais e regimentais da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que a presidência e as demais vagas que a compõem, sejam ocupadas por parlamentares com histórico de respeito e trabalho pela promoção dos Direitos Humanos.

Maduro, com marqueteiro do PT, faz campanha homofóbica na Venezuela 1

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Nicolás Maduro, na Venezuela, para vencer uma eleição, “acusa” o adversário de Henrique Capriles de ser gay. João Santana, marqueteiro do PT, foi o homem que cuidou da campanha de Hugo Chávez. Já fez uma peça publicitária para ser usada por Nicolas Maduro — o tal vídeo em que se anuncia a ressurreição de Chávez, assegurando que “ele nascerá de novo”.

Pois bem. Esta semana, ao se inscrever como candidato à eleição presidencial, Maduro discursou para uma multidão. Referindo-se a Henrique Capriles, o candidato da oposição, disse: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Em seguida, beijou a “companheira esposa”, que estava no palanque, onde se encontravam também seus filhos e netos. Capriles 40 anos, é solteiro. Em 2012, Maduro já o havia chamado de “maricón” (bicha) e agora se refere a ele como “senhorito”.

Caprilles respondeu de modo civilizado: “Quero enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual”.

Mesma questão, com o mesmo marqueteiro

Pois é… Já vimos coisa parecida no Brasil. Em 2008, João Santana era o marqueteiro de Marta Suplicy (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. E ele não teve constrangimento nenhum em levar ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?”.

Se foi Santana ou não a instruir Maduro a tanger a corda da homofobia, isso não sabemos. Mas que há uma coincidência de abordagens, isso é inequívoco, não é mesmo?

Com informações de Veja

Jean Wyllys critica a homofobia de adversários, mas se cala sobre a homofobia de aliado 4

Jean Wyllis (PSOL-RJ) recebe críticas de  Roberto Freire (PPS-PE) por não reconhecer homofobia de aliados

Jean Wyllys (PSOL-RJ) recebe críticas de Roberto Freire (PPS-PE) por não reconhecer homofobia de aliados

O deputado Roberto Freire (PPS-PE) tem criticado, com razão, a postura de colegas como Jean Wyllys (PSOL-RJ), que aponta a homofobia do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), mas se cala sobre a homofobia de aliados.

Ninguém do PSOL ou do PT, por exemplo, critica a postura do novo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que insinuou recentemente que seu adversário,Henrique Capriles, é gay.

Fonte: Jornal do Brasil

Campanha anti-homofobia lança teste para saber se as pessoas têm preconceito contra LGBT 2

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Uma campanha do Ministério da Justiça de Quebec, no Canadá, lançada esta semana, questiona se as pessoas realmente não têm preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Nomeada como “Really Open” (em tradução livre, “Realmente aberto”), a campanha foi lançada através de comerciais na TV e também com um site interativo onde o usuário é levado a diferentes cenários e situações.

Com o objetivo de tirar as pessoas da sua “zona de conforto”, são feitas perguntas como: “Quando você vê dois homens se beijando, isso incomoda muito, um pouco ou nem um pouco?”

Depois de respondidas todas as perguntas, a pessoa é convidada a compartilhar o resultado do teste em suas redes sociais.

A campanha lança uma provocação para que as pessoas parem para pensar se de fato têm a mente aberta ou só pensam que têm.