Deputada diz que atendeu pedido do PSC para ficar em Comissão de Direitos Humanos e Minorias Resposta

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Após ameaçar abandonar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC) disse nesta terça-feira (2/4) que “atendeu a um pedido do partido” para permanecer no cargo.

Vice-presidente do colegiado, ela tinha cogitado deixar o posto após o presidente da comissão, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), afirmar que a comissão era dominada por Satanás antes de sua chegada. Antônia Lúcia afirmou ontem que estava ofendida porque participa da comissão nos últimos três anos.

Feliciano disse ontem que ligou para a deputada se desculpando pela afirmação. O pedido foi aceito por Antônia Lúcia. Hoje, os dois participaram da reunião da bancada do PSC na Câmara. “Atendi um pedido do meu partido e do nosso líder”, afirmou. “O pastor pediu desculpas e eu aceitei.”

Questionada sobre a avaliação que fazia sobre a declaração de Feliciano, a deputada desconversou. “Essa pergunta tem que ser feita para ele”, disse.

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ACHINCALHADO

Nesta terça-feira, outra frase de Feliciano estremeceu a relação do pastor com seus aliados. Em entrevista à Folha e ao UOL, Feliciano disse que os líderes da Casa querem achincalhá-lo no encontro que vai discutir sua situação na presidência da Comissão de Direitos Humanos. A reunião está marcada para a próxima terça-feira (9).

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), disse que não tinha lido a fala, mas que, se tiver ocorrido, seria um “erro”.

Alvo de protestos de movimentos sociais há quase um mês, Feliciano é pressionado a deixar a presidência da comissão. Ele é acusado de racismo e homofobia, mas nega.

“Eu não acho que ninguém vai achincalhá-lo. Essa é uma cassa parlamentar, do debate, e debater todo mundo tem direito. O fato de renunciar ou não renunciar é direito dele. Agora, debater todo mundo pode debater”, disse Cunha.

Para o líder do PSC na Câmara, André Moura (SE), a avaliação de Feliciano sobre o encontro com os líderes foi “precipitada”.

“Acho que o fato de ele sentar com o presidente da casa e o colégio de líderes é uma deferência que ele faz ao colegiado. É uma oportunidade que ele vai ter para se defender. Creio que na próxima terça-feira vamos produzir uma reunião que vai ser decisiva para a Comissão de Direitos Humanos”, afirmou.

Na entrevista, Feliciano disse que ainda avalia se vai comparecer ao encontro com líderes.

“Eu não recebi o convite ainda. Estou estudando se eu vou atender. Regimentalmente, não tem o que ser feito. Eu não sei o que faria nesse colégio de líderes. Ir ali para ser oprimido e achincalhado por um grupo de pessoas que, na verdade, deveria defender o Parlamento –e não abrir um precedente como está sendo feito. Acho muito perigoso”, disse o deputado.

PRESSÕES

O encontro com Feliciano foi marcado após o seu partido, o PSC, decidir bancá-lo no cargo mesmo após o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), dar um ultimato para que ele fosse substituído.

Apesar de ter manifestado a colegas insatisfação com a permanência do pastor, o presidente da Câmara tem afirmado que não há margem regimental, como uma intervenção direta, para tirá-lo da presidência. Por isso, apelou à cúpula do partido.

Ao falar sobre a pressão, o deputado disse hoje que está se “sentindo livre para trabalhar”‘.

Feliciano afirmou que vai conduzir normalmente os trabalhos da comissão na próxima reunião. Ele trabalha para aprovar autorização para sua viagem à Bolívia na próxima semana.

A estratégia seria evitar a reunião de líderes da Casa que pretende discutir sua situação. Oficialmente, ele iria ao país vizinho para averiguar a situação de 12 corintianos presos há mais de um mês em Oruro.

“Estou me sentindo livre para trabalhar. Temos muita coisa para fazer nessa semana como deliberar minha ida à Bolívia”, disse.

CRONOLOGIA

Entenda a polêmica sobre a presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara

27.fev
Partidos dividem cargos nas comissões temáticas da Câmara. Após acordo, o PT abre mão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e o PSC fica com o direito de indicar o presidente.

4.mar
Cotado para a vaga, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) é alvo de protestos em redes sociais por ter opiniões consideradas homofóbicas e racistas por ativistas dos direitos humanos. O pastor reage e abre um abaixo-assinado em seu site para reunir apoio por sua indicação à comissão.

6.mar
Indicado pelo seu partido para a vaga, a reunião que o elegeria presidente da Comissão de Direitos Humanos é suspensa após manifestações e adiada em um dia.

7.mar
Em reunião fechada, sem os manifestantes, Feliciano é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos com 11 votos dos 18 possíveis. Após bate-boca, representantes do PT, do PSOL e do PSB deixaram a reunião antes mesmo de a votação ser convocada.

9.mar
Manifestantes contrários à eleição do pastor para a presidência da comissão vão às ruas pedir a sua destituição do cargo. Só em São Paulo, ao menos 600 pessoas participaram do ato, de acordo com a Polícia Militar.

11.mar
O deputado é alvo de novo protesto, desta vez em Ribeirão Preto, cidade que abriga uma das principais filiais de sua igreja evangélica, a “Catedral do Avivamento”. Manifestantes foram para a frente do templo pedir sua saída da comissão

13.mar
Folha revela que o deputado emprega no gabinete cinco pastores de sua igreja evangélica que recebem salários da Câmara sem cumprir expediente em Brasília nem em seu escritório político em Orlândia (cidade natal dele, no interior de São Paulo, a 365 km da capital).

13.mar
Na primeira sessão da Comissão de Direitos Humanos, Feliciano enfrenta protestos, bate-bocas e questionamentos. Em quase duas horas de sessão, marcada pela intervenção constante de movimentos sociais, o pastor pediu “humildes desculpas” e um “voto de confiança”.

16.mar
Pelo segundo fim de semana seguido, manifestações pelo país pela saída do pastor da presidência da comissão tomas as ruas. Em São Paulo, a passeata começou na avenida Paulista e terminou na praça Roosevelt (centro)

18.mar
Com o acirramento das críticas, Feliciano divulga em sua conta na rede social Twitter um vídeo que chama de “rituais macabros” os atos contra a sua indicação para o cargo

20.mar
Na segunda reunião da comissão sob o comando de Feliciano, a sessão é suspensa após novos protestos de movimentos sociais

21.mar
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pressiona para que Feliciano renuncie à presidência da Comissão e dá prazo até terça-feira (26) para uma solução

26.mar
O PSC decide manter Feliciano na presidência da comissão

29.mar
Durante um culto num ginásio de Passos (348 km de BH), no sul de Minas Gerais, Feliciano afirma que a Comissão de Direitos Humanos era dominada pelo “Satanás” antes de sua chegada ao posto.

1º.abr
Ofendida com as declarações de Feliciano, a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC) chegou a anunciar a iria renunciar ao cargo de vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Após conversar com o pastor, ela recuou da decisão.

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