Feliciano volta a dizer que Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara defendeu sexo com crianças 2

Em convenção das Assembleias de Deus nesta terça-feira, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) voltou a falar que integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara “acharam normal” o sexo com crianças. Feliciano falou na primeira plenária da convenção, sediada em Brasília, em referência ao 9º seminário LGBT do Congresso Nacional, realizado em maio de 2012, quando palestrantes falaram sobre a sexualidade infantil.

– No passado, a comissão discutiu sexo com crianças. Eles acharam normal um menininho ter vontade de tocar o órgão sexual de outro menininho. Para mim isso é pedofilia – disse o deputado.

A convenção, que segundo os organizadores deve reunir cerca de 24 mil pastores da Assembleia de Deus, aprovou uma moção de solidariedade a Feliciano. A proposta surgiu dos próprios participantes da comissão e foi validade pela mesa diretora do evento. O presidente da convenção, José Wellington Bezerra, que está tentando se reeleger no cargo, criticou a união entre pessoas do mesmo sexo.

Ontem , em entrevista ao jornal O Globo, Bezerra defendeu que Feliciano deixe o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, afirmando que Feliciano é “inteligente e muito preparado na área religiosa, mas que alguém para presidir aquela comissão precisa ser neutro”.

– Até ontem, eramos um grupo bem escondido de todos. Hoje estamos em destaque. Nós evangélicos teremos voz ativa. Preciso muito mais do que essa moção – disse Feliciano.

Estudo liga preconceito a pessoas de baixo QI Resposta

Neonazistas nos EUA: pesquisa aponta que eles seriam menos inteligentes

Neonazistas nos EUA: pesquisa aponta que eles seriam menos inteligentes

Um estudo feito pela Universidade de Ontario, no Canadá, parece ser bastante provocador. A pesquisa chegou à conclusão de que pessoas menos inteligentes – sim, isso é um eufemismo – são mais conservadoras, preconceituosas e racistas.

O estudo revela que crianças com baixo QI estão mais dispostas a realizar atitudes preconceituosas quando se tornarem adultas. A pesquisa foi publicada na revista Psychological Science.

A descoberta aponta para um ciclo vicioso, em que esses adultos com pouca inteligência ‘orbitam’ em torno de ideologias socialmente conservadoras, resistentes à mudança e que, por sua vez, geram o preconceito.

As pessoas menos inteligentes seriam atraídas por ideologias conservadoras, segundo o estudo, porque oferecem ‘estrutura e ordem’, o que dá um  certo ‘conforto’ para entender um mundo cada vez mais complicado.

“Infelizmente, muitos desses recursos também podem contribuir para o preconceito”, disse Gordon Hodson, pesquisador chefe do estudo, ao site Live Science.

Ele salientou ainda que, apesar da conclusão, o resultado não significa que todos os liberais são ‘brilhantes’ e nem que todos os conservadores são ‘estúpidos’. A pesquisa é um estudo de médias de grandes grupos, disse Gordon Hodson.

Fonte: Exame

Baixada Fluminense contra Marco Feliciano Resposta

Defensores dos direitos humanos da Baixada Fluminense comemorarão o Dia Mundial de Combate à Homofobia, em 18 de maio, com uma manifestação às 18h na Praça Rui Barbosa, em Nova Iguaçu, e aproveitarão para fazer manifestação contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

O ato, organizado pela Associação de Gays e Amigos de Nova Iguaçu e Mesquita (Aganim) e pelo Grupo Homossexual 28 de Junho, terá como objetivo pedir punição a todos que, como Feliciano, discrimimam pessoas por causa da cor da pele ou por sua orientação sexual.

Fonte: O Dia

Feliciano diz ser ‘elogio’ receber críticas de ministra dos Direitos Humanos Resposta

Para Marco Feliciano, é uma honra ser criticado por ministra Maria do Rosário

Para Marco Feliciano, é ‘elogio’ ser criticado por ministra Maria do Rosário

O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) saiu da reunião de líderes nesta terça-feira (9/4), dizendo ter apoio da maioria dos presentes. Ele confirmou que vai abrir as reuniões, mas reiterou que pode retirar manifestantes ou trocar de plenário caso os protestos atrapalhem o trabalho. O pastor reagiu ainda às críticas feitas pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), que defende a saída de Feliciano da comissão.

+ No Senado, Maria do Rosário defende projeto anti-homofobia

“É um elogio ela (Maria do Rosário) falar mal de mim. Ela é a favor do aborto e outras coisas, é um elogio”, disse Feliciano. Ele afirmou não conhecer a ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial), que assinou mostra de repúdio contra o deputado do PSC.

Feliciano afirmou que vai seguir à frente da comissão e que não aceitará protestos que impeçam os trabalhos. “Vamos tentar trabalhar. Vamos pedir para os ativistas manterem o equilíbrio. Vou abrir as sessões, mas uma vez que as sessões abertas tiverem qualquer tipo de atrapalhamento vamos usar um artifício e fazer como fiz na últimas semanas, ou retiro as pessoas ou mudo de plenário”.

O pastor afirmou que vai colocar em votação “proposições positivas e do interesse da sociedade”. Questionado sobre como argumentou aos líderes sua permanências, respondeu: “Eu disse que estou aqui eleito pelo voto do povo”.

Fonte: Estadão

Feliciano diz que só deixa CDH se Genoino sair da CCJ Resposta

Depois de reunião de cerca de duas horas com líderes partidários, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) manteve sua disposição de continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e cedeu apenas aos apelos para que a realização de reuniões fechadas na comissão não seja uma regra.

O colégio de líderes acabou se dividindo sobre a permanência de Feliciano, o que lhe deu ainda mais argumentos para que continuasse no cargo. Na reunião, o pastor chegou a ironizar que só deixaria a presidência da comissão se João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP) saíssem da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A reunião ocorreu sob clima de forte tensão. Diferente do esperado, porém, não houve uma pressão maciça por uma renúncia. Líderes de PMDB, PR, PSD, PRB e PMN defenderam que o pastor tinha o direito de continuar no cargo. Do outro lado, além do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ficaram, basicamente, os líderes de PT, PPS, PDT, PCdoB e PSOL. Alguns líderes não chegaram a se pronunciar diante da insistência do pastor em continuar. O PSDB tomou uma decisão partidária de nem sequer participar do encontro após avaliar não haver saída regimental para resolver o problema.

Segundo o relato de parlamentares, Feliciano portou-se como vítima de uma perseguição. Afirmou que nada ia demovê-lo da posição de comandar a comissão e chegou a pedir “misericórdia” dos adversários. O pastor chegou a dizer que irá se policiar em declarações futuras. Ele cedeu apenas ao apelo para que recuasse da decisão de fechar todas as reuniões da comissão. Feliciano disse que fará reuniões abertas, mas que pode recorrer novamente a medidas como a retirada de manifestantes ou a mudança de plenário caso os protestos impeçam o trabalho do colegiado.

Os deputados contrários à permanência de Feliciano defendem a partir de agora que se busque uma alternativa regimental para permitir a retirada de um presidente de comissão. Pelas regras atuais, isso só é possível ao final de um processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

Na saída da reunião, dois deputados bateram boca de forma agressiva. Ivan Valente, líder do PSOL, dava entrevista com críticas a Feliciano e foi interrompido por gritos de Jair Bolsonaro (PP-RJ). “Você é um torturador, deveria estar preso”, reagiu irritado Valente. “Se você tivesse participado daquele momento estaria no saco, imbecil”, disse Bolsonaro. “Torturador”, rebateu Valente. “Se tem alguma prova denuncie”, afirmou o deputado do PP.

Três ministras de Dilma criticam Feliciano Resposta

Três ministras de Dilma Rousseff colocaram ontem o Planalto no centro do debate sobre a permanência do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Uma moção aprovada pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e assinada pela ministra Luiza Bairros, publicada no Diário Oficial da União, afirma que a indicação do pastor para o cargo contraria os propósitos da referida comissão porque “a trajetória e a postura do deputado em relação à população LGBT e à população negra se revelam preconceituosas e excludentes, causando insatisfação aos mais diversos segmentos sociais”. No texto ainda se define como “inaceitável” a permanência dele na presidência.

Em visita a uma exposição sobre holocausto na Câmara, a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, reforçou as críticas. “É lamentável que a cada dia nos deparamos com mais um pronunciamento, mais uma intervenção que incita o ódio, o preconceito, algo que já ultrapassa as barreiras da comissão na Câmara e diz respeito a todos”, disse a ministra. “A Câmara certamente encontrará uma solução ou o próprio Ministério Público porque incitar a violência e o ódio é atitude ilegal, inconstitucional e as autoridades também estão sujeitas à lei”, afirmou.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou nesta quarta-feira que o fato de o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) é “um tapa na cara dos direitos humanos”.

– A eleição de uma pessoa que não tem histórico na militância pelos direitos humanos e ainda com posições homofóbicas e controversas é um tapa na cara dos direitos humanos – disse a ministra ao sair de uma audiência pública na Comissão de Cultura.

As manifestações ocorrem no momento em que Dilma passa a ser pressionada – nas redes sociais e atos públicos – a se posicionar em relação a Feliciano.

No Congresso, Feliciano ouvirá hoje de líderes partidários um novo pedido para que renuncie. O deputado, porém, tem afirmado que não deixará o posto, para o qual foi eleito após um acordo entre os mesmos partidos que hoje pedem para ele sair. Feliciano diz ainda que vai defender a tese segundo a qual a comissão trabalha normalmente – os trabalhos são conduzidos de portas fechadas para evitar manifestações.

O deputado também pretende usar um evento da Assembleia de Deus em Brasília hoje no qual mais de 20 mil pastores vão manifestar seu apoio a ele.

O PSC também tem saído em defesa de seu mais notório filiado. O partido, que é da base aliada de Dilma, criticou as manifestações das ministras e sugeriu uma ação orquestrada. “As ministras representam o governo, então isso só pode ser ação do governo. Eu não estou entendendo nada. Nós, do PSC, nunca pedimos para o PT colocar A ou B em uma comissão”, afirmou o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Pereira. Ele disse que a manutenção de Feliciano é um assunto encerrado para o partido e que o destaque dado a frases polêmicas pode ser entendido como uma perseguição religiosa. “Agora estão querendo pegar as opiniões, impedir a liberdade de expressão dele. Parece perseguição religiosa. Eu pensei que o preconceito e a intolerância não existissem mais no Brasil.”

Parlamentares que defendem a saída do pastor veem nas ações de integrantes do governo uma consequência da crise que afeta a Câmara. “As posições dele (Feliciano) são tão destrutivas que é impossível que quem defenda os direitos humanos possa ficar calado e é isso que está acontecendo com essas manifestações das ministras. A Casa precisa encontrar uma saída”, disse ontem a deputada Erika Kokay (PT-DF).

Cariocas protestam contra Feliciano Resposta

Foraf

Cerca de 1,2 mil pessoas protestaram na manhã do último domingo (7/4) em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, contra a permanência do deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. A manifestação reuniu parlamentares, artistas e representantes de diferentes organizações religiosas e movimentos sociais.

Gritando palavras de ordem pedindo pela saída de Feliciano, eles caminharam pela orla de Copacabana em um protesto que durou mais de duas horas. “Tire sua fobia do caminho, que eu quero passar com o meu amor”, diziam alguns dos cartazes empunhados pelos manifestantes.

Para o diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, a postura autoritária e intolerante de Feliciano à frente da CDH revela sua pretensão de capturar a comissão para uma agenda restrita e fundamentalista. “Isso só reforça a importância do Congresso e dos partidos políticos se darem conta do enorme erro que cometeram ao colocar a Comissão dos Direitos Humanos como moeda de troca numa barganha política pelas posições no Congresso”.

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) reconheceu que a eleição de Feliciano não fere os regimentos internos da Câmara, mas afirmou que os parlamentares estão se mobilizando para tentar demovê-lo do cargo. ” O PSC tem outros nomes para indicar. Nós sugerimos até o nome do Hugo Leal, que apesar de ser conservador é um cara do diálogo”, afirmou Wyllys, criticando a recente atitude de Feliciano em impedir o acesso do público às reuniões da comissão.

Wyllys também afirmou que Feliciano tem adotado a estratégia de entregar a relatoria das proposições que chegam à CDH para análise a aliados que possivelmente irão barrá-las. “Não é que vamos banir o ponto de vista conservador do debate político. O Marco Feliciano nem conservador é, ele é um reacionário”.

As repugnantes declarações de Feliciano têm causado desgastes dentro do próprio partido. No início deste mês, a deputada federal Antônia Lúcia, integrante da CDH há três anos, ameaçou renunciar ao cargo de vice-presidente da comissão após Feliciano afirmar que o colegiado era “dominado por Satanás”.

Informações:  Estadão

OAB-SP repudia sessões fechadas de comissão presidida por Feliciano Resposta

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, Marcos da Costa, divulgou nesta segunda-feira uma nota de repúdio à decisão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados de realizar sessões fechadas. O fechamento foi aprovado na quarta-feira (3/4), atendendo a um requerimento verbal do presidente da comissão, Marco Feliciano (PSC-SP), após protestos contra a permanência dele no cargo.

De acordo com a nota, a decisão de realizar sessões fechadas “abre um precedente perigoso porque o Congresso Nacional está alijando os cidadãos de seus debates”. Segundo Costa, a população não pode ser impedida de opinar sobre decisões tomadas em seu nome nem de acompanhar o trabalho dos representantes no Poder Legislativo. “Esse cerceamento remete a tempos obscuros e arbitrários de nossa história política, onde os direitos humanos somente podiam ser discutidos a portas fechadas.”

Conforme ele, o episódio arranha a imagem do Parlamento e não deixa claros os motivos que levam à Câmara a proteger “um parlamentar sem qualquer representatividade na área dos direitos humanos, nem histórico de luta, e que tem externado continuadas manifestações de intolerância, demonstrando total incompatibilidade com o cargo para o qual foi investido”.