Procuradoria-Geral da República defende ação contra Feliciano 2

Em parecer enviado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República defendeu que a Corte aceite denúncia contra o deputado federal Pastor Marco Felciano (PSC-SP) pelo crime de discriminação.

Feliciano responde por uma fala homofóbica em no twitter. Em 2011, ele escreveu que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. “Isso é fato”, escreveu no microblog. O post depois foi deletado.

Na defesa que apresentou ao Supremo, o deputado reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que, publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa.

Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e multa. Não existe tipificação penal para homofobia.

Em sua defesa no STF, protocolada no dia 21, Feliciano diz que não é homofóbico e racista.

Reafirma, porém, a sua interpretação de que há a maldição contra africanos.

“Citando a Bíblia […], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições”, afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes da Silva.

Ao STF, Feliciano não entra em detalhes sobre sua afirmação sobre os gays –diz apenas que não há lei que criminalize sua conduta.

Mãe de Daniela Mercury é contra casamento gay 4

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Pais de Daniela Mercury

A união de Daniela Mercury com uma mulher foi o assunto da semana. Estampou a capa das principais  revistas semanais e de programas nacionais como o Fantástico. O fato foi tomado como um marco histórico e tomou  conotação política devido à atual situação da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), onde militantes ligados à causa  LGBT, aos negros e à defesa das mulheres pedem a saída de seu presidente, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
Quem  se declarou contra a união gay foi a mãe da cantora Daniela Mercury. Liliane Mercure é Vice-Reitora da Universidade Católica de Salvador (Ucsal) e segundo a imprensa baiana não aprovou o casamento da filha.  Ainda de acordo com o Bahia Notícias “Dona Liliane  teria ficado mais chateada ainda com a exposição que a cantora fez ao revelar seu relacionamento nas redes sociais”.
Com o tempo, dona Liliane se acostuma. É triste ver que a mãe de uma artista como a Daniela Mercury é homofóbica, se é que a notícia é realmente verdadeira.

Malu Valle será mãe homofóbica no teatro Resposta

Atriz Malu Valle

Atriz Malu Valle

Malu Valle está encantada com A Porta da Frente, de Júlia Spadaccini, seu próximo trabalho no palco, que estreia em agosto, no Oi Futuro (Rio de Janeiro). No texto, Malu será Lenita, mãe de família  homofóbica, com casamento em crise e viciada em site de relacionamento. “É o melhor texto dela”, derrete-se Malu, que será dirigida por Jorge Caetano. Paralelamente, a atriz se dedica à Companhia Terra de Teatro: “Ensaiamos uma vez por semana e nos preparamos para editais de temporadas e circulação”.

 

Revista russa para lésbicas desafia a homofobia no país Resposta

Capa da primeira edição com tiragem de 999 exemplares

Capa da primeira edição com tiragem de 999 exemplares

Está à venda a primeira revista dedicada a leitoras lésbicas na Rússia. Com uma capa onde o tom predominante é o rosa, a Agens, que em latim significa “poderoso”, é uma publicação glamorosa, editada com o objetivo de desafiar a homofobia do país. Atualmente, o Parlamento analisa um projeto de lei que pretende punir toda a publicidade homossexual.

A intenção da revista é “criar uma nova imagem da comunidade lésbica”, revelou a editora Milena Tcherniavskaïa, de 24 anos, no seu editorial. Com 120 páginas, a revista trimestral, tem artigos sobre conselhos para ter um cabelo mais bonito ao lado de outros sobre “como revelar a sua homossexualidade”.

Apresentada como uma “revista de mulheres para mulheres”, a primeira edição, com apenas 999 exemplares — pode ser comprada em sites gays ou em clubes especializados —, tem uma capa brilhante onde o cor-de-rosa é predominante e a recomendação “proibido a menores de 18 anos” está impressa, bem visível, tal como prevê a lei russa.

É “a primeira revista com glamour” para lésbicas na Rússia, a pensar nas mulheres entre os 22 e os 32 anos que trabalham, ganham um salário médio e têm um bom nível de educação, define Tcherniavskaïa. Portanto, as suas leitoras potenciais são jovens ativas e interessadas no que acontece no mundo, continua.

Demarcar-se dos ativistas gays

O objetivo da revista — que custa 299 rublos (cerca de 7,4 euros) — é dar informação a jovens mulheres que não têm medo de reconhecer a sua orientação sexual ao mesmo tempo que são profissionais de sucesso, continua Tcherniavskaïa. “Elas não têm medo de ser quem são e nós admiramo-las por isso”, acrescenta.

A Agens pretende distanciar-se dos ativistas gays, salvaguarda a editora, lembrando que muitas vezes esses militantes são muito agressivos na tentativa de defender os seus direitos. “Nem todos nos queremos manifestar”, justifica.

A publicação da primeira edição (o número zero) surge num momento em que a câmara baixa do Parlamento russo (a Duma) volta a discutir um projeto de lei que pune os autores de qualquer “ato público” que promova a homossexualidade ou a pedofilia. Esta lei, que prevê multas até 500 mil rublos (12.500 euros), já foi aprovada numa primeira instância, no início do ano, o que provocou críticas da comunidade LGBT.

Legislação semelhante já está em vigor em várias regiões da Rússia como, por exemplo, em São Petersburgo. Tcherniavskaïa reconhece que todos estão “um pouco com medo” porque já algumas pessoas terão sido multadas.

O autor dessa lei em São Petersburgo, o deputado Vitali Milonov já lamentou a criação desta revista. “A sua publicação não vai contra a lei, mas teria sido melhor se elas tivessem uma revista sobre gatos”, disse Milonov à agência noticiosa Ria Novosti.

A homossexualidade foi considerada crime na Rússia até 1993 e uma doença mental até 1999. Segundo uma sondagem recente do Centro Levada, mais de dois em cada três russos dizem-se “hostis” ou “reservados” em relação ao tema que, para a maioria, devia ser proibido.