Diarista diz que foi demitida de casa de família por homofobia em Piracicaba Resposta

Diarista diz que é demitida de casa de família por homofobia em Piracicaba (Foto: Fernanda Zanetti/G1)

Diarista diz que foi demitida de casa de família por homofobia em Piracicaba (Foto: Fernanda Zanetti/G1)

Uma mulher que trabalha como diarista em Piracicaba (SP) afirma que foi demitida de uma das casas onde trabalhava uma vez por semana, há seis anos, por homofobia. De acordo com ela, que não quis se identificar, a patroa teria tomado a decisão depois que a cozinheira, que trabalha no mesmo local, contou à chefe sobre a homossexualidade da colega.

A mulher afirma ter sido difamada pela cozinheira em um supermercado, na noite do último sábado (20), dois dias antes de ser demitida. “Fui ao mercado e o irmão dela estava lá. Logo depois, ela chegou com várias pessoas e me xingou, falando palavrões e chamando de sapatão. Neste dia gritou que iria falar para minha patroa sobre a minha opção (sic) sexual e que iria pedir a ela para me mandar embora”, conta a vítima ao portal G1.

Na segunda-feira (22), a diarista recebeu a ligação da patroa. “Ela disse que estava me dispensando porque eu não poderia mudar de dia de trabalho, pois eu presto serviços em outras casas. Mas tenho certeza que foi porque a outra funcionária contou a ela que sou gay. Não tem outro motivo. Eu trabalhava há muito tempo, às quartas-feiras, e nunca tive problemas”, ressaltou a mulher.

A diarista procurou o plantão policial e fez um boletim de ocorrência na terça-feira (23) contra a difamação feita pela companheira de trabalho no supermercado. No documento também foi registrado a dispensa do trabalho.

Segundo a vítima, o problema com a outra funcionária começou há cinco meses. “Ela sempre soube da minha opção (sic) sexual, mas quando comecei a namorar a perseguição iniciou. Até nas minhas coisas ela mexeu recentemente”, contou a vítima.

Agressora e patroa negam

G1 conversou por telefone com a cozinheira, suspeita das agressões verbais, mas ela não quis se pronunciar sobre o caso. Disse apenas que conversou com a patroa e pediu para dispensar a colega de trabalho depois de ter sido ameaçada pela namorada da diarista.

Já a patroa, que também não quis se identificar, disse que não dispensou a diarista por ela ser lésbica. “Eu conversei bastante com ela e expliquei que a decisão era por causa da mudança de dia de trabalho, que ela não poderia cumprir. Mas não tenho nada contra ela, pelo contrário, sempre gostei do seu trabalho. Ela é uma excelente funcionária.”

Opinião

É urgente a necessidade de o Senado discutir e aprovar o PLC 122/06. Até quando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais estarão vulneráveis no Brasil?

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