Inquieta aumento dos casos de intolerância. Editorial do jornal “O Globo” 2

Casos de intolerância — religiosa, sexual, racial etc. — têm sido registrados no Brasil com perigosa constância. Eles conformam um inquietante alerta ao país: o fenômeno contém claros indícios de que se pode estar chocando um ovo da serpente sob a curva ascendente em que se contabilizam esses deploráveis episódios. Por conta da intransigência, um número cada vez maior de agressões verbais — por si, deploráveis — a dessemelhantes dá lugar a ataques físicos, inclusive com mortes.

Não se alcançaram por aqui, ainda, níveis de perseguição comparáveis aos de países em que determinados grupos sociais, movidos por xenofobia, ódio racial ou homofobia, chegam ao ponto de se organizarem para promover violentas demonstrações de repúdio a imigrantes, homossexuais, adeptos de credos religiosos e outros segmentos. Mas os casos registrados em todo o território brasileiro já chegam a um ponto em que se impõem ações de punição exemplar, para evitar um descontrole de consequências trágicas.

No Rio, adeptos de religiões de matriz africana (umbanda, candomblé) têm sido vítimas constantes dessas manifestações de incivilidade. Relatório do Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos (Ceplir) concluiu que, desde janeiro, o candomblé foi o segmento religioso mais vulnerável à perseguição, em boa parte movida por seguidores de outros credos. O fenômeno é corroborado no Mapeamento das Casas de Religiões de Matriz Africana do Estado do Rio, feito pelo Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente, da PUC-Rio: segundo o documento, uma pesquisa com 847 centros de umbanda e candomblé concluiu que metade deles relatou episódios de intolerância religiosa. São agressões que chegam a pôr em risco a integridade dos fiéis — como em 2009, quando um homem quebrou com uma marreta o altar e peças de adoração de um centro em Caxias, ou em 2008, quando jovens invadiram e depredaram um templo no Catete.

São manifestações de irracionalidade tanto mais condenáveis numa cidade em que a visita do Papa Francisco a transformará, por alguns dias, em capital mundial da fé e da tolerância. E, de maneira geral, porque atentam contra direitos individuais, como a liberdade de escolha consagrada na Constituição. No mesmo caso, se incluem as perseguições homofóbicas, com censuráveis aumentos de registros. Em São Paulo, chocaram o país imagens de jovens agredindo um grupo de homossexuais na rua; em São Gonçalo, a homofobia estava na raiz do atropelamento intencional (com morte) de um rapaz.

Os exemplos se sucedem. Causam apreensão, mas esse tipo de resposta não basta. O país tem o dever de reagir, moralmente e com o emprego de leis rigorosas, contra a intolerância de qualquer tipo. A cria do ovo não pode vingar.

 

STF nega pedido do PSC contra casamento gay em cartórios 1

Ministro disse que CNJ tem competência para definir legalidade dos atos administrativos

Ministro disse que CNJ tem competência para definir legalidade dos atos administrativos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux negou nesta terça-feira (28) mandado de segurança do PSC contra resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga cartórios de todo o Brasil a celebrar a união estável ou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Para o ministro, o CNJ tem competência para regulamentar questões internas da Justiça de acordo com valores constitucionais.

“É de se ressaltar que tal postura se revela extremamente salutar e consentânea com a segurança e previsibilidade indispensáveis ao Estado democrático de direito, em geral, e à vida em sociedade, em particular, além de evitar, ou, pelo menos, amainar, comportamentos anti-isonômicos pelos órgãos estatais”, analisa.

Fux também entende que o PSC cometeu erro formal ao optar por um mandado de segurança para questionar a “lei em tese”. Ele acredita que a legenda deveria ter escolhido uma ação direta de inconstitucionalidade para tratar do tema.

O PSC alegava que o CNJ cometeu abuso de poder ao editar a norma, e que a resolução não pode ter validade sem passar pelo processo legislativo. Se a legenda recorrer, o caso deverá ser analisado pelo plenário do STF.

Crianças transgêneros desafiam leis e políticas escolares nos EUA Resposta

Ryan faz acrobacias com suas amigas no recreio do colégio, num subúrbio de Chicago; nascida menino, ela se identifica como menina desde os primeiros anos de vida (Foto: AP Photo/M. Spencer Green)

Ryan faz acrobacias com suas amigas no recreio do colégio, num subúrbio de Chicago; nascida menino, ela se identifica como menina desde os primeiros anos de vida (Foto: AP Photo/M. Spencer Green)

Para incluir e tratar igualmente todos os alunos e alunas, inclusive os que se identificam com gêneros diferentes aos seus biológicos, escolas dos Estados Unidos estão aprendendo empiricamente a se adaptar a uma realidade longe do branco e preto que definem que roupas, brinquedos e atitudes são de meninos ou de meninas. O assunto foi tema de longa reportagem da agência de notícias Associated Press. O blog publica abaixo um resumo feito pelo G1 com os principais trechos da reportagem da AP:

A presença de crianças e adolescentes que adotam outra identidade de gênero é pequena nas escolas, mas tem crescido. No distrito escolar da cidade de São Francisco, por exemplo, o gerente de programas de saúde escolar Kevin Gogin afirmou à reportagem que, de acordo com uma pesquisa com os estudantes, 1,6% dos alunos de ensino médio e 1% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental se identificavam como transgênero ou variante de gênero.

As crianças dos anos iniciais não foram incluídas na pesquisa, mas Gogin disse à AP que o distrito já havia identificado alunos e alunas nesta situação nestes anos.

Com Ryan, que hoje cursa o quarto ano do fundamental em um subúrbio da cidade americana de Chicago, a adoção de outro gênero aconteceu ainda mais cedo. Desde os dois anos de idade, ela mostrava atração pela cor rosa e usava as calças do pijama para improsivar uma peruca de cabelos compridos. Na época, ela foi diagnosticada com desordem de identidade de gênero, e os pais começaram a incentivar atividades e objetos típicos de meninos. Quando a estratégia não deu certo, passaram a proibir qualquer menção ou brincadeira tipicamente feminina. Ao perceberem que o efeito da repressão não seria benéfico, decidiram aceitar as escolas da filha.

Desde 2012, a “desordem de identidade de gênero” foi removida da lista de doenças de saúde mental, e outros pais de crianças que não se encaixam no padrão polarizado de meninos e meninas recebem o apoio de médicos e especialistas que não enxergam mais esse fenômeno como algo a ser consertado.

Para alguns deles, a evolução da percepção sobre pessoas transgênero (em suas várias formas, desde que quem se identifica com o gênero oposto até quem se considera parte homem e parte mulher) vai evoluir da mesma forma como a visão a respeito da homossexualidade, que há cerca de 40 anos deixou de ser considerada uma doença mental.

Contra o bullying na escola e na família

Ainda no jardim de infância, ela decidiu, com o apoio dos pais, abandonar a rotina de vestir roupas de menino na escola e trocá-las, assim que chegava em casa, por saias e uma blusa combinando. No primeiro dia da mudança, a mãe dela, Sabrina, foi à sala de aula explicar aos coleguinhas que Ryan gostava de se vestir como menina e fazer coisas de menina.

Algumas crianças contaram suas próprias histórias que quando vestiram roupas indicadas a outros gêneros por motivos variados, e o grupo superou a notícia. As crianças do ensino fundamental, porém, começaram a perseguir Ryan na hora do recreio. Para evitar aborrecimentos, a diretoria da escola garantiu a aplicação da política de intolerância ao bullying.

O processo, porém, não foi totalmente fácil, segundo contou a mãe da criança, Sabrina, à reportagem da AP. Antes da escola, Ryan começou a vestir roupas convencionalmente atribuídas a meninas em parques, no bairro e com a família.

Algumas pessoas não aceitaram a mudança, criticaram o apoio dos pais por acharem Ryan nova demais para saber o que queria, ou simplesmente pararam de reconhecer a criança. “Era como se ela não existisse mais”, disse a mãe. A posição dela e do pai foi, além de mudar de bairro e buscar uma escola que parecesse mais aberta, enfrentar o problema de frente e com uma posição clara: eles reuniram os parentes e lhes informaram que estariam do lado da criança.

“Nosso compromisso é que nossos filhos estejam em um ambiente acolhedor e amoroso, e se alguém não concorda com isso, então não vai estar por perto”, explicou o pai de Ryan, Chris.

Ryan, Scott Morrisson, Eli Erlick e Coy Mathis; aluno e alunas transgêneros nos EUA (Fotos: AP Photo/ M. Spencer Green/Don Ryan/Rich Pedroncelli/ Brennan Linsley)

Ryan, Scott Morrisson, Eli Erlick e Coy Mathis; aluno
e alunas transgêneros nos EUA (Fotos: AP Photo/
M. Spencer Green/Don Ryan/Rich Pedroncelli/
Brennan Linsley)

A tolerância na prática
“Por uma margem grande, a maioria dos educadores quer fazer a coisa certa e quer saber como tratar todas as suas crianças igualmente”, afirmou à reportagem da AP Michael Silverman, diretor-executivo do Fundo de Defesa Legal e Educação Transgênero da cidade de Nova York. Segundo ele, atualmente 16 estados americanos e o Distrito de Columbia (capital dos EUA) já contam com leis que garantem os direitos de pessoas transgêneros. Mas, mesmo nos estados que não contam com essa legislação, os distritos escolares estão geralmente abertos à orientação para a diversidade.

O problema, porém, é que as práticas de aceitação e tolerância à diversidade ainda não são muito difundidas. Entre as perguntas mais comuns estão a definição de qual banheiro a criança vai usar, onde ela vai se trocar para a aula de educação física e que pronome os professores e colegas devem usar para chamar a criança transgênero.

Dados recentes mostram que a falta de informação e socialização entre os estudantes transgêneros podem ter resultados alarmantes.

Um pesquisa nacional feita em 2010, feita em conjunto entre o Centro Nacional pela Igualdade Transgênero e pela Força Tarefa Gay e Lésbica Nacional, mostrou que 41% das pessoas transgêneros entrevistadas no país admitiram que já tentaram cometer suicídio. Mais da metade (51%) delas afirmou que sofreu bullying, assédio, agressão ou expulsão da escola por serem transgêneros.

Scott Morrison, que mora no estado de Oregon há três anos, e há dois fez a transição de menina para menino, afirma que o apoio da família, dos amigos e de sua nova escola, inclusive da ajuda de um conselheiro escolas, fez toda a diferença no processo, inclusive evitando que ele considerasse tirar a própria vida.

“A identidade de gênero é provavelmente a parte mais importante de mim, é a descoberta mais importante que fiz sobre mim mesmo”, disse o formando do ensino médio à AP.

Para Eli Erlick, uma aluna transgênero que vai terminar o ensino médio neste ano em Willits, uma pequena cidade no norte da Califórnia, a transição de menino para menina começou aos 8 anos. Na época, há cerca de dez anos, a sensação que ela descreveu à agência era de ser “a única pessoa desse jeito”. Além de ser ridicularizada em público pelos próprios professores, a aluna não tinha permissão para usar o banheiro das meninas. Para contornar o problema, ela fingia alguma doença para poder ser liberada e usar o banheiro de casa.

Em geral, porém, ela afirma ter notado uma mudança geral nas atitudes em relação às diferenças entre identidades de gênero. Hoje, Eli coordena uma organização que treina e orienta escolas a lidar com pessoas como ela, além de ter ajudado seu próprio distrito escolar, além de outros na Califórnia, a definir políticas sobre o tema.

A inclusão escolar na Justiça

Ainda que haja mais conscientização, nem todas as relações entre alunos transgêneros e suas escolas são pacíficas, e algumas já foram parar na Justiça. Michael Silverman, de Nova York, representa a família de Coy Mathis, uma garota transgênero de seis anos do estado de Colorado.

O motivo do processo foi o fato de a escola ter definido que a criança seria obrigada a usar um banheiro separado das demais meninas.

“Se fosse só um banheiro, então a opção neutra estaria bem. Mas é sobre realmente ser aceita”, disse a mãe de Coy, Kathryn Mathis. “O que acontece agora é que eles te chamam de garota, mas você não é realmente uma garota, então não te deixam agir como uma. E isso faz um estrago incrível.”

A reportagem da Associated Press procurou a escola de Coy, mas ela não se pronunciou.

Os precedentes abertos nos últimos anos e a evolução da posição de especialistas sobre a condição de pessoas transgêneros têm feito com que as crianças e adolescentes que se identificam com um gênero diferente do biológico possam viver mais abertamente e com maior apoio.

“Essas crianças estão começando a ter uma voz, e acho que isso é o que tem feito as coisas interessantes e desafiadoras –e difíceis, às vezes–, dependendo da família, da criança ou da escola”, afirmou à AP Roberto Garofalo, diretor do Centro de Gênero, Sexualidade e Prevenção de HIV do Hospital Infantil Lurie, de Chicago.

No caso de Ryan, sua integração escolar tem tido, até agora, poucas consequências negativas. Uma de suas colegas do quarto ano do fundamental resumiu tudo com uma frase: “A maioria das pessoas esqueceu que um dia ela já foi um menino”, disse a garota.

Fonte: G1

Tribalistas lançam música em apoio ao casamento gay; ouça ‘Joga arroz’ Resposta

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown são os Tribalistas (Foto: Divulgação e G1)

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown
são os Tribalistas (Foto: Divulgação e G1)

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown lançaram nesta quarta-feira (29) a música “Joga arroz”, em apoio ao casamento gay (Clique aqui para ouvir a faixa “Joga arroz”, dos Tribalistas).

A canção será disponibilizada no site da campanha Casamento Civil Igualitário, idealizada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), e nas páginas oficiais do trio de compositores.

Capa de 'Joga arroz', de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown (Foto: Divulgação)

Capa de ‘Joga arroz’, de Arnaldo Antunes, Marisa
Monte e Carlinhos Brown (Foto: Divulgação)

 

“Para sensibilizar os deputados, senadores e a sociedade brasileira em nome da liberdade de amar”, diz mensagem publicada no site da campanha.

O Conselho Nacional de Justiça obrigou os cartórios a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, derealizar a união estável de casais do mesmo sexo a partir do dia 16 de maio. Além disso, também obrigou a conversão da união em casamento e a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Com o lançamento, o trio revive o projeto Tribalistas, que levou a MPB para o topo das paradas com músicas e shows entre 2002 e 2004. Os maiores sucessos dos Tribalistas foram “Já Sei Namorar” e “Já Sei Namorar”, sempre cantados pelos três artistas.

Veja a letra da canção “Joga arroz”:

O seu juiz já falou
Que o coração não tem lei
Pode chegar
Pra celebrar
O casamento gay
Joga arroz
Joga arroz
Joga arroz
Em nós dois
Quem vai pegar o buquê
Quem vai pegar o buquê
Maria com Antonieta
Sansão com Bartolomeu
Dalila com Julieta
Alexandre com Romeu
Joga arroz
Joga arroz
Joga arroz
Em nós duas
Em nós todos
Em nós dois

‘Quem fez isso tem que pagar’, diz irmã de homem assassinado em boate gay no Rio 1

A sobrinha de Luiz Antônio de Jesus, Elizabeth Jesus de Brito, e a irmã Rosalina Jesus estavam no IML na manhã desta quarta-feira (29). (Foto: Renata Soares / G1)

A sobrinha de Luiz Antônio de Jesus, Elizabeth Jesus de Brito, e a irmã Rosalina Jesus estavam no IML na manhã desta quarta-feira (29). (Foto: Renata Soares / G1)

Familiares e amigos estão inconformados com a morte de Luiz Antônio de Jesus, de 49 anos, agredido em uma casa noturna na Zona Oeste do Rio na madrugada de domingo (26). O caso será investigado como crime de homofobia, segundo a Polícia Civil.

“Quem fez isso tem que pagar pelo crime! Queremos justiça”, declarou a irmã da vítima, Angelina de Jesus, ao Bom Dia Rio. “Ele era uma pessoa tranquila, muito amiga, muito alegre. Não é de caçar confusão. Com certeza alguma coisa muito ruim aconteceu porque ele não é de confusão com ninguém”, garantiu a amiga Inês Rocha.

Ele foi encontrado desacordado no banheiro da Boate Queen, em Jacarepaguá e morreu nesta terça-feira (28), no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, segundo Secretaria Municipal de Saúde.

“Era a primeira vez que ele tinha ido nessa boate para conhecer. E tudo acabou nessa tragédia”, comentou a sobrinha da vítima, Elizabeth Jesus de Brito, de 35 anos.

Luiz estava internado em estado gravíssimo com traumatismo craniano, com ferimentos no rosto e no pescoço. Ele será enterrado nesta quarta-feira (29), às 16h, no Cemitério do Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

“Ele já sofreu alguns preconceitos, mas  estava muito caseiro. E foi nesse dia que ele acordou alegre e decidiu dançar. Nós queremos uma resposta para saber o que de fato ocorreu com o meu irmão dentro daquela boate”, desabafou irmã de Luiz Antonio, Rosalina de Jesus, que esteve no IML na manhã desta quarta-feira (29), para a liberação do corpo.

Câmeras

De acordo com o delegado titular da 32ª DP (Taquara), Antônio Ricardo Lima, que inicialmente estava investigando o caso, seguranças, funcionários e parentes da vítima já prestaram depoimento, as imagens do estabelecimento já estão sendo analisadas e o local passa por perícia.

Segundo a polícia, as imagens podem ajudar a esclarecer o caso. Conforme mostrou o Bom Dia Rio desta quarta-feira (29), das 12 câmeras instaladas na boate, uma fica em frente ao banheiro do estabelecimento.

De acordo com Rosalina, a dona da boate informou que o local possui 40 câmeras no circuito interno de segurança, mas o equipamento do banheiro não estava funcionando no momento do incidente.

Segundo a Polícia Civil, “o caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios (DH) e está sendo investigado como crime de homofobia, seguindo a portaria 574 criada em 9 de fevereiro de 2012, pela chefia de Polícia Civil. O documento determina entre outras providências, a inclusão do nome social de travestis e transexuais no registro de ocorrência, bem como a inserção do termo homofobia no campo referente ao motivo presumido do crime.”

Cabelereiro não voltou pra casa

Segundo familiares, o cabeleireiro não voltou para dormir em casa e não avisou nada. Por isso, a família ficou preocupada e foi até a casa noturna para saber alguma informação. Segundo Rosalina Brito, a dona do estabelecimento, Jade Lima, informou para a filha e para a irmã que Luiz Antônio foi encontrado passando mal e vomitando no banheiro e foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, por volta das 3h.

Rosalina contou ainda que elas viram manchas de sangue na porta do banheiro, mas a proprietária disse que a sujeira era antiga. “Ela [Jade] ficou tentando despistar elas.”

Jade Lima confirmou em um site de relacionamento que na madrugada de sábado (25) para domingo um cliente foi encontrado caído em um dos banheiros do estabelecimento. Segundo ela, “havia no momento do ocorrido algumas pessoas na fila, que ouviram o barulho da queda e foram elas que acionaram o staff da casa para socorrer esse cliente. Não houve qualquer tipo de agressão”.

Rosalina de Jesus informou que a família encontrou Luiz Antônio com o rosto muito machucado. “Debaixo do queixo tem um corte de um lado para o outro. Ele está com o rosto desfigurado, está cheio de ponto, com o pescoço roxo, parece que enforcaram ele”, contou.

Outro cliente prestou queixa

Segundo informações do RJTV desta terça, outro cliente da boate procurou a 32ª DP no domingo (26) para relatar uma agressão de um suposto agente de segurança da boate. Sobre o segundo caso, Jade Lima disse também em uma rede social que no domingo um cliente foi convidado, pelos seguranças da casa, a se retirar da boate por estar importunando outros clientes.

“Também não houve agressão nesse caso, entretanto o cliente, decidiu dar queixa na delegacia por se sentir ofendido por tal acontecido”, explicou a proprietária.

A jornalista contou que todos os outros irmãos estão empenhados para resolver o caso. “Não podem ter feito isso com ele porque ele era gay, ninguém merece passar por isso.”

A família fez um apelo para qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso ligue para o Disque-Denúncia pelo telefone 2253-1177.

Morre homem agredido em boate gay de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio Resposta

Luiz Antônio morreu nesta terça (Foto: Rosalina Brito/Arquivo Pessoal)

Luiz Antônio morreu nesta terça
(Foto: Rosalina Brito/Arquivo Pessoal)

Morreu às 15h desta terça-feira (28), de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio de Jesus, de 49 anos, agredido em uma casa noturna na Zona Oeste do Rio na madrugada de domingo (26). Ele estava internado no hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, em estado gravíssimo com traumatismo craniano. O corpo foi encaminhado ao IML no fim da tarde.

Luiz foi encontrado caído na Boate Queen, em Jacarepaguá, com ferimentos no rosto e no pescoço. Nesta terça, segundo a assessoria da Polícia Civil, equipes da 32ª DP (Taquara) fizeram uma vistoria e interditaram o local no início da tarde por falta de documentação adequada.

Procurada pelo G1, Rosalina da Silva Jesus de Brito, jornalista em um jornal comunitário, informou que o irmão Luiz Antônio, que é homossexual, estava muito feliz no domingo e resolveu sair para dançar. Ele pediu à sobrinha levá-lo até a boate em Jacarepaguá, por volta de 1h.

Como o cabeleireiro não voltou para dormir em casa e não avisou nada, a família ficou preocupada e foi até a casa noturna para saber alguma informação. Segundo Rosalina Brito, a dona do estabelecimento, Jade Lima, informou para a filha e para a irmã que Luiz Antônio foi encontrado passando mal e vomitando no banheiro e foi levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, por volta das 3h. Rosalina contou ainda que elas viram manchas de sangue na porta do banheiro, mas a proprietária disse que a sujeira era antiga. “Ela [Jade] ficou tentando despistar elas.”

Jade Lima confirmou em um site de relacionamento que na madrugada de sábado (25) para domingo um cliente foi encontrado caído em um dos banheiros do estabelecimento. Segundo ela, “havia no momento do ocorrido algumas pessoas na fila, que ouviram o barulho da queda e foram elas que acionaram o staff da casa para socorrer esse cliente. Não houve qualquer tipo de agressão”. O G1 tentou entrar em contato, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Rosalina Brito informou que a família encontrou Luiz Antônio com o rosto muito machucado. “Debaixo do queixo tem um corte de um lado para o outro. Ele está com o rosto desfigurado, está cheio de ponto, com o pescoço roxo, parece que enforcaram ele”, contou.

De acordo com Rosalina, a dona da boate informou que o local possui 40 câmeras no circuito interno de segurança, mas o equipamento do banheiro não estava funcionando no momento do incidente.

Outro cliente prestou queixa

Segundo informações do RJTV desta terça, outro cliente da boate procurou a 32ª DP no domingo (26) para relatar uma agressão de um suposto agente de segurança da boate. Sobre o segundo caso, Jade Lima disse também em uma rede social que no domingo um cliente foi convidado, pelos seguranças da casa, a se retirar da boate por estar importunando outros clientes. “Também não houve agressão nesse caso, entretando o cliente, decidiu dar queixa na delegacia por se sentir ofendido por tal acontecido”, explicou a proprietária.

A jornalista contou que todos os outros irmãos estão empenhados para resolver o caso. “Não podem ter feito isso com ele porque ele era gay, ninguém merece passar por isso.”

A família fez um apelo para qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso ligue para o Disque-Denúncia pelo telefone 2253-1177.

Fonte: G1

Bissexualidade será abordada em “Amor à Vida” 1

'Sou aberta para o que é de verdade', diz Winits sobre formas de amar

‘Sou aberta para o que é de verdade’, diz Winits sobre formas de amar

Uma dermatologista descolada, que se apaixona por Eron, personagem de Marcello Anthony, um homem bonito e simpático. Até aí, nada de muito diferente na história da personagem Amarilys, que Dani Winits vai viver em Amor à Vida. Mas um detalhe chama a atenção nessa relação: ele é bissexual e namora Niko, interpretado por Thiago Fragoso.

Um triângulo amoroso complicado? Não para a atriz. “Acho tudo possível quando o amor é a base das relações. A gente quer tratar isso de forma natural. Como ainda não foi escrito, estou procurando ficar o mais neutra possível. Vou esperar vir o texto, esperar ver como será construído tudo. Mas tendo o amor como base, a tendência é as pessoas embarcarem na história, independente de opção sexual”, acredita a atriz.

Sobre se o amor pode acontecer entre uma mulher e um homossexual, Dani não tem dúvidas: “Eu acredito! Estou tranquila, porque enxergo esse tipo de assunto com muita naturalidade. Sou aberta para o que é de verdade, então fica fácil a leitura”.

Winits acabou de deixar a personagem Marcela, de “Malhação”, para trás, mas já está no pique para estrear sua personagem na novela das nove. Ela participou de 199 capítulos da novelinha teen e se diz satisfeita com o resultado de seu trabalho. “Não sei nem dizer se estou cansada, o ritmo de quase 200 capítulos foi intenso, então continuo no pique”, conta. O último capítulo de sua personagem em Malhação foi um dos assuntos mais comentados do dia no Twitter e #LUTOMarcela foi referência mundial na web. “Foi uma surpresa. Eu sabia que a Marcela tinha um apelo com o público, mas agora tive a certeza de que cumpri meu papel”, avalia.

Em casa, quem não curtiu o último momento da personagem foi o filho mais novo, Noah. “Como eu sabia que seria uma cena forte, e ele tem apenas cinco anos, não deixei assistir ao capítulo. Mas ele sabe que ela virou uma estrelinha. Digo que já passou, acalmo ele, daqui a pouco esquece”, conta.

Walcyr Carrasco mostra em “Amor à Vida” que não existe “opção sexual” 1

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Esta semana (23/5) foi ao ar em “Amor à Vida” (horário nobre), a nova novela das nove da Rede Globo, uma cena que entrou para a história da TV. Pela primeira vez na teledramaturgia, um personagem gay diz com todas as palavras que a expressão “opção sexual” não existe.

Félix, personagem interpretado por Mateus Solano,confessa sua atração por homens e implora para Edith (Bábara Paz) não se divorciar. Ajoelhado, ele diz sofreu perseguições na infância, devido ao seu jeito efeminado e falou da luta contra a sua própria homossexualidade. Ambos os atores deram um show de interpretação, mas foi o texto sensível e extremamente real do autor Walcyr Carrasco que me chamou atenção. Fica bem evidente na cena o que uma pessoa reprimida sexualmente é capaz de fazer: ser autodestrutiva e, também, destruir com a vida de alguém.

A novela promete, claro que as cenas homoeróticas serão sutis, pois a direção da Rede Globo assim acha adequado, mas ainda entrará no ar um personagem gay e outro bissexual (leia no próximo post). E além disso, uma ex-piriguete, evangélica. É o Brasil sendo retratado na TV. “Amor à Vida” promete. E o Félix já é o meu vilão favorito.

Veja a cena, clicando aqui.

Igreja da Escócia maior congregação evangélica do país permite sacerdotes gays Resposta

igreja-da-escocia-assembleia-votaAao-sacerdotes-gays-1

A “Church of Scotland” Igreja com orientação Presbiteriana que representa a religião escocesa mais importante com meio milhão de membros, votou a ordenação de pastores homossexuais. Com quase unanimidade dos votos as igrejas filiadas poderão aceitar ou não sacerdotes gays.

A Igreja da Escócia se posicionou através de um relatório preparado por uma comissão teológica durante dois anos de trabalho que “a única autorizada expressão de atividade sexual deveria ser dentro do matrimônio entre um homem e uma mulher”, mas, devido a divisão da Igreja por causa do tema, deixou a assembleia geral a decisão final sobre a ordenação ou não dos pastores gay.

E segundo informações do jornal The Guardian, apesar de todo o esforço da frente conservadora da Igreja para manter somente sacerdotes heterossexuais, a permissão foi aprovada nesta segunda-feira (20) na assembleia geral dos dirigentes da Igreja da Escócia, em Edimburgo, após os dirigentes votantes ter ouvido um discurso da Rev Elizabeth Spence, uma ministra lésbica de Ibrox, em Glasgow. Com a decisão, cada unidade regional terá o poder de aceitar ou não sacerdotes gays.

A Igreja da Escócia foi declinando para ordenação gay desde a nomeação de Rennie(foto): em 2011, quando a Assembléia Geral votou a permissão para que os ministros homossexuais pudessem ser ordenados e pudessem permanecer neste posto, desde que eles tivessem parceiros civis abertamente declarados ou sob a condição de celibatários.

Manifestantes contrários a possibilidade de gays serem ministros fizeram protestos no prédio que recebeu a assembleia geral, em Edimburgo.

“De uma forma ou de outra, esta foi uma votação maciça pela paz e para unir a igreja”, observou John Chalmers, dirigente da Igreja da Escócia. Os debates sobre aceitação de sacerdotes homossexuais começaram em 2009, quando um ministro abertamente gay foi escolhido para liderar a paróquia na cidade de Aberdeen.

Na assembleia desta segunda, os dirigentes da igreja também votaram uma moção que pretendia restringir o sacerdócio apenas para gays que fossem celibatários ou os que tivessem uma relação oficializada por uma parceria civil, como foi aprovada em 2011. A proposta foi rejeitada por 340 votos a 282.

A nominação de sacerdotes gays não deve ser imediata. A decisão ainda precisar passar por processos burocráticos que podem adiar sua implementação para 2015.

Gays e imigrantes ‘saem do armário’ e lutam por reforma nos EUA Resposta

Gays imigrantes lutam por benefícios em reforma migratória

Gays imigrantes lutam por benefícios em reforma migratória

Imigrantes e gays

Parte dos milhares de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos afirma sofrer um preconceito duplo: de um lado, porque não nasceram no país; de outro, porque são gays.

  • 11 milhões de estrangeiros vêem a reforma migratória que tramita no Congresso americano como a esperança de um futuro menos incerto.
  • Desse total, pelo menos 267 mil são gays, lésbicas, bissexuais ou transgênero (LGBT), segundo estimativa do Williams Institute, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Aos 25 anos de idade, o consultor Sebastián Velásquez, graduado em Política Internacional na prestigiada Universidade de Georgetown, em Washington, já “saiu do armário” três vezes.

Aos 16, assumiu para a família que era gay – o que levou a sua mãe a fazer uma greve de fome e, através de “uma série de ações manipuladoras e chantagem emocional”, forçá-lo a “entrar de novo no armário”, como relatou à BBC Brasil.

Dois anos depois, no seu aniversário de 18 anos, foi novamente “dedurado” pela irmã que, desaprovando sua orientação sexual, disse ao pai que não queria mais “ir à escola com um homossexual”.

Abandonado no Texas pela família, que se mudou para Miami, Velásquez teve de trabalhar desde cedo para poder sobreviver até o fim do colégio. Por pouco tempo, a família voltou a morar junta na Flórida. Até que ele conheceu o seu primeiro namorado.

“Minha mãe cuspiu na minha cara, disse que eu ia pegar HIV e me jogou para fora de casa”, disse. “Morei no meu carro por umas duas semanas, até um amigo me dar teto e comida, já que eu não conseguia arrumar trabalho por causa do meu status migratório.”

“Em 11 anos de EUA, definitivamente vi as minhas múltiplas identidades se sobreporem”, disse o jovem, que ainda teve de “sair das sombras” mais uma vez, ao se assumir como um dos milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA sob a ameaça quase constante de deportação.

“Umas vezes fui oprimido por causa de uma delas e outras vezes, da outra. E às vezes, de ambas.”

‘Interseção’

Velásquez, que veio da Colômbia com os pais aos 14 anos de idade, faz parte dos cerca de 11 milhões de estrangeiros que veem a reforma migratória que tramita no Congresso americano como a esperança de um futuro menos incerto nos EUA.

Ele está também entre pelo menos 267 mil que, desse universo de imigrantes, são gays, lésbicas, bissexuais ou transgênero (LGBT), de acordo com uma estimativa feita pelo Williams Institute, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Estão “na interseção de dois grupos sociais entre os mais marginalizados da sociedade americana”, nas palavras de um relatório da organização Center for American Progress (CAP), e são “duplamente vulneráveis”.

Por isso, ativistas de direitos civis estão pressionando para incluir o maior número possível de provisões que beneficiem imigrantes LGBT na reforma das leis de imigração.

CliqueLeia mais: Imigrantes e gays ‘trocam lições’ nos EUA

O autor do relatório, Crosby Burns, disse à BBC Brasil que a lei que está tramitando na Comissão de Justiça do Senado já significaria um “bom negócio” para a comunidade LGBT.

Além da possibilidade de cidadania para os indivíduos LGBT dentro do universo total de imigrantes, a lei prevê alternativas para o regime de detenção, o que aliviaria a situação particular de gays e lésbicas submetidos a maus tratos nas prisões – mesmo aqueles portadores de HIV.

A legislação também poderia eliminar o prazo de um ano para que determinados indocumentados peçam asilo político, caso de muitos gays, lésbicas e transgêneros que vêm para os EUA fugindo da violência em seus países.

Em seu relatório, o CAP nota que frequentemente muitos destes casos são desconsiderados porque os candidatos “não se conformam ao estereótipo do que é ser gay ou lésbica”.

Mas a mais ousada – e polêmica – das cláusulas que afetam indivíduos LGBT é o chamado ‘Ato de Unificação das Famílias Americanas’, introduzido como emenda no projeto do Senado pelo democrata Patrick Leahy, do Estado americano de Vermont.

Igualdade para casais

A legislação propõe estender aos casais homoafetivos os mesmos direitos concedidos aos heterossexuais. Isto beneficiaria cerca de 24,7 mil casais nos quais um dos parceiros poderia tirar seu visto com base no status legal do outro.

Assim, em vez de esperar 13 anos para obter a cidadania pelo mesmo caminho dos outros imigrantes, cônjuges e parceiros do mesmo sexo poderiam se tornar cidadãos americanos em quatro.

“Achamos que (a emenda) expande a legislação de forma a capturar mais famílias americanas na reforma migratória”, afirma Crosby.

Mas a proposição já suscitou a reação de grupos conservadores e religiosos que avisaram que pressionarão seus parlamentares para votar contra o resto da reforma se a emenda que beneficia os casais LGBT for mantida no texto.

O presidente da organização Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, ligada à Igreja Batista do Sul dos EUA, Richard Land, enviou uma carta ao senador Leahy afirmando que, “se a proposta incluir provisões (relativas aos casais do mesmo sexo), a maioria, se não todos, entre nós, terá de se opor a ela”.

Para a organização, “a lei de imigração não é o lugar para tentar mudar o compromisso de longa data do nosso país com o casamento tradicional”.

Grupos religiosos estão sendo apontados por analistas americanos como instrumentais para a aprovação da reforma, porque mobilizam extensas redes a favor da legislação, avaliam analistas.

Mas se os casais LGBT se sentem discriminados injustamente na reforma migratória, os conservadores creem que estão sendo induzidos a promover os interesses de um grupo através de um projeto de reforma focado em outro.

Processo legislativo

Sebástian Velásquez diz ter sofrido preconceito por ser imigrante e gay

Sebástian Velásquez diz ter sofrido preconceito por ser imigrante e gay

As emendas à lei de imigração – mais de 300 – começaram a ser discutidas na Comissão de Justiça do Senado na semana passada. O senador Leahy, presidente da Comissão, quer encerrar a votação das mudanças dos senadores até o fim do mês para colocar o projeto em votação no plenário da Casa em junho.

Analistas creem que a reforma incluirá provisões que beneficiam os indivíduos gays e apontam que Leahy, em particular, pode conseguir a inclusão de sua proposta.

Mas a ideia não tem o apoio de sequer um senador do partido oposto, e há dúvidas se a Câmara dos Representantes (deputados), controlada pelos republicanos, passaria a reforma com a modificação que beneficia os casais gays.

Sebastián diz que a comunidade LGBT fiscalizará o processo de perto para evitar que os parlamentares usem a emenda que beneficia os casais homoafetivos como pretexto para não aprovar a reforma mais abrangente.

“Estamos falando das suas carreiras políticas – eles querem ou não ficar os seus cargos?”, desafia. “As pessoas estão acompanhando estas discussões e vão saber quem está do lado da história e quem não está.”

Fonte: BBC Brasil

Um quarto dos gays da União Europeia diz ter sofrido ataque, aponta pesquisa Resposta

Pesquisa ouviu 93 mil pessoas na União Europeia e na Croácia

Pesquisa ouviu 93 mil pessoas na União Europeia e na Croácia

Um quarto dos gays ouvidos em uma pesquisa realizada na União Europeia (UE) disse ter sido objeto de ataques ou ameaças violentas nos últimos cinco anos.

As pessoas mais pobres e mais jovens são as mais propensas a enfrentar discriminação por conta de sua sexualidade, segundo indicou a pesquisa.

A Agência para Direitos Fundamentais da União Europeia entrevistou 93 mil pessoas na União Europeia e na Croácia (país cuja entrada no bloco está marcada para julho deste ano) para o que diz ser a pesquisa mais completa do gênero já feita.

A divulgação do resultado, nesta sexta-feira, coincide com o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia (discriminação contra transgêneros).

Cerca de 300 autoridades e especialistas da região estão reunidos nesta sexta-feira em Haia, na Holanda, para discutir a formatação de novas leis da União Europeia para combater a homofobia.

‘Tendências preocupantes’

Segundo a correspondente da BBC em Haia, Anna Holligan, a pesquisa recém-divulgada indica algumas tendências preocupantes.

A pesquisa perguntou a lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros se haviam sido vítimas de discriminação, violência, abuso verbal ou discurso de ódio por conta de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Entre os principais resultados da pesquisa estão:

– Cerca de 26% dos questionados (e 35% dos transgêneros) disseram ter sido atacados ou ameaçados com violência nos últimos cinco anos.

– A maioria dos ataques de ódio relatados aconteceu em locais públicos e foi cometida por mais de uma pessoa, com os agressores predominantemente do sexo masculino.

– Mais de metade daqueles que disseram ter sido atacados não denunciou o incidente às autoridades, por acreditar que nenhuma ação seria tomada.

– Metade dos questionados disse ter se sentido pessoalmente discriminado no ano anterior à pesquisa, apesar de 90% não ter denunciado a discriminação.

– Cerca de 20% dos gays ou bissexuais e 29% dos transgêneros questionados disseram ter sofrido discriminação no trabalho ou procurando trabalho.

– Dois terços dos questionados disseram ter tentado esconder ou disfarçar sua sexualidade na escola.

Segundo o diretor da Agência para Direitos Fundamentais da União Europeia, Morten Kjaerum, ainda há “grandes desafios” em relação ao combate à discriminação contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) nos países do bloco.

A agência espera que o resultado da pesquisa ajude os formuladores de políticas a orientar melhor seu trabalho para promover os direitos da população LGBT.

Fonte: BBC Brasil

Marroquinos são condenados a 4 meses de prisão por serem gays Resposta

Dois marroquinos foram condenados na última segunda-feira em Rabat , Noroeste do Marrocos, por serem homossexuais e por fazer sexo em público a 4 meses de prisão. A suspeita se deu por conta dos dois terem sido pegos dentro do carro de um deles, estacionado em um estacionamento no subúrbio de Rabat, no início de Maio. Um deles teria admitido que se conheceram em uma página da internet e fazia sexo em troca de dinheiro. O depoimento foi desmentido nesta segunda, quando foi dado voz de prisão aos dois.
O Marrocos tem leis muito específicas e não tolera a homossexualidade. O nome dos dois detidos não foi revelado, sabe-se apenas que um deles é estudante de pós-graduação e tem 28 anos, o outro tem 20 anos e está desempregado. O código penal marroquino pune ato sexual entre pessoas do mesmo sexo com prisão de 6 meses a três anos e multas que podem chegar a 1,000 dirhams (R$250).
Ambos pegaram 4 meses de prisão pelo Tribunal de Primeira Instância. Os advogados dos dois jovens se concentram agora na defesa, baseada no fato de que os rapazes não seriam gays e tão pouco estariam praticando ato sexual.
Se em países como Arábia Saudita, Argélia, Bangladesh, Botsuana, Catar, Cingapura, Egito, Índia, Irã, Jamaica, Líbia, Malásia, Moçambique, Tunísia ahomossexualidade de homens e mulheres é considerada crime, levando a prisão perpétua (caso do Paquistão) e até a pena de morte (caso da Nigéria), como consta no estudo “Homofobia do Estado”, em outros países, como Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Espanha, França, Irlanda, Letônia, PaísesBaixos, Portugal, Romênia, Suécia e na Irlanda do Norte, a incitação ao ódio, à violência ou à discriminação por orientação sexual é considerada crime (FRA Europa).
Informações: Lado A

Em vídeo, menino de 12 anos reclama de bullying e impressiona no discurso contra homofobia 1

"Sabe o que é perturbador? Que isso venha de mim, que tenho 12 anos e já sei disso", comenta Theo em vídeo

“Sabe o que é perturbador? Que isso venha de mim, que tenho 12 anos e já sei disso”, comenta Theo em vídeo

Um garoto de 12 anos que virou uma celebridade na internet por publicar vídeos em que aparece dançando e dublando músicas de sucesso decidiu usar a mesma ferramenta para desabafar sobre bullying que tem sofrido justamente pelos vídeos que publica.

Theo Chen, que vive em Cingapura, costuma fazer vídeos editados para suas danças e dublagens de artistas como Bruno Mars, Justin Bieber e Pink. O material rendeu ao garoto uma série de comentários agressivos, sobretudo os que o chamam de gay.

Em um vídeo intitulado “Gay”, Theo desabafa. Sem as edições normais de seus vídeos de música e dança, o garoto mostra uma clareza de ideias que impressiona pela pouca idade ao reclamar das agressões verbais que vem sofrendo, inclusive de quem ele considerava amigo.

— Eles só querem fofocar sobre mim também com dez mil pessoas se eu sou gay ou não. E honestamente, eu não sei. Vocês querem saber quantos anos eu tenho? Tenho 12 anos de idade. E vocês me chamam de gay. Honestamente, neste momento eu não sei. Mas quem se importa se eu sou gay? Achei que este fosse um mundo livre.
Ele reclama que os comentários não o tratam como gay apenas na internet. A fofoca e o tratamento agressivo se espalharam também entre os colegas de escola.

— Querem saber? Se qualquer um de vocês assistir a isso e eu me tornar gay, espero que vocês sejam cabeça aberta sobre isso, ok? Agora, eu gosto de meninas. Não penso que seja gay no momento. Não que haja algo de errado em ser gay. Não acho que a humanidade deva julgar as pessoas pela sexualidade porque não é certo.

Para Theo, aqueles que o ofendem deveriam analisar as pessoas pela personalidade delas e não pela sexualidade.

— Muitos de vocês vão ver este vídeo e pensar “sim, ele definitivamente é gay. Não me importo. Fiz este vídeo para pedir a vocês para que pensem sobre o que dizem. Porque está atacando meus nervos, é torturante. As pessoas fofocam sobre mim. E, sabe, não me apreciam por quem eu sou.

Theo manda ainda um recado aos veteranos da escola onde estuda, para que parem de julgá-lo. Segundo o garoto, os comentáros que surgiram em sites chamando-o de gay o motivaram a fazer o vídeo.

— Sabe o que é perturbador? Que isso venha de mim, que tenho 12 anos e já sei disso. Eu deveria estar aproveitando a escola, mas não estou, porque as pessoas falam de mim o dia todo. E isso realmente me incomoda. Então, por favor, podem parar?

Veja o vídeo, clicando aqui.

Jogador de futebol americano se assume e ironiza técnicos que acham que não existem gays em seus times Resposta

kevin

 

Parece que virou moda assumir ser homossexual no mundo do esporte. Depois do jogador de basquete Jason Collins que causou alvoroço ao assumir sua homossexualidade no mês passado, agora a vez é de Kevin Grayson. O rapaz é jogador do time de futebol americano Parma Panthers da Itália e já foi considerado um dos melhores atletas universitários de um time de futebol americano nos Estados Unidos.

Grayson concedeu uma entrevista ao canal TV CBS na qual revelou que já sofreu preconceito até mesmo por parte dos colegas que não acreditam em sua homossexualidade pela forma física e postura do rapaz. “As pessoas não acreditavam que eu sou gay por ser um atleta. Elas pensavam: o Kevin joga futebol, basquete, pratica corrida… sem chance”, afirmou o jogador.”Esse é o tipo de coisa que, se eu pudesse, voltaria no tempo e perguntaria: por que eu não posso ser um atleta? Por que eu não posso ser um astro do esporte? Por que eu não posso ser o cara que ajuda meu time a vencer e, ao mesmo tempo, ser um homem homossexual?'”, contou o jogador.

Ele revelou ainda na entrevista que os técnicos das seleções de futebol americano são muito ingênuos em acreditar que não existam gays em seus times, e diz ainda ter se divertido muito com as situações já enfrentadas. “As pessoas dizem ‘pare de ser uma princesa, pare de ser um marica… Há técnicos que são muito ingênuos por acharem que não há um atleta gay em seu time. Muitas vezes dei risada disso e me perguntava como seria engraçado se eu contasse para ele da minha orientação”, brincou.

Fonte: Lado A

Homossexuais enfrentam dificuldades para se casar em cartórios de Belo Horizonte Resposta

Casais homossexuais de Belo Horizonte têm na decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que entra em vigor nessa quinta-feira(16), a esperança de formalizar suas uniões. A resolução determina que todos os cartórios do país realizem casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Mas, na prática, a situação é outra.

Juntas há seis anos, uma funcionária pública, de 45 anos, e sua companheira, uma webdesigner, de 33, lutam para conseguir formalizar sua união. Elas apresentaram os documentos no Cartório de Registro Civil do 3º Subdistrito, no bairro Lourdes, na região Centro-Sul da capital mineira, em abril deste ano. O casamento estava marcado para acontecer nessa terça, entretanto, o juiz de paz Roberto dos Santos Pereira se negou a realizar a cerimônia. “Nós não fomos até o cartório porque nossa advogada entrou em contato com a oficial do cartório e ela informou que o juiz não faria o casamento. Eu me senti muito frustrada e triste. Hoje estou com um sentimento de revolta, acho que o juiz está passando dos limites”, contou decepcionada a funcionária pública.

O oficial responsável pelo cartório, Luiz Carlos Pinto Fonseca, esclareceu que o juiz de paz foi intimado a realizar a cerimônia pela juíza de direito da Vara de Registro Público, Mônica Libânio, contudo, ele não acatou a decisão. O caso, agora, está sendo analisado pela Corregedoria de Justiça. “Estamos acompanhando a situação de perto e esperamos que a corregedoria tenha rigor com o juiz de paz. Além disso, acreditamos que a decisão do CNJ ajude nesse processo”, disse a funcionária pública.

O assessor jurídico do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Ronner Botelho, acredita que a resolução do CNJ vai facilitar o processo de casamento entre casais homossexuais. “A interpretação do Poder Judiciário mineiro e da administração pública direta e indireta, incluindo os cartórios, está avançando com relação à equiparação dos direitos entre pessoas do mesmo sexo. Acredito que os casamentos homoafetivos nos cartórios de Belo Horizonte serão realizados de maneira mais tranquila, uma vez que a resolução do conselho ampara os tabeliões”, analisa Botelho.

A ex-desembargadora e vice-presidente do IBDFAM, Maria Berenice Dias, garante que a resolução acaba com as controvérsias que ainda existem e diminui o preconceito. “O Supremo Tribunal de Justiça (STF) diz que sim, a Constituição diz que é possível converter a união estável em casamento e o STJ já disse que é possível casar direto. Essa resolução do CNJ vai acabar com a resistência de alguns tribunais, juízes e cartórios que insistiam em não fazer a conversão e o casamento. É algo que vem em muito boa hora, é resultado de mais uma ação precursora do IBDFAM”, diz.

Situação em Belo Horizonte

Na capital mineira, existem seis cartórios de registro civil e três juízes para realizar casamentos. Além do cartório do bairro de Lourdes, Pereira atua em cartórios no Barreiro (Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais Interdições e Tutela do Distrito do Barreiro) e no Nova Suissa (4º Subdistrito do Registro Civil das Pessoas Naturais). No Barreiro e no Nova Suissa, ainda não foi registrado nenhum pedido de casamento gay.

A reportagem do Portal O Tempo tentou falar com o juiz de paz Roberto dos Santos Pereira, porém os cartórios se recusaram a fornecer o contato dele.

Segundo a Corregedoria Geral de Justiça, o juiz de paz ainda não está descumprindo a determinação do CNJ, porque a resolução ainda não entrou em vigor. No entanto, quando a determinação for disponibilizada no Diário Oficial da União, o juiz de paz Roberto será obrigado a realizar casamentos gays.

Fonte: O Tempo

Presidente da França assina lei que permite casamento gay Resposta

O presidente francês, François Hollande, sancionou lei que permite união entre pessoas do mesmo sexo, tornando a França o 14o país do mundo a legalizar o casamento gay.

O diário oficial da França publicou neste sábado a lei assinada por Hollande depois que o Conselho Constitucional do país aprovou a legislação na sexta-feira.

A lei, uma promessa de campanha do presidente socialista, vinha sendo duramente contestada há meses por muitos conservadores na França, onde a aprovação do casamento gay é uma das maiores reformas sociais desde a abolição da pena de morte em 1981.

Opositores promoveram grandes e violentos protestos contra a lei e convocaram outra manifestação para 26 de maio. O líder da oposição ao casamento gay, um ativista político e humorista que atende pelo nome de Frigide Barjot, tem afirmado que o protesto vai levar milhões às ruas do país.

A prefeita de Montpellier, Helene Mandroux, que celebrará o primeiro casamento gay da França em 29 de maio, afirmou que a aprovação da lei marca um grande avanço social.

“O amor venceu sobre o ódio”, disse ela, apesar de expressar preocupações de que o primeiro casamento gay atraia protestos violentos.

A França, um país predominantemente católico, segue assim 13 outras nações incluindo Canadá, Dinamarca, Suécia e mais recentemente Uruguai e Nova Zelândia na permissão à união legal de casais do mesmo sexo.

Com índices de aprovação baixos, a lei se mostrou custosa ao presidente francês, com críticos afirmando que ela distraiu sua atenção dos esforços para a recuperação da economia atingida pela recessão.

Fonte: Reuters

PSC irá ao STF contra regulamentação do casamento gay Resposta

O Partido Social Cristão irá tomar medidas judiciais cabíveis para tentar derrubar a regulamentação do casamento gay pelo Conselho Nacional de Justiça. Na quarta-feira (15), foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico, resolução do CNJ que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.

Para o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Pereira, o Conselho extrapolou seus poderes ao regulamentar o casamento gay. O Supremo Tribunal Federal (STF) será acionado para decidir se a resolução do órgão de controle e fiscalização do Judiciário está ou não de acordo com a Constituição.

“A resolução do CNJ gerou uma grande insatisfação de parcela majoritária da sociedade brasileira. Nosso entendimento é de que foi uma decisão desastrosa, inconveniente e inconstitucional. O PSC vai protocolar a ação o mais breve possível”, disse Pereira.

Até mesmo o ministro Gilmar Mendes já questionou a validade da decisão do CNJ. Segundo ele, em 2011, quando o STF reconheceu a união estável entre homossexuais, a Corte não tratou de casamento gay.

Fonte: PB Agora

CNBB critica decisão do CNJ sobre casamento gay 1

A direção da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) se reuniu na tarde desta quinta-feira e anunciou sua posição contrária à resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determina que os cartórios celebrem não só a união como o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em nota, o comando da entidade disse ainda que, além da questão de princípios da Igreja, não compete ao CNJ essa decisão.

“As uniões de pessoas do mesmo sexo não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento matrimonial, na complementariedade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e à educação dos filhos”, diz a nota do CNBB, lida pelo secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

O presidente em exercício da CNBB, dom José Belisário da Silva, disse que a Igreja é contra casamento entre homossexuais.

— O casamento é um patrimônio precioso da humanidade. Não se baseia só em afeto, mas também em valores subjetivos — disse dom Belisário.

A entidade também reafirmou sua posição contrária a redução da maioridade penal. “Criminalizar o adolescente com penalidades no âmbito carcerário seria maquiar a verdadeira causa do problema, desviando a atenção com respostas simplórias, inconsequentes e desastrosas para a sociedade”, diz outra nota da conferência.

Fonte: O Globo

SP já faz 2 casamentos gays a cada três dias Resposta

"André (esquerda) e Gustavo vão se casar neste sábado na Vila Olímpia"

“André (esquerda) e Gustavo vão se casar neste sábado na Vila Olímpia”

Dois casamentos gays, em média, foram registrados a cada três dias no Estado de São Paulo no primeiro trimestre. Anteontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cartórios de todo o País celebrem a união de pessoas do mesmo sexo. A regra já valia em São Paulo desde março, mês em que foram registrados cerca de 65% dos casamentos do ano – antes, era preciso autorização judicial.

A proporção de uniões gays, porém, ainda é pequena se comparada à de homem e mulher. No primeiro trimestre, para cada celebração gay, houve 158 cerimônias heterossexuais, segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado (Arpen-SP). Foram 9.966 casamentos entre homem e mulher e 63 entre gays.

O publicitário Gustavo Perez, de 39 anos, e o arquiteto André Santos, de 34, vão aumentar a estatística neste sábado, dia em que se casarão no cartório da Vila Olímpia, zona sul. Perez procurou informações sobre o casamento ao saber que cartórios do Estado estavam registrando a celebração gay. “Temos certeza de que é isso que queremos: planejar o futuro, construir algo. Estamos abrindo uma empresa juntos”, diz o publicitário. Uma semana depois do compromisso civil, os noivos darão uma festa para 150 pessoas.

Eles capricharam nos preparativos. Perez pediu Santos em casamento na Torre Eiffel, em Paris. Na cerimônia, vão usar ternos Ricardo Almeida e gravatas Saint Laurent. Santos calçará sapatos Christian Louboutin. “O evento maior é a festa com os amigos”, diz Perez.

Procura. Funcionários de cartórios da capital dizem que a procura de casais homossexuais por casamento tem aumentado nos últimos meses. Só em abril, o cartório de Cerqueira César, na região central, fez duas celebrações. Em todo o ano passado, foram 12. É o cartório que mais fez uniões do tipo na cidade. O prédio fica na Rua Frei Caneca, conhecida por ser um ponto gay da metrópole.

Em geral, quem procura o casamento é mais velho e está preocupado com a partilha dos bens, segundo funcionários. Oficial do cartório de Santa Cecília, o quinto onde houve mais casamentos gays, Fernando Navarro diz que tem atendido casais homossexuais “toda semana”. “A última celebração foi no sábado passado. A expectativa é de que aumente cada vez mais.”

Mesmo com a determinação do CNJ, alguns Estados ainda podem exigir que todo pedido de casamento passe por um juiz da Vara de Registro Público, para verificar se não há nenhum impedimento legal, segundo o presidente da Arpen-SP, Luís Carlos Vrendamin Júnior. “Mas o juiz não vai pode se negar pela questão do sexo.”

Fonte: Estadão