Homem gay enfreta pastor homofóbico e é aplaudido no metrô; assista 3

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Quem nunca se deparou com alguém pregando ideais religiosos em pleno transporte público, né?!

Pois bem, um pastor resolveu entrar em um vagão de metro em Nova York para dizer que ser gay é errado. O que ele não esperava era encontrar um homem gay no caminho, que não topou ouvir aquelas besteiras contra a homossexualidade calado!

Sem revidar com ofensas, mas com educação e civilidade, ele chamou o pastor de “falso profeta” que “ensina o ódio” e é “cheio de medo”! A atitude do rapaz foi aplaudida pelos outros passageiros do metro.

Confira trecho da conversa…

Pastor: “Vocês vêem o que estou dizendo? Você não pode aceitar dois homens juntos. E eles não tem seios, têm pênis. Dois homens tem pênis”

Rapaz: “Eu sou um homem. Eu sou um homem bom. E gay. E Jesus me ama”

Pastor: “Homem gay não. Você é um viadinho”

Rapaz: “Jesus me ama. Jesus me ama”

Assista ao Vídeo: 

Fonte: paraiba.com.br

Assessor de Feliciano diz que destino de crianças adotas por gays é o estupro 1

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A equipe do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC), está com o discurso “afiado”, para que ele continua sendo o centro das atenções. Em mensagem publicada nesta quinta-feira (2/5), um assessor do parlamentar afirma que o destino de crianças adotadas por gays é o estupro. O conteúdo da mensagem foi reproduzido pelo perfil de Feliciano no Twitter, mas não havia comentários.

Na mensagem postada pela conta de Roberto Marinho, que é registrado como funcionário do gabinete do deputado, o assessor copia um link de uma matéria de uma reportagem de uma TV de Campinas (veja abaixo o vídeo) sobre um caso de uma crianças que teria sofrido abusos de um casal gay.

“Olha isso @marcofeliciano, esse será o destino de crianças adotadas por gays. Casal gay estuprava filho adotivo.”, publicou o assessor. O pastor reproduziu o conteúdo para os seus mais de 160 mil seguidores no microblog. A assessoria de imprensa de Feliciano disse que o Twitter do pastor é particular e que não poderia comentar a postagem divulgada pelo parlamentar.

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Acusado de racismo e homofobia por movimentos sociais, Feliciano sofre pressão para renunciar a presidência da Comissão. O pastor afirma que não é racista nem homofóbico, mas que defende as opiniões da comunidade evangélica. Feliciano também responde a um processo de estelionato no Supremo Tribunal Federal (STF) e outro por discriminação.

‘Doei todo meu salário para tentar me curar’, diz pastor de igreja gay 3

Os pastores Fábio Inácio de Souza e Marcos Gladstone durante culto da Igreja Cristã Contemporânea (Foto: Divulgação)

Os pastores Fábio Inácio de Souza e Marcos Gladstone durante culto da Igreja Cristã Contemporânea (Foto: Divulgação)

Ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, onde atuou por quatro anos, o evangélico Fábio Inácio de Souza é fundador, junto com o hoje marido Marcos Gladstone, da Igreja Cristã Contemporânea, conhecida por defender a causa gay. Em entrevista, ele conta que deixou a congregação anterior após diversas tentativas de ocultar e até se “libertar” da homossexualidade.

“Fazia tudo o que me ensinavam, mas não conseguia me libertar. Fazia corrente de oração, subia para rezar em montes e até doei todo meu salário para tentar me curar. A igreja falava que está errado, mas tinha consciência da minha homossexualidade. Minha noiva era como uma irmã para mim”, conta.

Neste sábado (27/4), a São Paulo ganhará a primeira sede da igreja, que já possui templos em Minas e no Rio, no bairro do Tatuapé. Pais de dois filhos adotivos, os pastores falaram a Veja São Paulo.

Como era sua vida antes da Igreja Cristã Contemporânea?

Fábio — Aos sete anos fui para a igreja evangélica e sempre soube que era diferente dos outros meninos. Para mim, era pecado ser gay. Meus pais tinham orgulho de mim, então, mesmo sabendo da minha sexualidade, tentava esconder para não ferir ninguém. Aos 18 anos, fiquei noivo de uma menina para entrar no padrão da sociedade. Mesmo não sentindo nada ficamos noivos por quatro anos.

Você buscou a cura da homossexualidade na igreja?

Fábio — A Igreja Universal trabalha com o exorcismo. Fui pastor de lá durante quatro anos. Fazia tudo o que me ensinavam, mas não conseguia me libertar. Fazia corrente de oração, subia para rezar em montes e até doei todo meu salário para tentar me curar. A igreja falava que está errado, mas tinha consciência da minha homossexualidade. Minha noiva era como uma irmã para mim.

Como saiu da igreja?

Fábio — Eu já estava perto de casar. Já tinha comprado móveis e tudo, mas pensei: “não posso destruir minha vida”. Arrumei uma desculpa, terminei o noivado e saí da igreja. Na Universal, eu vivia na hipocrisia. Quando era pastor de lá, um rapaz me disse que precisava de uma oração porque estava apaixonado por outro homem. Orei para expulsar o demônio dele, mas não conseguia expulsar o demônio que vivia dentro de mim. Como eu, existiam outros pastores gays dentro da Universal.

Como descobriu a Igreja Cristã Contemporânea?

Fábio — Sentia falta de ter religião. Descobri uma igreja que não condenava a questão da homossexualidade e conheci o Marcos, que hoje é meu marido. Juntos, estruturamos a congregação. Existem vários pastores gays que não conseguem se libertar e vivem numa mentira. A gente acompanha casos aqui na igreja de pastor que vem com namorado. São muitos exemplos.

Qual a diferença entre a Igreja Cristã Contemporânea e outros templos evangélicos?

Fábio — Não vejo nenhuma diferença. A Bíblia que usamos é a mesma. A gente acredita no relacionamento a dois, na fidelidade, no respeito. A única diferença é que vemos a homossexualidade como algo normal e natural.

Marcos — Na verdade, o que existe na Bíblia são problemas de tradução. Lá, há um trecho que diz: “Como homem não te deitarás como se mulher fosse, pois é abominação.” Tenho duas considerações sobre essa passagem: erro na tradução e uma teoria construída de forma a rejeitar homossexuais. A palavra foi manipulada. No Antigo Testamento, abominação significa idolatria. A Bíblia tem que ser vista de acordo com o contexto histórico. Naquele tempo retratado na Bíblia, havia prática de sexo como oferecimento de sacrifício a um deus e havia prostitutos que se deitavam com homens que desejavam prosperar. Esse mesmo trecho fala que não se pode usar dois tipos de tecido numa roupa, não comer carne de porco, não pode cortar barba, mas há toda uma interpretação teológica para não se condenar essas coisas.

A Bíblia condena a homossexualidade?

Marcos — A Bíblia condena a promiscuidade. No Novo Testamento, há um trecho que diz: os afeminados não herdarão o reino dos céus. Quando você vai nos originais da Bíblia, você não encontra a palavra afeminado e, sim, depravado e infame. E depravado não é sinônimo de gay.

Qual a diferença entre a Igreja Cristã Contemporânea e outras igrejas inclusivas?

Marcos — Não somos igreja de militância gay. Não levantamos bandeira. A militância luta pelo direito de casar, a gente luta mostrando os casais, mostramos a família constituída com filhos adotivos. Exercitamos a prática, não a teoria. Não nos consideramos diferentes dos heterossexuais.

Pastora que pregava cura gay revela: ‘Fiz tudo o que a igreja mandou para deixar de ser lésbica, não deu certo’ 3

Foto: Gabriel Quintão

Foto: Gabriel Quintão

Ali no número 1600 da avenida São João, no centro de São Paulo, existe uma igreja evangélica em que as pessoas celebram a palavra de Deus, pagam dízimos, cantam em uníssono músicas animadas sobre o evangelho, e, em plena quarta-feira, lotam as cadeiras para acompanhar o culto. Tudo isso seria exatamente igual a qualquer outra igreja, se não fosse o fato de que a Comunidade Cidade de Refúgio se tratasse de uma igreja inclusiva, que recebe de portas abertas gays e lésbicas, sem julgamentos sobre suas orientações sexuais.

Para falar sobre a igreja, é preciso adentrar a história de duas mulheres que tiveram suas vidas completamente modificadas em 2002, quando se apaixonaram: Lanna Holder e Rosania Rocha.

Ex-lésbica e ex-hétero
Lanna sempre soube sua orientação sexual e aos 17 anos teve sua primeira experiência com uma mulher. No entanto, acreditava que sendo lésbica seria condenada ao inferno. Aos 21 anos se converteu à religião evangélica e deixou de lado uma companheira. Pouco depois se casou com um pastor, teve um filho, e a religião passou a ser parte principal de sua vida. Pelas igrejas do Brasil, ela pregava sobre a “cura” a que havia sido submetida e passou a ser vista como um exemplo a ser seguido – e uma prova viva de que seria possível superar a homossexualidade.

Em vídeos disponíveis no YouTube, é possível ver longos sermões da pastora pregando sobre a maldição e o pecado da homossexualidade. Igrejas lotadas de fiéis aclamaram suas palavras e acreditaram estar diante de uma pessoa “regenerada” e “trazida de volta ao caminho do bem”.

Em 2002, no entanto, a história mudou quando Lanna conheceu Rosania em uma igreja evangélica em Boston, nos Estados Unidos. Rosania, que morava na cidade, onde era dirigente de louvor de uma igreja frequentada por brasileiros, era casada com um pastor, com quem teve um filho. Muito conhecida na comunidade evangélica por cantar músicas gospel, iniciou uma grande amizade com Lanna, de quem sempre estava perto nos cultos: onde Lanna pregava, Rosania cantava. Da amizade ao amor bastaram seis meses e suas vidas foram viradas de cabeça para baixo. De celebridades evangélicas adoradas, Lanna e Rosania viraram párias na religião que ajudavam a espalhar.

Confira abaixo a entrevista que o Virgula Lifestyle fez por telefone com as pastoras:

Como foi a sua conversão e o processo para se tornar uma ex-lésbica?

Lanna – Eu tinha 21 anos quando me converti à religião por achar que iria para o inferno por causa de minha orientação sexual. Eu usava drogas, era alcoólatra e quando me converti essa parte da minha vida deixou de existir. A religião funcionou como um processo de restauração na minha vida, mas a minha orientação sexual nunca foi alterada. Eu nunca vivenciei nenhum processo de cura, mesmo assim segui numa busca constante para deixar de ser lésbica. Eu pensava: ‘Deus me libertou das drogas e do alcoolismo e não consegue me libertar da homossexualidade?’. Na igreja, a homoafetividade é apresentada ou como uma possessão demoníaca ou como uma doença. Eu tentava lidar com as duas coisas. ‘Se é uma doença, Deus vai ter que curar e se eu estiver possessa de algum espírito maligno, Deus vai ter que me libertar’. Tentei por sete anos.

A religião faz uma lavagem cerebral contra a homossexualidade?

Lanna – Hoje eu cheguei à conclusão de que a religião demoniza tudo o que ela não explica e não entende. A homossexualidade é uma questão muito cheia de ramificações e interpretações. A própria igreja não chega a um consenso sobre o que pensa a respeito. Enquanto tem uma parte que garante que é uma possessão demoníaca, outra parte tem certeza de que é uma doença. Por mais que no fundo a igreja saiba que a homossexualidade não é abominável, ela se recusa a corrigir um erro. É difícil voltar atrás e reconhecer que errou depois de milênios condenando os homossexuais. É mais fácil manter como está.

Você escondia sua verdadeira orientação sexual ou estava convicta de que havia sido realmente “curada”?

Lanna – Eu divulgava essa tal cura havia sete anos e pregava contra a homossexualidade. As pessoas me conheciam como “A missionária Lanna Holder, ex-lésbica”. Quando fui pra Boston, eu já estava conformada, achando que teria que viver minha vida toda escondendo minha verdadeira orientação sexual. Eu mentia, pois tinha certeza de que a minha orientação sexual era imutável, ao contrário do que eu fazia as pessoas acreditarem. Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica: quebra de maldição, cura interior, desligamento de alma, quebra de vínculo. Depois de tudo, minha orientação sexual não mudou e então cheguei à conclusão de que fazia parte da minha natureza. Esconder foi a minha única opção. Fiquei casada com um homem, não porque era o que eu queria, mas porque era o imposto para que eu não fosse para o inferno.

Como foi o momento em que você se viu diante da paixão por uma mulher após tantos anos garantindo ser ex-lésbica?

Lanna – Nos conhecemos e no começo nos tornamos grandes amigas. Tivemos uma associação total na religião e quando chamavam a Rosania para cantar, me chamavam para pregar. A vida nos uniu. Viajamos pelos Estados Unidos juntas e eu confidenciava a ela os problemas que tinha em meu casamento, pois como o “exemplo” que eu era, não podia contar para ninguém o que eu enfrentava. Não falava sobre minha orientação sexual, mas conversávamos sobre diversas questões. Quando me dei conta, tudo o que eu fazia era pensando na Rosania. Eu queria estar ao lado dela e percebi que aquilo que eu sentia não era apenas amizade. Eu chorei muito, orei muito e perguntava a Deus quando aquilo passaria. Minha paixão por ela começou a confrontar com tudo aquilo que eu dizia ser errado em minhas pregações.

Como você encarou a paixão pela Lanna já que nunca havia tido interesse em uma mulher antes?

Rosania – Eu percebi um sentimento diferente por ela e então conversamos e admitimos estar apaixonadas. Choramos muito, pedimos muito perdão a Deus e, como éramos casadas, nos sentíamos muito erradas, pois cometemos adultério. Nosso pecado na verdade não foi o nosso amor, mas sim o fato de sermos casadas e de adulterarmos por seis meses. Quando eu era criança, me sentia um pouco diferente das minhas amigas. Mas nunca tinha tido contato sexual com uma mulher até, de repente, me ver apaixonada pela Lanna. Nada foi planejado, deixei o barco me levar, tentei fugir, ficamos separadas, mas a vida nos uniu. Eu sempre digo que me apaixonei por um ser humano e não necessariamente por uma mulher.

Como foi a reação da igreja ao saber que vocês estavam juntas?

Rosania – Contamos aos nossos maridos e depois aos nossos líderes, que nos aconselharam a não contar nada a ninguém para preservar a imagem da igreja. Confiamos que tudo daria certo, eu pensei que voltaria para meu marido e que a Lanna seguiria a vida dela, já que estava decidida a se separar. Mas assim que viramos as costas, eles (os líderes) pegaram o telefone e começaram a ligar para toda a comunidade evangélica contando a novidade. Eu morei 20 anos nos Estados Unidos e convivi com pessoas na igreja a quem considerava parte de minha família. Quando tudo aconteceu, tudo mudou. Eu entrava no banheiro para passar um batom, e as mesmas pessoas que se diziam minhas amigas, saíam imediatamente. Se tivéssemos nos apaixonado por outros homens e cometido adultério do mesmo jeito, a reação teria sido completamente diferente. Passaríamos por um período de disciplina e nossos “amigos” continuariam por perto. Como me apaixonei por uma mulher, subi ao púlpito e pedi perdão por ser quem eu era, mas nunca mais consegui me encaixar na igreja. Me usavam para pregar sobre pecado e aquilo acabou se tornando um circo.

Muitos nos disseram que não tínhamos caráter por termos assumido nosso amor, mas para ter coragem de enfrentar tudo e todos, foi preciso muito caráter. Eu poderia ter ficado cantando e a Lanna pregando sem nunca ninguém imaginar que tínhamos algo. Muitas pessoas da igreja são hipócritas, pregam uma coisa e fazem outra. Tem gente casada que prega para multidões e sai para pegar as menininhas da cidade, tira a roupa na frente da câmera e coisas do gênero. São pessoas assim que nos massacram. Eu me sinto muito mais em paz com Deus sendo o que sou de verdade.

Lanna – Quando eu me converti, já comecei a pregar que eu era uma ex-lésbica e então me tornei uma referência da cura. Na minha época eu era um Silas Malafaia falando que homossexualidade era coisa do demônio, que os gays iam para o inferno. É interessante perceber como a gente cai do cavalo com as nossas convicções. Eu que tanto perseguia os gays, me tornei uma perseguida com o mesmo discurso que eu usava ao assumir minha homossexualidade.

Como é a relação com seus ex-maridos atualmente?

Rosania – Temos uma relação muito bacana. Ele se casou de novo e será pai mais uma vez. Ele mora nos Estados Unidos e sempre o vejo, pois meu filho mora com ele.

Lanna – Só falo com meu ex-marido sobre assuntos relacionados ao nosso filho.

Como é a relação com seus filhos (Rosania tem um filho de 15 anos e Lanna tem um filho de 11 anos)

Rosania – De toda essa história, a coisa mais legal é a nossa relação com nossos filhos. Somos uma família incrível, agimos de maneira muito natural. Meu filho ama a Lanna e adora conversar com ela. Aliás, ele conta mais coisas pra ela do que pra mim. Não tem como uma pessoa afirmar que uma família constituída por gays não é coisa de Deus. Somos uma família feliz que vive em harmonia.

Como surgiu a ideia da igreja inclusiva?

Lanna – Tentamos frequentar outras igrejas, mas sempre ouvíamos as mesmas afrontas dos pastores no púlpito contra os gays. Começamos a fazer amizade com uma série de ex-evangélicos que também não eram aceitos na igreja por conta de sua orientação sexual. Pensamos em fazer algo em nossa casa mesmo, mas em 2011 inauguramos a igreja com 15 pessoas, hoje temos cerca de 500 membros.

Tirando o fato da igreja inclusiva aceitar os homossexuais, o que mais a diferencia das outras?

Lanna – Nada, se alguém entrar aqui sem saber que é uma igreja inclusiva vai achar que é uma igreja evangélica como qualquer outra. Sexo é só depois do casamento, temos dízimos e ofertas, louvamos a palavra de Deus… A bíblia do gay é a mesma do hétero, a única diferença é que interpretamos diferente a questão da homossexualidade. Não somos ativistas gays, mas acreditamos na inclusão.

Como vocês conquistam novos fieis?

Lanna – O evangelismo mais difícil é o de um gay. Primeiro que você já tem que entregar o folheto da igreja dizendo que ele é aceito como é, caso contrário eles rasgam o papel na nossa cara, jogam no chão… Na abordagem, eles logo acham que somos da igreja do pastor que fala mal, então já nos apresentamos como pastoras casadas antes de fazer o convite. Vamos nos pontos de maior concentração do público gay em São Paulo, que é a região da avenida Paulista, a rua Vieira de Carvalho e outras. Paramos nas portas das boates e fazemos flashmobs, cantando e dançando. Com isso, geramos curiosidade e eles se aproximam para saber de onde somos. Sempre vêm várias pessoas à igreja depois dessas abordagens. Vamos também à Parada Gay, à Feira da Diversidade e à Caminhada Lésbica entregar nossos folhetos.

O que os evangélicos convencionais acham da Comunidade Cidade de Refúgio?

Lanna – Tem pessoas que vêm aqui na porta para nos afrontar, teve uma senhora que quase me agrediu aqui na frente. Nos xingam, dizem que a nossa igreja é Sodoma e Gomorra, que é coisa do diabo. Há quem ligue e fale desaforos, deixe recadinhos mal-educados nas redes sociais… Tem quem pense, obviamente não é todo mundo, que aqui tem imoralidade, promiscuidade, que é um ponto de encontro para achar parceiros sexuais.

O que vocês acham do Silas Malafaia?

Lanna – Não temos nada contra o Silas Malafaia, mas achamos que ele só cresceu na religião baseado em polêmicas, a bola da vez são os homossexuais. Ele tem um discurso prepotente de dono da verdade e usa de muita ira para se referir aos gays. Lamentamos muito isso, porque o Silas Malafaia afasta todos os gays da igreja, pois eles acabam achando que todos os pastores pensam dessa forma. Mas ele não representa a maioria dos pastores. Ele não sabe o que ele fala (se referindo à comparação feita por Malafaia de gays a bandidos). Pregue a palavra de Deus, Malafaia! Pare de fazer polêmica!
E Marco Feliciano?
Rosania – A única coisa que temos a dizer ao Feliciano é: “cresça”! Ele é uma pessoa narcisista e tudo o que ele faz é para ganhar holofotes. Infelizmente ele está conseguindo isso da pior maneira possível.

“Não existe ex-gay, o que existe é opressão da sexualidade”, defende presidente da ABGLT Resposta

A decisão do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) de colocar em votação o projeto de “cura gay”, na próxima sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, é visto como um “retrocesso” pelo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno Silva Fonseca.

O projeto, proposto em 2011 pelo tucano João Campos (PSDB-GO), tem como objetivo barrar uma norma da resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), de março de 1999, que impede os profissionais da área de sugerir aos pacientes tratamentos que busquem a cura da homossexualidade.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, por telefone, Fonseca reforçou que a homossexualidade não é uma doença e que o deputado Feliciano deveria se empenhar em tratar a homofobia, pois esta, sim, causa transtorno à sociedade. Confira a íntegra da entrevista:

ZH — Como você recebeu a notícia de que o deputado Marco Feliciano vai colocar em votação na Comissão de Direitos Humanos o projeto de “cura gay”?

Carlos Magno Silva Fonseca — É um absurdo. Na verdade, a postura do próprio deputado está só reforçando o que nós já dizíamos, que é um deputado homofóbico e que não está preocupado com os direitos humanos. A homossexualidade não é doença, não existe nenhuma indicação nem no âmbito da medicina, nem do âmbito da psicologia, nem no âmbito da ciência que aponte que a homossexualidade é uma doença, portanto ela não precisa de nenhum tipo de projeto que venha a curar nossa homossexualidade. A única coisa que traz transtorno e sofrimento à comunidade LGBT é a homofobia. Ao invés de ele discutir a questão da cura homossexual, ele devia estar discutindo a cura da homofobia, que é o mal da sociedade. Se o deputado Feliciano tivesse mesmo uma preocupação com os direitos humanos, ele estaria se preocupando com a homofobia, que mata um homossexual a cada 26 horas no país. Ele devia estar se empenhando para que a homofobia acabasse no país, para que o crime de ódio e intolerância ao homossexual fosse aprovado.

ZH — Como você entende a questão do “ex-gay”, a pessoa que resolveu deixar de ser homossexual?

Fonseca — Acho que não existe nem ex-gay, nem ex-heterossexual, na verdade o que acontece é que a pessoa oprime a sua sexualidade por causa do preconceito, mas ele não deixa de ter sua orientação sexual, seus desejos, seus afetos. Ele pode oprimir, mas mudar ele não consegue. Nenhum estudo aponta que é possível mudar sua orientação sexual.

ZH — Você acha que esse projeto é um retrocesso frente a todas as conquistas dos homossexuais nos últimos anos?

Fonseca — É um retrocesso porque essa discussão já era superada pela sociedade. Ninguém mais vê o homossexual como doente. Isso é uma discussão superada no século passado. Quando você vê uma pessoa querendo voltar à patologização da homossexualidade, é um retrocesso em relação a todos os direitos de cidadania da sociedade LGBT. Para nós, isso demonstra que essas pessoas não estão apresentando isso do ponto de vista realmente científico. Na verdade, eles estão apresentando isso do ponto de vista moral e preconceituoso, tentando colocar a gente numa condição de cidadãos de segunda categoria, e agora ainda mais como doentes, que precisam ser tratados. É muita intolerância, porque quando você quer mudar uma pessoa é porque você não aceita como ela é. Isso é uma homofobia da pior forma.

ZH — A ABGLT pretende fazer alguma manifestação em relação ao projeto?

Fonseca — Dia 15 de maio vamos ter uma marcha em Brasília contra a homofobia e em defesa do Estado laico, porque essas posturas têm de fundo um caráter religioso e moral. Isso prejudica a questão do Estado laico, porque hoje são os gays, amanhã são os negros, depois as mulheres e todos os setores que eles não consideram como cidadãos. Essa postura desse grupo é tão fundamentalista que já está tendo posturas fascistas. Esse projeto só reforça a nossa mobilização, que vai ter caravanas do Brasil todo.

Feliciano coloca ‘cura gay’ e criminalização da ‘heterofobia’ em votação na CDHM 2

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O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), colocou na pauta de votação da próxima reunião deliberativa do colegiado o projeto de decreto legislativo que derruba determinação do Conselho Federal de Psicologia (CFP) contra tratamentos pela cura da homossexualidade.

O deputado também incluiu na mesma sessão  a apreciação de projeto que penaliza a discriminação contra heterossexuais e projeto que especifica atos considerados crimes de disciminação e preconceito, indo além da lei do racismo em vigor.

Desde que foi escolhido para presidir a comissão, Feliciano é alvo de protestos pelo país em razão de declarações consideradas homofóbicas e racistas. A comissão se dedica tradicionamente à defesa de minorias.

Na próxima quarta-feira (8/5), a comissão vai analisar a proposta que pede a extinção de dois artigos da resolução do CFP. Um deles impede a atuação dos profissionais para tratar homossexuais e qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente. A outra resolução determina que psicólogos não se pronunciem de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais. Na prática, se esses dois artigos forem retirados, psicólogos estariam liberados para atuar em busca da suposta “cura gay”.

Apesar de o projeto entrar na pauta de votação da comissão, não existe a obrigatoriedade para que o texto seja apreciado. A proposta pode ser retirada da pauta durante a reunião. Caso seja aprovado, o projeto ainda deverá ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça até chegar ao plenário da Câmara.

Feliciano responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF): um inquérito que o acusa de homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A defesa do parlamentar nega as duas acusações.

De acordo com a assessoria de imprensa de Marco Feliciano, o projeto foi colocado na pauta devido ao andamento da lista de propostas em tramitação na comissão. A assessoria informou que a votação não é parte de qualquer estratégia ou acordo político. “O presidente da comissão coloca em pauta de votação. Se existe estratégia de votação, isso deve partir dos deputados”, declarou Feliciano, segundo sua assessoria informou ao G1.

Em seu parecer em defesa da proposta, o relator, deputado Anderson Ferreira (PR-PE), aponta que a projeto “constitui uma defesa da liberdade de exercício da profissão e da liberdade individual de escolher um profissional para atender a questões que dizem respeito apenas à sua própria vida”.

Ao justificar o projeto, o autor do texto, deputado João Campos (PSDB-GO),  afirma que  “o Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional extrapolou o seu poder regulamentar”.

Para o presidente do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal, Ivan Augusto, a entidade não defende o tratamento de homossexuais por não ser possível fazer o diagnóstico de uma patologia.

“O que a gente quer é que sendo uma questão que não tem um diagnóstico, é muito difícil dar opinião sobre como pessoa gosta de ser. Até hoje não vi ninguém ser tratado. Não é nenhum problema, é uma solução de cada um”, afirmou.

Heterossexuais 

Também na pauta para votação, o projeto que penaliza a discriminação contra heterossexuais estabelece políticas antidiscriminatórias para proteger quem se relaciona com pessoas do sexo oposto. O texto, de autoria do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), estabelece pena de um a três anos de reclusão para esse tipo de crime.

O projeto prevê penalização para estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, “por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade ou contra elas adotem atos de coação ou violência”.

Em sua justificativa pelo projeto, Cunha afirma que “a preocupação com grupos
considerados minoritários tem escondido o fato de que a condição heterossexual também pode ser objeto de discriminação, a ponto de que se venha tornando comum a noção de heterofobia”.

Racismo 

Feliciano também incluiu projeto de lei, previsto para ser votado com prioridade, que busca especificar os atos considerados crimes de disciminação e preconceito, indo além da lei do racismo em vigor. A proposta define o crime de discriminação resultante de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. No texto substitutivo (projeto com alterações) da relatora, deputada Erika Kokay (PT-DF), que deixou a comissão, foi inserido o crime cometido por “orientação sexual” e “idade”, o que beneficia homossexuais e idosos.

Composição

No último dia 17, cinco deputados renunciaram às suas vagas da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Erika Kokay (PT-DF), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Domingos Dutra (PT-MA),  Chico Alencar (PSOL-RJ) e Luiza Erundina (PSB-SP) deixarm o colegiado porque são contrários à presidência de Feliciano.

A Comissão de Direitos Humanos possui 18 titulares e 18 suplentes. O quórum mínimo é de dez parlamentares e são necessários nove deputados para se abrir uma sessão. Os suplentes dos deputados que deixaram os cargos não devem assumir as vagas porque atuam em outras comissões e não podem assumir mais de uma.

Fonte: G1

Parada Gay de SP deve ter protesto contra Feliciano, Bolsonaro e Malafaia Resposta

Parada Gay 2012

Parada Gay 2012

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) divulgou nesta quinta-feira (2/5) o cartaz da Parada Gay deste ano, agendada para o dia 2 de junho. O tema da parada será “Para o armário nunca mais! União e Conscientização na luta contra a homofobia”. Um dos carros alegóricos deve protestar contra pessoas que tentaram diminuir os direitos conquistados pelos homossexuais ao longo do ano, como o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) Divulgação/APOGLBT

A associação que organiza a Parada Gay de São Paulo, a APOGLBT, divulgou nesta quinta-feira (2/5) que um dos trios elétricos que participarão do desfile deste ano terá protestos contra os deputados federais Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e Jair Bolsonaro (PP-RJ), e o pastor evangélico Silas Malafaia, além de outras pessoas que tenham agido contra os direitos conquistados pelos homossexuais.

“Esses indivíduos [Feliciano, Bolsonaro e Malafaia] são apenas a ponta do iceberg. Eles conseguiram ressonância em uma sociedade que diz que não é racista nem preconceituosa, mas mostra que é racista e preconceituosa”, diz Nelson Matias Pereira, diretor-executivo e um dos fundadores da associação. “São representantes dos que pensam igual a eles.”

A APOGLBT estima que entre 20 e 22 trios elétricos vão participar do desfile, marcado para 2 de junho. O prazo de inscrição termina no dia 15 de maio e 17 já foram confirmados. Todos os carros alegóricos do desfile são usados para protestar contra a homofobia.

O último, no entanto, chamado de “Trio da Paz”, tradicionalmente traz mensagens de reforço ao tema da parada, que este ano é ‘Para o armário, nunca mais! União e conscientização na luta contra a homofobia’.

Feliciano, Bolsonaro e Malafaia não serão temas exclusivos do último trio elétrico, mas certamente serão lembrados em faixas e outras formas de protesto. “Não tenho nada contra aqueles que querem manifestar sua fé; o que não pode é isso ser usado como arma contra os outros”, diz Pereira.

O deputado Pastor Marco Feliciano, atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, colocou na pauta da comissão a votação do projeto chamado de ‘cura gay’, e recebeu apoio do deputado Bolsonaro durante as reuniões da comissão em que houve protestos. O pastor Silas Malafaia chegou a comparar homossexuais a bandidos e assassinos na TV aberta. Para Pereira, “isso é um retrocesso de um país democrático como o nosso”.

O show de encerramento do desfile será feito pela cantora Ellen Oléria, vencedora da primeira temporada do reality show The Voice Brasil, da TV Globo, no ano passado. Ellen é homossexual e levou sua namorada ao programa de TV.

A organização da parada também procurou a cantora Daniela Mercury, que assumiu publicamente ter um relacionamento amoroso com uma mulher, em abril. Daniela faria a apresentação do hino nacional ou ficaria em um dos trios, mas sua participação ainda não foi confirmada.

Opinião

As paradas do orgulho LGBT têm se mostrado ineficazes como instrumento de protesto contra a homofobia e a transfobia, e de visibilidade da comunidade ou reivindicação por maior inclusão social. O que se vê é um carnaval fora de época com a presença de muitos heterossexuais que lá vão, não para apoiarem os direitos humanos, mas para assistirem ao “show” ou se divertirem com ele.