DJ que tocou na Parada diz que tatuagens não são nazistas e que imagem de Mussolini é de soldado 1

Reprodução: Rash-SP

“Foto do DJ com imagem do fascista Mussolini e símbolos neonazistas no site Rash-SP”

Após a divulgação de imagens que fazem alusão ao fascismo e nazismo serem divulgadas em redes sociais, o DJ EnricoTank, que tocou em um trio da Parada Gay no domingo, divulgou nota afirmando que se trata de uma tentativa de denegrir sua imagem.

Ele dá explicações para cada uma das tatuagens. Afirma que uma conhecida imagem do fascista italiano Benito Mussolini é a de “um combatente desconhecido, uma vez que o DJ é aficionado pela temática da guerra”.

Nas fotos, divulgadas no site do grupo anti-intolerância Rash-SP, Tank tem uma tatuagem com o número 88, representação da oitava letra do alfabeto, usado para simbolizar a saudação nazista “Heil Hitler”. De acordo com a nota enviada pela assessoria dele, é uma referência ao ano de 1988, quando fez a primeira viagem ao exterior. “Ao retornar ao Brasil recentemente, sendo informado da possível interpretação deste número como algo ligado ao nazismo, decidiu reformular a sua tatuagem, modificando-a com o número 8 e o desenho de uma bola de bilhar”, afirma a nota.

Também há símbolos usados pela organização racista white power e a imagem da bandeira confederada americana (adotada por grupos racistas). O primeiro, de um punho cerrado, é um sinal de resistência, segundo ele. A bandeira é uma homenagem ao estilo country rock.

Pelas fotos, também é possível encontrar simbologia muito similar a grupos neonazistas internacionais, como Combat 18 e Blood and Honour. O primeiro, segundo a nota, foi uma alusão à guerra e o outro, a um filme de mesmo nome.

A assessoria de Tank afirma que, mesmo sendo heterossexual, ele fez toda a carreira em clubes gays da Europa. O DJ é ex-integrante da boy band Twister e já posou na G Magazine.

Depois da divulgação das imagens, a apresentação dele prevista para a Parada Gay de Santo André, no ABC, foi cancelada. A organização encaminhou o caso para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e para a Secretaria de Estado da Justiça.

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