Parada Gay em Itaquaquecetuba (SP) luta por igualdade e contra preconceito 2

Participantes desfilam com a bandeira do arco-íris (Foto: Jenifer Carpani/G1)

Participantes desfilam com a bandeira do arco-íris (Foto: Jenifer Carpani/G1)

“Mato 50 leões por dia por causa do preconceito é uma luta diária”. Um pouco afastado da multidão colorida que dançava e cantava animada o professor Mário Grego parece ser um representante daqueles que batalham no dia a dia pela igualdade de tratamento e pela justiça. “Está escrito na constituição que somos iguais, mas eu não sou tratado como igual”, declara.

Ele e o marido, Gledson Perrone, técnico de enfermagem, se declaram o primeiro casal a se casar no Estado de São Paulo. “Aconteceu de sermos os primeiros, casamos em agosto de 2012”, declara. Segundo Mário, o casal está junto há 10 anos e desde 2010 vive em união estável. “O casamento foi uma conquista nossa e uma conquista coletiva, do Movimento LGBT”, diz.

Mário e Gledson vieram de São Paulo para participar da Parada Gay em Itaquaquecetuba (Foto: Jenifer Carpani/G1)

Mário e Gledson vieram de São Paulo para participar
da Parada Gay em Itaquaquecetuba
(Foto: Jenifer Carpani/G1)

O casal veio da capital para prestigiar a Parada Gay em Itaquaquecetuba (SP). O evento foi realizado na tarde deste domingo (9/6) e, segundo a Secretaria de Cultura, reuniu cerca de 3,5 mil pessoas só na concentração. Segundo o secretário de Cultura Marcus Vinicius de Menezes Lima, Itaquaquecetuba é a única a realizar a Parada Gay no Alto Tietê.”É importante respeitar a diversidade. Temos que atender e tratar o público LGBT como tratamos qualquer outro”, argumenta. De acordo com o secretário, a expectativa é que 7 mil pessoas compareçam até o final do evento.

Ao som de música eletrônica, “Show das Poderosas” e “I Will Survive” o público saiu da concentração por volta das 15h30 e caminhou pelas ruas da cidade em direção à Praça Padre João Álvares. Atrás do Trio Elétrico que agitava a multidão, uma bandeira gigante com as cores do movimento chamava atenção por onde passava e tremulava de acordo com o gosto dos participantes que faziam questão de brincar com o tecido.

Na Praça Padre João Alvares, no centro de Itaquaquecetuba , um palco esperava os participantes que seguiram o trio elétrico. A festa tem programação extensa até o final da noite, e deve ser encerrada com o show de Léo Aquila.

De acordo com o coordenador geral do fórum LGBT no Alto Tietê, Ghe Santos, este tipo de evento é essencial para dar visibilidade à luta contra o preconceito. “Não adianta a cidade lidar com estas questões só politicamente”, argumenta. “Nós temos que ir para as ruas. Eventos como este são essenciais para mostrar para a sociedade civil a nossa causa”. Segundo ele este é o sétimo ano da Parada Gay na cidade.

O copeiro Lucas Lopes Ferreira comparece todos os anos ao evento e desta vez não foi diferente. “É o quarto ano que compareço”, explica. “A parada é um grito de cidadania. Lutamos pela independência e lutamos por nós mesmos”, destaca. Já para o professor Mário Grego, apesar dos avanços que aconteceram na luta pela igualdade e contra o preconceito, o caminho ainda é muito longo. “A briga é gigante”, lamenta.

  1. EU ACHE Q DEVERIA TE PEDIDO PRA TIRA FOTOS DAS PESSOAS DE FRENTE E CONVERSAS SOBRE A PARADA GAY MAS FOI MUITO BOM MELHOR DUQUE A PAARAD GAY DE SANTO ANDRE

  2. Pingback: Homofobia mata na Rússia – Assine essa Petição da All Out. | SCOMBROS

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