‘Marcha das Vadias’ pede fim da violência contra a mulher e homofobia no Espírito Santo Resposta

Marcha das Vadias passou pelas ruas de Vitória (Foto: Mariana Perim / G1 ES)

Marcha das Vadias passou pelas ruas de Vitória (Foto: Mariana Perim / G1 ES)

Com a intenção de repudiar todo o tipo de violência contra a mulher e também em protesto por uma sociedade igualitária e livre de preconceitos, a segunda edição da Marcha das Vadias em Vitória percorreu, neste sábado (20/07), a Rua da Lama e a ponte Ayrton Senna, em direção à Praça dos Namorados, na Praia do Canto. Centenas de pessoas se reuniram na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde foram preparados cartazes e realizadas pinturas corporais.

Segundo a organização do evento, as mulheres são ensinadas desde muito novas a sentir culpa e vergonha pela expressão da própria sexualidade e a intenção do evento é quebrar tais preconceitos. O grupo saiu da Ufes por volta das 17h e encerrou o ato às 18h10. No fim, a organização mobilizou os demais participantes a darem apoio às famílias dos manifestantes presos durante o protesto de sexta-feira (19/07), ocorrido no Centro da capital.

Durante toda a caminhada, os manifestantes fizeram batucada e utilizaram megafones para gritar palavras de ordem contra o machismo, o racismo e a homofobia. O grupo reforçou a oposição a projetos do Congresso, como a ‘cura gay,’ e também criticou a Igreja Católica, considerando a questão do aborto. A manifestação recebeu demonstrações de apoio durante o trajeto, como aplausos, buzinaços e gestos positivos nas varandas dos edifícios.

Mapa da violência
De acordo com o Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, o Espírito Santo é o estado com o maior número de homicídios de mulheres no Brasil. A taxa capixaba, de 9,4 mortes em cada 100 mil mulheres, é maior que o dobro da média nacional.

Marcha histórica
O movimento acontece em várias partes do Brasil, mas já é uma ação mundial. Começou quando um professor, no Canadá, durante uma palestra, disse que as mulheres sofriam estupro por causa da maneira como se vestiam. Essa afirmação gerou uma polêmica no mundo inteiro, sendo o que motivou a marcha e a maneira como as mulheres, e até alguns homens, se vestem na passeata: muitas vezes sem roupa e com o corpo pintado, em sinal de protesto.

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