12ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa pede fim da homofobia Resposta

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Com o tema “Respeito e Liberdade caminhando Lado a Lado”a 12ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa levou 30 mil pessoas às ruas da capital paraibana no último domingo (25), a concentração do evento começou por volta da 16h na Praia do Cabo Branco. Além de fortalecer o combate à homofobia, o objetivo da parada segundo Myke Fonseca, vice-presidente do Movimento do Espírito Lilás (Mel), é lutar pelos direitos civis da população LGBT do estado.

“O principal objetivo do evento foi a luta por respeito aos LGBTs e pela criminalização da homofobia, o nosso estado está sempre entre os principais em número de assassinatos por razões homofóbicas, só este ano já foram contabilizadas 20 mortes e isso é muito sério”, disse Myke Fonseca, vice-presidente do Mel.

A concentração para a caminhada aconteceu na Avenida Cabo Branco, com percurso até o Busto de Tamandaré, entre as praias do Cabo Branco e Tambaú, onde rolou um show com a cantora Ellen Oléria, vencedora do The Voice Brasil (Rede Globo) em um palco montado na praia de Tambaú.

Atividades educativas, como a distribuição de preservativos e panfletos orientando sobre a importância da prevenção contra as DSTs também aconteceram durante a realização da parada.

“É um evento que tem uma caracterização política e social de extrema importância, porque mostra a quantidade de pessoas que não é tão minoritária assim, e que estão todos nas ruas lutando pelos seus direitos, mostra também a cultura LGBT, que é diferente, tem a cultura e toda a história das ‘drags’, enfim, é um ato político muito importante, a distribuição do material educativo para prevenção de DSTs é uma atividade realizada em grandes eventos como o carnaval, por exemplo, e independe do fato de ser um evento LGBT”, pontuou Myke.

‘O governo do Estado tem secretários lésbicas e gays com muito orgulho’, foi o ponto alto da fala da secretária de Comunicação da Paraíba, Estela Bezerra, que representava o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Na abertura do evento, a secretária destacou que o governo do estado se orgulhava de ter iniciado as políticas públicas para LGBTs na Paraíba e João Pessoa, mas apontou que ainda existe um amplo percurso para coibir a homofobia.

Já o ex-prefeito, Luciano Agra (PEN), que representava o prefeito Luciano Cartaxo (PT) ressaltou a instalação da coordenadoria LGBT na Capital, onde a implementação teve início em sua gestão e o projeto para o conselho LGBT, que é uma exigência da Parada, deveria ser apresentado pelo vereador Bira (PT) na próxima quarta (27). Não sei se foi apresentado.

Para a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, a conscientização e o respeito à diversidade é um dos maiores desafios no combate à homofobia.

“Um dos grandes desafios é a tipificação dos crimes homofóbicos, hoje nós não temos uma tipificação, ou seja, uma lei que diga o que é o crime homofóbico, esse é um desafio importante que tem que caminhar junto com outros desafios que é a mudança de mentalidade. Só com uma sociedade que respeita a diversidade sexual, que compreende é que pode enfrentar a homofobia.”, disse Gilberta.

Segurança durante o evento

O policiamento civil e militar na orla de João Pessoa foi reforçado para a realização do evento, de acordo com o coronel Jefferson Pereira, comandante da 1ª Região Integrada de Segurança Pública, um efetivo de 100 policiais militares estiveram presentes na Parada, sendo 45 circulando entre os participantes e outros 55 nas áreas próximas.

“O efetivo empregado foi formado pelo policiamento ordinário, utilizado diariamente no local, mais o reforço. O objetivo foi que a Parada pudesse transcorrer com tranquilidade, com o mínimo de ocorrências policiais”, informou o militar.

A Polícia Civil incrementou o efetivo do 1º Distrito Integrado de Segurança Pública (Disp) de Manaíra e da coordenação do plantão que funcionou na Central de Polícia, no bairro do Varadouro.

De acordo com a Polícia Militar cerca de 30 mil pessoas ocuparam a orla e Palmeira afirmou que o evento transcorreu ‘muito bem’ sem grandes incidentes. Foram sete trios: o do bar Relicário, da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), do Conselho de Direitos Humanos da OAB, da Frente parlamentar LGBT, da Colutas, do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) e o do movimento LGBT.

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