Quero um beijo gay apaixonado em “Amor à Vida” Resposta

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Quero um beijo apaixonado entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em “Amor à Vida”, novela de Walcyr Carrasco, exibida às 21h pela Rede Globo. Sei que a Globo já exibiu um beijo gay antes, na minissérie “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral. Mas foi um beijo entre um heterossexual e um homossexual e não um beijo homoafetivo. Sei que outros beijos gays já rolaram na TV aberta: no programa “Beija Sapo” (MTV) e em um reality show que está sendo exibido na Band, apresentado pela Adriane Galisteu. Sei que existem duas lésbicas se beijando na atual edição do BBB, que não estou acompanhando. Sei, também, que já houve um selinho lésbico em uma novela do Manoel Carlos. Também me lembro do beijo lésbico em “Amor e Revolução” (SBT). Foi um beijo lindo, profundo, mas a direção vetou o beijo entre homens. É que o beijo entre mulheres agrada a uma parcela da população, muitos homens se sentem excitados com isso, já o beijo entre homens desagrada, causa repulsa. Só que desta vez pode ser diferente. O autor Walcyr Carrasco construiu uma história de amor entre o Niko e Félix, fazendo com que ambos sofressem bastante, até caírem nas graças dos telespectadores. O Niko com a história do Fabrício. Ele sempre foi tão fofo na novela, mas tão fofo, que os telespectadores acabaram por torcer para que o Fabrício ficasse com ele e não com a Amarilys (Danielle Winits), mesmo antes de descobrir que o bebê de fato é dele. Já o Félix foi rejeitado por todas as personagens da novela, menos a Márcia (Elizabeth Savalla) e o Niko. E ele pôde ajudar o Niko, mostrar que existia um Félix bom, que tornou-se um monstro por ter sido rejeitado pelo pai. Eu, pessoalmente, acho que nada justifica jogar uma criança na caçamba, mas o autor da novela conseguiu convencer os telespectadores e todos passaram a ver o Félix, não como um vilão, mas como uma vítima.

Durante grande parte da novela, com o Eron (Marcelo Anthony) separado do Niko e o Félix sem o seu Anjinho (como é mesmo o nome do ator que fez a personagem?) na cadeia, os gays ficaram sem companheiros. Mas o autor colocou na boca da Aline (Vanessa Giácomo), da Amarilys e do César (Antonio Fagundes) frases homofóbicas, fazendo com que o telespectador entrasse em contato com a sua própria homofobia e refletisse sobre o assunto. A família brasileira tem, pelo menos até hoje, o último capítulo de “Amor à Vida”, a companhia de sete personagens gays e uma travesti. Só faltou uma lésbica, para que os LGBTs fossem todos representados, pois até a bissexualidade o Walcyr Carrasco abordou.

Eu quero um beijo homoafetivo entre dois homens, não porque foram mostradas cenas de traições, assassinato, suicidio e tentativa de assassinato, porque eu acho que não dá para comparar cenas de violência com cena de amor, que é o que uma cena de beijo representa. Eu quero um beijo gay, porque a história entre o Félix e o Niko só estará completa com o beijo. Eu quero um beijo gay, para que uma porta seja aberta para outros beijos gays, até que não se use mais o termo “beijo gay” e sim beijo, como outro qualquer.

PPS pede que STF declare omissão do Congresso por não ter votado PLC 122/06 Resposta

PPS

 

O Partido Popular Socialista (PPS) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26) na qual pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare omissão do Congresso Nacional por não ter votado projeto de lei que criminaliza atos de homofobia. O ministro Celso de Mello é o relator.

Segundo o PPS, a ação foi proposta a fim de que seja imposto ao Poder Legislativo o dever de elaborar legislação criminal que puna a homofobia e a transfobia, espécies de racismo. “Racismo é toda ideologia que pregue a superioridade/inferioridade de um grupo relativamente a outro e a homofobia e a transfobia – espécies de racismo – implicam necessariamente na inferiorização da população LGBT relativamente a pessoas heterossexuais cisgêneras (que se identificam com o próprio gênero)”, afirma.

A criminalização específica, conforme o partido, decorre da ordem constitucional de legislar relativa ao racismo – crime previsto no artigo 5º (inciso XLII) da Constituição Federal – ou, subsidiariamente, às discriminações atentatórias a direitos e liberdades fundamentais (artigo 5º, inciso XLI) ou, ainda, também subsidiariamente, ao princípio da proporcionalidade na acepção de proibição de proteção deficiente (artigo 5º, inciso LIV).

De acordo com o PPS, o Congresso Nacional tem se recusado a votar o projeto de lei que visa efetivar tal criminalização. “O legislador não aprova, mas também não rejeita, deixando este e todos os outros temas relativos à população LGBT em um verdadeiro limbo deliberativo”, ressalta.

Na ação, o partido pede a criminalização específica de todas as formas de homofobia e transfobia, especialmente as ofensas individuais e coletivas, os homicídios, as agressões e as discriminações motivadas pela orientação sexual e/ou identidade de gênero – real ou suposta – da vítima. “Todas as formas de homofobia e transfobia devem ser punidas com o mesmo rigor aplicado atualmente pela Lei de Racismo, sob pena de hierarquização de opressões decorrente da punição mais severa de determinada opressão relativamente a outra”, sustenta.

Em 2014 jogue seu preconceito no lixo Resposta

 

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Luto por um Brasil sem homofobia e transfobia. Isso não quer dizer que eu não me preocupe com outros problemas do país, como a fome e a corrupção. Lutar contra a violência que mata praticamente um LGBT por dia é lutar por um Brasil melhor, mais justo para todos. Você não precisa ser lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual, transgênero para lutar contra a violência praticada contra os LGBTs, basta se colocar no lugar do outro e ter um pouco de sensibilidade. Não queremos privilégios e não nos achamos melhores do que ninguém, apenas queremos direitos iguais, queremos poder andar nas ruas sem medo e manifestar o nosso amor livremente. Comece o ano de 2014 de uma forma diferente: JOGUE O SEU PRECONCEITO NO LIXO!

Preta Gil pede apoio ao público contra a homofobia 1

Preta Gil (Foto: Fábio Cordeiro/Ed.Globo)

Preta Gil (Foto: Fábio Cordeiro/Ed.Globo)

Preta Gil subiu ao palco do Monte Líbano no último sábado (28/12) para comemorar o Réveillon e abrir os ensaios do seu bloco, o “Bloco da Preta”. Logo após cantar Sou como sou, a diva pediu ao público que se unisse a ela na luta contra a homofobia: “Gente, vamos dar o nosso recado! Vamos dizer não à homofobia!”.

O show contou com a presença de amigos da cantora, como a atriz Carolina Dieckmann, madrinha do bloco, o apresentador David Brasil e de Gominho, ex-participante do reality A Fazenda. Durante o show, Preta Gil convidou ao palco Pedro Lima, finalista da segunda edição do The Voice Brasil, com quem cantou Se eu não te amasse tanto assim, sucesso na voz de Ivete Sangalo. O ator Tiago Abravanel também fez um dueto com a cantora na música Fora da Lei, de Ed Motta.

O Bloco da Preta tem desfile marcado para o dia 23 de fevereiro pela Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. Os ensaios do bloco acontecerão todas as quintas-feiras de janeiro, dias 9, 16, 23 e 30, no Monte Líbano.

*Com informações da Quem

SUS começa a fazer registro de violência contra LGBTs este mês Resposta

SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS), vai começar a registrar casos de violência contra a população LGBT em prontuários de atendimento a partir deste mês. A iniciativa tem como objetivo ampliar a notificação de casos de homofobia e transfobia no país a fim de futuramente subsidiar políticas públicas de prevenção e combate à violência sofrida por gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. As informações são do Ministério da Saúde.

Essa foi uma iniciativa da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual/CEDS-RIO através do decreto 35816 assinado pelo prefeito Eduardo Paes no dia 28 de junho de 2012. Através de ofício entregue em mãos, foi solicitado ao ministro da saúde Alexandre Padilha que essa norma fosse federal e que no relatório SINAN constasse o item homofobia ( o que também está sendo feito, pois quando a solicitação foi feita, o decreto era na categoria outros).

Para a realização do registro, todas as fichas de atendimento das unidades de saúde vão ganhar um campo especial para a notificação de ocorrências, que deverão ser preenchidas com o nome social (caso houver), a identidade de gênero e a orientação sexual do paciente.

O registro de casos de violência contra LGBTs pelo SUS tem início seis meses após a divulgação de um relatório sobre violência homofóbica feito pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. De acordo com o documento, no período de um ano, as denúncias de agressões e crimes motivados por homofobia aumentaram 166% no país, subindo de 1.159 casos em 2011 para 3.084 em 2012.

Segundo o relatório, jovens entre 15 e 29 anos figuram entre os mais vulneráveis à violência e representam 61% das vítimas em casos registrados de discriminação. A principal queixa, que aparece em 83% das ocorrências, é a de violência psicológica, uma vez que são alvos de humilhações, hostilizações e ameaças, calúnia, injúria e difamação.

Para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a alta incidência de casos registrados reflete maior reconhecimento social em relação a tal tipo de discriminação, o que consequentemente induz à denúncia.

A iniciativa faz parte da disseminação de um projeto piloto integrado ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que registra casos de violência contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos desde agosto de 2013, nos estados de Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

*Com informações do Mix Brasil

Joey Barton é indicado a ‘Oscar Gay’ na Inglaterra por sua campanha contra a homofobia no futebol Resposta

Joey Barton

Joey Barton

Joey Barton, o meia do Queens Park Rangers, foi indicado para o ‘Oscar Gay’ distribuído anualmente pela revista Out in the City, voltada para o público LGBT. O motivo da indicação é a forte participação de Barton em campanhas para erradicar o preconceito no futebol.

Barton apareceu entre os finalistas na categoria ‘Straight Ally of the Year‘ (Aliado Hétero do Ano). O vencedor será conhecido em uma grande festa de gala no dia 25 de abril, em um hotel em Londres.

“O trabalho de Joey Barton para acabar com a homofobia no futebol é memorável, então não é nenhuma surpresa que ele esteja entre os indicados. Espero que outros jogadores sigam o seu exemplo,” disse a organizadora do evento, Linda Riley.

No ano passado, Joey Barton esteve a frente de uma campanha ao lado da rede de apostas Paddy Power para levantar atenção para a causa.

“Os burocratas são responsáveis por não tomarem uma atitude mais enérgica para acabar com o problema. Vivemos uma democracia bastante liberal e é incrível que nós ainda precisemos ter esse tipo de conversa em pleno 2013. O jogador de futebol moderno tem a mente bem aberta, eu acho. A sexualidade das pessoas é um problema cada vez menor. Espero que um grnade número de jogadores nos apoiem,” declarou Barton ao jornal Metro em setembro.

*Com informações da Goal