Para agradar os cristãos fundamentalistas, PT entrega CDHM para deputado da Frente pela Vida Resposta

O petista Assis do Couto

O petista Assis do Couto

Infelizmente não deu para a deputada Erika Kokay. O PT decidiu entregar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) a uma pessoa que faz parte da Frente pela Vida (contra o aborto), o deputado Assis do Couto. O deputado já chegou falando bobagem. Disse que preferia a Comissão de Agricultura e que a CDHM só pautava direitos LGBT. Mostra que desconhece o histórico da comissão. Ele é a resposta certa para deixar tudo como está no mesmo panorama político da eleição passada: não chatear os cristãos fundamentalistas e enrolar os defensores dos direitos humanos e das minorias. O lado positivo é que o PT não poderá mais usar Feliciano como bode expiatório. O lado negativo é que não acontecerá nada de bom este ano, qualquer PL interessante será posto em banho-maria.

Informe Urgente PNE – Mobilização – audiência pública na Câmara dia 25/02, às 14h Resposta

PNE

 

Pessoas LGBT e Aliadas,

Na próxima terça-feira (25), haverá uma audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o Plano Nacional de Educação (PNE).

http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/1230710.htm

http://www.camara.leg.br/internet/ordemdodia/ordemDetalheReuniaoCom.asp?codReuniao=35227

Já tem 20 entidades inscritas para falar na audiência. As entidades precisam falar de forma objetiva o que querem, segundo informou a deputada Fátima Bezerra.

Há muitos problemas com a proposta do PNE do Senado (vejam os anexos). A ideia é rejeitarmos as propostas do Senado no que tange a conteúdos.

O primeiro talvez seja a modificação proposta para o inciso III do Artigo 2º. Querem retirar as especificações de formas de discriminação, deixando genérico.

Também o machismo, não querem flexão de gênero (ex. o/a professor/a) – querem tudo no masculino.

Proposta da Câmara Proposta do Senado, feita pelos fundamentalistas
III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual;
III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação;

V – formação para o trabalho e para a cidadania;
V – formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade;

Abaixo e em anexo está a comparação da versão da Câmara com a versão do Senado.

Observações:

Marcações em amarelo foram consideradas mudanças de mérito em relação ao texto da CD.

Marcações em vermelho foram consideradas inovações em relação ao texto da CD.

Marcações em azul foram consideradas alterações de redação.

Em vários dispositivos o texto da CD também está marcado com cores para facilitar a visualização/compreensão das alterações realizadas.

Síntese das modificações no PNE conforme relatório do Dep. Vanhoni:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54a-legislatura/pl-8035-10-plano-nacional-de-educacao/documentos/outros-documentos/sintese-das-alteracoes-do-sf-19-02-14-atualizado

Quadro comparativo entre as versões do Senado e da CD:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54a-legislatura/pl-8035-10-plano-nacional-de-educacao/arquivos-destaque/quadro-comparativo-substitutivos-da-camara-e-do-senado-consultores

Dia 12/03/2014, o deputado Vanhoni apresentará o relatório final do PNE.

Deverá ser votado no plenário da Câmara na segunda quinzena de março ou na primeira quinzena de abril, mesmo que haja pedido de vistas.

Vamos nos mobilizar para que tenhamos um Plano Nacional de Educação que contemple as necessidades todos e todas.

Toni Reis

Secretário de Educação da ABGLT

Titular do Fórum Nacional de Educação

Titular do Fórum Municipal de Educação de Curitiba

Suplente do Fórum Estadual de Educação do Paraná.

Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas 1

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética desta entidade se manifestam radicalmente contra a grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros representada pelas declarações da âncora Rachel Sheherazade durante o Jornal do SBT.
O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014. Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.
O Sindicato e a Comissão de Ética do Rio de Janeiro solicitam à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que investigue e identifique as responsabilidades neste e em outros casos de violação dos direitos humanos e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que ocorrem de forma rotineira em programas de radiodifusão no nosso país. É preciso lembrar que os canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Eis os pontos do Código de Ética referentes aos Direitos Humanos:
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias
individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos,
negros e minorias;
XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física
ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
Também atuando no sentido pedagógico que acreditamos que deva ser uma das principais intervenções do sindicato e da Comissão de Ética, realizaremos um debate sobre o tema em nosso auditório com o objetivo de refletir sobre o papel do jornalista como defensor dos direitos humanos e da democratização da comunicação.
Rachel Sheherazade: dois pesos e duas medidas
Veja o vídeo e compare a diferença de tratamento que a jornalista dá a um cantor, branco e rico e a jovem negro e pobre e tire a sua própria conclusão:

Ele ou ela? O diário de uma linda mulher: Saiba mais sobre Sheila Veríssimo Resposta

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O transformismo pode ser reconhecido como uma das práticas sociais de transgeneração, isto é, uma transcendência e/ou uma transgressão das categorias de gênero, quando alguém que, reconhecido como pertencente a um sexo biológico (homem ou mulher), representa por razões diversas e em circunstâncias variadas um papel social diferente. E assim brincando de ser diferente me reconheci nesta vertente artística, e dei início à uma carreira de Artista Transformista!

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Bem , desde criança eu já assimilava a diversidade existente no universo coletivo. Mesmo eu não tendo consciência do meu papel social/sexual entre os demais eu já tinha em mim uma total certeza de que eu não comungava das ideias e ações do grupo dos meninos. Meu interesse sempre foi ambíguo, sempre passei pelos gêneros com interesses relativamente iguais pelos mesmos. Minha descoberta na adolescência pela minha sexualidade e claro minha classificação de gênero não foi fácil, muitos conflitos, muitas questões. Mas sempre lidei com estes assuntos com leveza, o entendimento sempre foi a base para obter respostas. E foi assim me entendendo que me resolvi.

Ela como Junior

Ela como Junior

Não poderia me limitar à uma classificação de gênero se eu poderia ser os dois. E eu posso, simples! E a Arte me salvou das neuras. Me enveredei neste ramo profissionalmente em 2008, quando em minha cidade Natal (Volta Redonda – RJ) decidi participar do Miss Gay de minha cidade, eu que tinha objetivo de me tornar o Transformista mais bonito do País tinha que começar sendo primeiro o mais bonito da minha cidade. Talvez para perceber se tinha mesmo futuro (risos). E não é que ganhei ?! Me tornei Miss Gay Volta Redonda em 2008. De lá pra cá, vim acumulando alguns troféus e títulos estaduais até que em 2012 eu conquistei um dia títulos mais importantes de minha carreira, o Miss Espírito Santo Gay. Um título estadual que me possibilitou não só uma vaga para o concurso nacional, mas também todo conhecimento e experiência para me tornar uma Miss de fato.

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Infelizmente, devido a não captação total dos recursos para que evento pudesse ser realizado, a etapa nacional de 2012 não aconteceu estive que adiar por mais um ano meus sonhos. Mas valeu cada dia esperado, em agosto de 2013 fui consagrada Miss Brasil Gay. Uma festa linda, no maior templo da cultura universal, o palco de um teatro! O Cine Theatro Central de Juiz de Fora serviu de arena para o espetáculo. Foram mais de 2 mil espectadores aplaudindo minha performance e exigindo minha coroação na noite. Sonho realizado! O Miss Brasil Gay é um evento cultural importantíssimo no universo LGBT, não é um evento fútil que banaliza nossa arte, pelo contrário enaltece. O concurso foi idealizado por Chiquinho Motta nos anos 70 em plena ditadura militar, e resiste até hoje como uma forma de protesto e ascensão dos direitos homossexuais, tenho muito orgulho de ser parte desta história. Hoje como Miss Brasil, tenho projetos no âmbito social que visam diminuir as arestas que separam a sociedade em geral da nossa comunidade Gay, erradicar o preconceito levando cultura, arte e entretenimento para aqueles que tem uma visão marginalizada de nós. Não é um trabalho fácil, mas estamos lutando ativamente para mudar este cenário no Brasil.

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O preconceito ainda é muito forte e se estabelecer fora da esfera homossexual é muito difícil, em geral a mídia e os veículos de comunicação não dão espaço suficiente para que possamos apresentar nossos projetos, propostas, para ao menos abrir esta temática para o debate público. Contra partida estou escrevendo um livro relatando minhas experiências até conquistar minha coroa, onde também farei algumas menções, citarei alguns poemas e pensamentos meus, sempre tive uma veia filosófica, estou fazendo minha segunda faculdade desta vez Psicologia, é uma porta que se abre para outras questões, outros sonhos. O importante é viver mais rápido que os ponteiros do relógio! Porque se der tempo, eu conquisto o mundo!

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Tem uma história bacana para contar ao blog? Envie seu email para oblogentrenos@gmail.com

“Só me lembro de pedir socorro e ninguém fazer nada”, diz jovem gay agredido Resposta

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Espancado no centro da cidade de São Paulo, o biólogo Juliano Zechini Polidoro defende que casos suspeitos de homofobia não sejam mais tratados com negligência por autoridades.

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“Meu tipo físico, meu modo de vestir. Tudo isso fez com que eu fosse um alvo”, argumenta Juliano, que critica o fato da delegacia paulistana específica para crimes de ódio não funcionar 24 horas. “É um absurdo. O Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) só funciona em horário comercial”, reclama o biólogo.

Leia a matéria completa no iGay.

Bolsonaro se articula com evangélicos para presidir Comissão de Direitos Humanos Resposta

Bolsonaro

 

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está em uma articulação com os parlamentares evangélicos e em plena campanha para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O seu principal aliado é o atual presidente da CDH, Marco Feliciano (PSC-SP). Polêmico e um dos principais opositores de antigos militantes dos direitos humanos, Bolsonaro afirmou ter o apoio do líder de seu partido, Eduardo da Fonte (PE), na empreitada. Bolsonaro está otimista.

— Estou fechado com a bancada evangélica e tenho o apoio do líder do meu partido. Não acredito que o PT vai se interessar pela comissão. Isso é desejo de uma minoria do PT. Eles vão querer algo maior — disse Bolsonaro.

Bolsonaro (homofóbico, racista, anti-indígena, viúvo da ditadura, etc) tem chances REAIS de assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias – ele já tem apoio da bancada evangélica e neste momento esta a perseguir o apoio dos ruralistas. Por favor, assine e se possível compartilhe o link da petição on-line:http://www.avaaz.org/po/petition/Liderancas_partidarias_do_Congresso_Nacional_Nao_permitam_a_destruicao_da_Comissao_de_Direitos_Humanos/?fbdm

Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, NÃO! Resposta

Bolsonaro

 

Bolsonaro (homofóbico, racista, anti-indígena, viúvo da ditadura, etc) tem chances REAIS de assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias – ele já tem apoio da bancada evangélica e neste momento esta a perseguir o apoio dos ruralistas. Por favor, assine e se possível compartilhe o link da petição on-line: http://www.avaaz.org/po/petition/Liderancas_partidarias_do_Congresso_Nacional_Nao_permitam_a_destruicao_da_Comissao_de_Direitos_Humanos/?fbdm

Vivemos em um País racista Resposta

Vou contar três histórias que aconteceram recentemente, sem citar nomes:

1) Estava no shopping Fashion Mall, em São Conrado, bairro nobre do Rio de Janeiro, andando com minha amiga, que é negra. Reparei olhares curiosos sobre ela. Mas o pior foi o seguinte: fui a uma sorveteria bem conhecida com ela e a atendente foi logo dizendo: “Pois não, senhor” e ignorou a minha amiga, que havia chagado antes de mim no balcão. Ela nem sabia que estávamos juntos. Confesso a minha covardia, mas devia ter dito que ela, sendo uma atendente de uma sorveteria, parda, devia sofrer preconceito de várias pessoas, inclusive de algumas pessoas que frequentam aquele shopping e que, por isso, não devia tratar de forma diferente as pessoas pela cor da pele;

2) Estava fazendo um passeio com a minha irmã, uma amiga negra, o namorado da minha irmã e um amigo branco. Minha irmã convidou um casal branco para ir ao passeio junto conosco. Em determinado momento do passeio, a amiga da minha irmã, vira para a minha amiga negra e diz: “É você que cozinha para eles?” Isso mesmo, ela achou que por ser negra, minha amiga fosse empregada doméstica da nossa casa. Minha irmã chegou para a amiga dela e disse: “Ela não sabe nem fazer macarrão, só sabe comer”. Eu fiquei chocado com mais um caso de racismo, com essa amiga negra.

3) Fui assistir à peça de um conhecido ator, amigo da minha irmã. A mãe desse ator foi apresentada a mim, ao namorado da minha irmã e ao amigo da minha irmã, todos nós brancos. Deu beijo nos rostos de todos. No momento em que a minha amiga negra foi apresentada a ela, ela estendeu a mão. A sorte foi que a minha amiga não percebeu e foi logo dando um beijo no rosto da senhora. Fiquei mais uma vez chocado com esse caso de racismo.

Essas três histórias aconteceram em menos de três meses. O racismo está introjetado em nossa cultura. É preciso mudar isso urgentemente. Até porque, a maior parte do povo brasileiro não é branca. E mesmo que fosse, nada justifica nenhum tipo de discriminação. Precisamos denunciar o racismo velado.

Mães pela igualdade protestam no Rio contra assassinatos por homofobia Resposta

A manifestação na Cinelândia, no Rio, pediu a criminalização da homofobia e os manifestantes denunciam que os assassinatos de homossexuais são sempre extremamente violentos e agressivos (Crédito: Agência Brasil)

A manifestação na Cinelândia, no Rio, pediu a criminalização da homofobia e os manifestantes denunciam que os assassinatos de homossexuais são sempre extremamente violentos e agressivos (Crédito: Agência Brasil)

O grupo Mães pela Igualdade  reuniu-se, no dia 31 de janeiro, na escadaria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, centro da cidade, para protestar contra os assassinatos de 39 pessoas por crime de homofobia somente em janeiro.  Com cartazes e uma enorme bandeira com as cores do arco-íris, os manifestantes exigiram a criminalização do ódio contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTs). Uma das integrantes do grupo, composto por mães de pessoas LGBTs, Georgina Martins, explicou que este foi o primeiro ato que elas organizaram desde a criação do movimento, em 2011.
“É um absurdo que, em menos de um mês, 39 assassinatos de pessoas LGBTs. Queremos que o crime de homofobia seja tipificado como crime e sairemos para a rua com mais frequência”, disse ela, ao informar que a prefeitura vai disponibilizar um espaço para servir de sede para atendimento para pais e mães que têm dificuldade para aceitar a condição sexual dos filhos ou que precisam de apoio. O filho de Georgina, Camilo Martins, explicou que os assassinatos são sempre extremamente violentos e agressivos. “A gente fica muito mexido com isso, pois a pessoa não leva um tiro, ela é enforcada, apedrejada, morta a facadas, então realmente é muito ódio, muita frieza, que não dá para entender”, disse.

O blogueiro Sérgio Viula e ativista da causa LGBT  contou sobre casos em que as vítimas tiveram o pênis cortado e objetos penetrados nos orifícios tanto de homens quanto de mulheres. “Alguns foram violentados antes, estrangulados, são coisas bem chocantes”, narrou.

Dados coletados por integrantes do Grupo Gay da Bahia (GGB) apontam que  o Brasil concentrava 44% de todas os casos de homofobia letal no mundo em 2013. “Os números superam os de países que tem leis que perseguem homossexuais, como Uganda, Nigéria e Rússia”, ressaltou Viula.

Para o casal Fernanda de Moura e Gisleide Gonçalves que passava pela manifestação e decidiu permanecer com o grupo, a maioria das práticas de preconceito não mata, mas são extremamente danosas. “Não é só a questão do assassinato, é o dia a dia. Os olhares, as piadas, a mídia. Claro que o pior é quando acaba com assassinato, mas não é só isso que sofremos cotidianamente”, declarou Gisleide, que é diretora de escola. “Precisamos de investimento em educação, como formação de professores onde abram o debate sobre a questão da sexualidade dentro da escola, tem que começar na base”.

Para Kelly de Mendonça Bandeira, que é mãe de um rapaz homossexual de 23 anos, é preciso conscientizar também as famílias contra o preconceito. “Como mãe que já foi preconceituosa, estou aqui justamente dizendo que o amor transforma, de verdade. Quando meu filho me contou eu não aceitei, mas o amor me transformou”, disse.

O advogado Sérgio Roque passava pela Cinelândia e parou para ler os cartazes. “Acho importante, pois é uma forma de denunciar o que está acontecendo e cobrar políticas públicas sociais que possam agregar, incluir e conscientizar e pressionar a Justiça a receber esses casos e punir com rigor”, disse.

Fonte: Agência Brasil

O pior preconceito é o que vem de dentro de casa Resposta

Anteontem (madrugada de sábado para domingo) passei parte da madrugada conversando com um amigo do Facebook que tem a identidade de gênero feminina, mas não pode assumi-la devido ao preconceito que sofre dentro da própria família – ele contou que é gay para o pai, mas mesmo assim é mal interpretado e, por ter cabelos longos, sofre discriminação na rua também, pois mora em uma cidade muito pequena. Fiquei pensando como deve ser difícil ter a alma aprisionada dentro de um corpo que não pertence a você, mesmo você tendo nascido com ele.

Por depender financeiramente da família, esse amigo não pode fazer nada, tem que viver feito homem, mesmo se sentindo mulher.

O pior preconceito não é o que vem das ruas, mas o que existe dentro da própria família.

Como eu gostaria que a discriminação fosse vencida através do diálogo, mas isso é utópico demais. Um dia o nosso planeta estará mais evoluído e chegaremos lá.

Eu, dono de uma página com mais de 40 mil seguidores (Entre Nós), que luta pela inclusão social dos LGBTs, fui dormir com uma sensação de impotência diante do problema do meu amigo, melhor dizendo, da minha amiga. Se nos colocássemos no lugar do outro, certamente seríamos mais respeitosos ou tolerantes, pelo menos.

Dia Histórico #FinalamoràVida Resposta

beijogay

Hoje é um dia histórico para a TV brasileira e para os LGBTs! O primeiro beijo entre homens da TV brasileira foi na minissérie “Queridos Amigos” (Rede Globo), da Maria Adelaide Amaral, mas foi entre um heterossexual e um gay. Hoje foi diferente.  Espero que um dia o beijo entre iguais (homoAFETIVO) deixe de ser um “beijo gay” e seja apenas um beijo. Parabéns, Walcyr Carrasco, parabéns, Mauro Mendonça Filho, parabéns, Rede Globo e principalmente, parabéns a todos os LGBTs que não são alienados e lutaram por isso há décadas.