Ele ou ela? O diário de uma linda mulher: Saiba mais sobre Sheila Veríssimo Resposta

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O transformismo pode ser reconhecido como uma das práticas sociais de transgeneração, isto é, uma transcendência e/ou uma transgressão das categorias de gênero, quando alguém que, reconhecido como pertencente a um sexo biológico (homem ou mulher), representa por razões diversas e em circunstâncias variadas um papel social diferente. E assim brincando de ser diferente me reconheci nesta vertente artística, e dei início à uma carreira de Artista Transformista!

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Bem , desde criança eu já assimilava a diversidade existente no universo coletivo. Mesmo eu não tendo consciência do meu papel social/sexual entre os demais eu já tinha em mim uma total certeza de que eu não comungava das ideias e ações do grupo dos meninos. Meu interesse sempre foi ambíguo, sempre passei pelos gêneros com interesses relativamente iguais pelos mesmos. Minha descoberta na adolescência pela minha sexualidade e claro minha classificação de gênero não foi fácil, muitos conflitos, muitas questões. Mas sempre lidei com estes assuntos com leveza, o entendimento sempre foi a base para obter respostas. E foi assim me entendendo que me resolvi.

Ela como Junior

Ela como Junior

Não poderia me limitar à uma classificação de gênero se eu poderia ser os dois. E eu posso, simples! E a Arte me salvou das neuras. Me enveredei neste ramo profissionalmente em 2008, quando em minha cidade Natal (Volta Redonda – RJ) decidi participar do Miss Gay de minha cidade, eu que tinha objetivo de me tornar o Transformista mais bonito do País tinha que começar sendo primeiro o mais bonito da minha cidade. Talvez para perceber se tinha mesmo futuro (risos). E não é que ganhei ?! Me tornei Miss Gay Volta Redonda em 2008. De lá pra cá, vim acumulando alguns troféus e títulos estaduais até que em 2012 eu conquistei um dia títulos mais importantes de minha carreira, o Miss Espírito Santo Gay. Um título estadual que me possibilitou não só uma vaga para o concurso nacional, mas também todo conhecimento e experiência para me tornar uma Miss de fato.

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Infelizmente, devido a não captação total dos recursos para que evento pudesse ser realizado, a etapa nacional de 2012 não aconteceu estive que adiar por mais um ano meus sonhos. Mas valeu cada dia esperado, em agosto de 2013 fui consagrada Miss Brasil Gay. Uma festa linda, no maior templo da cultura universal, o palco de um teatro! O Cine Theatro Central de Juiz de Fora serviu de arena para o espetáculo. Foram mais de 2 mil espectadores aplaudindo minha performance e exigindo minha coroação na noite. Sonho realizado! O Miss Brasil Gay é um evento cultural importantíssimo no universo LGBT, não é um evento fútil que banaliza nossa arte, pelo contrário enaltece. O concurso foi idealizado por Chiquinho Motta nos anos 70 em plena ditadura militar, e resiste até hoje como uma forma de protesto e ascensão dos direitos homossexuais, tenho muito orgulho de ser parte desta história. Hoje como Miss Brasil, tenho projetos no âmbito social que visam diminuir as arestas que separam a sociedade em geral da nossa comunidade Gay, erradicar o preconceito levando cultura, arte e entretenimento para aqueles que tem uma visão marginalizada de nós. Não é um trabalho fácil, mas estamos lutando ativamente para mudar este cenário no Brasil.

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O preconceito ainda é muito forte e se estabelecer fora da esfera homossexual é muito difícil, em geral a mídia e os veículos de comunicação não dão espaço suficiente para que possamos apresentar nossos projetos, propostas, para ao menos abrir esta temática para o debate público. Contra partida estou escrevendo um livro relatando minhas experiências até conquistar minha coroa, onde também farei algumas menções, citarei alguns poemas e pensamentos meus, sempre tive uma veia filosófica, estou fazendo minha segunda faculdade desta vez Psicologia, é uma porta que se abre para outras questões, outros sonhos. O importante é viver mais rápido que os ponteiros do relógio! Porque se der tempo, eu conquisto o mundo!

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Tem uma história bacana para contar ao blog? Envie seu email para oblogentrenos@gmail.com

“Só me lembro de pedir socorro e ninguém fazer nada”, diz jovem gay agredido Resposta

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Espancado no centro da cidade de São Paulo, o biólogo Juliano Zechini Polidoro defende que casos suspeitos de homofobia não sejam mais tratados com negligência por autoridades.

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“Meu tipo físico, meu modo de vestir. Tudo isso fez com que eu fosse um alvo”, argumenta Juliano, que critica o fato da delegacia paulistana específica para crimes de ódio não funcionar 24 horas. “É um absurdo. O Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) só funciona em horário comercial”, reclama o biólogo.

Leia a matéria completa no iGay.

Bolsonaro se articula com evangélicos para presidir Comissão de Direitos Humanos Resposta

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O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está em uma articulação com os parlamentares evangélicos e em plena campanha para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O seu principal aliado é o atual presidente da CDH, Marco Feliciano (PSC-SP). Polêmico e um dos principais opositores de antigos militantes dos direitos humanos, Bolsonaro afirmou ter o apoio do líder de seu partido, Eduardo da Fonte (PE), na empreitada. Bolsonaro está otimista.

— Estou fechado com a bancada evangélica e tenho o apoio do líder do meu partido. Não acredito que o PT vai se interessar pela comissão. Isso é desejo de uma minoria do PT. Eles vão querer algo maior — disse Bolsonaro.

Bolsonaro (homofóbico, racista, anti-indígena, viúvo da ditadura, etc) tem chances REAIS de assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias – ele já tem apoio da bancada evangélica e neste momento esta a perseguir o apoio dos ruralistas. Por favor, assine e se possível compartilhe o link da petição on-line:http://www.avaaz.org/po/petition/Liderancas_partidarias_do_Congresso_Nacional_Nao_permitam_a_destruicao_da_Comissao_de_Direitos_Humanos/?fbdm

Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, NÃO! Resposta

Bolsonaro

 

Bolsonaro (homofóbico, racista, anti-indígena, viúvo da ditadura, etc) tem chances REAIS de assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias – ele já tem apoio da bancada evangélica e neste momento esta a perseguir o apoio dos ruralistas. Por favor, assine e se possível compartilhe o link da petição on-line: http://www.avaaz.org/po/petition/Liderancas_partidarias_do_Congresso_Nacional_Nao_permitam_a_destruicao_da_Comissao_de_Direitos_Humanos/?fbdm

Vivemos em um País racista Resposta

Vou contar três histórias que aconteceram recentemente, sem citar nomes:

1) Estava no shopping Fashion Mall, em São Conrado, bairro nobre do Rio de Janeiro, andando com minha amiga, que é negra. Reparei olhares curiosos sobre ela. Mas o pior foi o seguinte: fui a uma sorveteria bem conhecida com ela e a atendente foi logo dizendo: “Pois não, senhor” e ignorou a minha amiga, que havia chagado antes de mim no balcão. Ela nem sabia que estávamos juntos. Confesso a minha covardia, mas devia ter dito que ela, sendo uma atendente de uma sorveteria, parda, devia sofrer preconceito de várias pessoas, inclusive de algumas pessoas que frequentam aquele shopping e que, por isso, não devia tratar de forma diferente as pessoas pela cor da pele;

2) Estava fazendo um passeio com a minha irmã, uma amiga negra, o namorado da minha irmã e um amigo branco. Minha irmã convidou um casal branco para ir ao passeio junto conosco. Em determinado momento do passeio, a amiga da minha irmã, vira para a minha amiga negra e diz: “É você que cozinha para eles?” Isso mesmo, ela achou que por ser negra, minha amiga fosse empregada doméstica da nossa casa. Minha irmã chegou para a amiga dela e disse: “Ela não sabe nem fazer macarrão, só sabe comer”. Eu fiquei chocado com mais um caso de racismo, com essa amiga negra.

3) Fui assistir à peça de um conhecido ator, amigo da minha irmã. A mãe desse ator foi apresentada a mim, ao namorado da minha irmã e ao amigo da minha irmã, todos nós brancos. Deu beijo nos rostos de todos. No momento em que a minha amiga negra foi apresentada a ela, ela estendeu a mão. A sorte foi que a minha amiga não percebeu e foi logo dando um beijo no rosto da senhora. Fiquei mais uma vez chocado com esse caso de racismo.

Essas três histórias aconteceram em menos de três meses. O racismo está introjetado em nossa cultura. É preciso mudar isso urgentemente. Até porque, a maior parte do povo brasileiro não é branca. E mesmo que fosse, nada justifica nenhum tipo de discriminação. Precisamos denunciar o racismo velado.