ES: Professor é espancado e diz ser alvo de homofobia Resposta

"Não saio mais a pé, como andava antes. Tenho medo de ser agredido novamente", lamenta o professor.

“Não saio mais a pé, como andava antes. Tenho medo de ser agredido novamente”, lamenta o professor.

Nove dias em um hospital, uma cirurgia, dois pinos no maxilar, 12 quilos a menos, dificuldades na fala, depressão e pânico de sair de casa. Esse é o resumo dos últimos seis meses na vida do professor Roberto Alexandre Alcântara, 39 anos, desde o dia em que foi espancado no meio da rua, na Praia da Costa, em Vila Velha (ES).

O motivo da violência? “Tenho certeza que fui vítima de preconceito. Isso foi homofobia”, desabafou o professor, que ainda não consegue comer direito e está com a fala prejudicada devido às lesões na boca. Na cabeça, ainda há marcas dos cinco pontos que levou para fechar um dos ferimentos.

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O professor contou que no dia do crime, 18 de agosto do ano passado, seguia para uma boate, quando foi agredido. “A única coisa que lembro foi do soco que levei. Caí no chão e ele (agressor) me chutou, inclusive no rosto. Foi quando quebrou minha mandíbula. Desmaiei e fui socorrido por um porteiro”, lembrou a vítima.

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Agressor

O suspeito de praticar as agressões foi identificado pela polícia como sendo o técnico em segurança do trabalho Frederico Ribeiro Perazzini, 31 anos. Ele foi indiciado por lesão corporal gravíssima.

Na semana passada, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual. Inicialmente, não há denúncia por homofobia. Junto aos documentos, há um vídeo feito por câmeras de segurança de um prédio que registraram a agressão. As imagens foram divulgadas pela polícia nesta semana.

No vídeo, o professor aparece sendo alvo da violência e, nem mesmo ao cair no chão, escapa de ser chutado no rosto, nuca e costas. Outras imagens mostram quando o suspeito e a namorada, 28 anos, fogem em um carro, em marcha ré.

Após ser identificado, com o auxílio das imagens, o agressor confessou o crime em depoimento. Mas alegou que só foi violento porque a vítima teria lhe feito uma cantada, o que o deixou irritado. A TV Gazeta procurou o acusado, mas ele disse que não quer falar sobre o caso e que seu advogado está cuidando do processo.

A violência também gerou outros processos depois que o professor procurou a delegacia. O uso do carro pelo agressor e a namorada, que teriam ingerido bebida alcóolica, está sendo investigado pela Delegacia de Delitos de Trânsito, segundo relatou a vítima.

Fonte: TV Gazeta

Opinião

O Ministério Público Estadual deveria denunciar o crime por homofobia, já que o agressor alega ter ficado com raiva após levar uma cantada.

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