Empresário agride menino de 12 anos e é denunciado por homofobia no Paraná Resposta

Imagens do sistema de monitoramento de um posto de combustíveis no centro de Ponta Grossa registraram o que pode ser mais um caso de homofobia na cidade. Um adolescente de 12 anos foi agredido e ofendido e, supostamente, o motivo seria a cor do cabelo do menino. O fato aconteceu no último dia 17 e foi comunicado ao portal aRede nesta terça-feira (26). A Polícia Militar registrou boletim de ocorrência, mas o homem não chegou a ser preso.

Luiz Henrique da Silva Divardim, advogado da família do adolescente, conta que os pais do garoto estavam jantando num local próximo e o menino andava de bicicleta com os amigos. “Eles pararam no posto para comer um salgadinho e um refrigerante quando este homem chegou, desceu da caminhonete e foi direto até o menino”, relata. A caminhonete foi estacionada fora da vaga, como é possível verificar na imagem.

O vídeo mostra o homem puxando o cabelo e dando tapas no rosto do adolescente. “A todo momento, ele fazia comentários homofóbicos e falava do cabelo dele, que está pintado de loiro”, comenta Divardim. Assustado, o garoto entra na loja de conveniência, mas o empresário continua indo atrás do menino. Neste momento, uma frentista percebe que há algo de errado, intervém na briga e expulsa o homem do estabelecimento.

“Vamos entrar com ação cível e criminal contra ele por conta do trauma causado num garoto de 12 anos”, explica o advogado. A defesa do empresário ainda não foi encontrada para comentar a situação e dar sua versão dos fatos. 

Veja o vídeo clicando aqui: https://bit.ly/2EeH4rB

Fonte: ARede

Professor da USP defende ditadura e ataca esquerdistas e casais gays durante aula Resposta

Eduardo Lobo Botelho Gualazzi



Cinco anos depois de defender o golpe militar de 1964 dentro da sala de aula na Universidade de São Paulo (USP), o professor associado de Direito Eduardo Lobo Botelho Gualazzi distribuiu, na noite de segunda-feira (25), aos estudantes da disciplina “Direito administrativo interdisciplinar”, um texto no qual reitera a defesa da ditadura e tece ofensas de classe e contra casais de pessoas do mesmo sexo, adeptos de religiões afro-brasileiras e movimentos de esquerda.

Em 2014, sua aula chegou a ser interrompida por um coletivo de estudantes que protestou contra a defesa do golpe de 64. Na época, José Rogério Cruz e Tucci, então diretor da Faculdade de Direito da USP, afirmou que nem alunos nem professor seriam advertidos. “Faltou sensatez dos dois lados. Tudo ali foi liberdade de expressão”, disse ele.

O atual diretor da Faculdade de Direito, professor Floriano de Azevedo Marques Neto, está de férias e não havia se pronunciado até o fim da tarde desta terça.

Em seu perfil no Facebook, o Centro Acadêmico de Direito da USP XI de Agosto publicou uma nota de repúdio às declarações do professor.

“Eduardo Gualazzi, ao reafirmar suas declarações referentes à ditadura civil-militar, ignora completamente que o golpe de 1964 representou uma mancha na história da democracia brasileira, tendo sido também um marco da repressão ideológica e consequente perseguição, tortura e morte de diversos brasileiros opositores ao regime”, afirmou o centro acadêmico, que também cobrou um posicionamento público da Faculdade de Direito, uma retratação do professor e “que sejam tomadas medidas mais severas em relação ao comportamento reiterado do docente”.

Fachada da Faculdade de Direito da USP – Silvia Zamboni/Folhapress

Disciplina optativa eletiva

Segundo o texto de Gualazzi, a disciplina “Direito administrativo interdisciplinar” foi criada por ele mesmo em 2014. O sistema da USP que administra as matrículas online dos estudantes diz que a disciplina tem duas edições, no primeiro e no segundo semestre, e é uma optativa eletiva, ou seja, nenhum estudante de direito é obrigado a cursá-la para se formar, mas ela é uma das opções que os estudantes devem escolher, de acordo com a disponibilidade na grade horária, para cumprir um número mínimo obrigatório de créditos eletivos para poderem colar grau.

Neste semestre, foram oferecidas 60 vagas, e 59 estudantes de direito estavam inscritos na disciplina, que é oferecida às segundas-feiras à noite, com carga horária total de 30 horas.

A bibliografia prevista inclui principalmente obras do próprio professor, incluindo as 38 páginas de seu discurso de colação de grau como bacharel em música, título que ele obteve em 2004.

Postagem do Centro Acadêmico XI de Agosto, da faculdade de Direito da USP, contra aula do professor Eduardo Gualazzi, que defendeu a ditadura militar e criticou esquerdistas e LGBTs Foto: Reprodução

‘Aula inaugural’

O texto distribuído pelo professor aos estudantes diz se tratar do conteúdo da “aula inaugural” do curso neste ano. Em um total de 12 páginas, Gualazzi determina que os estudantes façam “consulta contínua” ao blog mantido por ele na internet.

Além de citar publicações específicas feitas por ele no blog, o professor diz que considerou “necessário, conveniente e oportuno” retomar o conteúdo da aula que ele deu em 31 de março de 2014, batizada por ele de “Contiência a 1964”.

“Mais uma vez, afirmo, reafirmo e reitero o interior teor de minha aula Continência a 64, de 31 de março de 2014”, escreveu ele. No texto, ele afirmou, entre outros, que “uma peste rubra que assola o país”.

“(…) em 31 de março de 1964 eclodiu, no Brasil, uma Contra-Revolução, apoiada pela maioria do Povo Brasileiro: foi então desarticulada e destruída a Revolução Vermelha”, escreveu ele, dizendo que o golpe de 1964, que ele chama de “revolução”, “consistiu na preservação da consolidação histórica do perfil brasileiro, assentado em nosso País desde 1500”.

Trecho de aula inaugural do professor de Direito Eduardo Gualazzi faz crítica à união de casais homossexuais Foto: Reprodução

Ofensas a minorias

Nas dez páginas seguintes da aula entregue por escrito aos alunos, às quais o G1 teve acesso, Gualazzi explica seu “perfil de personalidade” listando 12 características: aristocratismo, burguesismo, capitalismo, direitismo, euro-brasilidade, família, individualismo, liberalismo, música erudita, pan-americanismo, propriedade privada, tradição judaico-cristã.

O professor então se aprofunda em cada uma dessas características que atribuiu a si mesmo e, em algumas delas, profere ofensas contra minorias ao justificar suas posições pessoais.

Quando explica a euro-brasilidade, Gualazzi diz que exalta a raiz europeia na qual, segundo ele, a “brasilidade atual da nação brasileira remanesce fincada”, por ser essa raiz “jamais contestada por sincretismos, seletismos, influxos afro-orientais ou defluências aborígenes”.

Ele ainda cita leituras que respaldam sua posição a respeito do casamento de pessoas do mesmo sexo, e conclui que “não é família, mas apenas aberração, qualquer agrupamento (…) de tarados ou taradas, sobrecarregados com o estigma de comportamento objetivo/subjetivo de perfil desviante, discrepante daquele padrão ideal de ‘família conjugal’, constituído pela união de um homem com uma mulher”.

Gualazzi continua e tece ofensas a casal interraciais: “Se alguém tiver alguma dúvida, pode consultar a espécie humana!… União homem/mulher da mesma etnia!…”, escreveu o professor da USP.

No novo texto, o professor associado da USP voltou a tecer críticas à esquerda. Segundo ele, os “corpos sociais que hoje são definidos como direita” foram os responsáveis, “desde a Pré-História”, pelo ápice de desenvolvimento das sociedades. “Verificamos também que tal fastígio [auge] sempre foi, de algum modo, alvo interno ou externo de minorias anti-sociais de enegúmenos, hoje conhecidos como esquerda”.

Declaração de voto

Ainda no documento de sua primeira aula na disciplina, Gualazzi também sugeriu que os estudantes lessem a obra do líder católico Plínio Correa de Oliveira e de Olavo de Carvalho, sem citar produções específicas dos dois.

Por fim, ele ainda registrou na carta aos alunos a lista de candidatos em que votou nos dois turnos das eleições de 2018. Segundo o próprio professor, ele deu seu voto a Jair Bolsonaro nos dois turnos. Foi com trechos do discurso de posse do atual presidente que o professor encerrou as 12 páginas de sua “aula inaugural”.

Confusão em palestra de Jean Wyllys em Portugal. Veja o vídeo Resposta

Jean Wyllys em Coimbra

O autoexilado ex-deputado e ativista dos direitos LGBTs, Jean Wyllys, foi alvo de protestos e tentativa de agressão em Coimbra, Portugal.

Jean participava numa conferência na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, enquanto no exterior manifestavam-se movimentos de esquerda e do Partido Nacional Renovador (PNR).

Do lado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, manifestantes entoavam canções de protesto contra o fascismo e envergavam cartazes contra a extrema-direita.

Do outro lado da estrada,pessoas participavam no protesto promovido pelo PNR . 

Na manifestação de solidariedade a Jean Wyllys, encontravam-se tarjas, onde se podia ler “Não abrimos mão de quem somos”, “Trazemos um mundo novo nos nossos corações”, “Fascismo nunca mais”, bem como “Marielle Presente” (referência à ativista e política brasileira Marielle Franco, assassinada em 2018, no Brasil) e “#Lula Livre”. 

Na manifestação contra a vinda do ativista brasileiro, via-se uma bandeira de Portugal e outra do PNR, bem como um cartaz onde se lia “Com a direita nacional, a esquerda não faz farinha” e outro onde estava escrito “Chega de marxismo cultural”. E ainda “Vocês não são portugueses” e “Portugal não é um albergue para criminosos”.

Jean já falava há cerca de trinta minutos, quando um homem levantou e tentou atacá-lo. Ele jogou ovos em direção ao ex-parlamentar, mas um segurança conseguiu ser mais rápido e, com a mão impediu, que o ovo atingisse o seu rosto.

Justamente no momento da ovada, Jean Wyllys estava falando sobre a naturalidade com que palavras homofóbicas ainda são recebidos pela sociedade — incluindo insultos feitos contra ele pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PSL).

Antes de começar sua fala, o ex-deputado também ofereceu um “ramo de cravo com cheiro de alecrim” a pessoas que protestaram contra sua presença em Portugal, em uma referência à revolução que derrubou o regime salazarista

Jean quase leva ovada em evento

Musa trans do carnaval carioca se posiciona contra a criminalização da homofobia Resposta

Priscila Reis, musa transexual da Acadêmicos do Sossego, escola de samba da série A do carnaval carioca, acredita que embora seja importante a militância pela igualdade e por direitos, toda a discussão em torno da criminalização da homofobia pode gerar mais apatia e criar uma segmentação na sociedade.

“Me preocupo muito com essa tentativa de criar leis direcionadas ao público LGBT. Estão criando diferenças e especialidades, e isso pode aumentar a rejeição e o preconceito. Leis contra preconceito já existem, o que acredito é que é necessário mais a conscientização do que a criação de novas leis. Enfatizar muito a diferença, segmentar a sociedade em gays, transexuais e héteros cria ainda diferença e isso é perigoso demais”, disse Priscilla.

A musa virá a frente de um carro alegórico da escola da Acadêmicos do Sossego, que justamente exalta a diversidade, a liberdade religiosa, e protesta contra a intolerância e o preconceito.

“Eu acredito que os grupos LGBTs podem estar sendo influenciados por partidos políticos, e o verdadeiro ideal e propósito da causa está sendo esquecido. O que tem que valer é a premissa de que todos nós, independente de ‘opção’ sexual, cor ou etnia, sejamos iguais perante à Lei. É preciso entender que interesses estão por trás de tanto discurso de ódio e das leis. Todos temos de ser iguais, e não segmentados. Luto pela igualdade, justiça social, e não por um tipo de apartheid LGBT”, afirma, se esquecendo de que opção sexual não existe e, sim, orientação sexual.

Bolsonaro e bolsominions concordam.


Pabllo Vittar lança clipe de ‘Buzina’ Resposta

Foi lançado hoje o clipe oficial de “Buzina”, música do álbum “Não Para Não”, de Pablo Vittar.

A faixa é a primeira do disco “Não Para Não” lançado em outubro de 2018. “Disk Me”, “Problema Seu” e “Seu Crime” são músicas que já foram trabalhadas deste projeto.

O clipe é dirigido por Os Primos (João Monteiro e Fernando Moraes).

O clipe recebeu muitos elogios nas redes sociais.

Paula, do BBB 19, diz que teve experiência gay na adolescência Resposta

Paula, ao conversar com Danrley, Hariany e Gabriela no confinamento do BBB 2019, revelou que quando tinha 15 anos de idade passou por uma experiência lésbica. De acordo com mineira, uma prima a qual ela não tinha muita convivência foi a responsável por despertar nela o desejo de se relacionar com outras garotas.

“Todo mundo falava que era linda. Conheci ela no aniversário da minha avó. Eu tava com meu namoradinho Tonhão, ele era inocente de tudo. Me mostraram quem era a menina, achei ela maravilhosa, a cara da Carolina Dieckmann. Eu fiquei olhando e curiosa, eu queria beijar ela”, contou.

“O Tonhão foi ajudar a preparar as coisas para minha avó. Aí não teve jeito, chegou ela. Eu vendo aquela mulher maravilhosa e falei para o irmão dela que eu queria. Eu tinha 14 anos, não… eu tinha 15 anos. Ele falou alguma coisa com ela e eu não respondi nada. Eu fui dar uns perdidos no Tonhão, fui andando lá para fora. Ela chegou em mim, eu tremia”, continuou a loira.

“Gente do céu, a mulher com cigarro na boca e bebendo cerveja. Era um máximo, ela tinha uns 23 anos e já chegou me beijando. Eu peguei no cabelo e pensei: ‘Que delicado’. Não sabia mais o que estava fazendo. Na outra semana ela voltou para Lagoa Santa e a gente foi para uma boate, mas o Tonhão veio também. O irmão dela me falava que ela tava me esperando no banheiro. Eu ia e pá… pegava ela. Tonhão percebeu e achou ruim eu ficar com um mulher. Mas trair com mulher não é traição, só é com homem”, disse.

Ao fim do relato, a bacharel em direito revelou que chegou a dizer para sua mãe que era homossexual. “Aí eu cheguei em casa e falei para a minha mãe: ‘Eu sou gay’. Eu achei que tava apaixonada, aquela mulher era maravilhosa, mas depois eu fui colocando a minha cabeça no lugar e acertando as coisas”, concluiu.

Diferente do que alguns órgão de imprensa estão veiculando, Paula não assumiu ser lésbica e nem disse estar em dúvida a respeito de sua orientação sexual. Ela apenas relatou uma experiência muito comum entre adolescentes.

França celebrou mais de 40 mil casamentos gays em quatro anos Resposta

Vincent Autin e Bruno Boileau foram o primeiro casal do mesmo sexo a casar na França (Foto: BORIS HORVAT/AFP/Getty Images)

Só em 2017 (os dados são de 2013 a 2017) foram realizados 7.244 casamentos entre pessoas homossexuais na França, realça o documento divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística francês, sublinhando que o número é 1,8% superior ao registado em 2016.

No total, desde que a lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada, em meados de 2013, realizaram-se 40 mil registos.

O Instituto Nacional de Estatística de França especifica que 21 mil foram casamentos entre homens e 19 mil entre mulheres.