STF determina inclusão de casais homoafetivos em lei de valorização da família Resposta

Plenário do STF

A pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou a inclusão de casais homoafetivos em políticas de valorização da família previstas por uma lei do Distrito Federal (DF) aprovada no ano passado.

A norma considera entidades familiares somente o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, em casamento ou união estável.

A inclusão de homoafetivos foi aprovada por unanimidade pelos 11 ministros num julgamento virtual, sem discussão presencial.

A lei estabelece diretrizes para garantir a segurança e assistência social a famílias em situação de vulnerabilidade, por violência ou dependência causada por drogas, principalmente.

Filme baseado na obra de Thalita Rebouças, com Maisa Silva, terá beijo gay Resposta

O filme conta com participações especiais, como da apresentadora Fernanda Gentil

Beijo gay foi um tema muito comentando na imprensa e nas redes sociais nas última semanas. O assunto surgiu com força após o prefeito Marcelo Crivella censurar uma HQ de Vingadores na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O povo não aceitou e teve até protesto dentro da Bienal.

Depois o assunto volto à tona, quando foi anunciado que o filme “Minha mão é uma peça 3”, de Paulo Gustavo, não terá beijo gay durante o casamento entre o personagem Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Thiago (Lucas Cordeiro), assim como em sua união com o médico dermatologista Thales Bretas. Muito internautas criticaram a opção de Paulo Gustavo e ele teve que se explicar no Instagram.

Nesta segunda (16), Ela Disse, Ele Disse foi exibido para a imprensa. Trata-se do novo filme estrelado por Maisa Silva, inspirado no livro de Thalita Rebouças. É a história de Rosa (Duda Matte) que, em novo colégio, precisa se enturmar. Vive, então, as dores e os amores da adolescência, se apaixonando por Léo (Marcus Bessa), fazendo novas amigas e rivalizando com a antagonista, papel de Maisa.

O beijo em Ela Disse, Ele Disse aparece de todas as formas: entre menino e menina, menino e menino e menina e menina.

A troca de carinho entre os jovens gays aparece de forma delicada e rápida entre outros beijos em uma cena onde os alunos da Escola Integrada Rebouças fazem uma campanha para impedir a advertência dos protagonistas Léo e Rosa, que se beijaram no corredor do colégio e foram dedurados por Julia para a diretora conservadora Madalena (Maria Clara Gueiros). Solícitos, os colegas criam a #correntedobeijo e acabam amolecendo o coração da diretora durona.

Thalita Rebouças. Foto: Reprodução

Thalita falou sobre como ela inclui a temática LGBTQ+ em suas obras, sem gerar polêmica. “Ninguém nunca criticou. O que eu mais escuto dos leitores é sobre a leveza que trato os temas. Não quero dar lição de moral em ninguém. Abordo muitos assuntos polêmicos com naturalidade, de forma bem leve”, declarou em entrevista ao UOL.

“Tenho um livro LGBTQ+, que inclusive o Felipe Neto comprou para distribuir na Bienal, o Confissões de Um Garoto Tímido, Nerd e (Ligeiramente) Apaixonado. Sempre incluo diversidade nas minhas obras. Sou a favor do amor”, defende.

A autora acompanhou de perto a escolha do elenco, que conta com as participações da apresentadora Fernanda Gentil e a influenciadora digital Bianca Andrade, mais conhecida como Boca Rosa.

O filme estreia dia 03 de outubro.

Jogo do Bahia ganhou bandeiras arco-íris de escanteio em ato contra homofobia Resposta

O Esporte Clube Bahia foi o protagonista no último fim de semana de uma campanha de promoção dos direitos humanos. O time baiano fez uma manifestação pública no último domingo (15) contra a homofobia durante uma partida contra o Fortaleza.

A ideia da campanha é combater o preconceito e discriminação contra a comunidade LGBTQe diminuir a agressividade, sejam elas físicas ou verbais nas arquibancadas. Diversas bandeiras do arco-íris estiveram presentes nas linhas de escanteio durante a partida, que terminou empatada (1 a 1 ), válida pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Bahia também usou uma hashtag de promoção à campanha nas redes sociais, além de produzir um vídeo e divulgar um manifesto coletivo. Os torcedores puderam acompanhar online toda a preparação para o evento seguindo a hashtag #LevanteBandeira.

No vídeo, um torcedor homossexual expõe os preconceitos que vivencia devido à sua orientação sexual. Ele relata sua história enquanto costura uma bandeira arco-íris para ser usada em campo.

Em seguida, explana sobre a importância da igualdade e do respeito mútuo. “Sempre que alguém disser onde acaba meu campo, eu levantarei bandeira”, diz o rapaz no vídeo. O vídeo termina com a frase “Não existem linhas que limitem o amor. Diga não a homofobia”.

Homofobia nos estádios

Neste ano, vários clubes brasileiros têm organizado campanhas de repúdio e combate aos gritos homofóbicos disparados nos estádios.

Reações preconceituosas são punidas com desconto de pontos no campeonato. O Vasco, por exemplo, está sendo investigado por conta de músicas que a torcida cantou durante a partida contra o São Paulo em 25 de agosto.

Para acompanhar a mudança, o Bahia fez uma reestruturação do departamento de marketing e realizou diversas ações nos últimos meses em defesa de temas direitos humanos. Ele já se manifestou contra o racismo ao lado do Grêmio.

Altivo, o clube também fez ações contra a violência no futebol, em favor da demarcação das terras indígenas e contra a LGBTfobia. Também tornou mais acessível ao público torcedor denunciar o assédio sofrido nos estádios após saberem de um caso através das redes sociais. E fez uma ação em sua loja oficial oferecendo a realização de exames de DNA em campanha sobre abandono paterno.

Fonte: Meia Hora e Razões para acreditar.

Catro (CE): manifestantes protestam contra homofobia de empresário Resposta

Foto: Wagner Pereira

Uma manifestação aconteceu na noite do último domingo (15), na cidade de Crato, interior do Ceará, contra o proprietário de um restaurante que disse palavras homofóbicas. A mensagem foi dita em áudio transmitido no WhatsApp e tomou conta das redes sociais no último final de semana. Ao todo, 26 organizações, a maioria de apoio às causas LGBT, participaram do ato. Segundo os organizadores, 2 mil pessoas estiveram presentes.

No áudio, o empresário diz o seguinte: “O que o Bolsonaro faz aqui em oito meses, se o Lula ficasse mais trinta não ia fazer. Ele ia virar isso aqui em uma Venezuela, numa Bolívia, como tá acontecendo lá (…) Tem que acabar com ‘viados’, matar esses safados, esses ‘viados’ ‘tudinho’“.

A mensagem causou revolta dos movimentos sociais que retransmitiram o áudio durante a manifestação em um carro de som, em frente ao estabelecimento do empresário. Com cartazes, faixas e gritando palavras de ordem, o ato aconteceu após a missa e durou duas horas. “Muitos heterossexuais participaram dando apoio, solidariedade”, enfatiza André Lacerda, representante da Associação em Defesa e Cidadania dos Homossexuais de Crato (Adacho)

“Os nossos inimigos estão bem unidos contra nós, os LGBTs caririenses. Infelizmente, ainda estamos desorganizados. Precisamos compreender que a homofobia é agradável para os ‘heterossexista’. Eles esquecem as diferenças raciais, étnicas, religiosas e políticas, por quê? Porque eles colocam o identitarismo heterossexual hegemônico acima de tudo. Eles se unem para acabar com os LGBTs  e para fazer das nossas vidas um inferno”, desabafou André.

O representante da Adacho espera que este ato, que foi pacífico, sirva para fortalecer a identidade LGBT no Cariri. “Não há espaço para ser moderado, há espaço apenas para ser radical e lutar para dizer LGBTfobia é crime. Apenas uma identidade radical consegue viver em tempos difíceis. Radicalize-se para viver”, enfatizou.

Crime

No último dia 13 de junho, o Supremo Tribunal Federal determinou que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passe a ser considerado um crime. A conduta passou a ser punida pela Lei do Racismo (7716/89), que prevê delitos de discriminação ou preconceito por “raça, cor, etnia, religião e procedência nacional”. Inafiançável e imprescritível, a pena pode ser de um a cinco anos de prisão e, em alguns casos, multa.

O protesto mobilizou toda a comunidade LGBT da cidade (FOTOS: Reprodução/Facebook)