Jairo Bouer: “Pai pode proteger filhx LGBT de efeitos nocivos da discriminação” Resposta

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Gays, lésbicas e bissexuais que já sofreram discriminação, mas têm o apoio paterno, têm níveis mais baixos de um marcador inflamatório que está ligado a doenças cardiovasculares. A descoberta, feita por cientistas norte-americanos, revela como a presença do pai pode ter efeito protetor sobre o estresse enfrentado pelas minorias sexuais.

O trabalho, publicado no periódico Psychoneuroendocrinology, foi feito por uma equipe da Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova York.

Os cientistas encontraram uma forte associação entre episódios de discriminação e níveis mais altos de proteína C reativa, um marcador associado a risco mais alto de infartos e derrames. Isso mostra como o preconceito pode levar a população LGBTQIA a ter uma condição pior de saúde.

Mas eles perceberam que os indivíduos que tinham o apoio dos pais apresentavam níveis mais baixos que aqueles que não tinham esse privilégio. Curiosamente, as mães não exerceram esse tipo de papel protetor.

A equipe utilizou dados de um grande estudo com adultos de 24 a 33 anos, que tinham passado por exames médicos e respondido questões sobre relacionamento com os pais e discriminação. Os pesquisadores se concentraram em 3.167 que relataram se dar bem com os pais e 3.575 que se davam melhor com as mães.

Para os autores, os resultados sugerem que as pessoas têm negligenciado o papel dos pais no bem-estar de minorias sexuais. De qualquer forma, eles ressaltam que o apoio social é fundamental para essa população, qualquer que seja a fonte.

Jairo Bouer

Fonte: Blog do Jairo Bouer

Xuxa critica censura aos LGBTs e preconceito: “é crime” Resposta

Foto: Instagram

Preciso falar pois estou engasgada e atordoada, sobre a censura do beijo gay na Bienal do Rio de Janeiro.Vamos lá: me manifestei  a favor da . demonstração de amor entre duas pessoas. Fui aplaudida por uns, apedrejada, criticada e ofendida por outros. Não respondi às críticas como queria e isso foi me fazendo um mal danado. Por isso, mais uma vez, usarei minha coluna como meu divã – já que não tenho terapeuta, vai ser com vocês mesmo.

Se discriminação e preconceito são crimes, como isso pode passar sem nenhuma advertência ou mesmo um pedido de desculpa à população? Tentei entender os lados e não consegui, pois se o beijo fosse entre um homem e uma mulher, não seria censurado. Então por que entre dois homens ou duas mulheres é? Isso é discriminação com todo o grupo de pessoas: homossexuais, LGBTQs…

Vamos tentar entender: se você ler livros para jovens e crianças com brigas e lutas não é censurado. Mas você não estaria estimulado o ódio? Mas um afeto, um gesto de demonstração de carinho é? Li uma pessoa na minha página dizendo: “Não gosto de demonstração de carinho em público.” Era só um livro ou estou louca? Mas, nas ruas, se for uma briga junta gente para aplaudir, gravar, torcer… E um beijo você vira a cara e não gosta de ver?

Tem algo muito errado. Li também: “Você é contra a família”. Como assim? Se algum membro da família é gay, deixa de ser família? Ouvi uma pessoa falar: “O que dizer pra uma criança (no caso sua neta) quando ela vir dois homens se beijando?” Diga que são seres humanos demonstrando amor, carinho e afeto. É amor.

Li também (essa é a pior): “Deus não gosta disso”. Deus disse: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Ele não falou o próximo de outro sexo como a ti mesmo. Se Deus é amor, Deus aceita, compreende e o ama também. Censurar os gays é crime disfarçado de censura, pois discriminação é crime. Preconceito é crime. Depois dessa notícia soube que um casal de meninos se beijou (um selinho) em um ônibus, o motorista mandou que saíssem e bateu demais no rosto dos dois.

Ou seja, amor gera amor, gentileza gera gentileza e esse ato estimulou o ódio. Essa censura estimula mais preconceito. Esse motorista se viu no direito de fazer o que fez e pasmem, não pagará por isso? Não importa se você é político ou motorista de ônibus. Se você tem uma religião ou não: julgar um ato de amor como um erro é mais errado ainda.

E para me deixar mais zonza ainda, li uma pessoa dizendo: “Só falta ver desenhos de crianças transando com adultos”. Não meu senhor, não! Isso também é crime: é pedofilia.

Vamos esclarecer as coisas: crianças, jovens, adultos, seres humanos vieram ao mundo pra amar e serem amados. Essa é a Lei de Deus. O resto pode ser considerado censura.

Maceió (AL) tem casamento homoafetivo coletivo Resposta

Doze casais homoafetivos oficializaram união em casamento coletivo em Maceió — Foto: Adeildo Lobo/Arquivo Pessoal

Doze casais homoafetivos oficializaram a união nesta nesta quarta-feira (18) no Museu Théo Brandão, em Maceió, capital de Alagoas. O casamento coletivo foi um ação do programa Justiça Itinerante do Poder Judiciário de Alagoas. A cerimônia foi realizada em parceria com o Grupo Gay de Alagoas. 

A aposentada Maria das Graças e a funcionária pública Josy de Oliveira formam um dos casais que realizou o sonho de oficializar a união. Elas estão juntas há 10 anos. 

“Família, amigos e colegas de trabalho veem de forma diferente da gente, aí quando a gente tem pessoas que juntam, que somam, a gente fica muito feliz. Era bom que todo mundo conseguisse somar com a gente. O que importa é o amor. Já tive um relacionamento de 20 anos e não tive nada do que tenho hoje em dez”, disse Josy de Oliveira. 

O coordenador da Justiça Itinerante, o juiz André Gêda, explicou que o objetivo principal da ação é resguardar os direitos para os casais com a oficialização da união. Ele disse que o casamento com pessoas do mesmo sexo é um fato social importante. 

“No Direito Previdenciário, muitas vezes o nubente vem a falecer e o outro procura o órgão para habilitar uma pensão por morte e é exigida justamente a certidão de casamento. No Direito Sucessório, a pessoa convive com a outra, morre e um familiar do falecido, usando da expertise, tenta se apropriar de bens que não foram construídos por eles, mas sim pelo casal e para evitar isso a pessoa prejudicada tem que ingressar com uma ação para configurar a união estável”, disse o juiz.

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, disse que mais importante que a simbologia do casamento, é propor uma série de direitos que só os casais heterossexuais tinham até 2011. 

“Entre as vantagens da oficialização do casamento LGBT estão o direito à renda conjunta para aquisição de imóveis e direito à pensão por morte, onde antigamente a família vinha e tirava tudo que era construído há décadas, conhecemos casos de 40 anos de convivência. É garantir o direito à seguridade dos bens, garantir a questão da adoção, inclusão no plano de saúde e seguro de vida. Não é só a questão da simbologia. Não é só o bolo e a cerimônia, é garantir direitos para essa população”, explicou Correia. 

Nildo Correia também falou que existe uma proposta de realizar outras ações em parceria com a Justiça que ajudem as pessoas a conseguiram mudar o nome em documentos oficiais e a obter orientações da Justiça sobre adoção. 

“São parceiros como o Tribunal de Justiça que fortalecem essa bandeira de luta do movimento LGBT aqui no estado, encabeçada pelo Grupo Gay de Alagoas”, disse o presidente do GGAL.

Com informações do G1