Ambulatório para Travestis e Transexuais de São Paulo receberá troféu Movimento Gay de Alfenas (MG) 1

Ambulatório

O Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo, vinculado a Secretaria de Estado da Saúde, será agraciado com o troféu Movimento Gay de Alfenas/MG de Cidadania hoje, às 20 horas, na Câmara Municipal de Alfenas (Praça Fausto Monteiro, 85).

O prêmio será recebido por Angela Maria Peres, da diretoria do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais. O prêmio, em sua 8ª edição, é dedicado a pessoas, entidades e instituições que de uma maneira ou outra contribuíram para reduzir o preconceito contra a população LGBT.

TV Cultura e SESC TV exibirão documentário ‘Aids, 30 anos: as repostas das ONGs do mundo’ Resposta

Mostrar, através de depoimentos, o que ativistas de diferentes partes do planeta realizam na luta contra o crescimento do HIV/aids. Esta foi a intenção que motivou a jornalista Roseli Tardelli a conceber o documentário Aids, 30 anos: as respostas das ONGs do mundo.

“Conheço e cubro conferências internacionais sobre aids desde 2004. Nestas conferências existe sempre um espaço destinado às ONGs, o Global Village, onde ativistas, gente de todas as partes do mundo, trocam experiências e impressões sobre seus trabalhos. Sempre tive a ideia de retratá-los em um filme. Convidei a cineasta Alcione Alves, para dirigir o trabalho. Fomos juntas para a última conferência em Washington e colhemos as entrevistas com ativistas que fizeram de suas histórias e vidas um compromisso contra o preconceito”, conta Roseli.

As filmagens renderam um bonito documentário com histórias impactantes, como a relatada por Maira Zacarias, da Guatemala. Maira contraiu o HIV de seu marido que morreu. Um de seus filhos foi impedido de frequentar a escola do pequeno vilarejo em que viviam. Assim, ela começou a ser ativista. Foi falar com a professora e diretora da escola sobre seu direito de seguir vivendo e sobre a injustiça de seus filhos serem discriminados.

Luna Luis Ortiz, que atualmente milita no Gay Men´s Health Crisis (GMHC), importante ONG com base em Nova York, infectou-se aos 14 anos. Atualmente trabalha em atividades de prevenção junto a populações vulneráveis nos bairros povoados por imigrantes latinos naquela cidade norte-americana.

“É um prazer mergulhar profundamente no universo de cada história, quando se faz um documentário. Espero ter conseguido retratar os personagens do filme com o respeito que eles merecem”, comenta Alcione.

Roseli explica que a ideia com esta produção foi “ouvir e contar a história de ativistas de outras partes do mundo”. Segundo ela, a atuação do Movimento Social Brasileiro de Luta contra a Aids, referência para o mundo, será abordada em um outro projeto maior.

Roseli é jornalista, produtora cultural e apresentadora. Trabalhou como repórter de política no jornal O Estado de S.Paulo, foi a primeira mulher a ancorar um jornal de rádio, o Jornal Eldorado, na Rádio Eldorado AM de São Paulo, e apresentou os programas Opinião Nacional Roda Viva naRede Cultura. Participa de ações contra o HIV e aids desde 1994, criando em 2003 a Agência de Notícias da Aids e, em 2009, a Agência de Notícias de Resposta ao SIDA em Moçambique.

Alcione é produtora, roteirista e assistente de direção. Seus trabalhos já foram premiados em concursos internacionais, como o CINESTRAT na Espanha, e selecionados para exibições oficiais, como o Globians Doc em Berlin, Mostra Internacional de Cinema 32” em São Paulo e Festival Internacional da Bahia.

EXIBIÇÕES:

Lançamento: Sábado, 1º de dezembro, às 19h
Onde: CINESEC. Rua Augusta, 2075.
Entrada gratuita.

SESC TV, 1º de dezembro, às 22h.

Rede Cultura de Televisão, 1º de dezembro, às 23h15.

FICHA TÉCNICA

Concepção e entrevistas: Roseli Tardelli
Direção: Alcione Alves
Edição:Alcione Alves e Pedro Duarte.
Apoio: Senac e Sesc São Paulo; Angloamerican e Rede Cultura de Televisão.

Fonte: Agência de Notícias da Aids

60% dos jovens soropositivos dos EUA ignoram ter HIV Resposta

Sessenta por cento dos jovens americanos soropositivos com idades entre 13 e 24 anos não sabem que estão infectados com o HIV, vírus causador da Aids, informaram autoridades sanitárias americanas em um relatório publicado esta terça-feira. As informações são do portal de notícias Terra e da agência de notícias AFP.

Estes jovens americanos representam 26% das novas infecções a cada ano no país e 7% do 1,1 milhão de americanos que vivem com HIV, destacou o estudo do organismo federal Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC). Os homossexuais, os bissexuais e os negros foram os mais afetados pelo HIV, acrescentou o estudo, feito com base em números de 2010.

Os jovens negros representam 57% das infecções, enquanto entre os hispânicos e os brancos, a taxa chegou a 20% em cada grupo. Quase 75% das 12.200 novas infecções anuais de HIV entre pessoas de 13 a 24 anos se devem a relações homossexuais.

Estes jovens têm um risco significativamente maior de infecção do que os heterossexuais de ambos os sexos, frequentemente devido a relações sexuais sem proteção com múltiplos parceiros e ao uso de drogas injetáveis, destacou o informe do CDC.

Os cientistas também examinaram o comportamento de jovens em 12 estados e nove centros urbanos importantes e constataram que os homossexuais se infectam muito mais com o HIV do que os heterossexuais. “Este elevado número e jovens infectados com o HIV a cada ano é uma tragédia que poderia ser evitada”, disse o doutor Thomas Frieden, diretor dos CDC. “Todos os jovens podem proteger sua saúde, evitar contrair o vírus e transmiti-lo, e fazer o exame”, insistiu.

Estudos anteriores demonstraram que a pobreza, a falta de acesso a cuidados de saúde e a discriminação aumentam significativamente o risco de infecção. A pesquisa americana, publicada em 9 de novembro pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), mostra que 20% dos jovens que nascem com HIV nos Estados Unidos desconhecem o fato quando têm sua primeira relação sexual. O estudo, divulgado na revista Clinical Infectious Diseases, também revelou que a maioria das pessoas que sabem estar infectadas com o HIV não contam ao parceiro. Além disso, a grande maioria dos jovens soropositivos admite ter tido relações sexuais sem preservativos.

Fonte: Terra

São Paulo: Campanha realizará 150 mil exames gratuitos de HIV,sífilis e hepatites B e C Resposta

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que a taxa de incidência de novos casos do vírus HIV no Estado de São Paulo caiu 35,7% na última década. Os números apontam para o controle de novas infecções, mas a aids ainda mata diariamente oito pessoas, em média, no território paulista.

Para incentivar o diagnóstico precoce e controlar novos casos, a Secretaria de Saúde promoverá no dia 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids – a campanha “Fique Sabendo”.

Durante todo o dia, serão realizados 150 mil exames gratuitos para detecção do vírus HIV, além de sífilis e hepatites B e C. Deste total, 30 mil serão testes rápidos anti-HIV. Ao todo, 526 municípios do Estado aderiram à campanha, num total de mais de 2 mil unidades de saúde.

O teste rápido do HIV demora cerca de 40 minutos e a eficácia é a mesma do teste tradicional. Para conhecer as unidades participantes, entre em contato com o Disque DST/Aids (0800-16-25-50), ou acesse o site: www.crt.saude.sp.gov.br.

Apenas 2% das lésbicas se protegem durante o sexo, diz pesquisa em SP Resposta



Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com 145 lésbicas entre 18 e 61 anos de idade revela que apenas 2% delas se previnem durante o sexo para evitar doenças sexualmente transmissíveis (DST), como o vírus da Aids.

Segundo o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids da secretaria, responsável pela pesquisa, as mulheres que mantêm relações com suas parceiras desconhecem que podem pegar as mesmas doenças que as heterossexuais.

Entre as lésbicas entrevistadas, 33,8% tinham um desequilíbrio da flora vaginal chamado vaginose bacteriana, que causa corrimento. Já exames de fungos mostraram um crescimento em 25,6% das 121 amostras recolhidas – nem todas participaram desse teste.

Além disso, o parasita Trichomonas vaginalis, que causa a DST tricomoníase, foi registrado em 3,5% dos casos. Esse protozoário provoca uma infecção nos genitais que pode não ter sintomas ou se manifestar com um corrimento amarelado e malcheiroso, coceira, dor abdominal e ardência ao fazer xixi.

No exame papanicolaou, 7,7% das lésbicas analisadas tiveram um resultado anormal. A contaminação pelo vírus do papiloma humano (HPV), que costuma causar verrugas e pode levar ao câncer de colo do útero, foi vista em 6,3% das mulheres.

Das 136 participantes que fizeram o teste de HIV, 2,9% tiveram diagnóstico positivo, mas todas já conheciam sua condição sorológica. Na análise de hepatite B, 7% receberam resultado positivo e, na C, 2,1%.

De acordo com o médico Valdir Monteiro, que coordenou o levantamento, as mulheres justificam que mantêm relações sem proteção porque não têm noção do risco, confiam nas parceiras e desconhecem métodos de prevenção do sexo oral feminino.

O médico diz que, nesse caso, pode ser usada a camisinha convencional – cortada verticalmente –, uma proteção de látex vendida em casas de material odontológico ou um protetor de língua. Para quem gosta de acessórios como vibradores, pênis de borracha e brinquedos sexuais, o uso do preservativo comum é fundamental, principalmente se os objetos forem compartilhados, destaca Monteiro.

Na pesquisa, 33,1% das lésbicas disseram que usam acessórios na hora do sexo. Destas, 70,8% utilizam pênis de borracha e 45,8% os compartilham. Apenas 54,5%, porém, trocam a camisinha ao dividir os objetos com outra pessoa.

O médico destaca que, se a mulher – homossexual ou não –, perceber corrimento vaginal, coceira, dor na relação sexual, verrugas ou feridas, deve consultar um ginecologista imediatamente.
Orientações sobre DSTs, prevenção e tratamentos podem ser obtidas no estado de São Paulo pelo Disk-Aids, um serviço telefônico gratuito disponível no número 0800 16 25 50.

Fonte: G1


Em Florianópolis, Cesar Souza Junior apoia testes voluntários de HIV em órgãos públicos, escolas e empresas Resposta


Cesar Souza Júnior (PSC), foi eleito prefeito de Florianópolis, para enfrentar os problemas sanitários do município, pretende começar eliminando as grandes filas nos hospitais. Para isso, promete um mutirão, bairro a bairro, com o conjunto de médicos necessários. “Essa desobstrução permitirá não só atender a pessoas que estão aguardando há muito tempo na fila, como permitirá que os novos procedimentos venham a ter eficácia”, analisa o plano de governo do prefeito eleito.
Na área da prevenção, Cesar Junior afirma que equipes médicas visitarão periodicamente órgãos públicos, escolas e empresas, fazendo exames preventivos, como exames básicos de sangue, câncer na próstata, câncer de colo de útero, HIV, dentre outros.
Considerando o “avanço da epidemia de aids na cidade” e a “falta de eficiência no atendimento e na disponibilidade de medicamentos”, o novo prefeito diz que sistema de saúde municipal precisa atuar de forma a atender as necessidades da população.
De acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, Florianópolis é a segunda capital brasileira que registrou mais casos de aids em 2010. São 57,9 notificações para cada 100 mil habitantes. A cidade fica atrás apenas de Porto Alegre, com 99,8 casos.

Parada Gay no Pará espera reunir um milhão de pessoas Resposta


A 11ª Parada do Orgulho Gay de Belém, cerca de 1 milhão de LGBT, no próximo domingo (30) pessoas devem participar da programação que este ano ganha um enfoque mais político, apesar de ter seis trios elétricos.

“Nesse dia sempre vamos as ruas para celebrar nosso ‘orgulho gay’, mas desta vez além de nos mostrarmos para a sociedade queremos convocar e alertar nossa comunidade para a importância de, nesse momento estratégico, votar em candidatos que tenham compromisso com a nossa comunidade”, explica Eduardo Benigno, coordenador do Grupo de Homossexuais do Pará (GHP) e integrante da comissão organizado da Parada Gay 2012, no Pará. 

Em 2012, o evento tem como tema “Nesta eleição, educação e cidadania serão as nossas armas contra a homofobia”. A programação está ligada a campanha “Pará Sem Homofobia”, com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Estado (Sejudh). 



A abertura oficial do evento será no próximo sábado na Praça Waldemar Henrique, em Belém, a partir das 18h, com o concurso “Drag da Parada”, que elege a musa da parada deste ano. Em seguida, haverá apresentação da banda Cheiro de Mel.

No domingo a concentração começa ao meio-dia, na Doca de Souza Franco, com saída marcada para as 14 horas. No começo da caminhada, a cantora Gigi Furtado vai interpretar os hinos Nacional e do Pará.

Entre os trios elétricos, um chama a atenção, por ter ações de prevenção de DST/ Aids. 

A parada segue pela Doca, rua Marechal Hermes e avenida Presidente Vargas, até o Bar do Parque. Durante o trajeto, por volta de 18 horas, na praça Waldemar Henrique, a cantora Viviane Batidão, drag queens e a bateria da escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná fazem uma apresentação ao público. 

Pesquisa analisa homofobia no Pará

Na concentração para o evento, pesquisadores ligados à Universidade Federal do Pará (UFPA), irão coletar informações sobre violência e discriminação vividas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais devido sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Os resultados da pesquisa e sua análise visam ampliar o conhecimento sobre alguns aspectos das condições de vida da população LGBT no Pará, subsidiando ações e políticas de defesa e de ampliação dos direitos sexuais.

“A pesquisa tenta fazer uma radiografia sobre o público que frequenta a parada”, comenta Milton Ribeiro, pesquisador do Grupo Orquídeas, do Nós Mulheres e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFPA (PPGCS/UFPA).

De acordo com o pesquisador alguns dos dados das pesquisas realizadas desde 2007 durante o evento apontam que o preconceito está mais próximo do público LGBT. “Ao contrário do que se pensava – que as pessoas sofriam violências a partir de desconhecidos, as pesquisas têm mostrado que não”, afirma. Outra constatação é a grande incidência do público heterossexual no evento.




Educadores de Boa Vista (RR) vão participar de Seminário contra a homofobia Resposta

Boa Vista

Coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais das escolas da rede estadual de ensino de Roraima irão discutir formas de combater a homofobia e a transfobia.



Nesta quinta-feira (20) será realizado o “Seminário de Educação e Saúde Bullying tem cura: educação e criminalização”.O evento vai iniciar a partir das 14h no auditório da Escola Estadual Ana Libória.
A iniciativa é do Grupo DiveRRsidade com apoio da Secretaria Estadual deEducação, Cultura e Desportos (SECD). Está prevista a participação de expositores do grupo, da SECD, da Secretaria Estadual de Saúde (SESAU), Conselho de Psicologia e representantes de movimentos sociais.
Serão realizadas palestras e debates sobre as perspectivas e avanços da saúde e prevenção nas escolas, além do plano estadual de enfrentamento as DSTs e Aids em homens que fazem sexo com homens (HSH) e travestis. Também haverá discussões sobre violência, direitos humanos, nome social e sexualidade.
“A intenção do evento não é abordar os alunos, mas os profissionais da área de educação. Queremos instrumentalizar e orientar os professores sobre os direitos e deveres da população que é excluída”, destaca o presidente do Grupo DiveRRsidade, Sebastião Diniz.
As atividades fazem parte da programação da 11ª Parada pela Diversidade Sexual que tem como tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização”, prevista para o dia 23 de setembro.
SECD
Atualmente a SECD já promove encontros mensais entrepro fissionais das escolas estaduais e representantes do Grupo DiveRRsidade para debater a temática em questão.
As reuniões são organizadas pela Divisão de Atendimento Psicossocial da SECD e buscam oferecer informação aos educadores,como forma de promover a cidadania e evitar a discriminação nas instituições de ensino.

Unaids diz que conservadorismo atrapalha combate à aids no Brasil Resposta

Pedro Chequer

No mesmo dia em que o Ministério da Saúde, depois de seis meses, reconheceu que errou ao censurar um vídeo de prevenção contra a aids de seu site, por conter cena gay, o governo brasileiro foi duramente criticado pelo conservadorismo ao tratar do assunto. Segundo o coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas Para HIV/aids (Unaids) no Brasil, o país corre risco de retrocesso nessa área devido ao conservadorismo religioso. Leia na reportagem de Ericka Sá*, do DW Brasil:

A América Latina é a região com maior índice de acesso à terapia antirretroviral, atingindo cerca de 70% da população, afirmou nesta quarta-feira (18/07) o coordenador do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids) no Brasil, Pedro Chequer, durante apresentação de um novo relatório sobre os avanços no combate à doença, em Brasília.


O melhor acesso à terapia antirretroviral ajudou a reduzir o número anual de mortes relacionadas à aids na América Latina de 63 mil para 57 mil em dez anos.

Parte deste cenário positivo se deve ao Brasil. “Já nos anos 1990, contrariando a opinião de instituições como o Banco Mundial e também da Europa e dos Estados Unidos, o país adotou uma política de Estado e, apesar de adversidades financeiras, mantém essa posição”, comentou Chequer. Ele disse que a meta de zerar, em três anos, as infecções em crianças pode ser alcançada.

O relatório também destaca a autossuficiência brasileira no financiamento do programa de combate ao HIV, o vírus causador da aids. Segundo o Ministério da Saúde, o país produz hoje 10 dos 20 medicamentos distribuídos no tratamento e o país conseguiu uma economia de 95 milhões de dólares entre 2007 e 2011. Segundo Chequer, essa queda está relacionada com a diminuição de preços de medicamentos não produzidos no país. Mas ele adverte: “Há a necessidade de se utilizar mais as flexibilidades do acordo de Doha e fazer com que os países possam produzir genéricos localmente, independentemente da existência de patentes”.

Conservadorismo religioso

Chequer lembrou que o Brasil é referência em campanhas de conscientização, mas ressaltou que o país corre o risco de um retrocesso nessa área devido ao conservadorismo religioso. “Na medida em que procura atender demandas de alguns segmentos sociais, o Brasil corre risco de retrocesso. Mas confiamos na equipe técnica do Ministério da Saúde e no entendimento que o país tem sobre os direitos humanos. Entendemos isso como uma situação passageira.”

Ele estava se referindo a um recente episódio em que um vídeo da campanha de prevenção à Aids voltado para jovens gays, lançado este ano pelo governo brasileiro em parceria com a ONU, deixou de ser exibido na televisão aberta, ficando restrito a ambientes fechados, como boates. A medida sofreu críticas de movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais.

O coordenador brasileiro da Unaids também criticou a suspensão da distribuição nas escolas da rede pública de kits com material educativo para conscientizar crianças e jovens a respeito da diversidade de opções sexuais. Em resposta, o representante do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, garantiu que “a política brasileira continua caminhando no sentido do respeito aos direitos humanos”, mas ressaltou que o país é composto de três poderes, fazendo referência às atribuições distintas do Legislativo, Executivo e Judiciário.

Chequer lembrou ainda que o Brasil é o país onde há mais crimes homofóbicos no mundo, seguido de México e Estados Unidos. “Esperamos que a sociedade civil se mobilize e o Congresso aprove a lei que criminaliza a homofobia. É uma lacuna importante e esperamos que aconteça ainda em 2012”, disse o coordenador do Unaids no Brasil, referindo-se ao projeto que está atualmente em tramitação no legislativo brasileiro.

Comprimido controverso

Apesar de a Unaids ter elogiado a recente decisão do governo norte americano de aprovar o uso de terapia antirretroviral para prevenir a transmissão do HIV, o representante do programa no Brasil disse que é uma notícia que deve ser recebida com ressalvas.

“Há outras pesquisas que têm tanta ou maior relevância do que esta, como aquelas que estudam o uso de retrovirais para reduzir o risco de transmissão entre parceiros sexuais”, disse Chequer. “Seria ético destinar milhões de comprimidos a pessoa que não estão infectadas em detrimento de 8 milhões que necessitam de tratamento e ainda não têm acesso?”, questionou. Ele lembrou que ainda não é possível produzir a quantidade de medicamento necessária para tratar todos os infectados.

Greco disse que não existe pílula mágica e alertou para outro aspecto negativo do uso amplo do novo medicamento: o risco de os usuários do comprimido se sentirem tão seguros com a promessa de proteção e suspender outros métodos de prevenção, como a camisinha.

Num gesto que arrancou risos dos repórteres durante a coletiva em Brasília, Greco tirou dos bolsos dezenas de preservativos. O gesto teve como objetivo, segundo Greco, chamar a atenção para o risco e para dizer, também, que não basta ter o preservativo do bolso, mas é preciso ter a consciência de que o preservativo é hoje a maneira mais eficiente de evita Aids.

*Revisão: Alexandre Schossler

Ministério da Saúde finalmente admite que errou ao censurar vídeo com cena gay no carnaval Resposta


O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, disse nesta quarta-feira (18) que a política brasileira de enfrentamento à doença continua caminhando no sentido do respeito aos direitos humanos. Durante o lançamento do relatório global sobre aids, ele admitiu, entretanto, que o país registra “acidentes de percurso”, como o caso do vídeo de prevenção ao HIV com foco em homossexuais que foi retirado do site do ministério sob o argumento de que seria apenas para veiculação em ambientes fechados e frequentados pelo público gay.
O ocorrido foi mencionado pelo coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, como um risco de retrocesso para o país. Ele avaliou que o vídeo integrou uma das melhores campanhas de prevenção ao HIV voltada para populações consideradas vulneráveis, por ser direto e objetivo.
“Nosso caminho está marcado. A posição brasileira nos fóruns internacionais é a mais ouvida, porque respeitamos a diversidade e lutamos contra a homofobia”, disse o representante do ministério, Dirceu Greco. “O retrocesso nós vamos segurar”, completou.
Greco lembrou que cerca de 250 mil brasileiros vivem com o vírus HIV sem saber e destacou que o foco do governo federal atualmente é o diagnóstico da doença em grupos vulneráveis. Segundo ele, cerca de 30 mil pessoas iniciam o tratamento antirretroviral no país a cada ano.

Reportagem: Paula Laboissière, da Agência Brasil

Interação ajuda soropositivo a enfrentar doença, diz estudo Resposta

Dário Shezzi

O trabalho e a rede social ajudam o soropositivo a enfrentar a doença. Além disso, experiências anteriores ao diagnóstico da aids também têm função importante no processo de enfrentamento. É o que mostra um estudo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP), do psicólogo social Dário Schezzi. O trabalho analisou, por meio de 10 entrevistas, quais fenômenos melhoram o processo de luta contra a aids e ajudam a viver melhor com ela.
De acordo com Agência USP Notícias, a pesquisa observou que o enfrentamento da doença não é tão influenciado por questões posteriores à descoberta do vírus, mas por experiências e compromissos anteriores, como vínculos afetivos e projetos em andamento, que motivam os soropositivos e influenciam na imagem que formam si mesmos.
Segundo Schezzi, a identidade é uma questão importante, pois a aids é uma doença com um estigma de alto impacto e com capacidade de transformar a autoimagem da pessoa, “e as vivências coletivas influenciam muito na construção de uma nova autoimagem de cada um. O trabalho influencia na questão da identidade, até por causa de sua própria estrutura e de suas redes, principalmente as afetivas”, diz.

Fonte: Agência Estado

Pesquisadores italianos criam novo coquetel contra aids Resposta

Andrea Savarino

Uma equipe de pesquisadores italianos do Instituto Superior de Saúde (ISS) concluiu um tratamento novo baseado em um coquetel de drogas que “educa” o sistema imunológico a controlar o vírus da aids na ausência de uma terapia farmacológica.
Testes em macacos deram resultados excelentes e o início das experimentações em seres humanos só depende de financiamentos.
O alcance do estudo italiano, publicado no dia 21, é notável: na prática, abre a possibilidade para que os portadores do vírus HIV interrompam definitivamente o tratamento farmacológico.
Liderados por Andrea Savarino, os cientistas desenvolveram um coquetel específico de medicamentos que, administrados por um período limitado de tempo, foi capaz de induzir o organismo animal ao autocontrole da infecção.
“Nós administramos o coquetel nos macacos durante seis meses antes de suspender o tratamento. Há nove meses, os primatas, que já não recebem remédios, estão sob observação e respondendo bem. É um dado positivo, posto que meses de vida em macacos correspondem a muitos anos em humanos”, observou Savarino.

Fonte: ANSA

Leite materno combate transmissão oral por HIV em estudo com ratos Resposta

Ratos humanizados participaram de estudo sobre 
contágio do vírus da Aids pela amamentação (Foto:
Universidade da Carolina do Norte/Divulgação)

Um estudo feito com ratos por cientistas da Escola de Medicina da Carolina do Norte, nos EUA, mostra que o leite materno tem um forte efeito contra o vírus da Aids, capaz de matar o HIV e proteger a criança da transmissão oral. Os resultados foram publicados esta semana na versão online da revista “PLoS Pathogens”.
Até então, as pesquisas sobre o tema mostravam que a amamentação pode ser um veículo de contágio do vírus, motivo pelo qual as mães soropositivas são orientadas a não dar de mamar para seus bebês.
“A amamentação nesse caso é proibida em todo o mundo, com exceção dos países da África, pois lá, se as crianças não mamarem, acabam morrendo de fome. Então é preferível correr o risco da transmissão para salvar uma vida”, explica a pediatra Ana Escobar. Além de casos de HIV, mulheres com tuberculose ativa também não devem amamentar.
Mais de 15% das novas infecções por HIV ocorrem em crianças. Sem tratamento, apenas 65% dos menores infectados vivem até o primeiro aniversário e menos da metade completa dois anos de idade.
Segundo o especialista em Aids e um dos autores da pesquisa americana, J. Victor Garcia-Martinez, esse trabalho dá indícios significativos da capacidade do leite materno para destruir o HIV e prevenir o contágio oral. Além disso, fornece novas pistas para o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o HIV.
Garcia-Martinez e seus colegas são pioneiros na utilização de roedores humanizados, que recebem medula óssea, fígado e tecidos vasculares humanos e desenvolvem um sistema imunológico semelhante ao do homem, razão pela qual podem ser infectados com o HIV e responder da mesma maneira que nós.
Os ratos analisados tinham a cavidade oral e o trato digestivo com as mesmas células responsáveis pela transmissão oral do vírus da Aids em seres humanos. Quando os animais receberam o vírus no leite materno de mulheres HIV-negativas, o vírus não pôde ser transmitido.
A pesquisadora Angela Wahl, principal autora do estudo, destaca que os resultados são altamente significativos, pois mostram que o leite materno é capaz de bloquear completamente a transmissão oral do HIV por duas formas: através de partículas do vírus e de células contaminadas por ele.
“Isso refuta a hipótese de ‘cavalo de Troia’, que diz que o HIV em células é mais teimoso contra as defesas do corpo do que o HIV em partículas virais”, explica Angela.
Profilaxia pré-exposição

Os cientistas também avaliaram a eficácia da chamada profilaxia pré-exposição, com medicação antirretroviral para prevenir a transmissão oral do HIV. Em um trabalho anterior, a equipe demonstrou em camundongos humanizados que essa terapia é eficaz contra a transmissão do vírus da Aids por via intravenosa, vaginal e retal. Os animais tomaram as drogas por sete dias – três antes e quatro depois da exposição – e ficaram 100% protegidos.
Essas mais recentes descobertas, segundo os pesquisadores, fornecem importantes pistas para tratamentos alternativos que poderiam ser usados para prevenir o contágio do HIV.
“Nenhuma criança deve sempre ser infectada com o vírus por ser amamentada. O aleitamento materno proporciona nutrição e proteção contra outras infecções, especialmente onde a água limpa é escassa”, ressalta Garcia-Martinez. De acordo com ele, esse trabalho também é importante para compreender melhor como ocorre a transmissão vertical do HIV, ou seja, da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou, nesse caso, a amamentação.
Na opinião da pediatra Ana Escobar, esse estudo não significa que os humanos vão apresentar a mesma resposta imune e são necessários mais pesquisas sobre o assunto.
“É importante destacar que a amamentação por mães soropositivas continua não sendo recomendada no mundo”, diz.

Romário se desculpa por declaração infeliz sobre aids Resposta


Não caiu bem para entidades que lutam pelo fim do preconceito contra portadores do vírus HIV a comparação feita pelo deputado Romário entre a aids e José Maria Marin, sucessor de Ricardo Teixeira na CBF. No documento, depois de dizer que o “câncer” Teixeira foi exterminado, o deputado disse que, se Marin seguir seus passos, a “aids também teria de ser exterminada”.


Leia também: Romário defende casamento gay
“Mesmo entendendo que a fala do deputado Romário parte da perspectiva do senso comum, sem nenhuma reflexão, mesmo superficial, sobre o impacto que estas podem ter nas pessoas afetadas pelo HIV, em se tratando de um parlamentar não pode, em hipótese alguma, passar em branco sem uma `chamada` à responsabilidade”, disse em nota Roberto Pereira, coordenador geral da CEDUS-RJ (Centro de Educação Sexual do Rio de Janeiro) e membro da comissão de aids no Ministério da Saúde.
A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV também se manifestou por meio de Willian Amaral, presidente do núcleo carioca da entidade. Ele diz que a declaração de Romário reforça o preconceito contra a pessoa com aids e indaga se, pela convivência de Romário com a filha portadora de Down, ele não se sentiria do mesmo jeito se a comparação fosse feita com esta síndrome.
“Ao associar uma situação negativa ou um desafeto a uma doença, seja a doença qual for, ele reforça o estigma e o preconceito que toda doença carrega. Bom caráter ou mau caráter qualquer pessoa pode ser, independente da sua patologia. Com certeza se ele se informasse um pouco mais sobre o câncer e a aids não estaria fazendo este tipo de associação, como sabemos que ele não tem a mesma opinião sobre a síndrome de Down”, disse Amaral.

Pereira também comentou a proximidade de Romário com a Síndrome de Down para pedir mais cuidado do deputado com as declarações que possam afetar portadores de outras doenças.
“É obvio que, mesmo sem uma intenção direta, falas como essa reforçam estigmas, ferem sentimentos, incentivam a discriminação e desestabilizam pessoas que, em maior ou menor grau, têm que lidar diariamente com os efeitos que o preconceito ainda provoca em suas vidas. Como Romário é pai de uma criança portadora de necessidades especiais, com absoluta certeza, se um comentário dessa natureza fosse feito trazendo em seu rastro algum tipo de referência à esta situação, a sua posição seria a mesma que milhares de pessoas HIV positivo devem estar tendo neste momento: Constrangimento, revolta e indignação”, disse Pereira.
“Que o Romário manifeste os mesmos esforços que investiu nas questões alusivas à CBF, brigando dentro do Congresso pela aprovação de leis que fomentem o ensino e pesquisa nessa área; que liberem mais recursos para a saúde e que beneficiem diretamente, não só as pessoas HIV positivo, mas aos portadores de tantas outras doenças crônicas que padecem pelo Brasil a fora, tendo que lidar, não só com suas doenças, mas também com o preconceito e a ignorância”, completou Pereira.
Dirceu Greco, diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) do Ministério da Saúde, foi procurado pela reportagem para comentar a nota de Romário, mas por meio da sua assessoria disse que preferia não opinar. Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Programa Nacional de DST e Aids, também não se pronunciou. Os dois participaram nesta semana de um simpósio em Florianópolis sobre políticas públicas de prevenção a aids.
 O deputado Romário pediu desculpas aos portadores de HIV nesta terça-feira por meio da sua página no Facebook. O deputado federal afirmou que não quis ofender ninguém e que as pessoas HIV+ fazem parte da sua bandeira em Brasília.

Confira o comunicado de Romário:

Em relação ao futebol: vida nova, passamos a falar, ou melhor, daqui para frente passamos a acreditar que as coisas vão melhorar. Que essa mudança na CBF seja realmente positiva. Que o novo presidente não traga velhos hábitos e ranços para sua nova administração. Como todo brasileiro, torço para que o futebol tome um novo rumo, principalmente, um rumo de transparência. Acredito que é o que todos nós queremos.

Ontem, em um comentário sobre a CBF, fiz alusão a AIDS e algumas pessoas se sentiram ofendidas. 

Quero esclarecer aqui que em nenhum momento quis e nem quero desrespeitar, constranger, descriminar e muito menos causar revolta nessas pessoas. Quem acompanha meu mandato sabe exatamente qual é a minha luta aqui na Câmara. Direta ou indiretamente, pessoas HIV+ também fazem parte da minha bandeira. Usei uma expressão que quem realmente me conhece e entende meu linguajar, sabe que eu quis me referir a uma possível cura na confederação. Aos que se sentiram desrespeitados peço desculpa, de coração. Em especial, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, Comissão de Aids do Ministério da Saúde e CEDUS do Rio de Janeiro.

Com certeza isso não se repetirá. E com certeza, também, continuarei aqui lutando por vocês.

Por hoje é isso galera! Valeu!


ONGs denunciam Governo Federal a organizações internacionais por vetar filme de prevenção ao HIV para gays Resposta

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha e presidenta Dilma Rousseff

O Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo – associação que reúne 122 organizações não governamentais de combate às DST/aids – está denunciando o governo brasileiro a organismos internacionais pela não veiculação do filme voltado aos homossexuais durante a campanha de prevenção ao HIV no Carnaval 2012.

O filme que chegou a ser publicado no site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, e tirado do ar horas depois, mostra um casal de jovens gays se acariciando.
Ativistas dizem que houve censura por parte do Governo Federal ao não exibir o filme na TV, mas o Ministério da Saúde afirma que o vídeo foi produzido apenas para eventos específicos.
Publicado no Youtube, o filme voltado aos gays já foi assistido mais de 62 mil vezes, enquanto a campanha oficial para a TV que destaca dados nacionais da doença não passou de 200 exibições até o momento.
A carta em espanhol produzida pelas ONGs paulistas já foi enviada ao Fórum Mercosul de ONG/Aids, rede que reúne organizações da Argentina, Bolívia, Paraguai, Chile, Venezuela, Peru, Uruguai, além do Brasil; para a LACASO (Coalizão Latino-Americana de Organizações e Serviços de Aids); e para o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids).
Segundo Rodrigo Pinheiro, Presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo, o grupo prepara também versões da carta em inglês e em francês.
A carta pede às organizações parcerias para enviarem documentos de repúdio à Presidenta Dilma Rousseff; e ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fonte: Agência de Notícias Aids

Reynaldo Gianecchini: “Eu não tenho aids” Resposta

Reynaldo Gianecchini abre o seu coração em entrevista (foto J.R. Duran)

Em entrevista à repórter Ruth de Aquino, da revista Época, o ex-modelo e ator Reynaldo Gianecchini falou abertamente sobre o seu tratamento contra um câncer, a sua vida, inclusive sobre a sua orientação sexual, sobre o ex-administrador, que disse ter recebido dele um apartamento e sobre os boatos de que ele seria soropositivo. 

De maneira franca e honesta, o ator disse que nunca transou com um homem, mas que sedução é outra coisa, deixando no ar uma dúvida: será ele um sedutor de homens? Gianecchini também respondeu sobre os boatos de que ele seria soropositivo, sem mostrar o exame, ele é taxativo: eu não tenho aids. Confira abaixo, trechos da entrevista:


ÉPOCA – Como surgiu a história de que você seria HIV positivo?


Gianecchini – Foi quando procurei o infectologista por causa da dor na garganta e dos gânglios. Logo se espalhou o boato: o cara tem HIV. Nunca desmenti nada. Porque eu ficaria eternamente nesse jogo. Mas agora acho melhor falar, até por respeito às pessoas que gostam de mim e nem comentam comigo. Eu não poderia jamais fazer o tratamento agressivo que fiz se tivesse aids. Primeiro chequei todos os vírus, todas as bactérias, para depois chegar ao câncer. Por isso posso dizer com toda a alegria do meu coração para quem se preocupa realmente comigo: “Eu não tenho aids”. Poderia mostrar um exame aqui, mas não é o caso. Já fui invadido com tantas mentiras absolutamente infundadas. Fui dado como morto. Alguém resolveu soltar essa notícia – e chegou às redações.

ÉPOCA – Foi o que aconteceu também com a história de seu ex-empresário, que disse ter recebido de presente um apartamento seu?

Gianecchini – Outro caso tratado de forma muito leviana. Essa é uma história que tem muitos desdobramentos, que envolve dinheiro, bens e contas. Ele não era meu empresário. Era uma espécie de administrador. Administrava toda a minha vida profissional e até minha casa. Como eu estava sempre viajando, precisava de alguém assim. É uma história que vai levar dez anos na Justiça. Eu o estou processando, porque tem muito dinheiro meu de que ele precisa prestar conta. Não é uma questão amorosa, definitivamente, que está em jogo. Não é uma questão homossexual. Fui ameaçado no meu patrimônio maior, a minha imagem. Mas é uma questão de trabalho, e precisa ser comprovado por A mais B onde foi parar meu dinheiro.

ÉPOCA – Você se considera hétero ou bissexual?


Gianecchini – Penso que essa questão da sexualidade é muito mais complexa do que as pessoas tendem a achar. Cada um tem sua sexualidade. Nunca tive uma história com um homem, nunca fui casado com um homem, nunca tive um romance com um homem. Mas a sexualidade, ou a sedução, é outra coisa. A gente é sexual no dia a dia sem transar. Conheço amigos que seduzem homem, mulher, seduzem a porta. A gente é mais sensual nos trópicos. Mas essas coisas são muito íntimas e, no meu caso, sou tão discreto que, se a história está publicada numa revista como fofoca, pode ter certeza de que é mentira.

Padres colombianos teriam encomendado a própria morte depois que um deles descobriu ser portador do vírus da AIDS, afirma promotoria. Eles seriam gays. Resposta

Os padres Rafael Piatiga e Richard Piffano.
Dois padres colombianos que foram encontrados mortos a tiros na capital Bogotá há um ano atrás, teriam contratado seus próprios assassinos. 


Segundo os promotores do caso, os sacerdotes tinham feito um pacto de suicídio depois que um deles foi diagnosticado com AIDS, mas decidiram contratar um assassino porque não teriam coragem de fazer sozinhos. 
Parentes dos sacerdotes mortos insistem em dizer que os dois foram vítimas de um assalto à mão armada. Eles negaram relatos de que os padres eram envolvidos em um relacionamento gay. Um homem dono de um bar gay na Colômbia, teria reconhecido um dos padres como frequentador assíduo do lugar.
Dois dos possíveis assassinos estão sendo processados ​​depois que ligações feitas dos telefones dos sacerdotes levaram aos dois suspeitos.
O padre Richard Piffano, 37, e o padre Rafael Reatiga, 35, foram encontrados mortos a tiros em um carro no sul de Bogotá em janeiro de 2011.
Os promotores alegam que as vítimas pagaram cerca de $8.500 dólares (aproximadamente 14.500 reais) aos pistoleiros, para que os matassem e dessem a entender que tudo não passou de uma tentativa de assalto. 
Para a igreja católica, homossexualidade e suicídio são proibidos de acordo com a Bíblia.

Ministério quer fazer 3,4 milhões de testes antiaids Resposta

O governo federal quer proporcionar este ano a realização de 3,4 milhões de exames rápidos antiaids. A meta foi anunciada nesse domingo (19), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na abertura dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, no Rio, conforme informações da Agência Brasil.


Leia também: Ministério da Saúde censura vídeo de prevenção à aids com cena gay do site

“É o dobro de testes em relação ao ano passado. A estimativa é que tenhamos 250 mil brasileiros que estão infectados pelo HIV e não sabem. O diagnóstico precoce é fundamental para bloquear a cadeia de transmissão e para as pessoas terem acesso mais rápido ao tratamento”, disse Padilha à agência estatal.
O ministro ressaltou que este ano o foco principal é o público mais jovem. “Os dados que temos mostram uma redução da contaminação na população em geral, de até 20% nos casos de infecção pelo HIV, mas um aumento de 10% no público jovem gay, sobretudo de 19 a 24 anos. Então, estamos aproveitando o carnaval para reforçar a mensagem de que a aids não tem cura e a única forma de prevenção é usar a camisinha.”
Padilha disse ainda que  foram distribuídos em todo o país 70 milhões de preservativos nas unidades de saúde, nos blocos de rua, nos desfiles de carnaval, nos camarotes e nos hotéis.

Repercussão Internacional: Associação francesa que defende população transexual critica veto ao filme para gays no Brasil Resposta

A polêmica continua. Nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, a PASTT (sigla em francês para Associação de Prevenção, Ação, Saúde e Trabalho para os Transgêneros), divulgou uma nota de protesto contra a decisão do Ministério da Saúde em não usar na campanha de Carnaval 2012 o vídeo destinado à prevenção do HIV entre jovens gays.

“É com surpresa e indignação, que nós constatamos por meio da mídia a retirada do ar (no Brasil), por censura inadmissível, dos vídeos destinados à campanha de prevenção do HIV no Carnaval, que tem como público-alvo o jovem gay”, diz a nota assinada por Camille Cabral, diretora da PASTT, e Bosco Christiano, coordenador de Projetos de Prevenção da entidade.
“Como ativistas brasileiros que trabalham em Paris, experts em políticas públicas de saúde, promotores de projetos de prevenção do HIV/aids/DSTs e ativistas pelo direito à liberdade de expressão, diversidade de gênero e de sexo, nós repudiamos o veto (embora negado pelo Ministério da Saúde) e a censura, inspirados em valores não laicos e repressores, que danificam a eficácia e a pertinência de publicidade que tocam o coração dos jovens brasileiros de uma maneira tão criativa e tão sutil, sem nenhuma atitude desrespeitosa e /ou provocativa”, diz o documento.
A associação comentou ainda o fato do vídeo “censurado” estar disponível no site do Programa das Nações Unidas para o combate à Aids (Unaids). “É clara a contradição entre esta importante e reconhecida agência internacional de políticas públicas de combate à aids e a posição do Governo brasileiro”.
Para a PASTT, “é de responsabilidade do Ministério da Saúde do Brasil – ciente do aumento significativo e preocupante da incidência da infecção pelo HIV em jovens em (10,1% em 2011) – não permitir que o ´igrejismo´ vença a ´laicidade´ da sociedade brasileira, colocando a saúde pública e as políticas contra a epidemia de aids em risco”.
A PASTT é uma associação fundada pela médica transexual franco-brasileira Camille Cabral que aconselha e apoia os transgêneros e transexuais na França, principalmente os que trabalham como profissionais do sexo. A ajuda engloba ações sanitárias, sociais e jurídicas. 
*Informações da Agência de Notícias da AIDS.

No DF, grupo protesta contra veto a propaganda que exibia casal gay Resposta

Manifestantes ligados à causa LGBT protestaram em frente ao Ministério da Saúde na tarde desta quarta-feira (15) contra a suspensão de uma propaganda de prevenção à aids que exibia um casal de homossexuais. O vídeo foi retirado da página do ministério na internet no último dia 3. De acordo com o ministério, a campanha não era para veiculação na web e na TV aberta.

Segundo o presidente do grupo Estruturação, Michel Platini, organizador do protesto, nada explica a retirada das propagandas. “Não se discute prevenção com uma consciência preconceituosa. […] É inaceitável que, sabendo que a incidência da doença entre gays é alta, o governo tire do ar uma propaganda que contribuiria para diminuir os casos.”

Platini afirma que, além de ser uma questão de saúde pública, a suspensão da campanha também está relacionada aos gastos públicos. “Técnicos do ministério fizeram esse material, houve recurso público investido para fazer essa campanha. Esse é um serviço para a comunidade.”

Vídeo retirado (veja, clicando aqui)

O Ministério da Saúde determinou no início do mês (3) que o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais retirasse da internet um vídeo com cenas de um casal de homens trocando carinhos.

O vídeo, que faz parte de uma campanha para o uso de preservativos no carnaval, ficou um dia no site do departamento, conforme a assessoria de imprensa.

Em 30 segundos, o vídeo mostra um casal gay abraçado quando ambos percebem que estão sem preservativo. Uma fada aparece com uma camisinha e entrega ao casal. O slogan da campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha”.

De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, o vídeo era para ser exibido em locais fechados e específicos para o público gay, como festas e boates.

*Com informações do G1