Brasil tem conselhos de direitos gays só em cinco estados 1

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Apenas cinco Estados brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará – tinham conselhos para tratar dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em 2012, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (ESTADIC), divulgada nesta sexta-feira.

Esses conselhos são os mais recentes, com 2,8 anos de existência em média. Já os conselhos de educação, os mais antigos entre os 13 tipos listados, existem há 47 anos e estão presentes nas 27 unidades da federação. Depois dos conselhos de direitos de LGBT, os mais escassos no País são os de Transporte, que existem em 10 Estados, e os de Promoção da Igualdade Racial, que estão em 13. Conselhos são instâncias que permitem, em tese, maior participação da sociedade na estrutura da gestão pública.

É a primeira vez que o IBGE divulga a ESTADIC, realizada nos moldes da Pesquisa de Informações Básicas Municipais. O estudo traz informações sobre as gestões estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva.

A pesquisa mostra que apenas São Paulo não tinha órgão ou setor específico para tratar de políticas de gênero. O Estado, no entanto, possuía o maior número de delegacias especializadas no atendimento à mulher (121, ante 12 no Rio, por exemplo). Só o Amapá declarou não ter órgão específico para tratar da política de direitos humanos e seis estados (Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Ceará e Espírito Santo) não tinham canais de denúncia de violação desses direitos na estrutura do governo estadual.

Além disso, somente 11 Unidades da Federação tinham planos estaduais e previsão de recursos específicos para a área de direitos humanos. “Não ter uma estrutura formal não significa necessariamente que nada é feito. A política pode ser transversal a outras áreas”, diz a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco. A maior parte dos recursos humanos da administração direta era composta por servidores estatutários: 2 2 milhões de servidores ou 82,7% do total. Do pessoal ocupado na administração direta, 53,5% tinham nível superior ou pós-graduação (1,4 milhão de servidores).

Outros 31,9% tinham o nível médio (834,4 mil) e 9,1% (238,6 mil) apenas o ensino fundamental. A pesquisa também traz um Suplemento de Assistência Social: em 2012, todas as 27 unidades da Federação tinham órgão para tratar de política de assistência social, mas oito estados não ofertavam nenhum tipo de serviço nessa área: Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Fonte: Agência Estado

Grupo LGBT em Maceió faz protesto contra deputado Pastor Marco Feliciano 4

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Integrantes dos movimentos das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis de Maceió (AL), fizeram um protesto em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas na tarde desta sexta-feira (15/3) contra a eleição do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

A manifestação, que contou com a exposição de faixas e cartazes, reuniu cerca de 20 pessoas. Além de integrantes do movimento, esteve presente no protesto o superintendente de Direitos Humanos do Estado, Geraldo de Majela Fidélis. De acordo com Igor Nascimento, um dos líderes do LGBT em Alagoas, a eleição de um político como Feliciano para um cargo de tamanha importância social tem que ser revista.

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“Uma pessoa como essa, que diz que a aids é uma praga dos gays, que nos discrimina de uma forma tão absurda, não pode estar à frente de uma Comissão de Direitos Humanos. Nós não aceitamos isso de forma alguma. Os protestos estão acontecendo em todo o país e ganham força a cada dia. Nós não iremos descansar enquanto ele não for derrubado”, reclamou.

Feliciano vem sendo alvo de protestos desde que foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Uma das principais reivindicações dos movimentos que são contra a sua eleição, são por conta de declarações polêmicas sobre homossexuais e sobre o continente africano, publicadas em sua conta no Twitter, em 2011.

À época, o deputado postou frases como: “Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids, fome… Etc”. Ele também disse no Twitter que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Desembargador gera revolta ao fazer perguntas homofóbicas no twitter 1

Uma frase homofóbica postada no twitter pelo desembargador do Mato Grosso do Sul, Sérgio Martins, no último dia 11, sobre o assassinatos de um casal gay em Alagoas, causou indignação entre usuários das redes sociais neste fim de semana. Na postagem do desembargador é reproduzido um link do jornal Estado de São Paulo sobre o assassinato do casal gay, no município de Rio Lago, que teve os olhos perfurados. Em seguida há duas perguntas: “perfurados? Os seis?”, se referindo aos ânus das vítimas.

Depois da frase e da repercussão negativa, a página pessoal do desembargador Sérgio Martins (@sjtsfm) foi bloqueada para novos seguidores. Integrantes de movimentos gays e entidades feministas condenaram a mensagem do desembargador.

O crime

O casal homossexual estava desaparecido há 12 dias e foi encontrado morto, na semana passada, com sinais de tortura, em um canavial em Rio Largo, região metropolitana de Maceió. Segundo o Grupo Gay de Alagoas, os corpos do pai de santo Márcio Lira Silva e de seu companheiro, Eduardo, foram localizados na última segunda-feira com os dedos decepados, os olhos perfurados e em decomposição. Os dois viviam juntos havia 12 anos. O Instituto Médico Legal ainda não concluiu o laudo sobre a causa da morte. Para Nildo Correia, do GGA, a suspeita é de crime homofóbico. Só neste ano, segundo o GGA, nove homossexuais foram mortos em Alagoas. Os dois corpos estavam com os olhos perfurados e os dedos das mãos cortados.

Declarações deploráveis

É estarrecedor e revoltante que um representante da instância máxima do Judiciário em um estado dê declarações deste nível a respeito de um crime tão chocante. O que esperar das decisões do magistrado. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul não irá se pronunciar? A corregedoria do tribunal não vai penalizar o magistrado? Provavelmente não. E o crime será apenas mais um a entrar nas estatísticas não oficiais de crimes homofóbicos no Brasil.

‘Governo poderá ser culpado pela morte de homossexuais’, diz presidente do GGAL Resposta

Grupo Gay de Alagoas pedirá intervenção federal durante visita do Conselho Nacional LGBT.

O Grupo Gay de Alagoas – GGAL após várias tentativas de desenvolver ações objetivando reduzir os casos de HOMÓCIDIOS (homicídios de homossexuais) de Alagoas que não param de crescer, resolveu na manhã dessa sexta-feira (24/02), que aproveitará a visita do Conselho Nacional LGBT, que estará nos dias 27, 28 e 29 do mês em curso em Alagoas, para resolver problemáticas da região Nordeste em especial à redução da violência contra LGBT´s, para pedir intervenção federal.
Para o presidente do Grupo Gay de Alagoas – Nildo Correia, só á uma saída para que a entidade recue da decisão, quer que a Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos de Alagoas, implante em tempo real ações que estão engavetadas há mais de 4 anos. Correia salienta que quase nada saiu do papel a exemplo do Plano Estadual LGBT, que seria criado em 2012.
“Temos duas conferências estaduais LGBT que infelizmente só geraram despesas ao governo, propostas que passaram pela primeira e pela segunda conferencia se quer foram impressas para distribuição com a população de LGBT do Estado. Já passaram 03 meses da segunda conferência e o resultado da mesma está na gaveta da Gerência da Diversidade Sexual de Alagoas, que não passa de cabide de emprego, enquanto isto estamos jogados aos leões, em menos de 60 dias já contabilizamos mais de 25% em assassinatos, em comparação ao ano anterior.
Por esses e outros equívocos decidimos que pediremos sim intervenção federal, ao mesmo tempo responsabilizaremos o Governo do Estado de Alagoas por todos os homocídios registrados em tão pouco tempo, entre os demais engavetados e vitimas agredidas fisicamente e moralmente por todo Estado, denuncias de agressões verbais e morais chegam quase todos os dias, deixamos de encaminhar esses casos aos atendimentos do governo por motivos de negligência da Gerência da Diversidade Sexual de Alagoas, que pega os casos e engaveta, com isso causando não só um descontentamento do atendido com o movimento, como também com o próprio governo.
Neste sentido decidimos ou a Gerência da Diversidade Sexual de Alagoas trabalha acompanhando os casos de violação de direitos humanos de LGBT e articulando as políticas publicas voltadas para a nossa população ou o Governador Teotônio Vilela extinga o cargo¨, desabafa Nildo Correia, que também é Coordenador do Relatório de Assassinatos de LGBT em Alagoas.
Confira, abaixo, as ações emergenciais propostas pelo GGAL ao Governo do Estado de Alagoas, através de ofício enviado a atual secretária Katia Born, já que a gerência funciona dentro daquela pasta:
– Exoneração do Gerente da Diversidade Sexual de Alagoas o Senhor Rafael Gomes, que nada faz em beneficio dos cidadãos e cidadãs LGBT de Alagoas, deixando de articular políticas publicas para nossa população e ignorando os casos de assassinatos cometidos contra os LGBT, que até o momento da construção desse documento já se somam 06, sendo o ultimo empalado, tendo um pedaço de madeira enfiado em seu ânus.
– Criação do Plano Estadual LGBT, com base nas propostas da ultima Conferência Estadual LGBT, realizada em 08 de Novembro de 2011, que ate o presente momento nem isto foi nos socializado.
– Acompanhamento de todos os casos nas delegacias, e garantia de proteção dos familiares, solicitamos a implantação das medidas compactuadas no pacto nacional LGBT e as do GT de Segurança publica (urgentemente).
– Inclusão específica de linhas de enfrentamento da homofobia dentro da Secretaria de Estado da Paz -SEPAZ/ Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social – SEADES entre outras que possam contribuir na redução da vulnerabilidade social desta população.
– Elaboração da proposta da criação do Conselho Estadual LGBT em Alagoas.
*Informações da Gazeta Web.

Simpósio discute inserção de travestis e transexuais no mercado de trabalho de Maceió Resposta


Na última sexta-feira (3/07), no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Maceió (AL), representações de movimentos sociais ligados à causa dos LGBT e poder público municipal e estadual estiveram reunidos em um simpósio. A ação organizada pela ONG Pró-Vida, em parceria com a Associação de Travestis e Transexuais de Alagoas (ASTTAL), marcou a passagem do dia 29 de janeiro, data que celebra nacionalmente a Visibilidade Travesti e Transexual.

A inserção dos travestis e transexuais no mercado de trabalho foi a abordagem principal do simpósio. Segundo os transegêneros, o preconceito ainda é uma barreira para conseguir emprego e viver de forma digna na sociedade. Mas essa realidade vem mudando. A Prefeitura de Maceió já abriu espaço para a causa, a exemplo da transexual Cris Madri, que atualmente faz parte do quadro da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).

Segundo o secretário de Assistência Social, Francisco Araújo, o município está empenhado em promover dignidade a toda a população. Para a questão LGBT, a proposta é diminuir o preconceito, através de ações de participação dessas pessoas de forma comum, como acontece com qualquer individuo, que tem acesso ao trabalho, ao conhecimento e à capacitação, ou qualquer outra espécie de avanço na sociedade. “Esse é um trabalho feito de forma integrada entre as áreas, de assistência, saúde, educação, enfim, as pastas do município que atuam com o social”, ressaltou.

A abertura do encontro contou com apresentação de uma performance artística, da travesti Melissa Vogue.

Conivência com a homofobia

Na semana passada, o presidente do PT alagoano,  Joaquim Brito, questionou o número de assassinatos contra homossexuais, que continuam sem solução no estado, lembrando o caso do estudante Fábio Acioly, que foi assassinado há dois anos, de forma brutal. Brito disse que a partir da mudança estatutária do PT, os homossexuais terão o mínimo de representação na política.

“O governador Teotônio Vilela é conivente com a homofobia, por permitir que os 30assassinatos contra gays ocorridos nos últimos dois anos continuem sem solução. Não tem um bandido preso. É uma questão emblemática. Na época da morte do estudante, disseram que ele era homossexual e o governador não teve coragem até hoje de revelar o nome dos mandantes”, lamentou.

Alagoas: apenas cinco, dos 19 crimes contra LGBTs foram eluciados em 2011 Resposta

Luiz Mott, de blusa quadriculada

O sociólogo Luiz Mott esteve em Alagoas para discutir o elevado índice de homicídios cometidos contra gays no estado e enfatizar a importância de políticas públicas que possam prevenir e até erradicar os crimes de natureza homofóbica, a exemplo de alguns países europeus. Em parceria com o Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Mott fez uma retrospectiva de sua militância e se reuniu com a secretária da Mulher, Kátia Born, e o secretário da Defesa Social, Dário César.
Para o sociólogo, Alagoas tem avançado no quesito implementação de políticas públicas, contudo, as mesmas não têm sido suficientes para diminuir os assassinatos. Mott diz ainda que os índices não são elevados apenas em Alagoas, ele relata que dos 26 assassinatos contra homossexuais registrados no Brasil desde o começo deste ano, seis ocorreram na Bahia. O que preocupa o sociólogo no caso de Alagoas é a proporcionalidade. “Num país onde são cometidos crimes contra homossexuais em plena Avenida Paulista, a mais movimenta do Brasil, imagine o que pode acontecer em cidades do interior, principalmente no Nordeste, onde o machismo é mais acentuado. Um estado pequeno como Alagoas registrar 19 crimes somente o ano passado, é um índice realmente muito alto”, comentou Mott.
Ainda de acordo com Mott, o tratamento contra a homofobia deve ser impactante. “A presidente Dilma deveria fazer um pronunciamento oficial sobre este assunto”, disse.
Representando o município, Marcelo Nascimento também convocou o governo federal para intervir na causa. Na visão de Marcelo é preciso um compromisso entre as três esferas do poder. “Já obtivemos avanços importantes no governo Lula, como a primeira conferência gay do mundo, mas é preciso um comprometimento dos governos estaduais e municipais em efetivar as políticas públicas assumidas pelo governo federal. O não cumprimento pode ser caracterizado como homofobia constitucionalizada”, declarou Nascimento. Marcelo lembrou ainda da criação do Plano Municipal da Cidadania LGBT que deverá ser entregue ainda este ano deverá ajudar a diminuir os índices e fortalecer a categoria.
O presidente do GGAL em Alagoas, Nildo Correia, apresentou alguns dados sobre a violência contra grupos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Segundo Correia, dos 19 casos ocorridos no ano passado, apenas cinco foram elucidados, todos réus confessos. Os outros dois casos contra travestis ocorridos já neste ano de 2012 também continuam sem elucidação.
Na ocasião também foi distribuída uma cartilha de prevenção. Sob o título “Gay vivo não dorme com o inimigo”, a cartilha traz dez dicas para que homossexuais possam se prevenir da violência. Segundo o representante do governo, Dino Alves, a Secretaria da Mulher deverá atualizar e produzir novas cartilhas para a distribuição junto à sociedade. Dino lembrou ainda que a exemplo do município, o governo também adotou a criação do núcleo de diversidade social nas escolas.
Por fim, Mott parabenizou a Corregedoria de Justiça de Alagoas pela portaria que obriga os cartórios a reconhecer o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Já enviei uma cópia para a corregedoria da Bahia e meu objetivo é disseminar o mesmo em todo o Brasil”, concluiu Mott.

Primeiro casamento gay é realizado em Alagoas 2

(Foto: Reprodução)
Tapete vermelho, altar, música romântica, salgados, docinhos, champanhe, convidados e o tradicional bolo de casamento enchem os olhos de qualquer noiva que deseja fazer do casamento um momento inesquecível. Imaginem então, quando o casamento tem duas noivas…

Foi nesse clima que o casal Luciana Lima, 27, e Viviane Rodrigues, 32, pronunciou o clássico sim em uma cerimônia, conduzida por um orador espiritual, que celebrou, na noite de ontem, o casamento das duas noivas. Ou usando a linguagem do casal, “uma noiva-noiva e uma noiva-noivo”. A festa foi organizada em dois meses.

De acordo com as noivas, esse foi o primeiro casamento gay feminino de Alagoas, o primeiro do Nordeste e o terceiro do Brasil. As duas admitem que ao contratarem serviços como buffet e decoração se depararam com o espanto de alguns empresários. Mas logo foram explicando, de forma diplomática, que a partir daquele casamento, os empresários estariam abrindo mais um leque de opções para atender a um público segmentado que tende a crescer cada vez mais.

Luciana Lima é cantora. Na noite alagoana, ela embala corações – hetero ou homossexuais – apaixonados cantando MPB e Pop Rock. Viviane Rodrigues é enfermeira. As duas estão juntas há um ano e quatro meses. Passaram a dividir um apartamento depois de um mês de iniciada a relação que, segundo elas, “irá durar para sempre”, disseram ao trocar olhares apaixonados.

O casal concedeu entrevista a O JORNAL, enquanto se preparava em um salão de beleza para fazer um making off às vésperas do casamento. A pedido delas, o local, a data e horário do casamento não foram divulgados. Ambas temem a reação da família e de pessoas homofóbicas. A festa é apenas para os amigos.

Elas já oficializaram a relação homoafetiva no cartório. Desde então, usam aliança. Viviane Rodrigues, inclusive, teve direito a licença matrimonial no trabalho. Ela é servidora pública estadual.

*Com informações de O Jornal Alagoas.

Alagoas registra caso de bullying homofóbico em escola pública Resposta

O blog optou por não mostrar o vídeo do acontecido, por se tratar de um caso envolvendo menor de idade


O estado de Alagoas registrou o primeiro caso de bullying homofóbico em uma escola estadual. No dia 22 de março, um garoto de 15 anos foi submetido, por três minutos, a uma sessão de nove tapas no rosto por outro aluno, na escola estadual Gentil de Albuquerque Malta, na cidade de Mata Grande, sertão alagoano. O nome de ambos não foi divulgado. Um vídeo, registrando a agressão, foi parar na internet, mas retirado por “fazer apologia ao ódio”.

As imagens mostram ainda que outros alunos zombaram da vítima, pedindo que ele dançasse a música da cantora Lady Gaga. No vídeo, o agressor diz que a vítima havia feito ‘fofoca’ sobre ele a colegas. A vítima negou.

O agressor foi suspenso por oito dias. O agredido voltou às aulas. Ele havia pedido a direção para mudar o horário do estudo, por causa das ameaças, depois que assumir ser homossexual. A direção negou o pedido.

– Não havia vagas no período da manhã – disse o diretor da escola, José Timóteo.

A mãe do estudante agredido, a dona de casa Damiana da Graça, não viu o vídeo, mas sabia da confusão:

– Meu filho é uma pessoa tranqüila. Não houve motivos graves para existir aquela agressão. Fiquei sabendo que existia um vídeo pelos meus vizinhos, mas não vi – disse a mãe.

Ela não registrou queixa mas, segundo a conselheira tutelar Roberta Alencar, foram tomadas providências.

– A Justiça chamou os dois e os advertiu sobre as agressões, ouvindo as duas partes. Foi assinado ainda um termo de responsabilidade na delegacia de que se houver represálias, a família do adolescente agressor responderá pelo caso – disse Roberta Alencar.

Segundo ela, o agressor voltará a estudar na mesma escola:

– Agora, essa decisão é da Justiça. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que vai avaliar as providências a serem tomadas, disse a conselheira tutelar.

O promotor Cláudio Telles, que cuida do caso, decide hoje as providências a serem tomadas. A conselheira evita tratar o caso como bullying homofóbico.

O presidente do Grupo Gay de Alagoas, Nildo Correia diz que este caso preocupa a entidade.

– É a primeira agressão registrada em uma escola. Isso nos preocupa porque, nos números, somos o segundo estado que mais mata homossexuais no Brasil. Mas, proporcionalmente, somos os primeiros. Existe a impunidade e isso estimula a agressão – diz Correia.

A Bahia lidera os casos de assassinatos de gays, lésbicas ou transexuais, com 29 mortes, segundo o relatório do Grupo Gay da Bahia, divulgado esta semana. Alagoas é o segundo, com 29, seguido de São Paulo e Rio, com 23. Proporcionalmente, Alagoas ocupa a primeira colocação.

O relatório mostra ainda que o Estado – o segundo menor do Brasil – lidera o ranking de assassinatos nas maiores e menores faixas de idade entre homossexuais.

Em 2009, a travesti Érica, de 14 anos, foi assassinada com 14 tiros na orla de Pajuçara, área nobre da capital alagoana. Era garota de programa. Em 2010, o homossexual Josué Amorim, 78 anos, foi assassinado a golpes de facão na cidade de União dos Palmares, zona da mata alagoana.

– O homossexual é tratado com marginalidade pela sociedade. E como não existem políticas públicas e existe impunidade, os nossos números pioram, disse o presidente do GGAL.

De 1980 até este ano, foram registrados 80 assassinatos de homossexuais. Neste ano, foram assassinados sete. E com requintes de crueldade.

Em março, o arquiteto Flavius Lessa foi assassinado com facadas no pescoço pelo companheiro, o modelo Frederico Safadi. O motivo, segundo a Polícia Civil, foi passional. Safadi se entregou a polícia.

*Com informações do jornal “O Globo”

Alagoas: Movimento LGTB protesta contra a homofobia e a favor da união gay Resposta

Protesto em Alagoas
Milhares de pessoas que trafegam pela Rua do Comércio na tarde desta segunda-feira (31) pararam para observar e expôr sua opinião sobre o protesto realizado pelo Movimento LGBT na capital alagoana. O grupo de homossexuais protesta contra a homofobia e a favor da união civil gay no estado. 

Os curiosos que passavam pelo calçadão olhavam atentamente, aplaudiam e apoiavam a causa, a exemplo da dona de casa Givalda Silva dos Santos que é não tolera o preconceito contra os homossexuais. “Qualquer tipo de preconceito é errado e matar por preconceito não existe. Se a atitude deles é errada não cabe a nós julgamos, e sim, a Deus”, ponderou.
O protesto divulga fotografias de homossexuais brutalmente assassinados, cujos casos ainda não foram solucionados pela Polícia Civil Alagoana. Segundo Dino Alves, do Pró-Vida LGBT, o preconceito ainda é o maior problema dos homossexuais. “Precisamos levar a sério os crimes contra homossexuais. Em Alagoas parece brincadeira matar gay, já que ninguém é severamente punido. Os familiares das vítimas esquecem e os culpados não são punidos”, lamentou Dino Alves, pedindo agilidade nas investigações dos crimes.
“Queremos que as autoridades reconheçam a criminalização da homofobia. Percebemos quando o crime é praticado com gays pelo requinte de crueldade. Não é apenas matar, mas sim humilhar”, colocou Alves, lembrando do caso do gay Jaldilson Junior, assassinado no último sábado no Vergel do Lago. “Jaldilson não foi apenas assassinado. Ele foi amarrarado com fio de ferro elétrico, asfixiado, introduziram objetos no ânus dele e depois deflagraram quatro facadas. Não precisava isso”, afirmou inconformado. “Isso é cruel. Vemos no requinte de crueldade que há ódio”, emendou Dino. 
Ainda de acordo com o representante da categoria, apenas este ano, quatro homossexuais foram brutalmente assassinados em Alagoas, todos com requintes de crueldade. “Precisávamos fechar esse mês triste de janeiro com um protesto. Mas não vamos parar por aqui, queremos que a sociedade entenda que só queremos viver e ser felizes”, disse o homossexual que sonha em consolidar a união estável com o companheiro Bruno Constantino. “Estamos juntos há onze meses, nossas famílias já nos aceitaram, agora será a Justiça”, celebrou. 
Sobre a união entre pessoas do mesmo sexo, o diretor do Pró-Vida LGBT, afirmou que Alagoas já deu um grande passo. “A desembargadora (Elisabeth Carvalho – presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), já aprovou a união civil estável entre pessoas do mesmo sexo. Mas as pessoas ainda não contra. Precisamos mudar a mentalidade das pessoas. Não queremos entrar de branco, vestidos de noiva e noivo na igreja, queremos apenas ter direitos legais”, afirmou sobre a banalização do casamento entre gays.
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Outro objetivo da manifestação é pressionar a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, de autoria da deputada Marta Suplicy. 
O projeto que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero – equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa, foi desarquivado por Suplicy e deve voltar à Câmara para votação, e possível aprovação.
*Com informações do Primeira Edição.

Duplo homocídio tem características de homofobia em Alagoas Resposta


O 10º Batalhão da Polícia Militar registrou um duplo homicídio na manhã desta quarta-feira (19/01), na cidade de Palmeira dos Índios, agreste de Alagoas (AL). Marcos Ubiratan e José Júnior dos Santos foram encontrados por populares, dentro de um Fiat Uno vermelho, quando já estavam mortos. A família de Ubiratan suspeita de crime de homofobia.


Os assassinatos aconteceram numa localidade conhecida como Campo da Aviação, zona rural de Palmeira. Quando os curiosos chegaram à cena do crime, os dois homens estavam com marcas de tiro e ainda sangrando muito. Ubiratan, que dirigia o veículo, morreu deitado sobre o corpo de José Júnior.

De acordo com policiais, Marcos, que era taxista e residia no bairro de São Francisco, teria sido atingido por dois disparos, um na cabeça e outro no tórax. Já José Júnior, que morava no bairro Cafurna, foi atingido na nuca.

Parentes de Marcos confirmou que a vítima seria homossexual e suspeita que o homicídio tenha sido praticado por homofobia.

A Delegacia Regional da Palmeira dos Índios garantiu que começará a investigar os assassinatos ainda esta semana e não nenhuma linha de investigação, por enquanto, está descarada, inclusive, homicídio seguido de suicídio, apesar da arma não ter sido encontrada no carro.

O Instituto de Criminalística foi acionado para fazer perícia na cena do crime e o Instituto Médico Legal recolheu os corpos no final da manhã desta quarta-feira.

Policiais que espancaram travesti em Parada Gay são presos Resposta

No dia 16 de agosto de 2009, na Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) de Penedo, em Alagoas (AL), policiais do 11º Batalhão da Polícia Militar (BPM) espancaram e prenderam José Roberto da Silva, travesti. Após a prisão a vítima foi conduzida para um hospital público em Araparica (AL), onde permaneceu internada com graves escoriações e hematomas, sem o acompanhamento de familiares ou quaisquer representantes de direitos humanos que estavam na Parada e acompanharam o caso pela TV Gazeta, que gravou tudo.

O Comando Geral da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), resolveu punir os três agressores: sargento Genildo Alves, Sargento Janiel Amâncio e soldado Ricardo da Silva, com 30 dias de prisão para os sargentos e 20 dias para o soldado, por terem utilizado de violência “desnecessária na condução do preso, ao içá-los pelos cabelos, em decúbito dorsal, arrastando-o e jogando-o ao chão de forma desumana, sendo o fato filmado e divulgado nos principais meios de comunicação, comprometendo assim o prestígio e a imagem da corporação”.