Árabes fogem da homofobia em Nova York Resposta

Nova York é talvez o centro do mundo. A cidade mais moderna do planeta. Lá é possível encontrar todas as tribos. Inclusive para todas as subculturas de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). Existe grupo de apoio a gays vegetarianos, 62 grupos de religiosos LGBT etc. Lá também rola uma festa para a comunidade LGBT do Oriente Médio, como mostra matéria do “Jornal do Brasil” desta segunda-feira (31/01/11).

A festa tem o nome de “Habibi” (“amado” em árabe). Ela foi criada em 2002 pelo DJ Abraão, um dos fundadores da Sociedade Árabe de Gays e Lésbicas (SAGL).

O grupo cresceu, mas na visão de Abraão, isso não quer dizer que seja um fator positivo, “porque há todas as nacionalidades do Oriente Médio. Os egípcios querem sair com os egípcios, os marroquinos querem sair com os marroquinos. Esse é sempre um problema dos árabes”. Abraão aceitou das entrevista ao JB sem revelar o sobrenome.

O “problema dos árabes” é também brasileiro. Os ursos saem com os ursos, as barbies com as barbies, uma pena, mas quase sempre é assim.

Nos anos 1990, a SAGL se reunia no centro LGBT do West Village. Rolava chazinho e biscoito, um bate-papo, mas a coisa foi ficando chata e surgiu a necessidade de ter uma festa. Afinal, jogação e pegação são necessidades universais de grande parte dos LGBT.

A primeira edição da Habibi aconteceu em um restaurante italiano no sul de Manhattan. Hoje a festa é itinerante, percorre clubes LGBT e heterossexuais. além de bares de narguilé em toda a Manhattan. A festa só não acontece no mês sagrado do Ramadã.

A festa foi ganhando forç a medida que as reuniões presenciais do grupo foram enfraquecendo, já que todos se encontravam online. Hoje ela chega a atrair 300 pessoas. Árabes de todas as classes sociais.

Muitos árabes encontram na festa uma forma segura de se divertir, linge do preconceito que sofrem por parte de alguns estadunidenses, devido aos ataques de 11 de Stembro.

LGBT muçulmanos enfrentam dificuldades para conciliar religião e sexualidade. Na maior mesqueta da cidade e uma das mais progressistas, o Centro Cultural Islâmico de Nova York, o imam Ali Shamsi adotou a política do “não pergunte que eu não respondo”, comum em Igrejas Católicas brasileiras.

“A homossexualidade, o adultério e a fornicação são pecados muito graves, mas você não precisa falar sobre isso – diz Ali. Fica entre você e o Criador. Gays e lésbicas são aceitos, desde que não falem nada.