Por uma geração de comédia que não apele ao racismo, ao sexismo, à homofobia… Resposta

POR NELSON DE SÁ

Anos atrás, quando vi Rafinha Bastos e Danilo Gentili pela primeira vez juntos no palco, achei o primeiro conservador e o segundo liberal. Estava errado. Politicamente, Rafinha se mostrou liberal, no sentido americano da palavra, amigo de Thaíde; e Danilo virou um conservador, até reacionário, seguidor de Olavo de Carvalho.

Mas rótulos políticos, no caso, não importam. Desde o princípio, eram ambos _e quase toda aquela geração de stand-up, Diogo Portugal inclusive_ semelhantes nos alvos que escolhiam. Se de um lado Danilo vive hoje de rompantes de racismo e mira sempre os mais fracos, de outro a piada clássica de Rafinha explorava a suposta feiúra das mulheres de Rondônia.

No concurso de comédia stand-up realizado na semana passada, a minha esperança desde o início do projeto era que surgisse uma nova geração, mais para Fábio Porchat, que sempre que pode ataca os preconceitos, do que para Danilo e Rafinha _em que pese ainda admirar neles a comicidade inata, o tempo perfeito etc.

Apareceu de tudo no concurso, inclusive publicitário que, tomando a geração anterior por modelo, transpirava comédia mas já dando sinais de bullying racial, sexual, social. Não é o caso dos dois finalistas, Celo Bechert e Márcio Pial. Eles têm comicidade inata etc. mas os seus textos não confundem piada com agressão nem atiram nos fracos para fazer rir os fortes.

É difícil imaginar hoje, mas em sua primeira “rotina” Danilo Gentili era como Celo Bechert. Fazia piadas obsessivamente sobre a mãe, mas na verdade sobre si mesmo: era capaz de rir de si mesmo. Sobre Celo, agora, é preciso torcer para que mantenha a capacidade de se ridicularizar, nas “rotinas” mais complexas que vêm por aí.

Márcio Pial já é mais desenvolvido e complexo. Durante as suas apresentações no concurso, a primeira de uns dez minutos e a final quase de improviso, de uns três, foi possível vislumbrar alguma coisa das grandes referências americanas das últimas décadas, George Carlin e Louis C.K. O raciocínio engenhoso, o fundo moral, o humor inesperado, que surpreende.

Assista aos vídeos de Celo Bechert e Márcio Pial ou à íntegra de 2h16min

Contra a desculpa recorrente _e aí sim política_ para o humor racista, sexista e homofóbico, odramaturgo Tony Kushner já vacinou quase duas décadas atrás:

A direita tentou transformar [a expressão politicamente correto] num rótulo. A verdadeira ameaça à liberdade de expressão vem, não da esquerda, mas da direita. Basta olhar a direita religiosa. Eles querem controlar aquilo em que você acredita, o que você pensa.

Fonte: Blog de Teatro

Preta Gil comete gafe no programa #Esquenta! Resposta

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

A cantora Preta Gil cometeu uma gafe no programa Esquenta(Rede Globo) exibido no último domingo (18/08). A engajada filha de Gilberto Gil disse para Daniela Mercury que não se sentia mais só, se referindo ao fato de a baiana ter saído do armário recentemente, e assumido o relacionamento com a jornalista Malu Verçosa. Acontece que Preta se esqueceu de outros artistas que assumiram a homossexualidade ou a bissexualidade, alguns antes dela, inclusive, como Cazuza, Renato Russo, Ney Matogrosso, Edson Cordeiro e Ana Carolina, só para citar alguns da música brasileira.

“Eu não me sinto mais só”, disse Preta, como se fosse pioneira ao assumir a sua bissexualidade, o que não é verdade. Preta também falou do preconceito que sofreu:  “As pessoas não me conheciam, não sabiam quais eram os meus valores reais como ser humano, antes de julgar minha música, falavam: ‘Ih, aquela filha do Gil que é maluca falou que é gay…’”.

Diferente da colega, Daniela Mercury disse que não sofreu preconceito algum ao sair do armário: “Ninguém fez cara feia para mim, pelo contrário, as pessoas diziam: ‘Você deu uma sacudida no Brasil’”.

O programa Esquenta!, comandado pela apresentadora Regina Casé, discutiu a homofobia, com a participação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, das cantoras Daniela Mercury e Preta Gil,  e dos atores  Marcello Antony e Thiago Fragoso, que interpretam Eron (gay) e Niko (bissexual) na novela Amor à Vida (Rede Globo), de Walcyr Carrasco, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.

Opinião

Tanto Preta, quanto Daniela sacudiram o Brasil em momentos distintos, em que o conservadorismo parecia predominar: a primeira, quando acusou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de racismo e a segunda, quando as atenções do Brasil estavam voltadas para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Ponto para as duas!

“Ele transcende mais a história de amor gay do que ‘O Segredo de Brokeback Mountain’”, diz Bruno Barreto sobre “Flores Raras” 1

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Foi um longo processo entre Lucy Barreto ter comprado os direitos de adaptação do livro biográficoFlores Raras e Banalíssimas – A História de Lota de M. Soares e Elizabeth Bishop, de Carmen Lucia Oliveira, e a estreia do longa Flores Raras hoje. Neste tempo todo, a tecnologia para recriar o Rio de Janeiro da década de 50 evoluiu, a cabeça do diretor Bruno Barreto mudou, segundo ele mesmo, mas uma coisa permaneceu: escalada há 17 anos para o papel de Lota, Glória Pires finalmente terá a chance de se ver na tela grande dando vida à arquiteta e paisagista.

“Certamente, hoje, eu me sinto muito mais preparada, com mais estofo para fazer essa personagem, dessa magnitude, do que 16 ou 17 anos atrás”, comenta Glória em entrevista, acrescentando: “Eu trabalho há 42 anos. Dezessete não é nada, mas ao mesmo tempo é tudo é tudo. A vida passa, o tempo está aí, as coisas estão acontecendo. E, sendo atriz, as coisas me atingem e operam mudanças ou acrescentam”, complementa. “A confiança na intuição muda. Eu sou uma atriz muito intuitiva. A personagem é real, mas a forma de realizar há 16, 17 anos teria sido outra. Nesse tempo, o Bruno também viveu outras coisas.”

Além disso, a artista chama a atenção para o fato de essa ser uma história verídica. “Quando você tem um personagem real, você tem outro tipo de responsabilidade. Acho que tem que tomar mais cuidado, porque aquela pessoa existiu, não é uma ficção”, acredita Glória. “Quando se está em uma personagem fictícia, há mais liberdade, não está preso a nada. Não sei se é mais fácil ou mais difícil.”

Bruno corrobora da teoria de que a demora para a realização (que tem entre os motivos o tempo que ele mesmo levou para aceitar dirigir o longa, mais problemas de patrocínio) acabou sendo positiva. “Não seria um filme tão bom, as coisas têm um tempo de maturação e eu não estaria maduro para fazer. Essa história precisa ser contada no tom certo e isso exige maturidade, serenidade”, diz ele. Bruno tem esperanças de indicação para o Oscar tanto para Glória, quanto para Miranda Otto, atriz australiana que vive Elizabeth Bishop, poetisa norte-americana vencedora do Pulitzer e companheira de Lota por muitos anos. A expectativa vem em um momento que ele considera absolutamente positivo para a produção audiovisual brasileira. “Hoje em dia, se você quer formar uma equipe de primeira linha, precisa bookar as pessoas com 6 meses de antecedência no mínimo”, comenta.

Glória está ótima como protagonista, mas o talento da atriz é complementado pela também impecável Miranda, que contracena com ela em algumas das sequências mais complicadas. “Quando recebi o e-mail, não acreditava na minha sorte de ter o papel e de vir para o Brasil e fiquei maravilhada com a estética e a cinematografia”, conta Miranda. “Eu não sabia muito sobre Elizabeth Bishop e quando li o roteiro fiquei encantada com essas mulheres”, continua ela, lamentando o fato de que não há herdeiros de Bishop que poderiam ter a chance de “revê-la” nesta interpretação. “É triste, não?”

Apesar de a trama homossexual não ser o conflito central do filme, ela chega em um momento peculiar no Brasil, que debate com mais intensidade do que nunca a igualdade de direitos para pessoas do mesmo sexo. “Não crio uma expectativa quanto a isso”, diz Glória sobre uma possível reação conservadora do público acostumado a vê-la em novelas. “Fiz a personagem da melhor forma que pude e me deu um enorme prazer em fazer. Tenho o maior orgulho de ter feito esse filme, ter recebido esse personagem para interpretar. É até aí onde eu vou. Eu gosto do que eu vejo, fico orgulhosa do que eu vejo. Então, tudo o que houve de espera, de ansiedade, acho que valeu a pena”, completa. “Como as pessoas vão receber, não sei.”

Bruno pensa de forma semelhante, e crê que se estivesse procurando patrocínio neste momento, talvez tivesse tido mais facilidade, pelo calor do debate. Mas diz que espera que o sucesso do projeto não venha desse contexto porque “esse não é o tema do filme. O tema do filme é a perda. O fato de ter um romance entre duas mulheres é só um elemento – um elemento que não evito e mostro de maneira natural”, opina. “Ele transcende mais a história de amor gay do que O Segredo de Brokeback Mountain”, diz Barreto, fazendo referência a uma comparação que tem sido constante. “[Nele,] o fato de serem dois homens é muito parte do conflito. Aqui, não. O conflito aqui é que elas são muito diferentes. Uma é uma maluca que acha que pode tudo, mas no fundo é frágil; e a frágil que no fundo é muito forte.”

Fonte: Rolling Stone Brasil

MTV lança vinhetas contra homofobia e anuncia documentário sobre o tema Resposta

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A MTV sempre tomou posições em relação à temas espinhosos como sua campanha para a prevenção da aids, em uma época que a doença era vista por grande parte da população mundial como “peste gay” no meado dos anos 1990. Neste mês, eles lançaram vinhetas contra a homofobia com depoimentos de famosos do mundo da música e das artes se posicionando contra a violência em relação aos LGBTs ou aqueles que parecem ser gays. Para o dia 17 de maio, Dia Mundial da Luta Contra a Homofobia, eles terão uma programação toda voltada ao tema e lançarão um documentário sobre o assunto.

Philip Rossetto, responsável pela criação das vinhetas batizadas de Voz MTV e co-autor junto com o cineasta Dácio Pinheiro do documentário contra a homofobias, conversou com o Blogay sobre o projeto.

Blogay – Como foi pensada a lista de entrevistados?

Philip Rossetto – O Voz MTV foi pensado então para falar com pessoas do universo do nosso publico – ou seja, pessoas ligadas à música e seus respectivos nichos (hip-hop, rock, punk, MPB, etc), cultura pop (moda, literatura) , representantes da atual geração que estão de alguma forma engajados nessa mudança social, e o único historiador – embora seja mais escritor que historiador – que tem uma pesquisa séria sobre a homossexualidade no Brasil que é o João Silvério Trevisan (uma pessoa que não faz parte diretamente de nenhum movimento militante, mas que conhece a história de todos e tem discernimento para analisar a situação hoje e num passado próximo).

Entendo que hoje há uma discussão mundial voltada à homossexualidade. É até aceitável que a conquista de direitos seja questionada nos campos politico, judiciário e até religioso. Mas o preconceito e a violência são inquestionavelmente condenáveis. Acreditamos que o preconceito é fruto de ignorância e ignorância se combate com informação. Nossa missão focou-se na questão social. Trabalhamos com a realidade. Nenhum político ou atuante do movimento LGBT foi chamado por isso: porque estamos trabalhando em uma outra esfera da questão. No entanto, temas ligados a essas questões são inevitáveis, pois, segundo nossos entrevistados, o surto de homofobia que vivemos é resultado da resistência à equiparação de direitos.

Não tem nenhum homofóbico (nos depoimentos) porque, felizmente, não há nenhum artista ou intelectual que defenda a violência como direito legítimo.

Como foram as entrevistas?

As entrevistas foram espontâneas e longas, uma vez que já tínhamos a ideia do documentário em mente. Foi um tom mais de conversa, ligado ao universo que aquela pessoa vive e representa. A Flora Matos contou como é vista a homossexualidade dentro do movimento hip-hop, a “mercenária” Rosália Munhoz mostra sua visão vinda do punk, assim como o Clemente, o Herchcovitch falou como a privação de direitos afeta sua vida pessoal, assim como o Laerte, o Lobão do ponto de vista filosófico dele e assim por diante. Os temas que apareceram foram, claro, a violência, em primeiro lugar, mas também questões como a PL122 (lei em trânsito no Congresso que criminaliza a homofobia), a educação e os efeitos que a privação de direitos gera na vida dos 20 milhões de homossexuais brasileiros. Tentamos ser abrangentes nas vinhetas que estão no ar e no Youtube e dissecamos tudo no documentário que vai ao ar dia 17 de maio, Dia Mundial da Luta contra a Homofobia.

Campanhas de prevenção à AIDS foi um passo para o posicionamento contra a homofobia?

Eu posso te dizer o ponto de partida criativo da campanha. De fato, a MTV sempre foi referência nas campanhas de Aids e uso da camisinha. E a camisinha sempre foi condenada por extremistas. E você nunca viu uma campanha de use camisinha com um “A Instituição/igreja adverte: fazer sexo antes do casamento é pecado, prime pela abstinência”. Seria de muito mau gosto com pessoas que já sofrem com essa situação e não é essa a função de uma TV como a nossa. No caso da homofobia é a mesma coisa: não se pode confundir  “liberdade de expressão”  com incitação à violência. Colocar a vida de pessoas em risco, ou pra ser mais exato, privar pessoas da liberdade de serem o que são é uma irresponsabilidade. E quando falamos em homofobia, é isso que estamos falando: respeito X violência. Uma violência que atinge 20 milhões de brasileiros diretamente, sem contar suas famílias.  Então não, a gente não apoia a violência e o preconceito, de nenhum tipo. Não há imparcialidade alguma nisso, é uma questão de bom senso. E até um fundamentalista da vida, por mais que pratique violências constantes e inconscientes, não é capaz de defender a violência como meio correto de agir. Não há argumento que comprove a sua eficácia, ainda mais se o fim para essa eficácia é passível de discussão. Apesar da resistência na equiparação de direitos, espancar, estuprar e matar não são a melhor maneira de se opor.

Um ponto importante é que a homofobia acaba afetando também héteros como o caso do pai e filho em São João da Boa Vista (SP) que foram espancados porque estavam abraçados e os homofóbicos acharam que eles eram gays. É importante uma emissora se posicionar?

Uma pessoa é espancada sem motivo na esquina da sua casa. Faça ela parte do nosso círculo ou não, o que se há de ser imparcial nisso? O Laerte respondeu muito bem a esta questão: “mas ele não estava desmunhecando?”. E isso lá é motivo para agredir alguém? Lamento, mas não há como ser imparcial em uma situação como essa.

O trabalho de uma emissora de TV utiliza uma concessão pública. Por isso, o que ela faz  precisa  promover o bem para todos os envolvidos nessa cadeia: telespectadores, seu entorno e a própria emissora.

Todos se beneficiam com o respeito e a tolerância.

Agora, sobre o posicionamento moderno… veja bem, enquanto ainda se discute o beijo gay na TV, o nosso, o primeiro beijo gay da TV brasileira (que foi na MTV) já tem mais de uma década. As novas gerações lidam com essa questão com uma naturalidade muito maior do que gerações anteriores. Como falamos de igual pra igual, a naturalidade também transparece nesse sentido. A verdade da vida das pessoas é muito mais simples do que nos comentários anônimos da internet.

O André Baliera, espancado no meio da Henrique Schaumann diz que o caso dele (que levou pontos no hospital) não foi o pior que já viu. Contou no nosso documentário de uma mãe que pagou para que a própria filha fosse estuprada para “deixar de ser lésbica”. Então onde estamos colocando o preconceito na nossa ordem de prioridade social? Acima do respeito, da compaixão, e até do amor? Será que é esse o lugar que ele merece, o de principal regente da nossa sociedade? Essa reflexão é o que tentamos promover com esta campanha.

Veja as vinhetas clicando aqui.

Fonte: Blogay

Opinião

A MTV se mantém sendo o canal de TV aberto mais progressista do Brasil, enquanto isso, grandes emissoras vetam beijo ou qualquer manifestação de carinho homossexual e deixam travestis e transexuais à margem, como se eles não existissem.

Wolverine e Hércules trocam beijo em nova HQ da Marvel 2

Reprodução da HQ alternativa "X-Treme X-Men 10", da Marvel, que mostra a cena de beijo entre os heróis Wolverine e Hércules

Reprodução da HQ alternativa “X-Treme X-Men 10”, da Marvel, que mostra a cena de beijo entre os heróis Wolverine e Hércules

A Marvel lançará uma edição alternativa com um beijo gay de Wolverine e Hércules. A informação foi publicada pelo site de notícias Huffington Post na última terça-feira (26).

Na HQ X-Treme X-Men 10, os dois se per­dem em rea­li­da­des alter­na­ti­vas e terão con­tato com per­so­na­gens em diver­sas épocas e mundos. O beijo acon­tece na Grécia antiga.

A página divul­gada da HQ mos­tra o texto: “Nós fomos os mai­o­res heróis de nos­sos mun­dos. E no dia em que mata­mos o pior mons­tro que ame­a­çou o Domínio do Canadá Nós reve­la­mos nosso amor”. A edi­ção chega às bancas em setembro.

A editora lembra que os personagens Wolverine e Hércules, que se revelam como namorados nesta edição, são versões alternativas dos heróis e pertencem a um outro universo, distinto das histórias regulares da dupla.

A Marvel e a DC Comics têm mos­trado rela­ci­o­na­men­tos gays em seus gibis. A pri­meira retratou o casamento do mutante Estrela Polar na revista Ashtonishing X-Men 51.

Já a DC tem a Batwoman, uma vigi­lante de Gotham City que assumidamente se relaciona com outras mulheres.

Fonte: Folha de São Paulo

Toni Braxton quer interpretar uma personagem lésbica 1

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Depois de anunciar sua aposentadoria na música para concentrar seus esforços em sua carreira de atriz, Toni Braxton (45) revelou que tem vontade de interpretar uma personagem lésbica.

“Adoraria interpretar uma lésbica e fazer até uma cena mais quente, algo completamente diferente do que as pessoas esperariam de mim. E não estou falando de uma lésbica de batom!”, revelou.

No início de fevereiro, Toni Braxton estreou como protagonista do filme para televisão Twist of Faith e recebeu boas críticas sobre seu desempenho como atriz.

DC Comics é criticada por escalar escritor homofóbico para HQ de Super Homem 1

Superman

 

A DC Comics, editora responsável pelas histórias de quadrinhos de personagens como Batman, Mulher Maravilha, Flash, Lanterna Verde e a Liga da Justiça, passou a receber fortes críticas desde a última semana quando anunciou a contratação, a partir de abril, do roteirista norte-americano Orson Scott Card para a revista digital “Adventures of Superman” (As Aventuras do Super Homem), um dos títulos mensais de seu principal personagem.

A controvérsia gira em torno do fato de Card ser assumidamente um severo crítico dos gays, chegando ao ponto de declarar em certa ocasião que o casamento entre pessoas do mesmo sexo resultaria “no fim da democracia dos Estados Unidos”. Em 2009, ele tornou-se um dos dirigentes da ONG Organização Nacional pelo Casamento, que faz campanha aberta contra o direito ao matrimônio para gays e lésbicas.

O anúncio da contratação de Card gerou uma série de protestos na comunidade LGBT, que pedem que a editora reveja sua decisão. “O Super Homem luta pela verdade, justiça e o modo de vida americano. Orson Scott Card não luta por qualquer noção de verdade, justiça ou modo de vida americano que eu possa apoiar”, diz Jono Jarrett, membro da Geeks Out, um site de fãs gays da cultura pop. “É decepcionante e francamente uma escolha estranha”.

Profissionalmente, Card, que morou dois anos no Brasil quando era missionário mórmon, se notabilizou pelo romance de ficção científica “O Jogo do Exterminador” (Ender’s Game, no original) (1977) e que deverá chegar às telas de cinema nos em novembro.

Jarrett desconfia que a DC quer se aproveitar da publicidade em torno do filme para aumentar as vendas graças à grife do roteirista. “Sinto que eles esperavam que ninguém se desse conta [da militância anti-gay de Card]. Estamos num país livre e o que fazemos por aqui é importante. Esse homem quer suprimir meus direitos civis e eu não darei meu dinheiro para ele”, afirma.

O ator Michael Hartney enviou uma carta para a DC e republicada em seu Tumblr se descrevendo como “o maior fã que o Super-Homem terá”, mas protestando furiosamente contra a decisão: “Não quero e não irei apoiar a contratação de Orson Scott Card em Aventuras do Super Homem. Há uma diferença entre ter princípios políticos conservadores e ser uma força ativa pelo ódio e a intolerância”, escreveu.

Hartney, que tem símbolo elipsado do super-herói tatuado em seu braço, também iniciou uma campanha colhendo assinaturas pela internet pedindo que a DC rompa o contrato com o escritor. Até o momento da edição desse artigo, ele já contava com 4.964 assinaturas.

“Se ele fosse um negacionista do Holocausto ou um supremacista branco, ninguém teria dúvidas: contratar esse escritor seria uma vergonha para a sua empresa. Bem, Card é uma vergonha para a DC. É a mesma coisa. A comunidade LGBT não vai deixar isso passar em branco. Nossos direitos civis não estão mais em fase de debate ou discussão”.

“De todos os personagens vocês tinham que escolher para ele justamente o Super-Homem? O personagem que me ensinou a seguir o exemplo? A fazer a coisa certa, mesmo quando é a mais difícil? A persistir, mesmo quando tudo parece perdido? Que insulto. As crianças estão se matando graças a um clima de intolerância e homofobia publicamente fomentada por pessoas como Orson Scott Card. Vocês não precisam contribuir para isso, não devem e não podem”, disse Hartney, chegando a sugerir que a DC o contratasse de graça para escrever as histórias. “Já tenho 30 anos de pesquisa de Super Homem e o conheço muito bem. Seria bom se vocês o conhecessem também”.

Dale Lazarov, um roteirista de quadrinhos homossexual, acredita ser contraprodutivo atacar a contratação de Card. “Sei que Card é um homofóbico furioso desde os anos 1990. Eu me recuso a ler ou comprar seus trabalhos. Mas negar emprego a ele por ser homofóbico é ir longe demais. Militar pela discriminação no trabalho, por qualquer razão, é contraprodutivo para quem quer acabar com a discriminação em seu próprio benefício”.

Em agosto de 2012, quando o Estado da Carolina do Norte aprovou uma lei determinando que o casamento é a união entre pessoas de sexos diferentes, Card escreveu um artigo dizendo que a legalização do casamento homossexual  “não era para dar aos gays o direito de formar casais”. “O objetivo é dar à esquerda o poder de forçar valores anti-religiosos às nossas crianças. Assim que legalizarem o casamento para pessoas do mesmo sexo, eles o utilizarão como ferramenta para tornar ilegal o ensinamento de valores tradicionais nas escolas”.

A DC Comics, que transformou versões atualizadas de dois de seus personagens mais antigos (a Mulher-Morcego em 2006 e o Lanterna Verde original em 2012) em homossexuais, não se manifestou sobre a polêmica.

Fonte: Opera Mundi

Salvador recebe exposição sobre violência contra gays no mundo Resposta


Entre os dias 4 de outubro e 16 de novembro, a capital baiana recebe a exposição fotográfica ‘Condenados – no meu país, minha sexualidade é um crime’. A mostra reúne 50 autorretratos de gays que vivem nos 80 países nos quais este tipo de relação é condenada.


O trabalho é resultado da pesquisa do fotógrafo e jornalista francês Philippe Castetbon, que utilizou-se da internet como ferramenta, inscrevendo-se em um site de encontros, para contatar homens em quase todos os países onde a homossexualidade é proibida e condenada pelas leis.



Salvador é a segunda cidade da América Latina a abrigar o projeto, que é acompanhado dos testemunhos dos participantes e foi uma forma encontrada por Philippe de revelar o cotidiano dos homens que vivem à margem da sociedade.

Exposição ‘Condenados – no meu país, minha sexualidade é um crime’


Local – Centro Cultural Correios

Visitação – De segunda a sexta, das 10 às 18 horas, e sábado, das 8 às 12 horas

Classificação Indicativa – 14 anos

Entrada Franca
Reportagem: Henrique Brinco, do iBahia



Morre Tereska Torrès, escritora da resistência francesa Resposta


Tereska Torres, membro da resistencia francesa e escritora franco-americana cujo sucesso de vendas Women’s Barracks causou escândalo ao tratar das relações lésbicas nos quarteis de mulheres dos Aliados, morreu aos 92 anos, anunciou sua família.

Filha de uma família polonesa de origem judia, em 1940 aderiu à organização França Livre, em Londres. Foi secretária no quartel-general do Charles de Gaulle em Carlton Gardens, na capital britânica, e escreveu vários livros depois da Segunda Guerra Mundial.

Em 1950 publicou nos Estados Unidos uma romance autobiográfica sobre sua experiência na guerra intitulado Women’s Barracks, que foi traduzido em 13 idiomas e vendeu quatro milhões de examplares. O livro revelava as relações lésbicas nos quarteis das voluntárias dos Aliados.


Reportagem: AFP

Jennifer Lopez vai produzir série sobre um casal de lésbicas Resposta


A atriz, cantora e produtora Jennifer Lopez quer contar a história de um casal de lésbicas, cuja harmonia é prejudicada com a chegada de uma adolescente rebelde, na televisão estadunidense.
Jennifer está em negociações com a rede de televisão norte-americana ABC Family – parceria entre a ABC e o Disney Channel – para contar a história de uma família formada por duas mulheres, informou o site Deadline.
A história vai girar em torno da vida de um casal de lésbicas e seus dois filhos. A paz e a harmonia da casa acaba com a chegada de uma adolescente daquelas bem rebeldes. A atração em formato de seriado será produzida pela cantora e atriz, que também planeja fazer algumas aparições na série.

Elton John pede à Ucrânia que pare com perseguição de gays Resposta

Elton John na Ucrânia

O cantor Elton John usou um concerto de caridade em Kiev (capital ucraniana) para pedir a Ucrânia que pare com a “perseguição de gays”.
A declaração foi feita durante uma apresentação de duas horas incluída no programa oficial do Eurocopa 2012 que foi co-organizado pela Ucrânia e Polônia.
O astro fez um apelo emocionado sobre relatos de ataques físicos de que são alvos os gays no ucranianos.
“Recentemente, li sobre violência contra gays na Ucrânia. Agredir gays é errado. Isto para mim não simboliza a Ucrânia”, disse ele. “Peço a vocês: parem a violência contra os gays.” Pouco antes do início do campeonato europeu de futebol, uma Marcha do Orgulho LGBT em Kiev foi cancelada e um dos seus organizadores alvo de um brutal espancamento.
Sir Elton é um visitante regular do país e recebeu aplausos de milhares de ucranianos que assistiam ao concerto em ecrãns gigantes na rua quando descreveu a Ucrânia como “minha segunda casa”.
E por aqui, qual cantor ou cantora poderiam se manifestar publicamente contra a homofobia, hein?

Com informações do The Independet.

Miss Paraíba Gay 2012 tem cinco candidatas nesta terça; veja atrações Resposta

Lydia Rangel, a Miss Paraíba Gay 2011, veste trajes
típicos em desfile (Foto: Divulgação


Cinco candidatas vão concorrer ao título de Miss Paraíba Gay 2012 em um evento na noite desta terça-feira (19) no Theatro Santa Roza, em João Pessoa. A festa começa às 20h e, além dos desfiles das candidatas em trajes típicos e de noite, a noite terá sete shows.


O concurso é dividido em dois momentos. No primeiro, as candidatas vão desfilar em trajes típicos. Em seguida, vão exibir os trajes de noite. As concorrentes da noite estão representando as cidades de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Mari e Itabaiana.
Segundo a organização do evento, a noite terá shows das melhores drag queens da noite paraibana: Perlla Rachely, Ashley Hunter, Isabela D-Pack, Victoria D-Pack, Yasmin Casiragui, Waleska Casiragui e Layse Killary. Quem também já confirmou presença no evento desta terça foi a atual Miss Mundo Paraíba, Laryssa Almeida.


A grande vencedora da noite vai ser escolhida por 11 jurados. A campeã vai representar a Paraíba no Miss Brasil Gay 2013, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O público também pode opinar através do site do evento, onde acontence uma votação que vai eleger a Miss Internet.
Depois da competição da noite desta terça, ainda será promovido um baile de coroação em julho, onde a vencedora vai ser oficialmente entitulada Miss Paraíba Gay 2012. O evento contará com a presença da atual Miss Brasil Gay, Raika Bittencourtt, e do atual Mister Paraíba Diversidade, Darwin Leles.


De acordo com o organizador do concurso, Hermanny Cruz, a previsão era que houvesse dez candidatas concorrendo na edição deste ano, mas, devido a um boato de que o concurso seria cancelado, algumas atrasaram a inscrição. Na verdade, o que foi cancelado foi a etapa nacional do concurso, que aconteceria em agosto, devido a falta de patrocínio.


Os ingressos para quem quiser acompanhar o evento podem ser adquiridos no Theatro Santa Roza ou no Ed. Nações Unidas, na Rua Padre Meira, no Centro de João Pessoa pelos preços de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (estudante).


Serviço

Miss Paraíba Gay 2012
Quando: 19 de junho

Hora: 20h

Onde: Teatro Santa Roza, em João Pessoa

Ingressos: R$ 40 (inteira) R$ 20 (estudante) no Theatro Santa Roza ou no Sindicato dos Artistas, na Rua Padre Meira, 63, sala 204, no Centro de João Pessoa

Mais informações: (83) 8868 4575

Filho transexual da cantora Cher fala sobre sua mudança de sexo em documentário Resposta


Chaz Salvatore Bono, hoje com 43 anos, diz que não tem qualquer lembrança da infância. Naquela época, o filho da cantora Cher ainda era Chastity Sun Bono, uma menina que se sentia extremamente desconfortável em seu corpo feminino. A princípio, a moça se revelou lésbica, mas depois decidiu passar pelo que costuma chamar de transição: em 2008, começou a fazer tratamento para mudar de sexo. Em 2010, finalmente, ganhou um novo nome, masculino. E é este processo de transformação que o documentário “Chaz Bono: mudança de sexo” mostra na quarta-feira, às 21h, no Discovery Channel.
— Não me lembro de ser uma garotinha. Enquanto eu crescia, tudo era muito confuso, porque não sabia nada sobre o que era ser transgênero, ou que essa era uma questão que realmente existia, ou que eu poderia fazer alguma coisa a respeito — conta Chaz, por telefone, à Revista da TV, do jornal “O Globo”: — Sinto que se houvesse alguém naquela época que tivesse se assumido em público como transgênero, isso teria me poupado décadas de problemas. Quando decidi passar pela transição, tive medo de ser rejeitado.
Então filha do badalado casal Cher e Sonny Bono, Chaz hoje diz que gostaria de ter passado pela mudança de sexo há 20 anos, mas acredita que as coisas acontecem na hora certa. No documentário — que surgiu depois de Chaz ouvir diversas vezes que deveria filmar sua história e que foi exibido, nos Estados Unidos, pelo canal da apresentadora Oprah Winfrey, o OWN — , os meio-irmãos de Chaz e sua ex-namorada, Jennifer Elia, também dão seus depoimentos, além do próprio. A ex revela que a mudança de sexo afetou a relação do casal. Já Cher faz apenas uma pequena participação.
— Minha mãe participou do documentário até onde se sentiu confortável. Acho que você pode imaginar a dificuldade que isto tudo trouxe a ela. Mas este não é um filme sobre ela, nem a história de uma mãe e seu filho. É a minha história — explica ele, que desconversa quando perguntado sobre a atual relação dos dois: — Acredito que isso (a mudança de sexo) foi bastante complicado (para Cher). Mais que isso você deveria perguntar diretamente a ela. Não é uma coisa que eu me sinta bem em comentar. Não sei como é ser um pai ou uma mãe e ter um filho transgênero.
A transformação para o sexo masculino começou à base de muitos hormônios. Mas foi a mastectomia que deu a Chaz a sensação de que, finalmente, estava ganhando o corpo masculino com que sempre sonhou na adolescência.
— Tomo uma injeção por semana, e só. Mas isso (remover os seios) foi o grande final para mim, foi muito profundo e teve um enorme efeito positivo em minha vida. Não tive a oportunidade de crescer como um homem, mas terei a chance de envelhecer dessa forma — explica.
Atualmente um ativista da causa transgênero, autor de livros sobre seu processo de transformação, o músico e advogado (que despertou polêmica nos EUA ao participar do programa “Dancing with the stars”) não pensa em se aventurar na política:
— Um dos meus objetivos é fazer com que pessoas que vivam essas questões não tenham que esperar até os 40 anos para se sentirem bem em seus corpos.

Mostra de cinema em Manaus discute a homossexualidade no mundo Resposta


Uma seleção de filmes que abordam a homossexualidade de forma natural e como um fato comum na sociedade atual será apresentada entre os dias 26 e 29 de junho no Casarão das Ideias, localizada na Rua Monsenhor Coutinho, no Centro de Manaus(AM).

Organizada pela Associação Orquídeas em parceria com a Coordenação Estadual de DST/Aids, a Mostra Diversidade de Cinema LGBT terá a exibição de quatro filmes, além de debates para se discutir os temas abordados nos longas-metragens.

No dia 26, será exibido o documentário brasileiro “Dzi Croquettes”, de Raphael Alvarez e Tatiana Issa. Com a participação de Nelson Motta, Marília Pêra e Betty Faria, o filme mostra a história da banda que dá nome ao longa. Com roupas femininas e maquiagem, o grupo desafiava com irreverência a ditadura militar instalada no país.

Traçando um retrato do conturbado início dos anos 70 em Nova York, quando a rebeldia, as drogas e o movimento gay despertavam em uma das maiores cidades do mundo, ‘Os Rapazes da Banda’ será exibido no dia 27.

“Pecados da Carne” trata da homossexualidade na religião, ao contar a história de judeus ortodoxos gays. O filme será exibido em 28 de junho quando se comemora o dia do Orgulho Gay.

Para encerrar a mostra, ‘Sommersturm’, de 2004, dirigido por Marco Kreuzpainter, aborda a vida de dois amigos adolescente que dividem um quarto em um acampamento de verão no momento da descoberta de suas sexualidades.

As sessões acontecem às 18h e terão entrada gratuita.


Reportagem: G1 AM

George Clooney e Brad Pitt farão peça em prol do casamento gay Resposta


Um elenco de estrelas de Hollywood, encabeçado por George Clooney e Brad Pitt, protagonizará neste sábado (3) uma peça de teatro em prol do casamento entre pessoas do mesmo sexo, informou nesta quinta-feira (1) o blog do Google. A representação foi anunciada em um vídeo no YouTube pelo diretor e produtor de cinema Rob Reiner, de Antes de Partir, e faz parte de uma campanha impulsionada pela Afer (American Foundation for Equal Rights/Fundação Americana pela Igualdade de Direitos).
Batizada de 8, a história gira em torno do julgamento em torno da Proposição 8, uma iniciativa popular, aprovada nas urnas pela maioria dos eleitores californianos, cujo objetivo foi modificar a constituição do Estado para considerar casamento somente uniões entre um homem e uma mulher. A proposta, posteriormente recorrida nas cortes federais por grupos defensores dos casamentos homossexuais, foi lançada em novembro de 2008 e paralisou esse tipo de casamento.
O tribunal de apelações do 9º circuito judicial da Califórnia declarou no último dia 7 de fevereiro que a proposição é inconstitucional, apesar de ela continuar nas mãos da Justiça e estar sendo encaminhada para a Suprema Corte dos EUA.
O espetáculo é baseado em um roteiro de Dustin Lance Black, ganhador de um Oscar por seu texto em Milk – A Voz da Igualdade, filme sobre Harvey Milk, símbolo nos EUA por ter sido a primeira pessoa abertamente homossexual a ser eleita para um cargo público no país.

Segundo Reiner, a peça procura mostrar como foram os debates na sala do tribunal na apresentação do caso em 2010, quando a Corte Suprema da Califórnia decidiu impedir que as câmeras de televisão gravassem o processo. “Hoje podemos mostrar ao povo de todo o mundo um olhar do que aconteceu a portas fechadas”, comentou o cineasta.

Além de Clooney e Pitt, 8 contará com a participação de astros como Martin Sheen, Kevin Bacon, Jane Lynch, Matthew Morrison e Jamie Lee Curtis. A peça poderá ser conferida ao vivo no sábado (3), a partir das 23h (de Brasília), através do canal da organização Afer no YouTube. A obra será encenada no teatro Wishire Ebell de Los Angeles, na Califórnia.


Fonte: EFE

Miley Cyrus faz tatuagem em homenagem à igualdade no casamento Resposta

A cantora exibiu sua nova tatuagem no Twitter
Miley Cyrus não é uma pessoa que não fala o que passa pela sua cabeça! A ex-estrela da Disney compartilhou sua mais recente tatuagem com seus seguidores do Twitter na última sexta-feira, que mostra o símbolo matemático ¨=¨ (igual), em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A popstar ainda escreveu na legenda da foto a frase ¨todo amor é igual¨. 

Com o sinal simbolicamente posicionado em seu dedo, o gesto simples de Miley é declaradamente uma declaração apoiando a igualdade no casamento.

A nova tatuagem se junta à outras no corpo de Miley. A cantora já possui outras como uma âncora em seu pulso, a palavra ¨amor¨ no ouvido, e uma cruz e um coração na mão. 

Bonita atitutude!

Artista brasileiro Fernando Carpaneda expõe em Nova York sua arte gay e faz ¨homenagem¨ a Jair Bolsonaro Resposta

Fernando Carpaneda, o artista
Ele é brasileiro, mora nos Estados Unidos e vai lançar uma exposição que vai dar o que falar. O artista Fernando Carpaneda, que faz esculturas com temas sexuais, vai expor em Nova York a sua obra ¨Queer Punk¨, que mostra diferentes lados da cultura LGBT e que vai trazer uma ¨homenagem¨ ao deputado Jair Bolsonaro. O deputado inimigo número um dos homossexuais terá uma escultura em que ele será retratado fazendo sexo oral e anal. Em conversa exclusiva com o blog Entre Nós, Fernando Carpaneda falou sobre suas inspirações na arte gay, experiências e carreira. Confira: 

Entre Nós: Como você despertou o seu interesse por arte? 

Fernando Carpaneda: Desde criança já desenhava em papéis, paredes e em todo lugar. Entre 11 e 12 anos de idade, comecei a pintar em telas e aos 13 fiz minha primeira exposição. Foi um processo bem natural e sempre tive o incentivo de minha família. 
EN: A partir de que momento você percebeu que era isso o que você queria fazer como profissão? 

¨Crust Punk¨
FC: Tomei essa decisão quando tinha 15 anos de idade. Desde então estou nessa vida artística. Às vezes, não é fácil. Mas é assim que me sinto feliz. 
EN: Como surgiu a oportunidade de você sair de Brasília e ganhar o mundo como artista? 
FC: Em 1995, recebi um convite de um grupo de artistas de Brasília para participar de uma exposição em Nova Iorque, numa galeria chamada ABA, que ficava na Broadway (essa galeria não existe mais). Naquela época, fiz contato com o CBGB e acabei marcando algumas exposições na CB`s 313 Gallery, a galeria de arte do CBGB. Como fiz vários contatos naquela época, acabei me mudando para Nova Iorque, onde meu trabalho tem mais aceitação do que no Brasil. Desde então, tenho feito exposições aqui nos Estados Unidos, Londres, Itália, etc. O meio artístico brasileiro é machista e cheio de conservadorismos quando se trata de arte gay ou arte underground e por esse motivo não tenho feito exposições no Brasil. A única galeria de arte que me representa no Brasil é a PLUS, galeria de Arte online, bilingue (em português e inglês), com uma visão mais aberta sobre arte contemporânea do que as outras galerias brasileiras. 
EN: Como você define a sua arte? 
FC: Minha arte é urbana. Tem elementos da Gay Art, Lowbrow Art, Graffiti e Underground Art. Como a maioria dos meus retratados são personagens de rua, coloco vários elementos e informações dessas pessoas nas minhas esculturas. Com isso faço uma junção de vários movimentos urbanos e artísticos em uma só escultura. 
EN: De onde vem a inspiração para suas obras? 
FC: Geralmente da rua e do mundo gay. 
EN: Como vai ser a exposição Queer Punk, que vai ser exibida durante o mês de Orgulho LGBT de NY. Como surgiu essa idéia? O que você pretende mostrar nessa exposição? 
FC: Meu objetivo com essa exposição é mostrar outros lados dentro da cultura GLBT e dentro da sociedade em geral, e com isso abrir a cabeça do público para outras possibilidades dentro da arte gay e underground art. Queer Punk é uma mostra que fala sobre liberdade, sobre ser o que você é, sem medo de assumir suas idéias e seus ideais. Indiferentemente de você ser gay ou hétero. 
EN: Uma de suas esculturas trará uma crítica ao deputado Jair Bolsonaro. Como vai ser isso?
¨A festa do sexo de Bolsonaro¨
FC: Acho que da mesma forma que o Jair Bolsonaro tem direito garantido e imunidade parlamentar para ir à televisão brasileira falar mal de gays e negros, eu como brasileiro tenho o direito de me expressar em público sobre o Jair Bolsonaro. Quero que ele se sinta constrangido em ser visto retratado fazendo sexo oral e anal, sentindo na pele como é bom ser motivo de chacota e piada. A escultura aborda ainda um protesto contra as campanhas homofóbicas como a da Igreja Batista americana “Gay hates Fags” (Deus odeia os Veados). Eu troco a palavra “odeia” e coloco a palavra “ama”. A cena tem ainda um glory hole, sexo oral e pegação que é típico no mundo gay. A escultura também tem a inscrição “A realidade é que às vezes fazemos sexo sem camisinha” que é um alerta sobre o HIV e ao sexo sem proteção. Muitas pessoas criticam a escultura por falta de conhecimento sobre questões importantes relacionadas à homofobia e ao mundo gay. Quem não tem conhecimento sobre esses assuntos só consegue ver uma cena desnecessária de sexo. 
EN: O que quer dizer ¨Queer Punk¨?
FC: Queer Punk são gays que não se enquadram ao estereótipo criado pelo mundo gay. São gays que não curtem músicas de Madonna, Lady GaGa e música pop. Quem faz parte da cultura Queer Punk curte Punk Rock, Rock`n Roll e bandas como The Ramones, NOFX, Rancid, Terror Revolucionario, Sepultura, etc. São gays que não estão presos à doença da cultura ao corpo em academias de malhação e levam uma vida mais alternativa sem glitter. 
EN: Você faz esculturas de homens nus ou fazendo sexo. Algum motivo em especial que te fez seguir por esse caminho? 
FC: A maioria das minhas esculturas são retratos de ex-namorados e amantes. As esculturas fazendo sexo são experiências que tive no mundo gay e pessoas que conheci e vi em algumas pegações e surubas que participei. 
EN: Como é o relacionamento com sua família? 
FC: Meu relacionamento com minha família é normal. Sempre visito e falo com todos eles. Nunca tive muitos problemas por ser gay. Minha família sempre me apoiou. 
EN: Pretende levar essa exposição para o Brasil? 
FC: Não tenho planos de expor no Brasil. 
Que pena. Aposto que os brasileiros iriam adorar assistir essa exposição. Mas para aqueles que estarão em Nova York, aí vão os detalhes da exposição: 

Queer Punk é uma exposição organizada pela famosa The Kymara Gallery que representa os Andy Warhol Superstars e tem o apoio da The Leslie/Lohman Gay Art Foundation. A exposição acontece em uma das galerias da Leslie Lohman que fica localizada na Prince Street, no Soho. A abertura vai ser dia 25 de Junho às 6 horas da tarde. A exposição ficará aberta todos os dias entre o dia 25 ate o dia 2 de Julho. A visitação é de graça, não precisa pagar nada. Vale a pena conferir! 

The Leslie/Lohman Basement Annex 
127-B Prince Street,Soho,NY (esquina com a Prince and Wooster Streets) 
New York, NY.

Ator Alexandre Nero quer interpretar personagem gay Resposta

Alexandre Nero (Foto: Reprodução)
O ator Alexandre Nero disse em entrevista que sonha em interpretar um personagem gay. Ele não se importa se for um personagem caricato ou mais discreto. Segundo ele, essa oportunidade seria uma realização profissional:

– Tenho vontade de interpretar um gay e não me importo se ele for caricato. Não gosto de personagens caricatos, mas depende do tipo de programa. Além disso, há gays extremamente masculinizados e outros mais femininos, não existe uma regra de comportamento.
Alexandre disse ainda que é fã do seriado norte-americano ¨Will & Grace¨, que também tem temática gay e é exibido pelo canal pago Sony Entertainment: 
– Adoro o personagem dessa série! Ele é extremamente caricato e extremamente bem feito. Ser caricato não é problema. Pedro Cardoso é caricato e é um grande ator.

Pesquisador italiano afirma que Mona Lisa é o retrato do amor gay de Leonardo Da Vinci Resposta

Mona Lisa, pintura de Leonardo Da Vinci
Existe um novo debate sobre a famosa musa de Leonardo da Vinci. Será que Mona Lisa foi realmente um homem? O pesquisador Silvano Vicenti, chefe da Comissão de História Nacional da Itália, dacredita que sim!

Há muito tempo se pensou que a Mona Lisa foi um retrato da esposa de um mercador local, mas agora parece que as coisas podem não ser tão simples assim. Vicenti disse em uma coletiva de imprensa em Roma, na última quarta-feira (02/02), que o nome verdadeiro da Mona Lisa era Gian Giacomo Caprotti, conhecido como Salai.
Caprotti era um jovem assistente de Da Vinci, e de acordo com o pesquisador, os dois também eram amantes. Caprotti tornou-se aprendiz de Da Vinci quando tinha 10 anos de idade, e trabalhou para ele durante 20 anos.
Vincenti diz que Caprotti é destaque em diversas obras de Da Vinci, incluindo as pinturas de João Batista e Anjo Encarnado. Essas semelhanças muitas relações com o rosto da Mona Lisa, de acordo com Vincenti. Ele completa:
– Salai era muito bonito e provavelmente o amante de Leonardo. Ele era o modelo favorito de Leonardo, que certamente inseriu características de Salai em Mona Lisa.
Porém, nem todo mundo está tão convencido. Alguns críticos têm chamado a teoria de Vincenti de “infundada”. Outros defendem que a famosa pintura é, na verdade, um disfarçado auto-retrato do próprio artista.