Itamaraty prorroga prazo para investigar diplomatas acusados de assédio e homofobia Resposta

O ex-cônsul-geral do Brasil em Sydney (Austrália), Américo Fontenelle, e o ex-adjunto dele, Cesar Cidade, ganharam mais tempo para se defender na comissão processante que investiga as acusações sobre eles relativas à discriminação, homofobia e assédio. No boletim interno do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, foi publicada nesta segunda (2/9) portaria de continuidade determinando mais 60 dias para a conclusão das apurações. O prazo havia acabado no último dia 30.

A comissão processante, que reúne três membros, apura “possíveis irregularidades referentes aos atos e fatos”, segundo o texto publicado no boletim interno. O processo é reservado, de acordo com o Itamaraty, e não foi informada a razão da prorrogação do prazo. Segundo diplomatas, a decisão foi tomada porque a comissão concluiu que os dados levantados até o momento são insuficientes.

Há pouco mais de três meses, Fontenelle recebeu ordens para deixar o posto e foi aberto um  processo administrativo disciplinar contra ele e Cidade. Os dois diplomatas são denunciados, por funcionários, de assédio moral e sexual, homofobia e desrespeito. Inicialmente, a previsão era que as investigações iam durar 60 dias.

As investigações são conduzidas por três embaixadores, com experiência consular e questões administrativas. Ao final das apurações, os dois diplomatas podem ser condenados com uma simples advertência oral ou até exonerados de suas funções. Ao Itamaraty, Fontenelle e Cidade negaram as acusações.

As denúncias surgiram a partir de acusações feitas por funcionários do Consulado de Sydney, que informaram ao Itamaraty situações em que foram humilhados e houve abuso de autoridade por parte do cônsul e do adjunto dele. Desde então, o ministério passou a apurar as informações.

No último dia 28, ao assumir o cargo, o novo chanceler Luiz Alberto Figueiredo Machado disse que não vai tolerar qualquer tipo de discriminação ou assédio na pasta. “Nesta casa [Itamaraty] tampouco há lugar para discriminação nem assédio. Comportamentos desse tipo não serão tolerados”, destacou Figueiredo, na presença de diplomatas estrangeiros e brasileiros, durante a cerimônia de transmissão de cargo no Palácio Itamaraty.

Acusados de homofobia e outros crimes ex-cônsul do Brasil em Sydney e ex-cônsul adjunto ganharam mais dois meses para a defesa Resposta

Acusados de assédio moral e sexual, homofobia e desrespeito, o ex-cônsul do Brasil em Sydney (Austrália) Américo Fontenelle e o ex-cônsul adjunto Cesar Cidade ganharam mais dois meses para a defesa. O Ministério das Relações Exteriores confirmou no último dia 12 à Agência Brasil a prorrogação da sindicância que investiga os diplomatas. O processo de apuração das denúncias, encaminhadas por funcionários do Consulado do Brasil em Sydney, foi aberto na primeira semana de maio.

Três embaixadores designados pelo Itamaraty para investigar o caso foram à Austrália. Eles conversaram com funcionários que reiteraram situações em que houve abuso de autoridade e humilhação. Fontenelle e Cidade negam as acusações. Ambos deixaram os cargos. Fontenelle foi removido por ordem do Itamaraty, enquanto Cidade pediu para sair do posto na Austrália.

O resultado da sindicância, chamado no Itamaraty de processo administrativo disciplinar, pode levar à exoneração dos dois diplomatas, mas há também possibilidade de serem punidos apenas com advertência oral. Pelas normas, o prazo da investigação é 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais dois meses – no caso, o processo deve ser encerrado em setembro.

Em maio, quando as denúncias vieram à tona, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reiterou aos diplomatas responsáveis pela investigação que rejeita os comportamentos inadequados às funções desempenhadas pelo Itamaraty. Durante cerimônia de posse do novo secretário-geral, Eduardo dos Santos, o chanceler lembrou que “não há espaço” para comportamentos que “não sejam adequados” ao ministério.

Radialista irrita premiê da Austrália ao insinuar que companheiro dela é gay Resposta

Tim Mathieson e Julia Gilliard

Tim Mathieson e Julia Gilliard

Um radialista da Austrália foi suspenso após perguntar com insistência à primeira-ministra Julia Gilliard se seu companheiro Tim Mathieson é homossexual.

Howard Sattler, um radialista conhecido por seu estilo direto e irreverente, perguntou à primeira-ministra se seu companheiro é homossexual, como dizem os boatos.

Segundo o radialista, Mathieson, companheiro de Gillard há sete anos, é conhecido na Austrália como o “Primeiro Tio” e “deve ser homossexual porque era cabeleireiro”.

“Tim é gay? Não fui eu que disse, isto é uma lenda?” – perguntou o radialista à primeira-ministra.

“Isto é ridículo”, respondeu Gillard, que conheceu Mathieson em um salão de beleza de Melbourne antes de se tornar primeira-ministra.

Diante da resposta, o radialista continuou insistindo em chamar Mathieson de gay, o que irritou profundamente a primeira-ministra.

A direção da rádio emitiu posteriormente um comunicado anunciando a suspensão de Sattler e um pedido de desculpas a Gillard e seu companheiro.

Comunidade Homofobia Não refaz mapa do casamento gay pelo mundo. Veja como está 2

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O mapa do casamento gay no mundo: já já entram França e Inglaterra aí

 

Os meninos e meninas da comunidade Homofobia Não, do Facebook, refizeram o mapa do casamento gay no mundo após a aprovação da lei no Uruguai. Agora são doze países onde o casamento gay é permitido: Uruguai, Argentina, Canadá, Noruega, Dinamarca, Islândia, Bélgica, Holanda, Suécia, Portugal, Espanha, França e África do Sul.

O mapa também aponta para os países que possuem conquistas parciais (com Estados que aprovaram o casamento e outros que não, como Brasil e México): Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Austrália, Nova Zelândia, Finlândia, Alemanha, República Tcheca, Suíça, Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia, Eslováquia e Eslovênia.

Há ainda os países que proíbem por lei expressa tais uniões: Marrocos, Argélia, Líbia, Egito, Saara Ocidental, Sudão do Sul, Etiopia, Somalia, Quenia, Unganda, Tanzânia, Zâmbia, Moçambique, Zimbabwe, Malawi, Angola, Namíbia, Botswana, Suazilandia, Lesoto, Guiana, Malásia, Papua Nova Guiné, Afeganistão, Paquistão, Turquemenistão, Uzbequistão, Mianmar, Bangladesh e Butão.

E os que penalizam com morte atos homossexuais: Arábia Saudita, Iêmen, Emirados Árabes, Irã, Mauritânia, Nigéria e Sudão.

Senador australiano renuncia após associar casamento gay à zoofilia Resposta


Um senador australiano renunciou nesta quarta-feira a um cargo parlamentar depois de denunciar o casamento gay como uma “caixa de Pandora”, que poderia abrir portas para a legalização da poligamia e da zoofilia. Cory Bernardi deixou se ser o secretário parlamentar do líder dos liberais e da oposição conservadora, Tony Abbott, mas continua na Casa.

“Se estamos dispostos a redefinir o casamento de tal maneira que permita a união sem consideração de sexo de duas pessoas que se amam, qual será a próxima etapa?”, questionou o senador Cory Bernardi, na terça-feira, durante um debate em uma sessão parlamentar sobre o tema.

“A próxima etapa, francamente, é que três ou quatro pessoas que se amem sejam autorizadas a contrair uma união permanente, com o consentimento da sociedade”, disse. “Há inclusive pessoas aterrorizantes que consideram aceitável manter relações sexuais com animais. Será uma próxima etapa?”, completou.

Abbott já aceitou a renúncia de Bernardi. “Há opiniões que não compartilho e que muitas pessoas consideram repugnantes”, declarou.

Em um site, Bernardi defende a “família” como “o componente mais importante” da sociedade australiana e “os valores judaico-cristãos como marcos fundadores da nação”.

A Câmara dos Representantes e o Senado estão analisando quatro projetos de lei para autorizar o casamento gay. Nesta quarta-feira a Câmara dos Representantes da Austrália se opôs de forma arrasadora à aprovação (98 votos a 42) de um destes projetos, apresentado pelo trabalhista Stephen Jones.

A Austrália não reconhece o casamento homossexual, embora alguns Estados e territórios do país admitam uniões civis de pessoas do mesmo sexo

Australianos falam em preconceito contra héteros na Vila: "gays podem ficar juntos" Resposta


Russel Mark, atleta do tiro da Austrália, reclamou nesta segunda de um suposto preconceito contra os heterossexuais na Vila Olímpica. O esportista queria dividir um quarto em Londres com Lauryn, sua esposa e companheira de seleção, mas não foi autorizado. Para ele, os casais gays recebem privilégio nos Jogos.

“A parte estúpida disso, que eu tentei mostrar para eles, é que existem toneladas de casais gays nos Jogos Olímpicos que ficarão no mesmo quarto. Então, nós estamos sendo discriminados porque somos héteros”, disse Russel Mark ao Daily Mail.


Segundo o atleta, o Comitê Olímpico Australiano negou o seu pedido especial, e disse que se ele quisesse ficar com a esposa teria de deixar a Vila e alugar um quarto de hotel às suas custas. Em seu Twitter, no último domingo, ele confirmou que os cartolas de seu país vão manter a posição de separá-lo da mulher.

“Se Mick Diamond e eu fôssemos gays isso seria um problema?”, escreveu Mark, referindo-se a um companheiro da equipe de tiro, com quem ele provavelmente dividirá o quarto na Vila. 

Esta não é a primeira polêmica em que Russel Mark se envolve no caminho para Londres. Em maio deste ano, ele apostou com um fã na internet que desfilaria na cerimônia de abertura com um “manquíni” caso não tivesse razão em uma discussão sobre as regras do futebol. Ele perdeu e foi pressionado a aparecer em Londres com a peça que ficou famosa com Borat, personagem do ator Sascha Baron Cohen. 

No fim, ele disse que sua mulher Lauryn pagaria a aposta por ele. A declaração chamou a atenção dos fãs para a atleta, que foi convidada a fazer um ensaio sensual na revista “Zoo”, posando de biquini com uma arma. Para Lauryn, o ensaio ajudou a irritar os dirigentes do país, que teriam barrado o pedido do casal por isso. 

“Eles estão chateados comigo, mais do que qualquer outra coisa, com o ensaio. É muito difícil para eles. O que eu estou pedindo não é tão complicado, mas é óbvio que o Comitê tem um problema com isso”, disse Lauryn. 

Kylie Minogue recusa cachê e se apresenta de graça na Parada Gay da Austrália Resposta

Kylie Minogue recusou o cachê que receberia para se apresentar na Parada Gay da Austrália. A cantora australiana subiu ao palco para cantar um medley de 20 minutos de canções como ¨Better the Devil You Know¨ e ¨Locomotion¨ na noite do último sábado (03/03). 

A parada, que também é celebrada durante o carnaval australiano, pagaria a ela $16 mil dólares, algo um pouco mais de R$27 mil reais, mas ela se recusou a receber o cachê e quis se apresentar de graça. 

Um representante do evento confirmou: 
– É verdade que ela não cobrou nada. E cantou ao vivo durante toda a apresentação. 
Depois da performance, Kylie agradeceu a todos aqueles que assistiram o show, descrevendo-o como ¨incrível¨. Ela também disse que não conseguia acreditar na quantidade de pessoas que ajudaram ela a criar seu trio-elétrico K25 (que foi usado durante a parada), projetado para ajudar a comemorar seu aniversário de 25 anos na indústria da música.
A cantora também disse antes do evento que estava super animada por participar e que mesmo morando no Reino Unido, ela sempre vai se considerar uma australiana. 
Essa sim sabe como representar a comunidade LGBT, não?

Ministra australiana anuncia que parceira está grávida Resposta


A ministra das Finanças da Austrália, Penny Wong, lésbica assumida, anunciou hoje que a parceira está grávida depois de ter realizado uma fertilização in vitro.

Num comunicado, Penny Wong afirma que a sua parceira, Sophie Allouache, deverá dar à luz o seu primeiro filho em dezembro.

O anúncio surge quando o Governo australiano é cada vez mais pressionado a legalizar o casamento homossexual.

O Partido Trabalhista, no poder, vai votar em dezembro a sua posição em relação a esta questão.

Sete dos oito estados da Austrália já aprovaram moções de apoio ao casamento homossexual.

Lady Gaga recebe título de ¨Cidadã Honorária¨ em Sidney pelo apoio à comunidade LGBT Resposta

Lady Gaga chegando no aeroporto de Sidney
 no último domingo.
A cantora Lady Gaga foi homenageada pela presidente da Câmara de Sidney, Clover Moore, que a chamou de ¨Força Poderosa¨ para os gay depois que ela pediu para legalizar o casamento gay na Austrália. 

Moore disse que Gaga tem sido uma força poderosa para a comunidade gay e lésbica de Sidney, e homenageou a cantora com a honra de ¨Cidadã Honorária¨, dada as pessoas que ¨abraçam os ideais e o espírito da cidade¨. 

Gaga vai realizar um show amanhã na prefeitura para cerca de mil pessoas. Ela apareceu em um talk show na última segunda e disse para que as pessoas pressionem a primeira ministra Julia Gillard a apoiar o casamento gay. Ela se recusa a isso ¨por ir contra às suas crenças tradicionais.¨ 

Recentemente, uma pesquisa realizada em Sidney mostrou que 72% dos entrevistados são a favor do casamento gay.

Homem pede namorado em casamento no meio do show de Kylie Minogue. Veja vídeo: Resposta

Kylie Minogue 

Um casal gay falou de seu amor para um público aproximado de 13 mil pessoas durante um show de Kylie Minogue na Austrália, que aconteceu na última quarta-feira (22/06). Em um determinado momento do show, Kylie notou que o casal falava alguma coisa e os convidou para irem ao palco. Lá em cima, o australiano Benajmin McHardy se ajoelhou e pediu o namorado Scott Goodhil em casamento. 


Eles disseram que já estão juntos há alguns anos e que agora era hora de celebrar a união. Mesmo com todo o público indo a delírio depois do pedido, o casal não tem permissão de casar na Austrália. Em seu perfil na internet, McHardy disse que os políticos deveriam se concentrar no funcionamento do país, e não ficar contra o amor das pessoas, já que eles teriam coisas mais importantes para fazer. 

Kylie Minogue, que é uma das cantoras preferidas do público gay e que, há tempos, apóia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ficou super animada e surpresa com o pedido de casamento que aconteceu no meio do seu show. Ela chegou a cumprimentar a mãe de um dos dois que estava presente no local, e a parabenizou pelo casamento do seu filho. Logo depois ela desejou felicidades ao casal. 

Antes de voltar com o show, Kylie disse que se sentiu honrada e privilegiada pelo momento que tinha acabado de vivenciar, e perguntou se ela poderia sentar um minuto e chorar, porque as pessoas não poderia esperar que depois de um momento como esse, ela voltasse com o show como se nada tivesse acontecido.

Veja o vídeo: