Mais um heterossexual confundindo com gay é espancado em São Paulo 1

Vítima teve braço quebrado, corte no queixo e perda de um dente (Foto: Roney Domingos/ G1)
Um rapaz de 28 anos que não quer ser identificado teve o braço esquerdo quebrado, sofreu um corte no queixo e perdeu um dos dentes caninos após sofrer agressão em um local próximo à esquina da Avenida Brigadeiro Luís Antônio com a Avenida Paulista,  por volta das 3h30 deste sábado (29/10). O delegado do 36º Distrito Policial (DP) – Vila Mariana registrou o caso como lesão corporal. O rapaz, que deu entrevista ao lado da namorada, afirmou que pode ter sido confundido com gay pelo agressor. “Não sou, mas por conta de ter bastante desse público na região podem ter achado que eu era”, afirmou.






A vítima conta que estava na casa de um amigo e quando retornava a pé para sua residência na mesma região encontrou o grupo formado por três rapazes e uma menina. Um único homem – careca, com 1,80 metro de altura e camiseta vermelha – o agrediu.  Depois de chutar a vítima o homem  tentou encontrar dinheiro em seus bolsos. Os outros tentaram impedir a agressão. A sequência de chutes só parou porque pessoas de um estacionamento próximo, armadas com barra de cano, afugentaram o grupo.

“Um dos rapazes falou alguma coisa para mim que eu não entendi. Eu perguntei para ele o que era. Ele disse que ia me bater e começou a me xingar. Eu tentei sair correndo. Ele me passou uma rasteira e caímos os dois no chão. Eu estava de costas e ele começou a me chutar. Eu falando para ele parar e ele não parava. Os outros amigos que estavam com ele falaram para ele parar, mas ele não parava. Uma hora o pessoal do estacionamento do supermercado viu e vieram com um pedaço de cano. Eles fugiram”, contou.

Segundo a vítima,. testemunhas disseram que já tinham visto o grupo do agressor na mesma rua. A Polícia Militar foi chamada e levou a vítima ao Hospital do Servidor Público, onde recebeu atendimento. Imagens de segurança podem ajudar a esclarecer o caso. O rapaz diz que ele e sua namorada foram ao hipermercado neste sábado tentar obtê-las, mas não conseguiram.

Morador na região, ele afirma que o crime ocorreu por falta de policiamento. “Falta segurança. Moro na região e não vejo polícia passar. Tá muito dificil viver em São Paulo. Mesmo que fosse homossexual não seria motivo para ter apanhado. Tantas outras pessoas passaram por isso e quantas ainda vão passar?”, questiona.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que o policiamento no local será intensificado.  O patrulhamento da área é realizado pelo 11º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano por meio de ronda escolar, policiamento comunitário, rádio patrulha e força tática.

Segundo a PM, de janeiro a setembro de 2011, a Polícia Militar recuperou 367 veículos roubados e furtados, efetuou 380 prisões em flagrante e apreendeu 42 armas de fogo que es tavam em poder de criminosos na área de atuação da companhia.
A PM colocou-se à disposição também através do Disque-Denúncia “181”, caso haja informações complementares que possam auxiliar em futuras ações policiais e na promoção da tranquilidade pública, além do 190 para os casos de emergência.

Relembre: 



Suspeitos de homofobia na Paulista responderão em liberdade Resposta

Um dos suspeitos (ao fundo, vestindo camiseta
verde) de agredir casal gay deixa delegacia em SP
após prestar depoimento  (Foto: Kleber Tomaz / G1)

Em sentido horário: a vítima Marcos Villa; o suspeito
da agressão; o casal gay no posto; e o coordenador
que teve a perna quebrada (Reprodução/TV Globo)


A Polícia Civil identificou nesta sexta-feira (7/10) os dois homens suspeitos de agredir um casal gay na madrugada de sábado (1/10), na região da Avenida Paulista, em São Paulo, após saírem de um casa noturna. A informação foi confirmada ao portal “G1” por policiais que participam da investigação e localizaram os envolvidos a partir dos nomes da lista de clientes que estavam no bar.
O depoimento de um dos rapazes acabou no início desta tarde na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que investiga se o crime de lesão corporal foi motivado por homofobia como haviam relatado as vítimas à polícia.
Em sua defesa, o suspeito confirmou ter brigado com os homossexuais, mas negou que o confronto tenha sido motivado por homofobia. O jovem, que não teve seu nome divulgado e aparenta ter mais de 20 anos de idade, estava  acompanhado de seu pai e de um advogado e agora irá responder ao crime em liberdade. A polícia também não deverá pedir a prisão do outro suspeito, que poderá se apresentar na próxima semana para dar sua versão do que teria ocorrido.
Segundo o advogado do suspeito, Severino Ferreira, seu cliente deu uma versão diferente para a briga do havia relatado o casal de homossexuais. De acordo com sua defesa, ele e o colega é que foram agredidos pelo analista fiscal Marcos Paulo Villa e o namorado dele, um coordenador financeiro de 30 anos, que não quis dar o nome. Villa teve escoriações na nuca. O coordenador quebrou a perna direita na confusão e está internado num hospital com traumatismo craniano.
Segundo a polícia, o ataque ao casal gay ocorreu na madrugada do sábado na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque após todos os envolvidos deixarem o Sonique Bar. Câmeras de segurança de um posto de gasolina gravaram os suspeitos das agressões e as vítimas, mas não o momento da briga.

“Meu cliente e o colega dele nem sabiam que os dois homens que quiseram brigar com eles eram gays. Só souberam pela televisão. Meu cliente tem amigos gays, portanto a tese de que a briga foi motivada por homofobia é descabida. Meu cliente tem amigos gays, trabalha e estuda e nunca passou pela polícia antes”, disse o advogado Ferreira.
Ainda segundo o defensor do suspeito, seu cliente relatou à polícia que foi com o colega ao bar e paquerou duas garotas. “Elas não deram bola para eles. Em seguida, elas beijaram esses dois que brigaram com meu cliente e o colega dele. Para não ter confusão, meu cliente e o colega foram embora, mas esses dois os seguiram até o posto e os provocaram, partindo para cima deles, que só brigaram para se defender”, disse o advogado Ferreira, que também não quis falar o nome de seu cliente e nem do colega dele.
Ao deixar a Decradi, o jovem, que vestia camiseta verde, não aparentava ter marcas de lesões pelo rosto ou braços.
De acordo com os policiais, o jovem ouvido nesta sexta confirmou que é ele quem aparece de camiseta azul clara nas imagens gravadas pelo circuito interno de câmeras de segurança da loja de conveniência do posto de combustíveis. A polícia já tem o nome e endereço do rapaz de camiseta preta que o acompanhava e teve o rosto flagrado por uma câmera. Segundo as vítimas, é o homem de camiseta escura quem quebrou a perna do coordenador. A identidade desse jovem não foi divulgada, no entanto, para não atrapalhar as investigações. Ele deverá se apresentar à Decradi na próxima semana para prestar esclarecimentos.
O advogado Ferreira também nega a informação de que seu cliente e o outro jovem tenham quebrado a perna de uma das vítimas. “Pelo que meu cliente disse, foi o próprio coordenador quem quebrou a perna sozinho ao cair da sarjeta”, disse o defensor de um dos suspeitos.
Apesar da confirmação do suspeito ouvido nesta sexta de que ele e o colega brigaram com Villa e o namorado dele, a Decradi deverá pedir ao casal para retornar à delegacia para fazer o reconhecimento dos envolvidos. Fotografias dos suspeitos serão mostradas às vítimas.

Manifestantes protestam contra homofobia em São Paulo

Protesto

Manifestantes realizaram na noite do último sábado (08/10) um protesto no bairro da Consolação, onde o casal gay foi agredido. O ato foi marcado por amigos do casal e ativistas dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT). A página do Facebook contava com 3.130 pessoas confirmadas.

Com velas coloridas, faixas de protesto e purpurina no chão, os participantes reivindicaram a aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia.

O crime



O casal gay afirma ter sido espancado por dois homens após sair do Sonique Bar, na Rua Bela Cintra, próximo à Avenida Paulista. Antes alega ter discutido com os agressores. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 78º Distrito Policial, nos Jardins, o motivo da desavença foi o assédio sofrido pelas amigas dos homossexuais, que não gostaram de ser paqueradas.

Ainda segundo a investigação, os agressores abordaram os gays na saída da boate e no posto de combustíveis Após os xingamentos, o coordenador levou um soco na boca, caiu e foi agredido com chutes que fraturaram sua perna direita. Villa sofreu lesões na nuca.

Os agressores estavam com roupas e tatuagens de surfistas. A investigação descartou a ação de grupos organizados de intolerância contra gays, como skinheads e neonazistas.

A polícia requisitou a lista com o nome dos freqüentadores da Sonique entre a noite de sexta-feira (30) e a madrugada do sábado, período que os envolvidos estiveram no local. Todos os clientes que vão à casa noturna fornecem os nomes e telefones para receberem os cartões de consumo.


Fonte: “Vermelho”, “G1”

Confundidos com homossexuais, rapazes são agredidos na Avenida Paulista Resposta

Arquiteto foi agredido e postou foto no Facebook

O arquiteto Bruno Chiarioni Thomé, de 33 anos, afirmou na noite deste domingo (28) ter sido agredido por um grupo de seis rapazes na Rua Augusta, nas proximidades do Metrô Consolação, na região da Avenida Paulista, por volta das 4h30 de sábado (27). Ele estava acompanhado de um amigo, que também foi agredido. Segundo o arquiteto, os dois foram confundidos com homossexuais.

”Primeiro, eles jogaram um copo de cerveja, que passou por mim e eu não vi. Depois jogaram uma pedra dessas que pavimentam a calçada que acertou a minha cabeça“, contou o arquiteto ao portal ”G1“, por telefone.


De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), seguranças do Metrô foram chamados e apuraram que os dois rapazes foram agredidos por um grupo de pessoas desconhecidas. Neste grupo, estava um designer de 19 anos. De acordo com a SSP, o designer afirma que passava pelo local quando se envolveu na briga. Ele afirma também ter sido agredido pelo arquiteto. No boletim de ocorrência, o caso foi registrado como uma briga envolvendo três rapazes. Não está especificado quem é vítima ou autor das agressões. No B.O não há menção à homofobia.

Uma luminária utilizada nas agressões foi apreendida pela polícia. A assessoria de imprensa da SSP, no entanto, não soube informar a quem pertencia o objeto.

”Quando fui perguntar o que tinha acontecido, a resposta já foi agressiva e homofóbica: ’O que você está fazendo aqui, viadinho?‘, perguntou um deles“, disse o arquiteto.

Segundo Chiarioni Thomé, os supostos agressores estavam organizados em três duplas, sendo que uma delas segurava uma luminária, de cerca de um metro, que foi utilizada na agressão. “Deram socos, chutes e nos atacaram com a luminária”, contou.

O arquiteto afirmou que ele e o amigo, que voltavam de uma boate, revidaram.

”Eu tomei a luminária deles e corri atrás deles. Quando os seguranças do Metrô chegaram, eu estava com a luminária na mão“, disse.

Chiarioni Thomé foi levado para o Hospital das Clínicas e não esteve na 1ª Seccional onde o boletim de ocorrência por agressão corporal foi registrado. Ele disse que deve procurar a polícia na manhã de segunda-feira (29) e vai fazer a representação para que os envolvidos respondam criminalmente pela agressão.

”Parece que virou modinha agredir. Eles não esperavam que fôssemos reagir“, declarou.

Mais um homossexual é agredido na Avenida Paulista Resposta

Ferimentos na boca do Guilherme
(Foto: Marcelo Mora/G1)

Mais um caso de agressão homofóbica ocorre na Avenida Paulista, antes ícone financeiro do Brasil, agora sinônimo de violência e intolerância. O professor de inglês, estudante de Letras, ativista de um grupo de defesa dos direitos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) e militante político Guilherme Rodrigues, 23 anos, alega ter sido agredido por quatro homens em um posto que fica na esquina da Rua Augusta com a Rua Peixoto Gomide, na última quarta-feira (23/03). Ele estava com um colega da faculdade quando o crime ocorreu.


“Eu percebi que um grupo de skinheads ia atacar um casal gay. Eu parei no posto pra ver o que ia fazer. Eles me identificaram como gay e partiram pra cima de mim. Então o objetivo era eu, me bater porque sou gay”, afirma Guilherme. Nas imagens registradas pelas câmeras de segurança do posto, Guilherme é cercado por quatro jovens e empurrado. Frentistas e um taxista tentam impedir a briga. As imagens não mostram, mas Guilherme afirma ter sido agredido. “Bateram, me deram, conseguiram me dar um soco na boca”, garante ele.

A Polícia Militar (PM) chegou ao local. Segundo Guilherme, mesmo assim, os quatro rapazes continuaram o ameaçando. Guilherme disse que relatou a uma PM o ocorrido e manifestou a sua intenção de fazer um boletim de ocorrência (BO). “Ela tentou me dissuadir de fazer o boletim. Ela disse que depois que fôssemos liberados, eu e os quatro que me agrediram, seria cada um por si”, contou o professor.
No 4º DP, na Consoloação, região central de São Paulo, a mesma policial, de acordo com Guilherme, afirmou aos funcionários do plantão que os quatro agressores também iriam registrar um BO. “Ela disse que eu dei em cima deles e que eles também teriam direito de fazer um boletim. Só mudaram de ideia quando um funcionário do posto testemunhou a meu favor”, disse. Os quatro rapazes foram indiciados por injúria, ameaça e lesão corporal.

Guilherme ques que o caso seja investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, onde esteve na tarde desta sexta-feira (25/03). O objetivo é tratar a agressão que sofreu como um caso de delito de intolerância contra homossexuais. Além disso, um ato foi programado para às 14h da próxima segunda-feira (28/03) em frente ao 4º DP para entregar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) do exame de corpo de delito ao qual se submeteu.

“Há um mês participei de um protesto contra a violência que os homossexuais vêm sofrendo na região. E agora eu fui vítima desta mesma violência. Moro ali perto e agora tive de sair de minha casa e ir morar com um amigo. E eu que fui o agredido”, desabafou Guilherme.

Um dos suspeitos pelas agressões, um jovem de 18 anos, também foi à delegacia, acompanhado do pai, prestar depoimento. A polícia ainda aguarda que outros três jovens que teriam participado do ataque se apresentem para prestar depoimento.

Governo Federal vai lançar selo "Brasil Sem Homofobia" contra a violância Resposta

A Secretaria Nacional de Direitos Humanos quer reforçar a luta contra a homofobia. Para isso, será lançado o selo “Brasil Sem Homofobia”, é o que informa a coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de São Paulo”.

O objetivo é lembrar à sociedade que praticar qualquer tipo de violência e discriminar lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) não deve ser tolerado e que ações serão tomadas para punir os responsáveis.

O lançamento deve acontecer no fim deste mês (janeiro) e será na Avenida Paulista, onde aconteceram, no fim do ano passado (2010), ataques homofóbicos.


Justiça decreta prisão de agressor homofóbico da Av. Paulista Resposta

São Paulo – O juiz da 1a Vara do Juri, Bruno Ronchetti, aceitou denuncia do Ministério Público Estadual (MPE) e decretou, na última terça-feira (21/12) a prisão preventiva de Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos. Ele é acusado de envolvimento em agressões homofóbicas ocorrida no dia 14 de novembro, na Avenida Paulista. Três pessoas foram agredidas. Duas delas disseram à polícia que teriam sido confundidas com homossexuais.

A promotora Solange Azevedo Baretta da Silveira denunciou, na última segunda-feira (20/12), Domingues por três lesões corporais, furto e tentativa de homocídio triplamente qualificada.

Outros quatro jovens suspeitos de participarem da agressão estão internados na Fundação Casa. O MPE pediu a internação definitiva deles pelos crimes de tentativa de homocídio e roubo, na última sexta-feira (17/12).

Os adolescentes foram internados, após imagens da agressão a um jovem, flagradas por uma câmera de segurança, serem divulgadas. Em uma das imagens, um dos garotos aparece quebrando uma lâmpada fluorescente na cabeça de Luís Alberto Betonio, de 23 anos.

Jonathan já havia sido preso logo após as agressões. Ficou detido no 2º DP (Bom Retiro), mas foi liberado em 15 de novembro, por decisão da Justiça. A jsutificativa foi a de que ele não tinha antecedentes criminais e possuía endereço fixo.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por meio do seu Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo ou Preconceito, vai entrar com processo administrativo contra os acusados. O órgão vai pedir multa de R$ 16.420 para cada um dos agressores. Eles serão denunciados na Secretaria de Justiça, com base na Lei Estadual 10. 948 de 2001, que prevê punições administrativas para qualquer cidadão ou empresa – pública ou privada – que cometer atos de preconceito por orientação sexual.