Estudantes da UFMA fazem beijaço contra a homofobia 1

Beijaço na UFMA (Foto: De Jesus/O Estado)

Cerca de 40 estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) participaram de um beijaço nesta quinta-feira (9), na escadaria do Centro de Ciências Humanas (CCH). O protesto foi uma resposta à homofobia de alguns estudantes nas redes sociais, após uma aluna de Artes Visuais ter pintado a escadaria principal de acesso ao prédio com as cores do arco-íris.
Este mês, uma passagem bíblica foi pichada nos degraus da escada, dizendo que o arco-íris seria uma “aliança de Deus com os homens” e não entre pessoas do mesmo sexo. A foto da pichação foi postada nas redes sociais, despertando comentários considerados homofóbicos pelos organizadores do protesto, como o que segue, feito por uma mulher:
Arco Íris, símbolo da ALIANÇA DE DEUS com o homem… e não entre pessoas do mesmo sexo! Abençoado seja a pessoa que teve coragem de escrever isso na escadaria da UFMA. TENHAMOS CORAGEM PARA PREGAR O EVANGELHO POR TODO O MUNDO não nos deixemos limitar e abalar com comentários“.

Parte do texto escrito acima por mim, teve como fonte o portal G1, que noticiou o beijaço. Agora veja algumas das reações homofóbicas postadas no Facebook, de pessoas que reproduziram a notícia:


A estudante de Serviço Social, Camila Castro, executiva estadual da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (Anel), escreveu o seguinte artigo, no blog Anel Maranhão, repudiando as manifestações homofóbicas:
Por um mundo em que sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.
No primeiro semestre deste ano as escadas do Centro de Ciências Humanas (CCH) foram objeto de uma intervenção muito criativa – seus degraus foram pintados com várias cores simbolizando um grande arco íris. E foi exatamente isso: em um dia estava tudo cinza e no outro surpreendentemente subíamos uma escada completamente colorida.

Escadaria da UFMA pichada Fonte: Anel Maranhão
 Como era de se esperar muitos estudantes tiraram fotos e compartilharam nas redes sociais e como era de se esperar mais ainda, os LGBT’s* adoraram a intervenção. A verdade é que o arco-íris estava lá representando o que cada um quisesse que representasse. Não havia placas, assinaturas, descrição… nada. Era um arco-íris dando cor ao CCH que sempre recebeu as mais diversas intervenções em sua estrutura física.
Neste mês de agosto os estudantes da UFMA foram surpreendidos novamente. Destes, muitos por seus próprios olhos e outros pelas redes sociais: a escadaria do CCH foi pichada. Nos degraus coloridos foi escrita uma mensagem bíblica fazendo referência à aliança de Deus com os homens simbolizando o que seria o significado do arco-íris. Na legenda da autora da postagem no facebook dizia: “Arco Íris, simbolo da ALIANÇA DE DEUS com o homem… e não entre pessoas do mesmo sexo ! Abençoado seja a pessoa que teve coragem de escrever isso na escadaria da UFMA. TENHAMOS CORAGEM PARA PREGAR O EVANGELHO POR TODO O MUNDO não nos deixemos limitar e abalar com comentários (:”
Comentário homofóbico feito no Facebook Fonte: Anel Maranhão 

Homofobia declarada. Além de revolta, acompanhamos muitas declarações de medo através do facebook. É preciso compreender que problema não se encontra em uma passagem bíblica ter sido escrita, mas na intencionalidade do feito. Com tantos muros brancos na ufma, a despeja se dá sobre o arco-íris que servia sim como símbolo da comunidade LGBT, mas podendo servir a todos os significados que se configuram a partir das próprias convicções das pessoas. Sem necessidade alguma de reafirmação de qualquer uma delas, a pichação incide sobre o trabalho difícil dos que se propuseram a pintar todos os degraus da escadaria e fortalece uma realidade que está colocada dentro e fora dos muros da universidade: intolerância à diversidade. A legenda e comentário da foto corroborando a mesma conclusão.
 Uma parte importante do processo de luta contra a homofobia é mostrar que ela existe. Para os LGBT’s a existência da homofobia não é novidade alguma, mas parte do cotidiano. No entanto as pessoas em geral tem dificuldade em identificar uma atitude homofóbica ou acham que homofobia se configura apenas quando há agressão física e morte, justamente porque no Brasil o ódio homofóbico mata centenas de pessoas por ano. Da mesma forma que é fácil ser contra o Bolsonaro, mas mais difícil perceber que muito se confunde liberdade de expressão com liberdade de opressão no nosso dia-a-dia.  
A ANEL nacionalmente encampa um sério combate ao machismo, racismo e homofobia. Não podemos admitir a reprodução destas ideologias opressoras dentro e fora da universidade que reforçam a inferiorização do outro a partir das diferenças, que são naturais e ricas! Temos acompanhado o total descaso dos governos com relação ao debate da diversidade sexual nas escolas e em relação a criminalização da homofobia. São governos comprometidos com os setores reacionários, conservadores e exploradores desta sociedade… E a pichação na escadaria do CCH é apenas ponta do iceberg da intolerância que conhecemos e vivenciamos nesta sociedade.
É preciso debater, construir espaços de reivindicação e intervenção cada vez mais frequentes. É preciso lutar sempre. É na luta que nos colocamos cada vez mais próximos dos objetivos que queremos alcançar. É preciso respeito e justamente por isso é preciso, cada vez mais, que pintemos escadas o máximo que pudermos. Pintemos a vida com o orgulho de sermos iguais na diferença, construindo no dia a dia “um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”¹.
Abraço a tod@s.
*LGBT: Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros.
¹ Rosa Luxemburgo.

Bauru, SP, realiza 1° "beijaço" contra homofobia Resposta


Um beijaço gay aconteceu neste sábado (25) no centro de Bauru, interior de São Paulo. O ato foi organizado pela Associação Bauru pela Diversidade (ABD). Militantes e simpatizantes  pintaram rostos e hastearam bandeiras coloridas na Praça Rui Barbosa contra a homofobia e a favor da diversidade sexual.



Segundo os organizadores, a manifestação tinha como intuito de chamar atenção contra o preconceito sexual. Eles usaram como exemplo as recentes agressões contra homossexuais na cidade, como a da travesti que foi esfaqueada no início de fevereiro.

Relembre:

Uma travesti (Erick Ribeiro) que estava desaparecida, foi encontrada ferida na manhã da sexta-feira (10/02) no bairro Santa Teresinha, em Bauru, no interior de São Paulo, próximo a um motel.




Segundo a polícia, ela estava bastante machucada e desacordada, foi socorrido pelo Samu e depois encaminhada ao pronto socorro central. A travesti havia saído no dia anterior para fazer um programa, quando desapareceu.

No local, um integrante da Associação Bauru pela Diversidade encontrou a bolsa que ela usava na noite em que foi espancada. “Tem em dinheiro, isso mostra que não era assalto”, conta o integrante.

Uma amiga da travesti disse que ela se fingiu de morta para não apanhar mais. Disse ainda que ele não tinha envolvimento com drogas. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Bauru realiza o 1º ‘beijaço’ gay neste sábado Resposta

Protesto contra a homofobia vai reunir militantes e simpatizantes da luta pela diversidade sexual.

Neste sábado (25), a comunidade LGBT bauruense se reúne para um ato contra a homofobia. Com a proposta de darem um “Beijaço”, expressão que batizou o evento, os militantes e simpatizantes da luta pela diversidade sexual se reúnem no Centro da cidade para o manifesto que é promovido pela Associação Bauru Pela Diversidade (ABD).
Segundo os coordenadores da ABD, o manifesto tem por objetivo promover uma reflexão e mobilizar toda a sociedade contra os crimes que tem ocorrido com frequência na cidade. O ato acontece em frente a um supermercado no centro da cidade onde o homossexual C. H. M., 28 anos, foi agredido por outro cliente, e colocado para fora por seguranças do estabelecimento.
“Combater a violência contra homossexuais é um dever de todos. Nós, da ABD, temos consciência de que a construção de uma sociedade igualitária e não discriminatória só é possível se juntarmos forças com outras organizações da sociedade civil”, destaca Marcos Souza, (o Markinhos da Diversidade), presidente da ABD.
SERVIÇO
“BEIJAÇO GAY”
Data: sábado (25 de fevereiro)
Horário: 16h
Local: Praça Rui Barbosa, Centro de Bauru
Horário previsto para o beijaço: 17h
Informações: Marcos Augusto (14) 9801-3767 / 8132-2725
*Informações da Rede Bom Dia.

Beijaço contra homofobia em texto católico reúne 300 manifestantes na Universidade Estadual de Londrina Resposta

Beijaço contra homofobia do padre Antônio Caliciotti
Padre Antônio pregando em Londrina

Estudantes da UEL (Universidade Estadual de Londrina) fizeram no início da tarde desta quarta (28/09), entre 13h e 14h, no RU (Restaurante Universitário), um protesto contra a homofobia, que reuniu cerca de 300 pessoas. Na manifestação, um grupo de 20 casais promoveu um bejaço contra artigo publicado em boletim da Igreja Católica, que considera homossexualidade uma doença.

A manifestação foi organizada pelo Movimento Contra a Homofobia na UEL, que reúne centros acadêmicos de várias faculdades da Universidade. O movimento surgiu depois que o  “Boletim Universitário” jornal editado pela Igreja Católica em Londrina (380 km ao norte de Curitiba) e distribuído para os estudantes da UEL, publicou artigo considerado homofóbico pelos estudantes.

O artigo foi publicado na sétima edição do  “Boletim  Universitário”  e tratava de vocação matrimonial. Nele, a homossexualidade foi considerada uma doença, e a união de pessoas do mesmo sexo “um fato contra a natureza”.

Jonas de Campos, 23, estudante de Ciências Sociais e um dos organizadores do protesto, disse que o movimento vai além do “beijaço”.  “Vamos organizar um  novo protesto no centro de Londrina, para levar nossa indignação com a posição da Igreja para o público externo à universidade” . Segundo Campos, não está descartada a possibilidade de acionar o Ministério Público contra os responsáveis pelo boletim.

O padre Antônio Caliciotti, que assumiu a autoria do artigo disse – em entrevista ao repórter Murilo Pajolla, da Rádio UEL FM (mantida pela Universidade Estadual de Londrina – não entender o motivo da revolta dos estudantes.

“Não sou homofóbico, respeito toda pessoa humana. Eu escrevi apenas que a homossexualidade é um desvio, uma anormalidade da natureza. Não quero dizer que um indivíduo seja diferente dos outros. É como se fosse uma doença”, afirmou.

Segundo o padre, não existe preconceito no artigo, mas a constatação de que a homossexualidade é uma  “doença” que pode acontecer com qualquer um.

A seguir, trecho do texto, no artigo do Boletim Universitário, que gerou polêmica.: “Essas uniões homossexuais de fato, são contra a natureza. A atração que certos indivíduos sentem para com as pessoas do mesmo sexo é uma anormalidade; é como se fosse uma doença. Essas pessoas afetadas por esse desvio não são culpadas, por isso não merecem ser desprezadas, rejeitadas ou condenadas. Seria uma falta de respeito à dignidade humana delas. Pelo contrário, merecem máxima compreensão”.  


Estudantes da Universidade Estadual de Londrina promovem beijaço contra homofobia Resposta



Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) prometem fazer um “Beijaço contra a homofobia” às 11h desta quarta-feira (28), no Restaurante Universitário (RU). O ato público quer protestar contra o conteúdo de um texto publicado no veículo “Boletim Universitáro”, número 7, do mês de setembro, noticiado pelo blog.
No jornal, um texto sobre vocação assinado por Mercedes dos Santos Rosa, descrevia a homossexualidade como “anormalidade” e “doença”. Após a distribuição do boletim na UEL, um grupo de alunos se reuniu em um coletivo contra a homofobia e organizou o protesto.
Na página do Facebook, o movimento convida a todos os estudantes, tanto homossexuais quanto heterossexuais, para que participem do beijaço. Eles repudiam o conteúdo do boletim, colocando-o como um defensor do obscurantismo moralista religioso que se materializa na homofobia. Ainda defendem que a universidade deve ser um espaço laico para desenvolvimento da ciência e conhecimento.
As referências à Igreja Católica se dão porque o Boletim Universitário se coloca no expediente como uma publicação da Arquidiocese de Londrina. O caso, além da discussão sobre homofobia, levanta a polêmica da relação da universidade com as igrejas. No ano passado, depois de um processo administrativo movido por um professor defendendo a UEL como espaço laico, a Pastoral Universitária (PU), gupo católico, precisou se retirar do campus.
A coordenadora da PU, Ruth Pivetta, lamentou o fato. “Essa é a postura da autora, não é um posicionamento da Pastoral Universitária. Este é um tema que ainda é estudado dentro da Igreja Católica, de natureza muito delicada. Nós estamos abertos ao debate, mas não podemos deixar o trabalho sério e de formiguinha que fazemos na universidade ser atrapalhado por um boletim como esse”, comentou.

Amanhã tem beijaço gay e hétero no Piauí em defesa do PL 122 Resposta

Beijaço gay em São Paulo em fevereiro deste ano. (Foto: Reprodução)
Em busca da aprovação do PL122, projeto de lei que criminaliza a homofobia, estudantes de Teresina, no Piauí, estão preparando para amanhã (27/05), um beijaço gay e hétero para mostrarem que não existe diferença no amor. O evento está sendo organizado pela Assembléia Nacional dos Estudantes Livres, a ANEL, e está marcado para acontecer a partir das 13 horas, na Prala da Liberdade, no centro.

Um dos organizadores, Leonardo Maia, disse que essa manifestação tem como objetivo, chamar a atenção para a liberdade de poder lutat por melhores condições de vida, de amar sem preconceito e poder sair na rua de mãos dadas com seu parceiro, homem ou mulher, além de terem os mesmos direitos que têm os heterossexuais.

A organização do evento avisa que essa manifestação é inspirada em um movimento que se iniciou no dia 15 de maio na Espanha, chamado de 15-m, ou ¨revolução espanhola¨, e a escolha da Praça da Liberdade é por conta do nome do local.

Alunos e professores da Universidade Federal de Minas Gerais farão beijaço contra a homofobia Resposta

O Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) formado por alunos e professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vai comandar um baijaço de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) em frente à reitoria, nesta quarta-feira (27/04). O evento conta com o apoio da própria universidade. O protesto acontecerá contra a agressão a um casal gays e um casal de lésbicas, ocorrida no campus, no último dia 02.

O caso

Na madrugada do dia 02/04, alunos veteranos do curso de Letras da UFMG promoveram uma festa no Capis Pampulha, em Belo Horizonte (BH), para receber os colegas integrantes. A tradicional calourada já ocntava com mais de uma centena de pessoas, quando um casal de gays foi alvo de tapas e chutes e um casal de lésbicas ofreu agressões verbais.

Segundo relatos, a festa era frequentada por alunos de diversos cursos e por casais de orientações sexuais igualmente diversas, e não havia precedentes de amnifestações violentas no evento. A abordagem repentina de um homem desconhecido da comunidade estudantil causou estranhamento no alunos, já que ele, segundo relato de estudantes, demonstra um comportamento homofóbico.

O primeiro a ser abordado pelo homem foi um casal que trocava beijos na festa. Um deles, estudante de ciências sociais, foi agredido com um tapa no rosto. O outro foi chutado. O casal contou que o agressor chegou separando os dois e dizendo que aquilo era coisa de “veado” e que ele não aguentava esse tipo de atitude. O desconehcido foi embora, e nenhum dos agredidos reagiu.

As vítimas relatara que ainda sofreram ataques do agressor na saeida da festa, quando passaram em frente ao prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich). Ele teria dado outro tapa em uma das vítimas e estaria acompanhado por várias pessoas. Os alunos declararam que não reagiram em momento nenhum por causa do choque.

No último dia 15, a UFMG resolveu nomear uma comissão de sindicência para investigar as agressões. Segundo o diretor de assntos estudantis da UFMG, Luiz Guilherme Knauer, caso o agressor estude na instituição de ensino, vai ser isntaurada uma comisão de inquérito para definir a punição que ele deve receber. Knauer também informou que as informações sobre os suspeitos vão ser encaminhadas às autoridades competentes.

Na época, a assessoria de imprensa da UFMG informou que a universidade realiza campanhas contra trotes e que, na recepção aos calouros, a universidade oferece palestras, nas quais reforça o respito às diferenças orienta os alunos sobre as punições caso seja registrada algum tipo de violência. De acordo com a unidade de ensino, a conscientização contra a homofobia vai ser reforçada no campus e vai integrar o programa “Bocados de Gentileza”, que pretende melhorar a convivência entre estudantes e funcionários da instituição.

Com informações da “Agência de Notícias da Aids” e do “G1”.