Gloria Parez não pretende abordar beijo gay em “Salve Jorge” Resposta

Em entrevista ao repórter Neto Lucon, da revista Caras, a novelista Gloria Perez, ao ser perguntada se “depois da censura do beijo gay, em América (2005) pretende abordar novamente a temática em algum personagem ou um novo beijo?”, foi enfática:

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“Ah não, esse assunto já foi: até a propaganda política já mostrou o beijo.” (risos)

Estou procurando a graça, senhora Gloria Perez. O fato é que, até agora, nenhuma novela mostrou beijo gay e olha que a suposta censura ao beijo entre os atores Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro foi em 2005. 

Até quando os LGBTs vão  esperar para serem retratados de maneira natural? E não me venha com papo igual ao do Walcyr Carrasco, dizendo que os próprios gays não se beijam na vida real, pelas ruas, que eles deveriam fazer isso antes de cobrarem que a novela mostre algo. Acontece que as novelas – e não é só na Globo, é na emissora da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record, é no SBT, que mostrou um beijo lésbico em “Amor e Revolução” (2011), mas vetou o beijo gay – não mostra carícia nem em cena íntima, aliás, não mostra nem cena íntima entre gays.

Então, senhora Gloria Perez, isso não é motivo de riso, mas de choro, é de se lamentar esse tipo de postura, alienada, de quem vive em uma bolha e não consegue enxergar a importância de um beijo gay. Mas também é de se lamentar o comportamento de LGBTs que continuam assistindo à novelas, mesmo não sendo retratados por elas.

Direção da Band autoriza beijo gay em novo reality Resposta


A direção da Band, mesma emissora que transmite os programas do pastor homofóbico Silas Malafaia, autorizou a produção do reality “Quem Quer Casar com Meu Filho?” a gravar e exibir um possível beijo gay na atração.

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Formato internacional da Eyeworks/Cuatro Cabezas, o programa busca arranjar casamento para solteirões com idades entre 25 e 45 anos.
As mães dos candidatos ajudarão na escolha dos pretendentes.
Um solteirão gay já está confirmado na temporada, que estreará em novembro.
Se rolar mesmo, vai ser o primeiro beijo gay em reality shows no Brasil.
No “BBB10”, Serginho e Dicésar deram um selinho. A edição também teve selinho entre Angélica Morango, assumidamente lésbica, em outras participantes – mas nada de beijo gay.
Na época, Boninho, diretor do “BBB”, chegou a comentar no Twitter sobre o selinho de Serginho e Dicésar: “Beijo? Aquilo? De 0 a 10, foi um selinho nota 2! Portanto acho que ainda não tivemos um beijo gay!!!”,
*Com informações de Alberto Pereira Jr. da Folha Online

Silvio de Abreu: “Beijo gay em novela não vai mudar nada na sociedade” Resposta

Durante entrevista à Sarah Oliveira, no programa Viva Voz (GNT), o autor Silvio de Abreu falou sobre beijo gay em novela: “Acho que não vai mudar nada na sociedade. A novela tem contribuído muito para que o homossexualismo não seja mais visto da mesma maneira preconceituosa”.


Como assim, senhor Silvio de Abreu? O beijo gay poderia contribuir e muito para diminuir o preconceito na sociedade, assim como a novela fez, por exemplo, ao exibir casais heterossexuais de idades muito diferentes diferentes. No início as pessoas se chocaram, depois foram se acostumando. São inúmeros os casos em que a novela contribuiu para mudanças na sociedade, ou será que o senhor, um novelista antigo, não sabe disso?

A Rede Globo nunca exibiu beijo gay em novelas, só um selinho lésbico. É lamentável que algumas pessoas que convivem com gays, em nome do dinheiro, fiquem cegas. Declarações como essa, senhor Silvio de Abreu, não contribuem em nada para que as relações homoafetivas sejam retratadas de uma maneira natural e os gays de maneira menos pejorativa nas novelas.

Mateus Solano protagonizará cenas gays quentes em “Novela das Oito” 1

Mateus e Odilon Rocha Foto: divulgação

Mateus Solano irá protagonizar cenas quentes com o ator Odilon Rocha no longa-metragem “Novela das Oito”, que  estreia no próximo dia 30 nos cinemas. Ele dará vida ao bissexual João Paulo. Sem medo, o galã faz elogios à cena em que protagoniza um beijo gay:
“Gostei muito do resultado. Vi no próprio dia da gravação, é uma cena importante, porque ainda é um tabu, e a gente estava preocupado como ficaria. É chiquérrima, mostra um tesão e um desejo que se vê em qualquer casal. Tem até uma masculinidade, uma pegada. São dois machos se pegando. Acho muito bonita”, disse Solano, em entrevista ao portal G1.

Mateus interpreta João Paulo, um diplomata que volta ao Brasil em 1978, época do enfraquecimento da ditadura, e, apesar de casado, se envolve com o jovem Caio (Lontra). O estudante, que tem sua primeira experiência gay com João, mora com os avôs porque os pais, Dora (Claudia Ohana) e Vicente (Otto Jr.) são perseguidos pela ditadura.

O filme
Exilada em São Paulo, a amargurada e misteriosa Dora trabalha como empregada para a prostituta Amanda (Vanessa Giácomo), até que as duas se vêem obrigadas a fugir da polícia, liderada pelo determinado e violento Brandão (Alexandre Nero). A primeira decide, então, ir para o Rio de Janeiro, tentar impedir que Otto e seus companheiros comunistas sejam capturados. Assustada de ficar sozinha, e deslumbrada com a possibilidade de dançar a disco music na famosa boate Dancin’ Days, no Morro da Urca, que inspirou a novela homônima de Gilberto Braga, a garota de programa segue a empregada até a Cidade Maravilhosa. 

O diretor
Formado em Londres, o brasileiro Odilon Rocha escreve e dirige um longa-metragem pela primeira vez. Sem conhecer os atores brasileiro, já que vive na Europa há anos, pesquisou e conversou com amigos até chegar na seleção de elenco. Sem muita bagagem, conquistou a equipe com o roteiro, premiado no Festival do Rio do ano passado, e com a humildade, segundo Mateus Solano.
“Odilon é um fofo, um querido. Deixou a gente sempre muito à vontade. Sabia onde que queria chegar, tem um futuro bem bacana pela frente. Ao mesmo tempo trabalhou com a humildade de alguém que estava pisando pela primeira vez naquele lugar”, avalia o ator.

Aguinaldo Silva engana André Fischer em entrevista Resposta

O novelista Aguinaldo Siva concedeu entrevista ao jornalista André Fischer para a revista “Junior” de fevereiro. Na entrevista, Aguinaldo defende o personagem gay, efeminado e constantemente humilhado Crô.


Aguinaldo Silva acusa o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça (o responsável pela classificação indicativa de material audiovisual – como filmes, programas de televisão e jogos eletrônicos – de acordo com o conteúdo e a idade), por vetar o beijo gay na TV.
Acontece que em 2010, o diretor do departamento,  Davi Pires, afirmou que a manifestação de afeto entre pessoas do mesmo sexo é classificada pela pasta da mesma forma que uma demonstração de afeto heterossexual, ou seja, a classificação é livre e pode passar em qualquer horário. Aliás, isso já aconteceu, no programa “Beija Sapo” (MTV) e na novela “Amor e Revolução” (SBT, que liberou o beijo lésbico e vetou o beijo gay). Ou Aguinaldo está mal informado ou enganou André Fischer direitinho.

Leia também: Rede Globo explica em carta por quê não exibe beijo gay

Veja alguns trechos da entrevista:


Crô

Há muito tempo coloco personagens gays nas minhas novelas e descobri que existe um preconceito grande contra os homossexuais efeminados, e esse preconceito é maior entre os homossexuais, principalmente os efeminados! Eu decidi mostrar a essa gente que não é um estereótipo, o homossexual efeminados existe e é assim. E decidi fazer um personagem que fosse amado pelo Brasil inteiro. Foi cientificamente planejado por mim.”

“Tem muito gay que faz críticas fortes, querem tirar satisfações. Esses dias estava caminhando na praia às dez e meia e veio um ativista que me agrediu verbalmente, quase fisicamente, me acompanhando de bicicleta, me perturbando, dizendo que eu estava envergonhando a classe. Mas que classe?”

Escolha de um ator heterossexual para interpretar um gay

“Sim (foi proposital). Se fosse um gay ele faria um gay previsível. Um ator gay, quando faz um gay, liga uma chave que não consegue desligar. O Crô é o Pica-pau. É por isso que as crianças adoram o Crô. Elas não enxergam um homossexual, mas um personagem de desenho animado. Todo gestual dele é afetadíssimo como de todo desenho animado. Ninguém é mais aveadado que o Pernalonga.”

Beijo gay

“Essa história de beijo gay em novela, dá pra faze um paralelo como o desastre do navio que adernou na Itália. As imagens são fortes, mas ninguém desligou a televisão nem morreu por causa do que viu. Eu acho que por mais chocante que pareça a coisa na hora, ninguém vai trocar de canal, ninguém vai virar veado por causa disso. As pessoas vão ficar fascinadas com uma coisa que nunca viram. E no dia seguinte acabou, passou.”

“Quem vai se incomodar com isso e não deixa acontecer? Não vamos ser hipócritas, no Brasil tem censura. Em Brasília. Temos um departamento que classifica os programas por faixa etária. Se a novela das nove passar um beijo gay, eles vão automaticamente passar ela para às onze.”

“Não incluiria um beijo gay em minha novela porque não deixariam ir ao ar. Mas não é porque o povo não quer, porque a emissora não quer. É porque Brasília controla o que pode ou não ir ao ar. Se mudarem o horário da novela vai ser um prejuízo pavoroso.”

Eu já escrevi (uma cena de beijo gay) em ‘Duas Caras’, mas que não foi ao ar. A emissora disse que não exibiria. Se mudarem a classificação etária de 12 (quando o programa pode começar a partir das 20h), para 14 anos (quando o programa pode começas a partir das 21h), muda tudo. Todo o resto é secundário. Se o povo vai gostar ou não, só vamos saber depois.”

Globo vai mostrar beijo gay da série Glee amanhã (De madrugada…) 2

Cena do beijo entre os personagens Kurt e Blaine em Glee. (Reprodução)
Amanhã é dia de beijo na boca (gay!!!) na TV Globo. Mesmo diante de todas as polêmicas envolvendo o assunto nas novelas da emissora carioca, o beijo gay entre os personagens de Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss) na série adolescente americana Glee será mostrado na íntegra no episódio que vai ao ar amanhã de madrugada. 

Curioso é a idéia que uma série adolescente seja passada de madrugada, horário geralmente destinado a adultos. A Rede Globo, que transmite a série na TV aberta no Brasil, chegou a afirmar oficialmente que exibirá na íntegra e sem cortes o episódio ¨Nunca Fui Beijado¨, onde dois rapazes se beijam pela primeira vez na série que é febre no Estados Unidos, mas isso porque o episódio será exibido de madrugada. 
O ator Chris Colfer, que dá vida ao personagem de Kurt, um dos protagonistas da cena do beijo gay, soube do possível corte da cena do beijo no Brasil e sugeriu que as pessoas que têm problemas de ver um beijo entre dois homens, podem fechar os olhos durante o momento. E completa: 
– Foi um bom beijo, fazia sentido para os personagens e era importante para a trama. Não deveria haver tanto estardalhaço por causa disso. 
A série musical Glee é um dos programas de maior audiência da TV americana e é exibido nas noites de terça-feira no horário nobre (20h). A série é voltada para o público jovem e já ganhou prêmios importantes como o Emmy e o Globo de Ouro.

Casal gay vence concurso de beijo e ganha cruzeiro em São Paulo Resposta

Casal gay vence competição de beijo em SP. (Divulgação)

Um casal gay de São Paulo participou de uma competição inusitada no último final de semana em São Paulo. O consultor tecnológico Eduardo Boschetti, de 32 anos e Rafael Cavalcanti, estagiário de 21 anos, ficaram um minuto e onze segundos beijando debaixo d´água em um parque aquático da cidade de Itupeva. 


O concurso chamado de ¨Beijo Molhado¨ era para decidir quem ficava mais tempo beijando embaixo d´água, e o casal bateu todos os 600 outros casais concorrentes. Como recompensa, eles ganharam um cruzeiro pelo litoral paulista. 
O segundo lugar ficou com o casal Daniele Fernandes e Rafael Augusto, que ficaram apenas dois segundos a menos que Eduardo e Rafael Cavalcanti.

Em nova entrevista, Marcelo Serrado compara beijo gay a cenas de violência na TV Resposta



Marcelo Serrado desmentiu em entrevista ao programa “Muito+” (Band), de Adriane Galisteu, nesta terça-feira (10/01), que seja contra o beijo gay. Na verdade, o ator é contra o beijo gay em horário livre. Ele comparou o beijo gay a uma cena de violência: “… eu acho que só tinha que ser um horário mais tarde, como também eu acho que cena de violência tinha que passar mais tarde.”


Marcelo Serrado chamou as pessoas que disseram que ele era homofóbico de mal educadas. Depois, ele disse que “têm gays, às vezes, que são mais homofóbicos que os próprios”. “Concordo.”, disse a apresentadora Adriane Galisteu.

O ator, que interpreta o mordomo gay Crô, na novela “Fina Estampa” (Rede Globo) chegou a dizer que não quer que a filha veja, inclusive, beijo entre heterossexuais. Ele disse que proíbe a filha de ver novela. Conservador o moço, não?

Por fim, ele disse que os “homofóbicos” (se referindo aos gays que o criticaram) devem tomar cuidado para não falarem o que não devem.

Na verdade, quem deve tomar cuidado ao falar é a pessoa pública. A reação das outras pessoas é em função da declaração dada por ela. Marcelo, que cresceu no meio artístico, mandou mal ao dizer que não gostaria de ver a filha dele vendo um beijo gay. Essa é a minha opinião e a de muita gente. A dele é outra e estamos conversados.

Tarcísio Meira: Acho a parada gay fantástica Resposta

Tarcísio Meira
Em entrevista ao programa “Marília Gabriela Entrevista”, o ator Tarcísio Meira, um ícone da TV brasileira, com diversos trabalhos reconhecidos no cinema e no teatro, se mostrou favorável às diferenças e disse achar fantástica a parada gay.

Até os anos 1980, Tarcísio era considerado o galã da família brasileira. Ele interpretava personagens que, hoje, considera chatos. E foi nessa década que ele, em “O Beijo no Asfalto”, de Bruno Barreto, baseado na peça de Nelson Rodrigues, beijou Ney Latorraca na boca. No teatro, interpretou um homossexual na peça “Um Dia Muito Especial” (1986), baseada no filme homônimo de Ettore Scola. E foi sobre esse papel que Marília Gabriela falou com o ator:

Tarcísio e Ney: beijo gay no cinema

– Você é um homem tolerante, eu já percebi, pelas poucas primeiras respostas isso ficou muito claro. Nós vivemos em tempos de homofobia e você fez um papel no teatro, um homosexual perseguido pelo nazismo, isso em 1986. Eu queria que você falasse dessa experiência. Hoje, no paralelo à liberdade que nós estamos vivendo, existe, evidentemente, o acirramento de fobias, de intolerâncias. Eu queria que você comentasse como é que foi fazer esse papel naquela época.
Tarcísio respondeu:

– Eu fiz com o maior prazer e alegria esse papel. Foi um papel muito bonito. A circunstância era muito especial, era guerra e era nazismo, então o personagem sofreu problemas que, hoje em dia, não sofreria, além dos que, hoje em dia, essas pessoas sofrem. Mas hoje em dia existe, inclusive essa coisa maravilhosa dessa parada gay, essa marcha da maconha, essas manifestações todas. Eu vi, Gabi, ontem um “Globo Repórter” (Rede Globo) maravilhoso, fantástico, mostrando esse afloramento de opiniões, essa liberdade, sabe, esse exercício de cidadania, fantástico. Nós estamos em dias de um mundo muito novo, né. Essa revolução que está acontecendo nos países árabes, isso é fantástico, meu Deus do Céu. Isso é muito estimulante para mim, que já não sou criança, de repente constatar essa juventude, porque isso é jovem, entendeu, pessoas de idade com juventude, experimentando, é maravilhoso. Hoje em dia, a gente tem que estar atento para as diferenças, sempre eu estive atento para as diferenças, eu acho que o mundo vive de diferenças, não é de igualdade. Então, é muito bom você ver que as pessoas manifestam as suas próprias diferenças. Elas se mostram como elas são, ou pelo menos elas procuram se mostrar, ou pelo menos elas representam as diferenças que elas gostariam de ter, entendeu, isso é muito bom, porque é sempre um exercício de sensibilidade.

É bom lembrar que Tarcísio Meira tem 75 anos e é referência para muita gente. Mais um que dá uma importante declaração a favor da diversidade!

¨Povo não aguenta mais viado em novela¨, diz autor Aguinaldo Silva Resposta

(Foto: Reprodução)
Mais uma vez o polêmico autor da Rede Globo, Aguinaldo Silva, deu declarações que colocam o gay brasileiro como ¨chato¨, diz que as organizações ativistas só existem para tirar dinheiro do povo e diz que não haverá beijo gay na sua próxima novela ¨Fina Estampa¨, que estréia esse mês. 

A entrevista foi para a revista Veja e Aguinaldo não economizou nas palavras para atacar a comunidade LGBT, as organizações de ativismo gay, e outros nomes conhecidos. Perguntado sobre o que afasta o público das novelas, Aguinaldo respondeu: 

– O povo não aguenta mais viado em novela. Chega! Tem muito. Tem novela que tem seis viados. As pessoas não aguentam mais isso. E geralmente os gays são todos iguais. São cópias dos héteros, querem casar, ter romance, engravidar e parir um filho nove meses depois. São gays chatos. 

A forma impressionante como ele trata os gays é o que impressiona. Imaginem como não se sentiria ao ser chamado de ¨bicha velha paraíba¨, ou ¨cabeça chata¨, formas pejorativas e preconceituosas de se referir a um homossexual que tenha nascido no nordeste do país. 

Ele diz também que vilões desenfreados também cansam o público, pois fazem maldades sem nenhuma justificativa, e citou o exemplo da personagem de ¨Senhora do Destino¨, Nazareth Tedesco, vivida pela atriz Renata Sorra, que era uma vilã ¨engraçadíssima porque tudo o que ela fazia dava errado¨. 

Quando Aguinaldo Silva foi perguntado se teria algum personagem gay em ¨Fina Estampa¨, ele foi categórico: 

– Tem um só, que é o Crodoaldo Valério, que quem está fazendo é o Marcelo Serrado. Eu fiz questão que fosse um ator hétero porque eu acho que ele vai me surpreender. Antes da novela estrear, já tem gay entrando no meu portal e escrevendo que não viu e não gostou porque eu criei um homossexual estereotipado. Como eu falei antes, acho ridículo tratar o gay como um personagem padrão. Eles tem seus códigos, seu universo. São pessoas diferentes. A graça desse personagem é que ele tem uma paixão devastadora pela Teresa Cristina (Cristiane Torloni), que o trata miseravelmente mal. Alguns gays têm essa mania de venerar as mulheres que o maltratam. Eu queria mostrar esse tipo de gay. As pessoas vão odiá-lo porque vai fazer mil maldades em nome dela, porque ele adora aquela mulher que é um horror, ela é péssima. 

E continuou, falando sobre o beijo gay nas novelas: 

– Eu estou começando a ficar irritado com essa coisa do beijo gay. Acho que tem uma torcida para que não aconteça, para que o assunto continue durando, mas as pessoas não aguentam esse assunto e se depender de mim ele acabou. A novidade é essa: não vai ter beijo gay em Fina Estampa, pode escrever. Não tem lugar no mundo em que os gays sejam mais ousados do que no Brasil. Aqui os gays não respeitam as fronteiras. Eles chegam no hétero e cantam mesmo, e se colar, colou. Porém, existe essa hipocrisia de você não poder mostrar um beijo gay na televisão. Por debaixo do pano vale tudo, mas publicamente é essa coisa hipócrita. A sociedade brasileira é assim e a tevê não quer correr o risco de perder o público. 

Concordo com a última frase de Aguinaldo, a sociedade brasileira é hipócrita! E também são os autores de novelas e emissoras de TV. Dizer que os gays do Brasil são ousados, é verdade. Os gays brasileitos têm que cobrar sim, mostrar que estão ali, porque nunca são respeitados! Gay no Brasil não tem vez, a não ser que seja um profissional bem sucedido e tenha certo destaque na sociedade. É por isso que o gay no Brasil tem mesmo que lutar pelos direitos e os grupos ativistas têm que buscar cada vez mais colocar o gay em evidência, porque nesse país, a população ignorante só aprende depois de muito ver e saber a verdadeira realidade do gay, pois como a maioria da população é analfabeta e burra, os meios de comunicação deveria ter um papel maior na educação do pensamento do povo ao invés de somente fazer com que as pessoas fiquem mais dementes. 

Aguinaldo Silva também deu a sua opinião a respeito das críticas que a Rede Globo recebeu por querer interferir na obra de Gilberto Braga e acabar com o romance dos personagens Eduardo e Hugo em ¨Insensato Coração¨: 

– Tem um grupo gay da Bahia que diz que eu sou o inimigo número um dos homossexuais. Dizem que nas minhas novelas os homossexuais são estereotipados. Essas entidades são todas um saco, todas elas tem interesses econômicos, vivem à custa do governo ou daquelas empresas alemãs que por má consciência financiam qualquer coisa. Claro que existem negros bandidos como existem brancos bandidos. A cor dos personagens não devia importar para essas entidades. Eles deviam combater as diferenças, mas para eles interessa grifar as diferenças. Se você bota hoje em dia uma bandida disfarçada de enfermeira, trinta sindicatos de enfermagem espalhados pelo Brasil te processam. Aí você tem que se preocupar com a audiência em Rondônia, em Tocantins… E não dá, porque você ainda tem uma novela para escrever. 

Esses grupos, Aguinaldo, servem para tentar diminuir um pouco o preconceito no país, para impedir que somente um lado da sociedade seja mostrado. Talvez você como um gay bem sucedido que vive na Europa e não precisa de salário mínimo para sobreviver, não precisa se envolver com isso. Mas existe uma outra parte, Aguinaldo, que precisa de atenção e ter suas vidas contadas e mostradas sim, pessoas que levam tiro em paradas do orgulho LGBT, que são espancadas em portas de boates, que são assassinadas por serem homossexuais, que diferente de você, não vivem dentro de casa escrevendo, pois precisam ir à luta para conseguir sobreviver nesse país selvagem que é o Brasil. 

Aquele velho ditado, enquanto não acontece comigo, que se foda o resto!

Aguinaldo Silva tem razão Resposta

Autônomo de 42 anos teve parte de sua orelha decepada
Ontem (19/07), o editor de Entretenimento da “Folha de São Paulo”, Ricardo Feltrin, publicou reportagem dizendo que as direções da Globo e do SBT orientaram os autores a “baixar a bola” de personagens gays. A desculpa: estaria havendo uma “overdose” do tema. Na prática, as emissoras estão censurando a teledramaturgia. Antes da censura, porém, para ganhar audiência e criar o hábito de telespectadores LGBT (uma parcela considerável do IBOPE), anunciaram que teria um núcleo gay (“Insensato Coração, novela da Globo) e beijo lésbico e gay (“Amor e Revolução”, novela do SBT). Depois, cortaram cenas. A Globo há três semanas interveio na novela das 21h, vetando ousada e propagada cena gay em motel, entre o casal Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade). O SBT – que cortou a cena de beijo entre dois homens: Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Artur Thiré). A reportagem também cita o autor da próxima novela das 21h (“Fina Estampa) da Globo, Aguinaldo Silva. Segundo Feltrin, ele teria sido informado há três meses pela emissora de que deveria evitar polemizar com o assunto (gay) em sua próxima novela. A reportagem ainda diz que a Record, seguindo orientação da Igreja Universal do Reino de Deus, não aborda homossexualidade em suas novelas.

Hoje (20/07) pela manhã, Aguinaldo postou em seu twitter: “Não é verdade que falaram comigo sobre isso. Ninguém me pediu para ‘baixar a bola do gay’ em ‘Fina Estampa’. Eu mesmo evito chocar o público por minha conta, a responsabilidade é minha”. Eu, chocado com a frase do ex-ativista dos direitos dos LGBT, que foi editor do primeiro jornal gay do país, “O Lampeão”, perguntei: “Chocar o público? Como assim? Você acha que um beijo gay chocaria alguém?” Aguinaldo, que só segue uma pessoa, claro, não desceu do seu pedestal e não me respondeu. Mas talvez ele tenha razão.

O Brasil aceita, durante uma semana, peitos, bundas. No carnaval. Passada a folia, nada de palavrão. Tem condomínio multando morador que xinga! Isso mesmo! Se o cara estiver chateado e gritar “merda”, uma senhora pode denunciá-lo e ele será multado! Beijo gay então… O mesmo Brasil que não quer saber dos gays, também não quer saber, claro, da violência que eles sofrem. Esse lance de homofobia é algo criado pelos LGBT. Eles escolhem serem diferentes! Querem afrontar! Deve tem sido violentados na infância e por isso são pedófilos. Eles, certamente, tiveram um relacionamento péssimo com seus pais! Querem levar nossas crianças para o mal caminho! Querem fazer propaganda do homossexualismo com esse kit gay!

Chocados? Mas isso que grande parte da população pensa, Aguinaldo Silva tem razão! A presidenta Dilma não me deixa mentir, o senador Magno Malta não me deixa mentir, o deputado Jair Bolsonaro não me deixa mentir, a vereadora Myrian Rios não me deixa mentir, o pastor Silas Malafaia não me deixa mentir, a TV Record não me deixa mentir. Então por que se preocupar?

Pode ser que uma parte da população de bem, de família, tenha mudado de opinião ontem. É que um pai de família estava abraçado ao seu filho heterossexual e teve a orelha arrancada por um agressor que acho que os dois fossem um casal gay! Sim. Ele disse, antes de agredir: podem se beijar, a Lei permite! Claro que a Lei permite. E a Lei permite também que este mesmo agressor continue em liberdade, mesmo depois de provada a agressão e de fotos e vídeos do homem sem a orelha serem divulgadas pela TV e pela internet. Foi um juiz que disse isso, é a Lei! Segundo o juiz Heitor Siqueira Pinheiro, uma lei de 1989 não autoriza a prisão temporária para o crime de lesão corporal. Talvez por isso skinheads espanquem negros, homossexuais, travestis e sejam logo soltos. Talvez por isso eles voltem a espancar. Mas já que um pai de família perdeu a orelha em uma agressão gratuita, ele nem era gay, pode ser que algum heterossexual tenha se sensibilizado e queira saber de alguns números:

Não existe registro oficial nos Boletins de Ocorrência e Laudos do IML sobre a violência e discriminação contra a população LGBT. No estado do Rio de Janeiro existe, mas precisa ser nacional, para ter política de combate a este fenômeno. O montante de assassinatos de lésbicas, gays e travestis no Brasil, segundo dados do Grupo Gay da Bahia, aumentou 31,3% em 2010, em comparação a 2009. Foram 260 casos contra 198 do ano anterior.

Não para por aí. Veja números de pesquisas sobre a violência contra LGBT no Brasil: 60 % dos LGBT brasileiros já foram discriminados, 20% já foram espancados, 60% dos profissionais de educação não sabem lidar com LGBT, 87% dos brasileiros têm preconceito contra LGBT, 40 % dos adolescentes masculinos não querem estudar com LGBT. São números assustadores, que estão disponíveis no site a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Números que foram enviados à presidenta Dilma Rousseff, logo após ela vetar o kit do Programa “Escola sem Homofobia”. Números do MEC, da UNESCO, do INEP, da FIPE etc. Números confiáveis.

É urgente que a lei que criminaliza a homofobia seja aprovada. Mas a bancada fundamentalista do Senado conseguiu pressionar e agora está havendo uma negociação para colocar todos os tipos de preconceito em uma mesma balança. O Decreto 109-A, de 17 de janeiro de 1890, que estabelece a Laicidade do Estado, e o respeito a todas as religiões, qualquer que seja sua denominação, e o respeito aos ateus e às ateias não está sendo respeitado!

É preciso que tenha uma campanha contra o bullying e toda a forma de discriminação. Claro que não só os gays são discriminados, mas é preciso que tenha uma lei que deixe bem claro que não se pode discriminar ninguém por conta da orientação sexual e nem por conta da identidade de gênero. Qual é o problema? Quem se incomoda com isso? Só quem quer continuar a discriminar, claro!

Se você, independente de ser heterossexual, gay ou bissexual, quer continuar tendo o direito de abraçar e beijar, seu filho ou namorado, acesse http://bit.ly/pKhUwy e assine a carta que será enviada aos parlamentares que estão tratando da criminalização da homofobia! Cobre do deputado e do senador que você elegeu e informe os seus amigos a respeito do tema. Ninguém escolhe ser gay, heterossexual ou bissexual. E pouco importa o que leva (se é que algo leva) alguém a ter um comportamento diferente da maioria. Escolhemos, sim, entre respeitar ou próximo ou sair dando porrada em quem julgamos diferentes de nós.

¨Beijo gay só lá em casa¨, diz o autor Aguinaldo Silva Resposta

O autor Aguinaldo Silva (Foto: Reprodução)
Durante entrevista no evento ¨Cenas de um Autor¨, Aguinaldo Silva, autor de novelas da Rede Globo, falou sobre a polêmica que envolve o beijo gay na tv aberta. 

O entrevistador foi Christiano Cochrane, filho da jornalista Marília Gabriela, e o evento ocorreu no Solar de Botafogo, no Rio. 

Aguinaldo, homossexual assumido, foi direto e disse: 

– Beijo gay só vai ter lá em casa. O público não quer ver isso. A voz do povo é a voz de Deus. 

Aguinaldo também foi perguntado sobre sua próxima novela, Fina Estampa, que irá substituir Insensato Coração. Ele não quis dar muitos detalhes, pois disse que o pouco que contou, já foi copiado em outras novelas.

Ator defende beijo gay em ‘Insensato Coração’ Resposta

Marcos Damigo, o Hugo de “Insensato Coração” (Rede Globo), não sabe se seu personagem vai beijar Eduardo, interpretado por Rodrigo Andrade, mas torce por isso. “O assunto está em pauta. A bola foi levantada e eu quero ser o ator a fazer esse gol. Não é possível que um beijo seja algo tão agressivo”, falou ao site “SRZD”.


Ele diz que não entende o paradoxo que existe dentro da própria emissora. “Há uma política institucional que dá a entender que não haveria beijo gay nas novelas. Por outro lado, os autores tem a intenção de gravá-lo, porque dá ibope”, diz Marcos, que lembrou o beijo que Gisele Tigre e Luciana Vendramini gravaram para “Amor e revolução”, do “SBT”. “A audiência aumentou no dia do beijo”, diz.

O ator acompanha fóruns na Internet para ver o que o público fala sobre o casal e, por enquanto, só tem lido comentários positivos. “Quem é contra geralmente é por causa de ignorância, por não saber o que é isso. O que está se desenrolando para Hugo e Eduardo é uma história romântica, com afeto, então o beijo não seria sexualizado, escandalizador. Não acho que ofenderia tanto e ajudaria a desmitificar isso”, opina.


Para Marcos, a novela está ampliando os horizontes e quebrando preconceitos, por isso ele acha que é o momento certo para que o beijo aconteça. “Tem gente que fala que isso não é coisa para criança ver. Qual o problema? Se ver, deveria ser algo natural. É ingenuidade achar que alguém vira gay porque viu dois homens se beijando. Se fosse assim, não existiriam homossexuais. Isso não faz o menor sentido”, diz o ator, que conta ainda que tem dois amigos que foram criados pelo tio gay e são heterossexuais muito bem resolvidos.


Além do mais, a novela tem uma classificação etária, que por si só já alerta para que os pais tirem as crianças da frente da TV. Portanto, para Marcos, esse argumento não é válido. O problema é o público conservador. “É difícil a televisão confrontar isso, porque ela lida com a audiência, diretamente relacionada aos lucros. Mas isso vem mudando”, acredita.

“Insensato coração” terá cena de sexo gay (com beijo). Resta saber o que irá ao ar… Resposta

Rodrigo Andrade e marco Damigo (Foto:Reprodução)
Gilberto Braga e Ricardo Linhares, autores de “Insensato Coração”, acabam de escrever a cena da primeira relação sexual gay do personagem Eduardo (Rodrigo Andrade). Prevista para ir ao ar na última semana de junho, a sequência começa mostrando Eduardo saindo para a Barão da Gamboa com Hugo (Marcos Damigo). Lá, ele começa a beber muito e pede ao amigo para levá-lo para casa. Chegando em casa, eles se beijam e trocam muitos carinhos. Nervoso, Eduardo não aceita transar por ainda estar incerto sobre seu real desejo.


Alguns dias se passam e Eduardo reencontra o professor na rua e, totalmente sóbrio, eles vão para o motel, onde eles finalmente transam. Os autores chegam a escrever detalhes da cena dizendo que será “maravilhosa” para ambos. Essas cenas estão previstas para ir ao ar no dia 6 de julho.

Quanto ao beijo escrito pelos autores, a TV Globo irá definir se irão ou não ao ar. Pode haver apenas uma insinuação de beijo, na penumbra. Mas Gilberto Braga tem dito que gostaria imensamente que, até o fim da novela, este tabu fosse quebrado dentro da emissora mais poderosa do Brasil.

Leia abaixo, na íntegra, os diálogos da polêmica cena:

capítulo 143 / 1 de julho
CENA 19/ BARÃO DA GAMBOA/ ENTRADA/ INTERIOR/ NOITE.
(Merchandising Cielo) Hugo e Eduardo diante do caixa.
Eduardo — Hoje é por minha conta, Hugo. Você pagou aquele jantar, se lembra?
Hugo — Eu juro pra você que a próxima é sua, mas hoje eu tenho um motivo
pra pagar.
A moça do caixa passa o cartão de Hugo na máquina; ele tecla a senha; ela
vai entregar o boleto a Hugo.
Hugo — Você é meu convidado, Edu, hoje é meu aniversário.
Eduardo — Nem pra me dizer, poxa!…
Hugo — (brinca, charmoso) Eu sou tímido. (vê o boleto e reage) Eu ganhei
um brinde!
Moça — É uma entrada grátis, uma premiação pelo seu aniversário.
Parabéns!…
Hugo — Beleza, obrigado!…
Os dois se afastam. Ficam à parte do movimento.
Eduardo — Legal querer passar o seu aniversário comigo, a gente se conhece
há tão pouco tempo. (leve) Se você tivesse falado, eu tinha comprado um
presente.
Hugo — Presente você já tá me dando, a noite tá ótima. Agora, se quiser
estender, aí, sim, eu vou ficar muito feliz.
Eduardo sorri. Eles saem. Corta para:

capítulo 150 / 4 de julho
CENA 20/ RIO DE JANEIRO/ PLANOS GERAIS/ EXTERIOR/ DIA.
Planos gerais da manhã do dia seguinte. Corta para:

CENA 21/ MOTEL/ QUARTO/ INTERIOR/ DIA.
Eduardo acorda, na cama. Hugo, já se vestindo.
Hugo — Bom dia… Fiquei com pena de te acordar. Tava dormindo tão
bonitinho.
Eduardo — (se assusta) Que horas são?
Eduardo procura o relógio, olha a hora.
Eduardo — (se assusta) Já é de manhã!
Hugo — Cê tem compromisso cedo no trabalho?
Eduardo sai da cama e começa a se vestir.
Eduardo — Não, mas eu passei a noite fora, sem avisar em casa, a minha mãe
vai ficar uma fera e vai me encher de pergunta!
Hugo — (impaciente) Você não tá meio grandinho pra isso, não?
Edu se veste apressado. Hugo, chateado. Corta para:

CENA 11/ MOTEL/ QUARTO/ INTERIOR/ NOITE.
Sonoplastia: som de chuveiro. Eduardo vem do banheiro, de toalha enrolada na
cintura. Está encantado, feliz, aéreo. Começa a se vestir. CAM não mostra
nudez. Ele veste a calça e põe a camisa do avesso. Sonoplastia: fim do som
do chuveiro. Hugo vem do chuveiro, toalha enrolada na cintura, vê Eduardo se
vestindo.
Hugo — Mas já?
Eduardo — (leve) Cara, a gente tá aqui há mais de três horas!…
Hugo — (brinca) Deixa eu descansar dez minutinhos e a gente fica mais
três.
Eduardo — (ri) Não posso, vou dizer o quê pra minha mãe? Ela fica me
enchendo de perguntas se eu chego tarde em casa.
Hugo murcha com o que Eduardo diz, mas disfarça.
Hugo — (começa a se vestir) Eu te levo.
Eduardo — Deixa, eu pego um táxi.
Hugo — (saca que Eduardo não quer ser visto com ele) Você que sabe. (t) A
sua camisa tá do avesso.
Eduardo — (se toca, brinca) Eu tô do avesso.
Carinho entre eles.

*Com informações do blog ¨Pronto, Falei¨, de Léo Dias.

Produtora de vídeo anti-homofobia diz que MEC cortou beijo Resposta

A socióloga Sylvia Cavasin, fundadora da Ecos (Comunicação em Sexualidade), responsável por desenvolver os vídeos do kit anti-homofobia do MEC (Ministério da Educação), afirmou que o ministério solicitou a retirada de uma cena de um beijo entre duas jovens no vídeo “Torpedo”.

O vídeo, um dos três que estava em análise para inserção no programa Escola sem homofobia, vazou na internet já sem a cena. Além de “Torpedo”–sobre duas estudantes que se apaixonam e são discriminadas na escola–, a Ecos produziu “Probabilidade” –que trata sobre bissexualidade– e “Encontrando Bianca” — sobre um aluno transexual.

“O Secad [Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, órgão do MEC] analisou o vídeo e sugeriu a retirada da cena do beijo. Todo o material [do kit] foi feito com base em pesquisas e amplamente discutido”, afirmou.

Procurada pela reportagem, o MEC não confirmou se houve ou não o pedido do corte da cena.

De acordo com a socióloga, o material é voltado para o professor. “É uma orientação para o professor sobre como trabalhar com o tema dentro da sala de aula. Lamentamos muito toda essa polêmica. Nossa organização é série e trabalha há 21 anos com educação sexual”, disse Cavasin.

A socióloga afirmou que ainda não recebeu uma resposta oficial do MEC sobre o que será feito com os vídeos. “Custa-me crer que quem vê o nosso material original tenha uma reação como essa que está havendo. Não tem como, é um material respeitoso. É preocupante.”

Na quarta-feira (25), Dilma determinou a suspensão da produção e distribuição do kit e definiu que todo material do governo que se refira a “costumes” passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino, disse que o partido vai propor ações judiciais com o objetivo de devolver à União os gastos correspondentes à elaboração e distribuição do kit

O ministro Fernando Haddad (Educação) afirmou na quinta-feira (25) que o kit anti-homofobia do Ministério da Educação será refeito.

*Reportagem: Folha de São Paulo

Gisele Tigre fala sobre beijo gay em ¨Amor e Revolução¨ Resposta

Gisele Tigre e Luciana Vendramini (Foto: Reprodução)
A atriz Gisele Tigre que recentemente protagonizou o primeiro beijo gay em um novela brasileira com a atriz Luciana Vendramini, falou em uma entrevista sobre a repercussão da cena da novela ¨Amor e Revolução¨, do SBT. Segundo ela, a cena foi repetida apenas duas vezes, e foi algo natural, por ter uma certa intimidade com Luciana:

– Eu e a Luciana temos muita química. A gente sai pra jantar, fazer compras, a gente se diverte. E ter prazer no trabalho é essencial.
Gisele também comentou sobre a repercussão do beijo. Ela tinha noção que estava fazendo parte de uma cena polêmica, mas se surpreendeu com as mensagens de apoio e positivas que ela recebeu pela primeira cena de beijo gay de sua carreira. 
A atriz disse que o sucesso foi tão grande, que as coisas não devem ficar só no beijo:
– O diretor já nos disse que era para a gente se preparar para as cenas mais ousadas, inclusive cenas de cama.

¨Amor e Revelação trará beijo gay masculino Resposta

O ator Lui Mendes
O autor Thiago Santiago e o SBT parecem que não pararam por aí. Depois de o primeiro beijo gay na televisão aberta acontecer na novela ¨Amor e Revelação¨, protagonizada por Gisele Tigre e Luciana Vendramini, chegou a vez dos homens.

Thiago foi buscar o ator Lui Mendes, que fez um par homossexual com André Gonçalves na novela global ¨A Próxima Vítima¨ (na época os atores foram rejeitados pelos telespectadores), e agora o ator vai ser o responsável por mais um beijo gay na novela do SBT.
Eu já quero parabenizar Silvio Santos por ter a coragem de colocar no ar uma cena que foi esperada por todos há muito tempo. De qualquer forma, o autor já disse que a nova cena já foi escrita, mas que o telespectador vai ficar sabendo do dia em que vai ao ar. Segundo ele, o anúncio é para fazer com que aqueles que não queiram assistir, mudem de canal. E vice-versa:
– Respeitamos a opinião do público. Mas levar ao ar o primeiro beijo gay de novela é motivo de orgulho. Foi um passo adiante para a aceitação e reconhecimento dos direitos dos homossexuais, além de um avanço na luta contra a homofobia. 
A cena está prevista para ir ao ar até o início de Julho, tempo do romance de Jeová (Lui Mendes) e Duarte (Carlos Thiré) engatar de vez.
O autor disse que recebeu carta branca de Silvio Santos, e que recebeu mais elogios por conta da cena do que críticas. Agora é esperar para ver.

Se os gays querem se ver, precisam ir ao cinema Resposta

Domingo passado (20/03), li, estarrecido, uma crítica a respeito da novela “Ti-ti-ti”, que terminou em 19/03. O texto, escrito por uma famosa colunista de um dos maiores jornais do país, dizia que a discussão a respeito do beijo entre dois gays ou duas lésbicas, “além de surrada, parece uma guerra perdida”. Depois, a colunista ainda dizia que esse debate “surpreendentemente, também perdeu um pouco sua importância”, a partir do momento em que um casal de homossexuais foi tratado “como nunca antes um folhetim tinha feito”, segundo palavras da jornalsita. A julgar pelos comentários dos leitores dela e, também, pelo comunicado recente enviado pela Rede Globo à imprensa a respeito do tema, não é verdade. Isso, sem contar as palavras do autor Gilberto Braga que, antes de estrear a sua, “Insensato Coraçã” (Globo), prometia um núcleo gay, mas após o início da novela, foi taxativo: “Não vai ter beijo gay”, disse Gilberto, um gay assumido. Até um jornalista do “Guardian”, da Inglaterra, entrou na discussão a respeito do “beijo proibido, que o Brasil espera ver”.
Só sei que depois de ler a tal crítica, me deu vontade de deixar de lado as novelas, até que elas passem a retratar o mundo em que eu vivo de forma real. “Insensato Coração” é um exemplo negativo de como a homossexualidade vem sendo tratada: sob o viés, única e exclusivamente, da violência. No caso, a homofobia. É um ponto positivo? Claro! Mas gay também ama, sofre, sente e, claro, beija na boca! Até transa!
Parece, enfim, que estamos todos os LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgêneros) fadados a sermos retratados de maneira caricata ou pouco natural na teledramaturgia da TV brasileira. Por que insisto no assunto? Porque a novela é um poderoso veículo de comunicação, talvez o único capaz de, realmente, atingir todas as classes sociais e gerar uma discussão nacional sobre algum tema. Exemplos não faltam. Acontece que a teledramaturgia brasileira, de pelo menos uns dez anos pra cá, tem se mostrado conservadora. Na caretice atual, não há espaço para discussões mais ousadas a respeito de nada.
O cinema ainda me parece o lugar ideal para os LGBT se verem. Seja em filmes mais sérios ou em comédias leves, estamos lá. E somos retratados como seres humanos, com toda a complexidade de um heterossexual. Afinal, o que muda é a orientação sexual. No mais, somos todos iguais.
Correspondi ao meu desejo de apagar todos os capítulos que havia gravado – até para comentar aqui no blog – de “Insensato Coração”. Não vou mais assistir Isso aconteceu depois de eu ter ido ao cinema, no fim de semana passada.
O meu reencontro com o cinema – fiquei afastado das salas de cinema por um bom tempo, por questões pessoais – foi para assistir ao filme “O primeiro que disse”, com um amigo. O filme italiano conta a história de Tommaso que, após voltar de viagem, decide contar à família que é homossexual. Só que, para espanto de todos os familiares, em uma cena típica de família italiana (e, por que não dizer, de famílias brasileiras também), com todos os parentes à mesa, quem conta que é homossexual é Antonio, irmão de Tommaso.

Um escândalo acontece, com muito dramalhão e algumas risada em meio a um fato triste e, infelizmente, muito comum ainda: Vincenzo, o pai de Tommaso e Antonio, resolve expulsar o segundo de casa. Tommaso se acovarda e não sai do armário.
O filme trata – em meio a muitos clichês, é verdade – de questões profundas que envolvem o relacionamento entre um homossexual e a sua família. O diretor Ferzan Ozpetek, aliás, dedica o filme ao pai.
Em determinado momento do filme, os amigos de Tommaso – todos gays e bem pintosos – chegam da capital. A família parece não querer enxergar que são gays e nem que, com tantos amigos gays e outros indícios mostrados no filme, o Tommaso também é gay. Só quem parece compreender tudo – inclusive o Antonio – são a avó, que tem todo um passado que fez com que ela fosse mais tolerante e uma tia louca da família. A avó acaba se matando no final do filme. Ali, podemos ver a dor de alguns gays que, sem saber como lidar com a família, se perdem e, em muitos casos, se matam.
Já em espírito, a avó visita Tommaso, e em um diálogo comovente, diz nas entrelinhas que, é possível ser feliz, se assumir e ser bem resolvido de forma menos dramática do que foi com o seu irmão Antonio.
Aliás, vem do diálogo entre os irmãos, quando Antonio já havia se assumido, uma frase impactante que, talvez justifique todo o filme. Antonio, gay assumido, diz ao irmão Tommaso, gay enrustido: “Em nossa família começaram a roubar nossa dignidade”. E é justamente isso o que acontece em muitas famílias. O amor que sufoca e quer impor, moldar, reprimir, faz com que muitos percam as suas “dignidades”, os LGBT então…
Outro tema relevante é a respeito da dificuldade de se publicar um livro com conteúdo homoerótico na Itália (só lá?). Tommaso tem o seu livro recusado pela editora. Mas ele, sem desanimar, diz que continuará escrevendo.
O filme também aborda, superficialmente, o amor de uma heterosexual, Alba (Nicole Grimaudo), por um gay: Tommaso.
Apesar de eu ter escrito algumas vezes a palavra “dramático”, todos os temas são tratados de maneira leve, com muita comédia. Os clichês são justificáveis, para que o filme abranja vários tipos de público. Não tem nenhuma cena forte, que possa causar espanto. Aliás, se não me engano, o filme tem apenas uma cena de beijo gay. Vi casais de heterossexuais assistindo.
Saí da sessão feliz, com a certeza de que vi uma história sobre gays completa e não uma história conservadora, e moralista. Pude refletir sobre a minha vida, sobre o universo LGBT e conversar sobre isso com o meu amigo. Por enquanto, isso só é possível mesmo no cinema, em alguns casos em teatro e também na literatura. Na TV fechada é possível, com menos intensidade, alvo algumas exceções. Por isso, o melhor saída, por enquanto, é vermos menos TV aberta.

Glee: Assista a cena do beijo gay entre Kurt e Blaine Resposta

Blaine e Kurt se beijam em Glee
Muitos fãs da série americana Glee esperavam ansiosamente pelo episódio de ontem (15/02), onde os atores cantariam músicas inéditas do próprio seriado. Seria uma apresentação para o mundo sobre as músicas feitas especialmente para a série. O que ninguém esperava é que, finalmente, os personagens Kurt e Blaine, interpretados pelos atores Chris Colfer e Darren Criss, respectivamente, dariam o primeiro beijo.

E a cena não foi sexual ou de uma forma engraçada. Foi uma cena romântica, bonita, como qualquer momento de amor entre qualquer casal.

A série Glee vem mostrando uma nova forma de como a sociedade vê os homossexuais. Não é totalmente gay, mas aborda o tema de uma forma única e importante, dizendo que os gays existem e são iguais a qualquer outra pessoa. Em meio a várias mortes e suicídios de adolescentes, vítimas do bullying nas escolas e na sociedade de uma forma geral, a série americana, que tem como cenário uma escola, vem para ajudar os jovens a aprender como conviver com as diferença, sendo ela qual for.

Uma iniciativa que merece nosso aplauso. E não vemos manifestos de nenhuma parte da sociedade querendo tirar a série do ar. Um dia, quem sabe, possamos ver cenas como essa na tv brasileira. Mas, como alguns autores da nossa teledramaturgia costumam dizer, nós ainda não estamos preparados.

Confira a cena do beijo: