Educadores de Belém (PA): Falta avançar na luta contra homofobia Resposta



Segundo o Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais da Amazônia (Gretta), em 2010, foram registrados 10 assassinatos cuja motivação teria sido homofobia. Já em 2011, foram registrados 22 assassinatos. Até agosto deste ano, chegam a 10 os casos de homicídios em razão da orientação sexual das vítimas, segundo o Gretta.



Os dados são um retrato claro de que ainda é preciso avançar em relação à garantia de direitos básicos de forma igualitária. Pensando nisso, a Universidade Federal do Pará (UFPA) promoveu na semana passada uma conferênciasobre direitos sexuais e homofobia. Aberta ao público, a palestra do Juiz Federal, professor e pesquisador Roger Raupp Rios esclareceu anseios do público presente.



Para o professor da pós-graduação em Direito da UFPA, Antônio Maués, o evento foi importante na medida em que serviu para promover direitos fundamentais garantidos constitucionalmente a todos. “Os Direitos Humanos, além de serem protegidos, precisam ser divulgados. Então, é importante que dentro da universidade nós tenhamos essa cultura, além de conhecidos, estes direitos merecem ser respeitados”, afirma. Durante a conferência, foram discutidos temas como políticas públicas voltadas para o público LGBT, casamento homoafetivo e nome social.



Para Roger Rios, a homofobia pode ser explicada através da construção social do país e da afirmação recente de homossexuais perante a sociedade. “Historicamente, o Brasil é marcado pelo machismo e pelo patriarcalismo. Além disso, principalmente a partir da década de 80, surgem movimentos sociais que possibilitam a essas pessoas se imporem e exigirem seus direitos. Quando isso vem à tona, acaba gerando uma forte reação contrária”, explica.



Na opinião do palestrante, os avanços do país em relação à superação da homofobia, tanto na área social quanto jurídica, devem ser vistos como um “otimismo preocupante”. A criação da delegacia para crimes homofóbicos, que deverá entrar em funcionamento até o final do mês, segundo o Governo do Estado, mostra que estamos caminhando.

EXCLUSÃO



Para Simmy Larrat, representante da Gretta, o Pará e o Brasil ainda precisam avançar bastante para serem territórios verdadeiramente democráticos. “A situação atual dos homossexuais no Estado é a mesma de séculos. São pessoas excluídas e oprimidas. A imensa maioria está fora da escola e vive um processo de exclusão iniciado dentro de suas próprias casas, ou seja, uma realidade que não difere do restante do país”, diz.



Para Roger Rios, uma realidade que só poderá ser alterada com a criminalização da homofobia. “A homofobia, assim como outras formas de discriminação, devem ser combatidas”, afirma o juiz federal. 

Fonte: Diário do Parácom informações Ascom/UFPA.

Concurso Miss Mix do Arraial de Todos os Santos acontece hoje em Belém, PA Resposta


A partir da meia-noite deste sábado (23), acontece o já tradicional Concurso da Miss Mix do Arraial de Todos os Santos, em Belém (PA). O evento promovido pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves elege a melhor miss caipira gay. As apresentações das 25 candidatas deste ano, que representam quadrilhas de várias cidades do estado, se estendem até o amanhecer do domingo (24). 

Além do Concurso de Miss Mix, a programação do final de semana do Arraial de Todos os Santos terá apresentações de boi-bumbás, cordões de pássaros, cordões de bichos, grupos musicais, além do tradicional concurso de Quadrilhas. De sexta (22) até domingo (24) são mais de 12 apresentações de grupos folclóricos e pelo menos quatro shows com música regional e tradicional de são joão. As apresentações seguem até o dia 1º de julho.

No espaço também é possível visitar a exposição em homenagem aos 35 anos da Galeria Theodoro Braga, que mostra um pouco do acervo  da Fundação Tancredo Neves e do Museu da Imagem e do Som (MIS). O horário de visitação é das 9h30 às 19h30 (de segunda a sexta-feira) e das 17h às 21h (sábados e domingos).

Serviço

O Concurso de Miss Mix inicia a partir de meia-noite, de sábado para domingo, na Arena do Povo (andar térreo do Centur). Mais informações: 3202 – 4371 




Corpo de travesti morta a tiros em Belém é velado em Barcarena, PA Resposta

Polícia chega ao local do crime e encontra corpo de travesti no chão
O corpo da travesti morta a tiros na madrugada no último domingo (17) em Belém, foi reconhecido na noite de segunda-feira pelos familiares e está sendo velado na cidade onde a vítima residia, em Vila do Conde, Barcarena (PA). O enterro também acontece em Barcarena.


O tio da vítima, que reconheceu o corpo, informou a reportagem do G1 que pretende retornar a Belém nesta quarta-feira (20) para acompanhar de perto as investigações sobre a morte da sobrinha e também para prestar depoimento à polícia.
O caso

Três travestis foram baleadas por volta das 2h da manhã do último domingo (17) na esquina da avenida Almirante Barroso com a travessa Barão do Triunfo, na bairro do Marco, em Belém. A travesti conhecida como “Bianca” morreu na hora, e as outras duas encaminhadas ao hospital.
A polícia investiga motivação do crime e a organização de defesa dos direitos de homossexuais, em Belém, pede providências. De acordo com o delegado que investiga o caso, duas hipóteses tem sido consideradas para o crime: vingança e homofobia.

Grupo de travestis é atacado a tiros em Belém; uma morre Resposta


Um grupo de travestis foi atacado a tiros por dois homens na madrugada deste domingo em Belém (PA), em um ponto de prostituição em uma das principais avenidas da cidade.
Uma travesti morreu na hora, com um tiro no tórax, e duas outras foram atingidas nos braços e nas pernas e estão hospitalizadas.
Segundo a Polícia Militar (PM), havia outras travestis no local, mas só essas três foram atingidas.
De acordo com a PM, a travesti que morreu era conhecida como Bianca e tinha entre 23 e 27 anos, mas ainda não foi identificada por familiares. As outras duas não correm risco de morte.
Os dois homens chegaram ao local em uma moto e o que estava na garupa realizou os disparos com uma pistola, diz a PM. A polícia ainda não identificou os autores nem sabe o que motivou o crime.

*Reportagem “Folha de São Paulo”

Ato reuni 20 mil pedindo ensino contra a homofobia no Pará Resposta

Travesti participa da parada gay na praça Waldermar Henrique, no centro de Belém
Foto: Igor Mota/Futura Press


Aproximadamente 20 mil pessoas da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) de Belém participaram ontem da 10ª edição da Parada Gay, que este ano teve como tema “Educação e cidadania: por uma escola sem homofobia”.


O ato iniciou com caminhada, que partiu por volta das 12h, no centro da capital paraense, puxada pelo trio elétrico da organização (Grupo Homossexual do Pará), vestido com a bandeira multicolorida do movimento, a partir das 17h30 aconteceu a festa, com performances de drag queens e shows musicais.


O governo do Estado emitiu nota garantindo apoio ao movimento “por meio da integração de diversos órgãos institucionais. Além da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Instituto de Artes do Pará (IAP) e a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (Centur) integram as articulações para a execução do evento”.
O evento contou com cinco trios elétricos, levando os organizadores e autoridades locais, a caminhada se estende até a Praça da República. DJs animaram os participantes e divulgaram informes gerais sobre o tema deste ano. Informações sobre prevenção de doenças e outros cuidados com a saúde também foram abordados durante o percurso.
Frequentadores do evento, disseram que este ano a parada esteve mais pacífica e organizada.
A Guarda Municipal afirmou que o número de ocorrências foi considerado baixo. Foram oito furtos registrados, O que mais teve foram brigas.
Organizado pelo Grupo Homossexual do Pará (GHP) e pela organização não-governamental Cidadania, Orgulho e Respeito (COR), a Parada Gay teve o apoio do governo do Estado e do Ministério da Saúde, além de entidades como o Sindicato dos Psicólogos do Pará (Sindpsi), representado por Lúcia Lima:
“Apoiamos a luta contra a homofobia e eu, como profissional, defendo a educação como forma de informar e orientar desde a infância para aceitação das diferenças e da diversidade”.


“Os políticos foram intolerantes ao vetar o kit anti-homofobia criado pelo MEC. Nós somos uma minoria e precisamos ter direitos iguais aos de todos”, ressaltou Rui Guilherme, do movimento LGBT estadual.
*Com informações do “Diário do Pará”, do “Terra” e da “Agência Pará de Notícias”