Bielorrússia: Grupo LGBT não consegue legalizar-se 1

Embora um país recente e independente da Rússia, na Bielorrússia vive-se um clima de homofobia social e institucional similar.

Um grupo de defesa dos direitos das pessoas LGBT viu o seu pedido de legalização recusado pelo Ministério da Justiça. Os grupos de defesa dos direitos humanos e outros não podem operar no país sem estarem legalizados.

+ É melhor ser ditador do que ser gay¨, diz presidente da Bielorrússia

Enquanto que em Portugal qualquer grupo de amigos é livre de se reunir em acções de apoio social sem problemas de maior, na Bielorrússia tal não é permitido e por isso este novo grupo apresentou o seu pedido de legalização junto dos serviços, um pedido que viram recusado alegando que “a organização não tem em consideração o desenvolvimento dos jovens Bielorrussos, em nenhuma alínea dos seus estatutos”.

Os referidos estatutos indicam que as atividades principais do grupo serão dedicadas a defender os direitos de homossexuais, bissexuais e transexuais.

A Bielorrússia descriminalizou a homossexualidade em 1991 a quando da queda da União Soviética, mas isso por si só não serve para evitar que jovens LGBT recebam ameaças e ataques homofóbicos, ou permite que instituições interpretem os propósitos de cada associação.

Perante a resposta do Ministério da Justiça, o grupo decidiu recorrer da decisão para o Supremo.

“É melhor ser ditador do que ser gay”, diz presidente da Bielorrússia Resposta

Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia
Alexander Lukashenko, o presidente autoritário da Bielorrússia, criticou ontem os políticos da União Européia que o ameaçaram com sanções e, em uma aparente réplica ao ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, que o chamou de ¨o último ditador da Europa¨, Alexander disse que ¨é melhor ser um ditador do que ser gay¨. 
Guido é o primeiro ministro da Alemanha assumidamente gay. Líderes da União Européia se reuniram em Bruxelas na sexta-feira para decidirem novas formas de pressionar o presidente da Bielorrússia contra as violações dos direitos humanos.
Lukashenko lidera Bielorrússia desde 1994, mantendo o estilo soviético de controles sobre a economia e repressão da oposição e da mídia independente. Ele disse que iria reagir fortemente a eventuais sanções:
– Isto é uma absoluta histeria. E como você pode ver, em primeiro plano, existem dois tipos de políticos , um mora em Varsóvia, outro em Berlim. Quem quer que esteja gritando sobre ditadura lá, quando eu ouvi isso, pensei: é melhor ser um ditador do que gay.
No ano passado, Lukashenko também criticou os homossexuais. Ele disse claramente que não gostava de gays.