Daniela Mercury: “O Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina” Resposta

DanielaMercury

Em entrevista à jornalista dada ao programa Gabi Quase Proibida (SBT), comandado pela jornalista Marília Gabriela, a cantora Daniela Mercury deu declarações polêmicas. A baiana disse que não assumiu sua bissexualidade, pois isso nunca foi segredo para ninguém, apenas comunicou algo que ela sentiu que sairia em veículos de “quinta categoria” e que ela não gostaria de ver o seu nome associado a eles.

Daniela também disse que “o Brasil não é tão conservador quanto a gente imagina”. Que em seus shows, metade da plateia é de gente de “50, 80 anos” e que sempre que ela aborda o tema da bissexualidade é aplaudida. A cantora disse que recebe calorosos cumprimentos também nos aeroportos. Marília Gabriela questionou se isto não se deve ao fato de ela ser famosa.

Daniela Mercury disse na entrevista, também, que “pior do que o preconceito contra bissexualidade, homossexualidade, seja lá o que for, o machismo é atroz, é cruel, é inaceitável, é uma doença social.” E a homofobia não é?

Ao ser questionada se não estaria usando a superexposição da mulher, Malu Verçosa, para se promover, Daniela disse que tem uma carreira sólida e considera esta pergunta ofensiva, pois não precisa disso.

‘Nós só queremos formar nossas famílias’, diz Daniela Mercury ao ‘Fantástico’ 2

Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

Daniela Mercury e sua mulher, Malu Verçosa

A cantora Daniela Mercury acessou a internet, virou-se pro mundo e declarou o amor por uma mulher. Fez o barulho que queria fazer. Apaixonada, ela contou ao Fantástico por que decidiu que era hora de entrar num dos grandes debates que movimentam o Brasil.

“Eu sempre fui diferente, sempre fui artista, desde menina. Sempre fui muito independente no meu pensamento”, disse a cantora.

Quatro fotos do casamento e onze palavras: “Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar.”

“Fiz a minha vida a partir dos meus desejos, da construção através do meu trabalho, do meu esforço pessoal, minha autonomia sempre foi muito preservada”, disse.

Ao lado da jornalista Malu Verçosa, da TV Bahia, afiliada da Rede Globo, Daniela Mercury entrou de vez na discussão sobre os direitos dos homossexuais no brasil.

“Estou comunicando uma relação com uma mulher porque acho natural. E isso vem a reforçar essa liberdade de se ser como se quer e é a luta fundamental da comunidade de gays, lésbicas… eu não gosto dos rótulos, mas estou nessa luta política, sem dúvida: sempre estive”, disse Daniela.

A Daniela vai falar mais desse amor e da sua luta, que é também de outras mulheres.

A Eliana e a Cila estão vivendo juntas há 17 anos, mas antes disso a Eliana foi casada duas vezes com homem.

Fantástico:Teve filhos nessas relações?

Eliana: sim, eu tenho um menino do meu primeiro casamento e tenho dois meninos do segundo casamento.

“Meninos” é o modo de toda mãe dizer. Ricardo, o filho mais novo, já tem 19 anos. Tinha dois, quando a Eliana se apaixonou pela Cila.

“Desde o primeiro momento foi tratado como uma coisa que era normal. Nunca foi falado ‘eu estou com ela, não é uma coisa que é comum e estou te avisando antes.’ foi ‘ah, estou com ela porque eu gosto dela, então é por isso que eu estou com ela.’, disse o filho Ricardo.

Ceribelli: E como era explicar para os outros isso?
Ricardo: Aí é que foi difícil pra caramba!
Ceribelli: O problema não era dentro de casa?
Ricardo: Não.
Ceribelli: O problema era fora?
Ricardo: É.
Ceribelli: Para você também, o mais difícil era pensar como ele estava sendo recebido na escola, na turma dos amigos…
Eliana: Nós estávamos muito felizes uma com a outra. e será que não estava afetando alguma coisa aos meninos e tal?

A psicanalista Belinda Mandelbaum é especializada nas relações de gênero e sexualidade das novas famílias.

“Essa relação dos pais, seja do mesmo sexo ou de sexos diferentes, é uma relação em que o amor se sobrepõe ao ódio? É uma relação criativa? Qual é a qualidade dessa relação? E qual a qualidade da relação dos pais com os filhos? Isso é muito mais importante que a questão do sexo biológico”, disse Belinda.

“E outra questão fundamental é como é que a sociedade mais ampla reconhece, legitima e acolhe essas crianças. Eu estou dizendo isso porque o preconceito, esse sim é muito danoso para a criança”, disse a psicanalista.

Diversos países desenvolvem estudos sobre a formação das famílias homoafetivas.

“Há um consenso em relação a essas pesquisas que não há nenhuma evidência de que crianças criadas por casais homoafeitvos tenham alguma diferença significativa em relação a crianças criadas por casais heterossexuais. não é isso que faz a diferença no desenvolvimento físico ou psicológico dessas crianças”.

No alto do bolo de casamento… duas noivas! Acompanhadas de seus três filhos. A cerimônia foi há duas semanas, mas a Fabiana e a Tula estão juntas há 15 anos. Foi a primeira relação homossexual delas, que antes namoravam homens.

Renata: Quando vocês decidiram ter filhos, vocês pensaram, se preocuparam com a felicidade dessas crianças numa família diferente?
fabiana: Quando aconteceu o nosso amor e tudo mais, eu falei ‘tula, eu caso contigo, mas eu quero ter filhos’. e ela falou ‘tá bom, vamos ter filhos, vários, quantos você quiser’.

Por inseminação artificial, a Fabiana gerou dois filhos, hoje com 11 e cinco anos, e registrados também em nome da Tula. Depois o casal adotou uma menina. Durante a entrevista, os três estavam por perto.

Com os ânimos mais calmos, Fabiana contou como ficou segura de vez com a opção de formar uma família com uma mulher. Foi quando o filho mais velho delas tinha quatro anos.

“Ele saiu com a minha sogra, foi no jornaleiro, tava com a camisa do flamengo, e o jornaleiro perguntou: ‘seu pai e flamengo?’ E ele falou: ‘não, a minha família é um pouco diferente, eu tenho duas mães, uma é vascaína, a outra é tricolor, a minha vó na verdade é que é flamenguista’. E o jornaleiro olhou pra minha sogra e a minha sogra fez assim como quem diz ‘é verdade’”, conta Fabiana.

Essa naturalidade é exercitada no convívio com crianças de famílias parecidas.

“Eu acho que essa convivência que a gente tem com alguns casais homoafetivos que tem filhos também, pra eles é importante, é muito importante nesse sentido. Para eles poderem perceber que é uma situação estatisticamente inferior, mas não anormal”, disse Tula.

Ontem foi dia de visita na casa de Fabiana e Tula. A Laura e a Marta têm uma história quase igual: dois filhos por inseminação artificial e uma menina adotada. A diferença é que Marta teve uma gravidez e Laura teve outra. Há cinco anos, elas convivem com famílias homoafetivas.

Marta: Foi bom porque a gente tinha milhares de amigas casadas com filhos, amigos casados com filhos e a gente pode mostrar: esse aqui, papai e mamãe da Nara, papai e papai do Tales, mamãe e mamãe do Leo, do Pedro, da Carol.
Ceribelli: A nossa família não tem papai, tem duas mamães.
Laura: e tem família que tem dois papais e tem família que tem papai e mamãe.

O que essas mulheres já conhecem, Daniela e Malu vão começar a viver agora.

Daniela Mercury está em Portugal participando de uma turnê internacional de alguns shows depois de uma pequena temporada de férias na Europa.
Fantástico: Você me pareceu muito feliz no seu show, no seu ensaio, exuberante, feliz. É um momento muito feliz da sua vida?
Daniela: Estou muito feliz. Eu sou uma mulher muito realizada, muito feliz. Eu sempre fiz o que quis.

A entrevista mal tinha começado e uma das filhas de Daniela de repente dá uma beijo na mãe.

Daniela: Te amo.

São cinco filhos:dois já adultos, do primeiro casamento e três ainda crianças, adotadas no segundo casamento, que terminou no início do ano.

Fantástico: Como é que foi a reação da sua família, dos seus filhos? Você sempre deu muita importância à família, filhos trabalham com você, te acompanham…
Daniela: Eles estão comigo sempre. Eles são acostumados à mãe que têm, foram educados pra liberdade. educados… não é pro respeito, é simplesmente ser natural na vida, entender as diferenças.

Daniela e Malu moram juntas há quatro meses.

Daniela: Nós só queremos formar nossas famílias. As pessoas só querem ter suas famílias, serem felizes. Isso, em vários países, é a coisa mais tranquila do mundo. Eu sou uma mulher que me dou o direito de ser como eu tenho vontade de ser. E se isso é importante pra mim, se eu estou apaixonada por uma mulher, por que não viver isso? Por que não me dar o direito de viver isso? Qual é a questão?

Ela sabe o que significa ter revelado o novo casamento bem no momento em que o deputado Marco Feliciano, do PSC, está sendo pressionado para deixar a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

Daniela: Não foi por causa dele que eu fiz isso. Mas fiquei muito feliz de acontecer essa minha necessidade pessoal num momento que era necessário para o Brasil também que as pessoas tenham coragem de dizer quem elas são.

E divide com a mulher que ela chama de esposa a sensação de missão cumprida.

Daniela: Se não fosse a coragem dela também, e a compreensão de que isso era importante pra ela, eu não poderia fazer isso sozinha. É preciso que o casal tenha essa disposição. E olha que ela não suporta aparecer

No fim, Daniela pediu pra cantar uma música chamada ‘Sonho Impossível’.

“é minha lei, é minha questão
virar esse mundo
cravar esse chão
não me importa saber
se é terrível demais
quantas guerras terei que vencer
por um pouco de paz”

Paz e amor.

Daniela: somos diferentes. Lindamente, maravilhosamente diferentes. Viva o amor.

Fonte: Fantástico

Marcello Novaes brinca: Se eu fosse bissexual as coisas estivessem mais fáceis Resposta

Em entrevista ao jornal O Globo, o ator Marcello Novaes falou sobre o seu trabalho na novela Avenida Brasil (Rede Globo) e também sobre a sua vida pessoal que, segundo ele, seria melhor se ele fosse bissexual.
  
Aos quase 50 anos, depois de dois casamentos com a empresária Sheyla Beta e a atriz Letícia Spiller, ele está solteiro: “Meus pais são casados há mais de 50 anos, e eu pensava que, para ser feliz, a gente precisava ter uma carreira, uma casa, uma mulher e filhos. Sempre fui casado e namorei, era uma atrás da outra. Mas não é assim e meu sofrimento agora é zero. Eu sou hetero, quero sim uma mulher, entendeu? Se eu fosse bissexual talvez as coisas estivessem mais fáceis… Infelizmente, gosto de mulher, vou fazer o quê?”.

E você o que achou da ideia de o moço virar bi?

Após divórcio, Johnny Depp está saindo com atriz bissexual Resposta

Johnny Depp e Amber Heard em cena de “Diário de um Jornalista Bêbado”

Menos de uma semana após anunciar publicamente o divórcio, Johnny Depp, 49, parece já ter arrumado outra companhia.
  
Segundo o jornal “Daily Mail”, o ator estaria se encontrando com Amber Heard, 26, atriz assumidamente, bissexual que contracenou com Depp em “Diário de um Jornalista Bêbado”.
Amber estaria visitando com frequência o set de filmagem do atual filme de Depp, no Novo México.
O ator já teria até dado um cavalo de presente para ela, para que os dois saíssem juntos para cavalgar.

Muita gente ainda questiona se a bissexualidade existe. Existe e é possível conviver bem com ela!

Mateus Solano protagonizará cenas gays quentes em “Novela das Oito” 1

Mateus e Odilon Rocha Foto: divulgação

Mateus Solano irá protagonizar cenas quentes com o ator Odilon Rocha no longa-metragem “Novela das Oito”, que  estreia no próximo dia 30 nos cinemas. Ele dará vida ao bissexual João Paulo. Sem medo, o galã faz elogios à cena em que protagoniza um beijo gay:
“Gostei muito do resultado. Vi no próprio dia da gravação, é uma cena importante, porque ainda é um tabu, e a gente estava preocupado como ficaria. É chiquérrima, mostra um tesão e um desejo que se vê em qualquer casal. Tem até uma masculinidade, uma pegada. São dois machos se pegando. Acho muito bonita”, disse Solano, em entrevista ao portal G1.

Mateus interpreta João Paulo, um diplomata que volta ao Brasil em 1978, época do enfraquecimento da ditadura, e, apesar de casado, se envolve com o jovem Caio (Lontra). O estudante, que tem sua primeira experiência gay com João, mora com os avôs porque os pais, Dora (Claudia Ohana) e Vicente (Otto Jr.) são perseguidos pela ditadura.

O filme
Exilada em São Paulo, a amargurada e misteriosa Dora trabalha como empregada para a prostituta Amanda (Vanessa Giácomo), até que as duas se vêem obrigadas a fugir da polícia, liderada pelo determinado e violento Brandão (Alexandre Nero). A primeira decide, então, ir para o Rio de Janeiro, tentar impedir que Otto e seus companheiros comunistas sejam capturados. Assustada de ficar sozinha, e deslumbrada com a possibilidade de dançar a disco music na famosa boate Dancin’ Days, no Morro da Urca, que inspirou a novela homônima de Gilberto Braga, a garota de programa segue a empregada até a Cidade Maravilhosa. 

O diretor
Formado em Londres, o brasileiro Odilon Rocha escreve e dirige um longa-metragem pela primeira vez. Sem conhecer os atores brasileiro, já que vive na Europa há anos, pesquisou e conversou com amigos até chegar na seleção de elenco. Sem muita bagagem, conquistou a equipe com o roteiro, premiado no Festival do Rio do ano passado, e com a humildade, segundo Mateus Solano.
“Odilon é um fofo, um querido. Deixou a gente sempre muito à vontade. Sabia onde que queria chegar, tem um futuro bem bacana pela frente. Ao mesmo tempo trabalhou com a humildade de alguém que estava pisando pela primeira vez naquele lugar”, avalia o ator.

Em São Petersburgo, lei pode banir propagandas gays e veicula homossexualidade à pedofilia 1


Com a alegação de proteger as crianças, a Assembleia Legislativa de São Petersburgo aprovou na semana passada uma lei absurda: foram proibidas propagandas de cunho homossexual que possam alcançar menores de idade. Os legisladores da segunda maior cidade da Rússia querem coibir a veiculação de informações e materiais que incluam lesbiandade, homossexualidade, bissexualidade, transsexualidade e pedofilia. Na Assembleia, 29 deputados foram a favor, 5 contra e houve uma abstenção. O governador, Georgy Poltavchenko, tem duas semanas para sancionar ou vetar a lei.

De acordo com o texto, ao apresentar a homossexualidade como algo normal, a saúde e o desenvolvimento moral dos menores podem ser prejudicados. Se a legislação for desrespeitada e houver condenação, a pessoa — física ou jurídica — será multada e deverá pagar um valor entre 50 mil ou 500 mil rublos (o equivalente a US$ 1.700 e US$ 17 mil).

Apesar de a medida assustar outros governos e ativistas a favor dos direitos dos LGBTs, não é algo surpreendente na Rússia. Só em 1993 que o país aboliu um artigo do Código Penal que previa a prisão a quem tivesse práticas homossexuais. Na capital, Moscou, organizações tentam realizar manifestações desde 2006, quando prefeito à época as qualificou de “atos satânicos”. Outro caso é o do deputado Vitaly Milonov, que chamou os gays de “pervertidos” e acusou ativistas pró-direitos homossexuais de realizar uma agressiva campanha, com o apoio de países ocidentais, para converter as crianças em liberais.

Reações negativas pelo mundo

A aprovação da lei já provocou a reação de grupos ativistas russos e estrangeiros, e outras instituições e governos. O Departamento de Estado americano, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, o governo da Austrália e o Parlamento Europeu demonstraram grande preocupação com a lei. A Corte Europeia lembrou que não deve existir ambiguidade sobre o “direito individual de se identificar como gay, lésbica ou qualquer outra minoria sexual, e de promover seus direitos e liberdades”.

Hugh Williamson, diretor do Human Rights Watch para Europa e Ásia Central, disse que “29 de fevereiro foi um dia obscuro para São Petersburgo e para a Rússia”, e completou:

— A lei abre um perigoso precedente ao ligar maldosamente homossexualidade com pedofilia, para a liberdade de expressão no geral, e apenas serve para aumentar o sentimento homofóbico da sociedade. Agora, o governador tem a oportunidade de vetá-la e parar com essa iniciativa discriminatória.

A Rússia — apesar dos constantes ataques aos direitos homossexuais — está vinculada a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e ao Pacto Internacional sobre Direitos Civis e políticos. O país também apoiou Comitê de Ministros do Conselho Europeu, que, em março de 2010, lançou um documento em prol do fim da discriminação da orientação sexual ou identidade de gênero.

Só nos resta boicotar São Petersburgo, caso a lei seja sancionada.

Reynaldo Gianecchini: “Eu não tenho aids” Resposta

Reynaldo Gianecchini abre o seu coração em entrevista (foto J.R. Duran)

Em entrevista à repórter Ruth de Aquino, da revista Época, o ex-modelo e ator Reynaldo Gianecchini falou abertamente sobre o seu tratamento contra um câncer, a sua vida, inclusive sobre a sua orientação sexual, sobre o ex-administrador, que disse ter recebido dele um apartamento e sobre os boatos de que ele seria soropositivo. 

De maneira franca e honesta, o ator disse que nunca transou com um homem, mas que sedução é outra coisa, deixando no ar uma dúvida: será ele um sedutor de homens? Gianecchini também respondeu sobre os boatos de que ele seria soropositivo, sem mostrar o exame, ele é taxativo: eu não tenho aids. Confira abaixo, trechos da entrevista:


ÉPOCA – Como surgiu a história de que você seria HIV positivo?


Gianecchini – Foi quando procurei o infectologista por causa da dor na garganta e dos gânglios. Logo se espalhou o boato: o cara tem HIV. Nunca desmenti nada. Porque eu ficaria eternamente nesse jogo. Mas agora acho melhor falar, até por respeito às pessoas que gostam de mim e nem comentam comigo. Eu não poderia jamais fazer o tratamento agressivo que fiz se tivesse aids. Primeiro chequei todos os vírus, todas as bactérias, para depois chegar ao câncer. Por isso posso dizer com toda a alegria do meu coração para quem se preocupa realmente comigo: “Eu não tenho aids”. Poderia mostrar um exame aqui, mas não é o caso. Já fui invadido com tantas mentiras absolutamente infundadas. Fui dado como morto. Alguém resolveu soltar essa notícia – e chegou às redações.

ÉPOCA – Foi o que aconteceu também com a história de seu ex-empresário, que disse ter recebido de presente um apartamento seu?

Gianecchini – Outro caso tratado de forma muito leviana. Essa é uma história que tem muitos desdobramentos, que envolve dinheiro, bens e contas. Ele não era meu empresário. Era uma espécie de administrador. Administrava toda a minha vida profissional e até minha casa. Como eu estava sempre viajando, precisava de alguém assim. É uma história que vai levar dez anos na Justiça. Eu o estou processando, porque tem muito dinheiro meu de que ele precisa prestar conta. Não é uma questão amorosa, definitivamente, que está em jogo. Não é uma questão homossexual. Fui ameaçado no meu patrimônio maior, a minha imagem. Mas é uma questão de trabalho, e precisa ser comprovado por A mais B onde foi parar meu dinheiro.

ÉPOCA – Você se considera hétero ou bissexual?


Gianecchini – Penso que essa questão da sexualidade é muito mais complexa do que as pessoas tendem a achar. Cada um tem sua sexualidade. Nunca tive uma história com um homem, nunca fui casado com um homem, nunca tive um romance com um homem. Mas a sexualidade, ou a sedução, é outra coisa. A gente é sexual no dia a dia sem transar. Conheço amigos que seduzem homem, mulher, seduzem a porta. A gente é mais sensual nos trópicos. Mas essas coisas são muito íntimas e, no meu caso, sou tão discreto que, se a história está publicada numa revista como fofoca, pode ter certeza de que é mentira.

Ator elogia Cauã Reymond: "adoro a boca dele" Resposta

A partir da próxima sexta-feira (3/06), Cauã Reymond vai começar a jogar no outro time e fazer sexo grupal. Mas, calma, o namorado de Grazi Massafera não saiu do armário. Ele apenas encarna Murilo, o DJ gay do filme “Estamos Juntos”, de Toni Venturi, que chega às telonas no fim de semana.

Amoroso com a amiga Carmem (Leandra Leal), que tem um rolo com o argentino Juan (Nazareno Casero), por quem ele sente atração. Apesar de o amigo ser hétero na trama, em uma festa, o gringo toma ecstasy e entra em uma orgia em que quase chega aos finalmentes com Murilo.

“Ele quase que me beija. Estou sentindo a inveja das mulheres nas minhas orelhas e vou sentir mais ainda quando o filme estrear. Foi boa a cena, foi difícil, nunca estive numa suruba e tive uma overdose. Nunca fiz tudo isso junto’, divertiu-se Nazareno, que fez questão de conversar com “O DIA” em português, com poucos deslizes.

O ator argentino faz graça e diz que ficou tenso ao fazer da cena quente com Cauã. “Ele tem um bocão. Adoro a boca dele, mas tinha medo de ele me comer. No entanto, ele foi muito respeitoso”, ressaltou ele, que garante que não teve preconceito. “É esquisito, pois não beijo homens. Porém, é divertido fazer no trabalho uma coisa que não se passa na vida, como beijar um galã. Nem todos os dias acontece”, tirou onda.

A história gira em torno do drama da solitária Carmem, uma médica residente do sistema público de saúde de São Paulo que descobre ter um tumor no cérebro. Para se ambientar, Leandra passou uma semana circulando de jaleco branco por um hospital universitário, onde não foi reconhecida. “Você acha que alguém que está morrendo no hospital vai reparar?”, questionou a atriz, que começou a divagar sobre a existência depois de rodar o filme. “Fiquei pensando sobre o que se trata a vida, o que é realmente importante”, contou.

Longe da telinha desde “Passione”, Leandra vai voltar a bater ponto no Projac para um episódio da série “As Brasileiras”, em que viverá a gaúcha Rose, uma sexóloga que apresenta um programa de TV. “Só posso dizer que o roteiro é bem engraçado”, adiantou.

*Reportagem Agência O Dia

Bissexualidade nas telas do cinema brasileiro Resposta

Carmem, uma médica solitária e com uma doença fatal, se apaixona por um bissexual que, por um acaso, já está envolvido com o melhor amigo dela. Esse é o drama da personagem de Leandra Leal em Estamos Juntos, longa nacional de Toni Venturi que estreia amanhã nos cinemas.



O filme faz um retrato sensível de Carmem, que deixou sua cidade do interior para tentar uma carreira em São Paulo. A médica é voluntária no movimento dos sem-teto e descobre ter uma doença fatal.

O roteiro intercala o drama pessoal da médica com o dos desvalidos que não têm onde morar.

Para interpretar Carmem, Leandra passou por um laboratório no Hospital-Escola da USP. onde acompanhou a rotina de médicos.

Cauã Reymond também está no elenco. Ele interpreta o melhor amigo de Carmem, Murilo, um DJ gay. Eles formam o triângulo amoroso com o argentino Juan, interpretado por Nazareno Casero. Os dois homens protagonizam um beijo gay e também cenas de sexo grupal.

Dira Paes interpreta a líder de um grupo de sem-teto. Para se preparar para o papel, a atriz conviveu com militantes do MSTC (Movimento Sem-Teto do Centro de SP) e conheceu os prédios ocupados por eles.


O longa foi o grande vencedor do 15º Cine PE, festival de cinema de Pernambuco, levando sete estatuetas para casa. Estreia amanhã nos cinemas brasileiros.

Informações do Destk e do Jornal Agora

"Não excluo sair com uma mulher", afirma modelo transexual Lea T. Resposta


Em uma tarde de outono, a modelo transexual Lea T. entra em um salão de cabeleireiro de São Paulo para cortar as pontas. Quase não é reconhecida, a não ser pela repórter de Serafina, com quem uma conversa informal.

Leia também: Ex-jogador Toninho Cerezo fala sobre a top model Lea T, sua filha transexual

“Coloquei silicone há dois dias. Quer ver?” Abre a camisa Givenchy e mostra os seios turbinados por 300 ml. A conversa toma o rumo de um longo depoimento sobre sua vida.

“Dois meses atrás, chegou o convite: um desfile de biquíni para a marca Blue Man, no dia 1º junho, no Fashion Rio. Meu primeiro desfile com peito, e com um biquíni pequenininho. Fiquei mais tímida ainda depois da cirurgia, mas decidi vencer o medo e aceitar o desafio.

Esconder os meus órgãos sexuais é o que menos me preocupa. Conheço vários segredinhos das ‘trans’ mais velhas que dão super certo. É o básico, a gente prende para trás, como todo garoto faz de brincadeira uma hora ou outra.

Vou fazer cirurgia de mudança de sexo em algum momento, mas não já. Deve ser na Tailândia, os médicos de lá estão acostumados, têm experiência.

A primeira pessoa que me disse que eu era transexual foi o (estilista italiano) Riccardo Tisci (apontado como o provável sucessor de John Galliano na Dior), um dos meus melhores amigos. O T do meu sobrenome é uma homenagem a ele.

A gente se conheceu em Florença. Vivo na Itália desde um ano; meu pai, o ex jogador Toninho Cerezo, foi transferido para Roma e levou a família.

Aos 17 anos, entrei na Academia de Belas Artes, em Florença. Eu era um garoto andrógino, não pensava em sexo. Meu lance era dançar, me divertir, não ficava questionando muito quem eu era. Tenho tendência a gostar de homem, mas não excluo sair com uma mulher.

Eu e o Riccardo viramos melhores amigos, gostamos dos mesmos artistas, das mesmas músicas e da Virgem Maria.

Riccardo fazia roupas em casa, eu era modelo e morria de vergonha quando me colocavam em castings com mulheres. Um dia, do nada, ele me perguntou: “Por que você não vira transexual?”. Aquilo ficou na minha cabeça.

Quando assumiu a Givenchy, em 2008, ele me convidou para ser modelo de provas. Foi nessa época que comecei a entender a minha sexualidade. Percebi que tinha algo que não dava certo. Sabe quando você troca os sapatos nos pés?

Fui a vários psiquiatras até entender quem eu era. Um dia, decidi contar para minha família: “Sou transexual. Não é uma tara, nem uma fase”.

Tive medo de não ser aceita e ter que virar prostituta. É a realidade de muitos ‘trans’ porque ninguém oferece trabalho. De novo foi o Riccardo que me tranquilizou: “Talvez eu arrume um trabalhinho para você”. Em cinco dias, me ligou com o convite: era a campanha mundial da Givenchy.

A repercussão foi enorme. Fotografei para a “Vogue” francesa, fui capa da revista “Love” com a Kate Moss, entrevistada pela Oprah Winfrey. Agora vem esse desafio, desfilar de biquíni, me assusta mais que o sofá da Oprah. Mas vou fazer. E faço questão de deixar claro que sou transexual.

O mais importante para mim é passar a mensagem de que nós podemos fazer parte de qualquer grupo. Temos os mesmos direitos de todo mundo. Os mesmos deveres também. E não podemos passar a vida com medo de andar na rua.”

*Reportagem de Chris Melo, da “Folha de São Paulo”, antes de Lea T desfilar no Fashion Rio

Henri Castelli será bissexual usuário de cocaína na TV Resposta




A macrosérie “O Astro”, que estreará em julho, será um pouco mais forte que a novela original, de Janete Clair, exibida em 1997. O personagem Felipe (Henri Castelli), que na versão original foi interpretado por Edwin Luisi, será um bissexual e usuário de cocaína. O rapaz irá cheirar cocaína na frente do pai, Pirilo (Celso Frateschi) e, apesar de ser amante de Clô (Regina Duarte), mulher de Salomão Ayala (Daniel Filho), vai ter um relacionamento com o seu verdadeiro amor, o cabelereiro Henri (João Baldasserini).

Na versão de 1977, Felipe foi o assassino de Salomão Ayala. Entretanto, tudo leve a crer que será outro o assassino dessa nova versão. A direção da Globo estuda mudar o desfecho de alguns personagens para manter o clímax.


A ideia de mudar o assassino é defendida pelo autor da nova versão, Alcides Nogueira. “A macrossérie revisita a obra original com ares contemporâneos ao texto dos anos 1970. Não mexeremos nos pilares de Janete Clair, que são fantásticos”, afirma.

Por causa do conteúdo da macrossérie, que ficará no ar até outubro, a Globo tomou a iniciativa de classificá-la junto ao Ministério da Justiça como imprópria para menores de 16 anos, inadequada antes das 22h. Será que vai rolar beijo gay? Será que Castelli ficará à vontade, caso precise beijar outro homem?

Modelo Daisy Lowe revela sua bissexualidade Resposta

A modelo britânica Daisy Lowe – filha de Pearl Lowe e Gavin Rossdale – revelou ser bissexual. Ela namora o ator de “Doctor Who”, Matt Smith desde o ano passado.
Em entrevista à revista “GQ”, ela afirmou que “acha mulheres muito quentes”. “Sou, praticamente, uma lésbica leve”, completou. O que seria uma lésbica leve, hein?
Daisy elogiou a recente tendência na moda pela valorização de mulheres mais cheinhas.
“As mulheres são muito mais bonitas quando têm curvas e eu estou orgulhosa de fazer parte desta nova turma com atributos”, disse a modelo.
Sobre o namoro, Daisy afirma estar apaixonada: “Nós nos damos bem. Nos preocupamos muito um com o outro. Ele é muito legal. Ele é um homem maravilhoso, acho ele brilhante.”

James Franco diz que talvez seja gay Resposta



Em entrevista a revista “Entertainment Weekly”, o ator James Franco, que interpretou personagens gays no cinema, como o escritor Allen Ginsberg (“Howl”), o ativista Scott Smith (“Milk”), brincou com os rumores sobre a sua orientação sexual e criticou a definição “preto e branco” da sexualidade. Ele namorada há muitos anos a atriz Ahna O’Reilly.

“O engraçado é que do jeito que essas coisas são faladas em blogs tudo é tão preto e branco. É uma política de identidade de corte seco. ‘Ele é hétero ou é gay?’ Ou, ‘esse é seu terceiro filme gay – sai do armário logo!’ E tudo baseado em gay ou hétero, baseado na ideia de que seu objeto de afeição decide sua sexualidade”, afirmou.

“Há muitas outras razões para se interessar por personagens gays do que eu querer sair e fazer sexo com outros caras. E também há muitos outros aspectos destes eprsonagens que me interessam, além da sexualidade. Então, de algumas maneiras é coincidência, de outras, não. Quero dizer, eu interpretei um homem gay que vivia nos anos 60 e 70, um gay dos anos 50, e outros nos anos 20. Todos foram períodos quando ser gay, ao menos em peublico, era muito difícil. Parte do que me interessa é como pessoas que viviam estilos de vida não convencionais lidavam com a oposição. Ou, que saber, talvez eu seja gay mesmo”, conclui Franco.

Na boa, é muita verborragia para pouco conteúdo. Eu não acho que ninguém tenha a obrigação de se assumir gay. Mas seria interessante que lésbicas e gays famosos saíssem do armário. Seriam referência para milhões de jovens e crianças gays. E as pessoas passariam a enxergar, talvez, com mais naturalidade do que é hoje. O fato é que, em Hollywood, no futebol, em alguns meios, parece difícil se assumir como tal.

Revoltado com a bissexualidade do namorado da filha, homem assassina o pai dele no Espírito Santo Resposta

O pedreiro José de Jesus Hvécio, 56, foi brutalmente assassinado na manhã do último domingo (26/12). Ele sofreu um corte profundo na garganta e quase decepou o pescoço. O crime aconteceu na zona ruaral da cidade de Presidente Kennedy, no Espírito Santo (ES).

O assassino foi identificado pelo delegado da região. Ele é Valmir Cavalcani da Silva e residia próximo ao local.

Um dos filhos da vítima namorava com a filha do acusado e o relacionamento não era aprovado pelo assassino. Motivo: o rapaz é bissexual, segundo testemunhas. Quando soube que sua filha estava grávida, Valmir ficou mais revoltado. Na manhã do último domingo, o pai da menor encontrou com José de Jesus e foi tirar satisfação.

A tentativa de diálogo terminou em tragédia e o pai da menina, menor de idade, acabou cortando o pescoço de José com uma arma branca, que não foi localizada.

A polícia já abriu inquérito para apurar o caso e pedir a prisão do acusado à Justiça.

Para psicanalista, futuro será bissexual e poligâmico Resposta

Para Navarro, todo mundo será bi

A psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, afirmou na última terça-feira (21/12) que a internet está antecipando o futuro ao estimular novos padrões de relacionamento. Ela afirma notar um aumento da bissexualidade e da poligamia em seu blog.

“A internet deu origem a novos comportamentos, como o fato de se poder deletar um parceiro, trocá-lo quando quiser. Muitos internautas se relacionam com vários ao mesmo tempo, o que acaba com a ideia de que só se ama uma pessoa. No futuro, veremos muitos relacionamentos assim. Menos gente desejará se fechar numa relação a dois e mais pessoas optarão por relações múltiplas, instantâneas, efêmeras”, afirma Regina.

Sobre a bissexualidade, a sexóloga diz que “Há uma tendência agora a se desejar o todo, a integrar os aspectos considerados masculinos e feminino da personalidade. Daqui a algum tempo, é possível que a escolha do objeto de amor não seja feita segundo o sexo, mas segundo a compatibilidade psíquica”. Complexo, não?

Navarro Lins ainda afirma que, em muitos casos, a violência homofóbica pode ser uma tentativa de destruir o próprio lado homossexual repreendido. “Em muitos casos, os homens mais homofóbicos atacam porque temem perceber neles aspectos considerados não masculinos. É como se quisessem socar, matar uma parte deles que está inconsciente. Um heterossexual tranquilo quanto a sua sexualidade vai agredir gay a troco de quê? Outro problema é o gay homofóbico. Ele é o algoz de si mesmo, porque introjeta toda a discriminação da sociedade. A homofobia é muito séria, deve ser combatida e criminalizada”, afirmou a psicanalista.

Alto lá! Vamos com calma! Regina sempre teve uma visão de poligamia muito particular. Mas essa história de enxergar tendências baseada em um blog é muito relativa. Houve uma pesquisa sobre o assunto? E mais: se nunca pesquisaram sobre o assunto antes, como saber? Se pesquisaram, começaram a pesquisar quando? Em suma: bissexualidade sempre existiu. Talvez as pessoas estejam mais aptas a revelarem a sua. Aliás, as pessoas estão se expondo mais, independente da orientação sexual.

E esse papo de que homofobia é homossexualdiade reprimida, é papo furado. Então um neonazista que agride judeus, gostaria de ser judeu? Um branco racista que agride um negro, queria ser negro? E o homem que agride mulheres? O buraco é bem mais embaixo.

Para conhecer mais as ideias da psicanalista e sexóloga, compre os livros “A Cama na Varanda”, “Se Eu Fosse Você…” e “A Cama na Rede”, de autoria dela.

Cantor Nando Reis assume sua bissexualidade Resposta


O cantor e compositor Nando Reis, assumiu a sua bissexualidade. Eu sempre desconfiei.


Em entrevista à revista Billboard Brasil, Nando diz: “Sou ruivo, não sou bonito, não sou forte, faço uma música estranha, falo coisas estranhas… No entanto, sou cortejado por homens e mulheres, desejo homens e mulheres”

Em primeiro lugar, não acho o Nando Reis feio. Também não acho a sua música estranha, afinal ele veio da banda “Titãs” e emplacou vários sucessos na voz da cantora Cássia Eller, em sua carreira solo. Gosto das músicas dele.

Mas o mais bacana é atitude do cantor. Em um Brasil que carece de artistas fora do armário, pelo contrário, nós vemos muitos negando, a atitude de Nando merece aplausos. Não que todo mundo precise se assumir ou levantar bandeiras, mas atitudes de pessoas assim, bem sucedidas e bem resolvidas, serve de referência a inúmeras pessoas que ainda estão no armário e cheia de grilos.