Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, ofende LGBTs em seu twitter Resposta

O vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ), ofendeu lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em seu twitter, durante a Parada Gay e após o Conselho de Ética (?) e Decoro (?) da Câmara dos deputados, decidir, por 10 votos a 7 arquivar o processo contra o seu pai, o deputado estadual Jair Bolsonaro (PP-RJ). Veja os posts dele e a resposta do blog a cada um deles!

Vereador ignorante é manipulado e mal educado pelo pai desde criança. Resultado: virou um adulto igualmente ignorante.

Quando se trata de ditadura, ninguém melhor que o pai do vereador, para falar e elogiar. O deputado Jair Bolsonaro é ferrenho defensor da ditadura. Carlos também é. Seria este um elogio aos gays?

“Avoroço” não. Protesto. Aliás, o papai do vereador fez por onde. Estaria o vereador querendo aparecer na próxima parada? Estaria o vereador com inveja do boneco do pai na parada?

Infelizmente, uma parcela da população é ignorante, mal informada e mal educada. Seria louvável se o governo federal tivesse ido até o fim com o programa Escola sem Homofobia. Assim, as pessoas teriam mais informação e não ficariam reféns de alguns pais preconceituosos, como parece ter sido o caso do vereador.

“Inventaram” a palavra homofobia tem pouco tempo? Mas será que o vereador nunca consultou um dicionário? “Pai dos burros” já! Se em que agora, acho que já é tarde. Os dados que o vereador coloca em seu twitter têm fonte? Parece lorota.

Competência acima da sexualidade? O que ele quer dizer com isso? Ele defende as causas de militares, uma parcela da população que merece respeito e merecia melhor representante. É mais do que natural que um homossexual tenha um representante no Congresso.
O vereador fala em ditadura outra vez? Será que não aprendeu o que é ditadura com o papai? Ser contra o PLC 122? Claro que ele, como bom homofóbico, tem que ser.
“Kit gay”? Quanta ignorância! Estude e procure saber o que era o projeto Escola sem Homofobia! Tá parecendo a Dilma, eu hein!
“Chupa”, ele escreveu e repetiu! Parece ser uma ideia fixa do vereador.

Atenção vereador, apesar de você externar as suas fantasias sexuais no twitter, para a sua infelicidade, você é feio.
O meu desejo seria que você refletisse e mudasse um pouco o seu comportamento. Mas, acho que isso é impossível, tendo em vista a péssima educação que você recebeu do seu pai. Sendo assim, já que você não tem noção de respeito ao próximo, seria interessante que você tivesse um filho homossexual. Não como castigo, mas para aprender a respeitar pessoas que possuem uma orientação sexual diferente da sua.

Atenção vereador, para a sua infelicidade, você é feio e dificilmente um gay irá te cantar. A não ser que seja masoquista.
Que você é homofóbico, todos nós sabemos. Eu hein!

Deputado Flavio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, chama gays de intolerantes e anormais 2

Os filhos do deputado federal Jair Bolsonaro, que deu entrevista ao “CQC” e disse, entre outros absurdos, que não iria discutir “promiscuidade”, quando a cantora e apresentadora Preta Gil perguntou o que ele faria, caso um de seus filhos namorasse uma negra, deram entrevista ao protal G1 tentando defender o pai. Jair Bolsonaro, na mesma entrevista, disse que os filhos não correm o risco de se tornaram homossexuais, pois sempre tiveram pai presente. Mostrando que aprendeu bem com o pai a desrespeitar o próximo, o deputado estadual, Flavio Bolsonaro, chamou os gays de anormais e intolerantes, em uma inversão de valores – palavra que ele certamente desconhece – enorme.
“Ele entende (…) que, muitas vezes, a homossexualidade é fruto do meio em que a pessoas convive. Nós (…) graças a Deus, sempre convivemos em meio familiar. E essa é a posição dele. Ele não está querendo se referir ao homossexualismo como sendo uma doença”, disse Flavio. “Esses grupos (…) que defendem a questão da homossexualidade, demonstram a sua intolerância em bater de frente com a opinião diversa da deles. E te (sic) digo mais, é a opinião da maioria da população brasileira. O normal não é a pessoa ser homossexual, o normal é a pessoa ser heterossexual. Não cabe a mim, não cabe a ninguém julgar a homossexualidade das pessoas. Repito: cada um faz o que quer da sua vida, do seu corpo, mas não pode querer impor isso como se fosse o normal da família brasileira”, afirmou o deputado.
“E de uma maneira agressiva”, disse o irmão do deputado estadual Flavio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro.
“E quando se insurge contra eles, essas pessoas rapidamente taxam os opositores a eles como homofóbicos”, disse Flavio. “Então você ser contra a apologia ao homossexualismo é você ser homofóbico? Claro que não”, disse Flavio.
O que esperar de filhos de um homem feito Jair Bolsonaro, que prega, constantemente, o ódio? No fim, o deputado Flavio diz que muita gente não tem “coragem de expressar a sua opinião”. Ele, na certa, estava se referindo ao próprio pai que, covardemente, tenta se esquivar de um processo de racismo (que é crime no Brasil), dizendo ser intolerante aos gays, ou seja, homofóbico (que não é crime no Brasil).

Filho de Jair Bolsonaro, vereador Carlos Bolsonaro, volta a a defender o pai, ataca gays e Preta Gil 1

O vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ) voltou a defender o pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e atacar os gays. Foi em entrevista ao site da revista “Alfa”. Ele disse o pai foi “injustiçado”, negou a existência de uma ditadura no Brasil e defendeu a posição política do pai sobre cotas raciais e direitos dos homossexuais. “Nenhum pai tem orgulho de um filho gay”. Confira trechos da entrevista:


“É uma injustiça acusá-lo [o pai, deputado Jair Bolsonaro] de racista diante de uma sociedade totalmente tolerável. Nunca tivemos problemas com cores, qualquer que seja”.

Como assim, vereador? Nunca tivemos problema com cores? E a escravidão? E os inúmeros casos de racismo?

Sobre Preta Gil, Carlos disse: “Ela lança CDs de música por aí onde aparece nua, envolta por fitinhas do senhor do Bonfim, mas não vou julgá-la por isso”. “A Preta Gil vive de polêmicas. Ela explora um tipo de música que, diz a imprensa, faz menções à pedofilia. Achamos equivocada a maneira como ela explora a religiosidade. Por isso meu pai não gostaria que eu namorasse alguém como ela. Tive boa criação”, disse Carlos, que afirmou que isso não tem nada a ver com o fato de Preta ser negra.


Sobre o Plano Nacional de Promoção à Cidadania e Direitos Humanos, que a revista chama de “Plano Nacional LGBT”, Carlos disse: “Claro [que sou contra], sem dúvida. Que pai tem orgulho de ter um filho gay? Acho que nenhum pai tem orgulho disso. Quando você tem 18 anos, faz o que quiser da sua vida, mas querer ensinar para um garoto de seis anos… Não seria igual nem se fosse sobre relacionamento homem-mulher. Nós lutamos, contra a ditadura desses pequenos que querem enfiar goela abaixo o que pensam, sem levar em consideração o que nós também pensamos”, disse Carlos citando o kit anti-homofobia, que o Ministério da Educação (MEC) pretende distribuir em 6 mil escolas do Ensino Médio. O pai de Carlos, Jair, mente e diz que o MEC pretende distribuir a escolas do Ensino Fundamental, também.



“O eleitor que vota na gente [ele, o irmão, o deputado estadual Flavio Bolsonaro (PP-RJ) e o pai, deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ)] nunca teve dúvida do que representamos. Defendemos as políticas de planejamento familiar, de controle da natalidade e de redução da maioridade penal. O que aconteceu agora foi o seguinte: os homossexuais, esse grupo LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) que está acontecendo aí, deram proporções enormes à polêmica. Com apoio do governo federal, eles querem entrar nas escolas de primeiro grau para dizer que é correto ser homossexual”.

Ontem, em seu Twitter, Carlos Bolsonaro chamou de “oportunistas” todas as pessoas que estão protestaram no Twitter, no Orkut e no Facebook contra o seu pai. Inclusive foi criado um abaixo-assinado pedindo a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar. No Twitter, ele escreveu: “Papai mandou, eu obedeço com muito orgulho. Se os filhos respeitassem os pai nos dias de hoje, certamente teríamos um pais melhor”. E completou: “Enquanto discordar de que crianças de 7 anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

Relembre momentos de machismo, homofobia e racismo de Bolsonaro 6

O presidente da Câmara dos Dputados, Marco Maia (PT-RS), encaminhou na última quarta-feira (30/03), quatro representações contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para serem analisadas pela Corregedoria da Casa. As ações dizem respeito às declarações homofóbicas e racistas do deputado em entrevista ao programa “CQC” (Band).

Jair Bolsonaro disse que seus filhos não namorariam gays, porque foram bem educados e não tiveram pais ausentes e, respondendo a uma pergunta da cantora e apresentadora Preta Gil, afirmou que seus filhos não namorariam uma negra, pois ele é contra essa “promiscuidade”. Após Preta Gil afirmar que irá processá-lo, o deputado, que sabe que racismo é crime no Brasil e homofobia não, disse que entendeu apenas que a pergunta sobre se o filho namorasse um gay. O deputado também disse que torturaria seu filho se o encontrasse fumando maconha.

As ações encaminhadas foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela sccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), pelo deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Comissão de Direitos Humanos, assinada por um grupo de 19 deputados. Nesta quinta-feira, deve ser protocolada mais uma representação, da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados.

Com o encaminhamento, caberá ao corregedor, Eduardo Fonte (PP-PE), dar um parecer à Mesa Diretora sobre o tema para que seja decidido se Jair Bolsonaro vai ou não para o Conselho de Ética. O deputado, que disse estar se “lixando” para o movimento gay, mesmo depois de toda a repercussão negativa de suas declarações, terá cinco dias para se defender após ser notificado pela Corregedoria.
Jair Bolsonaro disse, na última quarta-feira (30/03), que não teme ser cassado por racismo. Bolsonaro também disse que não tem medo de ser destituído da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Sim, ele faz parte da comissão!
“Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido. Ele é quem decide, eu não saio de lá. Estou lá para não ser uma comissão só voltada para a demagogia e para defender interesses de quem está à margem da lei, como presidiários. Eu nunca vi defenderem direitos de famílias de vítimas de assassinos”, afirmou Bolsonaro.
A principal voz Câmara contra a discussão sobre direitos dos homossexuais (que faz parte da discussão sobre direitos humanos) tem sido a do deputado Jair Bolsonaro, que está em seu sexto mandato e é capitão do Exército. Representantes da Frente Evangélica e os da Família, em geral, medem as palavras ao tecer críticas aos projetos voltados aos interesses dos LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero).
Desde o final do ano passado (2010), Jair Bolsonaro aumentou os seus ataques à comunidade LGBT. Tudo porque ele ficou indignado com a iniciativa do Ministério da Educação (MEC), de distribuir material didático, a princípio a 6 mil escolas públicas do ensino médio. O material, chamado pejorativamente por Bolsonaro de “kit gay”. é composto de três vídeos educativos e um guia de orientação aos professores.
O material foi exibido para especialistas e parlamentares em seminário sobre o tema realizado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em novembro do ano passado (2010). Em sessão realizada no Plenário, se valendo da imunidade parlamentar e do fato de a homofobia não ser crime, Bolsonaro disse o seguinte que o “kit gay” é um “estímulo ao homossexualismo e um incentivo à promiscuidade”. Ele disse, também, que dá “nojo” discutir o conteúdo do filme. E completou: “Esses gays e lésbicas, querem que nós, a maioria, intubemos, como exemplo de comportamento, a sua promiscuidade”. Antes do episódio do “CQC”, nada foi feito contra ele.
No passado, durante discussão com a então deputada, Maria do Rosário (PT-RS), disse que ela era uma vagabunda, empurrou a deputada e disse que só não estupraria ela, porque ela não merece.
Jair Bolsonaro, que defende a ditadura militar, já defendeu, também, o fuzilamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Além de milhares de pessoas que protestaram contra o deputado Jair Bolsonaro, vários políticos como Jean Wyllys e Marta Suplicy também manifestaram sua indignação:
“Ele é um hipócrita. Fala em nome da família, mas ele está se lixando – para usar expressão dele – para as famílias de homossexuais. Mães e pais que estão neste momento ferido, ofendidos”, disse Jean.
“Para tudo tem limite! Principalemnte para um representante do povo que deve ter como regra o respeito à Constituição Brasileira e prezar pelo decoro parlamentar”, escreveu, em nota, a senadora Marta Suplicy.
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) fez um ato de repúdio às falas do deputado Jair Bolsonaro. Além dos religiosos, estiveram presentes autoridades como a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, o promotor Marcos Kac, o delegado Henrique Pessoa, entre outros.
O interlocutor da comissão, o babalaô Ivanir dos Santos, disse que a atitude de Jair Bolsonaro foi “um ato fascista e que ameaça de novo, a democracia, a liberdade de expressão e a liberdade religiosa”.
A chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha, disse que, enquanto cidadã, acha que “todas as pessoas devem se posicionar contra qualquer tipo de intolerância”. E lembrou de quando estava à frente da 12ª DP (Copacabana) e ajudou a organizar a Caminhada Contra a Intolerância Religiosa, que reúne milhares de pessoas há três: “Aquele dia foi mais do que um dia festivo, foi a realização do estado democrático de direito. Foi para nos lembrar que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Esse povo não pode ser entendido sob a ótica da cor, da orientação sexual, da raça, da etnia ou da condição econômica.
O vereador Carlos Bolsonaro, chamou todos os que protestaram contra o seu pai de oportunistas. E completou:
“Enquanto discordar de que crianças de sete anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

Família Bolsonaro: um péssimo exemplo ao Brasil Resposta

Como se não bastassem as declarações racistas e homofóbicas do pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), agora os filhos dele – na tentativa patética de defendê-lo – também demonstram ódio e intolerância. É uma espécie de vírus passada de pai para filho. São eles o deputado estadual, Flavio Bolsonaro (PP-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ).

Desde segunda-feira o nome de Jair Bolsonaro está nos Trending Topics (TTs) do Twitter. Os TTs, são os assuntos mais comentados da rede. Os comentários são em repúdio às declarações de Bolsonaro, que disse no “CQC” que os seus filhos não correm o risco de namorar uma negra ou virar gays porque foram “bem educados”. A pergunta a respeito do namoro com uma negra, foi feita pela cantora Preta Gil, que já avisou: processará Jair.

O vereador Carlos Bolsonaro chama de “oportunistas” todas as pessoas que estão protestando no Twitter, no Orkut e no Facebook contra o seu pai. No Twitter, ele escreveu: “Papai mandou, eu obedeço com muito orgulho. Se os filhos respeitassem os pai nos dias de hoje, certamente teríamos um pais melhor”. E completou: “Enquanto discordar de que crianças de 7 anos aprendam lições de homossexualismo for mais grave do que ser ladrão, o Brasil estará perdendo”.

O deputado estadual Flavio Bolsonaro disse que houve uma confusão, na resposta do pai: “entendem, ele não tem aquela opinião sobre negros, a resposta foi para pergunta ‘se um filho seu tivesse um relacionamento gay'”. Flavio mente, todos viram a resposta que Jair deu à Preta sobre namoro com uma negra.

A OAB-RJ ingressou nesta quarta-feira com uma representação na Câmara dos Deputados contra o deputado Jair Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar. Que voltou a atacar os gays: “Soldado que vai a guerra e tem medo de morrer é um covarde. O que eu falei, ou me equivoquei ou houve equívoco na edição. a minha resposta não bate com a pergunta. Tô me lixando pra esse pessoal aí”, afirmou Bolsonaro, com relação ao processo.

“Cada um faz o que quiser com o seu corpinho cabeludo. Não tenho nada contra isso. É problema deles. O que eles têm para me oferecer não me interessa. Agora, não quero que o grupo gay crie com o MEC (Ministério da Educação) currículo de escola para o primeiro grau” – disse Bolsonaro, referindo-se a uma audiência pública na Câmara dos Deputados, no ano passado, onde o MEC teria discutido com o movimento gay aspectos do currículo escolar.

O que causa espanto é que Jair, Flavio e Carlos parecem tratar os gays como animais ou pessoas que não merecem respeito algum. Aliás, até com animais devemos ter respeito, correto? Para Jair, gay deveria apanhar (ele já disse isso) na infância. Para eles, ser gay é pior do que ser bandido. O problema é que ambos são políticos, democraticamente eleitos, ou seja, tem gente que apoia essas declarações. Apoia, aplaude e elege gente que é incapaz de obedecer à Constituição e tratar todos de maneira igual. Mais grave: gente sem nenhuma noção de respeito pelos seres humanos diferentes dele.

Foi assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro queria fuzilar! É assim como os gays. Assim também – tomadas as devidas proporções – foi com o regime nazista. Para os nazistas, os judeus, por exemplo, não eram pessoas em toda a sua plenitude. Durante a escravidão, aqui no Brasil, só para citar um exemplo, os negros também não.

Estamos em 2011 e a realidade é que existem pessoas que pensam exatamente isso dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuasi e transexuais). Pensam que eles não merecem consideração, respeito, nada. A realidade é que tem gente que considera que os gays é que “espalham” a Aids pelo mundo. Muita gente, desde a infância do filho, educa da seguinte maneira: não faça isso, é coisa de veado!

Ainda bem que o outro lado existe. Existem pais, como o ex-jogador de futebol (esporte extremamente machista e racista), Toninho Cerezo, que escreve uma carta emocionante à uma revista dizendo, com todas as letras, que ama a sua filha transexual: Lea T. Lea T., diga-se de passagem, uma top model internacional.


Muita coisa está mudando no Brasil, os avanços dos direitos dos LGBT, durante o governo Lula, foram grandes, mas também a homofobia vem crescendo, como uma espécie de repressão dos conservadores. Dos que não querem ver a diversidade do mundo. Dos que só enxergam beleza naquilo que é seu espelho.

Por isso, além de direitos como união homoafetiva, casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e da aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia, é necessário que o Brasil invista na educação. Educar, para respeitar as diferenças. Para que filhos de pais intolerantes, que pregam o ódio e a violência, não obedeçam cegamente, sem discernimento e nenhum senso crítico os pais, como vereador Carlos Bolsonaro faz. Para que os filhos, respeitem os pais e, também, o resto do mundo, inclusive os LGBT. É importante que o governo invista na formação de bons profissionais na polícia também, para que casos como o do professor Guilherme Rodrigues, agredido na Avenida Paulista e desencorajado por uma policial a prestar queixa – ele só registrou porque é ativista dos direitos LGBT, ou seja, consciente – não se repitam.

Enquanto isso não acontece, precisamos estar atentos. As redes sociais têm se mostrado importantes veículos de protesto contra certos absurdos. “Por ter gente demente / Tem gente que é previnida”, canta Ney Matogrosso, na bela canção “Coisas da Vida, de Alzira Espindola e Itamar Assumpção. Estejamos prevenidos, mas com coragem.