Justiça decide manter prisão de empreiteiro acusado de matar travesti em Rondônia Resposta



O juiz Carlos Roberto Rosa Burck, da 1ª Vara Criminal de Cacoal (RO), negou o pedido de hábeas corpus impetrado pelos advogados do empreiteiro Eliezer Celso Rabelo, acusado do assassinato do travesti Welton Batista Ivan, a “Elisa Brasil”.

De acordo com o magistrado, a manutenção da prisão é necessária para evitar não só a fuga do acusado como também a coação de testemunhas arroladas no caso. Há, segundo o magistrado, várias evidências que apontam o envolvimento direto do empreiteiro no crime.

Para o Ministério Público “há tanto a certeza da existência do crime, quanto indícios suficientes que incrinam o requerente. Com efeito, no interior do veículo do requerente foi encontrado um prendedor de cabelo, alegadamente pertencente à ex-namorada, que, no entanto, nega ser a proprietário do referido adorno. Existe também uma ligação telefônica para o celular da vítima efetivada pelo requerente”, diz o juiz na sua sentença ao negar o habeas corpus ao acusado.

O crime teve bastante repercussão no interior do Estado, apesar de não tão propagado pela mídia. Elisa tinha 17 anos, era militante das causas LGBT e morava em Alta Floresta, onde foi enterrada. De vida simples, a vítima morava com a família e não tinha envolvimento com drogas ou outros ilícitos. Talvez tenha sido morta justamente por ser homossexual.

Elisa foi morta dia 14 de outubro de 2011, e seu corpo encontrado na manhã do dia seguinte, às margens do Rio Machado, na zona urbana de Cacoal, com as mãos amarradas e sinais de asfixia mecânica, “mediante constrição do pescoço por braço mecânico (cadarço de tênis), acionado por força estranha ao próprio corpo da vítima (estrangulamento) e com sinais de lesões por arrastamento”, segundo apontou o laudo do IML.