Casamento gay supera novo obstáculo no Parlamento britânico 1

A Câmara dos Lordes britânica se pronunciou nesta terça-feira (4/6) contra uma emenda que poderia enterrar o projeto de lei promovido pelo governo para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Grã-Bretanha.

Após um debate de dois dias que confirmou as profundas divisões na Câmara Alta do Parlamento, apenas 148 membros se pronunciaram a favor da emenda para impedir uma segunda leitura, enquanto 390 votaram a favor de levar o processo adiante.

O texto já foi aprovado em 21 de maio, na Câmara dos Comuns, depois de um acordo entre o governo de coalizão do conservador David Cameron e a oposição trabalhista para compensar uma tentativa dos deputados da ala mais dura dos “Tories” de afundar o projeto.

Os críticos do casamento homossexual argumentam que sua legalização destruirá o conceito tradicional do matrimônio. Já seus defensores insistem na necessidade da igualdade.

O resultado da votação desta terça-feira foi recebido com entusiasmo do lado de fora do Parlamento por um grupo de manifestantes favoráveis à iniciativa.

“Essa é uma vitória para o amor, o casamento e a igualdade”, comemorou Peter Thatchell, um conhecido defensor da causa gay.

O projeto de lei propõe a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo na Inglaterra e no País de Gales. Também permitirá a união no religioso, com a única exceção sendo para a Igreja Anglicana oficial.

O primaz da Igreja da Inglaterra, o arcebispo de Canterbury Justin Welby, que ocupa uma cadeira na Câmara, afirmou hoje durante o debate que o casamento entre pessoas do mesmo sexo “abolirá” a instituição atual e a substituirá por outra mais fraca que “não será nem igualitária, nem eficaz”.

O debate continua agora na Câmara dos Lordes. Se alguma emenda for apresentada, o texto voltará para a Câmara dos Comuns. A previsão é que, se aprovado, os primeiros casamentos poderão começar a ser realizados em meados de 2014.

Até agora, 14 países legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre eles Argentina, Espanha e Uruguai.

EUA: Corte Suprema terá que se posicionar sobre casamento gay Resposta

Os EUA possuem uma lei federal que proíbe o casamento gay. Lei que já deixou de ser defendida pelo presidente reeleito Barack Obama. Obama também derrubou o impedimento de homossexuais assumidos servirem as Forças Armadas. O presidente estadunidense é abertamente favorável ao casamento gay. Aliás, 54% dos americanos acham que os gays têm o direito de se casarem, assim como já o fazem os heterossexuais, segundo pesquisa CNN/ORC de junho- 42% são contra.

Em referendos simultâneos à eleição presidencial, Marylande e Maine aprovaram o casamento gay. O tema já foi debatido em cinco estados este ano. Em maio foi banido na Carolina do Norte. Em Minnesota, no mesmo dia dos referendos, eleitores rejeitaram uma proposta que estabelecia o casamento como união entre um homem e uma mulher.

A legislação federal não reconhece a união gay e os resultados devem colocar pressão sobre a Corte Suprema, que em breve terá de decidir se aceita ações contra as leis estaduais.

Senador australiano renuncia após associar casamento gay à zoofilia Resposta


Um senador australiano renunciou nesta quarta-feira a um cargo parlamentar depois de denunciar o casamento gay como uma “caixa de Pandora”, que poderia abrir portas para a legalização da poligamia e da zoofilia. Cory Bernardi deixou se ser o secretário parlamentar do líder dos liberais e da oposição conservadora, Tony Abbott, mas continua na Casa.

“Se estamos dispostos a redefinir o casamento de tal maneira que permita a união sem consideração de sexo de duas pessoas que se amam, qual será a próxima etapa?”, questionou o senador Cory Bernardi, na terça-feira, durante um debate em uma sessão parlamentar sobre o tema.

“A próxima etapa, francamente, é que três ou quatro pessoas que se amem sejam autorizadas a contrair uma união permanente, com o consentimento da sociedade”, disse. “Há inclusive pessoas aterrorizantes que consideram aceitável manter relações sexuais com animais. Será uma próxima etapa?”, completou.

Abbott já aceitou a renúncia de Bernardi. “Há opiniões que não compartilho e que muitas pessoas consideram repugnantes”, declarou.

Em um site, Bernardi defende a “família” como “o componente mais importante” da sociedade australiana e “os valores judaico-cristãos como marcos fundadores da nação”.

A Câmara dos Representantes e o Senado estão analisando quatro projetos de lei para autorizar o casamento gay. Nesta quarta-feira a Câmara dos Representantes da Austrália se opôs de forma arrasadora à aprovação (98 votos a 42) de um destes projetos, apresentado pelo trabalhista Stephen Jones.

A Austrália não reconhece o casamento homossexual, embora alguns Estados e territórios do país admitam uniões civis de pessoas do mesmo sexo

França aprovará casamento e adoção para homossexuais em 2013 Resposta


O primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault, informou nesta terça-feira (03) que seu governo aprovará o casamento gay e a adoção por parte de casais do mesmo sexo a partir de 2013, como prometeu o presidente François Hollande durante sua campanha eleitoral.
O chefe do governo francês disse que “no primeiro semestre de 2013 o direito ao casamento e a adoção será aberto a todos os casais, sem nenhuma discriminação”.
Ayrault fez este anúncio durante seu discurso de declaração de intenções do governo francês diante da Assembleia Nacional da França. No último fim de semana, Ayrault já havia confirmado as intenções do executivo sobre este assunto em um comunicado divulgado na véspera do Dia do Orgulho Gay.
Nesta ocasião, o primeiro-ministro francês adiantou que “todas as administrações do Estado, as autoridades administrativas independentes, os funcionários e, em particular, os professores deverão se sensibilizar com este objetivo de igualdade e de luta contra todos os preconceitos homofóbicos, a base de uma violência e de uma exclusão que não são toleráveis”.
Ayrault ainda acrescentou que, “em nível internacional, a França aproveitará todas as ocasiões para promover a descriminalização universal da homossexualidade”.


Evangélica, cantora Katy Perry diz que, no futuro, religiosos sentirão vergonha de discriminarem LGBTs Resposta


Katy Perry estampa a capa da edição de agosto da revista L’Uomo Vogue com looks da marca Dolce & Gabanna inspirados nas touradas espanholas. Além do editorial de moda, a cantora deu um sincera entrevista em que fala sobre fama, sua infância e como o rompimento de seu casamento com o comediante Russell Brand pode influenciar em seu novo trabalho. 
“Será um álbum muito mais sombrio. A dor que senti foi devastadora e isso vai ter grande influência em meu próximo trabalho. É inevitável depois de tudo que eu passei. Caso eu tivesse o poder de voltar no tempo, eu apagaria tudo. Mas como não posso, tenho que encarar isso de frente”, contou. 
Sobre sua criação extremamente religiosa, Katty afirmou que ainda é a mesma menina que cresceu dentro de uma moral cristã. “Eu ainda sou a mesma, porém não consigo mais ver a vida sobre aquela ótica que fui criada. A minha moral é a mesma e nunca será corrompida.”
Ao ser questionada sobre sua posição em relação ao casamento gay, a cantora foi enfática: “eu acredito na igualdade”. “Cresci em um meio repleto de julgamentos e preconceitos, mas é exatamente o contrário das minhas ideias. Um dia vamos olhar para trás e ter muita vergonha desse momento. Da mesma forma que relembramos o passado e temos vergonha do que foi feito com os negros.”
Atualmente, Katy está trabalhando na divulgação de seu primeiro filme. Intitulado Part Of Me-3D o longa-metragem, que promete mesclar um documentário sobre sua vida pessoal e bastidores de sua última turnê, chega aos cinemas brasileiros em agosto. 

Igreja da Inglaterra é acusada de intolerante com casamento gay Resposta

Tory Nick Herbert

Um secretário de Estado britânico gay acusou os líderes da Igreja da Inglaterra de ‘intolerantes’ com relação a sua postura sobre os planos do Governo de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal britânico ‘The Times’, o político Tory Nick Herbert pede à Igreja da Inglaterra para ser ‘mais cuidadosa’ com a linguagem que usa quando se refere à proposta apresentada em março pelo Governo do conservador David Cameron para legalizar os casamentos homossexuais no Reino Unido antes de 2015.
O Executivo britânico apresentou um plano, que estabelece um período de consulta de três meses antes de se iniciar o trâmite parlamentar, com o qual pretende tornar possível que as pessoas do mesmo sexo também possam se casar no civil.
Herbert, que mantém uma união civil – figura jurídica que dá praticamente os mesmos direitos que o casamento – com Jason Eades, disse a ‘The Times’ que está ‘farto’ de as pessoas lhe dizerem que ‘deveria se conformar com a união civil’.
‘Considero-me cristão e jamais em minha vida me senti mais distanciado da Igreja que agora’, assinalou o político conservador.
Na sua opinião, alguns líderes cristãos fizeram afirmações sobre este tema que soaram ‘intolerantes’.

Fonte: EFE

Nova lei vai permitir casamento entre pessoas do mesmo sexo em igrejas da Dinamarca 1

Helle Thorning-Schmidt, Primeira Ministra da Dinamarca, vai
 apresentar lei que legaliza o casamento homoafetivo em igrejas do país.
A Primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt disse nesta terça-feira (13/03) que o governo vai apresentar um projeto de lei esta semana para legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo ainda este ano, algo que já vem sendo esperado há algum tempo.

A Dinamarca foi o primeiro país do mundo a legalizar uniões do mesmo sexo em 1989, mas, apesar de uma sociedade em geral tolerante com a homossexualidade, os políticos rejeitaram por várias vezes a legalização do casamento entre homossexuais. No ano passado, o governo anterior da rejeitou um projeto similar. 
De acordo com Thorning, o governo dinamarquês vai apresentar amanhã um projeto de lei que vai permitir que casais do mesmo sexo se casem, tanto no civil quanto na Igreja da Dinamarca, se os casais encontrarem um padre que esteja disposto a realizar o casamento. Embora alguns líderes da Igreja se manifestaram contra o casamento entre homossexuais, as pesquisas anteriores sugeriram que cerca de 70% dos padres estão dispostos a casar os casais do mesmo sexo. 
Durante uma entrevista coletiva, Thorning disse que ¨caberá a cada sacerdote se ele ou ela vai realizar casamentos entre gays, mas o governo dá a todos os membros da igreja o direito de se casarem na igreja, tanto se quiserem se casar com alguém do sexo oposto como com uma pessoa do mesmo sexo.¨ 
Ainda de acordo com ela, a nova legislação entra em vigor no dia 15 de junho, e que o governo respeita a solução de ambas as partes, o que significa que os padres podem se recusar a casar casais gays. 
No ano passado, a comunidade LGBT comemorou o 10 º aniversário do primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo no mundo. A Holanda foi o primeiro país a reconhecer oficialmente e permitir os casamentos homoafetivos depois que a rainha Beatrix assinou a lei do casamento em 21 de dezembro de 2000, passando a vigorar no dia 01 de abril de 2001.
Se a Dinamarca legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o país vai se tornar o décimo primeiro país no mundo a realizar o procedimento. Casamentos do mesmo sexo são atualmente legais na Argentina, Bélgica, Canadá, Islândia, Holanda, Noruega, Portugal, África do Sul, Espanha e Suécia. Uniões Civis também são realizadas em partes dos Estados Unidos, México e Brasil.

O casamento gay é como a escravidão, diz líder católico 2

Católico mais antigo da Grã-Bretanha, o cardeal Keith O´Brien condenou
o casamento entre pessoas do mesmo sexo como uma ¨aberração¨,
comparando o ato à escravidão e ao aborto.
O cardeal Keith O’Brien disse que os países que legalizam o casamento gay deveriam se envergonhar por ir contra a “lei natural”, e não devem considerar as suas ações como um progresso. Ele disse que as uniões do mesmo sexo eram o ¨fim do limite¨ e que isso levaria à ¨degeneração da sociedade em imoralidade.¨ 


Em uma série de comentários polêmicos, ele disse à Rádio BBC que se o casamento do mesmo sexo for legalizado, mais aberrações aconteceriam e a sociedade iria se degenerar ainda mais em imoralidade. 
A entrevista foi realizada depois que o cardeal escreveu um artigo onde ele compara o casamento gay à escravidão. Ele escreveu: 

¨Imagine por um momento que o governo tenha decidido legalizar a escravidão, mas garantiu que ninguém será obrigado a ter um escravo. Será que essas garantias inúteis iriam acalmar a nossa fúria? Eles justificariam a quebra de um direito humando fundamental? Ou será que eles iriam simplesmente usar palavras que mascaram um grande erro? Eu acho que é um exemplo muito bom do que pode acontecer em nosso próprio país no tempo presente.¨

Descrevendo o casamento do mesmo sexo como ¨o fim do limite¨, ele também usou a Lei do Aborto como um exemplo do que poderia acontecer, alegando que haveriam cerca de sete milhões de abortos e ¨mais aberrações¨. 
Respondendo às acusações de que seu uso da linguagem, incluindo a palavra “grotesco”, foi um exagero, ele disse: 
– Eu não estou dizendo que é grotesco, mas talvez para algumas pessoas pode parecer grotesco. Eu não acho que tudo seja exagero. Eu acho que estou entregando o ensinamento da Igreja Cristã que existe há mais de 2.000 anos e estou fazendo o meu melhor para transmiti-lo de uma forma que muitas pessoas possam ouvir. Eu acho que se o Reino Unido aderir o casamento do mesmo sexo vai ser realmente uma vergonha para o nosso país. Estamos tentando redefinir algo que tem sido conhecido e reverenciado por séculos e tornando-se algo bastante diferente. Isso está mudando toda a noção do que é o casamento e o que é uma família. Afeta crianças que nascem, que têm direito a um pai e mãe. 
Seus comentários levaram diversas pessoas a se manifestarem na internet, onde alguns o acusam de ser intolerante e incoerente, além de ter um discurso de ódio.

George Clooney e Brad Pitt farão peça em prol do casamento gay Resposta


Um elenco de estrelas de Hollywood, encabeçado por George Clooney e Brad Pitt, protagonizará neste sábado (3) uma peça de teatro em prol do casamento entre pessoas do mesmo sexo, informou nesta quinta-feira (1) o blog do Google. A representação foi anunciada em um vídeo no YouTube pelo diretor e produtor de cinema Rob Reiner, de Antes de Partir, e faz parte de uma campanha impulsionada pela Afer (American Foundation for Equal Rights/Fundação Americana pela Igualdade de Direitos).
Batizada de 8, a história gira em torno do julgamento em torno da Proposição 8, uma iniciativa popular, aprovada nas urnas pela maioria dos eleitores californianos, cujo objetivo foi modificar a constituição do Estado para considerar casamento somente uniões entre um homem e uma mulher. A proposta, posteriormente recorrida nas cortes federais por grupos defensores dos casamentos homossexuais, foi lançada em novembro de 2008 e paralisou esse tipo de casamento.
O tribunal de apelações do 9º circuito judicial da Califórnia declarou no último dia 7 de fevereiro que a proposição é inconstitucional, apesar de ela continuar nas mãos da Justiça e estar sendo encaminhada para a Suprema Corte dos EUA.
O espetáculo é baseado em um roteiro de Dustin Lance Black, ganhador de um Oscar por seu texto em Milk – A Voz da Igualdade, filme sobre Harvey Milk, símbolo nos EUA por ter sido a primeira pessoa abertamente homossexual a ser eleita para um cargo público no país.

Segundo Reiner, a peça procura mostrar como foram os debates na sala do tribunal na apresentação do caso em 2010, quando a Corte Suprema da Califórnia decidiu impedir que as câmeras de televisão gravassem o processo. “Hoje podemos mostrar ao povo de todo o mundo um olhar do que aconteceu a portas fechadas”, comentou o cineasta.

Além de Clooney e Pitt, 8 contará com a participação de astros como Martin Sheen, Kevin Bacon, Jane Lynch, Matthew Morrison e Jamie Lee Curtis. A peça poderá ser conferida ao vivo no sábado (3), a partir das 23h (de Brasília), através do canal da organização Afer no YouTube. A obra será encenada no teatro Wishire Ebell de Los Angeles, na Califórnia.


Fonte: EFE

EUA: legisladores de Maryland aprovam casamento gay Resposta


Legisladores do estado de Maryland, leste dos Estados Unidos, aprovaram nesta quinta-feira (23/02) um texto que legaliza os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que deve ser promulgado pelo governador democrata do estado.
O Senado estadual aprovou o texto por 25 a 22, que tinha sido aprovado anteriormente pela Câmara Baixa, segundo um site governamental.
Maryland se tornará assim o oitavo estado americano a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O governador Martin O’Malley disse que aprovará o projeto de lei, mas ainda não estava claro quando isso deve ocorrer.
Até agora, sete estados americanos – Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, New York, Vermont e Washington – além do distrito de Columbia, permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas a questão permanece controversa, especialmente em um ano eleitoral.
Na semana passada, legisladores em Nova Jersey aprovaram uma lei legalizando casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas o governador republicano Chris Christie vetou o projeto, afirmando que o tema era tão importante que “devíamos deixar as pessoas de Nova Jersey decidirem”.
Christie, uma nova estrela do Partido Republicano, defendeu um referendo popular sobre o tema.
Um grupo de 80 prefeitos americanos – incluindo o de Nova York, Michael Bloomberg, o de Chicago, Rahm Emanuel, de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, e Annise Parker, de Houston – iniciaram no mês passado uma campanha para apoiar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O casamento gay foi brevemente autorizado na Califórnia em 2008, mas mais tarde foi banido em um referendo que reescreveu a constituição estadual para restringir o casamento a uniões entre um homem e uma mulher.
Uma corte de apelações federal americana declarou este mês que a decisão da Califórnia era inconstitucional.
Oponentes devem apelar, e a legalidade dos casamentos gays deve ser decidida pela Suprema Corte.

*Reportagem: France Presse

Cabeleireiro se recusa a atender governadora que é contra os direitos dos homossexuais 1

O cabeleireiro Antonio Darden se recusa a atender a governadora do Novo México.
Tem sido um movimento que já dura um tempo (embora raramente aplicado) entre pessoas LGBT, especialmente os homens gays que trabalham nas áreas de serviço criativo: se você discriminar a comunidade gay, alguns se recusam a atender, planejar ou decorar o seu casamento, fazer seus vestidos, ou deixar as mulheres mais bonitas para algum evento. 

Agora, um cabeleireiro gay não brincou em serviço e levou a sério essa questão. 
Antonio Darden foi o responsável por preparar o cabelo da governadora do Nova México, nos Estados Unidos, Susana Martinez, em três diferentes ocasiões. Martinez é uma republicana que teve o apoio de Sarah Palin no ano passado e, embora defenda que a Constituição dos Estados Unidos precisa de uma emenda que proíba o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ela ainda gosta de ter os ¨cidadãos de segunda classe¨, como alguns gays se entitulam perante uma constituição que não é igualitária para todos, cortando seu cabelo. Então, quando a equipe da governadora ligou para agendar uma quarta visita ao salão de Antonio, ele não aceitou: 
– Não tem muito tempo que os assessores da governadora ligaram querendo marcar uma nova visita ao meu salão. Por causa de suas posições e seus pontos de vista sobre o casamento gay eu disse a seus assessores que não a atenderia. Ligaram no dia seguinte, perguntando se eu tinha mudado de idéia sobre a visita da governadora e eu disse não novamente. 
Darden, que vive junto com seu parceiro há 15 anos, completa: 
– Eu acho que é apenas uma questão de igualdade, dignidade para todos. Acho que todo mundo deve ter o direito de ficar junto com quem ama.

Retrocesso: Como prometido, governador de Nova Jersey, nos EUA, veta lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo Resposta

Chris Christie: Governador de Nova Jersey
O governador de Nova jersey, Chris Chritie, cumpriu o que prometeu e vetou a lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo no estado. O veto foi dado ontem (17/02), seis horas após ter recebido o projeto enviado pela Assembléia que deu a aprovação final na quinta-feira. 

Em um comunicado oficial de seis páginas, Christie afirmou que não há direito constitucional fundamental para o casamento homossexual, mas os casais homossexuais em Nova Jersey tem todos os mesmos direitos e benefícios dos casais héteros através de uniões civis. Sendo assim, o projeto voltou para o Legislativo, que tem até 2014 para aceitar o veto de Christie ou derrubá-lo, se conseguir votos suficientes. 
Alguns ativistas também afirmam que o veto não significa exatamente que o governador de Nova Jersey seja anti-gay, mas reinforça que tal atitude tenha ligação com as eleições presidenciais de 2016, e que o eleitorado republicano da Carolina do Sul é totalmente contra os gays. 
O presidente do Senado americano, Steve Sweeney, disse que o veto foi um ato vergonhoso e disse que vai buscar uma solução: 
– Hoje, o governador de Nova Jersey plantou os pés no lado errado da história. Ele certamente não merece qualquer crédito que posivelmente irá receber por ter mantido sua posição equivocada. Ele teve a chance de fazer a coisa certa, mas falhou miseravelmente. 
Se o projeto fosse aceito pelo governador, Nova Jersey se tornaria o oitavo estado americano a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Japão concede visto a gay brasileiro casado com cônsul dos EUA Resposta

O brasilerio Émerson, ao fundo, e o americano Patrick.
 (Foto: BBC/Brasil)
Embora o Japão ainda não permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em um caso inédito no país, o governo concedeu ao brasileiro Emerson Kanegusuke, 39 anos, o direito ao visto diplomático por ser casado oficialmente com o cônsul-geral dos Estados Unidos em Osaka-Kobe, Patrick Joseph Linehan, 59 anos.

Com a entrada de Barack Obama no governo, em 2008, Washington passou a dar tratamento igual aos casais homoafetivos. Apesar de o país também não autorizar por lei o casamento gay – somente seis estados e o distrito de Columbia permitem este tipo de união -, o governo americano passou a reconhecer oficialmente os parceiros de diplomatas como membro da família. “Por isso, quando fomos transferidos para cá, o Japão me admitiu como ‘diplomata’, conforme foi solicitado pelo governo dos Estados Unidos”, contou o brasileiro à BBC Brasil. O casal chegou ao Japão em agosto do ano passado, vindo de um período na Coreia do Sul.
Para o vereador Wataru Ishizaka – que junto de Taiga Ishikawa foram os primeiros políticos assumidamente gays eleitos em 2011 – este foi um importante passo no reconhecimento dos direitos dos homossexuais no Japão, pois o Ministério das Relações Exteriores mostrou que há espaço para um debate sobre o tema. “Mas é preciso lembrar que ainda somente familiares de diplomatas têm essa chance de obter o visto de permanência”, disse ele à BBC Brasil.
Ishizaka explicou que casais comuns ainda terão de esperar um tempo, pois primeiro é preciso aprovar legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país.
“O grande problema seria o registro de estrangeiro, pois o Japão teria de mudar toda a lei local – inclusive para os japoneses – para poder aceitar a mudança de estado civil no documento.”
O governo brasileiro também segue os mesmos passos dos Estados Unidos e do Japão e, no ano passado, com base na manifestação do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu as uniões homoafetivas como estáveis, a Divisão do Pessoal do Itamaraty passou a aceitar pedidos de inclusão de companheiros homoafetivos como dependentes. Os primeiros requerimentos aceitos foram publicados em julho de 2011.
Visibilidade
De acordo com Patrick, o governo americano apoia e encoraja os funcionários públicos a assumirem sua sexualidade.
“A secretária (Hillary) Clinton disse que ‘o direito dos gays é questão de direitos humanos’ e tivemos grandes progressos em relação à igualdade de direitos, mas por causa da legislação federal ainda há limites”, disse o diplomata.
Por isto, o casal não tem medo de se expor, mesmo no Japão. “Foram várias as ocasiões em que pessoas chegaram para nós e nos agradeceram porque viram ou ouviram nós sermos nós mesmos”, contou Emerson.
“Pessoas mais velhas e também jovens, muitos deles heterossexuais nos agradecem por apenas mostrarmos o que somos de fato.”
“Funcionários do governo nos recebem como um casal e nos tratam com a mesma cortesia que tratariam outros diplomatas. Já nos encontramos com prefeitos e governadores, empresários, acadêmicos e todo tipo de cidadão japonês. Sempre fomos bem recebidos”, ressaltou o americano.
“Acho que as pessoas estão começando a aceitar a ideia de que um ‘casal’ pode ser dois homens ou duas mulheres”, emendou.
Emerson e Patrick já foram temas de reportagem em dois dos maiores jornais do Japão e também da TV local. Eles também foram destaque na Parada Gay de Osaka, no final de 2011, e devem participar da Parada do Orgulho Gay de Tóquio, em abril próximo.
Para Emerson, um dos fatos mais marcantes foi quando o grupo de Mulheres Nipo-americanas da região de Kansai o convidou para ser o presidente honorário. Até então, tradicionalmente, essa posição era ocupada pela esposa do cônsul americano.
“Recusei, mas continuaram insistindo. Elas, grande maioria senhoras acima dos 60 anos, disseram que o grupo – que existe há 35 anos – precisava se modernizar”, contou o brasileiro. “Numa eleição, todas disseram que não faria diferença se o cargo de presidente fosse ocupado por uma mulher ou homem gay, e que o importante seria o caráter da pessoa.”
Ex-militar
Emerson é filho de um descendente de japoneses com uma “típica brasileira” – “os ancestrais são uma grande mistura de europeus, índios e negros”, conta. O brasileiro, que atualmente faz duplo mestrado, nasceu e cresceu na região do ABC, em São Paulo.
Aos 16 anos, ele ingressou na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAer) e, aos 18, já era sargento da Força Aérea Brasileira (FAB). Morava em Pirassununga (SP) e tinha namorada. “Mas ainda assim não era feliz, faltava algo, por isso o namoro durou muito pouco tempo”, lembra.
“Sabia que tinha uma atração por homens, mas não entendia o porquê. Na força aérea o gay é classificado como pederasta e era crime assumir. Não tinha em quem me espelhar, eu não tinha exemplos a seguir, e além do mais corria o risco de ser preso.”
Os Ministérios da Defesa e da Justiça do Brasil querem derrubar o artigo do Código Penal Militar, criado durante a ditadura militar, que pune a chamada “pederastia”. Mas o tema ainda está em discussão.
Em 1995, Emerson pediu desligamento da Força Aérea Brasileira e foi para o Japão trabalhar em fábrica, como decasségui. Em 2002, durante a Copa do Mundo de futebol, conheceu Patrick e, desde então, vivem juntos. Em 2007, eles oficializaram a união no Canadá.
Emerson diz acreditar que o Brasil avançou nos direitos homoafetivos, mas muito ainda há que ser feito. “Fico desanimado quando vejo que o país que tem a maior festa gay do mundo é o mesmo em que se vê nos jornais quase todos os dias gays sendo agredidos e mortos, e nas novelas e programas de humor gays sendo ridicularizados”, critica o brasileiro. “E isso não é um problema só dos gays, isto é um problema da sociedade inteira.”
No Brasil
Desde dezembro de 2006, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) passou a incluir entre os beneficiários de plano de assistência à saúde suplementar “o companheiro ou companheira de união homoafetiva, comprovada a co-habitação por período igual ou superior a dois anos”.
A partir de então, a Divisão do Pessoal do Itamaraty começou a aceitar pedidos de inclusão de dependentes de diplomatas. Estes beneficiários eram incluídos nos assentamentos dos servidores para fins de assistência a saúde apenas.
Em maio de 2010, o Itamaraty passou a autorizar também a concessão de passaporte diplomático ou de serviço, além de solicitar visto de permanência em favor de companheiros homoafetivos.
Já em relação a diplomatas estrangeiros que servem no Brasil, o Itamaraty os credencia e concede os privilégios devidos, desde que respeitado o princípio da reciprocidade de tratamento pelo outro país.
Dos países consultados, 37 até agora aceitaram conceder tratamento igual aos companheiros homoafetivos de diplomatas brasileiros servindo no exterior. 
*Informações da BBC/Brasil

EUA: Legisladores de Nova Jersey aprovam casamento entre pessoas do mesmo sexo. Governador promete vetar a lei. Resposta

Chris Christie, governador de Nova Jersey, promete vetar lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os legisladores do estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, aprovaram na última quinta-feira (16/02), um projeto de lei que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas a medida parece que não vai ter um futuro promissor, já que o governador republicano do estado, Chris Christie, prometeu vetar o projeto. 


A Assembleia Geral do Estado votou com 42 votos a favor da medida contra 33, após a aprovação pelo Senado no início desta semana. A medida deve ser enviada para Christie nesta sexta-feira.
Christie, que está em ascensão no Partido Republicano e apóia o possível candidato à Presidência dos EUA, Mitt Romney, tem sido apontado como um possível candidato à vice-presidência, e já afirmou por várias vezes que não deve aprovar o projeto: 
– Eu não sou um fã de casamento do mesmo sexo. Não é algo que eu apoio. Eu acredito que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Esse é o meu ponto de vista. E isso será o ponto de vista do nosso estado, porque eu não iria assinar um projeto de lei como o de Nova York. 
Mesmo afirmando que irá vetar o projeto, Christie cogita um possível referendo para decidir essa questão. 
Nos Estados Unidos, sete estados já legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo: Connecticut, Iowa, Massachusetts, Nova Hampshire, Nova York, Vermont e Washington – e o Distrito de Columbia. 


Ricky Martin fala de casamento, filhos e loucuras de amor para revista americana. Confira na íntegra: Resposta

O cantor Ricky Martin deu uma entrevista para a revista americana ¨Details¨, onde falou sobre seu namorado há mais de quatro anos, Carlos González Abella, filhos e loucuras que já fez por um amor. Na entrevista, Ricky ainda comenta sobre George W. Bush e a experiência de conhecer Dalai Lama.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:
– Você certa vez pediu a um piloto para fazer um pouso não planejado em Porto Rico para que você pudesse visitar a sua avó. Qual é a coisa mais espontânea que você já fez para um homem? 
Ricky Martin: Eu cancelei um show uma vez para estar com alguém que eu amava.
– Você realmente cancelou um show? 
Ricky Martin: Eu fiz isso um dia. Pensei: “Você vive em outro país. Eu moro em outro país. Isto é incrível e eu me sinto incrível.” Meu empresário inventou alguma desculpa. Era a data mais cara que eu já estive. Mas hey, foi um dia muito bonito.
– Você se arrepende de esperar tanto tempo para se assumir gay? Será que você não sente que perdeu tempo? 
Ricky Martin: Você sabe, quando eu ouço falar de um menino ou uma menina que se assume aos 15, eu penso, “Você é tão sortudo.¨ Vou dar-lhe uma ovação de pé. Mas não há nada que você possa fazer sobre isso. Você tem que ir através do ontem para ser quem você é hoje.
– Quando você se assumiu, você disse: “Eu sou muito abençoado de ser quem eu sou.” O que quis dizer? 
Ricky Martin: Bem, eu não sei quem é o seu Deus, mas meu Deus não comete erros.
– Será que George W. Bush concorda? Você cantou na posse dele, em 2001, mas depois de um show que mudou de idéia sobre ele. 
Ricky Martin: Eles me deram a oportunidade de representar a comunidade latina na posse. Foi além da política. No dia seguinte eu estava em 85 capas de jornais de todo o mundo. Um monte de gente disse: “Será que você vai tirar uma foto com ele novamente?” Eu disse, “Bem, ele tem que fazer muito sobre tráfico de seres humanos para que isso aconteça.” Agora eu diria que ele tem que fazer um monte sobre o tráfico humano e sobre a comunidade LGBT.
– Você está namorando o mesmo homem, Carlos González Abella, por mais de quatro anos. Te Incomoda que a igualdade no casamento não é uma realidade? 
Ricky Martin: Eu não quero culpar o governo. Eu acho que há uma fé roubada, uma interpretação do que Deus disse “, diz.” Esse é o seu Deus, eu tenho o meu Deus. Trata-se de direitos civis. Eu não estou lhe dizendo em que acreditar. Eu gostaria que as pessoas compreendessem que o amor se manifesta de diferentes maneiras. Permitam-me ter a minha vida e eu não vou mexer com a sua. Aí é quando eu luto e fico com raiva e dou soco na mesa. E então eu falo. Martin Luther King Jr. disse: “Nossas vidas começam a acabam no dia em que nos calamos sobre as coisas que importam.”
– Muita gente achou que você aplicou para a cidadania espanhola para que pudesse casar com Carlos. 
Ricky Martin: Confie em mim, todo mundo está me perguntando quando eu vou casar.Pessoas que eu não conheço estão insistindo. Mas não é algo que estamos falando.
– Qual é a diferença entre namorar um homem e namorar uma mulher, além do óbvio? 
Ricky Martin: Eu não gosto de generalizar, mas quando um cara diz: “Eu gosto de você”, ele quer dizer eu gosto de você. Quando ele diz “eu te amo” ele quer dizer eu te amo.
– Eu li em algum lugar que vocês dois estão alugando um apartamento de 32 mil dólares por mês. 
Ricky Martin: Bem, eu não preciso de nada para viver, para ser honesto. Me dá um colchão ou um futon no chão e eu serei o campista mais feliz.
– O apartamento é de 3.500 metros quadrados. . . 
Ricky Martin: Mas então, de repente, de um futon eu preciso de cinco quartos. Não sou eu. Meus filhos têm uma sala. A babá tem uma sala. Tenho muita sorte de dizer que a minha mãe, ela está viajando comigo e ela está me ajudando a criar meus filhos. E, em seguida, as crianças começam a ir à escola na próxima semana.
– Como foi a competição para matricular seus filhos em uma faculdade em Manhattan? 
Ricky Martin: Você não tem idéia. Um monte de gente me falou sobre isso, e eu não sabia até que eu realmente embarquei na missão. Há documentários sobre isso. Eu tive que escrever um ensaio sobre os meus filhos. Isto é para matricular no maternal, não é a faculdade. Mas eu entendo que é assim que acontece. Sentei na frente do meu computador e eu abri meu coração. Aparentemente, estamos dentro.
– Em seu livro de memórias, EU, você escreve sobre o seu interesse pelo budismo. Você conheceu o Dalai Lama? 
Ricky Martin: Eles dizem que você só encontra o Dalai Lama se, carmicamente, você está no lugar certo para se encontrar. Após a quarta vez que eu deveria encontrá-lo, seus assistentes ligaram: Você quer ir para Nova Delhi para conhecê-lo? Eu peguei um avião em Paris. Estávamos voando sobre o Afeganistão, mas o piloto disse que eles fecharam o tráfego aéreo. Você sabe como isso é intenso? Você está prestes a conhecer a Sua Santidade e há uma parede no ar dizendo: “Não, não é a sua hora ainda.” Eu disse ao capitão: “Podemos voltar para casa.”
– Você alguma vez chegou a encontrá-lo? 
Ricky Martin: Ele veio para uma conferência em Nova York e nos conhecemos. Você sabe, o silêncio era o suficiente. “Deixe-me apenas admirar a sua presença.” Mas ele está em contato com a criança dentro dele, ele estava fazendo piadas. Bobas, piadas bonitas.Ele tem um incrível senso de humor.
– Quando foi a última vez que você tirou suas roupas e saiu dançando na chuva, como você canta em “Livin ‘La Vida Loca”? 
Ricky Martin: É engraçado você dizer isso. Eu acabei de fazer isso no meu período de férias na Polinésia Francesa.

Comissão da OAB pede que TJ discipline casamento gay em MS Resposta

Com base em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) do ano passado, a Comissão da Diversidade Sexual da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seccional Mato Grosso do Sul, solicitou ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que seja criado um provimento que determine aos cartórios realizarem o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Segundo o advogado Rodrigo Beck Pereira, membro da Comissão, a ideia é que o procedimento estabeleceça uma rotina uniforme nos cartórios para que não haja “constrangimento” das pessoas que buscam o registro.
“Alguns cartórios no Brasil já se negaram a registrar o casamento e várias pessoas entraram na justiça. Os cartórios têm uma certa autonomia para poder atuar, e o provimento uniformiza isso”, comenta.
Ano passado, o STF decidiu que não existe impedimento legal para a união entre pessoas do mesmo sexo. Porém, um dos argumentos para a recusa do registro, segundo Pereira, seria que a Constituição Federal se refere à união duradoura entre homem e mulher.
Mato Grosso do Sul foi um dos primeiros estados a aprovar provimento para união estável de casais homoafetivos, antes da decisão do Supremo. Agora, a OAB quer que casais gays possam ter certidão de casamento.
“Com o provimento, o direito fica amparado e claro para todo mundo. Não há risco de constrangmento, não tem aquela situação de incerteza”, conclui o advogado.
Um processo administrativo será aberto pela Corregedoria-Geral de Justiça para estudar o provimento. O órgão, que recebeu o pedido ontem, preferiu não se posicionar oficialmente sobre o assunto.
*Informações Jornal Dia a Dia.

Casais gays se casam no Empire State Building, em Nova York Resposta

Shawn Klein e Phil Fung se casam em Nova York (Foto: Andrew Burton)
Todo ano, milhares de casais decidem se casar no dia dos namorados em um dos prédios mais famosos do mundo, o Empire State Building, em Nova York. Tradição há quase vinte anos, americanos e pessoas do mundo todo escolhem a data especial, que é comemorada no dia 14 de Fevereiro nos Estados Unidos, para unirem os laços em uma cerimônia tradicional e irreverente ao mesmo tempo.

Até o ano passado, tal celebração era privilégio apenas dos casais heterossexuais, mas depois da lei que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada em Nova York no aano passado, este ano, vários casais gays subiram no mais alto altar da cidade para comemorar e oficializar a união.

O dia dos namorados foi comemorado na última terça-feira nos Estados Unidos e foi especialmente comemorado pelos casais gays que pela primeira vez, depois que o governador de Nova York, Andrew Cuomo, assinou a lei que faz de Nova York a sexta e mais populosa cidade americana a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em junho do ano passado.

Juntos há dezoito anos, Phil Fung e Shawn Klein formam um dos casais que se casaram no topo do Empire State Building, e mesmo depois de tanto tempo, decidiram oficializar a união. Fung e Klein formaram um dos quatro casais selecionados entre centenas de candidatos que se inscreveram e mandaram vídeos para ganharem um casamento dos sonhos no 61º andar do Empire State Building. Ainda como prêmio, os noivos também ganharam smokings e estadia de duas noites em um hotel da cidade.

De acordo com estimativas, cerca de 21.000 casais homossexuais de Nova York devem se casar na cidade nos próximos três anos da nova lei, e outros 42.000 casais de outros lugares devem escolher a cidade como o lugar ideal para celebrar seus casamentos. Ainda segundo pesquisa, o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve gerar cerca de 284 milhões de dólares para a economia de Nova York.

Casamento gay é uma ameaça à Humanidade, diz Bento XVI 2


O papa Bento XVI disse na segunda-feira (09/01) que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque “o próprio futuro da humanidade”. Foram as declarações mais homofóbicas já proferidas pelo pontífice contra o casamento civil gay, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, abordando questões econômicas e sociais contemporâneas.
Segundo Bento XVI, a educação das crianças precisa de “ambientes” adequados, e “o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher”. “Essa não é uma simples convenção social”, disse o Papa, “e sim a célula fundamental de cada sociedade.
“Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade”.
Em vários países – principalmente no mundo desenvolvido -, autoridades eclesiásticas católicas protestam contra iniciativas voltadas para a legalização do casamento gay. Nos EUA, um dos principais paladinos dessa causa é o arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, que será sagrado cardeal pelo Papa em fevereiro. Numa recente carta, Dolan criticou o presidente Barack Obama por sua decisão de não apoiar uma proibição federal ao casamento homossexual, e alertou que essa política pode “precipitar um conflito nacional de enormes proporções entre a Igreja e o Estado”.
A Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores no mundo (nem todos praticantes), prega que as tendências homossexuais não são pecado, mas que os atos homossexuais são, e que as crianças devem crescer em uma família tradicional, com um pai e uma mãe. “A unidade familiar é fundamental para o processo educacional e para o desenvolvimento dos indivíduos e Estados; daí a necessidade de políticas que promovam a família e auxiliem na coesão social e no diálogo”, disse Bento XVI a diplomatas. O casamento gay já é legal em vários países europeus, como Espanha e Holanda.
Interessante notar que a declaração vem de um senhor que nunca se casou e não teve filhos, que dirige uma religião em que os sacerdotes não podem se casar, constituir uma família tradicional e nem perpetuar a espécie. Além de cometer o crime de proibir o uso do preservativo, ainda vem com esse papo de perigo para a humanidade. O que dizer de inúmeras crianças que precisam ser adotadas e de outras formas (não convencionais) de se ter filhos?

Romário defende casamento gay: "Eu sou a favor da felicidade" Resposta

O deputado federal Romário tirou o terno e abriu as portas de seu condomínio, na Barra, para receber o colunista Leo Dias do jornal O Dia. Num bate-papo descontraído, o Baixinho não fugiu a nenhuma pergunta. Ele dá sua opinião sobre o casamento gay, conta como era a sua época na Seleção Brasileira de Futebol e ainda manda um recado para Renato Gaúcho, que diz ter ficado com cinco mil mulheres: “Parabéns, hein, amigo! Tem que respeitar esse malandro”. E, apesar de não negar que adora mulher, garantiu estar longe da marca divulgada pelo amigo. Confira a entrevista na íntegra:


Leo Dias: Você foi considerado um dos melhores deputados de 2011 por um jornal. Foi uma surpresa para você?


Romário: Sim. Nos últimos tempos, algumas pessoas têm me visto como um inimigo da Globo e da família Marinho. Acho que é o contrário. Sempre respeitei, tive muito carinho e sou grato por tudo que eles fizeram por mim. Pode ter havido, em algum momento, problemas pelo fato de eu ter trabalhado em outra emissora, mas é até bom aproveitar essa oportunidade para dizer que foi um trabalho [ele foi comentarista da Record no Pan].

Leo Dias: Você achou que ficou queimado com a Globo quando assinou com a Record?


Romário: Não. Na verdade, não assinei contrato para receber. Eu fui convidado…

Leo Dias: Mas você ganhou?


Romário: Infelizmente, não. Eu até queria ganhar, porque fui fazer um trabalho, mas 15 dias antes de assinar o contrato, fiquei sabendo que era proibido. A televisão é uma concessão pública e o político não pode receber e ter contrato com uma empresa estatal e muito menos com empresas que são concessão pública.

Leo Dias: Mas e o Wagner Montes,que é apresentador na Record e parlamentar?


Romário: Existem alguns casos de exceção, como Wagner Montes, Tiririca, Garotinho. Pode ser que eles tenham uma outra forma de contrato e que já não vigorava quando fui fazer o trabalho na Record.

Leo Dias: Gostou da experiência?


Romário: Adorei. Existe uma possibilidade de a emissora me convidar mais uma vez.

Leo Dias: Mas… de graça?


Romário: Eu iria. Iria mais amarradão se eu pudesse receber…

Leo Dias: Mas você não recebeu nada mesmo?


Romário: Não. O que recebi foi a minha passagem, as da minha mulher e das minhas filhas. Elas ficaram lá dez dias, eu fiquei 18 e foi uma experiência do c…! Eu já tinha feito comentários sobre futebol na TV, na Globo, em 1998, quando fui cortado da Copa da França. Mas na Record foi diferente. Tive um espaço legal.

Leo Dias: Você recebeu proposta do prefeito do Rio para apoiá-lo na campanha política deste ano? Você se candidataria?


Romário: Não. O meu partido já tem um acordo de apoiar a prefeitura do Rio, no caso o Eduardo Paes, desde a eleição passada. Por isso, é impossível eu vir a ser prefeito.

Leo Dias: O Paes não te ofereceu o cargo de secretário?


Romário: Ele não me ofereceu nada. A minha vida como político, até o dia 2 de fevereiro de 2015, vai ser, em princípio, como deputado federal.

Leo Dias: Você vai ser candidato à reeleição?


Romário: Não. Por isso que eu trabalho 10, 11 horas por dia quando os políticos, em geral, trabalham seis. Não quero deixar de fazer as coisas.

Leo Dias: Sua rotina hoje é diferente de três anos atrás?


Romário: Completamente. Aprendi a acordar cedo e isso era uma coisa que eu odiava. Às vezes, acordo às cinco da manhã. Quando tenho que ir trabalhar em Brasília, chego lá às 9h30, quando muitos políticos chegam às 14h. Em Brasília, às quartas e quintas, às 9h já estou no gabinete trabalhando. Agora, já me acostumei. Eu estava condicionado a acordar tarde. Comecei a acordar cedo a partir de agosto de 2010, quando comecei a campanha. Fui panfletar na Central do Brasil às 4h da manhã.

Leo Dias: Ali você viu que o Rio é diferente?


Romário: Eu já tinha certeza disso. Eu imaginava que seria um mundo muito diferente do que eu vivia, e não deixa de ser, mas o que eu entendi é que, se você quer fazer, quem tem essa bandeira – bandeiras brancas, como as minhas, relacionadas às crianças, aos deficientes e ao combate às drogas – tem menos dificuldades que os outros deputados para concretizar os projetos.

Leo Dias: Você seria deputado se não existisse a Ivy (sua filha portadora da Síndrome de Down)?


Romário: Acho que não. Nunca fui de acompanhar o dia a dia da política, mas sempre li um pouco. Digo que não sou político, sou deputado federal. Continuo sendo o Romário.

Leo Dias: Como você acha que vai ser sua vida daqui a alguns anos se não estiver como deputado federal?


Romário: Quero fazer alguma coisa relacionada ao esporte, principalmente ao futebol.

Leo Dias: O seu discurso, hoje, é diferente?

Romário: Nesses 11 meses aprendi algumas coisas e me comunico diferente, sim. Quando estou com minha rapaziada, eu continuo sendo o Romário. Quando coloco o terno e a gravata, eu já sou outro.

Leo Dias: E quem é esse cara que está aqui agora?


Romário: Os dois. Estou aqui descontraído, à beira da piscina, e falando sobre política.

Leo Dias: E na noite?


Romário: Sempre fui bastante boêmio.

Leo Dias: Bem boêmio…


Romário: Bem, não! Bastante, pra c…, muito! Não estou dizendo que isso é mérito, mas nunca fui de beber, de fumar e tal. Hoje quando tomo duas tacinhas de champanhe, já fico alegre e paro. Mas dei uma parada com a noite. Agora, nas férias, é que estou saindo mais.

Leo Dias: Você sente falta?


Romário: Claro que sinto. Quem é que não gosta de ver uma mulher gostosa na sua frente se mexendo? Mas tive problemas no meu casamento por conta desse negócio de noite e, pra continuar casado, tive que mudar um pouco.

Leo Dias: Você já declarou que é contra a CBF, mas esteve lá para lutar pelos deficientes. Como foi a conversa com eles na ocasião?


Romário: Eu disse pra eles: “Quero deixar uma coisa bem clara. Não estou aqui para fazer acordo com vocês, estou aqui para dizer que se amanhã a CBF fizer alguma merda, eu vou dar porrada em vocês, como sempre fiz”. Mas o que fui fazer lá não se refere só aos deficientes. A Lei da Copa tem 64 artigos e eu sou contra alguns deles. Um diz que, ao adquirir o ingresso para um lugar no estádio, você tem que ir ao jogo. Caso contrário, a Fifa pode te multar e tem o poder de te julgar. A Fifa quer ser um Estado dentro do nosso Estado.

Leo Dias: Há mais pontos problemáticos nesses artigos?


Romário: Sim. Um exemplo: vamos ao Maracanã. Eu vou de camisa branca e vocês, por acaso, também vão. Sentamos no mesmo lugar. A Fifa entende que aquilo é um marketing de emboscada. Se a cerveja do patrocinador não é da cor branca, a Fifa tem o direito de chegar e tirar a gente do estádio. Não posso, como brasileiro e como deputado, deixar que ela determine o que é certo e o que é errado. A Fifa é uma entidade privada que vai sair daqui com 5 bilhões de euros de lucro.

Leo Dias: Como ex-jogador, o que acha de Adriano passar por tudo que tem passado?


Romário: Todo mundo passa por fases positivas e negativas. O Adriano passa por fases negativas, mas parece que ele mesmo acha os problemas.

Leo Dias: Quais foram as suas fases negativas?


Romário: Muitas. Já passei três jogos sem fazer gols.

Leo Dias: Mas fora de campo…


Romário: Há três anos, tive um problema financeiro e passei por um bloqueio judicial.

Leo Dias: Mas é diferente…


Romário: Ah, sim, fases como essa de um tiro na mão de uma pessoa… Parece que uns procuram, o Adriano acha. É f…

Leo Dias: Mudando o assunto: tinha muita mulher na Copa de 1994?


Romário: Mulher tem em todo lugar… As concentrações têm muita segurança. Mas eu, quando tive minha Copa, aproveitei.

Leo Dias: E é a favor do casamento gay?


Romário: Sou, pô. Eu sou a favor da felicidade. Cada um dá o que é seu e f…-se os outros.

Leo Dias: Renato Gaúcho disse que pegou mais de 5 mil mulheres…


Romário: É um direito dele.
Leo Dias: Você também chegou a esse número? Calculou alguma vez?


Romário: Eu, não, pô! Quem me dera! Cinco mil mulheres? Parabéns, hein, amigo! Tem que respeitar esse malandro.

Ricky Martin se casará este mês Resposta

(Archivo El Nuevo Día / Carlos Giusti)

O cantor porto-riquenho Ricky Martin e Carlos González irão se casar no próximo dia 28, informou o site do jornal “El Nuevo Dia”.



Ricky Martin tornou-se um ativista, desde que saiu do armário em março de 2010. Ele já se manifestou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo diversas vezes.

Em Porto Rico o casamento gay é ilegal. Pai dos gêmeos Matteo e Valentino, de 3 anos (cconcebidos com os serviçoes de uma barriga de aluguel), Martin gostaria de se casar lá. E certa vez, falou sobre a homofobia em seu país:

“É o que desejo, que se diga não a discriminação, para que a igualdade entre nós seja uma realidade em meu país”.

*Com informações da EFE