Gays nos quadrinhos podem ajudar a combater a homofobia, diz autora na Comic-Con Resposta


Em maio deste ano, a Marvel anunciou que realizaria o primeiro casamento gay das HQ’s, com o herói Estrela Polar e o namorado Kyle como protagonistas. Menos de um mês depois, a DC Comics tirou o personagem Lanterna Verde do armário. Apesar de as notícias serem recentes, a história da cultura LGBT nos quadrinhos já tem 40 anos, comemorados com discussão na Comic-Con, nesta sexta (13).




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Em conversa com o UOL, a veterana dos quadrinhos gays alternativos, Trina Robins diz que ao levar o assunto para o mainstream com histórias de personagens da Marvel e DC, as duas maiores editoras de quadrinhos dos EUA, “podem ajudar a combater a homofobia.”

“Eu moro em San Francisco, que é bastante amigável para os gays, mas em grande parte dos estados americanos, as pessoas são muito preconceituosas”, explica. “Sempre vão existir pessoas homofóbicas, mas os quadrinhos podem ajudar a entender melhor esse momento.”
O momento a que Robins se refere é o apoio do governo americano e do presidente Barack Obama aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. “É claro que os lançamentos nessa época são uma boa hora para ganhar dinheiro, mas também é sobre mostrar a diversidade desses heróis, tornar o universo mais rico”, completa.

Para James Robinson, autor do quadrinho “Earth 2”, em que Allan Scott revela sua sexualidade, disse que ainda precisa “tomar muito cuidado quando escreve esse tipo de história”. “Acho que nos últimos dez anos melhorou muito, mas infelizmente a América ainda tem dificuldades para aceitar os gays, por isso ainda tenho medo de criar vilões, acho que as pessoas agora precisam de bons exemplos.”

Para Nicola Scott, que ilustrou a história do Lanterna Verde em parceria com Robinson, a história também tenta acabar com o perfil de um estereótipo gay. “O estilo tem que seguir a personalidade do personagem, não sua sexualidade. Um personagem pode ser gay e não ser feminino, ou vice-versa, eles não precisam parecer um casal, o beijo tem que ser algo natural.”

Alyson Bechdel, autora de histórias de personagens lésbicas como “Dykes to Watch Out For”, concorda que introduzir o assunto mostrando histórias com personagens bonzinhos é uma boa solução. “O que importa é que está acontecendo uma mudança orgânica, um envolvimento que pode ajudar a movimentar a sociedade.”

Google lança campanha a favor do casamento gay Resposta

A Google lançou neste sábado (7) uma campanha de apoio à legalização do casamento gay no mundo. A princípio, a iniciativa, chamada de “Legalize Love” (Legalize o Amor, em inglês), estreou apenas na Cingapura e na Polônia, mas a ideia é expandir, concentrando em lugares com culturas mais homofóbicas e leis anti-gays.



Não é a primeira vez que a Google defende o respeito à diversidade sexual. A política implantada dentro de todos os escritórios da companhia espalhados pelo mundo já se manifestou em outras ações públicas. Em 2008, por exemplo, publicaram um texto no blog, criticando a decisão da Califórnia de proibir o casamento gay.

Facebook torna ícone de casamento gay disponível Resposta

Chris Hughes (esq.) e Sean Eldridge

O casamento no último final de semana de um dos cofundadores do Facebook, Chris Hughes, com seu parceiro Sean Eldridge, marcou o lançamento de um ícone para casais do mesmo sexo na rede social.
Antes, se um homossexual mudasse seu status para casado, o Facebook mostraria como ícone um boneco de uma mulher e outro de um homem. Agora, há ícones tanto para casais formados apenas por mulheres ou só por homens.
Já no ano passado, o Facebook havia criado dois novos tipos de status para casais homossexuais na rede social: “união estável” e “em uma parceria doméstica”.
Chris Hughes, 28, colega de faculdade de Mark Zuckerberg, ajudou o CEO do Facebook a fundar a companhia em 2004, trabalhando como relações públicas do site. Homossexual assumido, Hughes, no entanto, ficou conhecido pelo ativismo político e por ser dono e editor-chefe da revista “The New Republic”.
Segundo a “Forbes”, Hughes participou da campanha de Barack Obama em 2008, como diretor de organização online e foi um dos pioneiros nos esforços para alavancar a candidatura do atual presidente dos Estados Unidos emredes sociais.

Fonte: UOL

Gays se casam na vida real para celebrar união homoafetiva de heróis Resposta


Um casal gay oficializou sua união nesta quarta-feira (20) numa loja de revistas de Nova York para celebrar o primeiro casamento homossexual no mundo dos super-heróis, numa nova edição da Marvel. A loja Midtown Comics retardou a sua abertura para celebrar o casamento de Scott Everhart, gestor de um site de saúde em Ohio, com o arquiteto Jason Welker.

A festa, com banda e decoração, coincidiu com o lançamento da edição número 51 da revista “Astonishing X-Men”, na qual Jean-Paul Beaubier, o mutante Northstar, se casa com o namorado Kyle, selando um relacionamento iniciado em 2009.

“Para nós, pessoalmente, foi um jeito divertido de fazer isso”, disse Everhart, de 39 anos, acrescentando que ele e Welker sempre estiveram ligados pelo universo dos quadrinhos. “Leio quadrinhos desde os 18 anos. Quando Jason e eu nos conhecemos, uma das nossas primeiras saídas foi para ir a lojas locais de quadrinhos para ver o que ele achava desse mundo, já que me dedico a ler e colecionar quadrinhos.”

Esses casamentos gays – na ficção e na vida real – marcam um ano da legalização da prática em Nova York, e ocorrem poucas semanas depois de o presidente Barack Obama anunciar seu apoio às uniões homoafetivas. Estima-se que 63 mil casais de gays e lésbicas irão se casar em Nova York nos três primeiros anos de implantação da lei.

*Reportagem: Reuters




Ricky Martin fala sobre casamento gay e mostra família na ‘Vanity Fair’ espanhola Resposta

 O cantor Ricky Martin aparece ao lado de seus filhos, os gêmeos Matteo e Valentino, e de Carlos Alvarez, seu companheiro há quatro anos, em uma entrevista concedida à edição espanhola da ‘Vanity Fair’, adiantou nesta quarta-feira a revista.



Na entrevista, o cantor porto-riquenho, que se nacionalizou Espanhol há quatro meses, fala sobre a lei espanhola de casamento entre homossexuais, que depende apenas de um recurso do Tribunal Constitucional, e afirma que se for aprovada: ‘agora, como cidadão espanhol, levantaria e me juntaria a minha comunidade’.

Ricky Martin, que reconheceu publicamente sua homossexualidade em 2010, também aborda suas antigas relações. ‘Me deitei com mulheres, me apaixonei por elas e senti coisas maravilhosas. Não me arrependo das minhas relações. Me ensinaram muito, homens e mulheres’, afirma.
O artista, que em breve retornará aos palcos da Broadway com o musical ‘Evita’, ainda esmiúça seu relacionamento com o economista Carlos Alvarez, com quem assegura ter vivido coisas ‘lindas’. ‘É de uma cumplicidade, de um entendimento e, ao mesmo tempo, de uma liberdade…’.
Nesta entrevista, incluída na edição de abril da ‘Vanity Fair’ espanhola, o cantor explica como escolheu a doadora dos óvulos para seus filhos e porque rejeita a expressão ‘barriga de aluguel’.
‘Vi a foto e me perguntei: Quem é esta mulher tão angelical, tão transparente? Eu não aluguei uma barriga. Essa expressão é utilizada por fundamentalistas conservadores. Me emprestaram uma barriga e não paguei por ela’, confessa o cantor, que reconhece: ‘Daria minha vida à mulher que me ajudou a trazer a meus filhos ao mundo’.

Governo britânico quer aprovar casamento gay antes de 2015 Resposta

Apesar das ferozes críticas de grupos religiosos, o governo do conservador David Cameron detalhou nesta quinta-feira (15/03) sua proposta para legalizar os casamentos gays no Reino Unido antes de 2015.

Seguindo o exemplo de Espanha, Holanda, Canadá e Argentina, o Executivo britânico apresentou ontem um plano, que será submetido a uma consulta de três meses antes de iniciar sua tramitação parlamentar, com o qual pretende possibilitar que pessoas do mesmo sexo se casem também no civil.

Desde 2005, no Reino Unido os gays e lésbicas podem optar pela união civil, uma figura jurídica que dá praticamente os mesmos direitos que o casamento, com exceção do nome.

‘O casamento é uma celebração do amor e deve estar aberto a todo mundo’, disse hoje a secretária de Igualdade britânica, Lynne Featherstone, ao apresentar a proposta do governo para legalizar as bodas entre homossexuais.

O governo de coalizão entre conservadores e liberal-democratas demonstrou hoje uma vontade contundente na hora de realizar a controvertida mudança legislativa que teve que ser atrasada durante um ano pelas virulentas críticas das igrejas anglicana e católica.

Seus responsáveis consideram que os políticos não deveriam atrever-se a redefinir o conceito de casamento e o cardeal católico Keith O’Brien chegou a qualificar de ‘grotesca’ uma ideia que, segundo ele, ‘envergonha o Reino Unido diante do mundo’.

Neste sentido, a responsável pela Igualdade do governo acusou ontem os líderes religiosos de ‘inflamar as chamas da homofobia’.

Segundo o texto apresentado, que foi homologado também pela ministra de Interior, a conservadora Theresa Mai, o governo quer autorizar os casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, mas proíbe que sejam realizados em igrejas, como propunham alguns ativistas.

Além disso, os homossexuais que já desfrutam de uma união civil poderão transformá-la em casamento, mediante a correspondente certidão, e os casais nos quais um de seus membros mude de sexo não terão que anular seu contrato matrimonial.

‘Para colocar de forma simples, não é certo que a um casal que se ama e deseja formalizar esse compromisso seja negado o direito de casar-se’, afirmam Lynne e Theresa no texto.

Além da oposição religiosa, o plano do governo enfrenta a rejeição de alguns deputados conservadores e por isso se prevê que, quando chegue ao Parlamento, o Executivo dê liberdade de voto aos parlamentares do partido para evitar uma revolta interna.

No entanto, tudo parece indicar que a proposta superará sua tramitação parlamentar e receberá o sinal verde dos deputados, já que conta com os votos dos liberal-democratas e do opositor Partido Trabalhista.

A opinião pública também parece estar a favor dos casamentos gays que, segundo as pesquisas, tem o apoio de 45% da população contra 36% que os rejeitam.

Porém, os críticos à proposta governamental já começaram a fazer barulho e as campanhas contra o casamento homossexual começam a ganhar espaço na imprensa britânica.

A Coalizão pelo Casamento publicou nesta quinta-feira um anúncio de página inteira em vários jornais nacionais que, ilustrando com fotos de casamento de uma centena de casais heterossexuais, assegura que ‘os políticos não deveriam interferir nas grandes instituições do país’.

A legalização do casamento gay conta com o apoio expresso do primeiro-ministro, David Cameron, que no último congresso de seu partido declarou: ‘Eu não apoio o casamento homossexual apesar de ser conservador. Eu o apoio porque sou conservador’.

A virada nas fileiras conservadores foi notável e hoje muitos ativistas se lembraram da polêmica ‘Ata 28’ aprovada em 1998 por um governo conservador que proibia a promoção da homossexualidade como algo aceitável.

A normativa impulsionada pela ex-primeira ministra Margaret Thatcher, que não foi derrogada até 2003, nunca levou a detenções, mas provocou o fechamento de muitas associações que temiam ser perseguidas pela lei. 

*Com informações da EFE