Astro do cinema pornô gay anuncia aposentadoria Resposta

Brysen

Brysen decidiu se aposentar e se dedicar exclusivamente ao esporte.

Um dos maiores atores do cinema pornográfico gay anunciou que vai abandonar a carreira para se dedicar unicamente ao trabalho como atleta de wrestling (um tipo de luta marcial), esporte que pratica há 23 anos. Atualmente Brysen, que era da produtora Sean Cody, integra o time da Universidade de Michigan, no EUA.

“Amigos, família, fãs do meu trabalho anterior, estou super animado por ser host no primeiro evento em minha nova cidade, Los Angeles”, escreveu o ex-ator, que vem atuando como host em casas noturnas. “Não posso nem começar a dizer o quão grato estou por todas as pessoas incríveis que conheci até agora que me ajudaram a me sentir em casa”, continuou.

“Eu me afastei da indústria pornográfica para buscar outras oportunidades de emprego, então, se possível, tente manter o tópico da conversa fora do meu trabalho anterior na indústria cinematográfica adulta. Se você quiser me elogiar, isso é uma coisa, mas flertar e ser um merda só vai te colocar no seu lugar”, escreveu. Bissexual, Brysen atuava em cenas como passivo e ativo.

 

 

Ruby Rose deleta conta no Twitter e critica mulheres e comunidade LGBT Resposta

Ruby Rose

Ruby Rose

 

A atriz norte-americana Ruby Rose deixou o Twitter após reação negativa ao anúncio de que ela fará a heroína Batwoman em uma série de mesmo nome na emissora The CW. As críticas vinham desde sua capacidade de ser atriz até mesmo por não ser a atriz lésbica ideal para o papel.

Antes de apagar sua conta na rede social, Ruby fez uma crítica às mulheres e à comunidade LGBT que não gostaram da sua escolha para o papel, alegando que ela não seria lésbica: “Onde surgiu essa conversa de ‘Ruby não é lésbica então ela não pode ser a Batwoman’ – isso deve ser a coisa mais ridícula que eu já li. Eu saí do armário aos 12 anos? Pelos últimos cinco anos tive que lidar com críticas como ‘ela é muito gay’ e agora vocês mudam de opinião assim? Eu não mudei. Queria que nós nos apoiássemos em nossas jornadas”, escreveu a atriz, segundo o site Deadline.

“Quando mulheres e minorias se juntam nós somos imbatíveis… quando nós começamos a nos destruir causamos muito mais danos do que qualquer outro grupo. Só queria que mulheres e a comunidade LGBT se apoiassem mais. Queria que fôssemos um pouco mais gentis. Este está sendo um ano maluco, especialmente este ano”, continuou.

“Estou ansiosa para sair do Twitter e dormir mais do que quatro horas por noite enquanto foco minha energia nos meus dois próximos projetos. Se precisarem de mim, estarei no meu ‘Batfone'”, completou Ruby.

Disney chama um hétero para interpretar o primeiro gay assumido em um filme seu e recebe críticas Resposta

Jack Whitehall

Jack Whitehall

EM 2019, finalmente a Disney estreia novo filme, em que pela primeira vez terá uma personagem gay.

“Jungle Cruise é um filme inspirado numa antiga atração do parque da Disney, em que os visitantes seguiam por um ‘cruzeiro’ recheado de aventura, lidando com animais e com elementos super-naturais pelo caminho.

O ator e comediante Jack Whitehall (série “Bad Education”) foi o escolhido para o papel, mas a escolha não está foi recebida de forma consensual.

Conta a Sky News que  Omar Sharif Jr., filho do ator nomeado para um Óscar Omar Sharif, e o ator e produtor Emmerson Collins são algumas das figuras que criticaram publicamente a escolha, pelo fato de o ator escolhido ser heterossexual.

O ator Jack Whitehall, por seu lado, publicou recentemente um vídeo nas redes sociais a partir da rodagem do filme, confirmando que já está a trabalhar no projeto e onde realça que foi uma “grande honra” ter sido o escolhido.

O filme, que deverá estrear-se no outono de 2019, conta ainda com nomes como Dwayne Johnson, Emily Blunt e Paul Giamatti no elenco.

Opinião:

Desejo boa sorte ao ator e penso que gays podem interpretar héteros, héteros gays, etc. Entretanto, por se tratar de algo histórico, eles deveriam, sim, ter convidado um ator assumidamente gay para interpretar.

Em documentário de Stephen Fry, Jair Bolsonaro diz que “não existe homofobia no Brasil” Resposta

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“Um dos mais estranhos e sinistros encontros que já tive na vida”: assim o famoso comediante inglês Stephen Fry define a entrevista que fez com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para seu documentário Out There, atualmente em exibição pela BBC no Reino Unido. No documentário, Fry mostra como  a homofobia avança em várias partes do mundo. Infelizmente, para nossa vergonha, o Brasil aparece ao lado de Uganda e Rússia como um dos países onde existem políticos e líderes religiosos que perseguem homossexuais.

Fry, que é gay assumido, chegou a tentar o suicídio durante as filmagens, certamente deprimido com o que presenciou. “Ver tanta ignorância, brutalidade, estupidez e horror não ajudou”, reconheceu. No encontro com Bolsonaro, o comediante conta que se concentrou para não perder a calma diante dos absurdos que ouviu. “Nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay”, afirma o deputado, atribuindo as agressões a homossexuais em nosso país ao uso de drogas e à prostituição. “Mas não há razão para clamor, não existe homofobia no Brasil”, dispara, antes de cair na gargalhada.

Em documentário para abordar o avanço da homofobia no mundo, o comediante e ator Stephen Fry entrevistou o deputado para falar de seu veto contra a criminalização dos crimes em virtude de orientação sexual.

No vídeo, Bolsonaro insinua que “não existe homofobia no Brasil”, afirmando que a maioria dos homossexuais do Brasil morrem em locais de consumo de drogas, de prostituição e até assassinados por seus próprios parceiros.

Entre as frases mais polêmicas, destacam-se “sua cultura é diferente da nossa. Nós não estamos preparados para isso no Brasil, porque nenhum pai vai comemorar por ter um filho gay”. E, principalmente: “Eles querem que os heterossexuais continuem gerando crianças, para que essas crianças se transformem em gays e lésbicas para satisfazê-los sexualmente no futuro”. 

(Parêntese: não adianta se irritar: o único jeito de se livrar de figuras como Bolsonaro é não votando nele. Espalhe essa ideia.)

Assista o trecho do documentário, com legendas em português, onde Stephen Fry entrevista a mãe de Alexandre Ivo, garoto carioca de 14 anos assassinado em 2010 por skinheads, e Jair Bolsonaro. Íntegra de Out There aqui (sem legendas).

“Ele transcende mais a história de amor gay do que ‘O Segredo de Brokeback Mountain’”, diz Bruno Barreto sobre “Flores Raras” 1

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Foi um longo processo entre Lucy Barreto ter comprado os direitos de adaptação do livro biográficoFlores Raras e Banalíssimas – A História de Lota de M. Soares e Elizabeth Bishop, de Carmen Lucia Oliveira, e a estreia do longa Flores Raras hoje. Neste tempo todo, a tecnologia para recriar o Rio de Janeiro da década de 50 evoluiu, a cabeça do diretor Bruno Barreto mudou, segundo ele mesmo, mas uma coisa permaneceu: escalada há 17 anos para o papel de Lota, Glória Pires finalmente terá a chance de se ver na tela grande dando vida à arquiteta e paisagista.

“Certamente, hoje, eu me sinto muito mais preparada, com mais estofo para fazer essa personagem, dessa magnitude, do que 16 ou 17 anos atrás”, comenta Glória em entrevista, acrescentando: “Eu trabalho há 42 anos. Dezessete não é nada, mas ao mesmo tempo é tudo é tudo. A vida passa, o tempo está aí, as coisas estão acontecendo. E, sendo atriz, as coisas me atingem e operam mudanças ou acrescentam”, complementa. “A confiança na intuição muda. Eu sou uma atriz muito intuitiva. A personagem é real, mas a forma de realizar há 16, 17 anos teria sido outra. Nesse tempo, o Bruno também viveu outras coisas.”

Além disso, a artista chama a atenção para o fato de essa ser uma história verídica. “Quando você tem um personagem real, você tem outro tipo de responsabilidade. Acho que tem que tomar mais cuidado, porque aquela pessoa existiu, não é uma ficção”, acredita Glória. “Quando se está em uma personagem fictícia, há mais liberdade, não está preso a nada. Não sei se é mais fácil ou mais difícil.”

Bruno corrobora da teoria de que a demora para a realização (que tem entre os motivos o tempo que ele mesmo levou para aceitar dirigir o longa, mais problemas de patrocínio) acabou sendo positiva. “Não seria um filme tão bom, as coisas têm um tempo de maturação e eu não estaria maduro para fazer. Essa história precisa ser contada no tom certo e isso exige maturidade, serenidade”, diz ele. Bruno tem esperanças de indicação para o Oscar tanto para Glória, quanto para Miranda Otto, atriz australiana que vive Elizabeth Bishop, poetisa norte-americana vencedora do Pulitzer e companheira de Lota por muitos anos. A expectativa vem em um momento que ele considera absolutamente positivo para a produção audiovisual brasileira. “Hoje em dia, se você quer formar uma equipe de primeira linha, precisa bookar as pessoas com 6 meses de antecedência no mínimo”, comenta.

Glória está ótima como protagonista, mas o talento da atriz é complementado pela também impecável Miranda, que contracena com ela em algumas das sequências mais complicadas. “Quando recebi o e-mail, não acreditava na minha sorte de ter o papel e de vir para o Brasil e fiquei maravilhada com a estética e a cinematografia”, conta Miranda. “Eu não sabia muito sobre Elizabeth Bishop e quando li o roteiro fiquei encantada com essas mulheres”, continua ela, lamentando o fato de que não há herdeiros de Bishop que poderiam ter a chance de “revê-la” nesta interpretação. “É triste, não?”

Apesar de a trama homossexual não ser o conflito central do filme, ela chega em um momento peculiar no Brasil, que debate com mais intensidade do que nunca a igualdade de direitos para pessoas do mesmo sexo. “Não crio uma expectativa quanto a isso”, diz Glória sobre uma possível reação conservadora do público acostumado a vê-la em novelas. “Fiz a personagem da melhor forma que pude e me deu um enorme prazer em fazer. Tenho o maior orgulho de ter feito esse filme, ter recebido esse personagem para interpretar. É até aí onde eu vou. Eu gosto do que eu vejo, fico orgulhosa do que eu vejo. Então, tudo o que houve de espera, de ansiedade, acho que valeu a pena”, completa. “Como as pessoas vão receber, não sei.”

Bruno pensa de forma semelhante, e crê que se estivesse procurando patrocínio neste momento, talvez tivesse tido mais facilidade, pelo calor do debate. Mas diz que espera que o sucesso do projeto não venha desse contexto porque “esse não é o tema do filme. O tema do filme é a perda. O fato de ter um romance entre duas mulheres é só um elemento – um elemento que não evito e mostro de maneira natural”, opina. “Ele transcende mais a história de amor gay do que O Segredo de Brokeback Mountain”, diz Barreto, fazendo referência a uma comparação que tem sido constante. “[Nele,] o fato de serem dois homens é muito parte do conflito. Aqui, não. O conflito aqui é que elas são muito diferentes. Uma é uma maluca que acha que pode tudo, mas no fundo é frágil; e a frágil que no fundo é muito forte.”

Fonte: Rolling Stone Brasil

Glória Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade ao assistirem “Flores Raras” Resposta

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Glória Pires foi a grande homenageada no Festival de Gramado deste ano

Com mais de 40 anos de carreira e prestes a completar 50 anos de idade, no dia 23 de agosto, a atriz Glória Pires fala de maturidade para explicar como se preparou para sua nova personagem no cinema, a arquiteta Lota de Macedo Soares, em “Flores Raras”, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (16) e conta a história de amor entre Lota e a poeta americana Elizabeth Bishop, vivida por Miranda Otto.

Pires foi convidada para protagonizar o longa há 17 anos, quando a produtora Lucy Barreto adquiriu os direitos do livro “Flores Raras e Banalíssimas”, de Carmen L. Oliveira. O roteiro demorou anos para sair do papel porque a produtora não encontrava um diretor. Inicialmente, Bruno Barreto, filho de Lucy, não havia se interessado pela história. O projeto chegou a ser oferecido para Hector Babenco, que também recusou.

Somente em 2008, Bruno acreditou que poderia contar essa história e decidiu começar a filmar em 2012. “Acredito que as coisas tenham um tempo para acontecer. Acredito na maturação. Ao longo desses anos houve um amadurecimento pessoal e profissional. O tempo é o melhor preparador que a gente pode ter”, disse ele durante o Festival de Gramado, que teve a edição de 2013 aberta com “Flores Raras”.

Mesmo tendo morado nos Estados Unidos por alguns anos, Pires disse em entrevista ao UOL que graças ao tempo ganhou desenvoltura para atuar em inglês, língua predominante no filme de Barreto. “Ganhei desenvoltura para não me sentir ridícula para atuar em uma língua que não é minha”. A atuação foi bastante elogiada pelo diretor, produtores e críticos.

Homossexualidade na tela

O novo filme de Barreto vem ganhando destaque na imprensa por contar a história de amor entre duas mulheres e Pires espera que as pessoas consigam ver o amor homossexual com mais naturalidade. Para ela, o filme desmistifica o universo gay já que a relação delas é colocada de uma maneira bastante comum. “O filme é muito bonito, muito verdadeiro e nada apelativo. Espero que as pessoas assistam. Caso exista alguma barreira em relação a isso, quero que ela seja vencida”, disse ela.

Glória explica que sua visão sobre a homossexualidade sempre foi de muita naturalidade. Criada em um família de artistas, pai comediante e mãe produtora, Glória disse que convive com homossexuais desde os oito anos de idade. “Meus pais sempre tiveram amigos homossexuais. Alguns enrustidos, alguns assumidos, alguns transexuais. Então é uma coisa que sempre fez parte do meu universo. Nunca foi uma questão. Não tinha nada que eu não soubesse ou que tivesse que aprender com o ‘Flores Raras’ nesse sentido”.

Aprendizado com personagens

Fazendo uma retrospectiva de sua carreira, Glória disse que é muito grata e que aprendeu muito com tudo o que fez. “Não existe um trabalho do qual me arrependa. Todos os convites têm sido bons e desafiadores”. Durante a conversa, a atriz relembra o choque que causou em muitas pessoas ao aceitar o papel de Baby, em “Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert. “Muitos me falaram que eu estava louca. Queriam saber por que eu ia fazer um filme fora do mainstream, com uma diretora que eu não conhecia. Mas a vida é isso. Você tem que apostar na sua intuição”, disse ela.

Ela conta que a sua intuição sobre Muylaert foi acionada quando assistiu “Durval Discos” (2002), no Cine Ceará. “Lembro de ter assistido a esse filme e de ter ficado falando horas sobre ele com o Orlando (Morais, seu marido). Passou um tempo e ela (Muylaert) me mandou o roteiro sobre aquela personagem maravilhosa. Como não fazer?”. A intuição rendeu a Glória três prêmios por esse trabalho, incluindo o de Melhor Atriz no Festival de Brasília.

Cinema brasileiro

Glória Pires, que no Festival de Gramado deste ano ganhou o Troféu Oscarito pelo conjunto da obra,  atuou pela primeira vez no cinema em 1981, em “Índia, a Filha do Sol”, dirigido por Fábio Barreto. Desde então, a atriz já trabalhou em dramas e comédias, entre elas os sucessos de bilheteria “Se eu Fosse Você”, 1 e 2. Para a atriz, é preciso criar uma política cultural forte para que todos os gêneros do cinema tenham espaço nas sala de cinema. “Com o alto preço dos ingressos, a pessoa escolhe um filme e ela vai escolher de acordo com o apelo que aquilo tem para ela. Por isso, fez-se esse filão de comédias. Seria bom ter espaço para todo mundo: o cinema infantil, o autoral, o suspense. Isso só será possível com política forte, espaço e preço bom”, disse ela.

Pires estará em breve em mais uma produção: “Nise da Silveira – Senhora da imagens”, que conta a trajetória profissional da médica alagoana que virou referência no tratamento da esquizofrenia no Brasil. “Existe uma expectativa grande para o lançamento desse projeto, mas estou aberta a novos desafios”, disse ela.

“Esperei 17 anos pelo papel de lésbica”, afirma Glória Pires Resposta

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No próximo dia 16 de agosto, entra em cartaz nos cinemas o tão aguardado “Flores Raras”, longa dirigido por Bruno Barreto que trará a primeira personagem homossexual da carreira de Glória Pires. Na trama, em que dá vida à arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, Glória vive uma paixão pela escritora norte-americana Elizabeth Bishop, interpretada pela atriz australiana Miranda Otto. “Acho que o filme vem acrescentar. Mostra as duas em uma vida comum. Desmistifica um pouco esse universo gay. São pessoas comuns que têm anseios, medos, seres humanos”, afirmou Glória em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta segunda-feira (5), em São Paulo. A atriz, que virá a Salvador para divulgar o longa na próxima segunda-feira, 12 de agosto, destacou que o fato de ser uma personagem homossexual serviu de motivação. “Quando esse convite veio para mim, eu dei pulos. Foram 17 anos esperando esse filme acontecer. Foi um presente. Tem 40 e poucos anos que trabalho como atriz, maior parte fazendo telenovelas. Sempre tentei fugir às regras, mas você sempre acaba enquadrado, no bom e no mau sentido.”, afirmou.

Fonte: Dois Terços

Nos bastidores de ‘Crô’, Marcelo Serrado cita influência de Sean Penn para o papel Resposta

Marcelo e Ana Maria durante gravação de 'Crô', num casarão em São Paulo; a comédia de Bruno Barreto é inspirada no personagem da novela 'Fina estampa', de Aguinaldo Silva (Foto: Beatriz Lefèvre/Divulgação)

Marcelo e Ana Maria durante gravação de ‘Crô’, num casarão em São Paulo; a comédia de Bruno Barreto é inspirada no personagem da novela ‘Fina estampa’, de Aguinaldo Silva (Foto: Beatriz Lefèvre/Divulgação)

 

 

Enquanto verifica no monitor o resultado da cena que tinha acabado de gravar, Ana Maria Braga comenta com Marcelo Serrado que o set está repleto de “gente bonita”, citando “o diretor careca”. “Estou até ovulando”, devolve o ator, que vive o protagonista do filme “Crô”. A dupla brinca que o encontro deveria se repetir no “Mais Você”, programa da apresentadora. Marcelo (ou Crô), então, lista pratos que estaria apto a preparar: “Salada de salpicão, croquete…”. O cardápio faz rir Ana Maria e a equipe que ocupa um casarão perto da Avenida Paulista. É lá que acontecem as gravações de “Crô” acompanhadas pelo G1 numa sexta-feira de maio. Dirigida por Bruno Barreto, a produção dedica-se ao personagem da novela “Fina estampa”, de Aguinaldo Silva. A estreia está prevista para novembro.

Na sequência da qual participa, Ana Maria Braga interpreta a si mesma e visita a mansão onde mora Crô, principal cenário do longa. Quer entrevistá-lo. Na novela, ele era mordomo. Agora, depois de ficar milionário e de acumular frustrações, deseja regressar à antiga atividade – ele vai usar a exposição no programa de TV para convocar “patroas” e fazer uma improvável seleção de emprego.

Assim que o diretor grita “ação!”, Ana Maria tenta começar a entrevista fictícia: “Marcelo, meu amor…”. Risos são ouvidos no set. Não é a primeira nem a última vez em que a apresentadora confunde ator e personagem. Mas ela retoma – “Crô, meu amor…”. O breve diálogo mantém-se agora sem interrupções. É tempo suficiente para que Crô insista em “salpicão, croquete e ovular”, especule quanto à orientação do Loro José (“Eu conheço a fauna inteira…”) e convoque a colega a acompanhá-lo em seu grito de guerra: “Over the rainbow!”. Ana Maria pergunta se ele nasceu naquela mansão. Resposta: “Eu nasci aqui, eu cresci aqui… Mas não sou Gabriela!”. Bruno Barreto ri.

Serrado posa com ritmistas fantasiados de Crô (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Serrado posa com ritmistas fantasiados de Crô
(Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Sean Penn, Sandrinho e Jefferson

Terminadas as gravações, intervalo para almoço. Já despido do pijama de cetim usado por Crô até minutos antes, Marcelo Serrado encontra-se com o G1 no camarim. Ao falar sobre influências para o papel, demonstra vontade de escapar do que ele chama de “caricatura”.

Ele se recorda do casal gay Sandrinho (André Gonçalves) e Jefferson (Lui Mendes), da novela “A próxima vítima” (1995). No cinema, de Santiago, mordomo que é tema do documentário homônimo dirigido por João Moreira Salles. Cita ainda Sean Penn em “Milk – A voz da igualdade” (2008). “É tudo construído no detalhe, no dedo, nas mãos. Botei [em ‘Crô’] essa coisa dos anéis, porque uso muito a mão no rosto”, explica.

Marcelo Serrado afirma o seu “é um filme feito por personagens à margem: um mordomo, uma empregada e um motorista”. Acha “engraçado” não existir um casal romântico como protagonista. Ele confessa estar otimista, porque “as pessoas amam o Crô, as crianças amam o Crô”. “Eu viajo pelo Brasil com meu stand up e ponho 2 mil, 3 mil pessoas num fim de semana. Não faço o Crô, mas as pessoas querem ver, se sentem próximas. O Crô é lúdico.”

Lúdico e discreto, insiste Marcelo Serrado. “Apesar de ter essa alegoria toda, se você reparar, Crô é mais fechado, nunca espalhafatoso. Para ele, “o personagem podia virar mais um gay da TV, como vários que existem” – o que foi evitado, na opinião do ator. Bruno Barreto, o diretor, parece concordar. Se no lançamento de “Crô” ele recorreu aos irmãos Coen, Tim Burton, Chaplin e Jerry Lewis, durante a gravação arrisca esta definição: “É meio comédia britânica, não é?”. Nenhum dos presentes no set chega a contestar.

Serrado contracena com Urzula Caneviri no filme 'Crô' (Foto: Lisa Graham/Divulgação)

Serrado contracena com Urzula Caneviri
no filme ‘Crô’ (Foto: Lisa Graham/Divulgação)

Estátua da Ivete

Na entrevista, Marcelo Serrado abordaria tema semelhante. “Crô tem uma coisa comedida, quase inglesa. Ele pode ir para uma boate gay, mas não vai se jogar. Reparou a roupinha dele? Ele usaria isso que você está usando”, brinca, ao apontar a roupa do repórter. “Eu uso, meu pai usava muito isso também! Dá uma postura mais comedida, clássica.”

Nas cenas com Ana Maria Braga, o protagonista vestia casaco azul claro; camisa amarela listrada em branco e azul; gravata amarela, azul e rosa; calças pretas justas; e sapatos dockside (sem meias).

Ele só substitui a roupa na segunda cena gravada naquela manhã, que tem tom menos obviamente cômico. É a vez do cetim. Deitado no sofá, Crô está deprimido, sofre pela falta de companhia. Sua governanta, Marilda (Katia Moraes), se solidariza e oferece um calmante. O terceiro participante é o motorista Baltazar (Alexandre Nero). Mas este logo deixa o recinto – defendendo-se com um “já deu a minha hora” – assim que o patrão lamenta ter de dormir sozinho e lança um olhar carente e suspeito. A sequência se encerra com Crô e a funcionária caminhando pelo átrio central da mansão. Ao fundo, há uma estátua que reproduz Ivete Sangalo, ao pé de uma escadaria. É a cantora a intérprete da mãe de Crô.

Marcelo Serrado e Ana Maria conferem cena que acabaram de gravar no filme 'Crô' (Foto: Beatriz L efèvre/Divulgação)

Marcelo Serrado e Ana Maria conferem cena que
acabaram de gravar no filme ‘Crô’ (Foto: Beatriz L
efèvre/Divulgação)

Oscar x Carnaval
Para a sequência com Ana Maria Braga, são necessárias três repetições – o texto nunca é o mesmo, o improviso é permitido e incentivado. No todo, os 80 minutos de takes vão render para o filme uma “falsa” entrevista com cerca de dez minutos.

Ao se ver posteriormente na tela, a apresentadora conclui: “E eu insisto no ‘Marcelo’ [em vez de falar ‘Crô’]!”. Na conversa pós-cena, ela diz ao parceiro que ele continua parecendo Crô, mesmo com a câmera desligada. “Não pode sair do personagem”, justifica o ator. Depois, Ana Maria pede emprestados os óculos do protagonista. Eles têm armação verde e rosa.

O diálogo avança para as diferenças entre o Crô da novela e o Crô do filme. Para Marcelo Serrado, o original era menos contido – ele usa o termo enquanto indica gestos mais expansivos. No Crô cinematográfico, resta a inspiração no discreto Harvey Milk de Sean Penn. Pelo papel, o ator americano levou o Oscar. Serrado, por sua vez, se lembra de que o Crô de “Fina estampa” lhe rendeu “todos os prêmios de TV que você puder imaginar”. E ainda uma homenagem com a qual o astro americano talvez jamais possa sonhar: Crô foi “tema” da bateria da São Clemente no carnaval do Rio deste ano.

Diversidade em Animação completa cinco anos no Rio de Janeiro, confira a programação 1

DIVA

 

De 18 a 28 de abril de 2013 acontece o Diversidade em Animação (DIV.A) no Centro Cultural Justiça Federal. O DIV.A completa 5 anos e apresenta: mostra internacional de animação, estreias, programas especiais de filmografias de animadores importantes na cena mundial, retrospectivas, festas e intervenções. A ilustração do DIV.A 2013 é uma criação do italiano Jacopo Dronio.

O Especial Barry Purves reúne os filmes de um dos animadores mais aclamados do mundo, o inglês Barry Purves, que recebeu 60 grandes prêmios internacionais, incluindo o Grand Prix, Melhor Diretor, Melhor Filme, e nomeações no Oscar e no BAFTA.

O animador brasileiro Luc Figueiredo vai estar presente durante o DIV.A 2013 para apresentar a sua seleção “musculosa” de filmes, e falar sobre a produção da sua animação mais recente, o UFGay, destaque do Especial Luc Figueiredo.

As animações de Richard James (Reino Unido) têm fortes influências do esporte e da moda, e se cruzam no Especial Richard James.

As estreias estão na Mostra Internacional de Animação LGBT do DIV.A 2013. E para comemorar os cinco anos do festival no Brasil, as animações premiadas e as melhores de 2009, 2010, 2011 e 2012 serão exibidas na retrospectiva DIV.A 5 Anos.

O Intervenção DIV.A é o novo espaço do festival que irá apresentar sessões com os djs ASC, LEXX e Vino conectados com a projeção de animações LGBT que rompem as fronteiras e os sentidos do cinema tradicional. E mais tarde tem Festa: Ultralovecats (19/04 no Espaço Acústica), X-Tudo (24/04 no Galeria Café) e Achados & Perdidos (26/04 no TV Bar).

DIV.A 2013 – 5 anos

18 a 28 de abril de 2013 (exceto dia 22 de abril)
Sessões 14h, 16h, 18h e 20h
Centro Cultural Justiça Federal
Rio de Janeiro – Brasil

Ingresso de cada sessão: R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada)
Entrada permitida somente para maiores de 18 anos

visite www.diversidadeemanimacao.com.br
contato@diversidadeemanimacao.com.br

“Não há diferença”, diz Daniel Radcliffe sobre personagem gay Resposta

Daniel Radcliffe estrela edição de março da 'Out Magazine' (Foto: Reprodução)

Daniel Radcliffe estrela edição de março da ‘Out Magazine’ (Foto: Reprodução)

Daniel Radcliffe é a estrela da edição de março da revista LGBT Out Magazine. Durante a entrevista, o astro de Harry Potter, falou sobre seu mais novo filme, Kill Your Darlings. No longa, ele interpreta o poeta gay Alan Ginsberg. A produção chamou atenção do público e crítica no Festival de Sundance.

Quando indagado sobre a repercussão causada pelas cenas de sexo, Daniel minimizou: “Você nunca vê um ator gay sendo questionado sobre como é interpretar um hétero – que eu saiba, pelo menos, não existe diferença na forma como as pessoas heterossexuais e homossexuais se apaixonam”.

O astro frisou que entende a surpresa do público ao vê-lo em filmes com temas distantes do universo fantástico do bruxinho inglês. “Eu sempre disse que isso é um longo processo, de um jeito que pode durar a vida inteira”, opinou. Para ele é importante “provar para as pessoas que ele está neste ramo para um longo tempo”.

“Eu não estava apenas querendo ficar famoso enquanto podia e depois sair. Eu amo quase todos os aspectos desta indústria e eu quero estar nela, e se eu pudesse cair morto no set de filmagens aos 80 anos, é assim que eu gostaria de morrer.”, garantiu.

E acrescentou ainda que nem todos os longas da saga Harry Potter são de sua preferência. “Eu certamente não assistiria o número três, eu não assistiria os dois primeiros, eu não iria assistir o quatro. Eu definitivamente não iria assistir o seis”, finalizou.

Estúdios recusam novo filme de Steven Soderbergh, por considerá-lo ‘demasiado gay’ Resposta

Cena do filme

Cena do filme

O filme de Steven Soderbergh (de “Traffic” e “Erin Brockovich”) Behind the Candelabra, com Michael Douglas e Matt Damon nos principais papéis – que retrata a vida de Liberace (Douglas) e do seu jovem amante Scott Thorson (Damon) – foi recusado por todos os estúdios a que foi apresentado por ser considerado “demasiado gay”.

Apesar de ter um realizador de renome, duas estrelas bastante conhecidas, e um orçamento irrisório para uma produção de Hollywood, de 5 milhões de dólares, Behind the Candelabra apenas encontrou ‘uma casa’ na estação de televisão americana HBO.
Em 2013, num mundo pós Brokeback MountainI Love You Phil MorrisMilk, entre outros, e produções televisivas como Modern Family Glee, resta saber o que ainda é considerado como “demasiado gay” em Hollywood.
O filme tem Michael Douglas no papel do lendário performer e Matt Damon como seu jovem amante Scott Thorson. O filme é baseado nas memórias de Thorson. O diretor e os atores conversaram com os jornalistas numa coletiva de imprensa promovida pelo canal em Pasadena, Califórnia.

De acordo com a “Entertainment Weekly”, Douglas disse que Damon foi corajoso ao aceitar o papel.

– Não acho que eu teria tido a mesma coragem que ele está tendo – disse Douglas.

Douglas contou que o diretor o convidou para o papel 13 anos atrás, no set de “Traffic”.

– Logo no início das filmagens, Steven disse: ‘Já pensou sobre Liberace?’, lembrou Douglas. – Olhei para ele e pensei: ‘esse cara está brincando comigo?’. Isso mostra como a ideia é antiga.

Damon contou que o filme mostra um nível de intimidade jamais visto em relacionamentos gays no cinema.

– Se esta fosse uma relação entre um homem e uma mulher, você diria em alguns momentos: ‘opa, eu não deveria estar aqui’ (tamanha a intimidade do relato). Mas isso é entre dois homens, e eu nunca vi esse filme antes – disse Damon.

Os atores disseram que precisaram passar dias a fio em testes de figurino. Algumas das roupas de Liberace foram usadas como modelos, mas eles não tiveram acesso a elas.

*Fontes: Qüir Patrícia Kogut

Após Harry Potter, Daniel Radcliffe vive poeta homossexual em filme Resposta

Daniel Radcliffe divulga 'Kill Your Darlings' nofestival de Sundance 2013 (Foto: Victoria Will/AP)

Daniel Radcliffe divulga ‘Kill Your Darlings’ no
festival de Sundance 2013 (Foto: Victoria Will/AP)

Da Reuters

Daniel Radcliffe deixa de lado o menino-mago Harry Potter para encarnar um dos principais nomes da chamada Geração Beat em “Kill Your Darlings”, sedutora narrativa de amizade, amor gay e homicídio.

Radcliffe, de 23 anos, interpreta o poeta Allen Ginsberg aos 17 – um adolescente ingênuo e enrustido, que luta para encontrar seu lugar no mundo antes da libertação sexual e cultural da década de 1960.

+ Daniel Radcliffe diz ser lisonjeante saber que um gay tem uma ¨queda¨ por ele

+ Daniel Radcliffe: “Se eu fosse gay, eu escolheria um homem inteligente como Ryan Gosling”

Quando Ginsberg entra na Universidade Columbia, em Nova York, ele conhece Lucien Carr (Dane DeHaan), William S. Burroughs (Ben Foster) e Jack Kerouac (Jack Huston), que mudariam sua visão de mundo e seriam seus parceiros na fundação do movimento beatnik.

A produção independente estreou nesta semana no festival de Sundance e, após ganhar muitos elogios da crítica, foi comprada pela Sony Pictures Classics para ter uma distribuição mais ampla neste ano.

Após dez anos encarnando Harry Potter em oito filmes da série, Radcliffe também está procurando um novo lugar como ator. Em 2007, ele atuou (inclusive nu) na peça “Equus””, montada em Nova York e Londres. Em 2011, esteve no musical “How to Succeed in Business Without Really Trying”.

“Kill Your Darlings” leva novamente Radcliffe a situações-limite, incluindo uma ousada cena de sexo com outro homem.

“Todo mundo quer ter uma obra o mais diversificada possível, e é isso que mantém as pessoas interessadas na sua carreira”, disse o ator à Reuters. “Há muitas expectativas a cumprir, já que você está interpretando alguém bem conhecido e reverenciado por muita gente, mas não estamos fazendo de forma alguma um filme reverente sobre ele”, acrescentou.

Daniel Radcliffe no penúltimo filme da série 'HarryPotter' (Foto: AP)

Daniel Radcliffe no penúltimo filme da série ‘Harry
Potter’ (Foto: AP)

A publicação “Variety” disse que a atuação de Radcliffe serve para “banir da tela qualquer semelhança com Harry Potter”. A resenha da “Hollywood Reporter” observou que a cena em que Ginsberg define sua sexualidade “deverá ser vista como um grande passo para um ator no sentido de se distanciar da sua persona Harry Potter”.

Ginsberg já foi retratado várias vezes no cinema, inclusive por Ron Livingstone, em “Beat” (2000), e James Franco, em “Uivo” (2010).

“Eu propositalmente me mantive afastado de outros retratos , porque acho que sou terrível imitador, então não queria acabar fazendo uma impressão de James Franco fazendo Allen Ginsberg”, disse o jovem ator.

Embora o filme tenha quatro protagonistas, o diretor John Krokidas disse que a história de Ginsberg era central no enredo, já que esse era o personagem com a maior jornada pessoal.

“No começo do filme ele é muito o filho obediente  mas ele nunca mostra quem é por dentro, porque está tomando conta dos outros”, disse o cineasta à Reuters. “Mais para o final do filme, ele vira um rebelde, se autointitula um poeta e encontra sua própria voz.”

Jodie Foster fala pela primeira vez sobre sua homossexualidade Resposta

Jodie Foster recebe prêmio no Globo de Ouro por sua longa carreira (Reuters)

Jodie Foster recebe prêmio no Globo de Ouro por sua longa carreira (Reuters)

Jodie Foster emocionou a plateia do Globo de Ouro ao defender falar pela primeira vez abertamente sobre sua homossexualidade. Em discurso após receber o prêmio Cecil B. de Mille, a atriz deixou claro que já havia tratado do assunto “há milênios” com familiares e amigos e não via motivo para esse tipo de declaração ser feita em público.

“Tenho uma certa necessidade de dizer algo que nunca declarei em público, uma declaração sobre a qual estou um pouco nervosa, não tanto quanto a minha assessora. Mas vou falar, com orgulho, eu sou… solteira”, brincou a atriz de 50 anos, “Espero que vocês não fiquem desapontados por não haver um grande dicurso de ‘saída do armário’ hoje, pois já saí do armário há mil anos, na Idade da Pedra. Naquele tempo em que uma pequena menina frágil se abriu para amigos, família, colegas de trabalho e gradualmente para todos que a conheciam.”

Logo depois, ela aproveitou o momento para criticar o excesso de visibilidade dado às vidas pessoais dos artistas.

“Hoje, pelo que dizem, toda celebridade deve revelar detalhes de sua vida privada em conferências de imprensa, lançamentos de perfume e reality shows no horário nobre”, criticou.

A sexualidade de Jodie Foster não é nenhum segredo em Hollywood há muitos anos, mas a atriz nunca havia tratado do assunto em público. Foster se relaciona com o mundo das celebridades desde muito nova. Ela começou a trabalhar em comerciais com apenas três anos e aos 13 teve o primeiro grande papel no cinema, como a jovem prostituta de “Taxi driver”. O papel rendeu uma indicação ao Oscar em 1976.

“Se você foi um figura pública desde a infância, se teve de lutar por uma vida que parecesse real, honesta e contra todos, então talvez valorize a privacidade acima de tudo. Privacidade. Um dia as pessoas vão olhar para trás e lembrar ela era bela”, discursou.

Entre todos os agradecimentos, a atriz incluiu sua ex-parceira Cydney Bernard, com quem teve uma relação entre 1992 e 2008.

“Obrigada, Sid, tenho muito orgulho da nossa família moderna, dos nossos filhos incríveis”, disse ela.

Terry Richardson prepara documentário sobre Lady Gaga Resposta

LadyGaga

A vida de Lady Gaga será retrada em um documentário feito pelo fotógrafo Terry Richardson. Além de seu dia a dia, Terry também registrará no vídeo a gravação do próximo álbum de Gaga, o ARTPOP.

A cantora divulgou a informação através de seu twitter.

Na página, Gaga agradeceu o fotógrafo por acreditar nela e em seus fãs e disse que o filme é um sonho realizado.

Detalhes como data de lançamento, colaboradores ou até um trailer, ainda não foram divulgados.

*Informações: Moda, do Estadão

Festival For Rainbow começa hoje em Fortaleza (CE) Resposta

Festival For Rainbow exibe filmes de 7 a 13 dedezembro

Festival For Rainbow exibe filmes de 7 a 13 de
dezembro

A sexta edição do For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, começa nesta sexta-feira (7) em Fortaleza. A mostra de filmes é a única do país com a temática e o universo LGBT, e segue até 13 de dezembro, sempre às 18h, na Casa Amarela Eusélio Oliveira, no Bairro Benfica. As exibições são gratuitas.

No primeiro dia, o For Rainbow apresenta o longa cearense “O voo da beleza”, dirigido por Alexandre Câmara Vale. Um show acústico do grupo “Veronica decide Morrer” também está marcado para a noite de abertura do festival.

Além de filmes, a programação do For Rainbow traz apresentações de teatro, dança, música, oficinas e exposição multimídia de artes visuais. Em 2011, o Festival percorreu 150 cidades do Brasil com a mostra itinerante. O encerramento do evento com terá a premiação e entrega do Troféu Arthur Guedes no dia 13 de dezembro, a partir das 20h, também na Casa Amarela.

Confira a programação da 6ª edição do Festival For Rainbow

Sexta-feira – 7 de dezembro
19h – Cerimônia de abertura – Casa Amarela
19h30 – Mostra Competitiva
Longa: O voo da beleza (CE 2012 doc 80 min), direção de Alexandre Fleming
21h – Show acústico como o grupo “Veronica decide Morrer” – Casa Amarela

Sábado – 8 de dezembro
16h – Mostra retrospectiva
Filme: Estamos Juntos (RJ – Brasil\Argentina – 50” – ficção), direção: Toni Venturi
19h30 -Mostra Competitiva – Curtas: Quenda (2010, RJ, documentário, 15 min), direção de Alexandre Bortolini. Boto Lovers (2012, SP, serie, ficção, 8min por episodio), direção de Caroline Fioratti e Rui Pires. A Life together (2010, USA, documentário, 18min, em inglês), direçao de Michel Chen e Paul Dtwiler. Diálogos Lésbicos (Bolívia), direçao de Coca Guerrero.
Mostra competitiva de longa: Olhe para mim de novo (2011, SP, documentário, 77min), direçao de Claudia Priscilla e Kiko Goifman.

Domingo – 9 de dezembro
16h – Mostra retrospectiva – filme: Boneca (Muñeca – Cuestión de Sexo), de 2008 (Santiago/Chile, ficção, 83min), direção de Sebastían Arrau.
18h – Apresentação do grupo CEM Silvia Moura.
19h30 – Mostra Competitiva – Curtas: Além das 7 Cores (2012, SP, documentário, 19min30seg), direção de Camila Biau. Tambores de Safo (2012, Fortaleza, documentário, 13min22seg), documentário de Joao Henrique. Parede Branca do que poderia ser (2011, SP, ficção, 16min50seg), direção de Pedro Paulo Andrade. 5 Razones (Equador, animação), direção de Santiago Rojas.
Mostra Competitiva – longa: Eu vos Declaro (2012, SP, documentário, 40min), direção de Alberto Pereira Jr.

Segunda-feira – 10 de dezembro
14h – Palestra Tônio Carvalho – Sala Casa Amarela
16h – Mostra retrospectiva – filme: Volta da pauliceia desvairada (2012, SP, documentário, 01h33min), direção de Lufe Steffen – Casa Amarela
19h – Peça Bagaceira – cinema Casa Amarela
20h15 – Mostra Competitiva – Curtas: Tchaka em Transe (2012, São Bernando-SP, documentário, 23min), direção de Livia Marques. Home for a Golden Gays (2010, Filipinas, documentário, 15min, inglês), direção de Nola Gracegaardman. Assunto de Familia (2011, SP, ficção, 12min38seg), direção de Caru Alves. Isso é Natural (2011, CE, 1min30seg), direção de Adriano Morais. Preguntas (2012, Bolívia, ficção, 5min), direção de Coca Guerrero.

Terça-feira – 11 de dezembro
16h – Mostra retrospectiva – filme: Como Esquecer (RJ, Ficção, 100min), direção de Malu de Martino
19h30 – Mostra Competitiva – Curtas: Joelma (2011, Salvador, ficção, 20 min), direção de Edson Bastos. Au commencement (2011, Belgica, animação, 06 min, em frances), direção de Laurent Leprince. Homem Completo (2012, SP, ficção, 15min), direção de Rui Calvo. Meninos brincam de Bonecos (2012, Fortaleza, animação, 09min48seg), direção de Yuri Yamamoto e Bruno Gomes. Sob Plumas e Véus (2001, RJ, 03min03seg).
Mostra Competitiva – longa: Lengua Marterna (2010, Argentina, ficção, 78min), direção de Liliana Paolinelli.

Quarta-feira – 12 de dezembro
14h – Oficina Silvia Moura.
16h – Mostra retrospectiva – Brinco de Estrela (2008, ficção, 19min, RJ), direção de Marcela Bertoletti. Depois de tudo (2008, ficção, 12 min, RJ), direção de Rafael Saar. E agora luke? (2010, Animação, 04min. RJ), direção de Alan Nóbrega. Ensaio de Cinema (2009, 15min. RJ), direção de Allan Ribeiro. Eu não quero voltar sozinho (2010, Ficção 17min. SP), direção de Daniel Ribeiro. Felizes para sempre (2009, documentário, 07min. SP), direção de Ricky Mastro. Glossário (2008, 02min. CE) direção de Fabinho Vieira. Homofobia, Lesbofobia e Transfobia (2008, documenrtário, 09min. DF), direção de Felipe Fernandes. Sem purpurina “Realidade na baixada santista” (2009, ficção, 15min. SP), direção de Fernanda Balbino, Lara Finochio, Lívia Carvalho e Xenda Amici. On my own (2008, 04min. CE), direção: Yuri Yamamoto
19h30 – Mostra Competitiva – Curtas: Donaléo (2012, Fortaleza, documentário, 15min), direçao de Rodrigo Paulino. Maça (2012, SP, ficção, 10min), direção de Pedro Paulo de Andrade. Na sua companhia (2011, SP, ficção, 22min), direção de Marcelo Caetano. Desvelo (2012, Bahia, 15min10seg), direção de Clarissa Rebouças.
Mostra competitiva de longa: Katia (2012, Piauí, 74min), direção Karla Holanda.

Quinta-feira – 13 de dezembro
16h- Lançamento do Livro “Fortaleza de todos os amores: um arco-íris de poemas”. – Promoção: Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria de Direitos Humanos.
17h – Lançamento do CD “Fortaleza de todos os amores: musicalidades do arco-íris”- Promoção: Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria de Direitos Humanos.
19h30 – Premiação e Cerimônia de Encerramento

Serviço:
For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual
Dias: 7 a 13 de dezembro
Local: Casa Amarela Eusélio Oliveira (Av. Da Universidade, 2591. Benfica)

Claudia Ohana e Vanessa Giácomo levam prêmio de melhor atriz no festival “Queer Lisboa” 1

Vanessa, Odilon e Claudia
O festival de cinema ‘Queer Lisboa 16‘, de temática LGBT, premiou o filme ‘A Novela das 8‘ com o prêmio de melhor atriz feminina, entregue de forma conjunta às atrizes Claudia Ohana e Vanessa Giácomo.


Segundo o júri do festival, que reunia filmes da Espanha, Chile, Uruguai e Cuba nesta categoria, as atrizes agraciadas representam forças opostas em um filme centrado na telenovela, ‘a alma de uma expressão da cultura popular do Brasil’.

O filme, dirigido por Odilon Rocha, é ambientado no contexto da ditadura militar anos 70, quando as discotecas ganhavam espaço na novela ‘Dancin Days’.

Além do prêmio no ‘Queer Lisboa’, o longa ‘A Novela das 8’ também levou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cinema do Rio de Janeiro 2011 e de melhor filme no Festival de Cinema LGBT de Turim 2012.

O prêmio de melhor filme da 16ª edição do ‘Queer Lisboa’ foi para o filme americano ‘Keep the Lights On’, de Ira Sachs. No prêmio de melhor ator, o festival, também de maneira conjunta, elegeu Thure Lindhart (‘Keep the Lights On’) e Deon Lotz, protagonista da produção sul-africana ‘Beauty’, de Oliver Hermanus.

O festival ‘Queer Lisboa’, que será encerrado neste domingo com a exibição dos filmes premiados, apresentou sete filmes brasileiros em suas categorias.

O brasileiro João Federici, comissário e diretor artístico do Festival Mix Brasil da Cultura da Diversidade, foi um dos membros do júri internacional do festival.

Em entrevista à Agência Efe, Federici declarou que os festivais de temática ‘LGTB’ (lésbica, gay, transexual e bissexual) serão necessários enquanto existirem agressões e discursos homofóbicos e ‘confusão’ com tratamentos estereotipados.

Com informações da EFE

Crítica do documentário ‘I Am Gay and Muslim’ Resposta


Por Hugo Pagani, do tv PRIME

I Am Gay and Muslim é um filme que está inserido na seção de Competição para o Melhor Documentário nesta 16ª edição do Queer Lisboa, e que nos dá uma série de retratos reais sobre a homosexualidade na sociedade islã.

Homosexualidade e islamismo, dois mundos completamente distintos, que chocam numa sociedade pouco tolerante e repleta de tabus. Uma sociedade que proíbe qualquer contato com o sexo feminino até o casamento, o que obriga a um convívio com o sexo masculino de forma mais intensa que o normal, principalmente na fase da descoberta sexual, considera ao mesmo tempo a homosexualidade um crime ou doença.

Viver em Marrocos, que é a cidade abordada neste documentário, é como um jogo que muitos “perdem” ao se condicionarem a um estilo de vida aceite pela sociedade, alimentando secretamente a sua escolha (sic) sexual. Enquanto que outros lutam pelos seus direitos de serem vistos como iguais.

‘I Am Gay and Muslim’ é um belo documentário, que nos dá uma visão paradoxal de uma sociedade que tem a sexualidade como um dos maiores tabus da sua religião.

Nota: 8

Thiago Martins torce para que seu personagem se envolva com Roni em “Avenida Brasil” e sonha em interpretar um gay no cinema 1


O ator Thiago Martins (23) está no ar como o Leandro, na novela Avenida Brasil (Globo). Leandro vive um triângulo amoroso envolvendo o amigo Roni (Daniel Rocha) e a periguete Suelen (Isis Valverde). Apesar de torcer para que seu personagem termine com a Suele, Thiago acha que seria legal que ele tivesse um relacionamento gay com Roni antes:
“O Leando é louco pela Suelen e eu torço para que eles fiquem juntos, mas seria muito bacana se ele e o Roni se envolvessem, em uma novela do João [Emanuel Carneiro] tudo pode acontecer”, disse o ator ao jornalista Renato Damião, do UOL.


O ator disse que já se perdoou pelo que o Vinícius (personagem homofóbico da novela Insensato Coração fez: “Foi um presente enviado por Deus pelas mãos do Gilberto [Braga] e do Denis [Carvalho]. Por casa da novela, muitas questões importantes relacionadas a homofobia foram debatidas, essa foi a maior recompensa de ter feito o personagem.”

Vontade de ser gay no cinema
Thiago disse que tem “muitos amigos gays” e que eles o ajudaram muito na época de Insensato o “informando sobre questões dos direitos dos gays”. Depois ele foi “chamado para participar de passeatas gays”. O ator ainda disse quer “muito interpretar um gay no cinema”.
Apesar de sabermos que a direção da emissora não permite beijo gay e nenhuma cena da carícia entre personagens do mesmo sexo, o blog torce para que todos os sonhos do Thiago sejam realizados. O gatinho merece!

Paródia pornô da Liga da Justiça terá Lanterna Verde gay Resposta

Adam Killian

A prolífica indústria das paródias pornôs dos filmes baseados em histórias em quadrinhos dos EUA vai, mais uma vez, aproveitar-se de polêmicas na indústria para criar seu próximo filme.

Segundo apurou o Bleeding Cool, Rob Black, diretor de Justice League XXX 3D, colocará no filme da Liga da Justiça pornô um Lanterna Verde gay. O personagem, interpretado por Adam Killian, terá uma cena com o herói Asa Noturna.

Black pega carona no recente anúncio da DC Comics de que o Lanterna Verde original, Alan Scott, será gay em sua nova versão, criada para o universo reestruturado da editora. 

Asa Noturna, segunda identidade secreta do primeiro Robin, Dick Grayson, continua hetero nesse novo universo, mas os motivos da escolha do personagem para a paródia pornô são óbvios: eles pretendem agradar o público de fanfic “slash” gay, que fantasia há anos com um encontro entre o herói e o Batman.

*Fonte: Omelete